quarta-feira, 30 de junho de 2010

Jogo do Poder com Celso Russomano (30/06)



O deputado federal Celso Russomano (PP-SP), candidato ao governo de São Paulo, é os entrevistado desta semana em Jogo do Poder, programa que apresento todas as quartas-feiras às 22:50 na CNT. Clique na imagem (quando ela aparecer) para assistir. Veja aqui como sintonizar em sua cidade. Participa também Marco Antônio Gonçalves, da CNT. Para ver os programas anteriores, vá à lista.

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Jogo do Poder com Reinaldo de Almeida César e Luiz Fernando Delazari (23/06)



O presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal, Reinaldo de Almeida César, e o ex-secretário de Segurança do Paraná Luiz Fernando Delazari são os entrevistados desta semana em Jogo do Poder, programa que apresento todas as quartas-feiras às 22:50 na CNT. Clique na imagem (quando ela aparecer) para assistir. Veja aqui como sintonizar em sua cidade. Participa também Luiz Carlos da Rocha, da CNT. Para ver os programas anteriores, vá à lista.

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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Jogo do Poder com Luís Inácio Adams (16/06)



O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, é o entrevistado desta semana em Jogo do Poder, programa que e apresento todas as quartas-feiras às 22:50 na CNT. Clique na imagem (quando ela aparecer) para assistir. Veja aqui como sintonizar em sua cidade. Participa também Juliano Basile, do Valor Econômico. Para ver os programas anteriores, vá à lista.

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Jogo do Poder com Marconi Perillo (09/06)



O senador Marconi Perillo (PSDB-GO) é o entrevistado desta semana em Jogo do Poder, programa que eu apresento todas as quartas-feiras às 22:50 na CNT. Clique na imagem (quando ela aparecer) para assistir. Veja aqui como sintonizar em sua cidade. Participa também Marco Antônio Gonçalves, da CNT. Para ver os programas anteriores, vá à lista.

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Falta ir à academia (03/06)

Na Europa, os principais partidos social-democratas e socialistas têm a mesma origem sindical do PT. E estão no poder ou perto dele há bem mais tempo. Mas ali os sindicatos não foram absorvidos pelo Estado na intensidade daqui, conseguem manter alguma autonomia e capacidade de mobilização

O presidente da República vangloriou-se de ter proporcionado, segundo ele, um período “melhor impossível” para os movimentos sindicais. Conforme sua excelência, tudo que foi pedido acabou atendido. Os sindicatos só não colheram o não reivindicado.

É natural que políticos governem para a base social deles, e coloquem seus apoiadores nas posições principais do grid. Nada há de bizarro, portanto, em o movimento sindical ter se tornado, ao longo dos dois mandatos de Lula, um caminho seguro para ascensão social e política. É justo.

Vindo de onde veio, estranho seria se Lula desse as costas aos companheiros de jornada e aos iguais.

O ponto não é esse. A dúvida é se o pleno e quase automático acolhimento das demandas e a ocupação maciça de espaços políticos resultaram só em aspectos positivos para o movimento sindical e para os trabalhadores, ou se criaram novos problemas.

Um observador de fora detectará facilmente que o movimento sindical brasileiro na Era Lula transformou-se num gigante, mas fraco. As entidades sindicais multiplicam-se, nunca seus dirigentes foram tão bem tratados pelo governo, mas a capacidade de mobilização está muito aquém do que foi um dia.

Há aspectos estruturais envolvidos, como a mudança radical nas relações de trabalho, mais sentida em algumas áreas. Um exemplo são os bancários, categoria fortíssima um quarto de século atrás e hoje reduzida — e debilitada — em consequência da introdução maciça da informática nas finanças.

Tem mais. No pós-ditadura a reorganização do movimento sindical era uma fonte de energia, com as diversas correntes lutando na base para acumular o máximo possível de força. Hoje esse ciclo “refundador” está encerrado. E o fim da inflação alta retirou dos sindicatos o maior motor nas campanhas salariais — em tese o principal momento de luta.

E o financiamento? Ficaram na poeira os sonhos de um sindicalismo sustentado voluntariamente pelos associados.

Some-se a inédita (pelo grau) intimidade com o poder e se compreenderá por que os dirigentes sindicais são hoje em dia mais facilmente encontrados nos corredores e nas galerias do Congresso Nacional, no Palácio do Planalto e nos fóruns pluriclassistas (com empresários) do que nos locais de trabalho.

Ninguém desenvolve musculatura sem fazer exercício. Há quanto tempo o movimento sindical brasileiro não frequenta uma academia?

Na Europa, os principais partidos social-democratas e socialistas têm a mesma origem sindical do PT. E estão no poder ou perto dele há bem mais tempo. Mas ali os sindicatos não foram absorvidos pelo Estado na intensidade daqui, conseguem manter alguma autonomia e capacidade de mobilização.

Quem explica a diferença?

Confiável

Os Estados Unidos conseguiram que a ONU adotasse uma resolução cuidadosa sobre o trágico desfecho da tentativa de furar por via marítima o bloqueio a Gaza.

Em outros tempos, Washington estaria talvez em situação mais difícil, tendo que impor o veto contra a maioria. Não aconteceu agora.

Barack Obama vem aproveitando bem seu capital político para evitar o isolamento. Agora mesmo, apresenta-se como o interlocutor confiável entre Israel e Turquia. O poder — inclusive militar— credencia, e ele usa.

Mas uma hora os meneios do presidente americano deixarão de chamar a atenção e ele precisará mostrar resultados concretos no tabuleiro do Oriente Médio. Precisará alcançar o que os antecessores ambicionaram, mas não atingiram.

A única solução viável para a crônica crise levantina é o nascimento de um país chamado Palestina, no contexto de um amplo acordo regional baseado no direito de todas as nações dali à autodeterminação e no compromisso incondicional com a paz.

Ou seja, os líderes — todos eles — precisarão fazer concessões dolorosíssimas.

Quem pode garantir isso? Talvez os Estados Unidos. Mas a coisa tem sido um pântano para os americanos, pois exigiria que todos os atores regionais aceitassem as condições prévias. Não é simples.

Veremos se desta vez vai ser diferente.

E até acontecer? Vai continuar como agora, com o predomínio absoluto da lei do mais forte.

Até

Já que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) continua em vigor, saio de férias. Obrigado, velho Getúlio.

Espero voltar com a taça.

Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quinta (03) no Correio Braziliense.

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Jogo do Poder com Dr. Rosinha (02/06)



O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) é o entrevistado desta semana em Jogo do Poder, programa que eu apresento todas as quartas-feiras às 22:50 na CNT. Clique na imagem (quando ela aparecer) para assistir. Veja aqui como sintonizar em sua cidade. Participa também Ilimar Franco, de O Globo. Para ver os programas anteriores, vá à lista.

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Água na peneira (02/06)

Um pouco de bom senso levaria a concluir que cada partido pode usar seu tempo oficial nos meios de comunicação como bem entender. Se promovesse ataques indevidos contra adversários, deveria haver direito de resposta

Talvez seja necessário introduzir alguma racionalidade nos recursos à Justiça com base na legislação eleitoral. Ou então os próprios tribunais, especialmente o Supremo, precisariam colocar ordem na casa.

Pululam as ações por suposta “campanha antecipada”, com as consequências. Incluem-se aí as sentenças — e ameaças de sentenças — contra os partidos pela utilização indevida dos horários políticos no rádio e na televisão. E contra os candidatos, ou pré.

Vivemos a era do nonsense. Onde fica o limite entre a propaganda partidária e a propaganda eleitoral? Onde termina uma e começa a outra? O “pré-candidato” deveria estar autorizado a comparecer à TV ou ao rádio no programa da legenda dele? Se sim, o que lhe seria permitido dizer, e o que não?

O mesmo vale para os apoiadores.

Está evidente que lei nenhuma no mundo será capaz de dar conta de tanta subjetividade. E caímos no buraco negro da margem absoluta para o arbítrio. Algo sempre perigoso. Pois a Justiça será empurrada a assumir papéis abertamente político-partidários.

Um pouco de bom senso levaria a concluir que cada partido pode usar seu tempo oficial nos meios de comunicação como bem entender. Se promovesse ataques indevidos contra adversários, deveria haver direito de resposta, regulamentado, a tempo de corrigir os danos eleitorais.

E só. No mais, que cada sigla faça uso dos seus canais com o eleitor como quiser.

A fúria por legislar é uma característica nacional. Procura medir-se o Poder Legislativo, ou a atuação de cada parlamentar, pelo número de leis aprovadas, ou de projetos apresentados. Que importância tem isso? Pouca. Na melhor das hipóteses.

O que é melhor, não apresentar projeto nenhum ou apresentar vários, sem qualquer relevância? E as leis? A julgar por algumas iniciativas da Câmara dos Deputados e do Senado, melhor seria se não tivessem sido — ou não forem — aprovadas.

As eleições sofrem os efeitos desse infeliz traço cartorial. A nacionalidade relaciona o desejável equilíbrio na disputa à profusão de normas, quando talvez devesse ser exatamente o contrário.

Já defendi aqui que a democracia brasileira só teria a ganhar com processos eleitorais dotados de maior grau de liberdade. Os partidos deveriam poder fazer suas convenções quando bem desejassem, os políticos deveriam poder defender suas ideias e propostas onde e quando lhes conviesse.

Se o presidente da República está com certa candidatura, uma hora isso será do conhecimento geral, e nessa hora o apoio terá o efeito inevitável, maior ou menor, conforme o caso.

O princípio democrático é claro: quanto mais informações disponíveis para o público, melhor. O resto é tentar armazenar água numa peneira.

Mistério

Há um mistério na eleição de Minas Gerais. O pré-candidato do PT ao governo estadual, Fernando Pimentel, é talvez hoje o petista mais próximo de Dilma Rousseff. Para ela, o ideal seria uma chapa que reunisse PT e PMDB nas Alterosas. O PMDB tem um pré-candidato, Hélio Costa, teoricamente mais forte que Pimentel.

O desejo de Luiz Inácio Lula da Silva também é pela chapa única. O PMDB acredita que a preferência do presidente é por Costa, seu ex-ministro das Comunicações. Então, por que Pimentel não abre mão? Quem o sustenta? O PT de Minas? Sozinho?

Lula já dobrou outros PTs Brasil afora. Estado por estado, as coisas vão caminhando mais ou menos conforme a vontade de sua excelência. Por que esse nó de Minas está demorando para ser desenrolado? Quem tem uma carta escondida na manga?

Suavidade

Proveniente do PT, mas também apoiada por segmentos que poderiam estar no PSDB, Marina Silva caminha com razoável suavidade nesse fio de navalha. Leva a vantagem de até o momento ninguém estar excessivamente preocupado com ela.

Para quem imaginava uma candidata extremista nas suas teses e messiânica no comportamento, Marina vem sendo uma surpresa. Não dá para ter ainda certeza de até onde ela chegará, mas se acontecer de a eleição despolarizar, a senadora vem bem posicionada.

A hipótese é remota, mas não custa colocar as barbas de molho.

Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quarta (02) no Correio Braziliense.

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terça-feira, 1 de junho de 2010

Pesquisas complicadas (01/06)

Já faz algum tempo acompanhar eleição no Brasil resume-se a um tripé: colecionar aspas dos candidatos, aguardar pelo próximos escândalos e roer as unhas à espera dos novos levantamentos de intenção de voto. Que a Colômbia sirva de exemplo

O vexame do primeiro turno nas eleições colombianas ficou reservado para dois personagens. Antanas Mockus, candidato do Partido Verde, e os institutos de pesquisa. Estes davam Mockus empatado com Juan Manuel Santos, o nome do governo, num patamar de 40%.

Abertas as urnas, Santos confirmou seus votos com sobra (ficou a menos de quatro pontos da maioria absoluta e da vitória já no primeiro turno), mas Mockus teve apenas metade do que lhe previam as sondagens.

Uma hipótese seria a fraude, mas não parece provável. Outra seria a súbita mudança do eleitorado na véspera da eleição, possibilidade não comprovável. Uma terceira seria a subestimação do voto rural, como sugeriu ontem um perplexo Mockus.

São todas variáveis a considerar na busca da explicação, mas politicamente importam pouco. Santos e Mockus vão ao segundo turno, o que era esperado, mas com o candidato da oposição em circunstâncias dificílimas, como ele mesmo admite.

Para nós, além de aguardar pelo desfecho eleitoral no complicado vizinho, talvez valha a pena refletir sobre a importância dada também aqui às pesquisas e aos institutos que as produzem. Já faz algum tempo acompanhar eleição no Brasil resume-se a um tripé: colecionar aspas dos candidatos, aguardar pelo próximos escândalos e roer as unhas à espera dos novos levantamentos de intenção de voto.

É preciso porém fazer justiça. Até que os agora protagonistas do espetáculo andam fazendo esforço para introduzir assuntos programáticos na agenda. A falta de hábito leva a coisa a estar ainda mambembe, mas bem ou mal já compareceram ao palco itens como a autonomia do Banco Central, o papel do Mercosul, o tráfico de drogas nas fronteiras, o financiamento da saúde, as linhas gerais da política externa.

Não que nas eleições anteriores os assuntos programáticos tenham sido simplesmente excluídos. A eles costuma reservar-se um acompanhamento quase cartorial, protocolar. Os candidatos produzem por meio de suas assessorias alentados calhamaços, que os jornais registram e até publicam, mas pouca ou nenhuma influência real têm no processo.

Gosto mesmo, quem desperta são as pesquisas. Elas reinam onipotentes, onipresentes e oniscientes, inclusive nos detalhes. Mesmo quando as margens de erro são absurdamente grandes. Uma coisa é a pesquisa nacional ter 2% ou 3% de erro, outra é não esclarecer ao eleitor (ou leitor) que a margem se multiplica na análise segmentada (por região, sexo, escolaridade etc.), pois a amostra fica pequena em relação ao universo pesquisado.

De positivo, apenas um detalhe comprovado pela enésima vez agora na Colômbia: as pesquisas podem até influenciar os analistas, mas o eleitor comum dá pouquíssima bola para elas. Muita saliva, papel, tinta, bit e bytes por nada. Ou por muito pouco.

Na Colômbia, como aqui, o eleitor decide em função de seus desejos, necessidades, escolhendo o líder que considera mais capaz de conduzir o país num rumo que traga benefícios reais a ele, eleitor.

Conclat

As entidades sindicais realizam sua conferência (Conclat) em ambiente eleitoral. Mas isso não deve ser usado para desqualificar o evento. Importante é que os sindicatos, federações, confederações e centrais amarrem suas reivindicações e propostas.

Seria desejável também que as entregassem a todos os candidatos, ainda que a preferência dos organizadores esteja clara, por Dilma Rousseff (PT). Isso não deveria impedir que buscassem um diálogo com pelo menos os outros três nomes mais expressivos.

A União Nacional dos Estudantes, liderada pelo PCdoB, optou por esse caminho e preservou sua unidade. O movimento sindical, diferentemente do estudantil, é pulverizado em diversas centrais, mas a Conclat reúne a esmagadora maioria.

Explosões

O trágico desfecho da tentativa de furar por via marítima o bloqueio a Gaza reforça a necessidade de negociações por uma saída definitiva para o impasse regional no Oriente Médio.

Negociações que só caminharão a partir de uma premissa: todos os povos dali têm direito a seu Estado nacional, em segurança. A paz será consequência disso.

Ou serão sempre explosões, periódicas, de violência e ódio. Como a de agora.

Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta terça (01) no Correio Braziliense.

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