<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087</id><updated>2012-02-08T10:58:38.293-02:00</updated><title type='text'>Blog do Alon</title><subtitle type='html'>&lt;i&gt;Observações políticas&lt;/i&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>2758</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-7389614119167007562</id><published>2012-01-09T00:01:00.002-02:00</published><updated>2012-01-27T23:35:25.403-02:00</updated><title type='text'>Mudança (09/01)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;Aviso:&lt;br /&gt;&lt;p style='margin-left:35.4pt'&gt;&lt;i&gt;Em 2011 encerrei minha participação como colunista do Correio Braziliense. Depois destas férias/recesso começo hoje na &lt;a href="http://www.fsb.com.br/pt/" target="_blank"&gt;FSB Comunicações&lt;/a&gt;. Minha presença aqui será eventual, pelo menos por um tempo.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;Até...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-7389614119167007562?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/7389614119167007562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=7389614119167007562&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/7389614119167007562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/7389614119167007562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/12/ferias-0112.html' title='Mudança (09/01)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-3449765982089457938</id><published>2011-11-30T00:01:00.001-02:00</published><updated>2011-11-30T08:35:31.554-02:00</updated><title type='text'>Parece eterno (30/11)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O brasileiro tem problemas para pagar as dívidas porque elas custam muito caro. E não é que elas custem caro pela dificuldade de cobrá-las. Aqui, sabe-se com precisão que a galinha nasceu antes do ovo. O sujeito fica inadimplente tentando pagar a dívida, e não porque tentou escapar dela&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Comitê de Política Monetária está reunido para analisar e decidir mais um corte no juro básico, a taxa que o governo paga a quem lhe empresta dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É algo mais complicado que isso, mas simplificar não chega a ser crime capital. Como ensinam os grandes líderes, o primeiro passo para tentar explicar a realidade é buscar simplificá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Copom vem num bom momento, por ter vencido o cabo de guerra contra quem meses atrás criticou a decisão de começar a baixar radicalmente o juro básico, mesmo com a inflação inquieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu certo. A inflação anda razoavelmente comportada, no teto da meta. Que foi aliás o prometido pelo Banco Central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As projeções para 2012 continuam aquecidas, é verdade, mas até o fim do ano que vem o BC tem margem para manobrar. Pois a promessa do BC é que o ritmo dos preços convergirá daqui a doze meses para 4,5%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo num país desmemoriado, como o nosso, é promessa com boa chance de ser cobrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A antecipação do BC e do governo evitou que a mediocridade econômica, uma provável marca registrada deste quadriênio,  virasse estagnação instantânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o governo Dilma Rousseff ganhou espaço operacional para pelo menos apresentar resultados não nulos nesse campo. Politicamente será um ativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma nação que abandonou o desenvolvimentismo e agora faz o jogo do contente, 3% pode até ser apresentado como trunfo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo Dilma beneficia-se de sermos um país com baixas expectativas. Aceitamos, por exemplo, e bovinamente, que o limiar da classe média fique num nível baixo, e daí festejamos o ingresso de milhões nessa mesma classe média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em juros, e não é a primeira vez que escrevo aqui, impressiona a nossa passividade diante das taxas cobradas do investidor e do consumidor. Com a notável exceção de quem tem acesso ao subsidiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso explica em parte. O Brasil pratica um juro para quem tem poder e outro para quem não tem. E sobra a estes últimos reclamar, sem o mesmo impacto que haveria caso os primeiros estivessem no barco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O juro extorsivo já recebeu diversas explicações entre nós. Disseram que a coisa melhoraria com a introdução de novos mecanismos legais, como a lei de falências e o cadastro positivo. Aguardam-se os resultados. E convém esperar em posição confortável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro mantra diz que o brasileiro paga muito juro pois é muito inadimplente. Mas ninguém prova que somos mais caloteiros, na comparação. Eu aposto que é o contrário. O brasileiro tem problemas para pagar as dívidas porque elas custam muito caro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é que elas custem caro pela dificuldade de cobrá-las. Aqui, sabe-se com precisão que a galinha nasceu antes do ovo. O sujeito fica inadimplente tentando pagar a dívida, e não porque tentou escapar dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma encrenca resistente. Parece insolúvel. Só parece, pois outros povos já a resolveram. Mas aqui prefere-se o esconde-esconde. Finge-se que tudo vai bem. A espoliação financeira é apresentada como um dado da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o sol que nasce e se põe todo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O estilo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma certa tensão no Congresso, instado a votar a Desvinculação de Receitas da União (DRU) e pressionado a não emendar muito a peça orçamentária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 20 bilhões resolvem o problema das emendas, enquanto a DRU, no cálculo realista, vai dar de mão beijada pelo menos 100 bilhões para o Executivo gastar como quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, se houver vontade política resolve-se. Inclusive porque atenderia a segmentos dentro do governo, os insatisfeitos com o andar da carruagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque o governo executa ou não as emendas parlamentares conforme a conveniência dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dificuldade, no Congresso, tem sido costurar a solução. Outra dificuldade é descobrir quem, no poder, pode efetivamente ajudar a resolver politicamente a coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a primeira negociação orçamentária do governo Dilma. Vai servir para identificar um estilo. Se mais ou menos imperial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até onde os lados vão esticar a corda? O governo tem os restos a pagar como um colchão de começo de ano. O Congresso só tem os problemas que pode causar ao governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Férias&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de dezembro estarei em férias. Obrigado pela audiência, boas festas e um ótimo 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quarta (30) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-3449765982089457938?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/3449765982089457938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=3449765982089457938&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/3449765982089457938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/3449765982089457938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/parece-eterno-3011.html' title='Parece eterno (30/11)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-687180690876335931</id><published>2011-11-29T00:01:00.001-02:00</published><updated>2011-11-29T10:01:47.353-02:00</updated><title type='text'>Saiu de moda (29/11)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Todo mundo acha lindo estimular a consciência ambiental, mas todo mundo quer mais energia, mais matéria-prima, mais comida. E não dá para condenar. Você, que condena, está disposto a andar para trás se isso for indispensável a que outros possam ir adiante?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cúpula sobre mudanças climáticas em Durban, África do Sul, acontece num momento ingrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o alerta sobre os efeitos do aquecimento global eclodiu anos atrás num período de bonança, o debate agora se dá em meio à ameaça de estagnação prolongada, uma curva em “U”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os mais pessimistas arriscam dizer que será em “L”, sem data para voltar a subir a ladeira. Um modelo japonês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De três anos para cá o mundo passou a preocupar-se mais com o crescimento e o emprego do que com a elevação da temperatura do planeta e os efeitos nocivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois há os não tão nocivos. Russos e canadenses, por exemplo, devem estar loucos para aquelas terras todas descongelarem e virarem plantações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dúvidas científicas jogam um papel, mas menor. Os céticos do clima não estão com essa bola toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O xis do problema aparece na falta de horizontes para o combate radical à pobreza e na falta de oportunidades suficientes para quem mais precisa delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém diz, na real, como fazer as duas coisas ao mesmo tempo. 1) Crescer e combater fortemente a pobreza e 2) reduzir a emissão de CO2 e congêneres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo foi passando e a luta contra o aquecimento global foi ficando com cara de coisa de quem já tem tudo e propõe que quem não tem nada continue sem ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar na realidade que mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando surgiu a onda, o crescimento chinês era apontado pela militância como paradigma do que não fazer, como caminho a combater, pela subordinação das variáveis ambientais às econômicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o mundo preocupa-se ao contrário. Teme que a desaceleração chinesa resulte, com a estagnação europeia e a lentidão americana para decolar, em soma vetorial desastrosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agenda virou do avesso. No Brasil, a fúria mercadológica do etanol ficou na poeira. Pois o mercado mundial para biocombustíveis micou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da invencível armada da cana sobrou a fatura, com produtores atrás de garantias para produzir e o governo atrás de garantias de que produzam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conta, naturalmente, restará para o contribuinte. O novo proálcool terá o destino do velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora só se fala no petróleo do pré-sal, cuja extração, aliás, produz bem mais gases do efeito-estufa, dizem. E ninguém está nem aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode até dar uma vazadinha, a turma fará algum barulho, mas no fim vai ficar por isso mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proponha suspender a retirada do petróleo sob a camada de sal, para ajudar a salvar o planeta, e candidate-se a uma vaga na galeria dos folclóricos, dos lunáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou dos traidores da pátria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epíteto que um dia foi aplicado a quem duvidava do “projeto etanol”. Pois o impatriotismo é um rótulo sempre à disposição de governos que precisam justificar o que fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os otimistas apostam num novo Kyoto, desta vez subscrito por todos, inclusive por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O realismo adverte que, se acontecer, será suficientemente vago e flexível para acomodar interesses antagônicos, oferecer uma photo-op aos protagonistas e resultar em efeito prático nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ou menos como o primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coordenação global contra as mudanças climáticas esbarra numa barreira até agora intransponível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para abrir espaço ao crescimento das emissões nos países que vêm atrás, os que vão na frente precisariam não apenas desacelerar, mas reduzir em valores absolutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um impasse político insolúvel, pois quem já saboreia os confortos da civilização não abrirá mão. No máximo engrossará correntes bem intecionadas, propagandísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para polir a imagem, sempre bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo acha lindo estimular a consciência ambiental, mas todo mundo quer mais energia, mais matéria-prima, mais comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não dá para condenar. Você, que condena, está disposto a andar para trás se isso for indispensável a que outros possam ir adiante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Desespero&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Farc começaram a executar reféns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os presidentes da Colômbia e da Venezuela transformaram-se em amigos de infância. Sob aplausos brasileiros e americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O isolamento aumenta muito a tendência ao desespero. E o desespero costuma ser péssimo conselheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta terça (29) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-687180690876335931?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/687180690876335931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=687180690876335931&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/687180690876335931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/687180690876335931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/saiu-de-moda-2911.html' title='Saiu de moda (29/11)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-481203505767665151</id><published>2011-11-28T00:01:00.006-02:00</published><updated>2011-11-28T00:51:57.834-02:00</updated><title type='text'>Um erro (28/11)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Os ministros herdados pela nova presidente, ou alguns deles, vem cometendo um erro de avaliação. O cenário da guerra com Luiz Inácio Lula da Silva era um. Com Dilma Rousseff é outro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há certa rotina quando aparecem acusações de corrupção contra políticos. Os adversários apressam-se para condenar, enquanto os aliados correm a acusar o que chamam de denuncismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, uma definição algo humorística para a dualidade é considerar que denuncismo são as denúncias lançadas contra nossos aliados enquanto denúncia é o denuncismo praticado contra nossos adversários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma piada que merece ser levada completamente a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o teatro da política, com seus atores. Quando é contra adversários, uma revelação, uma palavra de ministério público, um relatóriUo de tribunal de contas, um depoimento, tudo serve como prova definitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando é contra aliados, exige-se o trânsito em julgado, a sentença da última instância, a presunção pétrea de inocência, o in dubio pro reo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando é contra adversários, exalta-se a independência do Legislativo como esfera de fiscalização do Executivo. Quando é contra aliados, exerce-se a maioria parlamentar para trancar a porta às investigações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome da governabilidade. Para evitar a indesejável politização de algo que deveria correr apenas na esfera jurídica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São scripts manjados, estão aí desde que o mundo é mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como equilibrar-se na gangorra? Não há solução simples. Os princípios jurídicos estritos não se aplicam à política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá para defender, como regra, manter no cargo o político acusado até que a instância judicial definitiva se pronuncie. E não dá para estabelecer que aqualquer acusação implique remover o acusado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade, como de hábito, costuma estar em algum ponto intermediário. Mas como localizar o ponto de equilíbrio na política? Infelizmente (ou felizmente, vai saber...) ele é definido pela relação de forças, pela disposição dos exércitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disposição em ambas as acepções. Distribuição e vontade de combater. E, como em toda guerra, a vontade de lutar aumenta conforme a chance de vitória. E o contrário também vale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ministros herdados pela nova presidente, ou alguns deles, vem cometendo um erro de avaliação. O cenário da guerra com Luiz Inácio Lula da Silva era um. Com Dilma Rousseff é outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula começou o governo centralizando poder, mas a crise desencadeada pelas acusações de Roberto Jefferson obrigou-o a acelerar a descentralização. E esta transformou-se em fonte de poder presidencial, pela blindagem propiciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Dilma precisaria buscar poder desfazendo o que Lula fizera. Para governar, retomar o controle do próprio governo, desfazendo feudos e dissolvendo bolsões de autonomia orçamentária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis por que a relação de forças é desfavorável aos ministros que entram na linha de tiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a periferia do governismo busca desvendar as conspirações e acusa quem aponta o dedo para os problemas chamados éticos, o governo porpriamente dito, especialmente a presidente, surfa na onda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando precisa moderar o ritmo, para dar alguma satisfação ao público interno, mas nada além disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aliança de Lula era com os partidos e contra um certo pedaço da opinião pública. Já Dilma cultiva as relações com os antigos adversários de Lula, para limitar o poder do entorno. Mas sem romper com o entorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dilmismo deseja o melhor dos mundos. Manter o arco de alianças construído por Lula e neutralizar os focos de crítica. Daí que pareça governar sem oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Aposta&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo aposta no mercado interno para superar a pasmaceira decorrente das dificuldades econômicas europeias, que terão impacto global. Já vêm tendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aposta é a de costume. Ampliar crédito, proteger setores econômicos, apoiar-se numa certa autarquização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz sentido, desde que a linha inclua mecanismos para aumentar radicalmente a competitividade da economia brasileira, nossa capacidade de buscar mercados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois um dia a crise vai passar e é preciso saber como vamos estar então. Se estaremos prontos a disputar com vantagem os espaços numa economia mundial relançada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos na indústria, o cenário está longe de ser animador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta segunda (28) no Correio Braziliense e no Estado de Minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-481203505767665151?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/481203505767665151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=481203505767665151&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/481203505767665151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/481203505767665151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/um-erro-2811.html' title='Um erro (28/11)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-4947901547271968184</id><published>2011-11-27T00:01:00.003-02:00</published><updated>2011-11-27T10:41:34.996-02:00</updated><title type='text'>Mar sem muros (27/11)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O lógico é concentrar no governo federal o dinheiro para combater acidentes petrolíferos. Pois se um poço vaza no Espírito Santo e o desastre atinge uma praia da vizinha Bahia o governo baiano irá buscar dinheiro em Brasília, e não em Vitória.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acidente ambiental na operação petrolífera da Chevron desencadeou surtos de consciência e esperteza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consciência? O vazamento mostrou mais uma vez que não existe risco zero na obtenção de energia. O desenvolvimento tem custo ambiental, obrigatório ou potencial. A utopia moderna é o bem-estar para todos com 100% de “sustentabilidade”. Impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer, então? Alguns propõem renunciar a tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada fonte de energia há alguém que afirma ser indispensável abrir mão dela para salvar o planeta. Inviável. Se ouvidos todos os profetas do apocalipse, a humanidade estará condenada a comprar passagem de volta para a Idade da Pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem fura o chão do mar para procurar e extrair óleo está arriscado a deixar vazar para a água. Isso vale para o pré-sal ou para a extração convencional. O Brasil é líder mundial em petróleo extraído no mar. Então que cuide de fazer da melhor maneira possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a Chevron é americana, uma parte da reação pública e popular escoou pelo canal da xenofobia. E se fosse a Petrobras? Ou uma parceira brasileira da estatal? A Petrobras garante que é impossível acontecer algo parecido na operações dela própria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás os americanos estão isentos da acusação de não praticar o desleixo que exportam para o Terceiro Mundo, pois o acidente parecido no Golfo do México foi bem pior. Ainda que a empresa naquele caso fosse britânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então não é por aí. O problema é outro. Será que o Estado brasileiro utiliza convenientemente os recursos do petróleo para minimizar a possibilidade de acidentes e para, quando acontecerem, minimizar as consequências?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou essa dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a esperteza? Tentar conectar o acidente da Chevron ao debate sobre a destinação dos royalties. Os estados em cujo litoral se extrai o óleo estariam agora legitimados para pedir a parte do leão, pois mais sujeitos a risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o mar não é murado. O óleo vazado pode ser carregado pela água para qualquer lugar. O desastre ecológico não acontecerá necessariamente nas praias do estado em cujo mar houve o vazamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o argumento vira bumerangue. O mais razoável não é deixar nos cofres estaduais os recursos de prevenção e combate a desastres petrolíferos. É concentrar no governo federal. E este irá aplicá-los onde for necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois se, por hipótese, um poço vaza no Espírito Santo e o desastre atinge uma praia da vizinha Bahia o governo baiano irá buscar dinheiro em Brasília, e não em Vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o argumento lógico. mas tem também o empírico. Quanto dos royalties do petróleo vem sendo investido nessa rubrica específica pelos estados hoje beneficiados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que têm hoje a parte do leão por acaso dão prioridade financeira a ações para prevenir e combater problemas ambientais e sociais decorrentes da extração petrolífera? Aguardam-se demontrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Proporcional&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse aqui colunas atrás que em meio a outras acusações atenção especial deveria ser voltada às atividades do Ministério do Trabalho na certificação de sindicatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pule de dez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bizarro que persista entre nós este traço do Estado Novo, o governo dizer que sindicato representa a categoria. É um poder intolerável e que induz à corrupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aliás estranho que a CUT, nascida também para acabar com isso, tenha deixado com o tempo o tema em segundo plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o risco de fragmentação sindical das categorias? Será real, pois os insatisfeitos com a orientação partidária poderão formar novos sindicatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso há duas soluções possíveis. Uma é aceitar essa realidade e formar coligações sindicais na base para negociar unificadamente com os patrões. Como já acontece na cúpula, com as centrais sindicais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro caminho é estabelecer a unicidade em lei, mas desvincular o sindicalismo da estrutura do Ministério do Trabalho e adotar mecanismos proporcionais obrigatórios nas eleições da entidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveria um só sindicato, mas cada corrente política teria nele a representação proporcional aos votos. Quem conseguisse a maioria, comandaria. Mas a oposição estaria representada. Como acontece hoje na UNE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada neste domingo (27) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-4947901547271968184?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/4947901547271968184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=4947901547271968184&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/4947901547271968184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/4947901547271968184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/mar-sem-muros-2711.html' title='Mar sem muros (27/11)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-7832422648136001063</id><published>2011-11-25T00:01:00.002-02:00</published><updated>2011-11-25T00:38:30.847-02:00</updated><title type='text'>Força relativa (25/11)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Quando um país decide se meter na vida de outro sua voz será ouvida na medida dos meios à disposição para fazer valer o que acha.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Representantes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China) emitiram ontem em Moscou um comunicado conjunto sobre a situação no Oriente Médio e Norte da África. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É movimento com significado político claro: buscar algum protagonismo em cenário até agora dominado pelos Estados Unidos e aliados mais orgânicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documento reafirma alguns posicionamentos conhecidos, como a oposição a ingerências externas na crise síria e a novas sanções unilaterais ao Irã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As posições não são novas mas a reafirmação vem num momento delicado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois na Síria as condições amadurecem para um desfecho à Líbia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Estados Unidos e Europa escalam pressões contra Teerã, após a Agência Internacional de Energia Atômica ter atestado o que já se sabia: que o "caráter pacífico" do programa nuclear iraniano é para inglês ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Brics têm lá seu poder de fogo no terreno diplomático, mas enfrentam uma dificuldade prática. Não parecem contar com as cartas decisivas na manga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Estados Unidos e Otan mostram disposição crescente para ações militares, é impensável forças russas, chinesas, indianas ou brasileiras em combate na defesa da tirania cleptocrática de Bashar Assad ou do condomínio nuclear entre Mahmoud Ahmadinejad e os aiatolás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No limite, é disso que se trata. Quando um país decide se meter na vida de outro sua voz será ouvida na medida dos meios à disposição para fazer valer o que acha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, é a diplomacia pela diplomacia. Sujeita à ameaça permanente de atropelamento pela vida real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima entre Brics e Estados Unidos/Otan já esteve melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles consideram que estes usaram a resolução do Conselho de Segurança da ONU para impor pela força a mudança de regime na Líbia. Quando a ideia era só impedir que Muamar Gadafi massacrasse a oposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rússia anda inquieta com o escudo antimísseis projetado pelos Estados Unidos na Europa Oriental. Washington diz que é para conter o Irã, mas Moscou enxerga como ameaça a si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ameaça apontar mísseis para o sistema antimísseis. Bem ali ao lado da Polônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a China não deve ter ficado especialmente feliz com a explícita intenção americana de reforçar posições no Extremo Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barack Obama não poderia ter sido mais claro a respeito quando anunciou o estacionamento de marines na Austrália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Novo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pelo menos num aspecto a posição divulgada ontem pelos Brics aproximou-se do que defende Washington. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomar as fronteiras pré-1967 apenas como referência para o desenho dos limites de um eventual Estado Palestino, e não como linhas pétreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto é claro. "Os Estados dos Brics apoiam a retomada nas negociações israelense-palestinas para o estabelecimento de um Estado Palestino independente, viável e territorialmente contíguo, com plena soberania no interior das fronteiras de 1967, com trocas territoriais mutuamente acordadas e com Jerusalém Oriental como sua capital."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Trocas territoriais mutuamente acordadas" foi precisamente a carta nova que Barack Obama colocou na mesa quando discursou meses atrás para relançar a estratégia americana para o conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma novidade que nunca constara das posições oficiais brasileiras. Ainda que o Brasil sempre tenha enfatizado, como lembra o Itamaraty, a necessidade de negociações para solucionar os impasses centrais entre israelenses e palestinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Itamaraty argumenta que comunicados conjuntos não definem políticas nacionais, mas o texto de ontem dos Brics tem originalidade quando analisado à luz do que o Brasil vem dizendo desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu a Palestina nos limites pré-1967.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A posição brasileira estrita é inaplicável. Um exemplo: pelas linhas pré-1967 o Muro das Lamentações, referência sagrada para os judeus, ficaria sob controle árabe-palestino. E é só um exemplo. Há também novas realidades demográficas a considerar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta sexta (25) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-7832422648136001063?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/7832422648136001063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=7832422648136001063&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/7832422648136001063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/7832422648136001063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/forca-relativa-2511.html' title='Força relativa (25/11)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-8418069941780591154</id><published>2011-11-24T00:01:00.003-02:00</published><updated>2011-11-24T11:28:26.695-02:00</updated><title type='text'>Estabilidade instável (24/11)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O governo Dilma opera bem, mas na comparação com o vazio. As alternativas não estão postas. Pois na política a avaliação é sempre relativa, depende do referencial, especialmente na hora do voto&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será interessante observar até que ponto a manutenção do ministro do Trabalho irá comprometer a imagem projetada por Dilma Rousseff, de governante inflexível no terreno da ética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora a queda em cascata de ministros enrolados vem acrescentando capital intangível à presidente, olhada por segmentos da opinião pública e da população como antípoda -neste aspecto- do antecessor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O valor agregado aparece em pesquisas nos segmentos sociais e geográficos eleitoralmente mais sensíveis à centralidade da demanda de um governo ético, signifique o que significar. Pois a ideia é difusa e de limites pouco definidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem aceite o chamado fisiologismo, mas sem corrupção. E há quem repudie todo sistema de troca de influência orçamentária por apoio político. Ainda que não se conheça político que pense -ou aja- assim no governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou democracia que prescinda da repartição de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como em tudo na vida, a dificuldade mora nos detalhes. Há situações limítrofes e outras óbvias. O caso do ministro do Trabalho deveria enquadrar-se na última categoria, pelas idas e vindas nas explicações. E pelo deboche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa razão leva a que ele seja visto como lutador de boxe já nocauteado mas ainda em pé. A sobrevida depende de o round (ou a luta) acabar rapidamente ou, por milagre, de ele acertar um golpe decisivo no adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira opção está enquadrada nos prazos da tal reforma, ou minirreforma, ministerial. Que virá provocada pelo calendário eleitoral mas motivada pelo fenômeno da coabitação entre um ministério velho e uma presidente nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda é na prática impossível, pois o alvo do fogo precisaria ter um estoque suficientemente grande de golpes para desferir contra todos os atiradores, que são muitos. Dentro e fora do governo e do partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida real, o ministro está por um jab.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esta coluna não é sobre o destino do ministro do Trabalho, um assunto menor da cena política. É sobre uma pauta mais importante: o estado do marketing da faxina e o nível da demanda social por um governo honesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há por aí um raciocínio enviesado, de que só a classe média e os ricos se preocupam muito com isso, de que os pobres aceitam bem o modelo do “rouba mas faz”. Não é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui comparece sempre um modelo de trade-off. O balanço entre o que se ganha e o que se perde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem precisa menos dos serviços do Estado tem menos variáveis a considerar no perde-ganha, e a chamada ética adquire mais peso relativo. Já o outro grupo costuma considerar variáveis em maior número.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não significa que uns tenham mais flexibilidade moral diante da corrupção, apenas são mais vulneráveis a políticas públicas capazes de neutralizar eleitoralmente os problemas no terreno da probidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo Dilma Rousseff e a presidente apresentam resultados medianos mas vem operando bem nos dois públicos. Para uns, é a continuidade da linha de preocupação social do antecessor. Para outros, é uma certa ruptura com modelos excessivamente tolerantes de governança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é o problema, então? É que o governo Dilma opera bem, mas na comparação com o vazio. As alternativas não estão postas. Pois em política a avaliação é sempre relativa. Depende do referencial, especialmente na hora do voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eleitor decide comparando as opções, apenas uma minoria tem compromisso ideológico-partidário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso o quadro é de estabilidade instável. O equilíbrio dependerá de o condomínio governamental controlar sempre todas as variáveis, o que exigirá imensa perícia e capacidade de aglutinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ainda no Brasil, onde a multiplicidade de partidos, e portanto de portas de entrada na disputa eleitoral, favorece a entropia. E vai ficando cada vez mais complicado à medida que o governo envelhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Estreito&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil evoluiu para a condenação do regime sírio, na última votação na ONU. Mas absteve-se no caso do Irã por considerar que o texto contra Teerã era pouco equilibrado, nas palavras do Itamaraty.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a Síria, pesou também a posição da Liga Árabe. Essas são as explicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato? Estreita-se progressivamente o espaço para nossa dubiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quinta (24) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-8418069941780591154?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/8418069941780591154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=8418069941780591154&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/8418069941780591154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/8418069941780591154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/estabilidade-instavel-2411.html' title='Estabilidade instável (24/11)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-4423938510764957875</id><published>2011-11-22T00:01:00.001-02:00</published><updated>2011-11-22T10:09:06.609-02:00</updated><title type='text'>Velhice (22/11)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A Europa, como os Estados Unidos, consome demais e produz de menos. Mas, diferente dos americanos, não tem um ambiente com liberdade econômica suficiente para relançar rapidamente a expansão capitalista&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma crise econômica gravíssima que aumenta exponencialmente a taxa de desemprego deveria levar as pessoas a pedir mais proteção do Estado e, portanto, favorecer a esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na Europa quem emerge na crise com poder político reforçado é a direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo na Itália, onde o tsunami econômico-financeiro derrubou o direitista Silvio Berlusconi, quem entrou no lugar foi um governo "técnico" comprometido com a austeridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Austeridade parece ser a palavra da moda na Europa. Da Grécia ao Reino Unido, da Itália à Espanha, os eleitores parecem inclinar-se agora para quem sempre defendeu menos Estado, não mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há exceções, como a Dinamarca, mas são exceções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a primeira grande onda da crise engolfou o mundo desenvolvido, a linha imediata de defesa foi o Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se endividou e emitiu o suficiente para evitar a quebra das empresas, financeiras ou não, grandes demais para irem à breca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira fila, o premiê britânico, Gordon Brown, a quem devemos muitos agradecimentos por o planeta não ter quebrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brown defendeu que os Estados oferecessem garantias ilimitadas para evitar que maus passivos causassem falências em cascata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O premiê, ele próprio ex-ministro das Finanças do longevo governo trabalhista de Tony Blair, só por isso já mereceria uma estátua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de não recebê-la, foi duplamente mandado para casa na primeira eleição: perdeu o cargo e também a liderança do partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é o colega espanhol quem segue o mesmo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é o problema da Europa? O mesmo do resto do mundo. O modelo funcionou razoavelmente para evitar o pior, mas não indica as portas de entrada para um mundo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns dizem que o remédio é ruim, outros dizem que a dose foi insuficiente, mas os povos não parecem querer pagar para conferir esta segunda hipótese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sair da crise com vigor, a Europa precisaria reorganizar-se economicamente e buscar para si algum protagonismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirando a Alemanha e seu ainda vigor tecnológico, o que exatamente a Europa faz melhor que o resto do mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em inovação, os americanos lideram, seguidos pela Ásia. Em commodities agrícolas, quem manda é o mundo emergente. Igualmente em recursos minerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Energia? Não parece que a Europa tenha algo de realmente novo a oferecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indústria, exportação? Aqui manda a China. Serviços? Muita gente competitiva, não parece haver grande vantagem para ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Europa, como os Estados Unidos, consome demais e produz de menos. Mas, diferente dos americanos, não tem um ambiente com liberdade econômica suficiente para relançar rapidamente a expansão capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o risco que corre é ser devorada de um lado pela superpotência e de outro pelos emergentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um problema do Velho Mundo é exatamente este: a velhice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Paralelismos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analistas fazem paralelos entre o cenário espanhol e o brasileiro, duas economias de crescimento baseado não em poupança, mas apenas na expansão do crédito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil tem diferenças óbvias em relação à Espanha. A primeira e mais importante é a alta taxa de emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que o baixo desemprego brasileiro se deve bastante à expansão do consumo via crédito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo tem limite, e se hoje o brasileiro não chega a dever muito, na comparação com outros, arca com um serviço altíssimo das suas dívidas, alimentadas pelo nosso juro recorde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto a Europa como o Brasil precisariam absorver algo do modelo chinês. Dar mais peso relativo à poupança e às exportações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso no exato momento em que a China percorre o caminho oposto. Pois os chineses perceberam lá atrás que não dá para sustentar um crescimento baseado só nas exportações num mundo cada vez mais protecionista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vaticínios&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barack Obama foi ao Extremo Oriente para relembrar que os Estados Unidos estão ali para ficar. Vão até fixar tropas na Austrália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O recado é para a China.&lt;br /&gt;E os aliados dos Estados Unidos fecham a tenaz em torno do Irã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A superpotência não parece muito convencida dos vaticínios a respeito do seu declínio inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta terça (22) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-4423938510764957875?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/4423938510764957875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=4423938510764957875&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/4423938510764957875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/4423938510764957875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/velhice-2211.html' title='Velhice (22/11)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-115985318176108131</id><published>2011-11-21T00:01:00.004-02:00</published><updated>2011-11-21T13:15:09.001-02:00</updated><title type='text'>Vai esquentar (21/11)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A Comissão da Verdade começa relativamente consensual, mas tem tudo para transformar-se em palco de intensa luta político-ideológica&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem aí a Comissão da Verdade, produto do compromisso com alguma solução política que 1) confirme a intenção governamental de dar satisfação sobre os fatos da ditadura (1964-1985) e 2) evite dissensos em grau que possa atrapalhar o governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente a coisa anda sob controle, delimitada pelas decisões do Supremo Tribunal Federal sobre a Anistia e pela amplitude da costura feita para o projeto passar no Congresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás o relator no Senado foi do PSDB, Aloysio Nunes Ferreira (SP). Ele próprio um ex-guerrilheiro da Ação Libertadora Nacional. E que depois migrou para o Partido Comunista Brasileiro, para a linha de luta de massas e frente ampla contra a ditadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo parece estar controlado, mas a vida é mais complexa que os esquemas previamente definidos. E os fatos políticos uma vez nascidos ganham pernas. Passam a caminhar com certa autonomia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que acontecerá com a Comissão da Verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus membros serão escolhidos com um olho na isenção, dizem. Impossível na prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mundinhos da política e da opinião pública costumam cultivar a ilusão do apartidarismo, das personalidades técnicas, das expressões suprapartidárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos entes moral e intelectualmente acima das diferenças que engolem os mortais comuns. Engana-me que eu gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a roda começa a girar a conversa muda. Cada um assume seu lado e o bicho pega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão da Verdade, concebida como foi e montada como será, vai carregar um imenso potencial publicitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será uma fonte caudalosa de pautas, de matéria-prima para o trabalho jornalístico fora do ramerrame da politiquinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já lembrava o personagem vivido por Al Pacino no belo Advogado do Diabo: o pecado capital preferido do tinhoso é a vaidade. E a política sem vaidade ainda está por ser inventada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vai resistir à tentação de sobressair como justiceiro? É quase irresistível. Quem vai resistir a assumir o papel de certificador histórico? Será quase desumano pedir ao sujeito que recuse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse segundo aspecto é menos discutido. Há no governo interesse em que a Comissão da Verdade produza uma nova história oficial do regime militar. Algo que venha como a palavra definitiva sobre aquele período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que no longo prazo seja inútil, pois o destino das histórias oficiais é a desmoralização. Que vem quando o vento muda de lado e a força antagonista assume o poder para produzir sua própria versão oficial dos acontecimentos passados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas taticamente a coisa pode ter alguma utilidade, pois nas escolas militares e na caserna persiste a linha de que a intervenção das Forças Armadas em 1964 teve por objetivo defender a democracia contra um golpe comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Forças Armadas venceram a guerra contra as organizações guerrilheiras no plano militar, mas na guerra durante a paz, ou pós-guerra, não repetem o desempenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os adversários derrotados no campo de batalha foram empurrados para a luta política institucional, onde tiveram sucesso. Os três últimos governos vieram comandados por personagens da resistência ao regime militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas falta completar a obra no terreno ideológico-doutrinário. Obrigar os militares a aceitarem a versão histórica dos adversários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis por que a Comissão da Verdade começa relativamente consensual mas tem tudo para transformar-se em palco de intensa luta político-ideológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém o cenário para o governo não é todo cor de rosa. O texto permite escarafunchar também as violações aos direitos humanos cometidos pela resistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí a caserna leva alguma vantagem. Pois desde a transição de 1984-85 as Forças Armadas cuidam de coletar e sistematizar todas as informações sobre a atuação dos adversários naquela época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guerras só são bonitas nos maus livros de História. Ou na propaganda. Na vida real, quando há guerra todos perdem. Ganha quem perde menos. Mas todos os lados contabilizam vítimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna publicada nesta segunda (21) no Estado de Minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-115985318176108131?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/115985318176108131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=115985318176108131&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/115985318176108131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/115985318176108131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/var-addthisconfig-datatrackclickbacktru.html' title='Vai esquentar (21/11)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-8485363485799179653</id><published>2011-11-19T20:00:00.000-02:00</published><updated>2011-11-19T20:00:05.871-02:00</updated><title type='text'>Dois mundos (20/11)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Polícia na favela para expulsar o tráfico é bom. Mas polícia na universidade para impedir que o tráfico dê as cartas é ruim. Na Rocinha, impor a presença do Estado, hastear a bandeira e cantar o Hino Nacional. Na universidade, preferir a coexistência pacífica com o crime&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tráfico de drogas é reconhecido de modo unânime como principal vetor de violência e insegurança na nossa sociedade. Ficaram para trás as teorias alternativas. Entre elas a que atribuía o problema à pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade encarregou-se de provar que não é assim, pois nos anos recentes a criminalidade cresceu mais onde mais a economia expandiu, e onde mais se distribuiu renda: nas regiões metropolitanas do Nordeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem seria necessária essa constatação “laboratorial”. Bastaria olhar os mapas. As manchas geográficas de pobreza não coincidem com as da violência e do crime. São fenômenos em boa medida desvinculados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crime comparece com mais vigor onde há dinheiro, desigualdade e, principalmente, impunidade. No Brasil a relação entre o custo e o benefício de delinquir é razoavelmente boa para quem sai da linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reduzir a desigualdade é tarefa permanente dos governantes. Ou deveria ser. Entre nós parece haver consenso de sermos governados por gente preocupada em estreitar as distâncias sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode haver, e há, diferenças políticas, naturais, mas não existe no Brasil quem diga a sério que somos um país desatento às necessárias ações governamentais para ajudar quem mais precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre se pode melhorar, e há campos -como a educação- onde estamos mal e vamos muito devagar, mas a tendência é de avanço. O estado ajudar os mais necessitados virou traço cultural, deixou de ser elemento central da disputa ideológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está então o problema? Na frouxidão do combate ao crime. Mas isso pouco a pouco também vai sendo alterado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio, ficaram na poeira a glamurização do tráfico e a condescendência pseudosociológica com fenômenos como, por exemplo, as milícias. É uma revolução cultural. A ocupação das “comunidades” pela polícia tem amplo apoio político e popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois a sociedade concluiu que deseja distância -inclusive geográfica- do comando do tráfico. Ainda que, infelizmente, não tenha conduzido o raciocínio à estação seguinte: o que alimenta o tráfico é o consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo é um processo, como gostava de dizer o então presidente Fernando Henrique Cardoso. Que aliás compareceu estes dias à imprensa para engrossar a corrente de quem pede para a USP uma política oposta à da Rocinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polícia na favela para expulsar o tráfico é bom. Mas polícia na universidade para impedir que o tráfico dê as cartas é ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Rocinha, impor a presença do Estado, hastear a bandeira e cantar o Hino Nacional. Na universidade, preferir a coexistência negociada com o crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo “na universidade”, genericamente, porque se é bom para a USP deve ser aplicado também às demais. Públicas e particulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o resumo da ópera, ainda que o debate percorra tentativas de panos quentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pano quente defende que as instituições de ensino superior tenham polícia própria. Aí aparecem duas dúvidas. Quem vai mandar nessa polícia e a que leis essa polícia vai obedecer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro ponto é menos complicado, pois seria natural que uma polícia universitária obedecesse às autoridades universitárias. Mas, e o segundo? A polícia particular das universidades seguiria as leis criminais do país ou haveria leis próprias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As universidades teriam um código penal próprio? Parece bizarro. Mas, se as polícias universitárias seguiriam e aplicariam as mesmas leis “de fora”, ora bolas, para que uma polícia separada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas é só isso. Um segmento da sociedade que se considera acima das leis, que se julga no direito de decidir quais leis vai seguir e quais não, e pede para si um tratamento à parte. Um elitismo e tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não faz sentido. Ainda que debates sem sentido não sejam vedados na esfera intelectual. Mas além da polêmica político-ideológica há o problema prático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente, é inaceitável que as universidades brasileiras se transformem em território livre para o tráfico de drogas, transformem-se em áreas onde o tráfico poderá abrigar-se para operar com mais segurança, inclusive do lado de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inaceitável transformar as universidades em regiões capturadas pelo crime, onde a polícia (a regular) precisará pedir licença ao “poder local” para agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada neste domingo (20) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-8485363485799179653?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/8485363485799179653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=8485363485799179653&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/8485363485799179653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/8485363485799179653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/dois-mundos-2011.html' title='Dois mundos (20/11)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-5485206133368940382</id><published>2011-11-18T00:01:00.002-02:00</published><updated>2011-11-18T09:37:32.659-02:00</updated><title type='text'>À espera (18/11)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Na teoria temos uma bela vantagem sobre o mundo desenvolvido. Aqui quase tudo ainda está por fazer. Mas essa qualidade é também nosso grave defeito: o Estado brasileiro estruturou-se para não deixar que as coisas aconteçam&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prévia do PIB divulgada ontem pelo Banco Central registrou recuo de 0,32% no trimestre de julho a setembro. O número final dirá quanto, mas sabe-se desde já que a economia brasileira andou para trás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo espera que o final do ano traga boas notícias, salvando o período gregoriano. Mas o acumulado dos 12 meses terminados em dezembro terá carregado a inércia do ótimo 2010, fazendo concluir que 2011 foi um ano perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis por que um número razoável no total de 2011 não terá como resolver o problema prático. Na medição instantânea a economia brasileira está parando. O tranco é menos agudo que em 2008/09, mas a gravidade é maior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se três anos atrás a crise era de crédito, enfrentável portanto com medidas monetárias, a de agora parece bem mais complicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As taxas mundiais de juros estão no chão, sem que isso faça destravar a engrenagem. A cada momento em que a locomotiva ensaia ganhar velocidade aparece um novo problema e a aceleração se frustra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é a Europa, com sua dívida descontrolada e seus bancos pressionados. Qual será a próxima supresa, a próxima casinha a se abrir e exibir uma imagem assustadora aos passageiros do trem-fantasma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nosso caso, o governo não parece ter uma estratégia própria. Reage conforme as novidades. Um protecionismozinho aqui, um apelozinho ali à regulação dos mercados, e mais nada. Ou muito pouco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como na esfera dos escândalos da política, vai reagindo aos fatos, tentando desvencilhar-se deles à medida que aparecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que as reações sejam ruins. O Banco Central merece parabéns por ter lá atrás firmado a convicção de que precisava baixar os juros. E baixou, contra a corrente de quem pedia prudência adicional e arriscava repetir o erro de três anos atrás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Brasil perdeu a maior e melhor oportunidade de cortar radicalmente os juros reais, pois a demanda caíra a zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas só política monetária não resolve. É pouco. O país precisaria de um novo choque anticíclico, facilitado pela boa situação fiscal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisaria de uma política para crescer aceleradamente o investimento, com a participação decisiva do Estado, já que o capital privado anda algo medroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na teoria temos aqui uma bela vantagem sobre o mundo desenvolvido. No Brasil quase tudo ainda está por fazer. Mas essa qualidade é também nosso grave defeito: o Estado brasileiro estruturou-se para não deixar que as coisas aconteçam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica não é nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta comparar os vencimentos do engenheiro encarregado de tornar a estrada viável e os do promotor cuja missão é impedir que dinheiro público seja dissipado na obra. Não é que o segundo ganhe a mais. É o primeiro que ganha a menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem gostava de fazer essa comparação, ou comparações assim, era o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas ele segurou a caneta por oito anos e não mudou radicalmente esse quadro. Falou mas não fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil precisa faz tempo de governos que coloquem o Estado para andar, retirando-o da imobilidade paquidérmica e gulosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há maneiras de acender a fagulha numa economia de consumidores endividados e atemorizados, uma bem conhecida é melhorar o efeito multiplicador de cada real investido pelo setor público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há notícias a respeito? Quem souber de alguma, avise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Escapando&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dificuldades econômicas não vêm afetando, por enquanto, a popularidade presidencial, dizem as pesquisas privadas encomendadas para medir como vai Dilma Rousseff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez porque ainda não tenha dado tempo. Talvez porque o brasileiro esteja convencido de que a crise é global e o governo faz o melhor que pode. E na comparação com outros países o Brasil não vai mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou uma mistura dessas coisas todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que um governante seja politicamente mais afetado por dificuldades da vida material dos cidadãos é preciso algo além de uma situação difícil. É necessário que pelo menos parte do povo se convença de que o governo está deixando de fazer algo que deveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não parece ser o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um espaço político desocupado, à espera de alguém que se ofereça para o serviço de dizer o que Dilma deveria fazer diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo saboreia uma tranquilidade enganosa. Especialmente porque a combinação das frustrações econômicas e políticas ("éticas") tem perfil explosivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta sexta (18) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-5485206133368940382?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/5485206133368940382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=5485206133368940382&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5485206133368940382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5485206133368940382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/espera-1811.html' title='À espera (18/11)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-5472184256806487084</id><published>2011-11-17T00:01:00.002-02:00</published><updated>2011-11-17T00:46:27.424-02:00</updated><title type='text'>A outra turma (17/11)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;As alternativas supostamente anticapitalistas são só colagens fantasmagóricas de filantropias, multiculturalismos, ambientalismos e simpatias pela ação direta, esta célula-mater do terrorismo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ocupantes contra Wall Street veem seu movimento envelhecer precocemente. Ao contrário dos conservadores radicais do Tea Party, não têm uma estratégia de saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marchar nas ruas, ocupar praças e oferecer “photo ops” à imprensa entretém enquanto é novidade. Mas uma hora o público cansa e troca de canal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estratégia de saída do Tea Party foi lutar por espaço no Partido Republicano, e até agora o êxito é notável. Elegeram bancadas parlamentares aguerridas, ainda que minoritárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, definiram a pauta, a do próprio partido e a do adversário. E quem acompanha os debates republicanos rumo a 2012 notará que todos os candidatos batem continência é para o Tea Party.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro limite da contestação de esquerda ao modelo capitalista-liberal americano é a ausência de propostas sobre o que colocar no lugar. A alternativa clássica seria o socialismo, mas ele está ausente do picadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusive porque os mecanismos capitalistas têm sido boia de salvação para países liderados por partidos e líderes vinculados ao discurso socialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuba recorre à forte expansão da propriedade privada para tentar alcançar um grau de properidade que impeça a deslegitimação do regime. Mesmo a Coreia do Norte procura copiar aspectos do modelo chinês, que antes rejeitava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar na esquerda social-democrata que governa potências capitalistas, como por exemplo o Brasil. Aqui, o socialismo desapareceu completamente dos discursos, das metas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez permaneça congelado na doutrina, como homenagem póstuma a um passado emotivo, e a um futuro que não acontecerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise de 29 encontrou o movimento comunista bastante organizado e a Revolução Russa era uma vitrine fresquinha do “outro mundo possível”. E agora? Agora nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As alternativas supostamente anticapitalistas são só colagens fantasmagóricas de filantropias, multiculturalismos, ambientalismos e simpatias pela ação direta, esta célula-mater do terrorismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme Reds, sobre “Os dez dias que abalaram o mundo”, a obra literário-jornalística do americano John Reed, os revolucionários russos substituem “luta de classes” por “guerra santa” quando vão levar a mensagem da nova era às províncias islâmicas do velho império dos czares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se aconteceu de fato ou se é só cinema. Mas a coincidência é notável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É para o islamismo radical e militante que certa esquerda lança o olhar esperançoso, sequiosa de uma ideia global organizadora que possa fazer frente ao “Grande Satã”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma óbvia degeneração. À qual corresponde certa reação newtoniana, com as sociedades ocidentais inclinando-se para o nacionalismo, o etnocentrismo e a xenofobia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem aparece nas fotos, no noticiário, é a turma do #occupy. Mas quem está ganhando as eleições é o pessoal do lado oposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Peço vênia&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro do Trabalho tornou-se um ônus pesado demais para o governo e o partido dele. Se vai cair ou se ficará como peso morto na Esplanada, os fatos dirão. Um fato, porém, é que na prática deixou de ser ministro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transformou-se na bola da vez para Dilma Rousseff aplicar mais uma marca no cabo do machado que decepa cabeças. Dar um “refresh” no marketing da faxina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais barulho faz na crise do ministério do Trabalho é a história do tal avião. E as inevitáveis ONGs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que o furor passar, talvez valha a pena apontar o binóculo para outro ponto: os critérios para chancelar sindicatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa funciona assim. As centrais sidicais repartem a verba oficial conforme a representatividade, medida em entidades filiadas. Mas é o Ministério do Trabalho quem diz se o sindicato é ou não legítimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacaram? É um poder e tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mecanismo e tanto de cooptação pelo governo federal. Deve-se também a isso a notável paz dos cemitérios no movimento sindical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazem uma firula aqui, uma pedalada ali, sai uma ou outra notinha contra o Banco Central por causa dos juros. E só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O razoável seria acabar com isso. Por que o Ministério do Trabalho deve manter o poder de dizer quem representa tal ou qual categoria profissional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa pauta emociona menos que ONGs picaretas ou jatinhos comprometedores. Mas é bem mais relevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a devida vênia a quem acha o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quinta (17) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-5472184256806487084?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/5472184256806487084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=5472184256806487084&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5472184256806487084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5472184256806487084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/outra-turma-1711.html' title='A outra turma (17/11)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-3291686817676917561</id><published>2011-11-16T00:01:00.000-02:00</published><updated>2011-11-15T23:52:01.681-02:00</updated><title type='text'>A velha máxima (16/11)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Resta a Assad e aliados ameaçar o mundo com a conflagração geral. Mas uma regra não escrita ensina que ameaçar com o caos e o apocalipse é recurso dos fracos, nunca dos fortes&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco menos de um ano após a eclosão das revoltas árabes, o processo parece longe de estancar. A bola da vez é a Síria, cujo regime caminha para o isolamento irreversível e o fim previsível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que em política tudo, ou quase, é possível. Mas se Bashar Assad sobreviver ao cerco será um milagre daqueles. Para figurar em páginas nobres nos livros de História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem restado a Assad e aliados ameaçar o mundo com uma conflagração em larga escala. No cenário mais apocalíptico, Irã e Hezbollah arrastariam Israel ao conflito, alterando o caráter da disputa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parênteses. Uma regra não escrita ensina que ameaçar com o caos e o apocalipse é recurso dos fracos, nunca dos fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na universalização do conflito agitada por Damasco a luta para apear um regime despótico cederia lugar ao combate pan-islâmico contra os Estados Unidos e seu campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o movimento das massas árabes e islâmicas viveria uma mudança qualitativa, passaria a um novo patamar. Anti-imperialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é improvável que aconteça assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a Guerra do Golfo Sadam Hussein lançou mísseis sobre Israel para tentar provocar uma resposta israelense, o fato novo que permitiria ao líder iraquiano romper a frente adversária que se fechava sobre ele como tenaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ação militar em que aliás a Síria estava aliada aos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu certo. As tropas iraquianas foram expulsas do Kuait e uma década depois o próprio Sadam acabou na forca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Síria terá dificuldade de arrastar outros jogadores para o palco do infortúnio exatamente porque cada um zela em primeiro lugar pelo próprio pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os regimes árabes e muçulmanos, mais ou menos despóticos, cuidam neste curto prazo, antes de tudo, da própria sobrevivência. O episódio líbio deve ter sido pedagógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É improvável que as imagens de um antes poderoso Muamar Gadafi barbaramente agredido, seviciado e morto não tenham tido efeito dissuasório entre os colegas,. Pelo menos entre os que ainda não cruzaram o rubicão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os sinais emitidos pelas potências são claros: há espaços na nova ordem, desde que o sujeito não tenha ultrapassado certos limites. E que escolha o lado, digamos, certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom exemplo é o Líbano. O Hezbollah é a força hoje hegemônica, vem no ápice do poderio militar, mas anda politicamente tolhido, exatamente pelo peso específico que alcançou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eventual ataque da guerrilha xiita a Israel desencadearia contra-ataque devastador. E as demais forças libanesas não parecem dispostas a provocar uma tragédia nacional para defender a enfraquecida cúpula alauita de Damasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento do Irã é semelhante. Os iranianos precisam de tempo para concluir os passos necessários ao domínio da tecnologia nuclear bélica. Todos os movimentos de Teerã são para “comprar” tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusive para decidir se vão até o fim na empreitada. Uma dúvida com potencial para rachar o núcleo dirigente. Pois no melhor desdobramento o Irã se transformaria na potência regional hegemônica. Mas há o pior, em que deixaria de existir como nação independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma escolha e tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na operação para obter tempo o Irã conta com blindagens importantes, o Brasil incluído. Escorregar para a guerra prematuramente seria um erro. Correria o risco de perder aliados políticos e não teria chance no cenário militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O colapso de Assad constituirá um problema para Teerã, mas sempre será possível buscar o modus vivendi com eventuais sucessores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o Oriente Médio comprova a velha máxima de que a política é também a arte de estar pronto a se aliar com qualquer adversário, e a romper com qualquer aliado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E agora?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relatório mais recente da Agência Internacional de Energia Atômica deixa claros os passos do Irã para trilhar o caminho do poderio nuclear para fins militares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguarda-se o que o Brasil fará a respeito. Provavelmente nada. O que apenas reforçará uma suspeita. Alguém concluiu, por algum motivo, que o Brasil tem a ganhar com um Irã nuclear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta só explicar ao povo brasileiro o porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá atrás o Brasil podia pretextar uma dúvida razoável a respeito dos objetivos bélicos do programa iraniano. Luiz Inácio Lula da Silva agarrou-se nisso até o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quarta (16) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-3291686817676917561?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/3291686817676917561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=3291686817676917561&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/3291686817676917561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/3291686817676917561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/velha-maxima-1611.html' title='A velha máxima (16/11)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-248349102394183020</id><published>2011-11-15T00:01:00.002-02:00</published><updated>2011-11-15T15:15:38.659-02:00</updated><title type='text'>O sujeito oculto (15/11)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A política das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) não parece ser o combate ao mercado das drogas, consumidor e vendedor, mas empurrar o comando do tráfico para mais longe do consumo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma regra essencial em guerras diz que é melhor vencer o inimigo sem luta. É preferível que antes de começar a combater ele conclua sobre a derrota inevitável, dada a diferença de forças. E desista antecipadamente do combate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o que aparentemente aconteceu no Rio, na espetaculosa ocupação da Rocinha pelas autoridades. Um procedimento ainda mais justificável se considerada a densidade populacional da área. Evitaram-se os chamados danos colaterais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra regra é nunca fechar todas as saídas ao inimigo, sempre deixar uma válvula de escape, pois completamente acuado ele multiplicará a disposição de luta. Princípio seguido à risca nas ocupações cariocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) não parece ser o combate ao mercado das drogas, consumidor e vendedor, mas empurrar o comando do tráfico para mais longe do consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este continuará bem concentrado na chamada Zona Sul, um conceito mais sociológico que geográfico. Já aquele vem sendo socado para o  subúrbio. O nome que os cariocas dão à periferia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um eufemismo, como o que de uns tempos para cá transformou, por mágica, as favelas em "comunidades".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o campo de batalha pelo controle do mercado estará cada vez mais distante das regiões frequentadas pelos ricos e pela classe média. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As balas perdidas ziguezaguearão onde menor é a chance de atingirem alguém cuja morte possa provocar manchete de jornal. Inclusive um turista distraído com a beleza do Pão de Açúcar e do Corcovado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deslocamento também essencial na preparação dos grandes eventos esportivos. A Copa e as Olimpíadas vêm aí, e é indispensável "limpar" o Rio para ambos os eventos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o modelo das UPPs e das ocupaçōes não é sustentável no tempo, inclusive financeiramente, ele pode ser bastante útil no plano tático, num prazo curto e determinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem apoio. O que a opinião pública pede no Rio não é o combate ao mercado das drogas, mas a um subproduto dele: a violência. Daí a ubiquidade da palavra "paz".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando talvez o mais razoável fosse ir à guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de ceder ao politicamente correto no segundo filme da série, o Tropa de Elite 1 já havia desenhado o ecossistema com grande precisão. O problema das drogas tem um sujeito oculto: o consumidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A culpa não é "do sistema". É de quem fuma, cheira, injeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei esta coluna falando em regras. Uma que ainda não foi revogada diz que a oferta se organiza conforme a demanda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem ocupar quantas favelas/comunidades quiserem, podem hastear bandeiras e cantar o hino nacional à vontade, mas enquanto houver mercado o tráfico continuará a prosperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com ele o potencial de violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que há as mistificações. Como a de que o tráfico recruta apenas devido à falta de outras oportunidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crescimento exponencial da atividade comercial criminosa e da violência exatamente onde o Brasil mais cresce e distribui renda já se encarregou de arquivar a tese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que ela continue a vagar por aí como mecanismo de autoindulgência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Maciço&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias em que estive fora teve seu desfecho a ocupação da Reitoria da USP por manifestantes cuja reivindicação era transformar a universidade em território livre da presença da Polícia Militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A novidade no episódio foi o absoluto isolamento político e social dos manifestantes, medido inclusive em levantamentos junto aos estudantes. A maioria quer a PM por perto e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que o movimento deu algum azar, foi desencadeado em torno de um episódio pouco defensável, quando a PM flagrou estudantes consumindo droga. E aparentemente portando uma bela quantidade da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há amplo apoio político e social para a polícia e as Forças Armadas ocuparem a Rocinha, não há ambiente para defender que as universidades brasileiras se transformem em território livre para o mercado das drogas, e conexos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito do tempo é outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta terça (15) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-248349102394183020?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/248349102394183020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=248349102394183020&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/248349102394183020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/248349102394183020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/o-sujeito-oculto-1511.html' title='O sujeito oculto (15/11)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-9220155517994493623</id><published>2011-11-14T00:01:00.001-02:00</published><updated>2011-11-14T11:56:18.233-02:00</updated><title type='text'>Batalha paulista (14/11)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A federalização das próximas eleições municipais deve ser vista com alguma cautela. Na mão e na contramão. Nem Brasília vai decidir a parada, nem o mapa municipal será um guia certo para saber como a coisa vai correr dali a dois anos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, Minas Gerais e o Rio de Janeiro são às vezes chamados de Triângulo das Bermudas da política brasileira. A expressão vem da região caribenha célebre desde que desapareceram ali os primeiros aviões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um recurso retórico, pois faz tempo que esse pedaço do Brasil não é chave em disputas nacionais. Afundar ali não tem sido sinônimo de desaparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decisivo mesmo tem sido o Nordeste, estoque de votos que vem dando sucessivos mandatos presidenciais ao PT. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo e Rio tem neutralizado um ao outro e em Minas a configuração regional não se projeta nacionalmente. Pelo menos até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última vez que São Paulo, Minas e Rio estiveram perfeitamente alinhados à dança nacional foi na primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso, quando o PSDB ganhou o Planalto e também os três estados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na reeleição de FHC os tucanos perderam Minas para Itamar Franco e o Rio para Anthony Garotinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desde então a regra é um certo desalinhamento. Até porque o eleitor vem votando com autonomia crescente, com progressiva desvinculação vertical. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguma correlação entre como o eleitor vota para presidente e como escolhe governador, ou prefeito. Mas o elo é frouxo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto que o PT mantém o poder federal há uma década e nem assim consegue expressão política no Triângulo das Bermudas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a fraqueza petista no trilátero tampouco tem impedido que o PT controle o manche federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que a chamada tendência de federalização das próximas eleições municipais deva ser vista com alguma cautela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mão e na contramão. Nem Brasília vai decidir a parada, nem o mapa municipal será um guia certo para saber como a coisa vai correr dali a dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio e em Belo Horizonte é mais evidente que os prováveis resultados pouco impacto terão na batalha presidencial de 2014.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há a batalha por São Paulo. Cidade em que o PT  enxerga na tensão entre Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab a opostunidade de voltar ao poder que ocupou com Luiza Erundina de 1989 a 1992 e Marta Suplicy de 2001 a 2004. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas duas vezes derrotando Paulo Maluf.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT em São Paulo, capital, só venceu até hoje eleições contra o malufismo, e quando recebeu o voto útil de um setor mais antimalufista que antipetista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a polarização foi diferente, perdeu. Por um motivo. Desde a desastrosa administração Celso Pitta (1997-2000) o malufismo em São Paulo deixou de ter capacidade hegemônica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a disputa do PT passou a ser com o campo político hegemonizado pelo PSDB. Que na ausência de uma opção abertamente conservadora atrai o voto conservador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o curioso é que o próprio PSDB  costuma tropeçar em São Paulo quando não amarra bem esse voto, que não é dele na raiz. A suposta dominância tucana na capital é ficção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sete disputas desde a volta das diretas para prefeitos de capitais o PSDB paulistano só ganhou uma vez, com José Serra em 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geraldo Alckmin está no terceiro mandato de governador mas nunca conseguiu ser prefeito da capital. Perdeu duas vezes. O próprio Serra já havia tropeçado as mesmas duas vezes na empreitada antes de finalmente chegar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mobilização do PT por São Paulo impressiona, e é admirável que nem a saúde em situação para lá de delicada tenha afastado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva das articulações paulistanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se o PSDB de Alckmin e Serra e o PSD de Kassab chegarem a um denominador comum a parada para o PT será duríssima, batalha morro acima, como até petistas admitem. O favoritismo passará para o outro lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialmente por causa das óbvias dificuldades de o candidato do PT atrair o voto conservador, ou um pedaço significativo dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais numa época de visível reforço desse viés na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Na frente&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a oportunidade de estar semana passada na Antártica, num grupo liderado pela Marinha. Tempos atrás tinha estado na Amazônia, com o Exército.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas duas ocasiões, a mesma conclusão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho das Forças Armadas em defesa da soberania nacional e na projeção da presença brasileira está muito à frente 1) dos recursos orçamentários destinados aos militares e 2) da consciência do país sobre o trabalho desenvolvido pelos fardados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta segunda (14) no Correio Braziliense e no Estado de Minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-9220155517994493623?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/9220155517994493623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=9220155517994493623&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/9220155517994493623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/9220155517994493623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/batalha-paulista-1411.html' title='Batalha paulista (14/11)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-5618816654439820456</id><published>2011-11-04T00:01:00.002-02:00</published><updated>2011-11-04T10:36:50.093-02:00</updated><title type='text'>"Mas qual é a proposta?" (04/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Se Lula tem plano de saúde e fontes de recursos para tratar-se no Sírio, fez bem de ir para lá. Pois deixou de ocupar no Icesp uma vaga, que agora irá servir a alguém que não pode pagar o Sírio&lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O piadismo na internet sobre o câncer de Luiz Inácio Lula da Silva e o SUS teve pelo menos um efeito positivo. Atraiu o olhar jornalístico para as estruturas da rede pública que atendem pacientes de câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repórteres foram a hospitais e puderam notar, e depois reportar: o atendimento é defensável e o povo não está desassistido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há problemas? É evidente. Poderia melhorar muito? É claro. Mas daí a dizer que o tratamento de câncer no SUS é uma droga vai uma diferença e tanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E conforme a realidade se impõe o foco da crítica sofre um ajuste: o problema não seria a má qualidade do serviço, mas a oferta insuficiente e as filas de espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, de fato é um problema, e os governos deveriam investir mais. E estão investindo. Em todos os níveis. Aliás estão de língua de fora, desesperados para encontrar novas fontes de financiamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O piadismo sobre o câncer de Lula e o SUS alimenta-se também de preconceito social. Digo e provo. Na longa luta contra a doença, José Alencar nunca foi alvo de nada parecido. Talvez por ser sabidamente rico, por ter dinheiro para pagar o dispendiosíssimo tratamento privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve campanhas tipo #ZeAlencarnoSUS. Não houve tampouco qualquer episódio de jornalismo especulativo na linha "o que acontece se ele morrer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o nó górdio está em outro canto. Como naquelas peças engajadas na universidade nos anos 60 e 70, uma hora o teatro acaba, alguém levanta na plateia e lança a pergunta: "Legal, gostei, mas qual é a proposta?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando mesmo meio saudosista, então vou explicar. À encenação da peça precisava seguir-se uma proposta de abordagem revolucionária da realidade injusta e opressiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns diziam que só a luta armada resolveria, já outros preferiam apostar na organização das massas e na luta político-eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou fazer como naqueles bons tempos. Depois que se cansarem do teatro, das piadas e da desopilação hepática, gastem um tempinho para raciocinar e esclareçam: qual é, afinal, a proposta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há três soluções possíveis. Uma saúde 100% estatal, uma 100% privada e uma mista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duvido que algum, unzinho só dos piadistas do câncer alheio defenda a primeira opção. Mas deveriam. Seria lógico, coerente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não há como financiar pelo Estado um sistema que ofereça a cada brasileiro tratamento e serviço de hotelaria no nível, por exemplo, do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a saúde brasileira fosse completamente estatal, talvez com sorte ela atingisse em toda a extensão o nível de excelência hoje observado nos equipamentos de ponta da área pública. Com muita sorte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E muito, mas muito dinheiro mesmo. Dinheiro que aparentemente a sociedade não está disposta a entregar ao governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já uma saúde 100% privada seria impensável, social e politicamente inviável. De novo, apontem-me um, unzinho só dos críticos do SUS que proponha, em campanha eleitoral, acabar com o sistema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente não há. É uma ideia mais apropriada ao mundo da lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobra então tentar aperfeiçoar o SUS. E para isso é preciso mais dinheiro. Trazendo recursos de outras áreas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou aumentando impostos. E fazendo os planos de saúde pagarem pelo atendimento que seus pacientes recebem na rede pública. Isso daria uma bela mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quem está pagando o tratamento de Lula. É assunto privado dele, dos médicos dele e do Hospital que o atende. Talvez o plano de saúde do ex-presidente cubra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E certamente não lhe faltarão recursos privados para tratar-se, se for necessário, se quiser fazer coisas que o plano não cobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi outro dia que Lula poderia ter optado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, o Icesp. Uma boa herança dos governos do PSDB. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se Lula tem plano de saúde e fontes de recursos para tratar-se no Sírio, fez bem de ir para lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois deixou de ocupar no Icesp uma vaga, que agora irá servir a alguém que não pode pagar o Sírio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Viagem&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próximos dias estarei em viagem à Antártica, a convite da Marinha. Até a volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta sexta (04) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-5618816654439820456?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/5618816654439820456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=5618816654439820456&amp;isPopup=true' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5618816654439820456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5618816654439820456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/mas-qual-e-proposta-0410.html' title='&quot;Mas qual é a proposta?&quot; (04/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-8806673345087869879</id><published>2011-11-02T00:01:00.000-02:00</published><updated>2011-11-03T09:59:46.004-02:00</updated><title type='text'>Será diferente? (02/11)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;E agora vem o G20. Mais uma reunião do G20. Aquele grupo de países que iriam -lembram-se?- concretizar a multipolaridade planetária na esfera econômica e provar que a coordenação supranacional é o caminho da salvação&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reunião do G20 vai trazer fortes emoções, com a corrosão do apoio político interno na Grécia a um ajuste capaz de reequilibrar a economia daquele país. A Europa vem tentando fazer sua parte, mas arrisca perder o controle da situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Europa obrigou os bancos a engolirem o deságio de metade do valor de face da dívida grega. A União Europeia mostrou que tem líderes e que os contratos não são religião, cumpri-los não é dogma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o cenário político grego parece frágil demais para ajudar na estabilização. Como quando alguém está se afogando e quem vai salvar corre o risco de ir junto para o fundo. É um jogo perigosíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Europa não pode deixar a Grécia sucumbir, e talvez os gregos acreditem que podem conseguir mais. Pois mesmo com metade da dívida perdoada o serviço do resto vai pesar sobre os ombros helênicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fartaram-se no banquete e esperam ficar fora do rateio da conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um problema prático imediato. Outro detalhe preocupante são os vasos que propagam a desaceleração global. O economista Nouriel Roubini apitou ontem no twitter: os emergentes não estão imunizados contra a crise e sentem o breque na economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nosso caso, nem precisava advertir. Os últimos números da indústria brasileira, por exemplo, são muito ruins. Uma parada generalizada. Uma estagnação que se propaga pelos diversos ramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No acumulado, até agora o chamado setor secundário não se recuperou da “marolinha”. E que “marolinha”, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo brasileiro tinha uma estratégia esperta para lidar com a crise de 2008/09. Atacar e culpar os países ricos, e esperar queitinho que as providências deles resolvessem nossos problemas por tabela. O melhor dos mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O raciocínio na Esplanada era reto: uma hora os Estados Unidos e a Europa vão ter que descobrir o caminho de saída do buraco, e quando saírem nós saímos junto. O ufanismo de boca acoplado ao reboquismo na vida prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto que maiores providências só foram tomadas mais de dois anos depois, com medidas protecionistas e afrouxamento da política monetária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ilusório livrecomercismo (quem ainda lembra da Rodada Doha?) e ao irracional aperto monetário bancados por Luiz Inácio Lula da Silva naquele momento decisivo, Dilma precisa, com atraso, contrapor o protecionismo e a queda forçada dos juros em cenário inflacionário não tão bom. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisa lidar com uma herança maldita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora vem o G20. Mais uma reunião do G20. Aquele grupo de países que iriam -lembram-se?- concretizar a multipolaridade planetária na esfera econômica e provar que a coordenação supranacional é o caminho da salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o momento não aconteceu nada, mas não custa ter fé. Talvez ela remova essa montanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de hábito, haverá discursos em profusão e recriminações professorais. Com o Brasil certamente em posição de destaque no plano retórico e na função de palmatória do mundo, uma especialidade recente nossa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, em termos práticos, o que fazer? Ou, em miúdos, quem vai pagar essa conta? Que contribuintes? Que acionistas? Que consumidores? É disso que se trata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor cenário seria uma saída em ordem, mas é difícil. Pois é improvável que o balanço das perdas possa ser decidido na mesa de negociações. A humanidade costuma resolver esses impasses de um modo mais cruento. Será diferente desta vez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa parte da prosperidade mundial era fictícia e chegou a hora de cair na real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora os que sempre dão um jeito de sair ganhando, para a maioria das pessoas a vida reserva a destruição maciça da riqueza imaginária. E bem quando os governos já esticam a língua para tentar capturar um restinho de oxigênio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não está fácil para ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A História conta que encrencas assim costumam ser resolvidas na base da força, dentro de cada país e entre as nações. Em geral, os colóquios apenas chancelam esse balanço de vetores objetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito a pergunta. Será diferente desta vez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quarta (02) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-8806673345087869879?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/8806673345087869879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=8806673345087869879&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/8806673345087869879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/8806673345087869879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/sera-diferente-0211.html' title='Será diferente? (02/11)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-6567979860009573676</id><published>2011-11-01T00:01:00.004-02:00</published><updated>2011-11-01T16:12:44.786-02:00</updated><title type='text'>Intolerável (01/11)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O ataque de ontem contra a repórter da TV Globo, mesmo isolado, deve ser entendido num contexto. Um certo ambiente de glamurização da agressividade e da violência, gratuitas ou não. Pouco a pouco, tenta-se legitimar o ato de coagir, para impor fatos consumados&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma jornalista da TV Globo foi vítima de violência física e impedida de continuar a entrada ao vivo no telejornal, quando reportava em rede nacional sobre o tratamento médico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, diagnosticado no sábado com câncer de laringe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um fato isolado? Produto apenas da estupidez individual? Talvez. Se foi ou não  tanto faz, trata-se de matar o problema na origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é uma democracia, e jornalistas -como outros profissionais- devem ter garantido o direito de trabalhar em segurança. Independente da área de atuação, do veículo que os emprega ou da linha editorial do material jornalístico que produzem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há certos limites na vida em civilização. A proteção absoluta à segurança física dos jornalistas no exercício profissional é um limite. Quando se cede à tentação de relativizar esse princípio as coisas estão a caminho de piorar, e muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ataque de ontem contra a repórter, mesmo isolado, deve ser entendido num contexto. Um certo ambiente de glamurização da agressividade e da violência, gratuitas ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco a pouco, tenta-se legitimar o ato de coagir pela força, para impor fatos consumados. Na política ou fora dela. É mais rápido e mais fácil. E mais truculento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dá bem menos trabalho do que usar a inteligência ou a capacidade de persuasão. Em vez de gastar tempo tentando convencer de que você está certo, criar por meio da mobilização violenta de grupos constrangimentos insuperáveis, a não ser que o constrangido reaja na mesma moeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito da política, é até possível discutir a legitimidade dessa forma de expressão, quando se vive sob uma ditadura. Mas numa democracia? Qual é o sentido disso? Qual é a mensagem do manifestante que no Estado democrático de direito esconde o rosto com um pano e vai entricheirar-se? Ou sai lançando pedras e coquetéis molotov?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois a raiz dos fenômenos é a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado democrático de direito é uma conquista a preservar. Nas relações político-sociais e também nas individuais. E ele garante a liberdade até o ponto em que alguém não usa essa liberdade para suprimir o mesmo direito de outro. Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, nunca houve época em que o trabalho jornalístico estivesse tão exposto à crítica, à fiscalização. E tudo em tempo real. O que é ótimo. Especialmente para os jornalistas, submetidos hoje a um eficientíssimo controle de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gostou da matéria? Não gosta do veículo? Ataque nas redes sociais, na web 2.0, promova campanhas de boicote, faça o que bem entender. Mas não atravesse a linha vermelha da liberdade de expressão e do respeito à integridade alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A democracia garante também o direito de ir e vir, de participar ou não de movimentos políticos e sociais, entre outras prerrogativas. Infelizmente, parece que vamos desenvolvendo certa tolerância a reconhecer como democráticas as tentativas violentas de suprimir esses e outros direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na hora de acordar. Ou já passou da hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Opção&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não escrevo às segundas no Correio, então vai aqui a mensagem, com atraso. Boa e rápida recuperação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Que derrote o câncer e volte à vida normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cânceres podem ser enfrentados com sucesso. Um bom exemplo foi o vice-presidente José Alencar, cuja dignidade e valentia na doença recolheram respeito e admiração maciços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ponto de nunca, jamais, os possíveis cenários decorrentes dos diferentes desdobramentos clínicos do câncer de Alencar terem sido objeto do trabalho jornalístico. Ou da especulação jornalística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um modus operandi de que gosto. E que pretendo seguir. Espero que você, leitor ou leitora, compreenda e também respeite essa minha opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta terça (01) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-6567979860009573676?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/intoleravel-0111.html' title='Intolerável (01/11)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/6567979860009573676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=6567979860009573676&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/6567979860009573676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/6567979860009573676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/11/intoleravel-0111.html' title='Intolerável (01/11)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-3131918537618598728</id><published>2011-10-31T00:01:00.002-02:00</published><updated>2011-11-01T13:43:14.837-02:00</updated><title type='text'>Sensação de perda (31/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Antes as pessoas tinham mais pudor, vergonha do que lhes ia na alma. Cuidavam de manter a boçalidade algo recolhida, para não passar vexame. Não era bonito exibir publicamente a própria estupidez&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está com câncer, e é compreensível que as reações projetem os cenários políticos, a depender dos desdobramentos clínicos. Compreensível e questionável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, Lula está bem vivo e em tratamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro detalhe espantoso é o ambiente de Fla-Flu nas chamadas redes sociais sobre a doença do ex-presidente. Ambiente que apenas reflete fenômenos mais amplos e mais profundos na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando bem, não é tão espantoso assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política brasileira vem perdendo certo traço característico dos tempos em que se lutava contra a ditadura. Foi quando comecei a prestar atenção nas coisas. Procuro seguir nessa linha. Não sei como era antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que sinto alguma saudade daquele tempo. Talvez seja passadismo, é humano guardar só as coisas boas e limar as ruins, mas não importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas tinham mais pudor, vergonha do que lhes ia na alma. Cuidavam de manter a boçalidade algo recolhida, para não passar vexame. Não era bonito exibir publicamente a própria estupidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo na guerra, é preciso respeitar a dignidade do inimigo. Se a ancestralidade antopofágica brasileira serve para algo, deveria ser para recolher a sabedoria daqueles índios: alimente-se do inimigo morto, para incorporar a coragem dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estão as raízes dessa perda de limites?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um vetor é a internet, ao dar voz a quem não tem vida pública. Políticos e jornalistas são seres sujeitos ao policiamento ostensivo do público, agora em tempo real. Então precisam andar na linha, ou pelo menos tentar. Diferente do sujeito que só desopila o fígado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pseudomilitância primitiva e selvagem. Com todas as características de uma multidão de anônimos. Inimputáveis, livres para odiar até a última gota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é a democracia, e não adianta reclamar, pois ela veio para ficar. E é bom mesmo que fique. Inclusive para termos como medir a temperatura do que vai pela cabeça das pessoas. Achou feio, repugnante? Paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa é a superfície. Há outro vetor em ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirão que a cordialidade é um traço elitista da política brasileira, um comportamento possível apenas quando os atores eram socialmente da mesma turma. E que a incoporação de novos personagens fará, obrigatoriamente, desandar a maionese. Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro acreditar que o problema está mais na esfera subjetiva do que na objetiva. A degenerescência não é inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo vetor é conceitual. A política entendida como arte de eliminar o adversário, e não apenas de sobrepujá-lo garantindo-lhe a legitimidade necessária à sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, quando aparece a oportunidade de uma eliminação real, física, o vulcão entra em erupção. Os menos burros simulam, os menos espertos escancaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é com Lula. Como aconteceria com sinal trocado se fosse FHC, ou outro tucano de alta plumagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pena que tenhamos chegado a isso. Pode parecer meio bobo, meio incompatível com a frieza e a objetividade que deveriam orientar um colunista político. Mas minha sensação é esta, de perda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que perdemos alguma coisa em algum ponto da caminhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ignorância&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as irracionalidades que desfilam na rede sobre a doença do ex-presidente, uma desafia-o a tratar-se no SUS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer lugar do mundo os chefes políticos tratam a saúde nos melhores centros médicos. Quando precisam se internar, vão para os melhores hospitais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil tem excelentes hospitais privados, e também excelentes hospitais públicos. Um deles é o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, inaugurado recentemente. É uma boa herança dos governos do PSDB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula preferiu ir ao Sírio-Libanês, onde já está habituado a tratar-se, e ao qual também recorreram o então vice-presidente José Alencar e a então chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, quando diagnosticados com a doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até porque Lula não sabia que estava com câncer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se preferir tratar-se no Icesp receberá atendimento de primeiríssima. Quem o utiliza sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar mal do SUS, genericamente, para atacar governos ou governantes pode parecer esperto. Mas é apenas exibição de ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna publicada nesta segunda (31) no Estado de Minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-3131918537618598728?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/sensacao-de-perda-3110.html' title='Sensação de perda (31/10)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/3131918537618598728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=3131918537618598728&amp;isPopup=true' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/3131918537618598728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/3131918537618598728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/sensacao-de-perda-3110.html' title='Sensação de perda (31/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-6581401293217936008</id><published>2011-10-30T00:01:00.006-02:00</published><updated>2011-10-30T01:07:19.428-02:00</updated><title type='text'>Um combo fatal (30/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Antes a liberdade nas universidades era uma ideia vinculada à urgência de conquistar espaços no autoritarismo. Era uma ideia certa. Agora aparece como ameaça de instalar no Brasil regiões em que o crime organizado pode agir sem temer a presença da autoridade policial. É uma ideia 100% errada&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grupos de estudantes, professores e funcionários da USP rebelaram-se porque a Polícia Militar deteve alunos que consumiam droga no campus. Passaram a exigir a saída da PM, entraram em confronto com policiais que participaram da ação e ocuparam um edifício para pressionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedir a saída da PM do campus universitário é posição revestida de alguma aura, pois evoca os tempos da ditadura. Aliás é um fenômeno corriqueiro entre nós: gente que não chegou -por falta de vontade, coragem ou oportunidade- a combater o regime militar quando ele existia, enfrenta-o com radicalismo quando ele não existe mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É conveniente, pois permite ao protagonista ser ao mesmo tempo extremado nos propósitos, portador de uma condição moral supostamente acima, e permanecer em posição segura. Pois lutar contra uma ditadura que hoje só existe nos livros de História traz bem menos risco, inclusive físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse seria um debate secundaríssimo, não houvesse aqui algo grave além da conta. Impedir a entrada da polícia nos campi de todo o país (não há por que a USP ser exceção) significaria, na prática, acelerar a transformação deles em territórios desimpedidos para o tráfico de drogas e demais crimes conectados à atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso será um problema não apenas para a universidade. Os campi transformar-se-ão em centros irradiadores de atividade criminosa. Pois não haverá uma barreira física a separá-los da vizinhança, não haverá revistas em quem entra ou sai. Não estarão cercados pela força armada estatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes a liberdade nas universidades era uma ideia vinculada à urgência de conquistar espaços no autoritarismo. Era uma ideia certa. Agora aparece como ameaça de instalar regiões em que o crime organizado pode agir sem temer a presença da autoridade policial. É uma ideia 100% errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impedir que a ditadura interfira na universidade é uma coisa. Impedir que o Estado democrático aplique a lei na universidade é outra coisa. Completamente diferente. Antagônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois se é razoável que certas leis, como a que proíbe as drogas, não valham nas universidades, por que não outras leis? Por que não liberar também, por exemplo, o furto? Ou o latrocínio, desde que "socialmente justificado"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Estado democrático, com sua autoridade repressiva legítima, não pode entrar em determinado lugar, a consequência será o domínio de facções capazes de impor seu arbítrio pela força. E nesse ecossistema o crime organizado vai levar vantagem. Decisiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou aqui analisar em profundidade a experiência das Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs do Rio. A coluna de hoje não é para isso. Mas o conceito é bom. Impor a presença, inclusive repressiva, do Estado em áreas antes controladas por estruturas criminosas dotadas de capacidade e vontade de dominar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se a ideia é boa nas comunidades pobres do Rio é melhor ainda nas universidades. Pois nestas há bem mais dinheiro em circulação. E o tráfico de drogas segue a rota do dinheiro, não da pobreza. Eis uma razão por que o crime acelerou mais em anos recentes nas regiões que prosperaram acima da média, ao contrário do que suporia o senso comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ensino superior brasileiro vive um desafio gigantesco. Elevar-se a padrões de excelência internacional. É vetor decisivo para o projeto nacional. O Brasil estabilizou a economia, preserva um bom ambiente para o desenvolvimento econômico e implantou mecanismos de redistribuição de renda. Mas não dará o salto adiante se nossas universidades permanecerem na rabeira diagnosticada por todos os estudos e rankings.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa deveria ser a preocupação, inclusive na comunidade universitária. E isso nada tem a ver com a frouxidão diante do consumo de drogas, do seu tráfico, ou do tráfico de armas. Sim, pois é um combo. Não há como comprar um sem levar o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada neste domingo (29) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-6581401293217936008?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/6581401293217936008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=6581401293217936008&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/6581401293217936008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/6581401293217936008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/um-combo-fatal-3010.html' title='Um combo fatal (30/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-2228376508532951066</id><published>2011-10-28T00:01:00.000-02:00</published><updated>2011-10-29T13:03:43.318-02:00</updated><title type='text'>Virou rotina (28/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Se os organizadores do Enem garantirem que o sol vai nascer amanhã, a exemplo de todos os dias, haverá quem, com razão, reserve-se o direito de desconfiar, preferindo esperar para ver se o astro-rei vai dar mesmo as caras como de costume&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise no Ministério do Esporte, afinal concluída com a nomeação do novo ministro, serviu também para o governo passar em relativa segurança por mais um caso de trapalhada no Exame Nacional do Ensino Médio. Desta vez foi o vazamento de questões idênticas às da prova, para os alunos de um colégio do Ceará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou em segundo plano no noticiário. Um pouco pelo cansaço. Qualquer curso de jornalismo, em faculdade ou na vida prática, ensina logo nas primeiras lições: o que se repete sempre e vira rotina acaba deixando de ser notícia. Ou pelo menos passa a ser notícia sem tanta importância assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o caso do Enem. Já houve tempo em que a balbúrdia no exame provocava comoção. Hoje em dia, produz apenas bocejos e reações burocráticas. Mesmo que o dano atinja milhões de estudantes, suas famílias e escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério da Educação tomou providências localizadas, tópicas, mas o razoável seria a completa anulação da prova. Pois haverá agora uma assimetria inevitável, entre quem precisa fazer um novo exame e quem não. As mesmas vagas no ensino superior serão disputadas por meio de diferentes provas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MEC poderá argumentar que o nível de dificuldade da “substitutiva” será igual, mas não tem como garantir que vai ser mesmo exatamente igual. E se a disputa pela vaga decidir-se no detalhe, como costuma acontecer nos cursos mais procurados, haverá os beneficiados e os prejudicados pela lambança e pela tentativa de remediá-la sem maiores prejuízos políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem contar que o MEC não tem como assegurar que outras pessoas, além dos alunos daquele colégio específico, não tiveram acesso às questões. Pois é natural que estudantes tenham curiosidade de conhecer o conteúdo estudado pelos colegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na teoria, não era possível sair do pré-teste com o caderno de questões. Mas, convenhamos, nesta altura do campeonato os organizadores do Enem estão sem nenhuma moral para assegurar qualquer coisa no âmbito da responsabilidade deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois se garantirem que o sol vai nascer amanhã, a exemplo de todos os dias, haverá quem, com razão, se julgue no direito de desconfiar, preferindo esperar para ver se o astro-rei vai dar mesmo as caras como de costume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ministros têm caído por acusações de corrupção, e pelo menos mais um perdeu a cadeira quando a língua trabalhou numa frequência maior que o cérebro. Mas o que não se vê neste governo, infelizmente, é uma autoridade ser cobrada por incompetência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário, inclusive, do muito propalado sobre o estilo gerencial da presidente da República. Que supostamente seria adepta das cobranças implacáveis. Duríssimas. Não parece estar acontecendo no caso do MEC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez porque a própria presidente esteja na contagem regressiva. E seria compreensível. Como o titular está nos planos do PT para a disputa da principal prefeitura do país, será necessário esperar pacientemente pelo prazo de desincompatibilização. Ou talvez menos, se o partido ou o ministro considerarem conveniente sair antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um caso típico de blindagem partidária sem nenhuma consideração ao interesse público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Felizmente&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Grécia, a União Europeia e os credores parecem ter chegado a um acordo para a redução da dívida grega a um patamar em que ela possa ser servida. O que na linguagem especializada significa que o credor poderá pagá-lá, juros e principal, sem quebrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, os bancos vão ter de engolir o prejuízo, algo bem razoável. Pois, afinal, emprestaram para os gregos porque quiseram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que lancem a perda como perda. É do jogo. Ou deveria ser, no capitalismo. Felizmente a Grécia não é o Brasil. Onde a conta já estaria espetada no bolso do contribuinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome, claro, da necessidade imperiosa de cumprir contratos a qualquer custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta ... (..) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-2228376508532951066?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/2228376508532951066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=2228376508532951066&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/2228376508532951066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/2228376508532951066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/virou-rotina-2810.html' title='Virou rotina (28/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-6903698517478049875</id><published>2011-10-27T00:01:00.001-02:00</published><updated>2011-10-27T10:57:41.594-02:00</updated><title type='text'>Em pleno voo (27/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O produto imediato do envelhecimento é o foco permanente numa agenda negativa, inclusive pela abundância de matéria-prima. E realmente não tem faltado notícia ruim. Mas há outras razões, inclusive a tendência presidencial a anular os ministros&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro do Esporte perdeu sustentação e o desfecho ficou óbvio. Mas o problema é estrutural. Ou Dilma Rousseff promove alguma reengenharia nos ministérios ou irá de crise em crise. Sempre esperando pela próxima explosão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A administração dela é uma construção herdada. Um governo velho, de presidente nova. Isso já foi tratado aqui, como risco, e os fatos se encarregam de materializar a previsão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que poderia ter sido" não é instrumento de análise política, mas talvez Dilma tenha cedido demais ao continuísmo. Na hora pode ter soado confortável, mas as consequências aparecem agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As forças políticas empenhadas na vitória dela tinham essa expectativa. Quem é governo e trabalha para eleger o candidato do governo espera continuar. É humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há maneiras e maneiras de promover essa continuidade. A opção de Dilma foi preservar verticalmente as máquinas. Não mexeu nelas, ou mexeu pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ter promovido algum rodízio, fazer uma rotação de cabeças para abrir espaço. Manter todo mundo mas rodar as cadeiras. Para permitir a abertura das porteiras. A oxigenação nos escalões inferiores. Não fez. Porque não quis ou não pôde, tanto faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desde que o mundo é mundo o poder envelhecido apresenta certas características.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora Dilma anda às voltas com o desafio de consertar o avião em pleno voo, quando antes poderia ter reparado a aeronave em terra. E o problema não está apenas na remoção dos focos de irregularidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na dificuldade de exibir marcas novas, de abrir novos horizontes, de mostrar disposição para atacar frentes até agora intocadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois se as pesquisas mostram alguma folga na imagem presidencial trazem também desconforto com o desempenho de áreas sensíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um produto imediato do envelhecimento é o foco numa agenda negativa, que bebe de diversas fontes, inclusive pela abundância de matéria-prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há outras razões, inclusive a tendência presidencial a anular os ministros. Eles hoje em dia parecem ter mais medo de errar do que vontade de acertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A máquina de produzir notícias positivas, que funcionava tão bem com Luiz Inácio Lula da Silva, parece algo emperrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguma lógica nisso, pois Dilma opera a reconcentração de poder numa Esplanada que recebeu pulverizada. E Dilma não é Lula. Não tem a perícia do antecessor na comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um com suas características, mas de qualquer modo tem faltado à presidente certa habilidade essencial ao governante: montar uma máquina que seja dela e ao mesmo tempo agregue força e brilho à chefe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta certa capacidade de usar em proveito próprio o ativo alheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como andam?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi dias atrás que a crise do Esporte é também uma oportunidade, como diz o chavão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que talvez esteja na hora de olhar para o andamento geral das coisas relativas à Copa do Mundo e às Olimpíadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sido um problema nas trocas ministeriais. Ministros vão, ministros vêm, mas nunca se olha com atenção específica para o trabalho deles, para além até da busca de possíveis encrencas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Troca-se o ministro e o trabalho da pasta some do noticiário. Como se o único interesse da sociedade estivesse na regularidade da aplicação do dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa Segundo Tempo, por exemplo. Talvez seja boa ocasião para avaliar não apenas se está sendo operado com correção, mas também os resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele já tem quase uma década. O que efetivamente produziu? Aliás, o que pretendia produzir? Ninguém sabe, ninguém viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os últimos governos, tucanos e petistas, mais estes que aqueles, foram pródigos em alavancar políticas públicas voltadas à chamada inclusão social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma característica desses programas é distribuir dinheiro público. Pois uma função do Estado é cobrar de quem tem para ajudar quem não tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não se vê maior esforço para avaliar resultados e medir o retorno do que foi investido. Uma pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realocação de recursos de programas que não funcionam seria uma bela maneira de achar dinheiro para coisas que eventualmente poderiam funcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quinta (27) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-6903698517478049875?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/em-pleno-voo-2710.html' title='Em pleno voo (27/10)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/6903698517478049875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=6903698517478049875&amp;isPopup=true' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/6903698517478049875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/6903698517478049875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/em-pleno-voo-2710.html' title='Em pleno voo (27/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-1444660713966360892</id><published>2011-10-26T00:01:00.002-02:00</published><updated>2011-10-27T10:57:56.520-02:00</updated><title type='text'>Tudo dentro do previsto (26/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;E o cenário medíocre para o governo Dilma Rousseff vai ficando mais nítido. No primeiro ano ela contratou crescimento fraco e abaixo da inflação. Para o segundo ano algo parecido está encaminhado&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia caminha como esperado, perdendo fôlego, e as previsões do Banco Central sobre a desaceleração provaram-se corretas. Para sorte do Brasil, o governo e o BC preferiram não dar ouvidos a quem pedia cautela na redução de juros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dias as projeções para a inflação declinaram, bem como o dólar. A moeda americana vai a meio caminho entre 1,70 e 1,80 reais. Tudo dentro da normalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prova de que o Brasil com Selic algo menor continua um ótimo negócio no mundo de juros reais zero ou negativos. O atual BC pegou a taxa real a 6%. Se entregar em 2012 na metade disso ainda estará oferecendo belo lucro ao emprestador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloquem o juro real a 3% e o dinheiro continuará vindo para cá, com gosto. O recorde nos investimentos diretos até setembro apenas confirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como assim, investimentos diretos? Por que misturar na análise o dinheiro que entra para capitalizar empresas, supostamente recurso de “melhor qualidade”, e o que cai na ciranda financeira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque as empresas giram o caixa no mercado financeiro e distribuem os lucros não operacionais aos acionistas. Uma desnacionalização silenciosa e rentável. Medida nas remessas também recordes. E no déficit nas transações correntes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O investimento direto este ano já passou dos 50 bilhões de dólares. Mais que o dobro do ano passado. Se esse dinheiro viesse mesmo para o investimento na produção as projeções econômicas seriam brilhantes. Pois no ano passado o PIB cresceu 7,5%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em 2011 vamos crescer a metade, se tanto. Ora, se o país recebe o dobro de investimentos para crescer só a metade para onde vai o dinheiro? Para novas plantas e novos empregos é que não será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o cenário medíocre para o governo Dilma Rousseff vai ficando mais nítido. No primeiro ano ela contratou crescimento fraco e abaixo da inflação. Para o segundo ano algo parecido está encaminhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente o BC evitou o pior, a parada completa da economia. Mas as nuvens no horizonte andam carregadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Persiste a ameaça de nova recessão global, desencadeada pela falta de solução para a balbúrdia fiscal na Europa. E mesmo a economia chinesa já ensaia perda de dinâmica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também pela dependência a um mercado mundial sem força e pelo desequilíbrio interno entre investimento e consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um cenário econômico desafiador, e perigoso politicamente para o governo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada muito grave pelo lado da política partidária oficial, pois a maioria parlamentar está bem pendurada na máquina a oposição parece incapaz de fazer uma crítica que entusiasme o povo com alternativas palpáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último vestígio de ação oposicionista nesse campo foi quando reagiram à queda de juros acusando o BC de se submeter ao Palácio do Planalto. Houve as exceções de praxe, mas o comando da oposição preferiu acenar ao financismo, com a defesa doutrinária da independência do BC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma não chegou a agradecer publicamente, mas aposto que ficou satisfeita. Apareceu na foto como quem mandou o BC cortar os juros, enquanto a oposição gritava contra. Quem não gostaria de ter uma oposição assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o quadro social, fora das salas acarpetadas, não é bacana para o governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As greves sucedem-se, os sindicatos andam inquietos e há um cansaço diante dos seguidos casos de corrupção. Ela é mais bem suportada em intervalos de prosperidade, mas se é hora de apertar os cintos a paciência do povo diminui muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Relativo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil diz que não vai mais discutir Belo Monte no âmbito da Organização dos Estados Americanos (OEA), onde as entidades que resistem à usina lutam para defender os direitos delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambas as posições são legítimas. O Brasil cuida de sua soberania e quem se opõe a Belo Monte busca internacionalizar o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho apenas que o Brasil abra mão de defender seus pontos de vista num respeitado fórum multilateral. O Itamaraty diz que todos os esclarecimentos já foram dados por escrito e não há motivo para ir lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um argumento razoável, porém permite interpretar que o amor do nosso governo e da nossa diplomacia pelo multilateralismo é seletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada espantoso, mas vale o registro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quarta (26) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-1444660713966360892?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/tudo-dentro-do-previsto-2610.html' title='Tudo dentro do previsto (26/10)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/1444660713966360892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=1444660713966360892&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/1444660713966360892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/1444660713966360892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/tudo-dentro-do-previsto-2610.html' title='Tudo dentro do previsto (26/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-1730387348644644180</id><published>2011-10-25T00:01:00.001-02:00</published><updated>2011-10-27T10:58:12.713-02:00</updated><title type='text'>Memória viva (25/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Governos espertos olham, em primeiro lugar, para o emprego e a renda. E procuram reger as demais variáveis em função das duas. Mas, e a inflação? A verdade é que a América Latina já esqueceu dela. A memória mais recente é a da estagnação&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristina Kirchner venceu com folga o desafio reeleitoral, por uma razão simples, bem conhecida e já muito tratada, inclusive aqui. Na comparação com os antecessores, os governos Kirchner têm sido paradigma de eficência, desenvolvimento e preocupação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá, como cá, o desejo de não retornar ao passado ajudou Cristina. A ponto de ela obter votação recorde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Argentina tem seus problemas, com destaque para a fragilidade institucional. Ninguém sabe direito a quantas anda a inflação, aliás falar disso costuma dar dor de  cabeça para os jornalistas dali. Pois os preços ali correm rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as convicções democráticas do casal Kirchner nunca foram uma brastemp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a economia cresce, gera empregos, há sinais de reindustrialização e a percepção social é que o kirchnerismo defende o país e os mais pobres. Ainda que as nuvens adiante estejam carregadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento fundador dessa percepção foi a denúncia da dívida externa, lá no começo do governo de Néstor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascida do caos social e político provocado pelo colapso econômico, a necessidade da moratória se impôs, por cima de todas as advertências, ameaças e exibições de dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Argentina simplesmente não teria como sair do buraco sem ignorar uma parte dos compromissos financeiros. Ou até teria, a um custo social proibitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ou menos como a Grécia agora. A desvantagem dos gregos é fazerem parte de uma união monetária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mais interessante foi a Argentina ter dado o passo no auge da deificação das “ideias certas”. Por exemplo a que prega a santidade e a imutabilidade dos contratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ideia muito querida dos ideolólogos do empresariado, ainda que o empresário mesmo, o de raiz, nunca hesite quando denunciar um contrato é bom para o negócio dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pelo menos nunca conheci nenhum que aceitasse levar a empresa à falência para honrar um mau contrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os argentinos impuseram aos credores um forte desconto na dívida e não aconteceu nada. O dinheiro continuou chegando, engordando e indo embora, como sempre fizera antes. E como continuará fazendo desde que lhe garantam as necessárias condições de reprodução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argumentarão que a Argentina precisou pagar caro para compensar o maior risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem somos nós para dizer isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui se produz todo ano um belo superávit primário. Um pouco mais, um pouco menos, mas sempre belo. Aqui vigora uma Lei de Responsabilidade Fiscal bastante rígida. E aqui a transparência das contas públicas é exemplo para outros países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo muito bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo assim pagamos o maior prêmio do mundo a quem traz dinheiro para cá. Nossa taxa real de juros não tem concorrente. Pelo ângulo da engenharia reversa da precificação do risco, talvez sejamos, no fim das contas, um lugar bastante arriscado para investir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por incrível que pareça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pagamos juros tão elevados é porque a coisa não vai tão bem assim. Do contrário não precisaríamos remunerar tão maravilhosamente quem traz o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como curiosidade, os Estados Unidos, que estão na draga, pagam juro tendente a zero e mesmo assim qualquer marolinha planetária provoca um tsunami a favor dos títulos do Tesouro americano. E não contra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que esse detalhe possa enfraquecer o argumento central da coluna, pois um trunfo dos Estados Unidos é a garantia pétrea de que honrarão seus compromissos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade é mesmo contraditória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vindo para a economia doméstica, a reeleição de Cristina Kirchner explica bem por que a colega do lado de cá da fronteira sustenta a política de redução de juros agora praticada pelo nosso Banco Central. Uma política agressiva, nas circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Governos espertos olham, em primeiro lugar, para o emprego e a renda. E procuram reger as demais variáveis em função das duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e a inflação? A verdade é que a América Latina já esqueceu dela. A memória mais recente é a da estagnação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as devidas consequências políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta terça (25) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-1730387348644644180?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/memoria-viva-2510.html' title='Memória viva (25/10)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/1730387348644644180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=1730387348644644180&amp;isPopup=true' title='19 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/1730387348644644180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/1730387348644644180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/memoria-viva-2510.html' title='Memória viva (25/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-3136752851809179919</id><published>2011-10-24T00:01:00.004-02:00</published><updated>2011-10-27T10:58:28.923-02:00</updated><title type='text'>Deu errado (24/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A ideia de terceirizar serviços públicos para Organizações Não Governamentais pode ter sido movida a boas intenções, mas deu errado. Transformou-se em ralo para drenar dinheiro público e reforçar maus hábitos na política&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ONGs (Organizações Não Governamentais) estão em xeque. A cada novo episódio de rolo com dinheiro público revela-se a deformação de um mecanismo nascido benigno, para transferir recursos oficiais a entidades qUe executam ações complementares às do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fatos reforçam a atualidade do velho ditado, de que as boas intenções lotam o inferno. A intenção na origem era boa. Comparadas à máquina estatal, as ONGs ganham em agilidade e foco, permitem a mobilização rápida e flexível de conhecimentos específicos indispensáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a teoria. Na prática, o universo das ONGs é fonte recorrente de notícias sobre irregularidades e desvios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pululam as maneiras espertas de contornar normas e regulamentos, os expedientes para prevalecer o interesse privado e espúrio sobre o público. É sempre complicado generalizar, mas o número de casos nebulosos e escândalos permite o diagnóstico de um problema sistêmico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se argumentar que o modelo é bom, que os problemas devem ser tratados como tal, que generalizar é perigoso e injusto, que os erros não devem servir de pretexto para condenar o sistema no todo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma argumentação razoável, desde que venha acompanhada da proposta de solução. Qual é então o remédio para extirpar os focos problemáticos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma estrutura de vigilância capaz de controlar a destinação do dinheiro público que vai para as ONGs? Aí seria o absurdo ao quadrado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se imaginar qual deveria ser o tamanho dessa estrutura para funcionar a contento. Para monitorar milhares de ONGs sem deixar espaço ao malfeito. Ou pelo menos para minimizar o risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente seria uma máquina gigantesca, uma megaburocracia para corrigir uma estrutura cujo objetivo inicial era fugir da burocracia. Aí não dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que não submeter então as ONGs às mesmas regras rígidas aplicáveis à despesa pública propriamente dita? Nas compras e contratações, para evitar que a maior flexibilidade abra portas e janelas ao erro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, nesse caso a pergunta é imediata. Para que então as ONGs? Por que não fazer a coisa por meio do Estado e ponto final?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um beco sem saída. Na verdade, o impasse é produto de uma deformação estrutural. De um antagonismo conceitual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Organizações Não Governamentais surgiram como novidade para dar expressão à sociedade civil, às novas formas de protagonismo, às correntes sociais à margem dos partidos políticos, do Estado e das instituições tradicionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram novos atores, organizados para inocular vida na fossilizada política institucional, um oxigênio muito bem vindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, a política deixaria de ser monopólio dos profissionais e as demandas coletivas teriam novos canais de expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para que fosse efetivamente assim um detalhe seria imprescindível. As ONGs deveriam buscar os meios de subsistência na sociedade, e não no Estado. Mas simplesmente não aconteceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prática, os governos, partidos e políticos acabaram tecendo cada um sua rede-satélite de ONGs, financiada com os recursos da atividade político-estatal e orientada a facilitar a reprodução do poder de quem a sustenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem ao contrário do que deveria ser. E quando uma boa ideia resulta no contrário da intenção original está na hora de avaliá-la com rigor e tomar providências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sem comércio&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eleição argentina de ontem teve um detalhe que merece ser olhado com carinho por aqui. O tempo igual de televisão para os candidatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de simplesmente copiar, mas de pelo menos refletir sobre. O tempo de tevê nas eleições brasileiras acabou virando só um comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um foco de parasitismo, chantagem e rolos financeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soluções há. Uma é impedir que o partido transfira o tempo a outro. Não quis lançar candidato próprio? Seu tempo será repartido entre os demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não dá, assim como no caso das ONGs, é continuar como está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta segunda (24) no Correio Braziliense e também no Estado de Minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-3136752851809179919?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/deu-errado-2410.html' title='Deu errado (24/10)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/3136752851809179919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=3136752851809179919&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/3136752851809179919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/3136752851809179919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/deu-errado-2410.html' title='Deu errado (24/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-7397217814565493939</id><published>2011-10-23T00:01:00.001-02:00</published><updated>2011-10-27T10:58:48.379-02:00</updated><title type='text'>Vai mal (23/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;É grande a distância entre o que foi prometido para a Copa e as Olimpíadas e o que a realidade vai apresentando. A crise no Ministério do Esporte talvez seja uma oportunidade para a presidente agir. No macro, e não apenas no micro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país, ou boa parte dele, festejou quando conseguiu ser a sede da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Foi uma mudança de patamar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil projetava-se aos olhos do mundo como capaz de realizar com grande sucesso os dois maiores eventos esportivos do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Olimpíadas ainda estão longe, e o otimismo incurável sonha que os problemas dos Jogos Pan Americanos do Rio não vão se repetir. Especialmente o estouro orçamentário, que parece ter ficado por isso mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um esquecimento preocupante, pois deveria ser exibido diuturnamente como exemplo do que não fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vida segue, e não custa ser otimista. Mesmo porque o otimismo aqui é recomendável, faz bem à saúde. Evita certas dores de cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pauta de Copa e Olimpíadas, aos céticos e pessimistas costumam reservar os epítetos de inimigos da pátria, de portadores do complexo de vira-lata, de submissos à idéia de que o Brasil não é capaz de ombrear com os maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a Copa, será obrigatório constatar que as coisas não caminham dentro do prometido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As esperanças eram cristalinas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estádios seriam erguidos integralmente com dinheiro privado, os recursos públicos iriam para obras socialmente justificáveis -especialmente no transporte- e a magnitude dos eventos implicaria uma revolução na segurança pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo seria feito com a maior transparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora as coisas parecem caminhar exatamente no sentido contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vai razoavelmente bem? Os estádios. Que sobem com forte insumo estatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aeroportos? Até agora nada, ou quase. O de Natal foi 100% privatizado, uma confissão de incapacidade administrativa do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os demais estão na fila, Alguns talvez fiquem parcialmente prontos a tempo, mas não há garantias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a mobilidade urbana, quem ainda fala nisso? O que de mais prático se fez foi abrir a possibilidade legal de decretar feriado em dia de jogo. E não só em jogo do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar no mais novo escândalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos dias a presidente Dilma Rousseff está às voltas com a crise no Ministério do Esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o problema é maior, e está a exigir intervenção no macro, e não só no micro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso se Dilma quiser mesmo fazer a coisa bem feita. Para que o tema não se transforme doravante em sinônimo de confusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quase todos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E segue a batalha dos royalties no Congresso, o Senado aprovou uma proposta para evitar a votação do veto à proposta anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governador do Rio imaginou que tinha resolvido o problema lá atrás, quando fechou um acordo com o presidente da República e sonhou que o Planalto iria tratorar o Legislativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um erro de cálculo, inclusive porque o petróleo é do Brasil, e não apenas dos estados com vista para o mar. Um critério para lá de duvidoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também porque o recurso não vem sendo bem investido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de agir estrategicamente, de reservar o dinheiro para investimentos em saúde, educação, ciência, infraestrutura, os governantes torram-no com despesas de custeio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou em obras de utilidade duvidosa. Ou de execução nebulosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou todas as coisas juntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada garante que se o dinheiro do petróleo for mais bem distribuído será mais bem empregado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse é outro problema. Que aliás deveria ser motivo de ação do Executivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois se é demais exigir de um governador ou prefeito que pense o país no longo prazo é razoável cobrar isso da presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusive porque na campanha ela disse que faria assim com o pré-sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadê as medidas para evitar que a nova riqueza seja dissipada no dia a dia? Onde anda a preocupação com a maldição do petróleo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que estamos fazendo de prático para ficarmos mais parecidos com -lembram-se?- a Noruega?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta batalha dos royalties quase todos os interesses estão sendo bem defendidos. Menos os do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada neste domingo (23) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-7397217814565493939?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/vai-mal-2310.html' title='Vai mal (23/10)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/7397217814565493939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=7397217814565493939&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/7397217814565493939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/7397217814565493939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/vai-mal-2310.html' title='Vai mal (23/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-6677451641684658598</id><published>2011-10-21T00:01:00.003-02:00</published><updated>2011-10-27T10:59:06.159-02:00</updated><title type='text'>Os cavalos correm (21/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Quase um ano depois da eclosão tunisiana, comprova-se: o melhor que as potências tinham a fazer era tentar pegar a onda. E parecem ter apostado nos cavalos certos. Pelo menos os cavalos delas continuam correndo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sadam Hussein foi arrancado da toca por soldados dos Estados Unidos para acabar morto na forca após um julgamento organizado pelos iraquianos. Muamar Gadafi sequer conseguiu receber o ritual do colega mesopotâmico: acabou sumariamente eliminado na captura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por ter sido capturado pelos compatriotas, e não for forças estrangeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem lhe deram o direito a um simulacro de julgamento, daqueles rápidos, tipo o oferecido a Nicolae Ceaucescu. O destino foi buscar Gadafi ali mesmo. Sem misericórdia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirão, com certa dose de razão, que o líbio recebeu o tratamento que provavelmente dispensaria a um inimigo em situação similar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a página foi virada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter o fim de Muamar Gadafi é o risco dos líderes empenhados em fundir sua pessoa e as instituições. Reduzem muito a chance de sobrevivência física fora do poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudança política acaba exigindo a eliminação de quem personifica o Estado. Para marcar a passagem a uma nova era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para evitar a perpetuação de um conflito entre polos irreconciliáveis. A coisa mudou pouco desde os primórdios da humanidade. Para subjugar uma tribo é necessário neutralizar seu chefe. De uma maneira ou de outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há situações nas quais é possível fazer a transição com o líder vivo, e um bom exemplo foi a "humanização" do imperador japonês no desfecho da Segunda Guerra Mundial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em geral não dá. Mostrar a cabeça cortada do comandante adversário continua sendo uma maneira bem eficaz de convencer os seguidores dele à rendição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É provável que Gadafi soubesse do risco de acabar sumariamente eliminado, e talvez por isso tenha prometido lá atrás caçar os adversários de casa em casa. Para ele foi sempre um jogo de tudo ou nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou eles, ou ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder absoluto tem disso. Ainda mais quando se transforma em cleptocracia hereditária. Não espanta que desencadeie, na contracorrente, uma violência igual, de sinal trocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Violência aliás já descrita um dia como a parteira da História. Constatação cuja atualidade as revoluções árabes mostram todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima parada do trem é na estação de Damasco, se a composição não acabar desviada para o Iêmen. Mas a ordem das estações é o de menos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do momento em que optou por -ou foi forçado pelos apoiadores a- reprimir sanguinariamente os compatriotas, Bashar al Assad contratou para si um destino pouco glorioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dúvida é se terminará caçado em algum buraco ou se vai correr antes para um braço amigo. Como fez o líder da Tunísia. Nessa escolha, o problema de Assad -ou um dos problemas- talvez seja a escassez de amigos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Firmes mesmo com ele, nesta altura, só o Irã e o Hezbollah.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vai bem, nas circunstâncias, é o chamado Ocidente. Cujo inevitável fracasso na abordagem das revoltas árabes foi previsto, como diria Mark Twain, talvez um pouco cedo demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase um ano depois da eclosão tunisiana, comprova-se: o melhor que as potências tinham a fazer era tentar pegar a onda. E parecem ter apostado nos cavalos certos. Pelo menos os cavalos delas estão correndo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto outros já foram sacrificados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo árabe vive seu terceiro ciclo de rupturas em menos de um século. Começou com a queda do Império Otomano ao final da Primeira Guerra Mundial (1914-18) e a formação de monarquias absolutistas patrocinadas pelo colonialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um modelo que entrou em colapso após a Segunda Guerra Mundial (1939-45) com a descolonização. Em boa parte dos países árabes os monarcas foram substituídos por oficiais nacionalistas, com tintas de socialismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora a História faz a nova varrição. E quem vem por aí? A única força alternativa ali organizada e dotada de visão de mundo com começo, meio e fim: o Islã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo precisará conformar-se com a ascensão do Islã naquele pedaço. Na hipótese otimista, será um Islã democrático. Na pessimista, degenerará em novas tiranias, que conduzirão aqueles povos a novos fracassos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é um debate até certo ponto vazio de significado prático. O que tiver que ser, será. Isso foi bem compreendido pelos profissionais em Washington, Londres, Paris, Roma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente que por dever de ofício precisa prestar mais atenção à defesa dos seus interesses materiais do que às próprias idiossincrasias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta sexta (21) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-6677451641684658598?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/os-cavalos-correm-2110.html' title='Os cavalos correm (21/10)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/6677451641684658598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=6677451641684658598&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/6677451641684658598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/6677451641684658598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/os-cavalos-correm-2110.html' title='Os cavalos correm (21/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-3330324054114977249</id><published>2011-10-19T00:01:00.002-02:00</published><updated>2011-12-30T12:17:26.618-02:00</updated><title type='text'>Um papel para o Brasil (11/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;No conflito Israel-Palestina poderia caber ao Brasil um papel de mais destaque. Nosso país tem autoridade política e moral para vocalizar uma linha equilibrada. De um modo mais afirmativo do que Dilma Rousseff vem fazendo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil anda surpreendentemente distante da confusão no Oriente Médio. Do desejo de protagonismo, parece ter restado a retórica. Dilma Rousseff tocou no assunto quando abriu a Assembleia Geral da ONU. Só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso país apresentou-se como candidato a ocupar o palco quando Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que era hora de mover a peça. Foi a Jerusalém e a Ramallah, um gesto forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade que Lula recusou visitar o túmulo do fundador do moderno nacionalismo judeu, enquanto prestava as também legítimas homenagens no túmulo do líder histórico do nacionalismo árabe-palestino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um viés talvez desnecessário. Mas explicado por certo alinhamento de décadas da nossa diplomacia. E também pelas posições do PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é detalhe, incapaz de remover o aspecto central: se o Brasil não tem peso específico para bancar um eventual acordo, pode projetar-se a partir de uma posição de equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem Israel e o Hamas completaram a troca que libertou 1027 condenados palestinos e também o militar israelense Gilad Shalit, capturado há mais de cinco anos pelo Hamas em território do Estado judeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma demonstração de que mesmo inimigos aparentemente inconciliáveis acabam aceitando dialogar se vislumbram soluções interessantes para ambos. Aqui havia, e chegou-se a um acordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saída definitiva para o conflito entre Israel e Palestina está bem delineada, na teoria. Quem a resumiu com mais competênca foi Barack Obama. Num discurso corajoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois países, cada um deles para realizar o projeto nacional do respectivo povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com fronteiras baseadas nas linhas de armistício que vigoraram entre 1949 e 1967, mas com trocas territoriais para refletir as mudanças demográficas das últimas quatro décadas e meia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com a garantia de os dois lados aceitarem pôr fim definitivamente ao conflito, assumindo compromissos estratégicos com a segurança do vizinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma solução desse tipo deveria obrigatoriamente incluir reparações aos descendentes de populações deslocadas à força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palestinos removidos de onde hoje é Israel e comunidades judaicas forçadas a abandonar os países árabes que habitavam há séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra premissa é garantir condições de prosperidade para o futuro Estado Palestino. Com fortes investimentos e acordos de integração econômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conflito naquele pedaço do mundo persiste não pela falta de soluções razoáveis no papel, mas pela ausência de liderança política que as faça acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente, Israel está mais perto de abandonar a ilusão de tentar realizar seu projeto nacional negando aos palestinos o mesmo direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o discurso de Abu Mazen na ONU mostrou que o lado palestino ainda enfrenta dificuldades para admitir que os judeus têm ligação com aquele território e direito de concretizar ali sua autodeterminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois se a Autoridade Palestina considera razoável exigir que todo palestino tenha direito de habitar Israel, também será aceitável, por isonomia, que todo judeu tenha o direito de ajudar a povoar o futuro Estado da Palestina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ponto de partida para chegar a lugar nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A supressão do direito alheio -como em qualquer conflito- supõe o recurso à violência, no caso a guerra. Se se fala em paz, uma premissa é reconhecer a legitimidade do projeto do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o passo decisivo. E aqui poderia caber ao Brasil um papel de destaque. Nosso país tem autoridade política e moral para vocalizar essa linha. De um modo mais afirmativo do que Dilma Rousseff vem fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusive porque é só meia verdade dizer que o problema não nos afeta diretamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o quadro ali evoluir para uma confrontação militar regional, as incertezas produzirão um novo e potente vetor de desequilíbrio da economia mundial. Na pior hora possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só olhar o mapa e notar que quase metade do petróleo mundial transportado de navio passa pelo estreito de Ormuz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso para começo de conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quarta (19) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-3330324054114977249?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/um-papel-para-o-brasil-1110.html' title='Um papel para o Brasil (11/10)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/3330324054114977249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=3330324054114977249&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/3330324054114977249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/3330324054114977249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/um-papel-para-o-brasil-1110.html' title='Um papel para o Brasil (11/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-3360255970439935935</id><published>2011-10-18T00:01:00.000-02:00</published><updated>2011-10-19T13:43:23.332-02:00</updated><title type='text'>O vestibularzão do MEC (18/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Será um completo equívoco se em nome de “acabar com o vestibular” o Enem for transformado no “vestibularzão do MEC”. Uma situação hipotética em que o Ministério da Educação teria o poder absoluto de decidir que tipo de aluno vai conseguir vaga na universidade&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério da Educação (que até hoje chamam de MEC, mesmo depois de criado o da Cultura) defende o fim do vestibular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma tese não tão nova. Terminar com com isto de a porta da universidade abrir e fechar para o sujeito num único exame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabar com o vestibular deveria significar, entre outras coisas, levar em conta o desempenho do aluno ao longo de toda a formação. Seria bom, por estimular a cobrança sobre o ensinado no fundamental e no médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas seria também ruim porque um menino ou menina com currículo não tão vistoso estaria na prática impedido de se recuperar mais adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo do vestibular apresenta desvantagens conhecidas, mas oferece pelo menos uma grande vantagem. O rapaz ou garota podem até não ter sido tão bons antes, mas se estiverem dispostos a estudar no ano da prova têm nova chance de conseguir superar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num país de ensino precário, é uma válvula de escape. Não é razoável jogar integralmente nas costas do estudante o ônus da escola ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ideal seria combinar os vetores, como já acontece em alguns lugares. Levar em conta o histórico e também o desempenho nos exames.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pelo menos dois detalhes importantes a olhar. A regionalização do acesso e a autonomia das universidades e faculdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autonomia é importante pois cada instituição deve ter liberdade para decidir que tipo de aluno deseja receber, de acordo com o profissional que pretende produzir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se determinada escola de engenharia acha que saber matemática e física não é o mais importante, está no direito dela. E vai escolhê-la quem concordar com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a regionalização é decisiva para evitar que alunos dos centros mais ricos avancem sobre as vagas em outras localidades, por terem mais condições de competir do que os "nativos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente que vem de fora e depois de formada simplesmente cai fora, volta para de onde veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levando consigo o resultado do esforço financeiro da sociedade. Isso vale para as faculdades e universidades públicas e também para quem tem as mensalidades na escola particular pagas pelo governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi e é um avanço, por permitir a avaliação periódica dos estudantes, uma maneira de medir indiretamente como andam as escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também uma tendência crescente de usar o resultado da prova como elemento de avaliação para o acesso ao ensino superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será um completo equívoco se em nome de “acabar com o vestibular” o Enem acabar transformado no “vestibularzão do MEC”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o Ministério da Educação teria o inaceitável poder absoluto de decidir que tipo de aluno vai conseguir vaga no ensino superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois pode haver -e é saudável que haja- instituições públicas e privadas que divirjam dos critérios oficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tampouco é racional que a oportunidade de ser avaliado em exame se concentre numa única prova, ou num único conjunto de provas. Pois a pessoa pode estar num mau dia. Ou não se enquadrar nos critérios de quem manda no MEC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do que o “vestibularzão do MEC” reforçaria o risco de avanço dos candidatos mais bem preparados sobre todas as vagas, diluindo o necessário critério regional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma discussão que exige muito cuidado. É preciso levar em conta os fatos, e não apenas as intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que delas o inferno está lotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;OSNGs&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os escândalos sucedem-se e cresce a necessidade de encarar um problema grave na administração pública: a tendência a privatizar a ação governamental por meio das Organizações Não Governamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que no Brasil deveriam mudar de nome, talvez para Organizações Supostamente Não Governamentais, as OSNGs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou para OGs (Organizações Governamentais). Seria talvez mais apropriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A regra precisaria ser clara. Dinheiro público só deveria ser gasto seguindo as regras específicas do setor público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai dificultar a execução de certas políticas? Paciência. Que a União, os estados e municípios se virem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moda, em todos os níveis, é contornar exigências redirecionando recursos para quem pode gastar com mais liberdade. Muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passou da hora de acabar com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta terça (18) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-3360255970439935935?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/3360255970439935935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=3360255970439935935&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/3360255970439935935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/3360255970439935935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/o-vestibularzao-do-mec-1810.html' title='O vestibularzão do MEC (18/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-8498589506612214633</id><published>2011-10-17T00:01:00.001-02:00</published><updated>2011-10-17T14:47:51.659-02:00</updated><title type='text'>Viciado em elogio (17/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Otimismo é bom quando ajuda a recolher energia e disposição para enfrentar os problemas. Mas vira um problema a mais quando é sinônimo de tolerância aos defeitos, de conformismo diante do que deveria despertar inconformismo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estrangeiros descobriram o modo infalível de seduzir os brasileiros. É só falar bem do Brasil. Uma inversão completa. Antes a moda, inclusive dos nativos, era falar mal. O país mudou, é certo, mas o estado de espírito parece ter mudado para além da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há marketing que resista a um mau produto, então é preciso olhar para os fatos e entender no que eles influenciam as boas percepções. Mas um bom marketing pode, sim, melhorar o produto, ou fazê-lo necessário além do que seria “natural”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em certos aspectos o Brasil é mesmo exceção. No mundo todo pipocam manifestações contra o mercado financeiro, apresentado como satanás. Aqui, onde se cultivam as maiores aberrações financeiras, nada. Curioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar no “occupy wall street”, o movimento têm algo de regressista, mas recolhe glamour por mobilizar o senso comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o país economicamente mais bem sucedido nos últimos tempos? A China. Pois os chineses construíram sua prosperidade a partir de certas decisões políticas heterodoxas adotadas lá atrás pelo Partido Comunista, diretrizes cujo melhor resumo é “enriquecer é glorioso”, frase histórica de Deng Xiao Ping.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é outro lugar em que enriquecer não mais parece pecado. Um exemplo da inversão de estado de espírito? Quando antes alguns magnatas nacionais apareciam nas tais listas mundiais de mais ricos a reação era negativa. Hoje isso virou do avesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia que a moda sobre o Brasil é falar bem. Há algumas coisas que  melhoraram bastante. O salário mínimo nem se compara ao do passado. E os programas sociais dos governos oferecem uma proteção razoável aos mais pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nossa educação continua muito ruim, bem como a infraestrutura. O sistema tributário é super-regressivo, quem ganha menos paga proporcionalmente muito mais. A violência e o crime são epidêmicos, sem comparação possível com os índices nos países mais civilizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui “civilizados” cabe bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após quase três décadas de governos democraticamente eleitos, nenhum dos grandes gargalos nacionais foi enfrentado para valer. E trinta anos é muito tempo. Só olhar para ver o que, de novo eles, os chineses fizeram nesse mesmo período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inversão da autoestima tem a ver com elementos subjetivos, mas não só. Sua raiz vem fincada na persistência de um período razoavelmente longo de conforto econômico. Uma época de consumo em alta, cujo melhor sintoma são os preços nacionais comparados aos de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motor do consumo é a expansão do crédito, que entretanto vai encontrando seu limite. Não é que o brasileiro deva muito. Ele deve até pouco na comparação com os cidadãos dos países mais enrolados na crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema está em outro aspecto. Se o brasileiro não deve tanto assim, compromete com pagamento de dívidas uma parcela bem maior do que os cidadãos dos países centrais. Exatamente por causa das distorções financeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma mistura complicada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia em desaceleração projeta para os próximos anos um crescimento medíocre dos novos empregos e tampouco permite otimismo na elevação da renda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a onda vai topar com uma população que, quando se endividou, imaginava uma taxa de bonança perene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar nas contas externas. O único setor superavitário da produção nacional é o agronegócio. Que aliás sustenta o resto da economia nas trocas com o exterior. Mas vem sob pressão do ambientalismo, pois não há como plantar mais ou criar mais gado sem desmatar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa indústria está de língua de fora, sem que as medidas espasmódicas e localizadas consigam embicar a atividade para cima. O setor precisaria de um período longo de estímulo à competitividade, para valer. Mas não está no horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não há governo capaz de interromper a doce anestesia provocada pelo real forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Otimismo é bom quando ajuda a recolher energia e disposição para enfrentar os problemas. Mas passa a ser um problema a mais quando vira sinônimo de tolerância aos defeitos, de conformismo diante do que deveria despertar inconformismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como parece acontecer agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna publicada nesta segunda (16) no Estado de Minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-8498589506612214633?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/8498589506612214633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=8498589506612214633&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/8498589506612214633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/8498589506612214633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/viciado-em-elogio-1610.html' title='Viciado em elogio (17/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-4555455798833677139</id><published>2011-10-16T01:01:00.003-02:00</published><updated>2011-10-15T22:59:41.226-03:00</updated><title type='text'>Sacerdotes da estagnação (16/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tucanos e petistas disputam a paternidade de ter estabilizado a economia, mas ninguém diz como fazer para ela crescer consistentemente, sem a inflação voltar a representar um problema&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um foco de disputa entre tucanos e petistas é decidir quem debelou definitivamente a inflação. O PSDB reivindica o Plano Real, implementado no governo Itamar Franco pelo ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o PT lembra ter recebido o governo em 2003 com os preços saindo de controle, e diz que Luiz Inácio Lula da Silva deu jeito na coisa, ao aplicar um arrocho fiscal e monetário naquela largada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PSDB retruca lembrando que o instrumental usado pelo PT foi uma herança do governo tucano, especialmente a Lei de Responsabilidade Fiscal. O petismo observa que a construção institucional das ferramentas vem de mais longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro da Fazenda Antonio Palocci era expert em introduzir esse último elemento na narrativa. Distribuindo os méritos da coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E segue o debate, bastante autocentrado. Cada polo é tão cioso na própria defesa que esquece de olhar ao redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As quase duas décadas de poder tucano e petista realmente afastaram a superinflação, mas não entregaram a mercadoria prometida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixaram o serviço pela metade. Não explicaram como fazer para crescer forte e consistentemente num ambiente de preços controlados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou bem o país cresce e os preços sofrem além do desejado, ou o controle dos preços acaba matando a expansão da economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula pretendia ter superado essa barreira, com o Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, tocado pela braço direito Dilma Rousseff. Conseguiu um certo plus (apesar da crise mundial), que logo se revelou insustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a época das autoridades econômicas alardeando o rompimento da barreira do PIB potencial (o máximo que a economia pode crescer sem estourar a meta de inflação) medíocre. Depois de muito tempo, 3 ou 3,5% não eram mais nosso limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E 2010 foi vendido como prova, com seu vistoso PIB de 7,5%. Era ilusão. O número resultou da comparação com o retraimento absoluto de 2009. Passada a flacidez fiscal da eleição, a fantasia deixou de servir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo FHC sacrificou o crescimento em favor do combate à inflação, e os governos do PT não conseguem decolar sem acordar a dita cuja. Um nó estrutural aparentemente indesfazível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora Dilma está ameaçada pelo pior dos mundos. Crescimento medíocre com inflação incômoda. Para sorte do Brasil, a presidente parece resistir à solução tradicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois se é verdade que a inflação é um imposto antissocial, atinge mais quem menos consegue proteger o próprio dinheiro, o desemprego é outra chaga. O chamado Primeiro Mundo é prova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma escolheu o caminho certo ao evitar que o Banco Central decidisse novamente congelar a economia. Foi o BC quem tomou a decisão de baixar os juros, mas foi a presidente quem indicou o comando do BC. E o apoia. Está tudo bem entendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será porém preciso avançar. E os sinais são insuficientes. O governo aposta no mercado interno para enfrentar a crise planetária, mas é pouco. A indústria patina há três anos, desmascarando postumamente a farsa da "marolinha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não basta o governo dizer que não sacrificará o crescimento em nome do combate à inflação, se deixa o país escorregar para a estagflação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que diga como, efetivamente, vai manter a máquina funcionando em velocidade desejada sem estourar os preços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT venceu três eleições presidenciais porque, entre outras razões, a maioria do país recusou a volta a um modelo de conformismo com o baixo crescimento, um fardo que os candidatos tucanos precisaram carregar como triste legado do período FHC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma herança maldita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que vai se diluindo no tempo. O problema agora é outro. O PT já está no poder faz tempo suficiente, deve dizer a que veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma largou bem mas a corrida é longa. A presidente foi bem na primeira curva, quando o BC ignorou os sacerdotes da estagnação e baixou os juros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se Dilma bobear ninguém lá na frente lembrará que a presidente começou a corrida na pole-position.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada neste domingo (16) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-4555455798833677139?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/4555455798833677139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=4555455798833677139&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/4555455798833677139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/4555455798833677139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/sacerdotes-da-estagnacao-1610.html' title='Sacerdotes da estagnação (16/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-5363803186498577907</id><published>2011-10-14T00:01:00.003-03:00</published><updated>2011-10-14T00:01:01.240-03:00</updated><title type='text'>Argumentos do chanceler (14/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Antonio Patriota defende que foram adequadas as abstenções nos casos líbio e sírio. No primeiro, para não endossar uma intervenção militar ilimitada. No segundo, também para evitar o alinhamento com um bloco de membros permanentes do Conselho de Segurança contra outro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como conciliar o pragmatismo, um traço orgânico das relações internacionais, com o principismo? O desafio fica ainda mais complexo em situações radicalmente novas, como agora na chamada Primavera Árabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um assunto tratado criticamente com alguma frequência nesta coluna, e sobre o qual conversei ontem no Itamaraty com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. Passo a listar alguns argumentos do chanceler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A posição do Brasil tem sido intervir para conseguir melhorar as situações. Se não for possível, pelo menos para não piorar”, diz Patriota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele, não faria sentido intervir em cenários de risco aos direitos humanos para criar situações que embutem ameaças tão graves quanto, ou mais, a esses direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Líbia, o Brasil vinha integrado ao movimento geral no Conselho de Segurança, mas decidiu abster-se por enxergar na redação do texto final brechas para intervencionismo excessivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o chanceler, uma preocupação confirmada pelos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e a ameaça iminente de um massacre da então oposição líbia em Benghazi, propósito aliás anunciado explicitamente por Muamar Gadafi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil avalia que a zona de exclusão aérea teria sido suficiente para estabelecer um certo equilíbrio em segurança, que poderia favorecer uma saída negociada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na Síria? O apego brasileiro à cautela e ao diálogo não corre o risco de cair no vazio, diante da insistência do regime de Bashar al Assad em reprimir brutalmente a oposição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, pois o Brasil não deseja contribuir para a situação na Síria degenerar numa guerra civil. Inclusive porque a desestabilização ali teria implicações regionais. Um possível efeito dominó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o Brasil reconhece que o regime de Damasco está longe do que lhe pedem inclusive os países que não podem ser acusados de trabalhar por uma intervenção externa. E que o tempo para uma saída negociada está correndo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ajustes recentes na posição russa, instando mais firmemente Assad a passar das palavras aos atos, a tomar medidas práticas para pacificar o país e desencadear uma transição, mostram que a posição do líder sírio anda mais frágil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto quem diz sou eu, não o chanceler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Patriota, interessa ao Brasil no palco sírio continuar como interlocutor. Inclusive em atenção às demandas da comunidade brasileira de descendentes de imigrantes daquele país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que tudo renha um limite, reconhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a insistência do Brasil em se abster no Conselho de Segurança não acabará consolidando a imagem de que o país lava as mãos em situações de polarização?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chanceler diz que não há uma linha sistemática de abstenção. Segundo ele foram dois momentos específicos. No caso da Líbia adotou-se a cautela para não subscrever o intervencionismo sem limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo razoável à luz da experiência iraquiana, defende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da Síria o Brasil julgou melhor não se alinhar com uns membros permanentes do Conselho de Segurança contra outros. Um não-alinhamento que, segundo o chanceler, fortaleceu a posição brasileira em vez de enfraquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil tem trabalhado por soluções consensuais no Conselho, informa o Itamaraty. A chancelaria considera que é o melhor caminho para levar as decisões à prática com mais efetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a anunciada prioridade aos direitos humanos nas relações internacionais do Brasil? Patriota argumenta que essa política está em plena aplicação nos organismos específicos das Nações Unidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo que pode ser notado em casos como do Irã e da própria Síria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que não no Conselho de Segurança? Porque, diz ele, o Brasil não endossa a estratégia de uso sistemático da força -inclusive militar- como o melhor instrumento para a promoção e a defesa dos direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses são alguns argumentos do chanceler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta sexta (14) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-5363803186498577907?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/5363803186498577907/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=5363803186498577907&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5363803186498577907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5363803186498577907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/argumentos-do-chanceler-1410.html' title='Argumentos do chanceler (14/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-271171916172527854</id><published>2011-10-13T00:01:00.002-03:00</published><updated>2011-10-13T13:57:30.910-03:00</updated><title type='text'>Etiqueta de validade (13/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;É visível um certo cansaço com certa política, mas qual será a tradução da fadiga na vida real? Como será nas eleições? É razoável supor que ou essa energia será canalizada partidariamente ou vai dissipar-se&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É humano certo deslumbramento com os movimentos ditos espontâneos. Eles adicionam glamour à política, pelo contraste com a crueza da realidade dela olhada sem filtros, em estado bruto. Das manifestações contra a corrupção Brasil afora até a “ocupação” de Wall Street.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que se movimentos de massa são bons para criar estados de espírito, e mesmo para bloquear parcialmente a capacidade de intervenção do Estado, como agora no Chile, não estão porém aptos a governar. A utopia do democratismo direto costuma virar do avesso quando tenta passar da fantasia à realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Governar é trabalho para minorias, profissionais organizados em facções, partidos políticos. Que irão realizar a cada momento os projetos supostamente apoiados pela maioria, mas não será o governo da maioria. Será o governo segundo o suposto desejo da maioria, mas operado por uma máquina política dedicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espertas são as máquinas políticas que se abrem aos movimentos sociais para alimentar-se da energia deles, mas é uma operação necessariamente datada, com vencimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois uma vez no poder a tendência se inverte e o Estado passa a usar os instrumentos tradicionais — da repressão à cooptação — para reduzir o caos, diminuir a desorganização da sinfonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode não ser muito animador, mas assim é a vida. Desde quase os primórdios. Por razões práticas. Quem ocupa as horas do dia na luta pela sobrevivência não tem como se dedicar às atividades de governo. Daí nasce a necessidade de mecanismos especializados e dedicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem ser sacerdotes ou nobres. Ou militares. Nas sociedades modernas nasceram os parlamentos, as eleições periódicas. A essência é sempre a mesma. Organizar a rotina para que a sociedade sobreviva, produzindo e reproduzindo-se em ciclos periódicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que movimentos precisem, em algum momento, buscar sua tradução na política organizada. Nos anos 70 do século passado o sindicalismo ascendente buscava expressão partidária e o então MDB (antecessor do PMDB) ofereceu guarida. Mas Luiz Inácio Lula da Silva preferiu, após algumas experiências, trilhar o próprio caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados são conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem um punhado de cidades foi novamente palco de protestos contra a corrupção, um processo que vem se desenvolvendo à margem dos partidos. Pois todos eles são de alguma forma governo. Não têm como se apresentar ao distinto público vestidos de branco imaculado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é natural que os manifestantes procurem apartar-se de alinhamentos partidários. Uma boa estratégia. Já ensinava Muhammad Ali: flutuar como uma borboleta e picar como uma abelha. Se se abrirem à participação organizada de partidos, transformar-se-ão em alvo fixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do jeito que está, o máximo que os contramanifestantes conseguem é tentar azucrinar pelas redes sociais. Tentar ridicularizar. Uma certa confissão de impotência. E também de alguma perda de sensibilidade. E, episodicamente, de boçalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e os resultados? O movimento pede mudanças legislativas e reforço das atribuições de órgãos de controle. Tudo bem, mas será suficiente? As instituições não existem no éter. Quem as opera é o Estado, comandado por um governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É visível certo cansaço com certa política, mas qual será a tradução da fadiga na vida real? Como será nas eleições?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É razoável supor que ou a energia será canalizada partidariamente ou vai dissipar-se diante da resistência, ou da inércia, das máquinas políticas estabelecidas, aliás muito bem estabelecidas. Especialmente as governistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Será?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descoberta de um complô iraniano para matar o embaixador saudita em Washington tem tudo para introduzir de vez o assunto na eleição americana do ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou bem a acusação é falsa, e aí será a desmoralização dos serviços policiais e de inteligência dos Estados Unidos, ou as pressões para que a Casa Branca contenha definitivamente o Irã nuclear vão subir exponencialmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barack Obama tem a cabeça de Osama bin Laden na parede como troféu. Mas será suficiente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quinta (13) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-271171916172527854?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/271171916172527854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=271171916172527854&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/271171916172527854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/271171916172527854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/etiqueta-de-validade-1310.html' title='Etiqueta de validade (13/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-3085002754750843390</id><published>2011-10-12T00:01:00.001-03:00</published><updated>2011-10-12T10:42:17.607-03:00</updated><title type='text'>Na alegria e na tristeza (12/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Quando o DEM cuida de pôr antes na fila de prioridades o enfraquecimento do PSD, acima do fortalecimento dele próprio, permite especular se os dirigentes do partido acreditam mesmo em si como projeto estratégico&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política conduz a situações estranhas. Parece ser o caso do Democratas (DEM), que caminha para vetar coligações nas quais o novo Partido Social Democrático (PSD) seja cabeça de chapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DEM aceita alianças com o PSD na eleição municipal, desde que o desafeto/parceiro fique em posição subalterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uso o verbo “parecer” pois essa política pode ser racionalmente explicada. É uma questão de prioridade. Deseja-se enfraquecer (ou pelo menos não fortalecer) a legenda criada a partir do DEM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro quando o então PDT, Leonel Brizola à frente, fez algumas alianças, inclusive informais, com o governista PDS na eleição de 1982, ainda sob o governo militar mas já a caminho da abertura plena. A rivalidade principal era com o PMDB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E teve também a trajetória antialiancista do PT, que só mudou de posição depois de tomar o poder. Aí passou a dar prioridade ao isolamento regional do potencial adversário federal. Para tentar matar o risco pela raiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lógica é simples. Tanto quanto bater o inimigo, é preciso cuidar para que no processo não cresça um aliado capaz de tomar a hegemonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, por exemplo, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva corteje dia sim outro também o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em países com menos partidos, essa guerra secundária costuma acontecer nas internas. Os candidatos a líder travam a batalha intestina para só depois voltar a atenção ao inimigo externo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui também há ensaios de lutas internas, mas elas morrem no nascedouro, pois nossos partidos não têm mecanismos minimamente democráticos para o acerto de contas dentro de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vem a cissiparidade, as siglas vão brotando umas das outras para dar vazão a projetos políticos sem espaço interno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como aconteceu no cisma DEM/PSD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o DEM parece concentrado em evitar o surgimento de uma alternativa no seu próprio campo, e isso tem alguma lógica. Talvez o ilógico esteja no preço a pagar. Para enfraquecer o PSD, o DEM está disposto a ele próprio enfraquecer-se ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O DEM tem um trunfo na eleição de 2014, o tempo de televisão. Pois parece razoável que a Justiça negue ao deputado e senador que troca de partido o direito de carregar com ele o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o DEM também enfrenta um problema. Seus parlamentares, como os demais, dependem das bases municipais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda está por medir quanto o DEM foi efetivamente sangrado nos municípios, mas a conta não deve ser agradável para os dirigentes do partido. E o PSD foi montado com base numa certa “política de governadores”, em acomodação com os poderes locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É duvidoso que apenas o tempo de tevê seja suficiente para o DEM enfrentar as circunstâncias em 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Democratas poderá argumentar que o PT construiu-se no isolamento, e terá certa razão. Mas há uma diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT carregou uma militância social que lhe deu musculatura e gordura para fazer a travessia do deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma base social para realavancar o DEM? Sim, mas a concorrência é forte. Além do próprio PSD, de origens liberais, há o PSDB, que busca reposicionamento no mercado do voto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que os tucanos não deem a impressão de saber bem para onde querem ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ambos, PSDB e PSD, numa situação de vantagem comparativa sobre o DEM, em máquina e imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o DEM cuida de pôr antes na fila de prioridades o enfraquecimento do PSD, acima do fortalecimento dele próprio, permite especular se os dirigentes do partido acreditam mesmo em si como projeto estratégico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusive porque não se vislumbra um candidato do DEM à Presidência da República. Coisa que o PT sempre cuidou de ter, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem isso, ou os demistas acham um porto seguro ou as tendências centrífugas vão acelerar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quarta (12) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-3085002754750843390?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/3085002754750843390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=3085002754750843390&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/3085002754750843390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/3085002754750843390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/na-alegria-e-na-tristeza-1210.html' title='Na alegria e na tristeza (12/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-7088346897880376830</id><published>2011-10-11T00:01:00.005-03:00</published><updated>2011-10-19T13:50:49.898-02:00</updated><title type='text'>Desequilíbrio crônico (11/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O funcionário público está bem protegido dos abusos dos maus políticos. Mas o povo está desprotegido dos abusos dos maus funcionários públicos. E ninguém tem coragem de fazer nada&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder absoluto é uma ilusão. Não existe. Mesmo o déspota incontrastado corre o risco de topar com o destino escondido atrás da curva. Vai que de repente uma turba alucinada invade o palácio e põe fim à trajetória do dito cujo? E não é teoria. A História está cheia de exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo poder absoluto produz a resistência a ele, para que se atinja um ponto de equilíbrio. Essa tendência é menos perceptível quando tudo parece ir bem, mas ela está lá, latente, mesmo nos períodos de silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário no universo sindical é contraditório, no mundo todo. O sindicalismo declina na economia privada e ganha força na estatal. A ponto de o movimento corporativo dos funcionários públicos ter se transformado em ator muito influente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é no Brasil que certas características atingem o ápice. Aqui as greves -um instrumento legítimo de luta- acabaram virando férias remuneradas. E a estabilidade, na prática absoluta, ergue uma barreira decisiva à necessária cobrança de resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil construiu um belo arcabouço para proteger o funcionário público contra as perseguições políticas e contra as tentativas de desmonte do Estado. Parabéns. Mas não construiu nenhum contramecanismo, para proteger a sociedade dos eventuais abusos cometidos pelos empregados do Estado. Pêsames.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse desequilíbrio agudiza e fica mais visível nas greves, quando a paralisação de serviços essenciais vai para as manchetes. Mas o problema é crônico. Vai tentar contratar um médico para atender na periferia distante. Ou vai tentar impedir um mau professor de comprometer o futuro dos alunos dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a vida procurar outros caminhos. Instrumentos para tocar serviços vitais de forma mais dinâmica, sem as amarras que a lei impõe ao gestor público. E aí surgem novas deformações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como por exemplo a proposta das tais fundações estatais de direito privado, na qual os recursos viriam do orçamento mas haveria também liberdade para contratar, demitir e fazer compras. Uma aberração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, o governo do PT não mostra apetite para enfrentar o problema. De vez em quando a autoridade produz uma notícia a respeito, talvez para faturar junto aos chamados formadores de opinião, mas fica por isso mesmo. O PT é muito cioso da base política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje não regulamentou a reforma da previdência do setor público aprovada pelo Congresso Nacional em 2003. Moveu mundos e fundos para passar a PEC e depois estacionou. Se tivesse agido a tempo, todo o contingente contratado nos últimos oito anos já estaria submetido à nova regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma regra boa, pois estabelece teto e fundo complementar. Só que está tudo parado. Dilma Rousseff vai enfrentar o tigre? Façam suas apostas. Eu ficaria surpreso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os problemas prementes mesmo são as greves e a resistência a qualquer método de premiação por produtividade. Resistência que mostra a face mais cruel na educação. O Estado fica praticamente impedido de premiar as escolas (e não os professores) que vão bem e de exigir mais das que vão mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria, aliás, de saber quantos porcento dos filhos das autoridades educacionais estudam em escola pública nos ensinos fundamental e médio. Alguém já fez esse levantamento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pimenta nos olhos dos filhos dos outros é refresco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que a educação brasileira vá aprofundando o fosso entre quem pode pagar e quem não pode, como está demonstrado na infinidade de avaliações. É nosso apartheid particular, fantasiado de progressismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar nisso, por que tem tanta avaliação de aluno mas não tem de professor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na hora de um governo, qualquer governo, enfrentar isso. Precisará de estômago para resistir às pressões. Mas existe massa crítica, apoio para fazer. Converse com governadores, prefeitos, secretários ou ministros filiados a partidos de esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos dizem que é preciso mudar alguma coisa. Mas todos -ou quase- temem travar o debate publicamente, para não correrem o risco de serem carimbados como “inimigos dos trabalhadores” ou “neoliberais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta terça (11) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-7088346897880376830?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/7088346897880376830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=7088346897880376830&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/7088346897880376830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/7088346897880376830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/desequilibrio-cronico-1110.html' title='Desequilíbrio crônico (11/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-8939700178973598781</id><published>2011-10-10T00:01:00.001-03:00</published><updated>2011-10-10T11:08:38.961-03:00</updated><title type='text'>Mateus embalado (10/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Em 2009 poderíamos ter consertado o avião no solo. Agora temos que consertar no ar, voando. Mas como Dilma e o governismo foram os beneficiários do discurso da "marolinha", é razoável que agora se encarreguem de dar um jeito na situação&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dados da inflação esta semana confirmaram as diversas projeções. A acumulada furou, e bem, o teto da meta de 6,5%. E o presidente do Banco Central fez dois ajustes no discurso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou em reduzir sim, mas gradualmente, a taxa de juros e em alcançar sim o centro da meta em 2012, mas só no fim do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ajuste parece resultado de um par de incógnitas. A primeira é o grau de risco trazido pela variável externa, sobre a qual o país não tem controle. A premissa é as grandes economias desacelerarem com força. Mas a tendência de paralisia é menor que em 2008, pelo menos por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que gente boa fale em projeções de depressão, de longa recessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda variável é a inflação interna, cujos mecanismos realimentadores vão bem, obrigado. Do bom crédito à má indexação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo precisa do mercado interno para manter a roda girando, e a indexação jamais deixou de ser significativa. A sobrevivência dela é uma herança maldita dois oito anos de PSDB e dos primeiros oito anos de PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é trivial reduzir a inflação com crédito ainda encorpado, mercado de trabalho aquecido e preços sincronizados pelos índices passados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas desta vez, diferente de 2008, o governo decidiu travar a batalha. Naquele ano fomos vítimas do discurso eleitoral da "marolinha", que deu ao BC legitimidade para manter insanamente os juros no céu num mundo paralisado e encharcado de dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, tanto Dilma Rousseff quanto o BC dizem a verdade. O cenário é preocupante, a economia vai crescer bem menos mas vamos tentar fazer do limão uma limonada. Acreditar no mercado interno e aproveitar para baixar os juros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois se o país cortar à metade os juros reais ainda estará de bom tamanho, ainda seremos um porto atraente para a poupança. E  ganharemos de brinde um espaço fiscal, pois vamos aliviar o que o Tesouro paga aos emprestadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e a inflação? Se em 2008 poderíamos ter consertado o avião no solo, hoje temos que consertar com a aeronave em pleno voo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não agimos em 2009 -quando a economia andava para trás-, precisamos fazê-lo numa época em que pousar não é opção na política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusive porque o PT e o governo têm eleições a encarar em 2012. Podem não ser decisivas para o 2014 de Dilma, mas são vitais para a base política da presidente no Congresso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vereadores e prefeitos eleitos ano que vem serão os pilares da eleição parlamentar dali a dois anos. Especialmente para a Câmara dos Deputados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, já que o governismo, Dilma em particular, beneficiou-se em 2010 do discurso vendido em 2008/2009, é razoável que se encarregue de pegar agora o touro pelos chifres. Quem trouxe Mateus ao mundo que o embale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo e o BC que se virem. O país quer crescer, mesmo que menos na comparação com outros emergentes, e não quer mais inflação, não suportará que ela saia do controle. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Subestimado&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subestimar o adversário ou concorrente é sempre a pior escolha. Inclusive nos negócios e na política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foi subestimado pela oposição. Só quem apostou de início as fichas na empreitada foi o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSD).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu-se bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moda agora é propalar que o PSD irá mal nas eleições por não ter tempo de rádio e televisão. Mas é provável que o partido resolva isso fazendo alianças com quem tem, especialmente -de novo- o PSB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Trégua&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sinais de que o caciquismo tucano anda fumando internamente o cachimbo da paz. Pode ser temporário, mas o ambiente anda menos conflagrado do que há algumas semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a conflagração tenha sido apenas adiada, mas não deixa de ser uma novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna publicada nesta segunda (10) no Estado de Minas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-8939700178973598781?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/8939700178973598781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=8939700178973598781&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/8939700178973598781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/8939700178973598781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/mateus-embalado-1010.html' title='Mateus embalado (10/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-232755196893301795</id><published>2011-10-08T20:00:00.000-03:00</published><updated>2011-10-08T20:00:02.587-03:00</updated><title type='text'>Por que discriminar? (09/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A proposta não é dar um desconto para o estudante pobre, ou para o idoso pobre. Até porque, convenhamos, fosse assim o benefício deveria então contemplar os pobres em geral, e não certos segmentos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meia entrada para estudantes e idosos na Copa de 2014 virou motivo de tensão entre a Fifa e o governo brasileiro. Virou também pretexto para arroubos supostamente patrióticos, como se a soberania nacional estivesse no desconto de 50% para esses dois segmentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o debate é bom, pela oportunidade de olhar uma certa modalidade de política social invertida. Em que a pretexto de fazer justiça faz-se o contrário. Tipicamente brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que motivo o estudante bem situado, de boa renda ou de família abastada, deveria receber o desconto? E a mesma dúvida vale para quem já passou de certa idade mas tem dinheiro suficiente para pagar um ingresso de Copa, sem isso lhe pesar no bolso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que a proposta se sustenta em leis brasileiras reguladoras do acesso a bens culturais, mas o caso da Copa introduz um complicador. Como a Fifa não pretende abrir mão de receita, há o risco real de a conta acabar espetada no Tesouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os ingressos normais fossem majorados para compensar, seria uma opção comercial. Numa esfera rigorosamente privada. Achei caro? Problema meu. Assisto ao jogo pela tevê. Ou, se a raiva for muita, vou fazer outra coisa na hora da partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que se trama aqui é a aberração das aberrações: o contribuinte (grande, médio ou pequeno) pagar a metade do bilhete de alguém que poderia perfeitamente arcar com a despesa integral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que os políticos possam cumprir os compromissos com a Fifa e, ao mesmo tempo, fazer média, demagogia. Às nossas custas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será bonito se o governo tomar medidas para dar aos mais pobres acesso aos estádios na Copa do Mundo. Será bacana, por exemplo, se destinar parte das cadeiras aos beneficiados pelo Bolsa Família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil gosta de ser reconhecido pelas ações para reduzir a pobreza. Então que faça algo original nesse campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é a proposta. Vemos apenas mais um episódio no qual a pretexto de proteger grupos-alvo de políticas públicas o Estado assume o papel de garantidor de privilégios e socializador do seu custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o Brasil se entenda com a Fifa. Desde que a conta não sobre no fim para a sociedade. Especialmente para o contribuinte de menor renda, sempre um candidato favorito a arcar com a dolorosa, dada a forte regressividade do sistema tributário brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povão que não tem dinheiro para comprar um ingresso não deve ajudar a subsidiar, por meio dos impostos, o divertimento do rico ou do classe média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe qualquer problema de princípio em mudar leis para se adaptar a normas que regem eventos como uma Copa, ou Olimpíada. A soberania nacional não será afetada, inclusive porque a decisão de alterar a legislação é, aí sim, soberana de cada país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão deveria estar focalizada no mérito. É razoável o orçamento público arcar com um privilégio 100% injustificável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se querem premiar o estudante pobre e o idoso pobre, tudo bem. É justo. Mas aí aparece uma dúvida. Se é para fazer política social, por que não estender o benefício a todos os pobres?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que discriminar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Irracional&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas estatísticas fresquinhas mostram que as universidades brasileiras continuam fora da elite mundial -a exceção é a USP- e também que a violência continua epidêmica entre nós -a exceção é São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ingenuidade imaginar que educação e segurança pública possam ficar imunes à disputa política, mas é triste que esse debate esteja integralmente contaminado pelo partidarismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O certo seria olhar o que funciona e tentar aplicar em outros lugares. Mas não acontece. Porque a política manda exaltar o que não funciona, se isso ajudar a fortalecer um aliado, ou a desgastar um adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, quem paga o pato é o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada neste domingo (09) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-232755196893301795?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/232755196893301795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=232755196893301795&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/232755196893301795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/232755196893301795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/por-que-discriminar-0910.html' title='Por que discriminar? (09/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-253889620795932520</id><published>2011-10-07T00:01:00.002-03:00</published><updated>2011-10-07T00:32:25.266-03:00</updated><title type='text'>Um mundo contraditório (07/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A exaltação de Steve Jobs, um legítimo produto do capitalismo americano, acontece bem quando os americanos, pelo menos uma parte barulhenta deles, resolvem pôr a boca no trombone contra o seu capitalismo. E usando os instrumentos que Jobs legou&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É longuíssima a fila das condolências pela morte de Steve Jobs. Pode ter algo de exagero, mas na essência é merecido. A obra empresarial dele vem produzindo impacto crescente na vida de um número também cada vez maior de pessoas. E a humanização da tecnologia sempre é revolucionária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que vi um Apple foi em 1985, quando circunstâncias me colocaram diante da maquininha a tatear linhas em Basic, uma linguagem de programação. Claro que estacionei no beabá, mas admito ter sentido fascinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialmente quando apertava o [enter] e aquelas linhas escritas se transformavam numa função, recebendo insumos de uma lado e produzindo do outro os resultados que eu determinara. Uma inteligência que eu "produzira".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, como a maioria, passei anos às voltas com os sucessivos Windows e PCs, consumindo tempo em downloads de atualizações, em formatações de discos rígidos e na caça aos softwares para dar vida a equipamentos acoplados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei a mexer com um Mac na passagem do século, quando a Apple lançou aquele computador de mesa colorido e de formas meio arredondadas, mas foi novamente passageiro. Mergulho mesmo no mundo da maçã mordida, só agora com os iMacs, iPods, iPhones e iPads.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São as voltas que a vida dá. Durante décadas a Apple projetou elitismo. Macintosh era coisa de uns poucos. Ilustradores, publicitários, estudantes e professores das melhores universidade americanas. Popular mesmo era o PC, uma máquina fabricada por muitos e para muitos, e portadora de um sistema operacional ubíquo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Linux/Unix era coisa de tarados por tecnologia ou messiânicos do software livre. Mac era brinquedinho elitista. A ubiquidade prometia vir mesmo era pelas mãos de Bill Gates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Steve Jobs conseguiu dar o salto? Não foi pela primazia da ideia. A tela sensível ao toque é coisa antiga, a sincronização de múltiplos equipamentos idem. E a usabilidade é uma obsessão espalhada, faz tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo quer fabricar coisas fáceis de usar e superúteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está a diferença, o segredo? Na execução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No moderno mundo da tecnologia o que mais há é gente capaz de prever o futuro, de apontar tendências, esboçar projeções. A vantagem está na mão de quem é capaz exatamente de fazer acontecer. E bem feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e a política? Afinal esta é uma coluna de política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma das ironias que só a História proporciona, a exaltação a Steve Jobs, um legítimo produto do capitalismo americano, acontece bem quando os americanos, pelo menos uma parte barulhenta deles, resolvem pôr a boca no trombone contra o capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E usam para isso, intensiva e extensivamente, os instrumentos que Jobs legou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele pôde criar, fabricar e vender seus brinquedinhos em larga escala também por ter contado com os necessários aportes de capital. E com o ímpeto consumista, em primeiro lugar dos compatriotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indispensáveis ambos para dar viabilidade à empreitada. E ambas características vitais do sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haveria um Steve Jobs, ou uma Apple, se não houvesse um mercado de capitais pronto a abastecer com abundância multidões de novos empreendedores. Muitos dos quais vão ficar pelo caminho, levando com eles a poupança de quem neles arriscou o dinheiro economizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tampouco seria provável tamanho salto de inovação para o consumo de massas surgir onde inexistisse um imenso mercado, onde o consumismo estivesse limitado pela pobreza ou por idiossincrasias. Ou, pior, por ambas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Registro&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito da coluna de ontem, com observações críticas sobre a atitude brasileira no Conselho de Segurança da ONU diante dos acontecimentos na Síria, o Itamaraty lembra que o Brasil tem condenado sim as ditaduras repressivas, mas tem feito isso no conselho de direitos humanos da entidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argumenta também que a política brasileira no Conselho de Segurança está baseada na construção de consensos, método que o Itamaraty julga mais eficaz para enfrentar os impasses internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta sexta (07) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-253889620795932520?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/253889620795932520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=253889620795932520&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/253889620795932520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/253889620795932520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/um-mundo-contraditorio-0710.html' title='Um mundo contraditório (07/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-5965576506391827202</id><published>2011-10-06T00:01:00.002-03:00</published><updated>2011-10-05T23:22:42.891-03:00</updated><title type='text'>Querida plateia (06/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Por que o Brasil não votou contra a Líbia e a Síria? Porque prefere caminhar sobre o fio da navalha a arriscar o carimbo de amigo da Europa e dos Estados Unidos. Mas tampouco tem coragem para bater de frente. Como faz por exemplo Hugo Chávez&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil absteve-se no Conselho de Segurança da ONU que votou moção de censura ao regime da Síria. O que gosta de atirar em manifestantes desarmados. A proposta, impulsionada pelos Estados Unidos e pela Europa, teve maioria mas caiu pela oposição de dois com poder de veto: a China e a Rússia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a segunda abstenção significativa do Brasil. Fizera o mesmo na votação sobre a Líbia, na resolução que abriu as portas para a intervenção da Otan e a remoção de Muamar Gadafi de Trípoli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil pede um lugar permanente no Conselho de Segurança, então é razoável imaginar que se já tivesse a cadeira cativa votaria do mesmo jeito. Não haveria por que ser diferente. Flutuar conforme a própria capacidade de interferir seria oportunismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Brasil fosse membro permanente com direito a veto no Conselho de Segurança teria, na prática, aprovado a intervenção na Líbia. Pois abster-se significaria abrir mão de vetar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como não teria impedido a passagem da censura contra o governo de Bashar al Assad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então por que o Brasil não votou a favor em nenhum dos dois casos? Aí também já seria demais, né? Nosso governo prefere caminhar sobre o fio da navalha a arriscar o carimbo de aliado da Europa e dos Estados Unidos. O que iria dizer em casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não tem coragem suficiente para bater de frente. Como faz por exemplo a Venezuela de Hugo Chávez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil gosta mesmo é de jogar para a plateia. Não troca por nada o direito de discursar apresentando-se como paradigma de qualquer coisa. O eterno crítico dos outros. A palmatória do mundo. Mas tampouco rasga dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil diz defender uma solução política negociada para o impasse na Síria. O governo de Damasco também defende a negociação, mas antes pede um tempo para eliminar fisicamente os adversários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a estratégia de Gadafi, antes de topar com a intervenção da Otan. O presidente líbio havia advertido que caçaria seus oponentes de casa em casa antes de promover uma abertura política. E estava prestes a conseguir. Acabou ele próprio corrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos tempos o Brasil vem privilegiando um certo eixo de alianças no Oriente Médio, com o centro em Teerã. O governo anterior operou, na prática, para ajudar o Irã a ganhar tempo no desenvolvimento do programa nuclear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que o Brasil tenha feito isso por acreditar sinceramente no caráter 100% pacífico do programa nuclear iraniano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é também razoável suspeitar que o Brasil vê no empreendimento nuclear dos aiatolás uma forma de enfraquecer a posição relativa dos Estados Unidos e da Europa no Oriente Médio. E nutre a esperança de ocupar parte do espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, desde há muito existe no establishment civil e militar em Brasília quem proponha rever a adesão brasileira ao Tratado de Não Proliferação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente para quê, não se sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda ação deve ser medida pelos resultados. Os comerciais parecem bons. O Irã tornou-se um ótimo consumidor da carne brasileira. Na política, entretanto, parece que a coisa não anda tão bem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ponta do lápis a influência política do Brasil na região está diminuindo, não aumentando. É só olhar país a país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá atrás o Brasil colocou as fichas na estabilidade perene das ditaduras árabes e islâmicas e saiu a cultivar a amizade dos ditadores. E também por isso vai firme na defesa do carniceiro de Damasco. Que mata seu próprio povo nas ruas e ameaça conflagrar a região para permanecer indefinidamente no poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem que em casos assim o radicalismo verbal e as ameaças do déspota costumam ser o prelúdio da queda. É o que diz a experiência. Quem fala muito grosso é por talvez não ter como agir na mesma intensidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim, e os direitos humanos? E o protagonismo inegociável deles na política externa brasileira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre essa pauta, ela cumpriu seu papel propagandístico naquela hora e foi ao arquivo. Na categoria das falas descartáveis e descartadas. Nem vou mais desperdiçar, leitor e leitora, o seu precioso tempo com o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quinta (06) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-5965576506391827202?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/5965576506391827202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=5965576506391827202&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5965576506391827202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5965576506391827202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/querida-plateia-0610.html' title='Querida plateia (06/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-8122598485072542952</id><published>2011-10-05T00:01:00.001-03:00</published><updated>2011-10-05T11:32:00.099-03:00</updated><title type='text'>O papel aceita tudo (05/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Dilma recomenda heterodoxia aos europeus, mas o que tem garantido relativo equilíbrio e relativa capacidade de crescimento à economia brasileira é justamente o tanto de disciplina fiscal que o país conseguiu produzir&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando veio ao Brasil, este ano, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, precisou explicar aos eleitores dele que viajava para garantir negócios e gerar empregos americanos na América. Na do Norte, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o americano médio precisava entender por que Obama resolvera passear aqui quando tinha tanta coisa mais séria a tratar ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os governantes conduzem as relações externas de olho na política interna. Quando desfilam do lado de fora continuam atentos à turma de dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois a fonte de poder está dentro, não fora. Quem elege são os nacionais, não os internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma Rousseff foi à Europa justo no pior (ainda que sempre possa piorar) momento da economia europeia. E tratou de discorrer sobre como não enfrentar uma crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Austeridade fiscal, por exemplo, não seria recomendável. Conduz à recessão, à perda de empregos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse discurso recolhe sucesso aqui dentro. Ainda mais quando acoplado ao desejo de vingança do oprimido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Agora vamos ensinar a eles como é que se faz. Bem diferente de quando eles vinham aqui nos dizer como fazer.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheçamos: o Brasil a-do-ra ficar repetindo isso. Digo o povo, e não só o governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é mais fácil arrancar um país da condição colonial do que eliminar a cicatriz colonial da alma de um país. Revelada também na necessidade compulsiva de se mostrar, em todo momento, acima dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e os fatos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tem garantido relativo equilíbrio e relativa capacidade de crescimento à economia brasileira é justamente o tanto de disciplina fiscal que o país conseguiu produzir após longa era de gorda inflação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não foi fácil, nem automático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo Fernando Henrique Cardoso, cujos seguidores hoje reivindicam quase teologicamente a paternidade da responsabilidade fiscal, só descobriu as virtudes de um orçamento mais austero depois de levar o país à quebra em 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente já estava convenientemente reeleito para um segundo e derradeiro mandato. E não mais tinha como vender estatais. Não mais havia coelhos para tirar da cartola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí veio Luiz Inácio Lula da Silva, cujo ato inaugural para controlar a economia deixada meio instável pelo antecessor foi dar uma bela tacada nos juros morro acima e um superávit primário recorde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não o impediu de continuar falando mal do FMI, do Consenso de Washington, de FHC, dos neoliberais, etc. Um ilusionismo deveras útil, politicamente falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora mesmo, o governo brasileiro insiste na necessidade de apertar o cinto. Resultado também da farra insustentável de 2010. Que prometeram perene mas acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dificuldades políticas em Brasília resvalam nisso. Emendas, investimentos, aumentos salariais esbarram nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a crise mundial estourou, em 2008, o mundo passou a rodar a maquininha e a gastar o que tinha e o que não tinha, para fugir do colapso. Nós inclusive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que o endividamento chegou agora num nível complicado, sem sinal de que o remédio vai mesmo tirar o paciente da enfermaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por isso o doente ameaça voltar para a UTI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E volta a preocupação com as contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está certo? Errado? Vai dar certo? Não vai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os assim chamados movimentos sociais, desorganizados ou organizados, torcem o nariz. Bem como os keynesianos. Dizem que o remédio heterodoxo é bom, só não veio ainda em dose suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse pessoal anda meio sem ibope nos ambientes que efetivamente contam para a condução das políticas econômicas. Inclusive aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De relevante mesmo, só a impressão de incerteza generalizada. O tom entre os economistas anda meio mudado. Alguns até adotaram a humildade, a modéstia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredite, se quiser. É grave a crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só uma coisa é certa. Por via das dúvidas, está todo mundo, inclusive o governo brasileiro, apertando o cinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e o discurso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas comprova que o papel aceita tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quarta (05) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-8122598485072542952?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/8122598485072542952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=8122598485072542952&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/8122598485072542952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/8122598485072542952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/o-papel-aceita-tudo-0510.html' title='O papel aceita tudo (05/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-3451463344101349677</id><published>2011-10-04T00:01:00.002-03:00</published><updated>2011-10-04T10:21:22.857-03:00</updated><title type='text'>Sai barato para quem mata (04/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Bons advogados (eles apenas fazem seu trabalho) serão perfeitamente capazes de usar, em benefício de quem pode pagar, os mecanismos teoricamente destinados a proteger quem não pode&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz refletir o monstruoso assassinato da estudante de Direito aqui em Brasília, morta pelo professor inconformado com o fim do relacionamento. Toda violência é reprovável e toda morte provocada merece um adjetivo forte, mas este caso vai além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A má sociologia produziu entre nós um discurso intelectual predominante sobre a violência. Seria produto de causas macrossociais. Como a pobreza e a falta de acesso a bens e serviços trazidos pela civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inexistiria portanto uma maldade “não social”. A perversidade seria resultado do meio, das circunstâncias, do ambiente. É o pensamento trazido pelo extenso fio condutor iniciado lá atrás com a teoria do bom selvagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa é conveniente, pois permite transferir a responsabilidade de modo seletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o rico comete um crime, a culpa é dele mesmo. Como no caso do Porsche em altíssima velocidade no Itaim, em São Paulo. Mas se o criminoso é pobre, a culpa é da sociedade. Melhor dizendo, da elite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse arcabouço intelectual apresenta alguns problemas. O primeiro é não bater com a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mapa da pobreza não é o mapa do crime e da violência. Um exemplo? O Nordeste urbano foi nossa região cuja economia mais cresceu, onde mais se distribuiu renda nos anos recentes. E também onde mais aumentou a criminalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro problema é a teoria oferecer um alicerce quase afetivo à condescendência com o crime. Este seria, talvez, uma forma primitiva de rebelião contra a injustiça. E portanto deveria ter reconhecido o vetor progressista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é bem complicado, especialmente por exigir generalização. O Código Penal ainda não prevê, por exemplo, aplicação de pena maior para o homicida conforme o valor do contracheque. Então a condescendência tende a universalizar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E bons advogados (eles apenas fazem seu trabalho) serão perfeitamente capazes de usar, em benefício de quem pode pagar, os mecanismos destinados a proteger quem não pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convenhamos, tem algo bem errado nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem entende do assunto garante: o problema não está na leveza das penas, mas na alta probabilidade de o criminoso escapar da punição. Recolho a opinião e respeito-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, teorias à parte, matar alguém no Brasil acaba saindo relativamente barato para quem matou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há exceções, quando a comoção popular ultrapassa certas fronteiras e constrange as autoridades. Como no caso dos Nardoni. Mas não é rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual seria uma pena razoável para o professor assassino de Brasília? Vamos deixar de lado a pena de morte, cujo debate traz questões filosófocas impossíveis de encaminhar hoje neste espaço de maneira minimamente razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, digam uma coisa. Algo justifica não aplicar neste caso pelo menos a prisão perpétua? Não seria vingança, mas equilíbrio. A perda da filha será perpétua para o pai humilde cujo sonho era ter uma advogada na família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma polêmica difícil. Assim como a da idade na qual alguém finalmente pode ser responsabilizado pelos atos. A tal maioridade penal. Por que diferir o tratamento do sujeito de 17 anos e 364 dias e daquele só dois dias mais velho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre é possível extrapolar o raciocínio ao absurdo, e daí objetar que, sendo assim, uma criancinha deveria receber o mesmo julgamento do adulto plenamente formado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é diletantismo. Na prática, as quadrilhas têm seus próprios “menores” encarregados de aproveitar as brechas da lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um debate infindável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enquanto se discute, segue a vida. Há a necessidade imperiosa de produzir uma nova moldura jurídico-social capaz de reduzir a probabilidade de alguém ser vítima de um ato criminoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penas mais severas, menos atalhos jurídicos para escapar, mais bandidos presos. Não é tão difícil assim. Falta apenas quem não se deixe intimidar e esteja disposto a carregar a bandeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta terça (04) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-3451463344101349677?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/3451463344101349677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=3451463344101349677&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/3451463344101349677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/3451463344101349677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/sai-barato-para-quem-mata-0410.html' title='Sai barato para quem mata (04/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-1036654158742520190</id><published>2011-10-03T00:01:00.004-03:00</published><updated>2011-10-03T14:21:37.060-03:00</updated><title type='text'>Vendedores de milagres (03/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O vetor político não deve imaginar que vai surgir do nada, do vácuo, aparecendo domingo pela manhã na porta de casa para tocar a campainha e oferecer um elixir milagroso. E que o comprador vai cair nessa&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política brasileira habituou-se a um método invertido. Em vez de os políticos terem a coragem de aparecer com a própria cara ao eleitor, procuram antes saber do que o eleitor gostaria, para aí assomarem como legítimos intérpretes do desejo popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberais transformam-se repentinamente em estatistas, e velhos intervencionistas sobem ao palco para cantar as glórias do liberalismo. Claro que não assim escancarado. Sempre “traduzido”, para que “o povo entenda”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis um problema dos partidos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de se oferecerem à sociedade como canais de acumulação e transmissão de visões a respeito das diferentes formas de organização política e social, reduzem-se a ajuntamentos de gente disposta a vestir qualquer máscara para tomar o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou para manter o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vantagem competitiva do PT sobre os adversários ao longo dos anos de crescimento do partido foi ter desafiado essa lógica. Se bem que a recente força incontrastável do líder maior e as circunstâncias vão esmaecendo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partidos ficam fortes quando expressam organicamente o que uma parte (daí o nome) da sociedade acha que deve ser feito no país, ou no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chegam ao poder quando essa parte vira maioria. Isso na democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é preciso haver alguma legitimidade. E o partido coloca o ovo em pé quando consegue se apresentar naturalmente como protagonista de uma onda histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Egito, a Fraternidade Muçulmana hibernou durante décadas até surgir a oportunidade. Após o esgotamento do modelo nacionalista-militar, o mundo árabe vê a ascensão do Islã como promessa de transformação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se para o bem ou para o mal, a História dirá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato é que a FM está lá na hora certa, organizada em torno de suas ideias, propósitos e ações. Assim como, por exemplo, os comunistas e socialistas portugueses quando eclodiu a Revolução dos Cravos, em 1974.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fato já algo distante, mas que vale a pena relembrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vindo para mais perto, no começo da década de 1970 o então MDB (Movimento Democrático Brasileiro) chegou a pensar em autodissolução. Logo depois ganhou a eleição de 1974 e abriu o período de declínio do regime militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MDB estava lá quando o povo decidiu que era hora de abrir, de buscar mais democracia, para atacar problemas como a inflação e a péssima distribuição de renda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o PSDB pôde pegar a onda da luta contra a hiperinflação e garantir oito anos em Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o PT pôde apresentar-se como o mais indicado para promover justiça social e fazer o Brasil voltar a crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vetor político não deve imaginar que vai surgir do nada, do vácuo, aparecendo domingo pela manhã na porta de casa para tocar a campainha e oferecer um elixir milagroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está cada vez mais difícil fazer o comprador cair nessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quem administra&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio de Janeiro vai em pé de guerra porque o Congresso Nacional ameaça melhorar a distribuição dos royalties do pré-sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um debate no qual a razão está algo distribuída. O petróleo é do Brasil, não dos estados chamados de produtores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é verdade também que o dinheiro do petróleo tem servido a esses estados para manter de pé suas contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma solução e também um problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o dinheiro do petróleo deveria ser utilizado nos projetos nacionais estratégicos, e não para fechar o balanço de municipalidades e estados perdulários e pouco responsáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez fosse o caso de estabelecer uma transição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é os estados produtores serem repentinamente colocados diante de um fato consumado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa coisa é manter o país indefinidamente refém das conveniências políticas de uns poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem mais. Quem usa mal o dinheiro perde legitimidade aos olhos dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois quem administra os recursos não é a população. São os políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna publicada nesta segunda (03) no Estado de Minas..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-1036654158742520190?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/1036654158742520190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=1036654158742520190&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/1036654158742520190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/1036654158742520190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/vendedores-de-milagres-0310.html' title='Vendedores de milagres (03/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-5043407794442116448</id><published>2011-10-02T00:01:00.004-03:00</published><updated>2011-10-02T18:26:28.078-03:00</updated><title type='text'>Uma dose de razão (02/10)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Complicado haver um Ministério da Mulher que se reserva a atribuição de dizer o que pode e o que não pode ser dito. Amanhã poderá haver um governo que considere, por exemplo, o trabalho feminino fora de casa como fator de desintegração familiar&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia Lamartine Babo escreveu isto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O teu cabelo não nega mulata.&lt;br /&gt;Porque és mulata na cor.&lt;br /&gt;Mas como a cor não pega mulata.&lt;br /&gt;Mulata eu quero o teu amor&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamartine morreu em 1963, aos 59 anos. Não sem antes compor os hinos populares dos clubes do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma figuraça da nossa música popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e esses versinhos de um dos grandes sucessos dele, um hit dos carnavais de sempre? Pelo ângulo politicamente correto seriam motivo de escândalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por duas razões, ou três. Por levar no bom humor a constatação de que a mulata alisa o cabelo para, talvez, parecer menos mulata. Por fazer o elo entre o desejo que a mulher desperta e a garantia de que a cor da pele dela não passa por contato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por, no fim das contas, tratar a mulata como tal, e não como negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez haja um quarto. Por carregar, escondida, uma história da nossa escravidão: a submissão sexual das escravas negras aos senhores brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discutir assuntos assim é sempre complicado, especialmente se a opinião vem “de fora”. Eu sou branco, então me é relativamente tranquilo palpitar sobre as críticas que Lamartine Babo certamente sofreria se vivesse hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não tira meu direito de palpitar. Pois a relação de um determinado grupo social com o restante da sociedade não é monopólio desse grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negros não têm o monopólio do debate sobre a discriminação racial contra os negros. Ou sobre as cotas. Assim como as mulheres não são as únicas donas do juízo sobre a desigualdade de gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É legítimo que algumas mulheres não gostem do comercial de lingerie no qual Gisele Bundchen vende a sensualidade como arma da mulher na relação com o homem, quando ela busca determinado objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um sabe onde o calo aperta, então não vou fazer juízo de valor. Mas um detalhe é insuportável: a intromissão indevida do governo, com a pressão aberta sobre a fabricante da lingerie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haveria nada de errado em as mulheres insatisfeitas com o conteúdo das peças publicitárias proporem, sei lá, boicotar a marca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acharia uma bobagem, mas elas estariam no pleno exercício da cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente é ter um Ministério da Mulher que se reserva o poder de dizer o que pode e o que não pode ser dito sobre o “assunto mulher”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois amanhã poderá haver um governo que considere, por exemplo, o trabalho feminino fora de casa como fator de desintegração familiar. E de estímulo portanto à criminalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Governo no qual o Ministério da Mulher se dedicará a combater o feminismo. E a patrulhar quem estiver no caminho da missão. Usando inclusive o poder político e econômico do governo para impor sua vontade imperial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bizarro? Talvez. Mas extrapolar na argumentação é uma forma de reduzir ao absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A técnica lógica pela qual determinada premissa leva inevitavelmente a conclusões erradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia em que um governo conservador nomear uma ministra da Mulher que se dedique a combater o feminismo, jogando o poder do Estado na empreitada, a turma que hoje bate palmas para a pressão do governo contra o comercial da Gisele dirá que é um ato autoritário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não deixará de ter alguma razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O detalhe&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia brasileira já roda num patamar de crescimento de 2 a 2,5%. Vai chegar a um acumulado de 3,5% no fim do ano -se chegar- graças ao passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia está parando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis uma maneira de acabar com a inflação: parar o país. O determinante de uma matriz nula é sempre zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matar o paciente para acabar com a doença não chega a ser uma solução genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o governo Dilma pisar no acelerador dos juros é o que vai acontecer. Talvez por isso tenha escolhido outro caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que fez bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica é sempre positiva, mas neste caso tem faltado aos críticos do Banco Central esclarecerem um detalhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estivessem no governo, fariam o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cortariam os investimentos sociais em plena época de dificuldades econômicas para acionar uma âncora fiscal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou cobrariam mais impostos (ou renunciariam menos a eles) de uma economia ameaçada pela paralisia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada neste domingo (02) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-5043407794442116448?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/5043407794442116448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=5043407794442116448&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5043407794442116448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5043407794442116448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/10/uma-dose-de-razao-0209.html' title='Uma dose de razão (02/10)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-408619755973939129</id><published>2011-09-30T00:01:00.002-03:00</published><updated>2011-09-29T22:26:38.580-03:00</updated><title type='text'>Sempre há esperança (30/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Já que o governo Dilma parece tentado a romper com a herança maldita da submissão incondicional aos beneficiados pela ciranda financeira, não custa reacender, mais uma vez, a esperança de que possa ir além&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está certíssimo o Banco Central quando recusa ouvir os conselhos para manter os juros lá em cima num quadro internacional de desaceleração, e que segundo a autoridade monetária deve caminhar para deflação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E parabéns à presidente Dilma Rousseff por dar sustentação política ao BC nessa caminhada, contra as pressões por um aperto monetário nonsense, em cenário de grande ameaça ao crescimento econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Banco Central está fazendo agora o que deveria ter feito na passagem de 2008 para 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitar a onda descendente e reduzir os juros. Para abrir espaço ao investimento e ao consumo privados. E para permitir que o governo faça política fiscal de maneira mais saudável. Gastando menos com juros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem lá grande efeito prático falar do passado, mas é bom que o BC ajude a colocar ponto final naquela polêmica de três anos atrás. E este colunista fica em situação confortável, por ter defendido então o que o BC faz agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem, entretanto, tirar o mérito de quem exigia uma coisa três anos atrás e exige outra hoje, radicalmente oposta. Pois ninguém é dono da verdade. E a flexibilidade para mudar -para melhor- é qualidade, não defeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que o quadro hoje seja muitíssimo menos propício do que era depois da quebra de 2008, quando a demanda caiu a zero e os governos reagiram com uma inundação de liquidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que o então BC reagiu, por sua vez, advertindo sobre a ameaça de inflação importada por causa da momentânea desvalorização do real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agir é sempre preferível a resmungar, e o governo brasileiro desta vez está agindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo Dilma faz uma aposta corajosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se lá na frente a inflação resistir, os de sempre vão colocar a culpa nos motivos de sempre. Vão exigir juros e mais juros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vão convenientemente esquecer da inflação dos preços administrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vão esquecer, por exemplo, da indexação absurda nos contratos das concessionárias de serviços públicos, uma herança da privatização que até hoje ninguém teve peito para corrigir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT está há uma década no poder, já ganhou três eleições falando mal da privatização. Mas mexer no vespeiro que é bom, nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que o governo Dilma parece tentado a romper com a herança maldita da submissão incondicional aos beneficiados pela ciranda financeira, não custa reacender a esperança de que possa ir além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que tome coragem para atacar as injustas e injustificadas relações de desigualdade entre os bancos e seus clientes. Injustiça que se traduz numa palavrinha inglesa: “spread”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença entre o que o banco paga de juros a quem poupa e o que cobra de quem lhe pede dinheiro emprestado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma diferença que o Brasil calcula multiplicando por dez. O banco chega a cobrar pelo empréstimo dez vezes o que paga ao poupador. Se não for mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso sem contar as gordas tarifas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que nossos governantes possam passear pelo mundo cantarolando a saúde do sistema bancário brasileiro, quando na verdade somos todos vítimas de uma doença: a falta de crédito barato e de longo prazo para o cidadão comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O brasileiro que não tem amigos no governo e não tem acesso às diversas modalidades de juro subsidiado, especialmente no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa massa de gente paga duplamente o pato. Paga no spread abusivo cobrado pelos bancos. E paga nos impostos que o governo repassa ao BNDES para rodar a máquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Risco&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do sucesso aparente do PSD, os demais ensaiam contra-atacar com a aprovação de uma janela de infidelidade ampla, geral e irrestrita. Para evitar que os insatisfeitos migrem só para o partido do prefeito Gilberto Kassab.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como desejo é legítimo, mas corre forte risco de cair no Supremo Tribunal Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde há a dúvida sobre a legalidade de o Congresso suspender a vigência de norma constitucional, como a que que deu base à decisão de 2007 sobre a relação entre os partidos e os mandatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta sexta (30) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-408619755973939129?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/semore-ha-esperanca-3009.html' title='Sempre há esperança (30/09)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/408619755973939129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=408619755973939129&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/408619755973939129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/408619755973939129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/semore-ha-esperanca-3009.html' title='Sempre há esperança (30/09)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-8605892903307032652</id><published>2011-09-29T00:01:00.000-03:00</published><updated>2011-09-29T09:38:06.396-03:00</updated><title type='text'>Avenida aberta (29/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;I&gt;Sem se opor radicalmente a ninguém, e presente nas contas de todo mundo como possível aliado, o PSD enxerga uma avenida aberta. Um dia ela afunilará, mas até esse dia chegar Kassab poderá ter acumulado boa musculatura&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu o registro do PSD (Partido Social Democrático), do prefeito Gilberto Kassab. Quem tentou inviabilizar a construção da nova legenda travou uma luta desigual. O prefeito é conhecido pelas qualidades de articulador político, e escolheu caminho lógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Articulou-se com o poder, em Brasília e nos estados. E não se pode acusá-lo de ingratidão: consumado o registro, Kassab tratou de agradecer à presidente da República e ao governador de Pernambuco pela força. Foram os dois principais padrinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãozinha pernambucana chegou antes das demais, mas não foi exceção nos estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PSD nasceu também empurrado por governadores em busca de opção para acomodar base local de apoio. Na vigência da fidelidade partidária o PSD acabou como "partido da janela".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "janela de infidelidade" que não pôde ser aberta para todos foi escancarada assim: ao ir para um partido novo, ninguém perde o mandato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprova-se novamente que os fatos não costumam ser contidos indefinidamente por burocratismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PSD é mais um partido que nasce em São Paulo, mas a conexão pernambucana e os vasos comunicantes nos demais lugares evitam que se acuse Kassab de ser mais um político paulista em busca apenas de alavancagem nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT não ataca o PSD pois vê a oportunidade histórica de dividir o campo de alianças tucano no maior colégio eleitoral, que o PSDB comanda desde 1995. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os tucanos olham de lado, mas estão algo constrangidos por uma circunstância: aqui e ali governadores do PSDB constroem a nova legenda de mãos dadas com Kassab.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só quem dá combate efetivo é o Democratas, vítima principal da sangria. Mas o DEM está fraco para ser um adversário decisivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certas circunstâncias da política paulista estão na origem do PSD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT comandava a prefeitura da capital em 2004, quando o PSDB de José Serra se aliou ao então PFL de Gilberto Kassab para tomar a cidadela. Em 2006 Serra saiu para disputar e vencer o governo estadual e deixou Kassab na cadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2008 o natural seria o PSDB apoiar a reeleição do aliado, mas o então ex-governador Geraldo Alckmin decidiu concorrer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os tucanos mineiros evitavam o isolamento e apoiavam a chapa PSB-PT em Belo Horizonte, o PSDB de São Paulo abria a fenda de ruptura com o principal aliado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2010 caminharam todos juntos, mas a ferida nunca cicatrizou. E agora o projeto de Kassab parece desafiar a liderança de Alckmin e do PSDB no estado em 2014. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o primeiro capítulo acontece ano que vem, na luta pela Prefeitura da capital. Onde todas as alianças são possíveis, mas a complicada mesmo de costurar é a PSDB-PSD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma oportunidade para o PT, mas também um risco. Em São Paulo e nacionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em São Paulo o PT aposta que a cisão no campo adversário permitirá ao petismo sair do isolamento em que ficou desde que o malufismo deixou de existir como força polarizadora, desde que o voto centrista e conservador se deslocou para o PSDB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O risco é surgir do PSD uma força conservadora não identificada diretamente com o desgastado malufismo e capaz de articular uma nova hegemonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nacionalmente o PT aposta no estreitamento ainda maior do campo de alianças potenciais do PSDB-DEM, pois o nascente PSD abriga-se sob as asas do dilmismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O risco é surgir mais um jogador capaz de agregar massa crítica a uma alternativa no campo governista mas fora do PT. Como o PSB. Que ganharia um "PMDB" novo em folha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois se a oposição fica fraca demais as opções passam a surgir de dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o PSD não carrega, por enquanto, as dificuldades do PMDB, sensíveis no perene déficit de imagem do peemedebismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem se opor radicalmente a ninguém, e presente nas contas de todo mundo como possível aliado, o PSD enxerga uma avenida aberta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia ela afunilará, mas até esse dia chegar Kassab poderá ter acumulado boa musculatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quinta (29) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-8605892903307032652?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/8605892903307032652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=8605892903307032652&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/8605892903307032652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/8605892903307032652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/avenida-aberta-2909.html' title='Avenida aberta (29/09)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-8367014679159252892</id><published>2011-09-28T00:01:00.000-03:00</published><updated>2011-09-28T00:01:00.521-03:00</updated><title type='text'>Começo, meio e fim (28/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Se fosse prioridade mesmo, o governo federal entraria no debate da saúde com um diagnóstico sobre: 1) o que precisa ser feito; 2) em quanto tempo dá para fazer; 3) quanto custa; 4) como arrumar o dinheiro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente para o Sistema Único de Saúde (SUS), o debate sobre a regulamentação da Emenda Constitucional 29 (que também vincula a verba do setor ao crescimento nominal do Produto Interno Bruto) corre, por enquanto, pelas raias da propaganda e da esperteza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo quer tirar uma casquinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando — e se — finalmente concluir a votação, o Congresso Nacional posará de benfeitor. Já o governo federal está à espreita, vendo se abre a janela de oportunidade para emplacar um novo imposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer caso a votação trará algum ganho social. As autoridades enfrentarão mais dificuldades para classificar como "para a saúde" verbas que hoje desviam rumo a outras finalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí virá o problema: como financiar doravante o que até então recebia indevidamente verbas da saúde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É legítimo suspeitar que o tal novo imposto não seria para suprir a saúde, mas para tapar buracos provocados pela maior rigidez das regras sobre a aplicação do dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A não ser, naturalmente, que o governo federal se comprometa a colocar na saúde tudo que coloca hoje, e mais o dinheiro do novo imposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saúde é prioridade em qualquer pesquisa com o público, mas não recebe das autoridades o olhar merecido. Parecem estar mais preocupadas com o eventual desgaste de aparecerem como nem aí para o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse prioridade mesmo, o governo federal entraria no debate com um diagnóstico sobre: 1) o que precisa ser feito; 2) em quanto tempo dá para fazer; 3) quanto custa; 4) como levantar o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma explicação com começo, meio e fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será uma pena se toda a energia investida na discussão, na sociedade e no parlamento, acabar desperdiçada. Ou se a montanha der à luz um ratinho. Se o governo reconhece a dimensão da encrenca, cabe-lhe dizer como sair dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou então continuará correndo atrás dos acontecimentos. E argumentando que a necessidade de finanças públicas austeras impede oferecer à saúde o necessário para ela funcionar bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um argumento que vale também para a educação. Vale aliás para quase qualquer coisa. Em outros tempos, a tese de colocar as finanças públicas acima do bem e do mal seria acusada de socialmente insensível e — por que não? — "neoliberal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escasseiam hoje os políticos dispostos a ir por essa retórica. Mas os políticos não são impermeáveis à percepção generalizada de que só falta mesmo dinheiro é para as coisas que atendem às demandas da maioria. Como por exemplo a saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o ambiente em que o Senado vai apreciar a proposta minimalista vinda da Câmara dos Deputados. O risco sabido é os senadores reafirmarem o maximalismo que enviaram aos deputados, quando aprovaram o texto do então senador Tião Viana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que propõe dar à Saúde 10% das receitas correntes da União.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oposição certamente lembrará, com lógica, que a proposta é de um um ex-senador petista, hoje governador do Acre pelo PT. Defenderá que Mateus seja embalado por quem o trouxe ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo tem como evitar a derrota. Mas se ela vier sempre será possível à presidente vetar, pois a legislação proposta é infraconstitucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate do momento no Congresso é sobre a divisão dos royalties do pré-sal. Deputados e senadores ameaçam derrubar o veto do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo movimenta-se para evitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se derrubar mesmo o veto aos royalties, o Parlamento terá mandado um recado para Dilma Rousseff. E a porteira estará aberta. Derrubado o primeiro, ficará mais fácil ameaçar com a derrubada do segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opinião pública bradará contra a irresponsabilidade nos gastos públicos, mas talvez não seja suficiente. O povo, como se sabe, leva em conta apenas parcialmente os conselhos dos chamados formadores de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja melhor o governo se mexer e aparecer com soluções. E não só lançar advertências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quarta (28) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-8367014679159252892?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/8367014679159252892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=8367014679159252892&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/8367014679159252892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/8367014679159252892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/comeco-meio-e-fim-2809.html' title='Começo, meio e fim (28/09)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-897582494894338258</id><published>2011-09-27T00:01:00.002-03:00</published><updated>2011-09-27T10:47:04.547-03:00</updated><title type='text'>O que falta mostrar (27/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Será que as unidades federativas privilegiadas até agora na repartição do dinheiro da extração petrolífera, no pré-sal ou nas fontes tradicionais, estão gastando bem?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Congresso Nacional está para apreciar o veto à lei que democratiza o acesso aos royalties do petróleo do pré-sal. Nesse debate o governo anterior avaliou mal a relação de forças e legou uma encrenca de bom tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O erro essencial do então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, foi imaginar que um acordo dele com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, bastaria para pôr fim à disputa entre os estados pela verba das novas províncias petrolíferas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou talvez o erro maior tenha sido do próprio Cabral, por achar que acertando os ponteiros com Lula liquidaria o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo para aquela negociação reproduziu uma falha mais estrutural: considerar que o tema é monopólio dos assim chamados estados produtores. Ou extratores, numa definição mais precisa. Pois o homem não produz petróleo. Extrai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pré-sal é do Brasil, e o Brasil tem 26 estados e um Distrito Federal. Como ficou demonstrado nas votações sobre o assunto no Congresso. Cada pedacinho do Brasil deseja, com legitimidade, participar do progresso trazido pela nova riqueza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não basta Cabral repetir à exaustão que o formato por ele defendido reproduz os termos do acordo costurado com Lula. O governador ainda não mostrou que a proposta original do Executivo é a melhor para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dificilmente conseguirá mostrar, como provam as dificuldades no Legislativo. Sobrou tempo aos defensores do texto original para vender o peixe, mas não está fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Câmara representa o povo e o Senado representa a Federação. Ou, pelo menos, deveriam representar. Nem sempre conseguem, mas quando a oportunidade se coloca os políticos costumam farejar com antecedência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como o político chegar no seu estado ou município e dizer que, simplesmente, abriu mão dos recursos. Essa lógica vale para todos os políticos. Dos estados hoje com a parte do leão e dos demais. E estes são em bem mais número.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda falta aprofundar outro ângulo da polêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um problema bem discutido na batalha dos royalties do pré-sal é quanto deveria caber a cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há outro ponto, talvez até mais importante. Será que as unidades federativas privilegiadas até agora na repartição do dinheiro da extração petrolífera, no pré-sal ou nas fontes tradicionais, estão gastando bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação e a saúde melhoraram nesses estados? Há algum projeto social revolucionário financiado com os recursos? Das mistificações sabemos, mas, e no essencial? Como tem sido, por exemplo, a evolução do desempenho no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) dos estudantes das regiões produtoras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que falta aos estados produtores mostrar. Como não o fizeram, pelo menos até agora, abrem ainda mais caminho à aspiração legítima dos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A favor dos produtores/extratores pode-se argumentar sobre a necessidade de mais investimentos públicos em regiões expostas ao crescimento econômico proporcionado pelo petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que é possível também contra-argumentar: a elevação de receitas gerada pelo aquecimento da economia deveria dar conta desse recado. Impostos existem para isso mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o petróleo é um recurso estratégico, talvez fosse mais adequado concentrar o manejo das receitas nas mãos da União. Mas a tendência no Congresso vai no sentido oposto. Usar o pedaço que cabe à União para acomodar politicamente as disputas entre estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será uma pena se a solução para o impasse caminhar por aí. Os federalistas que me perdoem, mas neste caso talvez seja mesmo melhor deixar o grosso do dinheiro na esfera federal e vincular a destinação. Para a saúde, a educação e o desenvolvimento científico-tecnológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor que o quadro atual, de pulverização e desperdício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou errado? Tragam números que comprovem o erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta terça (27) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-897582494894338258?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/897582494894338258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=897582494894338258&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/897582494894338258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/897582494894338258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/o-que-falta-mostrar-2709.html' title='O que falta mostrar (27/09)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-632645265717540386</id><published>2011-09-26T00:01:00.000-03:00</published><updated>2011-09-26T00:01:00.181-03:00</updated><title type='text'>Pimenta refrescante (26/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Talvez o Congresso Nacional, que tanta generosidade teve meses atrás com seus próprios rendimentos, possa prestar mais um serviço ao país. Talvez possa encontrar uma fórmula conciliada entre o Executivo e o Judiciário&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo federal parece decidido a impedir o reajuste dos vencimentos do Judiciário. É uma providência simpática, na opinião pública. Pois emite sinal de austeridade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas significa, além e acima disso, intromissão indevida do Executivo nos assuntos de outro poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor ou leitora poderá objetar que a época é de contenção, que o governo precisa cuidar das contas, que os juízes e servidores da Justiça podem esperar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A objeção terá sua dose de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também é verdade que menos de um ano atrás, mais precisamente em dezembro passado, deputados e senadores aprovaram megarreajustes para eles próprios, para os ministros e para a presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Àquela altura já eleita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ministros receberam 150%. A presidente, 130%. E nenhum deles chiou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento era objetivo. Equiparar os vencimentos do primeiro escalão do Executivo e do Legislativo aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a coisa passou fácil, no vapt-vupt. Quando o país se deu conta, Inês era morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo tinha algo de razoável? Talvez. Assim como também é razoável a argumentação dos juízes. Eles reivindicam apenas reposição de perdas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, toda tese costuma ser razoável pelo ângulo do beneficiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na política argumentos têm lá sua utilidade, mas vale mesmo é a força. Eles são acessórios dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fosse assim, não teria sido tão fácil para o governo e o Congresso vetarem qualquer reajuste além da inflação para o salário mínimo, quando o tema foi a voto no começo deste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contiveram o mínimo e as aposentadorias poucas semanas depois de se autoconcederem um prêmio salarial e tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar que na mesma época, também no vapt-vupt, os partidos, igualmente pela mão do Congresso, autopresentearam-se com uma generosa verba adicional para o fundo partidário. Uns 100 milhões a mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Planalto não vetou. Poderia ter vetado, mas não vetou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso governamental para justificar o endurecimento diante das reivindicações do Judiciário encaixa-se na fala mais genérica sobre a conjuntura, sobre o esforço fiscal, sobre a crise internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não se encaixa nos fatos que o governo e o Legislativo vêm produzindo em benefício próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Austeridade nos olhos dos outros é sempre refrescante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país sairá ganhando se aqui for evitado o confronto entre poderes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o Congresso Nacional, que tanta generosidade mostrou meses atrás com seus próprios rendimentos e com os do Executivo, possa prestar mais este serviço ao país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez possa encontrar uma fórmula conciliada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vírus&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semana começa com as autoridades econômicas brasileiras pressionadas. O esforço é para tentar desconectar vasos comunicantes que possam importar o vírus da recessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo está confiante, julga ter reservas para defender o real de ataques especulativos, e considera que a remuneração dos títulos brasileiros, mesmo com o corte nos juros, é atrativa para manter positivo o fluxo de dólares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo tem limite. A esperança em Brasília é que, como em 2008, os desenvolvidos tirem na última hora algum coelho da cartola e brequem o deslizar na economia mundial para o atoleiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que as armas e a munição disponíveis desta vez parecem alarmantemente insuficientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Oportunidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dificuldades políticas do governo americano diante da demanda palestina por reconhecimento na ONU animam o governo brasileiro, que acredita estar diante de uma oportunidade de ouro para crescer a influência naquela região do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oportunidade comercial e também política. Especiais numa conjuntura de dificuldades, pois os aliados tradicionais do Brasil no Oriente Médio e Norte da África são cada vez mais página virada nos livros de História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna publicada nesta segunda (26) no Estado de Minas..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-632645265717540386?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/632645265717540386/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=632645265717540386&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/632645265717540386'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/632645265717540386'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/pimenta-refrescante-2609.html' title='Pimenta refrescante (26/09)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-5043730169412284687</id><published>2011-09-25T00:01:00.002-03:00</published><updated>2011-09-26T00:08:47.107-03:00</updated><title type='text'>Uma nova oportunidade (25/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ao histórico pronunciamento do presidente Mahmoud Abbas em Nova York seguiu-se o anúncio de que o Quarteto (Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Nações Unidas) alcançou acordo sobre a reabertura das negociações para a busca de um status definitivo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns obstáculos à criação do Estado Palestino, direito legítimo daquele povo. São externos e internos. E conectados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dificuldades políticas no Conselho de Segurança da ONU. Um jogo entre as grandes potências. Coisa que não chega a ser novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de Kosovo, por exemplo, a rixa tem sinais trocados: Estados Unidos, Reino Unido e França apoiam a independência da ex-província sérvia, mas a Rússia é contra e a China, como de hábito, prefere não jogar papel decisivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário da Palestina, a também islâmica Kosovo ainda não pediu formalmente ingresso na ONU. Por temer o veto russo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate entre as potências sobre assuntos assim é sempre delicado. Pois cada uma tem seus próprios problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rússia herdou do antigo império dos czares e da União Soviética um portfólio de nacionalidades, hoje fonte permanente de dor de cabeça para Moscou. Especialmente pelo terrorismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não só. A re-emergente Rússia consolida o desejo de retomar a liderança no que considera seu quintal. A Geórgia pode testemunhar a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A periferia russa na Ásia Central é islâmica. E o círculo se fecha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O separatismo é também motivo de preocupação para os chineses. Os casos mais visíveis são Taiwan e o Tibete. Mas Pequim não desgruda o olho da sua minoria islâmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se discutem áreas de domínio e influência toda potência leva para a mesa seus próprios interesses, mesmo quando jogam para a plateia. E levam em conta os interesses das demais do clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não impede que arrisquem passos unilaterais. Como o Ocidente com Kosovo, ou a Rússia com as províncias rebeldes da Geórgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a regra é cada uma respeitar o interesse das sócias. Ainda que esferas de influência sejam como placas tectônicas. Móveis, mesmo que se movam lentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro desafio palestino é o interno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Israel não foi criado pela ONU. A organização apenas aprovou a partilha da área do antigo mandato britânico na Palestina entre dois países. Um árabe e um judeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado judeu pôde nascer porque dispunha de liderança política e de força militar bastante unificadas, capazes de estabelecer autoridade sobre o território e defendê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, o governo do novo país prevaleceu sobre as correntes nacionalistas para quem aceitar a partilha do território com os árabes era uma traição aos ideais do nacionalismo judeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Palestina enfrenta resistências no Conselho de Segurança da ONU. Mas o que impede os palestinos de, como Kosovo, simplesmente declarar a independência, criar na prática seu país e cuidar depois do reconhecimento internacional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta a liderança unificada e a capacidade de estabelecer autoridade, inclusive militar, sobre o território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento histórico da legítima luta dos palestinos para terem seu país acabou produzindo um cenário de múltiplos grupos, cada um com suas armas, ideologia e objetivos. E patrocinadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso impede que a liderança escolhida em eleições imponha democraticamente a vontade da maioria à minoria quando está em jogo o interesse nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí por que a Palestina necessita recorrer aos jogadores externos, para construir de fora para dentro um consenso difícil de construir de dentro para fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amplo apoio internacional à constituição de um Estado Palestino é um ativo, mas traz junto a dificuldade: todo mundo se dá o direito de opinar sobre como fazer a coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brigar com os fatos não chega a ser inteligente. Ao histórico pronunciamento do presidente Mahmoud Abbas em Nova York seguiu-se o anúncio de que o Quarteto (Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Nações Unidas) alcançou acordo sobre a reabertura das negociações para a busca de um status definitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma nova excelente oportunidade. Resta saber se os diretamente envolvidos vão saber aproveitá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil, que frequentemente enfatiza a preferência por soluções negociadas, aplaudiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada neste domingo (25) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-5043730169412284687?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/5043730169412284687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=5043730169412284687&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5043730169412284687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5043730169412284687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/uma-nova-oportunidade-2509.html' title='Uma nova oportunidade (25/09)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-5692109388451439819</id><published>2011-09-23T00:01:00.001-03:00</published><updated>2011-09-23T09:57:42.799-03:00</updated><title type='text'>Menos debatidos, mais importantes (23/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Fontana não chega a propor eleição direta para as direções partidárias, mas define que a lista de candidatos do partido seja escolhida por voto secreto, garantidas legalmente regras democráticas mínimas. Quer também acabar com a farra das comissões provisórias&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão sobre a reforma política se concentra em dois pontos: o financiamento de campanha e, secundariamente, o modo de eleger deputados e vereadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaba sendo um debate quase metodológico, a respeito da superioridade de alguns mecanismos sobre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveria haver uma preliminar. “Qual é o principal desafio para democratizar ainda mais o sistema político brasileiro?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT concentra fogo no financiamento, pretende convencer de que a coisa melhorará se não houver doação privada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um contra-argumento, exposto nesta coluna, é que impedir a sociedade de financiar os vetores políticos é restrição à democracia. É dar vantagem decisiva a quem está no governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A taxa de democracia é o ponto, não a eficiência tomada abstratamente. Pois o conceito de eficiência traz aqui pelo menos uma dúvida: eficiência para fazer o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há modelo ideal. O único consenso planetário sobre sistemas político-eleitorais é que cada país está insatisfeito com o seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sistema pode ser muito eficiente e ditatorial. Não parece o fim desejado pela maioria do povo brasileiro, nas múltiplas e diversificadas manifestações deste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que a opinião pública costume suspirar por freios que contenham a liberdade e a imprevisibilidade na política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eleitor parece desejar uma política mais honesta e funcional, só que democrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na proposta que pretende levar a voto nos próximos dias na Câmara dos Deputados, o relator da reforma, Henrique Fontana (PT-RS), introduziu elementos que atraem pouca audiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mereceriam mais. Eles atacam um nó das deformações do arcabouço político brasileiro: a ausência de democracia nos partidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O partido só poderia lançar candidato onde estivesse organizado em diretórios eleitos por convenções. Onde tem só comissão provisória, nomeada de cima, perderia o direito de concorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de governador e de presidente, o relator estuda exigir que o partido tenha realizado convenções em número suficiente de estados e municípios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é hoje? Qualquer meia dúzia de prepostos da cúpula pode decidir o que fazer no município ou estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a coisa não anda conforme a melodia vinda do alto, os comandos partidários sofrem intervenção, são dissolvidos e substituídos por gente fiel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que passa a deter o poder de vida e morte sobre os recursos do partido, o tempo de televisão, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando isso se combina com os prazos de filiação e domicílio eleitoral, e com a fidelidade partidária, produz um monstro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A completa ausência de democracia partidária é uma razão de proliferarem partidos. Não há como enfrentar o dono da sigla, democraticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaba de acontecer com Marina Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontana não chega a propor eleição direta para as direções partidárias, mas define que a lista de candidatos do partido seja feita por voto secreto, garantidas legalmente regras democráticas mínimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá o voto no candidato e o voto no partido, independentes. E cada partido somará os votos da legenda e os dos candidatos para saber quantas cadeiras conseguiu no Legislativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metade delas serão preenchidas pela ordem da votação dos candidatos, como é hoje. Metade, seguindo a ordem da lista pré-ordenada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exigência de convenções e o voto secreto para escolher candidatos são ideias interessantes, que merecem até ser olhadas como ponto de partida para uma discussão doutrinária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que discussões doutrinárias não sejam o forte na nossa política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Corcova&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O touro bravo do mercado corcoveia forte. A moeda brasileira cai. O que é ótimo para as contas externas, mas tem potencial efeito inflacionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo parece, até o momento, convicto do caminho escolhido na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veremos até quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta ... (..) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-5692109388451439819?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/5692109388451439819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=5692109388451439819&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5692109388451439819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5692109388451439819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/menos-debatidos-mais-importantes-2309.html' title='Menos debatidos, mais importantes (23/09)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-1338412651106930631</id><published>2011-09-22T00:01:00.000-03:00</published><updated>2011-09-22T08:09:20.388-03:00</updated><title type='text'>Cada um por si (21/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Desde que o mundo é mundo as relações entre países definem-se pela força de cada um e pelas alianças que conseguem construir para fortalecer o projeto nacional&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltam os pronunciamentos sobre a necessidade de coordenar esforços para tirar o mundo da crise econômica. Costuma ser assim nas crises, pelo menos recentemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim em 2008, quando a chegada da quebradeira estimulou certa modalidade de fuga para adiante. O Brasil chegou a acreditar que estávamos diante de uma oportunidade histórica para alavancar o livre-comércio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A previsão frustrou-se. Todas as tentativas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Celso Amorim para retomar e concluir a Rodada Doha deram em nada. E o livre-comércio foi saindo de moda. Ninguém mais fala nele a sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tempos em tempos, volta-se a sonhar com a ascensão do G20. Apenas para constatar que o G8 tem sido mesmo é substituído pelo G2 (Estados Unidos e China).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moda é proteger-se da tempestade, antes de gastar fosfato com as dores alheias. Piedade, só nos discursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a lógica. Dois tipos de países estão em vantagem estratégica para emergir depois do tsunami: quem tem mercado interno vigoroso e quem consegue alcançar alta produtividade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se conta com os dois, como a China, está no melhor dos mundos. Mas mesmo um só já ajuda bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o caso do Brasil. Competitividade e produtividade não são nosso forte, mas temos ainda muitas dezenas de milhões para serem transformados em consumidores plenos, e um governo ocupado em não deixar estancar a inclusão social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vai conseguir é outra história, pois a fonte externa vai minguando, a bonança foi-se. Mas está empenhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais os prêmios que o Brasil teria a colocar na mesa da “coordenação geral contra a crise”? A valorização do real? A coisa caminha no sentido oposto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo bate palmas e solta fogos para a desvalorização da nossa moeda, desde que o Banco Central cortou juros e mostrou que vai cortar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abertura do mercado brasileiro para produtos e serviços? A medida recente de proteção às montadoras locais de veículos mostrou que não é por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assembleias Gerais da Organização das Nações Unidas costumam ser palco propício para o desfilar de bons propósitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só. Costumam também esgotar-se nelas mesmas. Como é provável que aconteça com esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde que o mundo é mundo as relações entre os países definem-se pela força de cada um e pelas alianças que conseguem construir para fortalecer o projeto nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não dá sinal de querer mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cacique&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O candidato do PMDB conseguiu apenas metade dos votos da bancada na disputa da vaga no Tribunal de Contas da União.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais um sintoma de que algo não vai bem no sócio principal do condomínio político liderado pelo PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário é também produto da música que toca no Palácio do Planalto. A reconcentração de poder segue em marcha batida. E não só na Esplanada dos Ministérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na empreitada, o Planalto tem explorado bem certa contradição entre lideranças estabelecidas e parlamentares novos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, do nada, o cacique percebe que não é mais tão cacique assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Financiamento&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relator da reforma política, deputado Henrique Fontana (PT-RS), esclarece como funcionariam as contribuições financeiras privadas ao fundo comum eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo projeto, a Justiça fixará o volume total de recursos a serem gastos na eleição. Depois, haverá um prazo para as doações privadas. Ao fim desse prazo, as verbas públicas complementariam o que ficou faltando para atingir o teto previamente estabelecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso antes do início efetivo da campanha. Doações, só antes das convenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PSD&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De olho na mais de meia centena de votos de parlamentares a caminho do PSD, o relator Fontana estuda melhorar no seu projeto a condição financeira de legendas que não tenham disputado a última eleição e atinjam certa massa crítica em número de deputados e senadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ganhar uns votos na turma do prefeito paulistano, Gilberto Kassab. Mas pode ter problemas na turma candidata a precisar apertar um pouco mais o cinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quinta (21) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-1338412651106930631?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/1338412651106930631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=1338412651106930631&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/1338412651106930631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/1338412651106930631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/cada-um-por-si-2109.html' title='Cada um por si (21/09)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-671827878758825745</id><published>2011-09-21T00:01:00.000-03:00</published><updated>2011-09-21T11:17:15.184-03:00</updated><title type='text'>Com que humor? (21/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Apesar das condições potencialmente favoráveis na economia para ações políticas que desgastem o governo, este vai navegando mares bem tranquilos. Mas as eleições vêm aí&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A economia brasileira desacelera, o curto e o médio prazos projetam crescimento medíocre do PIB, ainda que a inflação mostre exuberância resistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo decidiu afrouxar a política monetária para evitar mergulho na recessão -providência elogiável- mas a firmeza de convicções exibida pelo presidente do Banco Central não tem sido suficiente para liderar a manada das projeções de mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que continue sendo mais prudente apostar no BC do que no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Executivo ofereceu à autoridade monetária gestos de disciplina fiscal, para anabolizar o cacife do Copom na corajosa redução de juros. A austeridade tem custo político e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Parlamento ela estimula a insatisfação e portanto a instabilidade. No serviço público é combustível para mobilizações sindicais. O governo diz que deu bastante em anos anteriores e acredita estar com crédito, mas não parece sensibilizar a turma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom exemplo é o Judiciário, que se vê com legitimidade para autodefinir reajuste pela inflação acrescido da recuperação de perdas. Mas o governo sente-se forte para dar de ombros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ingerência como nunca antes neste país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São na teoria vetores de desgaste, que deveriam preocupar o governo e animar a oposição. Mas não se vê nem uma coisa nem outra. O governo tem gordura política para queimar, e a oposição parece contida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira variável se alimenta da segunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as razões da contenção oposicionista há duas mais óbvias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há o constrangimento pelo fato de que, no governo, provavelmente a atual oposição faria coisas parecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há o velho problema do necessário e conveniente bom relacionamento administrativo entre a União e os estados. O PSDB é forte regionalmente e as consequências aparecem em Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estava na oposição o PT tinha mais liberdade de movimentos, pois era relativamente fraco no plano local. E podia portanto ser mais aguerrido na capital federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distinção entre a tendência acomodatícia de governadores e prefeitos e a combatividade das bancadas federais é bonita na teoria. Na prática são variáveis dependentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também outro detalhe. O governo Dilma Rousseff está solidamente fincado no centro. Nem é suficientemente “mercadista” para despertar a ira dos nacional-desenvolvimentistas nem é tão “progressista” que justifique um levante do lado oposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso na economia, mas vale em todas as áreas, ou quase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Comissão da Verdade vai sair, mas de um jeito que não agrada completamente a ninguém, tampouco desagrada. No tema da liberdade de imprensa, o governo não dá sinais de seguir com a regulamentação desejada pelo PT, tampouco afasta completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Executivo pendula com leveza em torno de um centro, que é sua referência real. Quando promove heterodoxia mais pronunciada, como na guinada protecionista, cuida de agir apenas depois de haver massa crítica social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar no enigma paralisante. Se ajudar a enfraquecer Dilma, a oposição pode estar preparando a volta de Luiz Inácio Lula da Silva. Coisa de que algumas fontes sociais relevantes da oposição não querem ouvir falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, apesar das condições potencialmente favoráveis na economia para ações políticas que desgastem o governo, este vai navegando mares bem tranquilos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas 2011 está no fim e vêm aí eleições municipais. Até aqui o governo Dilma parece bem posicionado. Na capital de São Paulo, por exemplo, os vários fragmentos da oposição federal parecem mais empenhados em derrotar uns aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não é, para a presidente, garantia de nada. Pois o estado de espírito do eleitor costuma guardar boa autonomia em relação à dança da política institucional e à cobertura que a imprensa faz desta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom mesmo será ficar de olho na economia para saber com que humor o eleitor vai estar daqui a um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quarta (21) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-671827878758825745?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/671827878758825745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=671827878758825745&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/671827878758825745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/671827878758825745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/com-que-humor-2109.html' title='Com que humor? (21/09)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-5185786228502316454</id><published>2011-09-20T00:01:00.002-03:00</published><updated>2011-09-20T09:00:08.907-03:00</updated><title type='text'>A ilusão maximalista (20/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Dois povos colocados em campos opostos pela História só aceitam conviver em paz quando ambos concluem ser impossível neutralizar o projeto nacional do outro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A declaração unilateral de independência da Palestina enfrenta resistências de dois tipos. Israel e aliados preferem que o novo país surja de negociações que deixem para trás alguns graves impasses, focos latentes de novos conflitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o extremismo palestino e islâmico teme que proclamar um Estado nos limites da Cisjordânia e Gaza signifique abandonar o projeto de riscar Israel do mapa e impor uma derrota estratégica aos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há aqui e ali avaliações sobre o isolamento de Israel em consequência da Primavera Árabe, mas o risco de isolamento ameaça mais a Fatah, espinha dorsal da Autoridade Palestina (AP).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um lance da recente movimentação turca para retomar a posição imperial perdida na Primeira Guerra (1914-18) é procurar deslocar a influência do Irã sobre o Hamas, do qual os turcos agora pretendem ser o principal patrocinador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão de olho no ponto futuro, pois se eventualmente o Hamas assumir o poder no Estado Palestino a Turquia terá instalado ali uma cabeça de praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Egito pós-Tahrir a solução política imediata mais provável é a aliança de fato entre militares e Fraternidade Muçulmana (FM), deixando em segundo plano os vetores libertários que brilharam na derrubada de Hosni Mubarak. E a FM é a célula-mater do Hamas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Hamas também tem seus problemas, pois o bastião de Damasco anda cai não cai. Mas o trade-off pode ser bom. Egito e Turquia juntos valem por algumas Sírias. E sabe-se lá quem vai tomar o palco quando Bashar al Assad finalmente embarcar no merecido trem rumo à caçamba da História, uma questão de (pouco) tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A erosão do domínio assadista na Síria é hoje uma dor de cabeça mais para o Hezbollah. Pelas consequências na relação interna de forças no fragmentado Líbano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do governo libanês, no qual a guerrilha xiita é fiadora, já surgem pressões para desconectar a política interna da externa. Para que o Hezbollah aceite desarmar-se mesmo sem a “libertação total da Palestina” (a eliminação de Israel).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois se na teoria as armas do Hezbollah estão voltadas contra o Estado judeu, na prática servem mesmo é para manter o Líbano refém, inclusive da Síria de Assad.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ida da AP à ONU em busca de reconhecimento é um passo adiante, mas sob pressão. A favor da AP, registre-se que as outras opções têm viabilidade discutível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitar a reabertura incondicional de negociações e caminhar para um status final de dois Estados nas circunstâncias impostas pelo realismo seria uma vitória de dimensões históricas, mas desencadearia graves conflitos internos entre os palestinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por falta de apoio popular, mas pelas divisões político-militares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo mesmo motivo Yasser Arafat acabou declinando da melhor (ou menos pior, conforme o ponto de vista) oferta já recebida, onze anos atrás em Camp David na reunião com Bill Clinton e Ehud Barak.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E caminhar para uma terceira intifada desataria um processo de radicalização no qual prevaleceriam outros protagonistas, não a Fatah. Que provavelmente seria a primeira riscada do mapa no processo de luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A AP busca com o gesto desta semana recolher legitimidade interna e internacional para continuar na liderança do processo. E vai mesmo ganhar algum fôlego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o impasse tende a prosseguir. Dois povos colocados em campos opostos pela História só aceitam conviver em paz quando ambos concluem ser impossível neutralizar o projeto nacional do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os árabes-palestinos vêm depositando desde 1948 seguidas esperanças em soluções militares que lhes prometem o programa máximo, eliminar Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu errado em 1948, quando as monarquias árabes anunciaram que impediriam o surgimento do Estado judeu mas fracassaram no campo de batalha. Deu mais errado ainda em 1967, quando o nasserismo repetiu o lamentável papel. E conduziu o campo árabe à sua maior derrota militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo dos anos 90, Arafat chegou até a apoiar a intervenção do Iraque de Sadam Hussein no Kuait. Era a aposta numa potência regional "libertadora".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso que Anuar Sadat, o único líder a desempenhar relativamente bem numa guerra contra os israelenses, em 1973, e que por isso conseguiu retomar todo o território egípcio perdido seis anos antes, tenha recebido do mundo islâmico um viés negativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ilusão maximalista encontra agora refúgio em Teerã. Aí reside o xis do problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta terça (20) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-5185786228502316454?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/5185786228502316454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=5185786228502316454&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5185786228502316454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5185786228502316454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/var-addthisconfig-datatrackclickbacktru_20.html' title='A ilusão maximalista (20/09)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-6815766415696792403</id><published>2011-09-19T00:01:00.001-03:00</published><updated>2011-09-18T21:43:43.310-03:00</updated><title type='text'>Completar a transição (19/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A anabolização das emendas individuais tem servido para compensar os pedaços do OGU não executados. É como o sujeito com deficiência numa perna. A outra hipertrofia, para compensar&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crescem em ritmo alucinante as verbas orçamentárias destinadas às emendas parlamentares individuais, despesas que deputados federais e senadores incluem no Orçamento Geral da União (OGU), geralmente destinadas a beneficiar bases eleitorais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As emendas individuais apresentam pelo menos uma vantagem sobre as coletivas (de bancada, comissão, etc): vêm carimbadas, é fácil associar o gasto ao autor da proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ajuda especialmente na identificação de responsáveis por possíveis malfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ajuda também o eleitor a saber com transparência o político responsável pela decisão de fazer a benfeitoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde meados da década passada cresceu cinco vezes o volume de recursos no OGU para as emendas individuais. Neste ano a cota de cada parlamentar foi 13 milhões de reais, uma despesa potencial de 7,7 bilhões de reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disputa política na elaboração da peça de 2012 anda quente. Os parlamentares querem aumentar mais ainda o espaço para as emendas individuais. O Executivo resiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o motivo do crescimento vertiginoso? Ao longo dos anos o Parlamento descobriu que tem mais capacidade de pressionar para a execução das emendas individuais, na comparação com as coletivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas últimas são quase reserva de mercado da elite do Legislativo. Já as individuais são democráticas: todo deputado federal e senador tem o mesmo tanto, e assim o empenho e o pagamento impactam mais amplamente no Congresso Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo resiste à execução maciça de emendas coletivas, em parte para ajudar no esforço fiscal e também por desejar mais recursos para ele próprio faturar, em vez de repassar o bônus político aos parlamentares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deixar de executar as individuais é difícil. Há maior risco de problemas políticos. E todos os governos desde a redemocratização enfrentam dificuldades quando afrontam essa lógica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta da democracia o Congresso recuperou o direito de emendar a peça orçamentária. Durante o período militar o texto era imexível. Deputados e senadores estavam obrigados a aprovar ou rejeitar em bloco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que nunca rejeitavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emendar o orçamento é uma prerrogativa democrática. Aliás a instituição do parlamento surgiu na História com este objetivo: quebrar o monopólio real sobre o uso do dinheiro dos impostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma medida do grau de democracia é quanto os representantes do povo no Legislativo podem influir na maneira como o governo gasta ou investe os recursos arrecadados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explosão do volume financeiro para as emendas parlamentares é uma distorção. Nem o PIB  nem a receita crescem nessa velocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então qual é a saída?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A anabolização das emendas individuais tem servido para compensar os pedaços do OGU não executados. É como o sujeito com deficiência numa perna. A outra perna hipertrofia para compensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como uma parte do OGU é de mentirinha, deputados e senadores tratam de fortalecer o pedaço com mais chance de execução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso poderia ser corrigido se o Brasil completasse a transição democrática. Se finalmente o Congresso Nacional aprovasse o orçamento impositivo, obrigatório. E se impedisse o Executivo de autorizar despesa por medida provisória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o Legislativo deveria é acabar com as medidas provisórias. Não acaba porque o governo gosta delas e porque a oposição sonha com o dia em que, no governo, irá delas se servir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As melhores democracias vivem muito bem sem nada disso, sem nenhuma das nossas jabuticabas. Tipo o orçamento autorizativo e o poder de o Executivo legislar ad referendum do Congresso Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aí que está o nó. O volume de recursos destinados às emendas individuais é só sintoma da disfunção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna publicada nesta segunda (19) no Estado de Minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-6815766415696792403?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/completar-transicao-1909.html' title='Completar a transição (19/09)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/6815766415696792403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=6815766415696792403&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/6815766415696792403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/6815766415696792403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/completar-transicao-1909.html' title='Completar a transição (19/09)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-3105828167674918046</id><published>2011-09-18T00:01:00.001-03:00</published><updated>2011-09-17T20:38:32.302-03:00</updated><title type='text'>Abram-lhe a barriga (18/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O monopólio dos recursos eleitorais pelos chefes partidários poderá ser facilmente contestado na Justiça, pois cada deputado ou vereador continará pedindo votos para si próprio. Seria uma lista fechada disfarçada, com as cúpulas detendo o poder de vida ou morte, o poder total de decidir quem terá mais dinheiro para a campanha&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já foi relatado, inclusive aqui, o chamado financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais é a tentativa de atacar o elo mais fraco do modelo, pelo ângulo da opinião pública. Um esforço elitista de décadas para demonizar a política levou à conclusao bizarra: como a atividade apresenta problemas, a solução é estatizá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reduzir o grau de liberdade dos cidadãos e aumentar o poder do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse “Estado” é uma abstração, como bem informa a boa teoria política. Quando o caro leitor, ou leitora, ouvir ou ler o termo, tente fazer um exercício: substituir “Estado” por “governo”. A ideia de um Estado que paira acima das forças em litígio é apenas falsificação intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já discuti um aspecto complicado da proposta em debate na Câmara dos Deputados, por dar aos partidos hegemônicos vantagem financeira insuperável, pois o desempenho na última eleição seria a regra para distribuir o dinheiro pelas legendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relator, Henrique Fontana (PT-RS), argumenta que, ao contrário, o mecanismo proposto garante à oposição um recurso que provavelmente não teria, pois em toda eleição a tendência dos doadores privados é engrossar a manada do vencedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um debate a concluir. Ainda que provavelmente a discussão vá ao Supremo Tribunal Federal, pois conferir a priori vantagem financeira decisiva e intransponível a um partido, ou a um grupo de partidos, pode ser objeto de questionamento jurídico à luz da igualdade de direitos garantida pela Constituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há outro aspecto que merece lupa. Pelo andar da carruagem, a reforma vai abandonar a ideia da lista fechada, pela qual o partido decide previamente a ordem dos candidatos a deputado e vereador e elege os primeiros da lista conforme o número de cadeiras obtidas na urna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eleitor não aceitaria mesmo outorgar a caciques partidários a prerrogativa absoluta de definir quem vai se eleger e quem não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se todo candidato a deputado e vereador precisará continuar correndo atrás de votos para si próprio, qual o sentido de implantar o financiamento exclusivamente público?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois estaríamos diante de uma lista fechada disfarçada. Com o monopólio do dinheiro, cada direção partidária decidirá quem eleger e quem não. E com o provável acordo dos já parlamentares para dividir a parte do leão entre eles, deixando fora da festa os demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É outro detalhe que, facilmente, pode ser contestado na Justiça. Hoje os partidos já decidem, por exemplo, dar mais tempo de televisão a uns que a outros. Mas os preteridos têm uma válvura de escape. Podem buscar na sociedade recursos e apoio material para tentar reequilibrar o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sistema proposto essa porta estará fechada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política dos proponentes da reforma é impulsionar o financiamento exclusivamente público para, uma vez aprovado, passar a tratar das consequências, que, como bem revelou ao mundo o Conselheiro Acácio, vêm depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja melhor inverter. Saber com grau razoável a cirurgia que se pretende fazer, antes de abrir a barriga do paciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mais guerra&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pedido para que as Nações Unidas admitam a Palestina como país independente não é, nas palavras da própria Autoridade Palestina, o passo final. A ele devem seguir-se novas negociações para definir o status definitivo da encrenca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo da liderança palestina é negociar a partir de uma posição de força, o que é um desejo legítimo. Mas o nó crítico não está aí. Está no reconhecimento ou não de que o status final deverá contemplar dois Estados, um hegemonicamente judeu e um hegemonicamente palestino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O campo político liderado pelo Irã defende que o Estado Palestino na Cisjordânia e Gaza seja apenas um passo tático, a criação de uma plataforma político-militar para anexar o território que já era de Israel entre 1949 e 1967.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um roteiro seguro para mais guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada neste domingo (18) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-3105828167674918046?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/abram-lhe-barriga-1809.html' title='Abram-lhe a barriga (18/09)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/3105828167674918046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=3105828167674918046&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/3105828167674918046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/3105828167674918046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/abram-lhe-barriga-1809.html' title='Abram-lhe a barriga (18/09)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-2655695610877492896</id><published>2011-09-16T00:01:00.000-03:00</published><updated>2011-09-15T23:37:29.768-03:00</updated><title type='text'>A resposta é "nada" (16/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O episódio lança de novo no turbilhão um nome do PMDB, e servirá portanto para a volta da ladainha da “despeemedebização”. É o canto de sereia que periodicamente assoma para nos convencer da maravilha que seria o Brasil caso o multipartidarismo fosse reduzido a um bipartidarismo, restrito ao PT e ao PSDB&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A troca no Ministério do Turismo reacende pela enésima vez o debate sobre o presidencialismo de coalizão. Que voltará a receber todo tipo de crítica, ataque, desprezo. Haverá novamente a condenação unânime do “modelo fisiológico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem que se saiba extamente o que seria um “modelo ideológico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bastante provável que o episódio coloque mais uns pesinhos na balança, no prato da reforma política. A eterna panaceia, a pomada milagrosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí o cidadão comum poderia parar um instante os afazeres e perguntar: afinal, o que o presidencialismo de coalizão tem a ver com o ministro comportar-se de maneira considerada inadequada pela opinião pública?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que tem a ver o sistema eleitoral com a circunstância de uma autoridade cometer atos que a lei proíbe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São perguntas simples, mas de vez em quando é preciso dar ao senso comum a oportunidade de ajudar a clarear o cenário. Neste caso, a resposta imediata para ambas as questões do parágrafo anterior é “nada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problemas com ministros acontecem nos mais diversos sistemas. E, feliz ou infelizmente, não há como governar sem apoio político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que quer dizer “apoio político”? O que os jornalistas afirmam quando relatam que certo indivíduo, grupo ou partido está atrás de “espaço”? Não é, obviamente, a busca por instalações mais amplas, arejadas, iluminadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a ambição de poder nomear, demitir, executar o orçamento. Com o objetivo explícito de alavancar a reprodução do próprio poder. A partir da articulação entre interesses privados e políticas públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois políticos que detêm poder pensam antes de tudo em como reproduzi-lo e acumular mais. Essa também é uma regra geral. Vale sempre. Em qualquer lugar do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aí o virtuosismo dos sistemas permeáveis ao surgimento de novas opções políticas. É o estado saudável das coisas. Mas o Brasil teima em procurar no lugar errado a raiz das encrencas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio lança de novo no turbilhão um nome do PMDB, e servirá portanto para a volta da ladainha da “despeemedebização”. É o canto de sereia que periodicamente assoma para nos convencer da maravilha que seria o Brasil caso o multipartidarismo fosse reduzido a um bipartidarismo, restrito ao PT e ao PSDB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem que a sereia anda meio rouca, desde que petistas e peessedebistas se descobriram inimigos figadais, de uns anos para cá. E agora cada um trata de convencer a sociedade de que o outro sucumbiu ao pântano que, no nascedouro, ambos prometiam drenar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre haverá quem caia nessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade anda cada vez mais intolerante a malfeitos. Isso é muito bom. E a sociedade parece compreender crescentemente que não há ninguém imune, que nenhum partido carrega a pureza no DNA. O que é ótimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também que o sucesso no combate ao mau uso do dinheiro público será função principalmente do ativismo social e da presença de uma oposição firme e fiscalizadora. Que reduzam o grau de liberdade dos governos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo quesito vai mais ou menos, mas o primeiro pode compensar. E esse ativismo poupará seu próprio tempo tempo se sabiamente deixar de lado irrelevâncias como por exemplo o estado de origem do novo ministro do Turismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fazendo contas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deputado federal Marcus Pestana (PSDB-MG) fez as contas. O setor público no Brasil investe por ano na Saúde cerca de 430 dólares per capita. Uns 150 bilhões de reais no total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, para dobrar o investimento e chegar, por exemplo, aos mais de 800 dólares que a Argentina gasta por habitante, o Estado brasileiro precisaria achar mais o mesmo tanto, mais 150 bilhões de reais para a Saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a CPMF morreu, arrecadava uns 40 bilhões de reais. A nova CSS (Contribuição Social para a Saúde) tem arrecadação prevista de no máximo 15 bilhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, a CSS poderá servir para algumas coisas, menos para resolver o problema do financiamento à saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta sexta (16) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-2655695610877492896?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/2655695610877492896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=2655695610877492896&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/2655695610877492896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/2655695610877492896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/resposta-e-nada-1609.html' title='A resposta é &quot;nada&quot; (16/09)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-6262251596990238069</id><published>2011-09-15T00:01:00.001-03:00</published><updated>2011-09-15T00:34:35.608-03:00</updated><title type='text'>Obsolescência programada (15/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O Brasil não precisa de uma narrativa oficial sobre os acontecimentos da ditadura. Já há narrativas suficientes. A comissão deveria se propor um trabalho abrangente, documentado, de levantamento factual sobre aquele período da nossa História&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única certeza sobre narrativas oficiais é que elas um dia deixarão de ter o status, serão derrubadas pelo surgimento de fatos. Ou pela hegemonia de um vetor político diferente, portador da sua própria narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o maior risco que corre a comissão proposta pelo governo para verificar os acontecimentos relacionados a violações de direitos humanos na ditadura. O período proposto é mais extenso, mas o foco é nos acontecimentos entre 1964 e 1985.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio conceito de narrativa é uma deformação, pois supõe que um pedaço da realidade será desconsiderado. Agora mesmo no Oriente Médio vê-se um choque de narrativas, sem qualquer utilidade prática a não ser aguçar as contradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fosse a intenção de oficializar interpretações históricas parciais, não seria necessário falar em narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastaria dizer que a comissão vai repor a história completa do período. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais objetivo e fácil de explicar. E de compreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narrativas são seres condenados à obsolescência exatamente por não resistirem ao oxigênio das novas descobertas históricas, ou às mudanças políticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regimes que pretendem impor narrativas produzem apenas pilhas de livros inservíveis. Obras candidatas ao ridículo, em primeiro lugar pelos críticos encarregados de emplacar as narrativas subsequentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se as narrativas são seres de obsolescência programada, têm alguma utilidade no prazo limitado, quando servem como motor em lutas político-ideológicas. Proporcionam à facção conforto e segurança espirituais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois serão descartadas, mas já terão prestado o serviço encomendado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil não precisa de uma narrativa oficial sobre os acontecimentos da ditadura. Já há narrativas suficientes. A comissão deveria se propor um trabalho abrangente, documentado, de levantamento factual sobre aquele período. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que implicaria ouvir todos os lados e, dentro do possível, guardar algum distanciamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí chegamos a uma contradição em termos. Se distanciamento crítico é difícil até para historiadores profissionais, quanto mais para políticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acadêmicos buscam (ou deveriam buscar) antes de tudo a perenidade da obra intelectual. Já os políticos buscam acima de tudo a perenidade no poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa providência na formação da comissão seria garantir pluralidade. Se a neutralidade é impossível, melhor será deixar as diversas narrativas brigarem, os diversos facciosismos disputarem, para ver se sai algum coelho do mato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais ela conseguir incorporar características plurais, menos datado será o produto do seu trabalho e mais respeito vai angariar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não aposto haver razão para otimismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sucupira&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as características ainda remanescentes de subdesenvolvimento político, uma incomoda além da conta: os autoelogios disparados pelas autoridades quando se unem a adversários para gastar o dinheiro do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posam de magnânimos, por fazerem o favor de relevar diferenças em prol do suposto interesse público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde está o traço de subdesenvolvimento? Exatamente na impressão de favor, de magnanimidade, nos salamaleques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois o dinheiro não é de suas excelências. Os senhores e senhoras apenas o administram, o dinheiro é do povo. E ao se unirem para gastá-lo supostamente em benefício do povo fazem apenas e nada mais que a obrigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal aspecto deveria dispensar as invariáveis e tediosas sessões de elogios mútuos, autoelogios, piscadelas, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, nesse tipo de solenidade, são comuns os agradecimentos trocados entre as autoridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que nunca se viu é uma autoridade agradecer publicamente aos que pagaram impostos e permitiram, com esse gesto, que a obra ou serviço se tornasse viável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Kosovo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os assuntos esquecidos da diplomacia brasileira está Kosovo, um novo país que a Sérvia ainda considera província dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém consegue explicar por que até hoje o Brasil não reconheceu Kosovo como nação independente e soberana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quinta (15) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-6262251596990238069?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/6262251596990238069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=6262251596990238069&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/6262251596990238069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/6262251596990238069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/obsolescencia-programada-1509.html' title='Obsolescência programada (15/09)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-8875925463044832237</id><published>2011-09-14T00:01:00.000-03:00</published><updated>2011-09-13T22:14:54.760-03:00</updated><title type='text'>Uma proposta complicada (14/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Os partidos majoritários numa eleição recolheriam obrigatoriamente o maior bocado de todas as contribuições privadas ao processo eleitoral seguinte. Independentemente da avaliação que o eleitor faça sobre o desempenho do eleito&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um aspecto particularmente complicado no ensaio de reforma político-eleitoral é o meio proposto pelo relator, Henrique Fontana (PT-RS), para manter vivo o financiamento privado de campanhas, mesmo aprovado o financiamento exclusivamente público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece jogo de palavras, mas não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O financiamento privado continuaria existindo, mas estatizado. E assim deixaria, na prática, de ser privado. O doador doaria a um fundo único, que distribuiria os recursos às legendas, proporcionalmente ao desempenho na última eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o caso de perguntar o que teria sido do PT se a proposta hoje defendida pelo partido estivesse em vigor quando ele não chegava a 10% dos votos nacionalmente, quando o PDS e depois o PMDB mandavam no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como funcionará a regra proposta, se aprovada? Vamos supor que você, pessoa física ou empresa, deseja doar um certo tanto para o partido de sua preferência. Mas se, por exemplo, você quer dar 200 à legenda e ela recebe 20% do tal fundo, você precisará portanto desembolsar 1000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatos 800 a mais, e todos eles destinados a siglas que originalmente você não pensava em ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os partidos majoritários numa eleição recolheriam obrigatoriamente o maior bocado de todas as contribuições privadas no processo eleitoral seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente da avaliação que o eleitor faça sobre o desempenho do eleito. Mesmo governos e partidos pessimamente avaliados na gestão irão manter a vantagem financeira decisiva sobre os demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, repita-se, mesmo quem deseje financiar a oposição precisará doar à situação, e até mais que ao partido da preferência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a realidade tem outro lado, como defende o relator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é verdade que o situacionismo vai receber a a parte do leão nas doações à oposição, é igualmente verdade que esta ficará com o direito de recolher recursos provenientes das doações de quem deseja ajudar o governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A lógica hoje nas campanhas eleitorais não é o doador privado aparecer para equilibrar o jogo", argumenta Fontana. "Ao contrário, a tendência é o grande doador querer doar a quem ele acha que vai ganhar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa lógica, o mecanismo proposto funcionaria para democratizar a disputa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todo modo, a proposta em discussão é viável porque reproduz, no financiamento das campanhas, o modus operandi clássico da política brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde não não há propriamente oposição, mas sócios minoritários do condomínio do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí é preciso dar a mão à palmatória e admitir que o novo establishment talvez tenha compreendido como ninguém as regras que desde sempre dominam a política nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que o verbo radicalizado é apenas a face teatral de um jogo, em que no fim todo mundo que está dentro ganha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sem um pio&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há certo aspecto menos evidente no recente ímpeto turco no front externo. É a disputa em torno da exploração de gás no Mediterrâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentes decobertas apontam reservas capazes não apenas de proporcionar autossuficiência energética a quem o explorar, mas também e principalmente potencial exportador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí os interesses turcos se chocam principalmente com os de Chipre, país-ilha que tem uma parte ilegalmente ocupada pela Turquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocupação que não desperta maiores emoções planetárias, exatamente por causa do jogo duplo de Ancara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pertence à Otan, não é criticada pelo Ocidente. E como, mais recentemente, promove uma guinada islâmica, recebe o olhar carinhoso de quem acha esse caminho bom para a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesma razão para que possa massacrar os curdos e lhes negar a autodeterminação, sem que o mundo dê um pio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesma razão para que o mundo se intimide e não cobre da Turquia o reconhecimento de ter promovido um genocídio contra os armênios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecimento a que se seguiriam as naturais indenizações devidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próximos eventos programados com o parceiro turco, a presidente Dilma Rousseff, com base nos princípios de defesa da autodeterminação dos povos e de respeito absoluto aos direitos humanos, talvez devesse tocar nesses assuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acho que ela não vai fazer isso. Por quê? Talvez o Itamaraty tenha uma explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quarta (14) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-8875925463044832237?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/8875925463044832237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=8875925463044832237&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/8875925463044832237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/8875925463044832237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/uma-proposta-complicada-1409.html' title='Uma proposta complicada (14/09)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-4642630495247887442</id><published>2011-09-13T00:01:00.002-03:00</published><updated>2011-09-13T10:06:02.690-03:00</updated><title type='text'>O jogo a jogar (13/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Importa menos o que a presidente vai dizer quando perguntada. “Tem faxina ou não tem?” O povo vai estar de olho mesmo é no que a chefe do governo vai fazer. Doravante, perderá viabilidade o recurso ao “eu não sabia” e ao “todo mundo é inocente até ser considerado culpado em última instância”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há certa comoção quando a presidente da República afima não promover a decantada faxina no governo. Estranho seria se dissesse o contrário. Abriria uma conflagração intramuros em ampla escala, uma guerra sem limites e sem quartel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Previsivelmente, prefere oferecer à base o eventual colo carinhoso da mãe habitualmente severa, algo sempre operacional nas relações entre uma base e um governo. Como é também entre mães e fihos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que mudou de fato desde que as ondas começaram a balançar o barco governamental? Dilma livrou-se de alguns indesejados, mas não aceitou tocar fogo no paiol para assar o milho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, ficou com o melhor de dois mundos. Reconcentrou um poder que recebera diluído e emplacou uma marquetagem favorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oposição diz que não, que o povo se frustrará por Dilma não levar a tal faxina até o fim. Mas é provável que a oposição esteja errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É maior a probabilidade de as pessoas concluírem que a presidente não está tolhida pelos desejos dela, mas por circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu tomar o papel de embaixador do povo no governo para promover justiça social -e essa persona rendeu-lhe e ao partido mais dois mandatos além do inicial-, Dilma Rousseff vai ocupando o espaço de representante do povo no governo para combater os malfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que conseguir fazer será mérito dela. O que não, será culpa das limitações colocadas por outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi sintomático que as manifestações do 7 de setembro contra a corrupção tenham deixado Dilma completamente fora do alvo. A presidente passou batida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um belo ativo, especialmente quando ela consegue afastar a marca da leniência. Armadilha na qual Lula, mesmo com toda a esperteza política, acabou deixando um pedaço do ativo político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora não tem volta. No terreno da chamada ética, Dilma logrou estabelecer um traço distintivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônus? A bicicleta precisa ser pedalada. Importa menos o que a presidente vai dizer quando perguntada. “Tem faxina ou não tem?” O povo vai estar de olho mesmo é no que a chefe do governo vai fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doravante, perderá viabilidade o recurso ao “eu não sabia” e ao “todo mundo é inocente até ser considerado culpado em última instância”. Essa é a regra do jogo proposto por Dilma. Inclusive para ela própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Esplanada sabe, e vive uma paz armada. Um armistício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A calmaria no olho do furacão. Com todo mundo preparado para a guerra enquanto juram amar a paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Atestado final&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o dólar sobre a ladeira, o que é ótima notícia para quem exporta. E portanto para o crescimento e o emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os especialistas dividem-se sobre qual o novo patamar de equilíbrio do câmbio, mas isso é de menos. Importante é o país rasgar a fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é razoável o brasileiro desfilar por aí como o povo mais próspero e perdulário do planeta. Não tem a ver com a vida real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inflação? O Banco Central aposta que vai ser naturalmente contida pela desaceleração da demanda. A monitorar, mas existe mesmo a  possibilidade. Só sair à rua e ver o ritmo declinante dos negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da política do BC de hoje fica também o elemento que faltava para a definitiva condenação do BC de ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é possível reduzir hoje os juros em relativa segurança, teria sido facílimo fazê-lo três anos atrás, quando a demanda mais que desacelerou, caiu a zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos então vítimas de uma barbeiragem como nunca antes no Brasil. Juro alto para evitar supostas pressões inflacionárias, quando a demanda simplesmente desaparecera e o mundo passara a praticar juro negativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao deixar o cargo, o presidente anterior do BC ofereceu palavras depreciativas a quem o criticava por ter perdido a maior chance da história recente de levar os juros brasileiros a patamar civilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma segunda infelicidade. Errou e reconheceu firma. Passou recibo. E o atestado final do erro virá exatamente do sucessor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta terça (13) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-4642630495247887442?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/4642630495247887442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=4642630495247887442&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/4642630495247887442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/4642630495247887442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/o-jogo-jogar-1309.html' title='O jogo a jogar (13/09)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-6812978615287593968</id><published>2011-09-12T00:01:00.002-03:00</published><updated>2011-09-12T10:36:15.780-03:00</updated><title type='text'>O prelúdio da derrota (12/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Se a instabilidade política no mundo árabe e muçulmano produzir no médio e longo prazos sociedades encruadas, atoladas num belicismo ruidoso mas impotente, e incapazes portanto de projetar o próprio poder, o 11 de Setembro virará um sub-Pearl Harbor&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei bem se é fenômeno contemporâneo a mania de buscar em tempo real o significado histórico dos acontecimentos. Ou se já era assim no passado. Acho que é novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todo modo, parece que nossas sociedades, embebidas em informação, buscam com volúpia conhecer a História enquanto ainda é produzida. Como desejo, é legítimo. Ainda que a frustração seja certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o jornalismo ajuda a avolumar a onda, por ser atividade na qual é preciso apresentar todo dia uma grande novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não haja novidades em quantidade suficiente para atender a esse mercado viciado nelas, então o que não seria tão novidade assim passa a ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, por qualquer critério o atentado às torres gêmeas em Nova York foi sim uma novidade, acho que isso ninguém ousará negar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma baita novidade operacional e semiótica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aviões carregados de combustível e passageiros, atirados contra prédios altíssimos, tudo com transmissão ao vivo pela televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não implica ter sido uma novidade política merecedora de figurar como tal nos livros de História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As guerras do Afeganistão e do Iraque vieram na sequência, mas pelo menos sobre Bagdá não se pode dizer que tenha sido em consequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Guerra do Iraque guarda elo imediato mais anterior, com a Guerra do Golfo, travada pelos Estados Unidos para pôr fim à ocupação do Kuait pelas tropas de Sadam Hussein.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sonhou ser imperador do Oriente Médio mas acabou mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bush filho completou o serviço que o pai dele não quis -ou não pôde- concluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas qual será, afinal, a dimensão histórica dos atentados de 11 de setembro, quando o futuro tiver virado presente e der uma olhada para trás? Aí vai depender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o anunciado declínio militar dos Estados Unidos comprovar-se, o ataque ao World Trade Center será ensinado nas escolas como ato fundador de uma era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se, por exemplo, a instabilidade política no mundo árabe e muçulmano produzir no médio e longo prazos sociedades encruadas, atoladas num belicismo ruidoso mas impotente, e incapazes portanto de projetar o próprio poder, o 11 de Setembro virará um sub-Pearl Harbor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um prelúdio espetaculoso da derrota estrepitosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osama Bin Laden mandou aquele punhado de jovens conduzirem os aviões contra o WTC, o Pentágono e possivelmente o Capitólio, ou a Casa Branca, para obrigar o Ocidente a retirar-se fisicamente da maior região exportadora de petróleo no planeta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez anos depois, em termos práticos, os interesses ocidentais no pedaço do mundo entre o Mediterrâneo e o Índico vão bem, obrigado. A exceção é o Irã, que luta uma batalha desesperada para não ver cair o último aliado em Damasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Irã cuja retórica agressiva é apenas a outra face do isolamento muito temido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passada a primeira década do 11 de setembro de 2001, o Iraque antes altivo e desafiador deixou de ser na vida real uma nação soberana. Prevê-se o aumento da influência iraniana após a retirada final das tropas americanas, mas é uma previsão a confirmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nada garante que o Irã do futuro será o mesmo de agora. Um eventual Irã pós-revolucionário poderia inclusive desempenhar papel positivo na preservação do delicado equilíbrio entre xiitas, sunitas e curdos no vizinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é que o vizinho ainda existirá com um só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O regime sírio luta pela sobrevivência, mas já comprou passagem no trem que o conduzirá à caçamba da História. Onde fará companhia aos colegas líbios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fundamentalismo religioso ameaça ganhar musculatura política nas hoje conturbadas sociedades árabes. Mas não há sinal de elas estarem em condição de constituir um polo antiocidental viável. Especialmente no terreno militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso, seria necessário que outra superpotência se dispusesse a abrigar a miríade sob seu guarda-chuva estratégico. A Rússia talvez pudesse ser atraída para o projeto, mas aí apacem dois problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro é que a Rússia não tem hoje massa crítica para tanto. Nem de longe lembra os tempos da superpotência soviética. O segundo é que o fundamentalismo islâmico, separatista, é um problema para a própria Rússia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há a China, mas não há sinal de que os chineses vão sair por aí desafiando militarmente os americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna publicada nesta segunda (12) no Estado de Minas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-6812978615287593968?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/6812978615287593968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=6812978615287593968&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/6812978615287593968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/6812978615287593968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/var-addthisconfig-datatrackclickbacktru.html' title='O prelúdio da derrota (12/09)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-7341308437678695977</id><published>2011-09-11T00:01:00.000-03:00</published><updated>2011-09-10T22:09:37.880-03:00</updated><title type='text'>Estado natural (11/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O suposto fim da História trouxe um mundo cada vez mais parecido com os tempos em que a História dava as cartas e jogava de mão. Um mundo de potências principais, acessórias, satélites, nacionalismos, protecionismos, guerras&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez anos depois do 11 de setembro de 2001, Osama Bin Laden está morto, a Al Qaeda em frangalhos, os Estados Unidos em crise econômica com cara de longa, os potentados árabes e muçulmanos sentindo o chão faltar sob os pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas até o momento em que esta coluna era escrita os americanos vinham prevenindo um novo ataque terrorista em seu território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas coisas têm a ver entre si, outras não. Ou umas se relacionam mais e outras menos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fortíssimo impacto semiótico do atentado às torres gêmeas, combinado à originalidade e à ousadia da ação, faz proliferar fantasias sobre a centralidade daquele 11 de setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sem a queda do World Trade Center os Estados Unidos precisariam enfrentar um dia a realidade dos gigantescos déficits financeiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ambos os prédios ainda pareciam inexpugnáveis, o mundo já perguntava até onde a superpotência caminharia com as pernas dos outros antes de começar a cambalear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A missão de ser o chefe e corpo policial único da humanidade mostrou-se pesada para Washington, mas não isoladamente. Foi no contexto de uma sociedade incapaz de poupar e produzir para sustentar seu nível de consumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gastos militares não foram decisivos para colocar os americanos na dependência extrema de poupança alheia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário, as encomendas bélicas ajudam não apenas a manter ali um raro setor industrial dinâmico e globalmente competitivo, mas são essenciais para inocular na economia um vetor estratégico de inovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anestesia, antibióticos, internet. Os saltos na ciência dançam sincronizados com a necessidade de grandes esforços militares. Isso para não falar no domínio sobre a tecnologia nuclear e nos empreendimentos espaciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ação de Bin Laden teve objetivo claro. Não apenas minar a ideia da inviolabilidade da superpotência mas também quebrantar sua vontade. Força-lá a capitular sem guerrear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o que aconteceu, por exemplo, na Espanha. Onde o terrorismo da Al Qaeda combinou-se a circunstâncias políticas internas para fazer a maioria de espanhóis concluir que era melhor tentar ficar fora da confusão. Um derrotismo chique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema, para a Al Qaeda, para o Taleban e para Saddam Hussein, é que superpotências, quando confrontadas, não podem se dar ao luxo de recuar sem luta. Em milhares de anos de civilização nunca aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e para os outros, é possível ficar fora da confusão? Difícil, qualquer que seja a visão sobre o campo de batalha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns olham o fundamentalismo como aliado na missão de enfraquecer o chamado ocidente. A delirante aliança objetiva com o alqaedismo seria uma necessidade na caminhada para superar a hegemonia americano-europeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente para quê, ninguém diz, desde que as sociedades produzidas naquela base não servem como parâmetro de avanço humano, econômico, social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado, a reação exacerba a rejeição ao multiculturalismo e a busca de raízes tribais-nacionais, exatamente para resistir à dissolução nacional e cultural. Essa face silenciosa da dissolução política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí também que a ilusão de sistemas planetários em disputa ceda espaço, progressivamente, à refragmentação dos blocos em que a humanidade parecia organizada desde o fim da Guerra Fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o "outro mundo possível" vai tomando ares de colagem fantasmagórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O suposto fim da História nos trouxe um planeta cada vez mais parecido com os tempos em que a História dava as cartas e jogava de mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mundo de potências principais, acessórias, satélites, nacionalismos, protecionismos, guerras e a preparação para elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há os otimistas, para quem a progressiva organização estatal dos fragmentos recolocará os conflitos num terreno razoável, em que entes estatais ficarão a cargo de decidir se e quando guerrear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há os pessimistas, para quem a democratização da informação e a facilidade de acesso a tecnologias acelerará a dissolução do Estado, mas não como previu a utopia igualitarista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário, no rumo do caos tribalista. De uma guerra sem fim. Que talvez, pensando bem, seja o estado natural da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você escolhe no que prefere acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada neste domingo (11) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-7341308437678695977?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/7341308437678695977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=7341308437678695977&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/7341308437678695977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/7341308437678695977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/estado-natural-1109.html' title='Estado natural (11/09)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-5317742581851815664</id><published>2011-09-09T00:01:00.001-03:00</published><updated>2011-09-09T17:56:49.457-03:00</updated><title type='text'>Onde mora o perigo (09/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;O maior risco para o governo é a soma de dois vetores. Dificuldades econômicas combinadas à percepção de que no momento difícil, quando o sacrifício deveria ser distribuído para todos, um pequeno grupo se locupleta enquanto o povo paga o pato&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presidente Dilma Rousseff está diante de um enigma, que irá exigir dela habilidade política em alto grau. Precisará doravante, e simultaneamente, convencer a sociedade de que o governo combate a corrupção, mas sem deixar que essa ação desorganize a base no Congresso nem paralise a máquina administrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As manifestaçõs do domingo, com destaque para Brasília, introduziram um elemento novo no cenário. As forças políticas que ocupam a máquina federal perderam o monopólio da mobilização social. É verdade que as manifestações não foram propriamente gigantescas, mas isso é menos relevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importante foi terem trazido instabilidade ao edifício do discurso hegemônico. E, ao contrário do "Cansei" de anos atrás, rapidamente caricaturizado e esvaziado, desta vez não será simples estigmatizar os manifestantes. Eles não parecem pertencer à elite, não são abertamente antigoverno e não adotam uma fala raivosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mobilizações de caráter genérico, gelatinosas, aparentemente despidas de ossatura partidária e sem objetivos políticos claros costumam ser subestimadas no nascedouro. Por isso são perigosas. São alvos móveis e quase intangíveis. Dificílimos portanto de manter na mira e alvejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bem da verdade, quem começou tudo foi o próprio governo, ao oferecer vazão à ideia de que a presidente da República estava empenhada em uma faxina para remover as manchas de corrupção da Esplanada. O que antes eram casos isolados, ainda que sequenciais, passou a fazer parte de um arcabouço único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse "fazer sentido", esse encaixar-se numa narrativa costuma ser catalisador poderoso de processos políticos. É como se alguém acionasse o interruptor e acendesse a luz. Momentos antes a escuridão era absoluta, mas a luminosidade já existia em estado potencial. Faltava só apertar o botão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presidente da República bem que vem tentando reintroduzir a batalha contra a miséria no centro da agenda, e é compreensível. A pauta da corrupção traz forte carga negativa, mesmo quando as autoridades estão empenhadas em combater os malfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como sempre haverá limites à ação saneadora, será inevitável o governo acabar com a culpa pelo que não tiver feito, apesar de tudo que eventualmente faça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora Inês é falecida, e a administração se vê com o tal enigma. Movimentos políticos, especialmente os radicalizados, não seguem a dinâmica dos debates comandados pela lógica argumentativa. E o tempo não é o das decisões judiciais. É bem mais rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, Dilma precisará entregar garrafas, ou cabeças, num certo ritmo. Para fugir do risco de acharem que ela não tem garrafas para entregar ou de suspeitarem da falta de disposição da chefe do governo para cortar cabeças. Mas o ritmo precisará ser dosado, para evitar que a base parlamentar vá pelo ralo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo porque o suposto apoio que alguma oposição oficial e certa dissidência governista oferecem agora à ocupante do Planalto tem prazo de validade. Está mais para cavalo de troia. O projeto da oposição é chegar ao poder, não é entronizar Dilma como imperadora de todos os Brasis, a soberana austera e incorruptível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilma está condenada a governar com os dela, com quem a elegeu, com quem deu suporte à ideia de continuidade. E é exatamente um bom pedaço desse pessoal que pousa na mira telescópica da turma disposta a ir à rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre se poderá argumentar, e é verdade, que movimentos anticorrupção encontram limite bem definido quando o período é de prosperidade. Mas se o Brasil está economicamente melhor do que a maioria dos protagonistas planetários, é também verdade que para os próximos tempos vem contratada alguma retração e alguma inflação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior risco para o governo é a soma de dois vetores. Dificuldades econômicas combinadas à percepção de que no momento difícil, quando o sacrifício deveria ser distribuído para todos, um pequeno grupo se locupleta enquanto o povo paga o pato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta sexta (09) no Correio Braziliense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/AlonFe" class="twitter-follow-button" data-show-count="false"&gt;Siga @AlonFe&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;script src="http://platform.twitter.com/widgets.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;Para compartilhar somente este post, abra numa página própria, clicando no título ou no horário de postagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para obter um link para este texto, clique com o botão direito do mouse no horário de postagem, abaixo&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10767087-5317742581851815664?l=www.blogdoalon.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.blogdoalon.com.br/feeds/5317742581851815664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10767087&amp;postID=5317742581851815664&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5317742581851815664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10767087/posts/default/5317742581851815664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.blogdoalon.com.br/2011/09/onde-mora-o-perigo-0909.html' title='Onde mora o perigo (09/09)'/><author><name>Alon Feuerwerker</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_yZlwXitLDDI/SuzktM0gT_I/AAAAAAAACRk/6FhtaGbl0Us/S220/IMG_0119.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10767087.post-2207584566554345712</id><published>2011-09-07T00:01:00.000-03:00</published><updated>2011-09-06T22:43:17.800-03:00</updated><title type='text'>Da decepção à esperança (07/09)</title><content type='html'>&lt;!-- AddThis Button BEGIN --&gt;&lt;div class="addthis_toolbox addthis_default_style "&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_1"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_3"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_preferred_4"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_button_compact"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a class="addthis_counter addthis_bubble_style"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var addthis_config = {"data_track_clickback":true};&lt;/script&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://s7.addthis.com/js/250/addthis_widget.js#pubid=ra-4e00cefe116178f4"&gt;&lt;/script&gt;&lt;!-- AddThis Button END --&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;As coisas não se definem apenas pela personalidade ou por convicções dos líderes. As circunstâncias históricas moldam as ações de quem comanda. Mas que o indivíduo tem um papel na História, isso tem&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro da indústria brasileira é ponto de tensão entre economistas. Uns a consideram condenada, pela desvantagem competitiva diante de países com mão de obra abundante e barata. Outro defendem que não há como uma nação do tipo do Brasil alcançar a plena realização sem reconhecer papel central no setor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A História brasileira registra a presença permanente de traços anti-industrializantes. Desde a colônia, quando manufaturas eram criminalizadas. Passando pelo Império, que levou um século quase inteiro para abolir a escravidão e nunca chegou a fazer a reforma agrária. Chegando à República, que na primeira fase (Velha) se limitou a estender no tempo o poder das oligarquias agrárias.&l
