terça-feira, 2 de novembro de 2010

Do twitter @AlonFe, hoje (02/11)

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Alon Feuerwerker (AlonFe)

(cont) dos comentários do blog por ataques, ilações, acusações e insinuações desqualificantes. Uma pena, pois de tudo se aproveita algo

2010-11-02 13:59:53 UTC

Alon Feuerwerker (AlonFe)

E obrigado a todos que elogiaram, criticaram e me ajudaram nestes últimos meses. Só lamento pelas boas ideias q tive q deletar (cont)

2010-11-02 13:59:07 UTC

Alon Feuerwerker (AlonFe)

Mas depois o novo governo precisará administrar a quitanda da vida real, com seus pepinos e abacaxis. E tudo voltará ao normal. Só esperar

2010-11-02 13:44:59 UTC

Alon Feuerwerker (AlonFe)

Aos q perguntam se não temo perder algum fato comentável nestas semanas, pode ser. Mas o normal é estes dias serem desperdiçados no oba-oba

2010-11-02 13:40:52 UTC

Alon Feuerwerker (AlonFe)

Alguns leitores toparam o convite para ler o que escrevi no processo eleitoral e achar erros e acertos. Será uma experiência interessante

(...)

2010-11-02 13:26:27 UTC

Alon Feuerwerker (AlonFe)

(cont), q vou tentar recuperar em formato digital.

2010-11-02 13:23:51 UTC

Alon Feuerwerker (AlonFe)

E o q tinha q escrever sobre a vitória de Dilma está nas colunas de antes da eleição. E num texto do especial do Correio de ontem (cont)

2010-11-02 13:22:16 UTC

Alon Feuerwerker (AlonFe)

Aos que perguntam, voltarei em dezembro. Ou se houver motivo antes

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Hibernação (01/11)

Este blog fica congelado até dezembro, a não ser que surja um fato especialíssimo. E tem que ser especialíssimo mesmo.

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A medida de uma influência (01/11)

Pós-eleição é tempo de especular. Uma especulação em especial deve bombar nos próximos dias e semanas. Quanto Luiz Inácio Lula da Silva influirá no governo Dilma Rousseff?

Se o sujeito ausculta no entorno de Lula, a impressão é que muito. Já o entorno de Dilma é algo mais impermeável a especulações.

Quanto da força de Lula é pessoal e quanto vem do desempenho do governo dele? E quanto do combustível eleitoral de Dilma virá da sombra de Lula e quanto virá da caneta?

O mapa eleitoral nos estados, completado neste segundo turno, é um termômetro da relatividade da força política pessoal do presidente da República. Nos principais lugares onde se envolveu na disputa local, Lula foi derrotado.

O fecho veio com a eleição do desafeto Marconi Perillo (PSDB) em Goiás. Depois da derrota no primeiro turno em Santa Catarina, estado no qual bradou para que o eleitorado extirpasse o Democratas, e viu o candidato do DEM ser eleito no primeiro turno, o revés em Goiás foi o veredito final sobre a relatividade do conceito de “lulismo”.

A Presidência é atividade cotidiana, política e gerencial. E quem tem o poder, a caneta para nomear e ordenar despesas, concentra também as expectativas do mundo político e empresarial.

Lula não vai ficar trancado em casa em São Bernardo do Campo (SP) esperando os telefonemas de Dilma para ajudar a resolver os problemas com os quais ela não conseguiria lidar sozinha.

A influência de Lula poderá ser medida em detalhes bem terrenos. Quanto da equipe atual será mantida? Não nos ministérios, moeda de troca com os partidos, mas nos escalões executivos e principalmente nas estatais.

Entretanto, mesmo os sobreviventes cometerão um grave erro se imaginarem que a continência deve ser batida com os olhos voltados para o ABC. Será uma escolha fatal.

O Pires

Nos tempos turbulentos do começo da Nova República, a expressão mais recorrente era “chamem o Pires”. Leônidas Pires Gonçalves era o Ministro do Exército. Felizmente, o governo José Sarney começou e terminou e ninguém chamou o Pires.

Nos momentos duros que virão (todo governo é assim), haverá a tentação de pedirem para Dilma “chamar o Lula”. De fato, a artilharia verbal do futuro ex-presidente poderá ser útil à sucessora para ferir — ou matar — adversários políticos em circunstâncias complicadas.

Mas só isso. Não é imaginável que Lula venha a desempenhar na administração Dilma o papel que, por exemplo, Néstor Kirchner tinha no governo da mulher, Cristina. Não terá poder de veto.

De onde vêm os principais desafios à nova presidente? Da armadilha cambial, atrelada ao juro alto, com as consequências sobre a balança comercial, a atividade econômica e o emprego. Da heterogeneidade da base política. Da força remanescente da oposição, que consolidou uma plataforma política para voos futuros.

Quanto Lula poderá ajudá-la a administrar essas tensões?

Muito pouco.

Análise publicada nesta segunda (01) no Correio Braziliense.

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