quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Frenesi inútil (02/02)

A nova onda revolucionária árabe pode degenerar, sem alcançar a democracia? É uma possibilidade real. Sempre há a hipótese de os
regimes nascentes, espremidos pela realidade e pela frustração das massas, recorrerem ao escapismo da guerra


Há um debate sobre o Egito pós-revolucionário: se o país dos faraós vai transitar ou não para uma república islâmica. É um temor de quem
apoia o movimento democrático mas teme que o desfecho derive para o fundamentalismo.

O debate é legítimo, porém inútil. O Egito será o que os egípcios desejarem que seja. É a beleza da autodeterminação. O Irã tem todo o
direito de ser uma república islâmica, assim como Israel é livre para declarar-se um estado judeu. E assim por diante.

A autodeterminação é um conceito radical. Uma nação define-se segundo a vontade de seu povo, mesmo que o desejo venha mediado pelo sistema político. E cada povo/nação responde pelas escolhas que faz ao configurar o Estado.

Em Kosovo e na Bósnia, por exemplo, a assim chamada comunidade internacional reconheceu plenamente legítimos os impulsos de
autodeterminação baseados na origem étnico-religiosa. Aliás, foi assim em toda a antiga Iugoslávia.

E o conceito tampouco se prende a critérios de anterioridade. Os brasileiros, maciçamente brancos ou negros, ou resultado da mistura
desses dois vetores, autodeterminam-se num território que até há pouco era propriedade de povos indígenas.

O leitor aqui pode questionar o “pouco”, mas daí aparece um problema insolúvel. Quem tem legitimidade para definir quão antiga
deve ser uma remoção populacional para adquirir plena legitimidade?

Aliás, para usar um expediente retórico do ex-presidente recém saído, “que moral” temos os brasileiros para dar lições a quem quer que seja se nossa nacionalidade está erguida sobre a expulsão e o extermínio da população nativa?

É um debate sempre complexo, que só encontra saída quando se respeita radicalmente o princípio da autodeterminação. Cujo corolário também é óbvio: cada povo deve cuidar de ter força suficiente para garantir a permanência de seus direitos nacionais.

Portanto, o Egito será o que seu povo desejar que seja, e o país responderá pelas escolhas. Há um frenesi para circunscrever de fora o
processo político ali e em todo o mundo árabe, mas, de novo, será inútil.

O desenho institucional final da revolução egípcia vai ser dado pelas forças políticas com capacidade de estabilizar o país e gerar alguma
paz e algum bem estar para o povo. É o óbvio, mas não custa repisar.

O Egito foi uma das nações árabes a experimentar em meados do século passado a descolonização. Ela veio impulsionada por militares nacionalistas e vagamente socialistas, em áreas entregues a famílias reais pelos vencedores britânicos e franceses da Primeira Guerra Mundial onde antes havia prevalecido o derrotado Império Otomano (hoje Turquia).

A receita nacionalista, socialista e terceiro-mundista teve o apogeu nos anos 60 e 70 do século passado, e depois caminhou para a
esclerose. Nessa degeneração os líderes, em vez de conduzirem os povos para a democracia, reinventaram-se como caricaturas das monarquias que haviam derrubado.

E quando vieram agora as dificuldades econômicas e o esgotamento político, encontraram sistemas sem elasticidade suficiente para dar
vazão ao desejo de mudança.

O Ocidente está preocupado com os rumos da revolução árabe. Certo faz Barack Obama ao não opor a força dos Estados Unidos ao movimento. Nada está garantido, mas abre-se a possibilidade de diálogo com a nova ordem.

Esta onda revolucionária árabe pode igualmente degenerar, sem alcançar a democracia? É uma possibilidade. Sempre há a hipótese
de os regimes nascentes, espremidos pela realidade da vida e pela frustração das massas, recorrerem ao escapismo da guerra. E aí haverá guerra.

É como caminha a História. O que não tem condição é o Ocidente imaginar que o progresso e a estabilidade globais podem ficar na
dependência de milhões e milhões de árabes aceitarem indefinida e passivamente a desesperança econômica e a opressão política.

Pequena

Uma herança maldita do ex-presidente que acaba de sair é a lógica que manda criticar tudo que é do adversário e elogiar tudo que é do
aliado.

Os últimos números mostram que São Paulo e Rio de Janeiro reduzem a criminalidade. Com uma diferença. O número de homicídios em São Paulo, proporcionalmente, é três vezes menor do que no Rio.

Talvez haja portanto algo a aprender da experiência paulista. Mas o governo federal prefere ignorar e até atacar, porque o estado é
comandado pelo partido adversário.

Política pequena, para azar do povo.

Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quarta (02) no Correio Braziliense.

twitter.com/AlonFe

youtube.com/blogdoalon

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12 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Chega às raias do absurdo essa grande birra a tudo o que se refere a São Paulo. O que vai mal ou de forma até aceitável, é magnificado como mal. O que vai bem é simplesmente ignorado ou transformado em algo fruto do mal. E essa birra, ao que parece, evolui do partido do governo, espraia-se pelos meios de comunicação, invade a rede. Acaba até virando motivos para editorial em jornal de grande circulação, onde são cantadas mal disfarçadas loas aos índices de homicídios no Rio de Janeiro, sendo, estes, bem piores que os de São Paulo. Logicamente, em São Paulo, é de reconhecer, a política de segurança e prevenção apresenta-se mais azeitada e acertada. Querem transformar a mentira em verdade absoluta.
Swamoro Songhay

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011 14:32:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Sobre o Egito, concordo plenamente.
Sobre os dados de homicídios, as estatísticas de SP são confiáveis como agora (na era Beltrame) se tornaram as estatísticas do Rio? Li muitas críticas sobre isso, críticas de gente do campo dos direitos humanos, parcial, portanto, mas não partidarizado.
Além disso, o problema de São Paulo nunca foi o "enfrentamento" policial com os criminosos (razão maior dos números de homicídios no Rio ao longo desses anos), com os famosos "autos de resistência" da polícia.
São Paulo vive hoje a mesma trégua que já houve no Rio em meados da década de 90, onde a polícia não incomoda os criminosos e estes estabelecem certos limites na violência. Isso parece claro e esse pacto é uma desgraça para SP, como foi para o Rio. Só numeros, vistos isoladamente, não explicam nada, ou são interpretados ao gosto de cada um.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011 17:51:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Anônimo (quarta-feira, 02/02/2011 às 17h51min00s BRST),
Comecei a ler seu comentário e me indaguei: "uai, eu não mandei comentário para o Alon Feuerwerker neste post, o que esse comentário meu está fazendo aqui?"
Bem, mas há divergências. O pacto a que você se refere pode até existir, mas ele não é limitado a uma época. Se ele existe envolve apenas algum grupo e algum setor policial. Só que não há razão para imaginar que ele deixa de existir ou passa a existir de repente. E se for assim, não é o pacto que altera o índice de homicídios.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 02/02/2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011 23:24:00 BRST  
Anonymous JV disse...

Você é um determinista demográfico?

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011 23:55:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

Anônimo

"Só numeros, vistos isoladamente, não explicam nada, ou são interpretados ao gosto de cada um."

Sua assertiva é retórica e, portanto, falsa. Para ser considerada verdadeira ela precisaria estar provada com elementos empíricos e lógicos suficientes para sustentar a afirmação de que os "numeros, vistos isoladamente, não explicam nada, ou são interpretados ao gosto de cada um."

Os números não estão vistos isoladamente e nem são intepretados ao gosto do blogueiro. Eles são examinados em relação numa série histórica que, goste você ou não, mostra "que São Paulo e Rio de Janeiro reduzem a criminalidade. Com uma diferença. O número de homicídios em São Paulo, proporcionalmente, é três vezes menor do que no Rio."

Trata-se de um fato. Alon é apenas o mensageiro.

O post, que é jornalístico, põe em relevo um dado quantitativo suficiente para a constituição de um parâmetro racional (desculpem a redundância) que serve de medida de comparação (régua lógica) no exame de um determinado evento (no caso, queda e aumento do número de homicídios em SP e RJ).

Etimologia

par(a)- + –metro; cp. v.gr. parametréó 'medir uma coisa por outra, medir uma coisa em paralelo com outra; reproduzir pela medida, proporcionar' (Houaiss)

Assim, é logicamente correta a conclusão no post de que, para além das ideologias, existe de fato "algo a aprender da experiência paulista".

Desqualificar os números e, consequentemente, o mensageiro, apresentando-os como a expressão de mera subjetividade ("o gosto de cada um"), é sim fazer "política pequena, para azar do povo".

Enfim, não basta afirmar a assertiva dos números manipulados “ao gosto de cada um” como se esta afirmação fosse uma verdade demonstrada desde o inicio do tempo e do espaço (dogma de fé). Antes, é preciso provar. Prove.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 00:58:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Anônimo-quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011 17h51min00s BRST. Repetindo dois políticos paulistas, a negação do sucesso de São Paulo na área de segurança, deve-se a trololós e nhenhenhém. Ou, conforme diletos amigos, de cizânia e quizilas. Seu comentário comprova o que disse no meu: existe uma birra contra qualquer coisa que se faça ou aconteça de bom em São Paulo. Pouco importa se estão morrendo menos pessoas. Ou se isso decorre de maior número de prisões de assassinos. Ou de medidas de prevenção com policiamento ostensivo etc. Segundo a birra, tudo só pode ser fruto de um pacto diabólico, uma mancomunação cheia de cheiro de enxofre, entre facínoras e as autoridades do Estado. Ou, não foi a ação do Estado e de sua polícia, mas, ações de movimentos sociais que derrubaram os índices de homicídios dolosos. Tudo bem. Poderíamos enviar nossos movimentos sociais, assim tão milagrosos, para áreas conflagradas do mundo. Por exemplo, para cuidar das maras em Honduras, El Salvador, Guatemala. Ou para desarmar a Faixa de Gaza, o Sinai, o Afeganistão, Uganda, Costa do Marfim, Serra Leoa, Ruanda, EUA, Israel, Canadá, Austrália...Ah, ao Alasca também. Não teríamos mais uma morte no mundo. Ou mais para perto: ao Maranhão, Pará, ou áreas de fronteiras. Não morreria mais ninguém no Brasil. Olha, nada contra a ação benemérita de quaisquer iniciativas que visem trazer a tranquilidade, inclusive e principalmente, a tranquilidade para que as pessoas confiem nas autoridades e não creiam em paranóias. Pode ser que haja até alguns atuando nas áreas que citei. Voltando ao assunto: os índices de homicídios dolosos em São Paulo caíram fortemente fruto de ações preventivas, maior número de prisões de assassinos. Algo poderia ser tomado como parâmetro para outras regiões do País. O resto é efeito doutrinador da birra.
Swamoro Songhay

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 15:55:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
Na parte final do seu post você faz a referência à questão dos dados sobre a violência e o combate à violência. A sua abordagem sobre o tema vem se desenrolando há mais tempo. Ontem no seu Twitter eu li sua referência à necessidade da conclusão da Cidade da Música. Acreditava na época da polêmica que no fim o bom senso ia imperar. Então sua referência para mim era bem vinda. No entanto, você inicia o comentário no Twitter assim:
“Por falar em politicagem, está na hora d o Rio concluir a Cidade da Música. A politicalha já rolou, agora é hora d a população desfrutar” (10:55 PM 31/01/2011 via Twitter for Mac)
Achei o termo politicagem inadequado. Lembro aqui um texto recente seu intitulado “A tentação tucana” de 11/01/2011 em que você, depois de fazer referência ao fisiologismo do modo de que eu gosto, completou:
“Outra coisa, bem diferente, são os malfeitos, a incompetência, o descaso com o interesse público”
Tenho a política em alta conta. Assim não considero válido referir-se a uma ação política equivocada (No meu entendimento, é claro) como decorrente de politicalha. A ação ou é decorrente de uma avaliação técnica que recomendou a reavaliação da obra e o adiamento da conclusão (Nesse caso a minha avaliação de que se trata de uma ação política equivocada é errônea) ou é decorrente de uma incapacidade administrativa, ou é decorrente do descaso com o interesse público. Deve-se saber do que efetivamente se trata e dar à ação a denominação correta que ela deve ter. Usando o termo politicalha, faz-se uma mistura da política em sentido geral, e da política partidária, como se uma fosse boa e a outra ruim, quando, na verdade, as duas são uma só.
Bem, aqui no seu post você diz tratar de política pequena a falta de elogio do governo federal à política de segurança em São Paulo comandado pelo partido adversário ao do governo. O termo política pequena eu acho mais aceitável. Ao meu gosto eu diria que a política nesse caso é tão pequena que nem existe.
Agora, será que você não está levando a rivalidade PT versus PSDB ao extremo e considerando os dados isoladamente sem os relativizar. Os índices de criminalidade seriam frutos das políticas de segurança implantada? As políticas realmente diferem? E estaria realmente havendo a crítica a um e o elogio a outro?
Talvez isso seja tema para outro comentário.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 03/02/2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 21:14:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
Disse que tinha mais para comentar sobre seu post “Frenesi inútil” de quarta-feira, 02/02/2011, porque ontem, 02/02/2011, buscando saber se um comentário que eu enviara estava na caixa de comentário junto ao seu post “As leituras” de 27/01/2011, eu, ao tentar acessá-lo via google, vi uma referência a um post seu no Observatório da Imprensa de 29/08/2007, nº 448 e com o título "Leituras da Folha" e que fora copiado do seu blog na época do blogspot. Eu li o post e achei-o muito bom. Pensei que talvez tivesse mais alguma coisa junto ao blog e fiz a pesquisa no mês de agosto de 2007. Na época eu não freqüentava o seu blog.
Fiquei estupefato com a coincidência do que eu pensava e do que você ia dizendo em um post após o outro. Começava com “Capitalismo de ouvir falar” de 31/08/2007, a respeito da Vale, depois havia “Com a faca no pescoço” de 30/08/2007 a respeito da decisão do STF sobre o mensalão, em seguida vinha“As conseqüências do "déficit ético"” de 28/08/2007 sobre a entrevista do professor Alberto Carlos Almeida no Roda Viva em que você participou como entrevistador e “Tautologias” de 28/08/2007 também sobre a entrevista e finalmente vem o post “Subjetividade jornalística” de 26/08/2007 em que você faz alteração só da primeira frase do texto de uma reportagem na Folha de S. Paulo e muda se não a reportagem pelo menos o objetivo a que ela servia. E termina magistralmente assim o seu post:
“Na vida real, graças a Deus, não há como eliminar a subjetividade. A pretensão de dominar a objetividade jornalística é totalizante e autoritária. E o jornalismo supostamente crítico opera como braço armado dessa pretensão”.
É muita coisa dita de modo preciso e conciso. Pensando igual, mas por ser prolixo, eu gastaria umas duas páginas para dizer algo semelhante e evidentemente sem o mesmo vigor.
Coincidentemente ontem, 02/02/2011, comprei a Folha de S. Paulo. Leio sempre, às quartas, a coluna de Delfim Netto. Não tão coincidentemente assim, tendo em vista ser esse o assunto do seu post de 02/02/2011, o primeiro editorial da Folha de S. Paulo intitulava-se “Violência em queda”. Lá no meio do editorial, após um gráfico que trazia dados decrescentes da população de 15 a 24 anos no período de 2000 a 2009, no Brasil, em São Paulo e no Rio de Janeiro, leio o seguinte:
“O governo paulista aponta como causas para a queda a melhora na economia e no emprego, aliada ao investimento em segurança. Há certo reducionismo na explicação, assim como em atribuir só às UPPs os avanços obtidos no Rio.
Parece mais provável que todos esses fatores atuem em conjunto. A eles se aliam pelo menos outros dois: uma política pública bem sucedida (campanha pelo desarmamento) e a própria demografia”.

Ficou-me parecendo que a Folha de S. Paulo aprendeu com você. E eu não acho que eu lhe estaria sendo injusto se dissesse que parece que você pegou um pouco o cacoete da Folha de S. Paulo.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 03/02/2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 21:30:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Meu comentário é o segundo de baixo para cima e esqueci de assinar, já que, pelas opções do blog, não tenho outra alternativa senão colocar "anônimo" nas opções abaixo.
Como fui mencionado pelo Paulo Araujo, relembro um dado das estatísticas de São Paulo que foi acusado de se maquiado, pois muitos homicídios seriam jogados para latrocínio e para outros crimes que resultam, ao final, na morte da vítima, como lesão corporal seguida de morte. Assim, as estatísticas em SP seriam mais dos tipos penais praticados, no máximo, e não serviriam plenamente para a quantificação que pretende obter o número de homicídios por 100 mil habitantes, que é feita em todas as maiores e mais importantes cidades do mundo. Nessa pesquisa, latrocínio é computado, lesão corporal dolosa, seguida de morte, é computada, enfim, a estatística não está preocupada com o tipo penal, mas com o resultado: morte da vítima por ação dolosa. nesse sentido é que os números de SP estariam sub apresentados.
E se isso for verdade, concordo com as críticas. Essa maquiagem também ocorria no Rio, mas não agora, em que os dados passaram a ser confiáveis.

Abraços,

Mauro Abdon

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011 17:30:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Para quem leu muita iniquidade sobre a posição do Brasil sob Lula, com o Irã, que, como tal não passaria de uma ditadura e estaria prestes a explodir o mundo numa hecatombe. Parece mesmo que ninguém, mas, ninguém toma dos mesmos princípios agora para avaliar os EUA de Obama...
Ismar Curi

sábado, 5 de fevereiro de 2011 13:00:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

A posição do Brasil em relação ao Irã não precisa ser questionada por quem quer que queira ou não avaliar os EUA de Obama. Não há essa necessidade. A guinada na política externa brasileira está sendo dada pela nova presidente. Ou pelo novo governo. Ao menos pelo que aparenta até agora. Assim, os EUA de Obama, continuam os EUA de Obama. O Brasil ainda está na muda. Mas, está provado que não tem e nunca teve dono.
Swamoro Songhay

sábado, 5 de fevereiro de 2011 20:28:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

Mauro Abdon

"foi acusado de se[r] maquiado".

Faça-me o favor!

Qual o sujeito da oração? Ele é indeterminado? Se acusou, o fez com base em quais provas? Cite suas fontes e apresente suas provas para que possamos examiná-las.

A Secretaria da Segurança Pública de SP, por força da lei estadual nº 9.155/95, está obrigada a divulgar seus dados, publicando trimestralmente no Diário Oficial do Estado(DOE)as estatísticas da criminalidade. São Paulo é desde longa data um dos únicos estados da Federação a adotar tradicionalmente esta prática.

Se você quiser se dar ao trabalho de análise, que é bem mais difícil e demorado do que repercutir como um papagaio as assertivas sem provas que deve ter ouvido por aí, as estatísticas também estão disponíveis no site da Secretaria.

domingo, 6 de fevereiro de 2011 15:06:00 BRST  

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