segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Sensação de perda (31/10)


Antes as pessoas tinham mais pudor, vergonha do que lhes ia na alma. Cuidavam de manter a boçalidade algo recolhida, para não passar vexame. Não era bonito exibir publicamente a própria estupidez

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está com câncer, e é compreensível que as reações projetem os cenários políticos, a depender dos desdobramentos clínicos. Compreensível e questionável.

Afinal, Lula está bem vivo e em tratamento.

Outro detalhe espantoso é o ambiente de Fla-Flu nas chamadas redes sociais sobre a doença do ex-presidente. Ambiente que apenas reflete fenômenos mais amplos e mais profundos na sociedade.

Pensando bem, não é tão espantoso assim.

A política brasileira vem perdendo certo traço característico dos tempos em que se lutava contra a ditadura. Foi quando comecei a prestar atenção nas coisas. Procuro seguir nessa linha. Não sei como era antes.

Confesso que sinto alguma saudade daquele tempo. Talvez seja passadismo, é humano guardar só as coisas boas e limar as ruins, mas não importa.

As pessoas tinham mais pudor, vergonha do que lhes ia na alma. Cuidavam de manter a boçalidade algo recolhida, para não passar vexame. Não era bonito exibir publicamente a própria estupidez.

Mesmo na guerra, é preciso respeitar a dignidade do inimigo. Se a ancestralidade antopofágica brasileira serve para algo, deveria ser para recolher a sabedoria daqueles índios: alimente-se do inimigo morto, para incorporar a coragem dele.

Onde estão as raízes dessa perda de limites?

Um vetor é a internet, ao dar voz a quem não tem vida pública. Políticos e jornalistas são seres sujeitos ao policiamento ostensivo do público, agora em tempo real. Então precisam andar na linha, ou pelo menos tentar. Diferente do sujeito que só desopila o fígado.

Uma pseudomilitância primitiva e selvagem. Com todas as características de uma multidão de anônimos. Inimputáveis, livres para odiar até a última gota.

Mas é a democracia, e não adianta reclamar, pois ela veio para ficar. E é bom mesmo que fique. Inclusive para termos como medir a temperatura do que vai pela cabeça das pessoas. Achou feio, repugnante? Paciência.

Mas essa é a superfície. Há outro vetor em ação.

Dirão que a cordialidade é um traço elitista da política brasileira, um comportamento possível apenas quando os atores eram socialmente da mesma turma. E que a incoporação de novos personagens fará, obrigatoriamente, desandar a maionese. Será?

Prefiro acreditar que o problema está mais na esfera subjetiva do que na objetiva. A degenerescência não é inevitável.

O segundo vetor é conceitual. A política entendida como arte de eliminar o adversário, e não apenas de sobrepujá-lo garantindo-lhe a legitimidade necessária à sobrevivência.

E aí, quando aparece a oportunidade de uma eliminação real, física, o vulcão entra em erupção. Os menos burros simulam, os menos espertos escancaram.

Agora é com Lula. Como aconteceria com sinal trocado se fosse FHC, ou outro tucano de alta plumagem.

Uma pena que tenhamos chegado a isso. Pode parecer meio bobo, meio incompatível com a frieza e a objetividade que deveriam orientar um colunista político. Mas minha sensação é esta, de perda.

Sinto que perdemos alguma coisa em algum ponto da caminhada.

Ignorância

Entre as irracionalidades que desfilam na rede sobre a doença do ex-presidente, uma desafia-o a tratar-se no SUS.

Em qualquer lugar do mundo os chefes políticos tratam a saúde nos melhores centros médicos. Quando precisam se internar, vão para os melhores hospitais.

O Brasil tem excelentes hospitais privados, e também excelentes hospitais públicos. Um deles é o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, inaugurado recentemente. É uma boa herança dos governos do PSDB.

Lula preferiu ir ao Sírio-Libanês, onde já está habituado a tratar-se, e ao qual também recorreram o então vice-presidente José Alencar e a então chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, quando diagnosticados com a doença.

Até porque Lula não sabia que estava com câncer.

Se preferir tratar-se no Icesp receberá atendimento de primeiríssima. Quem o utiliza sabe.

Falar mal do SUS, genericamente, para atacar governos ou governantes pode parecer esperto. Mas é apenas exibição de ignorância.


Coluna publicada nesta segunda (31) no Estado de Minas.



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26 Comentários:

Blogger Aurelio Moraes-Jornalista disse...

Excelente texto.
Escrevi um parecido
http://aureliojornalismo.blogspot.com/2011/10/sindicato-dos-urubus-ralha-e-torce.html
Abraços

domingo, 30 de outubro de 2011 21:39:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, assino embaixo cada palavra e lamento a baixeza a que as pessoas conseguem chegar, ao comentar a doença de um adversário político. Confesso que, apesar dos pesares, tenho até certa simpatia pelo personagem Lula, dadas as suas origens humildes.

Porém, uma coisa há de se reconhecer. Quem transformou a política brasileira nessa arena selvagem foi precisamente ele, Lula, e a turma do PT.

Cansei de ler coisas as mais inacreditáveis sobre o Mario Covas. Perto daquilo, o que li agora sobre Lula pareceu até fichinha, embora seja tão absurdo e repudiável quanto.

domingo, 30 de outubro de 2011 22:38:00 BRST  
Anonymous P Pereira disse...

É mesmo, Anônimo?
Você se lembre daquele deputado e daquele ex-senador que ameaçaram, do alto da tribuna, dar uma surra no presidente?

domingo, 30 de outubro de 2011 23:24:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

P.Pereira

"As pessoas tinham mais pudor, vergonha do que lhes ia na alma. Cuidavam de manter a boçalidade algo recolhida, para não passar vexame. Não era bonito exibir publicamente a própria estupidez."

A frase acima contém uma verdade que é provada a cada momento, inclusive pelo seu comentário.

O deputado eu não lembro. Mas quando o senador Arthur Virgílio disse aquela bobagem ele o fez no Senado e utilizou verbos na primeira pessoa do singular.

Coisa muito diferente deu-se com Mário Covas quando o governador de São Paulo foi atacado por uma horda de militantes incitados por destacada e influente personalidades do meio político. Poucos anos depois, uma outra horda em ato de pura selvageria invadiu o Congresso e, entre outras barbaridades, decepou a pauladas a cabeça do busto de Mário Covas.

Este comportamento de selvageria coletiva na luta política é tido por muita gente como uma positiva expressão de combatividade. Mas de fato este comportamento é repetição do que já vimos à farta na história, isto é, é a lógica fascista em ato na política e expressa pelo seu conhecido par amigo/inimigo.

Esses comentários imbecis a respeito da doença de Lula somente podem ser tidos como novidade porque estão dirigidos agora à doença da pessoa Lula. Quem é alfabetizado e não é idiota sabe muito bem que antes de Lula ficar doente as mesmas imbecilidades foram dirigidas a muitas outras pessoas em situação de desconforto semelhante a de Lula.

Lula recebe o melhor tratamento médico possível e os prognósticos são de que a boa saúde lhe seja restituída. O que Lula e o PT fizeram, fazem e farão é para muita gente que não deseja a morte física de Lula, mas sim combatê-lo politicamente, política da pior espécie.

Imbecil, neste caso, é quem não sabe diferenciar uma situação da outra.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 01:23:00 BRST  
Anonymous Lis Marina de Oliveira disse...

Belíssimo texto. Sua contextualização é uma das melhores neste domingo irracional. Foi difícil segurar a loucura de hoje. No facebook fizemos o que podíamos para mostrar nossa vergonha e indignação dado o nível das postagens. Foi um prazer conhecer conhecer sua fala.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 02:35:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Só faltou as perguntinhas básicas: a qual grupo político interessa a exaltação dos ânimos nacionais? Quem já galgou muito poder fazendo isso?

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 04:29:00 BRST  
Blogger Caio Limongi Gasparini disse...

Prezado blogueiro, discordo de seu ponto de vista - que é idêntico ao de seu colega Gilberto Dimenstein. Escrevi alguma coisa a respeito aqui (http://evvaipensiero.blogspot.com/2011/10/o-cancer-do-lula-o-sus-e-o-dimenstein.html), mas adianto trecho acerca dessa alegação de ressentimento e ignorância:

Indignação pela vergonhosa situação do sistema público de saúde, que nos fornece diariamente cenas dramáticas de cidadãos aguardando atendimento no chão de corredores de hospitais emporcalhados, que nos surpreende frequentemente com escândalos como os do Hospital de Sorocaba, não é ressentimento!


Pressionar a figura pública de um ex-presidente, que viveu de apregoar milagres que operou no Brasil, sempre atuando com rasteira demagogia e evitando o enfrentamento sério e sistemático de nossas dificuldades, e cujo grupo político ainda continua no poder, não é ignorância!

Mais: Para quem quiser enxergar, está claro: A "campanha" não é brincadeira de mau gosto nem agouro, mas sim protesto, ou pelo menos sinal de que quem padece e sofre no SUS e que não conta com nenhuma claque para divulgar suas misérias não está sendo esquecido.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 07:59:00 BRST  
Blogger Elton disse...

É, Alon. Mas este ódio não vem do nada. Há quem pense poder instrumentalizar tais ódios para tirar vantagens políticas. Lembra-se de quando a Folha publicou artigo chamando Lula de estuprador?

Estamos em tempos estranhos. Percebo isso ao ver o presidente americano (ganhador de um estranhíssimo Nobel da Paz) comemorando execuções e linchamentos (não tenho outro nome para aquelas imagens horrendas do Kadafi sendo arrastado pelos cabelos).

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 10:12:00 BRST  
Anonymous Carlos Saraiva disse...

"Se preferir tratar-se no Icesp receberá atendimento de primeiríssima. Quem o utiliza sabe."
Quem consegue permanecer vivo depois da longa espera até iniciar o tratamento, realmente será bem tratado...É o típico raciocínio de quem nunca tentou se tratar em hospital público.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 12:14:00 BRST  
Anonymous P Pereira disse...

Parabéns, Alon.

Como já fui reconhecido como um imbecil, só me resta não exibir mais a minha estupidez neste blog tão civilizado.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 13:21:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

SUS é tão bom ,que até as seguradoras de saúde o utilizam intensamente.Quanto à boçalidade recolhida,é mais um condição estratégica do que pudor cívico.
Sempre existiram, apenas faltavam-lhes o meios para se manifestarem. O câncer, desperta ódio pelo que possa trazer de dividendos a Lula e não pelo que possa causar-lhe.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 15:26:00 BRST  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

O ex-presidente pode tratar-se onde bem entender. Se preferisse o SUS, que o fosse.

Afinal, ofereceu, de forma debochada, o SUS aos EUA, como "perfeito" que seria o sistema brasileiro.

Doenças não deveriam servir para endossar endeusamentos. Ponto. Não deveriam objetivar pieguices. E o doente não deveria ser transformado em herói. Doenças devem, apenas, ser tratadas.

A tal de "mídia", tão ameaçada e criticada, tem setoristas nas portas do hospital. TVs e rádios divulgam a todo momento detalhes do que será o tratamento, análises de especialistas etc.

Será que há quem queira maior bajulação?

Em contrapartida, adversários políticos já foram tratados de forma pouco elogiosa em várias ocasiões, por liderados do ex-presidente.

Na rede há até comentários tentando incutir que "há poderes" por trás disso e daquilo. Tudo vira conspiração.

Oras, o que está ocorrendo é a manifestação de uma doença. Isso deveria bastar.

Se quiserem, porém, transformar doença num instrumento de popularidade, causar uma comoção, deveriam procurar algo sério para fazer.

E algo sério para fazer, seria realmente reestruturar o SUS, para que este possa receber até ex-presidentes.

Se serviria, o SUS, para os EUA...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 16:10:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Engraçado... Por que ninguém (ou quase ninguém) se enche de ódio quando um cidadão de nossa elite econômica, tipo algum mega empresário, se trata em um hospital particular. Seus milhares de funcionários têm o mesmo SUS que se fala agora. Isso é porque as coisas são assim. Somente no caso do Lula é que se trata de uma injustiça social. Triste é ver que isso deveria ser um debate permanente, mas o pessoal vai na onda da política eleitoral. Lamentável...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 18:00:00 BRST  
Anonymous Luciano A. Peres disse...

Sr. dono do blog, peço humildemente licença para falar um pouquinho sobre mitologia grega.
Sr. blogueiro, o sr. já ouviu falar das PARCAS? Sabe quem são CLOTO, LÁQUESIS e ÁTROPOS? Procure descobrir. Nem Júpiter (Zeus)tinha poder para interferir no fio traçado por elas.
Não desejo sofrimento a Lula, mas para um futuro melhor para a nação espero sinceramente que Átropos o tenha achado.
É o que desejo. Simples assim. Honesto assim....

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 18:37:00 BRST  
Blogger Samantha disse...

Infelizmente isso é retrato da inclusão cultural que dá acesso à tecnologia, mas não dá educação e respeito aos seus usuários.
Reflexo da nossa sociedade atual onde todos "lutam" pela internet porque tem preguiça de levantar do sofá e protestar.
Numa sociedade onde ser boçal é ser legal e ter milhares de seguidores do twitter.
Porém é necessário ressaltar que para o Lula é somente uma piada de mal gosta à la Rafinha Bastos, mas pra muitos brasileiros que não tem condições é a diferença entre a vida e a morte. Existem vários hospitais públicos de grande qualidade, mas a saúde no nosso país definha e isso não é mentira, o problema é que as pessoas se revoltam da forma errada justamente pq tem preguiça de fazer isso do jeito certo.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 18:52:00 BRST  
Blogger KSG disse...

A ignorância é toda do senhor que, com certeza, usa o sistema privado de saúde quando precisa, e acha que quem depende do SUS reclama sem razão!!!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 19:06:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

De fato é lamentável o nível dos comentários, mas a imprensa tem sido igualmente irresponsável e hipócrita ao usar Lula para o combate ao tabagismo. Se a Coca-Cola não fosse uma grande anunciante, com toda certeza os prejuízos daquele coquetel químico também seriam citados. Ao culpar Lula pela própria doença a imprensa incita os desequilibrados de plantão e cria um preconceito contra doentes. Minha tia morreu de câncer na laringe e nunca fumou ou bebeu na vida.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 19:12:00 BRST  
Blogger otrabuco disse...

Leiam http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/999709-tratamento-de-cancer-pelo-sus-atrasa-e-e-insuficiente-diz-tcu.shtml

Se o Lula se tratasse lá, teria cuidado de aprimorar o sistema.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 20:55:00 BRST  
Anonymous Leitor-ignorante-boçal-idiota disse...

Alon, seu texto é ótimo e o do seu amigo Dimenstein, melhor ainda! Vocês são as pessoas mais inteligentes e elegantes que eu já li! Eu, assim como os outros pobres internautas boçais, ou os pobres-maleducados-ressentidos-iracíveis que discordam de vocês, podemos aproveitar a deixa para legitimar cada letra do seu magnífico e inspirado texto para aderir aos posts no facebook que pedem que o Lula se trate no SUS.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 21:17:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

SUS,foi oferecido a Obama,por Lula,como possível solução para a saúde pública americana,que beira o sadismo institucional. O SUS, é único no mundo,atendendo 200milhões de clientes,assim como a previdência que é universal. Distribui medicamentos até fora do receituário da OMS,de preços estratosféricos, marca-passos e transplantes.Nada custa barato,desse cardápio.Por essa razão os sistema privado de seguro utiliza-o largamente. O Instituto Nacional do Câncer é referencia mundial e é público .Sírio Libanês e alguns dos médicos já tratavam do ex-presidente anteriormente,portanto não se trata de marketing da saúde pública é apenas a confiança historicamente estabelecida entre paciente e médico.Nada mais.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 21:38:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, dizem os mais antigos que as disputas Jânio-Adhemar em São Paulomotivava manifestações de ódios parecidos aos observados atualmente. No Rio, dizem que o Carlos Lacerda era o maior instigador de baixarias.
Sem dúvida, uma boa linha de pesquisa aos historiadores.

terça-feira, 1 de novembro de 2011 05:54:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Menos, Alon, bem menos. A partir do momento que Lula - sabedor da penúria do sistema público de saúde nacional - se permite fazer chistes do tipo "nossa saúde é perfeita" ou "dá até vontade de ficar doente" está autorizando o eleitor a devolver-lhe na mesma moeda. É claro que uma autoridade como ele deve se tratar num bom hospital, mas essa indignação com os eleitores que criticam Lula agora é prá lá de demagógica e injustificada. Só faltava essa, ser considerado "boçal" pela mídia pelo simples fato de ter consiência crítica em relação a um presidente demagogo. Como se dizia na sua época, Alon, "corta essa"!
Fernando José - SP

terça-feira, 1 de novembro de 2011 08:40:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Espero, sinceramente, que o Alon tenha discernimento (o que o blogueiro, felizmente, sempre demonstra ter) para não misturar as críticas irracionais à louvável e oportuna "campanha antitabagista" da mídia com as justas e oportunas críticas ao comportamento dos petistas que agora estimula reações tanto as mais estapafúrdias como as mais legítimas, adequadas e salutares.

terça-feira, 1 de novembro de 2011 09:30:00 BRST  
Blogger m.Jo. disse...

Quando se fala genericamente sobre o SUS, só se pode falar mal.
É verdade que ainda existem algumas pouquíssimas e raras ilhas de competência, mas só servem para quem tem muito QI e pouca pressa.

terça-feira, 1 de novembro de 2011 09:42:00 BRST  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

Olha, o debate é ótimo e as consequências, vão na direção da liberdade de pensamento e de expressão.

Sem pressões de sabichões que pugnam pelo "controle social". Da imprensa? Não. Do pensamento.

Na realidade, a doença não deve ser elogiada como uma super doença. A não ser que seja para dizer, depois, que uma pessoa sobre-humana a venceu. Isso seria mentira.

Está-se elogiando a doença. Um absurdo completo. Para fortalecer heroísmos avoengos, desnecessários e inexistentes. Isso é péssimo.

O ex-presidente, como qualquer outra pessoa acometida de enfermidade, pode tratar-se onde bem entender. Se quiser, pode ir para o SUS, para Cuba, para Houston, para Barretos...Ou ficar no Sírio Libanês.

Outra coisa, a doença de uma pessoa, não tem nada a ver com quem a admire ou não. O que não dá é quererem que só se goste da pessoa. Quer esteja doente ou não. E principalmente, se estiver doente. Ai, já é autoritarismo e apologia de doença.

Fazer apologia de doença, é dar bom dia a cavalo.

Em suma, que o ex-presidente faça como qualquer pessoa: que faça o que bem entender para cuidar da saúde.

E que os abnegados apoiadores dele, esqueçam a doença como forma de manutenção de místicas.

Doente só tem de fazer uma coisa: curar-se.

Todo o resto é estultice.

terça-feira, 1 de novembro de 2011 15:24:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

A incontinência verbal do ex-presidente fez parte e alimentou este estado de coisas.

terça-feira, 1 de novembro de 2011 18:05:00 BRST  

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