domingo, 31 de julho de 2011

Farsa intelectual (31/07)


A guerra pelo spot de vítima tem base lógica, porque o multiculturalismo para todos seria, no limite, completamente disfuncional. Para a sobrevivência de alguma civilização, uns precisariam ter mais direito ao multiculturalismo que outros

Os atentados na Noruega deram um gás ao debate sobre o multiculturalismo. O conceito propõe validar as diversas culturas no mesmo nível, rejeitar a ideia de umas estarem acima de outras.

E portanto rejeitar a prerrogativa de umas imporem normas e restrições a outras.

Em geral a crítica ao multiculturalismo é "ocidentecentrada". Uma forma extrema foram os terríveis atentados de Oslo. O maluco -no grau em que ainda for diagnosticado- imbuiu-se da missão de guerrear contra a presença islâmica na Europa.

Um parêntese. Não é por o sujeito ser maluco que seus atos estão imunes à análise política. Aliás, sanidade mental nunca foi requisito para a atividade.

De volta. Agora na Noruega um sujeito decidiu pelo terror contra o multiculturalismo.

Ainda que o assassino possa recusar o rótulo. Dizer que é guerra, não terror. Nem é tão novidade assim. O terrorismo sempre encontra uma justificativa, uma maneira de apresentar-se legítimo.

De um lado e de outro, se for mesmo para dividir a coisa em dois lados antagônicos, como propôs a mente perturbada de Anders Behring Breivik.

Entrar na polêmica sobre o multiculturalismo é complexo. O debate costuma vir carregado de sentimento de culpa ocidental-cristão. Ou judaico-cristão.

Assim, as demais culturas e religiões ganham legitimidade adicional para se apresentar como formas de resistência.

No Brasil tolera-se que índios matem seus filhos portadores de deficiência. É olhado como traço cultural a respeitar. Porque são índios.

É capaz de o mesmo sujeito numa hora criticar, com razão, os governantes incapazes de providenciar acessibilidade e na outra defender o indígena cuja cultura autoriza matar crianças deficientes.

E se olhássemos os atos do maníaco de Oslo pelo ângulo do multiculturalismo? Ainda que apenas como exercício intelectual? A conclusão seria aterradora. Em vez de simplesmente condenar, estaríamos obrigados a “tentar entender”.

Condenados a “combater a origem do problema, e não suas manifestações" extremistas.

Assim como “tentamos entender”, ou tentávamos, o Exército Republicano Irlandês (IRA), o Pátria Basca e Liberdade (ETA). Ou o Hamas. Ou o Hezbollah. Ou a insurgência iraquiana. Ou o terror curdo contra a dominação turca.

Ou talvez o Unabomber.

Supostos motivos para o terrorismo sempre haverá, sempre será possível formulá-los, construí-los sobre os alicerces da vitimização.

Pode ser o Islã vitimizado diante de um Ocidente sedento de petróleo. Ou pode ser a Europa vitimizada por uma invasão bárbara.

Note-se que a posição de vítima, por essa linha, é fonte suficiente de legitimidade para praticar a violência não-estatal, para romper o monopólio estatal da violência. Daí a batalha por esse nicho, o do vitimizado.

É uma guerra central de nossa época. Se a vítima pode tudo, ser vítima confere uma vantagem insuperável.

O portador da insígnia dominará uma posição estratégica, autorizado a usar todo tipo de arma contra o inimigo. E sem a recíproca.

Essa disputa pelo spot de vítima tem base lógica, talvez na autodefesa da espécie, porque o multiculturalismo para todos seria, no limite, completamente disfuncional. Como se deduz do caso norueguês.

Para a sobrevivência de alguma civilização, uns precisariam ter mais direito ao multiculturalismo que outros. Ou, aí sim, viria a barbárie.

No multiculturalismo para todos, o assassino de Oslo deveria, na preliminar, receber a mesma carga de compreensão piedosa reservada, por exemplo, aos insurgentes iraquianos.

E em vez de condenação talvez merecesse concessões.

Idem os agentes iranianos que explodiram o centro comunitário judeu em Buenos Aires.

Eis por que o dito multiculturalismo é forte candidato a farsa intelectual.

Ou seria para todos ou para ninguém. Mas quem defendesse a primeira opção estaria obrigado, entre outras barbaridades, a sair em defesa do assassino de Oslo.


Coluna (Nas entrelinhas) publicada neste domingo (31) no Correio Braziliense.



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18 Comentários:

Anonymous Swamoro Songhay disse...

1) Esse caso do trabuqueiro xarope, ou melhor o próprio, merece o ostracismo. Maias nada. Já o ato, merece ser analisado à exaustão, para criar condições de prevenir e reprimir. Isso: reprimir.
2) Já a aceitação de que índios tenham o ato de matar filhos deficientes, tolerados, é um absurdo. Se são tutelados, a tutela não implica autorização para fazer o que bem entendem. Muito menos matar. E se matam, entendem. E matar é crime, não cultura. Aliás, são brasileiros e estariam matando crianças brasileiras. Se o multiculturalismo já é um caso complicado, envolvendo assassinatos, fica um embrulho indigesto.

sábado, 30 de julho de 2011 19:19:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

O extremista de direita Anders Behring Breivik pode ser tudo, menos maluco. Em geral, ataques terroristas atingem a população em geral, caso dos ataques de 11 de setembro, metrôs de Londres e Barcelona, etc. Quem perdeu a vida foram pessoas do povo, trabalhadores, gente como nós.
Se o extremista norueguês pensasse assim, e com base em seu ódio ao multiculturalismo, o lógico seria que o alvo dos ataques fossem negros e mulçumanos.
Mas, a ala jovem do Partido Trabalhista, de esquerda, foi o alvo dos ataques a tiros na Ilha de Utoeya. Quem sofreu os ataques foi a nova geração do partido, os futuros líderes da Noruega, partido esse que prega e incentiva o multiculturalismo em seu país. Quantos filhos de políticos noruegueses de esquerda foram mortos? Não tenho os dados.
Esse foi o primeiro ataque terrorista da história que atingiu, diretamente, em sua própria carne, uma elite dominante.
E você chama esse cara de maluco ?

domingo, 31 de julho de 2011 09:35:00 BRT  
Blogger Carlos Figueiredo disse...

Alon

Talvez o multiculturalismo se pensado de forma não tão radical, mas como uma maneira de convivermo com determinadas diferenças não seja válida? Nem todo mulçumano é terrorista, por exemplo. Acho que não devemos louvar qualquer ato terrorista, mas podemos estar dispostos a conversar com os setores mulçumanos dipostos a tal, por exemplo, buscando um consenso possível. Agora se pensando enquanto relativismo radical, tenho que concordar com você, é uma farsa intelectual.

domingo, 31 de julho de 2011 17:38:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Poderoso mesmo não é quem faz as regras, mas quem estabelece as exceções. O relativista tem complexo de Deus. Ele sai ditando regras e é claro ele mesmo faz as exceções. Na verdade o que ele quer é que sejamos todos seus escravos. Isso não é ideologia nem filosofia superior. É apenas um caso de asilo psiquiátrico.

domingo, 31 de julho de 2011 18:28:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

Entendi que o seu alvo no post é mostrar que o conceito de multiculturalismo, filho dileto do relativismo, carrega em si uma contradição lógica insuperável, o que você exemplificou muito bem no post.

O infanticídio é um fato histórico da cultura, portanto socialmente construído. A constatação positiva de qualquer pratica socialmente aceita em um coletivo humano não é suficiente para afirmar que o fato praticado [no caso o infanticídio], seja um bem em si naquele coletivo. Tanto não é que está empiricamente provado que nesses coletivos há indivíduos rebeldes que recusam a prática do infanticídio, preferindo contestar o status quo do grupo ao qual pertencem e escolher o mal menor de entregar os filhos condenados à morte a instituições ou a grupos externos ao coletivo indígena. Estes átomos rebeldes à boa totalização ética do infanticídio reconhecem, assim, a superioridade material de elementos externos ao mundo deles, e que efetivamente pode dar à criança condenada à morte alguma esperança de vida. Então, isso indica pelo menos duas coisas. A primeira, é que os nossos antropólogos relativistas examinam esses coletivos humanos com a lupa rousseauista da “boa physis”. Isto é, exatamente pela ótica e pela lógica autocentrada nos seus imensos egos. A segunda, é que o relativismo é uma das formas mais insidiosas do conservadorismo, pois quer fazer crer que tal pensamento é o suprassumo do libertarismo e do respeito aos diferentes.

domingo, 31 de julho de 2011 18:39:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

O caso do terrorista noruegês é distinto do caso do infanticídio indígena.

Eu não tenho dúvida que o terrorismo comporta uma patalogia. No caso, a paranoia. Esta é uma forma de demência caracterizada pelo excesso de racionalidade, pelo sentimento de onipotência que não encontra barreiras. Não digo que a paranoia seja a causa primeira do terrorismo, mas sim que ela é uma patologia subjacente à prática do terrorismo. Não há terrorismo “de direita” e “de esquerda”. A racionalidade terrorista não distingue ideologias. Serve a todas.

No relativismo terrorista o mundo está na iminência de descambar no mal absoluto. Neste estado de paranoia, o demente se autoconfere o monopólio da virtude. Assim, o piedoso visionário sonha no presente com um mundo futuro revigorado pelo calor vulcânico das bombas. Na visão do terrorista, a perversidade no ambiente entulha o caminho da virtude. Então, que se faça justiça...

O terrorismo é real e racional. Portanto, é preciso perguntar a respeito da razão terrorista. Como opera a racionalidade terrorista? É possível interrogar a razão terrorista a partir de uma outra razão? Eu penso que sim.

A tradição iluminsita, ou o pensamento das Luzes, que os relativistas de hoje denunciam como mais uma das formas de opressão da “razão ocidental”, nos legou a aposta de uma sociedade humana em regime democrático. Ou seja, penso que só é possível interrogar a razão terrorista, opor-se a ela, a partir da razão democrática e no Estado de Direito. Fora disso, estamos condenados à selvageria da lei do mais forte que rege soberana o estado de natureza.

domingo, 31 de julho de 2011 18:45:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Por acaso as leis que dão garantias aos indios brasileiros são expressão da cultura indígena?

domingo, 31 de julho de 2011 19:49:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

A questão da islamofobia, presente no discurso da ultradireita, foi alentado por Bush já logo após aos atentados de 11/09. O ideário neoliberal passa por delimitar o imigo, a ameaça, e fazer o jogo mítico mesclado com uma retórica endêmica na cabeça da sociedade.

Por outro lado, pese a islamofobia da ultradireita, o terrorista era norueguês, branco, matando a noruegueses, brancos. Não islâmico. Isso deixa em evidencia o descuido e a hipocrisia européia frente as políticas que apoiou (e continua apoiando) e os idearios que desde a Segunda Guerra não foi capaz de erradicar.

Danielle

domingo, 31 de julho de 2011 19:55:00 BRT  
Anonymous Orago disse...

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Trabalhando com as definições abaixo:
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MULTICULTURALISMO:
Prática de acomodar qualquer número de culturas distintas, numa única sociedade, sem preconceito ou

discriminação.
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TERRORISMO.
1. Sistema governamental que impõe, por meio de terror, os processos administrativos sem respeito aos

direitos e às regalias dos cidadãos.
2. Ato de violência contra um indivíduo ou uma comunidade.
3. Use of terror to achieve political goals
4. Definição no campo militar: tática de combate para expulsar invasor de maior poder militar da terra

pátria, com uso de atos de violência extrema atingindo militares e não militares invasores... Caracteriza a

existência de uma assimetria de poder militar entre o invasor e o combatente da resistência a invasão...
.
ETNOCENTRISMO ou no popular: RACISMO
1 Tendência do homem para menosprezar sociedades ou povos, cujos costumes divergem dos da sua própria

sociedade ou povo.
2 Disposição habitual de julgar povos ou grupos estrangeiros pelos padrões e práticas de sua própria

cultura ou grupo étnico.
.
RELATIVISMO
1.Doutrina segundo a qual a idéia de bem e de mal é variável conforme o tempo e a sociedade.
2.Belief that judgment and knowledge are dependent upon the particular individual and his environment.




---------

Trabalhando com estes conceitos, podemos formular conclusões (Data Venia,naturalmente...).
.
a. No caso dos iraquiados, afegãos... eles usam atos terroristas para lutar contra um invasor muito mais

forte...é uma tática de luta irregular contra adversário mais forte... como o chute-no-saco em luta de

rua...
.
b. Os EUA usam a justificativa de que os árabes acima usam o terror para obter
ganhos políticos... não consideram como combatentes regulares em situação muito inferior de poderio lutando

pela libertação de sua pátria...
.
c. O noruegues maluco é a vocalização do etnocentrismo... e quer que o seu país tenha apenas uma cultura: a

da etnia nativa... O Japão é um caso similar...
.
O norueguês atacou o governo recem eleito, de esquerda, porque estava trabalhando o multiculturalismo...

que tem no seu eleitorado grupos etnicamente diferentes... O primeiro adolescente enterrado, vitima do

massacre na ilha, era uma menina iraquiana, e 18 anos, cuja família fugiu do Iraque para escapar a

"escalada do terror" naquele país...
.
d. A direita européia é etnocentrista (RACISTA) , aceita a vinda de outras culturas para uma espécie de

trabalho escravo (funções subalternas, empregos de segunda ou terceira categoria...). Com a crise

economica, estes empregos passam a valer a pena, PRINCIPALMENTE PORQUE AS DIFERENÇAS SALÁRIAIS SÃO

PEQUENAS... então, os imigrantes passaram a concorrentes e, agora, invasores...
.
e. Considerar tudo um caso de Relativismo (pessoal ou coletivo) é ser muito condescedente...
.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011 00:15:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

O multiculturalismo, nesse sentido de que todas as culturas são equivalentes, é absolutamente nojento.

No caso do infanticídio infantil, ainda somos capazes de achar alguns bitolados capazes de defender a prática. Afinal, não afeta seu mundinho de bem-pensante, já que defender assassinatos é uma prática costumaz dessa gente.

Mas temos outros exemplos de multiculturalismo que acabam com eles.
1) A prática de mutilação genital na África. Ninguém pode contestar que isso é uma prática cultural local. Mas isso ataca diretamente o direito das mulheres, daí o "povo bem-pensante" não aceita. Eu também não aceito, mas não sou hipócrita de colocar todas as culturas no mesmo patamar.
2) A escravidão. Ninguém pode negar que a escravidão foi uma prática culturalmente aceita por inúmeros povos (África inclusive) ao longo dos séculos. Tente portanto justificar a escravidão como parte de uma cultura legítima e que não há qualquer necessidade de desculpa ou reparação.

Acho que esses exemplos bastam para acabar com essa visão míope de que culturas se equivalem.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011 12:59:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Até onde se sabe, foi unânime, aqui e alhures, a condenação ao racional atentado (boa , Paulo Araújo!) do norueguês. Por sua vez, o Onze de Setembro obteve duas reações: por aqui, boa parte dos defensores do multiculturalismo imputou como causa da barbárie uma espécie de contra-ataque à opressão ocidental; por lá, além das comemorações, explícitas ou veladas, um sentido de ataque mesmo, ante a ameaça que os valores ocidentais representam ao islã. Por que tamanha diferença?

segunda-feira, 1 de agosto de 2011 13:33:00 BRT  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

Anônimo-domingo, 31 de julho de 2011 09h35min00s BRT. O sujeito é simplesmente um assassino. Ponto. Maluco ou não, pensador ou não, branco, cafuzo, mameluco, preto, negro, seja o que for, é um assassino. Difícil saber quantos pretos, índios, muçulmanos pretos, ou queimado de sol etc. ele encontraria para atentar. Quanto a ser maluco, uma coisa é certa: não deve cantar "Metamorfose Ambulante" ou "Maluco Beleza". Ao menos em Português. Todo o resto é tautológico.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011 17:06:00 BRT  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

Anônimo-domingo, 31 de julho de 2011 19h49min00s BRT. Fica claro que não. Ou a Constituição traria outro preceito que não o de tutela. A pergunta seria se, no preceito de tutela, o legislador quis refletir ou não costumes do tutelado. Se sim, por óbvio, assassinato de crianças não estaria coberto. Assassinato de crianças é assassinato. Não cultura.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011 17:13:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Seu texto tresloucou de vez por linhas torta. E dá-lhe indígena de novo. Mas, vamos supor que você apoie o sionismo. E ainda, vamos supor que você fosse um judeu britânico rico, num pós-guerra festenjando a paz merecida, hospedado no Hotel King David em Jerusalém, com as suas crinças mostrando-lhes pela primeira vez a Terra Prometida, e derepente, Bum! Tudo pelos ares. De sua família só você sobrevivesse. Pergunta: você iria odiar Menachem Begin, para sempre, ou você compreende-lo-ia como mais um herói do Multicuturalismo triunfante que agora passa a incluir você mesmo?
Ismar Curi

segunda-feira, 1 de agosto de 2011 21:53:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

Anônimo segunda-feira, 1 de agosto de 2011 13h33min00s BRT

O crédito dessa reflexão a respeito da racionalidade terrorista é originalmente do professor Roberto Romano: o "terrorismo que ainda não chegou ao poder de Estado". Ela está em um texto escrito na época do atentado terrorista às Torres Gêmeas nos EUA. Portanto, já bem antigo.

Em comentário anterior no blog, a respeito do terrorismo que até hoje é abençoado por muita gente como a política justiceira do "meu time contra o deles", citei o mesmo texto. Achei interessante trazer de novamente as ideias centrais do autor, mas agora contra o dito terrorismo "de direita". Enfim, concordo de longa data com o professor que a razão terrorista que não chegou ao poder é uma ameaça perigosa à democracia e ao Estado de Direito.

"O terror estatal mostra-se no horizonte do mundo inteiro, anunciando dias cinzas para
a humanidade. [No entanto], torna-se preciso também e sem concessões, discutir o terrorismo que ainda não chegou ao poder de Estado. Como opera a racionalidade terrorista? [...]. No caso terrorista, é preciso ter consciência de que se enfrenta uma certa razão, a partir de uma outra.

A Razão Terrorista

http://www.unicamp.br/ifch/romano/download/razao_terrorista.pdf

terça-feira, 2 de agosto de 2011 08:15:00 BRT  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

Danielle-domingo, 31 de julho de 2011 19h55min00s BRT.
Não funciona desse jeito. Da forma como colocado em seu comentário, parece que a Europa merece castigo seja por qual motivo seja. Isso equivaleria a que outros continentes, mereceriam algum tipo de castigo, por qualquer coisa que tivessem feito em priscas eras. Ora, isso é ideológico apenas. Com base nisso, alguém pode achar justo que haja conquista, guerra, fome e peste em qualquer lugar. Pois, se aconteceram, é porque alguém mereceu ou merece. Ou será que se o maluco assassino da Noruega, tivesse estraçalhado com negros muçulmanos, ou brancos muçulmanos, ou mesmo brasileiros, aos quais ele teria se referido preconceituosamente, estaria, assim, mais correto? É muito claro que não. O sujeito é um assassino. Não há o que possa justificar uma imbecilidade destas.

terça-feira, 2 de agosto de 2011 13:37:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

SWAMORO SONGHAY
(01/8/2011-17h13min)

Leia este trecho da Coluna do Alon:

"O conceito propõe validar as diversas culturas no mesmo nível, REJEITAR A IDEIA DE UMAS ESTAREM ACIMA DE OUTRAS.

Agora, de novo, o pequeno post(31 de julho 19h49min)

Por acaso as leis que dão garantias aos indios brasileiros são expressão da cultura indígena?

Perceba que o escrito é uma manifestação de concordância com o que diz o trecho. Entendo que algumas culturas estão, sim, acima de outras.
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PS Sr.Moderador, fique à vontade para melhorar meu texto. Escrever não é o meu forte. Mas eu ainda chego lá.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011 01:41:00 BRT  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

Desculpe, Anônimo-quarta-feira, 3 de agosto de 2011 01h41min00s BRT.
Não deu para conseguir captar o que seu comentário diz, em essência. Porém, o mesmo alertou para algo importante: a dificuldade do tema e a necessidade de tais temas serem debatidos às claras. E para ser às claras, nada melhor que o debate dar-se no Parlamento, lá onde cada brasileiro colocou, ou tentou, ao menos, colocar o seu representante. A arena mais vigiada do País. Mas, sempre é bom reforçar que multiculturalismo e relativismo, são pragas disformes. E que os índios brasileiros, não são nações. São brasileiros. E que cultura permissiva a assassinatos, seja de crianças, ou de outro ser humano, não é cultura. É incitação ao crime. E assassinato, no Brasil, é crime e não cultura. Tomara que tenha sido possível escrever algo claro.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011 18:44:00 BRT  

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