quinta-feira, 30 de junho de 2011

Bonde sem freio (30/06)

O governo sugere que a operação Pão de Açúcar-Carrefour permitirá colocar mais facilmente produtos brasileiros no exterior. Mas o varejo move-se por preços e margens, não pela nacionalidade dos fornecedores. É um argumento fraquíssimo

Há pelo menos um detalhe muito complicado na operação entre o Pão de Açúcar e o Carrefour. No que exatamente a concentração do varejo é boa para o país? Ou para os brasileiros? Alguém explica?

O dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social vem do trabalhador, diretamente ou por aportes do Tesouro, que se abastece com impostos pagos por quem trabalha e empreende.

O governo não produz poupança. O superávit primário é a face bonita do déficit nominal. Para capitalizar o BNDES o Tesouro precisa fazer dívida, tomar emprestado pagando a Selic, o dobro do que recebe do banco pelo dinheiro que repassa.

A operação entre o Pão de Açúcar e o Carrefour vai colocar um único grupo em posição dominante no varejo nacional. E se a base é expurgada dos pequenos e médios o grau de concentração revela-se ainda maior.

Monopólios podem impôr preços nas duas pontas: baixos para os fornecedores e altos para os consumidores.

Sem falar que consolidações assim sempre produzem demissões, em busca da elevação de produtividade.

O governo sugere que a operação permitirá colocar mais facilmente produtos brasileiros no exterior. Mas o varejo move-se por preços e margens, não pela nacionalidade dos fornecedores. Um argumento fraquíssimo.

É inimaginável que o grupo resultante da fusão se obrigue contratualmente a comprar certa proporção de mercadorias genuinamente brasileiras.

A articuladora política do governo manda dizer à base que não existe o dinheiro para pagar a quadra de esportes, o asfaltamento da avenida ou a construção da ponte colocada no orçamento por uma emendinha parlamentar, a vilã de sempre.

Tudo em nome do combate à inflação.

Mas enquanto regula nas migalhas o governo faz dívida pesada para financiar a juros subsidiados a concentração do varejo, uma operação duplamente inflacionária. Por aumentar a dívida pública e por reduzir a concorrência na ponta do comércio popular.

O capitalismo monopolista de estado no Brasil virou, literalmente, um bonde sem freio. No popular, uma festa sem limite e sem hora para acabar.

Seletivo

O Parlamento da Grécia aprovou o plano de austeridade do governo para tentar evitar a moratória. É um alívio para os mercados.

A Europa balança ao sabor das maiorias e minorias no Congresso em Atenas.

Este talvez seja o maior nó da unificação europeia. A moeda é única, mas os países continuam a definir soberanamente suas respectivas políticas fiscais. Um frankenstein.

É razoável que os alemães resistam a pagar a conta da farra grega. Ou de outra nacionalidade qualquer.

Ainda que o mercado comum seja ótimo para uma Alemanha fortemente industrializada e sempre em busca de mercado para seus produtos.

Mesmo que União Europeia sobreviva ao tsunami financeiro as tensões continuarão crescentes. A livre circulação de pessoas, por exemplo, acaba de receber um breque, diante do temor de ondas maciças de imigração árabe e africana.

Em certas situações, os países estarão autorizados a restabelecer os controles fronteiriços. Um retrocesso e tanto.

Costuma ser assim. Quando a coisa aperta, a primeira vítima é a livre circulação da mão de obra.

Já o capital...

Indiretas já

São crescentes as chances de qualquer reforma política eventualmente aprovada no Congresso precisar passar por um referendo popular.

Seria saudável. Uma demonstração de bom senso. Especialmente para as excelências que pretendem estabelecer o voto indireto para deputado e vereador. A turma das indiretas já.

Será um debate divertido. Se suas excelências permitirem o debate em rede nacional de rádio e televisão.

Quando se trata de abrir mão de direitos, o eleitor costuma ir na contramão da opinião pública, entendida como o pessoal que se crê proprietário da opinião do eleitor.

Um pessoal que costuma ter surpresas quando o eleitor, finalmente, é chamado a falar pela própria boca.

Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quinta (30) no Correio Braziliense.




youtube.com/blogdoalon

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12 Comentários:

Blogger pait disse...

Se os gregos derem calote, são os bancos alemães que ficam com o prejuízo. A Alemanha está defendendo seus poupadores com o pretexto de moralizar a austeridade. Emprestaram errado, receberam juros, agora deviam arcar com o prejuízo. Se fosse capitalismo. Uma farsa conservadora.

Por outro lado, banco de desenvolvimento, política industrial, essas coisas, sempre foram desculpa para concentrar capital e renda com dinheiro do trabalhador. Essa farsa é "de esquerda".

quinta-feira, 30 de junho de 2011 00:23:00 BRT  
Blogger Alberto099 disse...

Caro Alon, está quase tudo no seu texto, mas a distribuição das ênfases deveria ser outra, para dar a real dimensão do caso. Mais serio do que prejudicar a concorrência (o que também ocorre, claro), trata-se de uma operação típica de nosso “capitalismo de cumpadre”, onde o banco estatal entra para resgatar o Sr. Abílio Diniz de sua própria incompetência, ajudando nosso “player” a passar a perna em seu atual sócio francês (a rigor, precisaria conhecer bem os contratos entre as diversas empresas envolvidas para poder fazer essa afirmação, mas a existência de uma opção de compra pela Cassino do controle do pão de açúcar e o desejo de Abílio Diniz em renegociar o contrato, deixa pouca margem para que eu esteja errado). Lá na frente, quando provavelmente o Sr. Diniz quebrar a cara, a responsabilidade não será atribuída ao burocrata do BNDES que aprovou a operação, ou à presidenta que deu seu aval (segundo o jornal Valor Econômico de hoje), mas à ganância do empresário privado Sr. Abílio Diniz. Então, talvez passemos a acompanhar – na contramão dos tempos, mas no que parece ser uma sina desta América Latina –, os exemplos de Chavéz e do casal Kirchner na estatização de empresas. Essa idéia estapafúrdia do player nacional na copa do mundo empresarial é tipicamente desenvolvimentista, como nossa presidenta (que, como já falei em outros comentários, é transparente em suas convicções, mas normalmente opaca nas formas de que se utiliza para alcançá-las). O desenvolvimentismo é uma curiosa aliança ideológica entre um empresariado fraco e parasitário, que surge no Estado Novo, e uma esquerda marxista que se encontrava perdida em um país socialmente atrasado. A multinacional comandada por nossos empresários é nossa resposta à multinacional imperialista... não deixa de ser irônico que nossa esquerda produza aqui um capitalismo concebido por Kral Marx em eu momento mais infeliz, onde o Estado é visto como o comitê central da classe dominante. Nada de errado com a “lógica” da atitude do Sr. Abílio Diniz, mostra que é produto legítimo deste ambiente, e sabe ganhar (como você disse Alon, apenas ele ganha), jogando nos termos reconhecidos

quinta-feira, 30 de junho de 2011 11:46:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

Mansueto Almeida explica didaticamente que, ao contrário do que sugerem alguns, o BNDESpar não é uma empresa privada.

BNDESPar: recursos públicos ou privados?

"Ponto Chave: BNDESPar foi formado a partir de recursos públicos. Se a empresa fosse fechada e vendida hoje, todos os seus ativos seriam transferidos para o seu controlador, BNDES e, para o Tesouro Nacional. No entanto, alguns não entendem que os recursos do BNDESPar são públicos. Se não são, quem colocou a mão no meu dinheiro?"

http://mansueto.wordpress.com/2011/06/30/bndespar-recursos-publicos-ou-privados/

quinta-feira, 30 de junho de 2011 15:09:00 BRT  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

1) Poder-se-ia até dizer que o BNDES está financiando um oligopsônio, no caso dos supermercados. Outra forma de mercado imperfeito. Engraçado governistas dizerem que os recursos do BNDES não são públicos. Meia verdade ou meia mentira? Há o FAT e há a capitalização via Tesouro. Então...O governo deve achar que governa mais de 190 milhões de imbecis. Seria o caso de cair o ministério: estão transformando o Brasil em arena para o embate de grupos econômicos. Isso para quem vendia o Estado como o tudo e mais um pouco, não deixa de demonstrar a frouxidão de propósitos. Ou maneira explícita de mentira ser chamada de mentira.
2) Na questão da reforma, plebiscitos etc. o melhor seria pararem de querer reformar. Ou melhor, o que nem sequer sabem o que, como, quando. Talvez, um leve por quê. Assim, os estorvos votam por deixar para lá o inferno, pois, as boas intenções já foram empenhadas pelo BNDES.
3) Na Grécia, a crítica vai para cima da ganância dos ricos. Outras, vão para a gastança dos gregos. Outros, caem de pau na UE. Pois bem. Quem gostaria de receber seus direitos em dracmas?

quinta-feira, 30 de junho de 2011 17:51:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
Nao sou economista, mas atribuo parte das criiticas aa possiivel fusao do Pao de Acuucar com o Carrefour ao mau entendimento do sistema capitalista.
Ontem alguém disse que "o pais vai demorar muito para chegar no verdadeiro capitalismo". Quê verdadeiro capitalismo seria esse? Aquele em que os dominados assumem os poderes do Estado e o transformam em instrumento de combate aos poderosos?
Hoje o que mais se falou foi que "o capitalismo precisa da concorrência". Idéia dos economistas claassicos no século XVIII e XIX, mas sem valor para a realidade atual, pois foi justamente montando grandes conglomerados que os paiises conseguiram mais se desenvolver de forma capitalista.
O que se pode ver é se a operacao foi legal. A resposta a isso seraa dos nossos tribunais. Também caberia avaliar o resultado. Esse, entretanto, a Deus pertence, a menos que ele laa resolva fazer de tudo uma grande ruiina. E esperar para ver. E torcer também, sabendo que muitas vezes a resposta sô vem na eternidade.
PS: Desculpe-me o problema com os acentos.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 30/06/2011

quinta-feira, 30 de junho de 2011 20:11:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Para quem não entendeu "Kral Marx" é um ato falho.

quinta-feira, 30 de junho de 2011 21:26:00 BRT  
Anonymous Leonardo M. disse...

Caro Clever, eu já esbarrei com você em alguns blos por aí nos últimos anos, desde o saudoso blog do Pedro Doria e no blog do Nassif, infelizmente vejo que você ainda carece de conhecimento econômico para embasar as suas opiniões. Essa afirmação de que países se desenvolveram por ter grandes conglomerados é, me desculpe, rizível. Nenhum país se desenvolve por ter grandes empresas e, sim, por ter capital humano avançado. A operação com Pão de Açucar foi legal, não vi ninguém questionando isso, só vi pessoas se perguntarem por que de uma país com grosseiras carências em tantas outras áreas deveria investir dinheiro público (é sim) num negócio privado. Que vantagens tráz para um país ter uma grande empresa, ainda mais num setor sem o menor valor agregado como supermercados.

quinta-feira, 30 de junho de 2011 22:32:00 BRT  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

Ministro do Desenvolvimento do governo criticou os bancos privados por, segundo ele, não terem apoiado o grupo de varejo brasileiro, na questão do enfrentamento com o grupo parceiro francês e na compra das operações no Brasil de um outro grupo francês. Bem, o BB e a Nossa Caixa, tem operações de varejo e de atacado, onde atuam como privados. Por que, então, BB e CEF não entraram no jogo, com as regras bancárias usuais, cobrando as taxas de mercado, da forma como fazem com qualquer cidadão? Afinal, a cada R$ aplicado, que não são deles, mas de correntistas, eles têm de fazer render para se remunerar. O BNDES não é casa de ninguém, também. O ministro deveria ser chamado a explicar sua benevolência com recursos públicos. Juntamente com a ministra da Casa Civil que disse serem os recursos aplicados não públicos. Se grandes grupos econômicos fossem essenciais para o desenvolvimento, os "chaebols", da Coréia do Sul teriam alavancado o país como economia mais desenvolvida do mundo. Ela chegou onde está, em padrões médios, pela educação e qualificação. E se fosse pela estatização, a Rússia, seria a maior economia do mundo. O Brasil de meados de 60 até os 70s, também. Exatamente o oposto foi o que ocorreu. Não será aplicando, seletivamente, dinheiro público barato que o Brasil será uma grande economia. E muito menos pela língua comprida de apoiadores de uma aplicação no mínimo, polêmica. Dando explicações que beiram conversa de botequim.

sexta-feira, 1 de julho de 2011 09:52:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Leonardo M. (quinta-feira, 30/06/2011 às 22h32min00s BRT),
Valorizo muito o conhecimento. Aliás, diria que o supervalorizo, se ao dizer isso eu pudesse indicar que o que disse significa valorizar o conhecimento menos do que o tanto que eu acho que o conhecimento deva ser valorizado.
Assim, eu ficaria muito satisfeito se pudesse embasar minhas opiniões em conhecimento econômico, mas como eu disse, não sou economista e, assim, não é estranho que eu venha procurar embasar minhas opiniões em outras searas. Não que eu procure bases sólidas, pois, se as encontrasse, antes de defender as minhas opiniões eu iria ao púlpito divulgar a boa nova.
Assim nessa areia movediça do conhecimento eu procuro ver o que o mundo me ensina. Na segunda metade do século XX os países que me serviam e servem de referência para lições de crescimento econômico foram a Alemanha, o Japão e a Coréia e alguns que apenas os imitaram. A Alemanha não destruiu as grandes empresas que duas grandes guerras ajudaram o país a construir e durante um bom tempo, o Estado alemão possuía uma boa parte do investimento da Volkswagen. No Japão, a existência de empresas que atuam em todo o setor da economia, da produção de navio a avião em grandes conglomerados não tem como ser apresentado como empecilho para o país crescer a ritmo maior que a maioria dos países.
Não vou negar que no final do Séc. XIX, o Japão realizou um grande empreendimento de desenvolvimento educacional trazendo professores do ocidente, mas penso que os desenvolvimentos tecnológicos que as guerras trouxeram aquele país e o concentrado esforço de desenvolvimento econômico que o país empreendeu induzindo e financiando grandes conglomerados foram os fatores determinantes para o crescimento econômico exponencialmente elevado que o país apresentou até a década de 90.
A Coréia do Sul não distinguiu em nada desse modelo. Aqui no Brasil, emulando no modelo japonês, houve quem quisesse que o Brasil adotasse as mesmas práticas que a Coréia do Sul incorporava no modelo de desenvolvimento daquele país em muito cópia do Japonês.
O que é freqüente é um mal entendimento até por parte de economistas de temas que já não comportariam discussão.
Lembro que uma vez li em um texto de Roberto Campos em que ele afirmava que com a hiperinflação que na época nos acometia os preços no Brasil eram muitos altos. Não era bem assim, naquela época os preços das mercadorias em geral eram mais baixos aqui do que na maioria do mundo. E no Japão onde praticamente não havia inflação os preços eram os mais altos do mundo. Querer recomeçar a economia com a concorrência plena quando talvez esse momento deva ocorrer no fim do capitalismo só vai inviabilizar o lucro e com ele o investimento.
Por curiosidade reproduzo duas notícias que eu li na primeira página do Valor Econômico. No alto à esquerda há a chamada: "Gigante das telas" com a seguinte lead:
"A Hityachi aderiu às negociações entre Sony e Toshiba para união de seus negócios no segento de telas para smartphones e tablets. A nova empresa será controlada por um fundo de investimento apoiado pelo governo japonês".
E a indicação da página e do caderno onde a notícia seria detalhada: B2.
A outra notícia está à direita mais ao meio. O título é "Governo recua e pede mais cautela no apoio a megafusão no varejo". O trabalho de reportagem dos jornalistas Cristiano Romero, Graziella Valenti e Denise Madureira está nas páginas D1, D2 e D4, mas o que interessa é o início do segundo parágrafo a seguir transcrito:
"Representantes legais do Casino estiveram no BNDES, na quarta-feira, para alertar o banco de que estava apoiando uma operação ilícita e que feria contrato entre os sócios".
Talvez eu tenha algo mais a falar sobre a questão do valor agregado no varejo, mas deixo para uma outra oportunidade.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 01/07/2011

sexta-feira, 1 de julho de 2011 20:28:00 BRT  
Anonymous JV disse...

Banco estatal dono de supermercado não é capitalismo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011 23:56:00 BRT  
Blogger Alberto099 disse...

Caro Anônimo de 30/6 21:26, se houve ato falho não consegui reconhecê-lo como tal, demorei mesmo para perceber a que você se referia. Foi um erro de digitação, na pressa para acabar o comentário. Apesar de ter ficado canhestro, era irresistível usar uma formulação, tão “clássica” quanto caricata, da sociedade a qual o marxismo se opõe, para caracterizar o resultado, entre nós, de um governo que descende de nossa tradição marxista. Tudo parece se passar como se, não encontrando ao vivo o inimigo ao qual se devia opor, segundo os livros que importava do mundo desenvolvido que buscava imitar, nossa esquerda tratasse de criá-lo. Ou então, podemos entender o desenvolvimentismo como o resultado da apropriação, por parte de um germe de “classe dominante”, de uma ideologia que a princípio lhe seria hostil. Esse pastiche ideológico – um dentre outros que praticamos para perecermos ocidentais –, em formato menos belicoso, foi forte o suficiente para alcançar o aval da ONU, via CEPAL, o que denuncia uma certa origem de classe: a classe média “antiga“ (em oposição àquela recentemente descoberta) que durante uns vinte e poucos anos foi afastada do poder pelos militares etc... Mas tudo isso é discussão ideológica, o que é conveniente para o governo. No momento me ocorre: nossa corte se eriçou toda quando soube que o governador do Rio pegou carona no jatinho de um empresário, evidência de troca de favores, por que se cala agora? Que favor pagaria um quase depósito de dois bilhões de Euros na conta (como diz o governo, não há subsídio na operação, não é empréstimo, é participação, não será necessário devolver o dinheiro, é quase dado, como uma “bolsa player”)? Será que a corte não se manifesta porque a decisão foi “técnica”, tomada por um desconhecido burocrata, digo especialista, do BNDES? Um pedido como esse entra pelo protocolo do banco estatal, ou entra por cima? Como já afirmei várias vezes, o atual governo é ideologicamente transparente, ele acredita mesmo naquelas coisas de que falei no início deste comentário, mas sabe lançar mão de todos os recursos, político partidários ou burocráticos, de que dispõe. A propósito qual a classe, ou segmento, ou que diabo for, que de fato manda neste país? Dica: o que era nossa atual presidenta antes de virar política? Bem, tudo isso tinha o propósito de dizer, de maneira confusa, o que o JV disse antes, e em apenas uma linha.

sábado, 2 de julho de 2011 12:06:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

JV (sexta-feira, 01/07/ de julho de 2011 23h56min00s BRT)
Você não o disse com as palavras transcritas a seguir, mas para você:
"Banco estatal dono de supermercado não é o verdadeiro capitalismo"
Que capitalismo é esse que você quer ressuscitar? Existe algum conceito de capitalismo em que o Estado não possa ser dono de um supermercado.
A bem da verdade os CEASAs são empresas públicas, os mercados de antigamente eram todos municipais, há ainda por conta do Estado muitas políticas de alimentos a baixo custo que dependendo a situação pode se dar como um empreendimento estatal. E isso só no Brasil. Ou você acha que a globalização de Karl Marx já chegou e o capitalismo é o mesmo em todo o lugar?
Ainda que eu reconheça que há louvor também em quem não muda de opinião, penso que vale aqui lembrar a propaganda que dizia:
"é preciso rever os seus conceitos".
Clever Mendes de Oliveira
BH, 03/07/2011

domingo, 3 de julho de 2011 18:04:00 BRT  

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