sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Os cavalos correm (21/10)


Quase um ano depois da eclosão tunisiana, comprova-se: o melhor que as potências tinham a fazer era tentar pegar a onda. E parecem ter apostado nos cavalos certos. Pelo menos os cavalos delas continuam correndo

Sadam Hussein foi arrancado da toca por soldados dos Estados Unidos para acabar morto na forca após um julgamento organizado pelos iraquianos. Muamar Gadafi sequer conseguiu receber o ritual do colega mesopotâmico: acabou sumariamente eliminado na captura.

Talvez por ter sido capturado pelos compatriotas, e não for forças estrangeiras.

Nem lhe deram o direito a um simulacro de julgamento, daqueles rápidos, tipo o oferecido a Nicolae Ceaucescu. O destino foi buscar Gadafi ali mesmo. Sem misericórdia. 

Dirão, com certa dose de razão, que o líbio recebeu o tratamento que provavelmente dispensaria a um inimigo em situação similar.

E a página foi virada.

Ter o fim de Muamar Gadafi é o risco dos líderes empenhados em fundir sua pessoa e as instituições. Reduzem muito a chance de sobrevivência física fora do poder. 

A mudança política acaba exigindo a eliminação de quem personifica o Estado. Para marcar a passagem a uma nova era.

E para evitar a perpetuação de um conflito entre polos irreconciliáveis. A coisa mudou pouco desde os primórdios da humanidade. Para subjugar uma tribo é necessário neutralizar seu chefe. De uma maneira ou de outra. 

Há situações nas quais é possível fazer a transição com o líder vivo, e um bom exemplo foi a "humanização" do imperador japonês no desfecho da Segunda Guerra Mundial. 

Mas em geral não dá. Mostrar a cabeça cortada do comandante adversário continua sendo uma maneira bem eficaz de convencer os seguidores dele à rendição.

É provável que Gadafi soubesse do risco de acabar sumariamente eliminado, e talvez por isso tenha prometido lá atrás caçar os adversários de casa em casa. Para ele foi sempre um jogo de tudo ou nada. 

Ou eles, ou ele. 

O poder absoluto tem disso. Ainda mais quando se transforma em cleptocracia hereditária. Não espanta que desencadeie, na contracorrente, uma violência igual, de sinal trocado.

Violência aliás já descrita um dia como a parteira da História. Constatação cuja atualidade as revoluções árabes mostram todos os dias.

A próxima parada do trem é na estação de Damasco, se a composição não acabar desviada para o Iêmen. Mas a ordem das estações é o de menos. 

A partir do momento em que optou por -ou foi forçado pelos apoiadores a- reprimir sanguinariamente os compatriotas, Bashar al Assad contratou para si um destino pouco glorioso.

A dúvida é se terminará caçado em algum buraco ou se vai correr antes para um braço amigo. Como fez o líder da Tunísia. Nessa escolha, o problema de Assad -ou um dos problemas- talvez seja a escassez de amigos. 

Firmes mesmo com ele, nesta altura, só o Irã e o Hezbollah.

Quem vai bem, nas circunstâncias, é o chamado Ocidente. Cujo inevitável fracasso na abordagem das revoltas árabes foi previsto, como diria Mark Twain, talvez um pouco cedo demais. 

Quase um ano depois da eclosão tunisiana, comprova-se: o melhor que as potências tinham a fazer era tentar pegar a onda. E parecem ter apostado nos cavalos certos. Pelo menos os cavalos delas estão correndo.

Enquanto outros já foram sacrificados.

O mundo árabe vive seu terceiro ciclo de rupturas em menos de um século. Começou com a queda do Império Otomano ao final da Primeira Guerra Mundial (1914-18) e a formação de monarquias absolutistas patrocinadas pelo colonialismo.

Um modelo que entrou em colapso após a Segunda Guerra Mundial (1939-45) com a descolonização. Em boa parte dos países árabes os monarcas foram substituídos por oficiais nacionalistas, com tintas de socialismo. 

Agora a História faz a nova varrição. E quem vem por aí? A única força alternativa ali organizada e dotada de visão de mundo com começo, meio e fim: o Islã.

O mundo precisará conformar-se com a ascensão do Islã naquele pedaço. Na hipótese otimista, será um Islã democrático. Na pessimista, degenerará em novas tiranias, que conduzirão aqueles povos a novos fracassos.

Mas é um debate até certo ponto vazio de significado prático. O que tiver que ser, será. Isso foi bem compreendido pelos profissionais em Washington, Londres, Paris, Roma. 

Gente que por dever de ofício precisa prestar mais atenção à defesa dos seus interesses materiais do que às próprias idiossincrasias.


Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta sexta (21) no Correio Braziliense.



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15 Comentários:

Anonymous Swamoro Songhay disse...

Olha, o justiçamento do Khadafi, esmurrado pelas ruas, sangrando e depois aparecendo com um tiro na cabeça, não é nada a ser elogiado.

Se for verdadeiro o vídeo, este mostra que nada de mudanças aceitáveis podem ser esperadas muito cedo. Ou talvez, nunca.

A Líbia teria seu sistema jurídico, ou algo assemelhado que pudesse detê-lo e julgá-lo. Se fosse o caso, entregá-lo às cortes internacionais.

Não está-se comentando aqui se a vingança seria ou não mais adequada. Comenta-se ser claro que vingança não resolve nada. Linchamento, idem.

Mas, quem estaria falando em eliminar o poder supremo de uma só pessoa sobre o país, não poderia simplesmente justiçar, linchar uma pessoa por mais culpada que esta fosse.

Está-se falando de civilização. Algo que está ausente na boca de boquirrotos, armados, perigosos e sem cérebro.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011 15:31:00 BRST  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

Bem, no caso da Síria, jamais as potências vão mover uma escalada.

E no caso do mandatário do citado país, ele pode ter, na verdade, um monte de amigos da onça.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011 15:35:00 BRST  
Anonymous Vinicius Resende disse...

muito legal alon. seus melhores posts sao sobre historia. verdadeira curticao...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011 18:19:00 BRST  
Anonymous Paulo disse...

"A próxima parada do trem é na estação de Damasco, se a composição não acabar desviada para o Iêmen. Mas a ordem das estações é o de menos."
Muito em breve, esta trem vai parar na estação de Brasília.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011 19:01:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Se isso for manifestação de "democracia", Deus me livre!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011 22:21:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
O seu texto é muito bom. Eu não diria irretocável, porque acho o final dele meio problemático. Para você é irrelevante discutir o futuro da revolução árabe, ou mais especificamente da revolução Líbia, se otimista ou pessimista. Em comentário que enviei quinta-feira, 10/02/2011 às 13h35min00s BRST, para seu post "O nó egípcio" de quinta-feira, 10/02/201102, eu utilizando o vídeo que se pode ver no You Tube no endereço: watch?v=JbkSRLYSojo que mostra a evolução da humanidade representada pela riqueza dos países e a expectativa de vida e tendo em vista o regresso que foi para a União Soviética e para os países satélites a rebelião de há quase 20 anos que só agora começa a levar os países do antigo bloco soviético às condições anteriores, dizia que torcia para Hosni Mubarak, ainda que eu fosse anti potência hegemônica, isto é, anti americano e Muhammad Hosni Said Mubarak um pro americano. Torcia porque imaginava o que vinte anos de atraso pode representar para o Egito.
Então é isso, o que mais importa para a Líbia é o futuro dela. Entre um futuro de um crescimento exorbitante na ditadura e um futuro de crescimento medíocre (no sentido de mediano) na democracia, eu prefiro o futuro democrático. A questão ao que me parece é que o mundo islâmico é muito refratário ao crescimento econômico porque ele é contra o Estado, o juro e a carga tributária que constituem em três elementos fundamentais ao êxito econômico no sistema capitalista.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 22/10/2011

sábado, 22 de outubro de 2011 10:06:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
A análise do que ocorreu a Muammar al-Gaddafi nunca será compreendida. A revolta árabe embora possa ser comparada com o que houve na América do Sul nos últimos 15 anos, é de uma natureza bem distinta. Na America do Sul houve mais uma revolta popular para uma realidade econômica ruim. No mundo árabe há ditaduras e houve a grave crise na Europa a partir de 2008 e houve o espraiamento da crise européia ao sul do Mediterrâneo. E há a religião islâmica conduzindo a revolta árabe que no caso líbio se transformou em uma verdadeira revolução.
A habilidade em fugir do perigo permitiu que na América do Sul o término das revoltas não fosse tão trágico. Na Venezuela, Equador, Bolívia, no Peru e na própria Argentina houve melhor sorte para os governantes anteriores. A melhor sorte teve Fernando de la Rúa (Renunciou à presidência em 21/12/2001) na Argentina. Alberto Fujimori (Que pediu asilo no Japão em 2000 quando ainda era presidente durante viagem que realizava fora do Peru) no Peru vai ser o mais difícil de ser avaliado. Gonzalo Sánchez de Lozada Bustamante (Que se asilou nos Estados Unidos depois que foi deposto em 2003 no segundo ano de governo) na Bolívia sempre pareceu-me alguém fora da realidade em que tentou atuar políticamente. Na Venezuela, o problema ocorreu no segundo governo de Carlos Andrés Pérez Rodríguez que sofreu impeachment em 1993. O Congresso venezuelano designou Ramón José Velásquez Mujica para completar o mandato de Carlos Andrés Pérez Rodríguez. E ainda houve lá um mandato completo de Rafael Caldera Rodrigues e desde 1999 surgiu Hugo Chavez.
O caso do Equador é mais complicado. O último governante foi Luis Alfredo Palacio Gonzales Hureira que entregou o poder para Rafael Correa, mas nos anos anteriores o Equador passou por crise sem fim. Lucio Edwin Gutiérrez Borbúa teve que se exilar no Brasil. Gustavo Noboa Bejarano que posteriormente ao mandato foi obrigado a asilar na República Dominicana. E Jamil Mahuad que foi presidente de 1998 a 2000 e em 9 de janeiro de 2000 decretou como solução improvisada a adoção do dólar americano, foi deposto por uma rebelião militar-indígena. A ressaltar que a utilização de moeda estrangeira é sempre uma política de interesse da elite contra as forças populares, mas como a dolarização da economia equatoriana ocorreu em um período em que o dólar estava forte, e o petróleo barato, a economia equatoriana tem beneficiado bastante da dolarização. O grande problema será no futuro quando o dólar valorizar e a economia equatoriana tiver problema no Balanço de Pagamentos. É torcer para que eles enriqueçam depressa de modo a permitir que a valorização do dólar ocorra no momento em que a economia equatoriana já suporte essa valorização e eles possam adotar uma nova moeda sem precisar de inflação. E deve-se lembrar ainda que Jamil Mahuad como deputado participou ativamente dos protestos que exigiam a deposição do presidente da República Abdala Bucaram (Assumiu em 10/08/1996 e foi deposto em 06/02/1997).
E não foram de tudo pacíficas as revoltas na América Latina. Houve mortes como no Caracazo em Caracas. O que diferenciou foi a aceitação da deposição por forças que é bom que se diga nem sempre eram antagônicas. Nem sempre houve deposição, mas simples renúncia de Fernando de la Rua na Argentina.
No mundo árabe houve a religião desempenhando um papel um tanto desconhecido. E é preciso avaliar se a deposição de Saddam Hussein totalmente enfraquecido não foi um sinal para a população de que eles tinham muito mais força do que imaginavam. Se foi isso George Walker Bush, o filho, ficará na história como o grande libertador do mundo árabe. E a permanência da guerra no Afeganistão será que não está mostrando ao mundo muçulmano que eles são muito menos fracos do que parecem? Ou o próprio atentado do 11 de setembro será que não deu uma auto confiança aos muçulmanos que eles ainda não tinham?
Clever Mendes de Oliveira
BH, 22/10/2011

sábado, 22 de outubro de 2011 18:03:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
Admirei na revolta contra Muammar al-Gaddafi, agora Revolução Líbia, a participação de milhares de jovens como guerreiros enfrentando desabridamente todos as intempéries de uma guerra civil. Não será pela forma como morreu Muammar al-Gaddafi que eles serão julgados pelos deles, mas pelo que eles conseguiram realizar. E eles realizaram uma proeza, por menor que o fim de Muammar al-Gaddafi pudesse revelar o que ele era de fato. Os que sobreviveram serão heróis e os que morreram serão mártires.
Aliás, mesmo o tamanho de Muammar al-Gaddafi não poderá ser avaliado pela morte dele. No caso semelhante que foi o fim de Saddan Hussein, o modo como ele foi caçado e encontrado como um rato e por estrangeiros, não conseguirá apagar que o Iraque deve muito a ele a unicidade territorial que possui.
Conhecendo uma realidade apenas de fora e muitas vezes de longe, a avaliação sobre as lideranças nacionais que existem no mundo não é feita de forma precisa pelos estrangeiros. Como eu já devo ter dito em algum lugar eu admirava Muammar al-Gaddafi. Mesmo no início da revolta eu torci para Muammar al-Gaddafi, muito mais do que torcia por Muhammad Hosni Said Mubarak. Torcia muito com base no meu antiamericanismo, mas torcia para o mesmo Muammar al-Gaddafi do discurso de Nelson Mandela em 1999 de agradecimento pelo que o líder líbio fez pelos sulafricanos contra o regime do apartheid. Penso que seria o mesmo que alguém na África admirar Ernesto Geisel por ter enviado tropas para assegurar o regime do MPLA.
Você lembrou no seu post da situação parecida enfrentada por Nicolae Ceaucescu. Eu lembrei aqui de Ernesto Geisel e destaco que os golpistas de 1964 entregaram o país com a Anistia e uma dívida de 100 bilhões de dólares. Há uma particularidade em Nicolae Ceaucescu sobre a qual eu lembrei junto ao post “Teste de musculatura” quarta-feira, 16/02/2011 e que consiste no fato de que ele foi derrubado do poder logo após pagar a dívida externa da Romênia. De longe dos três países não se consegue avaliar exatamente o que eles fizeram.
Não creio que qualquer um dos três tenha participado de tortura. Não sei na Romênia, mas no Brasil e na Líbia com o nível de conhecimento que temos sabemos que pessoas subordinadas aos dois ditadores torturaram. Foram então ditadores e no governo deles houve tortura. Ainda assim somos benevolentes no julgamento que fazemos dos ditadores, às vezes por conhecermos de menos outras vezes até por conhecermos de mais. Admirei no governo de Ernesto Geisel a política getulista que ele adotava, estranhamente não o admirava pela política antiamericana do governo dele. Aliás, torcia mais para James Carter do que para Ernesto Geisel. E quando comparo Ernesto Geisel da corrente getulista com o governo de João Figueiredo um descendente da revolta paulista de 32 eu gosto de lembrar que com Ernesto Geisel a carga tributária foi elevada de 24% para 27%, enquanto no governo de João Figueiredo a carga tributária caiu de 27% para 24%. E admirei mais Ernesto Geisel quando a entrevista que ele dera a Folha de S. Paulo fora publicada logo após a morte dele em 12/09/1996. Na época Fernando Henrique Cardoso com o desemprego subindo andava saltitante dizendo loas à Globalização. Na entrevista Ernesto Geisel explicava porque não fizera uma política recessionista para enfrentar o estrangulamento externo que a elevação dos preços do petróleo causava à economia brasileira. Para Ernesto Geisel ele queria evitar o desemprego que é a pior desgraça que pode ocorrer em uma nação.
De todo modo, a admiração por Ernesto Geisel ali na entrevista não depunha tanto contra mim, pois ocorrera muito tempo depois da ditadura, mas serve para mostrar o quão ruim é a nossa avaliação de lideranças, quando fazemos a avaliação por atos isolados.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 22/10/2011

sábado, 22 de outubro de 2011 19:49:00 BRST  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

Clever Mendes de Oliveira
BH, 22/10/2011.

Um reparo, se permite. Os atentados de 11 de setembro foram estultices. Não resolveram absolutamente nada e nada conseguiram mostrar. Exceto a violência mais idiota. Além de ajudarem a aumentar preconceitos contra o Oriente Médio e seus povos.

Outro reparo. No trecho onde, em seu comentário, fala-se em "saltitantes pela globalização", interessante notar que os "revolucionários nacionalistas", "anti-globalização", em várias partes do mundo, dependeram e dependem exatamente da globalização para perpetuarem-se no poder. Por si ou por prepostos. Isso porque foram e são fornecedores de matérias-primas e de mercados propícios e lucrativos aos investimentos estrangeiros. Estes, demonizados em discursos, porém, estimulados e aprofundados na prática.

Nesses contextos, o acontecido com os líbios sob Khadafi e o acontecido com Khadafi sob os líbios, foram barbáries dispensáveis. E isso deixa dúvidas importantes sobre o futuro da Líbia, em termos de bem-estar. E piores expectativas em termos de liberdades.

Além do que, a Líbia tem sérios problemas com água. As fontes de água potável são escassas. E as poucas, estão sendo prejudicadas pelo desperdício e má conservação. Além do que não há reposição natural dos mananciais hoje utilizados.

Assim, antes, demagogos "nacionalistas", da AL, África e OM, endeusavam Khadafi mais pelos recursos que ele poderia investir em seus países. E importar de suas produções internas. Pouco tinham a ver com as teorias expressas no Livro Verde de Khadafi. Difícil crer que Lula, Chávez, Correa, Evo Morales, Fidel Castro, Kirchner, Mugabe...tenham lido as teorias da "terceira via" de Khadafi, interessados em aplicar algo nas terras que pensam ser seus feudos. Primeiro, porque cada um deles tem seu próprio "livro verde". E também, em primeiro, gostam do culto à personalidade.

Por fim, não é difícil crer que gostariam, mesmo, que Khadafi desaparecesse. Para diminuir a concorrência dos boquirrotos e salvacionistas.
Tanto que as reações de todos eles sobre o desaparecimento de Khadafi, foram pífias e protocolares. Não que pudessem fazer algo a mais, se quisessem. Mas, ao menos, poderiam negociar com os revoltosos e oferecer-lhe asilo.

domingo, 23 de outubro de 2011 10:52:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Swamoro Songhay (domingo, 23/10/2011 às 10h52min00s BRST)
Sua avaliação sobre a estultice dos atentados de 11/09/2001 talvez esteja correta. Para mim, os atentados conseguiram roubar a data do golpe de 11 de setembro no Chile. E não foi só a data que a esquerda perdeu desde então. No Irã, após 11/09/2001, embora o país tenha ficado mais anti-americano, ele ficou mais religioso e, portanto, menos de esquerda, principalmente quando se trata de uma religião fundamentalista. A luta do Egito no século XXI foi não cair em mãos islâmicas. Na Argélia, que a guerra anticolonialista levou para a esquerda, cresce a tendência de o país vir a se tornar uma república islâmica. É claro que se pode pensar que esse processo de islamização do oriente médio e países da África e da Ásia era anterior ao 11/09/2011 e o atentado de 11/09/2001 serviu até para cortar o impulso do movimento. Só um estudo profundo para permitir escolher o mais provável. Agora para eles é indiferente o fato de o preconceito contra o Oriente Médio ter aumentado. Exceção aqui para Al Jazeera, que preferiria a redução do preconceito.
Bem, em meu comentário de domingo, 23/10/2011 às 10h52min00s BRST ao dizer que:
“Na época Fernando Henrique Cardoso com o desemprego subindo andava saltitante dizendo loas à Globalização”,
Eu procurei evitar uma discussão mais detalhada da Globalização e da declaração de Fernando Henrique Cardoso. Para mim, a Globalização de que Fernando Henrique Cardoso pretendia falar dizia respeito à idéia marxista de intensificação e espraiamento do capitalismo antes da superação. A Globalização de que se ouvia e lia na mídia difundida pelos teóricos de um novo mundo e que Fernando Henrique Cardoso, por mania de incorporar rapidamente no discurso dele qualquer moda do norte, permitia a repercussão, era a mesma globalização a que se referiu John Kenneth Galbraith em entrevista concedida a Enio Carreto no Corriere della Será e que foi publicada na Folha de S. Paulo de 02/11/1997, diante de questão de Enio Carreto que queria saber se “as reações em cadeia não seriam também um efeito da globalização?”
E a resposta de John Kenneth Galbraith foi:
“Galbraith – Globalização é um termo que eu não uso. Não é um conceito sério. Nós, os americanos, o inventamos para dissimular nossa política de entrada econômica nos outros países. E para tornar respeitáveis os movimentos especulativos de capital, que sempre são causa de graves problemas”.
Fernando Henrique Cardoso poderia até está falando da Globalização marxista, mas a que imperava nos textos da mídia naquela época era a Globalização que para John Kenneth Galbraith não fazia sentido.
Agora se você se refere ao Muammar al-Gaddafi como “revolucionário nacionalista” e acrescenta que os “revolucionários nacionalistas” dependiam da Globalização que John Kenneth Galbraith chamava de imperialismo, e que significava o enfraquecimento do islamismo para perpetuar o poder dos “revolucionários nacionalistas”, eu penso que você tem razão.
Sim, concordo com você que foi barbárie a morte de Muammar al-Gaddafi, mas o Ocidente está sendo hipócrita em não equiparar como tal a morte de Muammar al-Gaddafi se esta morte tivesse ocorrido pelo bombardeio da OTAN, ou como barbárie a morte de Osama Bin Laden. Eu não saberia dizer é se há barbárie dispensáveis e barbáries indispensáveis. E o futuro da Líbia é duvidoso, mas não me parece que esta dúvida possa residir na barbárie cometida contra Muammar al-Gaddafi.
Em meu comentário de sábado, 22/10/2011 às 19h49min00s BRST, para dizer que Muammar al-Gaddafi tinha várias faces eu fiz menção ao discurso de Nelson Mandela em 1999 de agradecimento pelo que o líder líbio fez pelos sulafricanos contra o regime do apartheid. Você se refere ao Muammar al-Gaddafi dos demagogos “nacionalistas” e eu concordo com você. Afinal, nunca ouvi falar de uma liderança que não tenha sido demagoga “nacionalista”.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 24/10/2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011 08:42:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
Na manhã de sexta-feira, 21/10/2011, o que mais me chamou a atenção não foi o seu post, mas uma leitura que eu fiz em seu Twitter. De lá tirei naquele dia por volta de 07:50, o seguinte comentário:
"AlonFe @WillianFagiolo Como eu disse p vc, cleptocracia costuma acabar em sangue...
18 hours ago reply retweet favorite"

A minha atenção foi para com essa facilidade de julgamento sobre a corrupção dos governantes. Já critiquei bastante a inconsistência dessas acusações. Vale ver sobre isso um comentário meu para Alberto099 que eu enviei quinta-feira, 25/08/2011 às 13h56min00s BRT junto ao seu post "A equilibrista" de domingo, 21/08/2011.
Bem, você lembrou de Nicolae Ceaucescu e eu de Ernesto Geisel. Fiz há um mês, quinta-feira, 22/09/2011 às 19:36, um comentário junto ao post "Diretor da Al Jazeera entrega o cargo" de quinta-feira, 22/09/2011 às 17:43 no blog de Luis Nassif no seguinte endereço:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/diretor-da-al-jazeera-entrega-o-cargo
Lá eu lembrava de post anterior com comentário meu precisando corrigir informação que eu redigira de que os fundos líbios no exterior alcançavam 50 bilhões de dólares. Na verdade eram 150 bilhões de dólares. No post anterior em meu comentário, eu comparava a situação da Líbia governada por um cleptocrata pelos que assim se referem ao ex-ditador líbio Muammar al-Gaddafi e a situação de Minas Gerais que sempre foi governada segundo se lê na nossa imprensa pelos nossos filhos probos, salvo um governante menos admirado. E a dívida pública de Minas Gerais é de mais de 60 bilhões de reais.
A capa da revista Veja da edição 2240 de 26/10/2011 é exatamente sobre a corrupção. O título é "Dez motivos para se indignar com a corrupção". O título é muito bom. Os motivos que a revista apresenta não são esclarecedores. E pior, decorrem de um número fictício. 85 bilhões de reais seriam o total surrupiado pelos corruptos brasileiros no último ano. Para um PIB de quase 4 trilhões de dólares e um gasto público em torno de 40% do PIB, a revista Veja estimou a corrupção em 5% dos gastos públicos. É um cálculo aleatório e provavelmente a corrupção deve ser um valor bem inferior a menos da metade deste apresentado pela revista. O que importa é que uma revista deveria ter consciência do seu poder informativo e ser mais cuidadosa no repasse de informações. Crítica que deveria ser extensiva a todos que militam na atividade de informar.
Enfim, penso que a classificação de Muammar al-Gaddafi que aparece no seu Twitter é fácil de ser feita, como poderia ser feita para Nicolae Ceaucescu ou para outro líder com menos reconhecimento internacional, mas sem a mesmo azar dos outros dois ditadores, como, por exemplo, para Ernesto Geisel, mas não diz muito do que realmente ocorreu na Líbia nem do que ocorrera na Romênia nem no Brasil.
A acusação feita a ditadores brasileiros, árabes ou de outros lugares de corruptos é pratica que eu condeno, principalmente quando vem dos meios de comunicação. Pior do que corruptos – o que está ainda a provar – eles foram ditadores, intentaram contra uma democracia e eram o topo de uma estrutura que apresentava no meio grupos de torturadores. Anistiados ou não esses foram os crimes pelos quais deveriam ser acusados.
E vejo ainda mais atraso quando a acusação de corrupto é dirigida a democratas como Fernando Henrique Cardoso, Lula e José Sarney. Agora a participação em passeatas contra a corrupção é ato de mártir em ditaduras. Em países democráticos é desconhecimento, mas é uma bem vinda indignação. Não vejo mal em insuflar a população a se indignar com a corrupção, o que é muito fácil de ser feito em uma democracia, mas ao fazer isso seria bom se se apegasse aos fatos.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 24/10/2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011 14:11:00 BRST  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

Clever Mendes de Oliveira
BH, 24/10/2011.

No caso, dá para reafirmar que, não fosse a globalização, em qualquer grau, desde que signifique dar azo e projeção a mercados, não teriam espaço algum essa leva de aprendizes de feiticeiros terceiro-mundistas.
Não fosse a projeção trazida pela sua maior exposição, quase que em tempo real, ninguém tomaria conhecimento de sua existência.
Exceto, talvez, quando passeassem de limousines por capitais de países centrais.

Já, a morte de Khadafi, da forma que ocorreu, ou por qualquer outra, como explodido por um míssil, seria estultice da mesma forma.
O que deve ser ressaltado, porém, é que a exposição para verdadeiras romarias em torno do corpo, não depõe a favor dos novos dirigentes da Líbia.

Outro aspecto. Difícil que o Islã não fosse uma força proeminente em países do OM e Norte da África. Tanto na revolta, como na transição e na formatação de um novo regime.
Como a globalização irá tratar com isso, depende da sabedoria política.
De todo modo, os aprendizes de feiticeiros terceiro-mundistas, devem retrair o facho, caso não tenham nada melhor a mostrar do que ranger de dentes lamuriosos, como são mestres em realizar.
A melhor causa é a sabedoria política e o silêncio é ouro.
Deveriam cuidar melhor das coisas de seus países, e dos cofres destes com fé republicana e democrática, do que ficar querendo palpitar em assuntos sobre os quais não têm o menor espaço de influência. E muito menos condições de ensinar coisas como "nova governança global".

segunda-feira, 24 de outubro de 2011 17:44:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Swamoro Songhay (segunda-feira, 24/10/2011 às 17h44min00s BRST),
No início do seu comentário você trabalha o termo globalização segundo a abordagem de Theodore Levitt. Transcrevo a seguir a apresentação do The McKinsey Quarterly do verão de 84 do artigo “The globalization of markets” que saíra no Harward Business Review de Maio Junho de1983:
“The worldwide success of a growing list of products that have become household names is evidence that consumers the world over, despite deep-rooted cultural differences, are becoming more and more alike - or, as the author puts it, "homogenized." In consequence, he contends, the traditional MNC's strategy of tailoring its products to the needs of multiple markets may put it at a severe disadvantage vis-a-vis competitors who apply marketing imagination to the task of developing advanced, functional, reliable standardized products, at the right price, on a global scale.”
Não creio que se possa atribuir à produção mais barata e em escala global o surgimento ou o vigor seja dos “revolucionários nacionalistas", "anti-globalização” segundo as expressões que você usou no seu comentário de domingo, 23/10/2011 às 10h52min00s BRST ou seja dessa “ leva de aprendizes de feiticeiros terceiro-mundistas“ conforme você empregou no seu comentário de segunda-feira, 24/10/2011 às 17h44min00s BRST.
A grande mudança na economia mundial – mudança que pode ter como marco o ano de 1973 com o acordo Whashington Pequim – foi a introdução da China, principalmente a partir de 1980, como um grande fornecedor mundial de produtos industrializados. Ocorre que tanto antes como depois desse marco surgiram e se fortaleceram sejam “revolucionários nacionalistas" (Na verdade esses surgiram menos depois que a China mostrou que há que ser nacionalista, há que ser revolucionário, mas não se deve ser revolucionário nacionalista) seja “essa leva de aprendizes de feiticeiros terceiro-mundistas“ (Esses talvez têm aumentado a começar do pregador de Indianapolis (talvez não tão terceiro mundista assim) James Warren Jones, também conhecido como Jim Jones, que em Jonestown, na Guiana inglesa, em 18/11/1978, levou ao suicídio cerca de 912 seguidores).
Chamar a forma da morte de Muammar al-Gaddafi de estultice, como você faz neste comentário de segunda-feira, 24/10/2011 às 17h44min00s BRST, parece-me semelhante a chamar de estultice os atentados do 11/09/2001 como você fizera no seu comentário de domingo, 23/10/2011 às 10h52min00s BRST e com o qual eu concordei, mas isso em nada revela o futuro que, como se diria, descortina-se à sua frente.
E penso que os revolucionários líbios de agora, e eles já podem ser chamados de revolucionários, ainda que me pareça que a nova ordem que eles vão trazer seja o velho islamismo, ou como você os chama – novos dirigentes da Líbia – não estão preocupados ”que a exposição para verdadeiras romarias em torno do corpo” de Muammar al-Gaddafi não venha a depor a favor deles. É como disse alguém alhures: uma revolução não é uma festa de aniversário.
Bem, sobre o que eu disse acima de os revolucionários líbios serem portadores de uma nova ordem ou não o serem, vale a transcrição do trecho a seguir retirado da Introdução, página 23/24, da 2ª edição do livro “Como a picaretagem dominou o mundo” de Francis Wheen, editado pela Editora Record em 2007:
“Nossa história começa há um quarto de século, em 1979, quando o aiatolá Khomeini inaugurou um projeto islâmico de fazer o tempo retroceder à época medieval, e Margaret Thatcher - que posava de discípula do gigante iluminista Adam Smith - dispôs-se a restabelecer os “Valores vitorianos”. Nenhum dos dois teria ousado imaginar o sucesso que alcançaria”.
Para não exceder os pouco mais de 4000 caracteres permitidos deixo para dizer mais algumas palavras no próximo comentário.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 27/10/2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011 14:11:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Swamoro Songhay (segunda-feira, 24/10/2011 às 17h44min00s BRST),
E para concluir lembro que em meu entendimento ao você dizer que vai depender da sabedoria política a forma como a globalização vai tratar do ressurgimento do islamismos em países do OM e do Norte da África, você deu a entender que o sentido de globalização que você utiliza dando ao termo capacidade de ação aproxima do mesmo entendimento que John Kenneth Galbraith deu ao termo: o velho e conhecido imperialismo tal qual eu mencionara em meu comentário de segunda-feira, 24/10/2011 às 17h44min00s BRST.
E acrescento que também não vejo como muito produtivo o seu conselho para que “os aprendizes de feiticeiros terceiro-mundistas” devessem “cuidar melhor das coisas de seus países, e dos cofres destes com fé republicana e democrática”, afinal mesmo os mais de 150 bilhões de dólares dos fundos líbios de nada adiantaram a Muammar al-Gaddafi, uma vez que a decisão sobre se agem com fé republicana e democrática não cabe a eles.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 27/10/2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011 14:18:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
Ao ler seu post fui tentado a dizer que não estava gostando dele. E logo no início, quando você diz: “Ou Dilma Rousseff promove alguma reengenharia nos ministérios ou irá de crise em crise . . . Sempre esperando pela próxima explosão”, eu me lembrei de Hélio Jaguaribe que Darcy Ribeiro apropriadamente apelidou de “O profeta do caos”.
E continuando na leitura do que não me pareciam avaliações corretas, pensei em indicar aqui o post “O custo de um estilo” de terça-feira, 08/02/2011 aqui do seu blog. Lá eu discorro sobre a pouca relevância que eu vejo em um chefe de executivo para alterar o rumo da marcha da administração pública. Há circunstâncias excepcionais que podem dar a aparência de grandes transformações. O câmbio quando Lula assumiu em janeiro de 2003, de quase 3,5 e o câmbio que ele entregou em janeiro de 2011 de cerca de 1,6 dá a impressão de se tratar de dois países diferentes. Nunca dantes em oito anos houve uma transformação assim e provavelmente não mais ocorrerá. E há que reconhecer que muito do que Lula fez foi decorrente do câmbio de 3,5 enquanto muito do que Dilma Rousseff deixará de fazer é em decorrência do câmbio de 1,6 do início do governo dela. E ia reforçar a idéia da pouca importância do governante trazendo outros posts mais recentes onde eu reprisava o mesmo argumento do post “O custo de um estilo”.
Antes porém, eu chego ao parágrafo em que você diz:
“Há alguma lógica nisso, pois Dilma opera a reconcentração de poder numa Esplanada que recebeu pulverizada. E Dilma não é Lula. Não tem a perícia do antecessor na comunicação”.
Vejo então que não há como eu não dizer que acho seu post muito bom. E para reforçar o que você disse neste parágrafo, vou transcrever a parte inicial de um comentário que eu enviei terça-feira, 13/09/2011 às 22h27min00s BRT para junto do post “Dança com dois pares” de sexta-feira, 26/08/2011 também aqui no seu blog. Segue assim a transcrição:
“O que eu tinha imaginado ser uma trilogia, conforme comentário que eu fiz no post “A equilibrista” de domingo, 21/08/2011, o segundo da série e o reprisei junto ao post “Dificuldades na oposição” de segunda-feira, 22/08/2011, o terceiro, nela incluindo o primeiro post “O perdedor” de sexta-feira, 19/08/2011, transformou-se em uma quadra com este post “Dança com dois pares” (26/08) de sexta-feira, 26/08/2011.
Se em todos três primeiros você me pareceu benevolente com a Dilma Rousseff, aqui em “Dança com dois pares” eu considero que você exagerou. E exagero que nunca poderá ser constatado ou desmetido, pois por mais excepcional ou fraca que seja a presidenta Dilma Rousseff ao fim e ao cabo o efeito na essência do país será pequeno, sendo as mudanças ocorridas mais determinadas pelas circunstâncias. Sobre isso eu já me estendi junto ao post “O custo de um estilo” de terça-feira, 08/02/2011. Vale para visualizar melhor a desimportância do governante comparativamente à importância das circunstância trazer para debate a situação da Itália.”

O que eu tinha a falar sobre a Itália está lá no post “Dança com dois pares”. Chamo atenção só para a coincidência de em um mesmo dia, 13/09/2011 e em um mesmo jornal, Valor Econômico”, terem saído tantos artigos confirmando meus velhos argumentos.
E sobre este seu post “Em pleno vôo” de quinta-feira, 27/10/2011, vale lembrar que depois de todas as mudanças, o governo de Dilma Rousseff continua na mesma marcha batida. Talvez até devesse analisar a questão das ONGs, mas parece que a mudança é suficiente para ela continuar subindo de popularidade a cada mudança atendendo as pressões da mídia. Para os ministros que caem o custo tem sido enorme, se a intenção deles fosse mais se beneficiar do que beneficiar a Dilma Rousseff.
Para a Dilma Rousseff o custo me parece muito baixo.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 27/10/2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011 21:57:00 BRST  

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