quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Caindo na real (16/09)

Por causa de uma decisão duvidosa lá atrás, agora o Brasil precisa realizar a tarefa irrealizada, mas numa conjuntura bem mais complexa

A ficha caiu. O ministro da Fazenda revelou ontem que o Brasil vai tomar medidas para evitar a valorização ainda maior do Real. É uma mudança sutil, mas substancial. Desde 2003, quando assumiu o Banco Central, Henrique Meirelles repete sistematicamente: o país tem meta de inflação, não tem meta de câmbio. E não só o presidente do BC diz isso. O governo todo.

Uma frase irônica (ou bem-humorada) do então ministro Antonio Palocci era padrão quando se tocava no assunto. “O problema do câmbio flutuante é que ele flutua.”

Será que o Brasil agora vai mudar, vai ter meta de câmbio? A crer nas palavras do sucessor de Palocci, pelo menos um limite aceitável deve ser criado. Afinal, não dá para o Brasil ser o único do passo certo num mundo em que todos acirram a tendência protecionista.

Quando estourou a grande crise em setembro de 2008 houve algum otimismo sobre a possível conjugação de esforços para acelerar o livre comércio, inclusive com a participação decisiva do G20. O Brasil acreditou sinceramente nisso. Mas a utopia de um multilateralismo salvador acabou dando lugar à realidade crua. Cada país cuida de suas exportações, de seu mercado interno e, portanto, dos seus empregos. Ponto final.

É melhor isso, que o Brasil caia na real, sem trocadilhos. Mas onde está a dificuldade? No fato de o câmbio flutuante ser um alicerce da política antiinflacionária. O crescimento maciço das importações garante a oferta, e com a demanda interna aquecida pela forte expansão do crédito e da renda qualquer gargalo de oferta levaria a pressões indesejadas sobre os preços.

Ou seja, se decidir pela desvalorização, o governo precisará também dizer como vai controlar as pressões inflacionárias decorrentes.

Agora vê-se a dimensão da oportunidade perdida naquele final de 2008 e começo de 2009, quando o Banco Central decidiu adotar uma posição tímida em relação à obrigatória queda radical nas taxas de juros. Com a demanda praticamente a zero, consequência do estrangulamento instantâneo do crédito, esperou para ver se a desvalorização do real na época traria junto riscos à inflação.

Era uma aposta complicada, pois como falar em riscos à inflação num cenário de demanda caindo praticamente a zero? Era bem improvável.

Por causa de uma decisão duvidosa lá atrás, agora o Brasil precisa realizar a tarefa irrealizada, mas numa conjuntura bem mais complexa. Agora sim há pressão de demanda, as confianças do consumidor e do investidor estão em alta, o crédito voltou com tudo.

A equipe econômica do governo tem um abacaxi para descascar. Que não precisaria ser tão abacaxi assim não fosse o erro de dois anos atrás. Vamos esperar para ver a saída.

Um aspecto positivo: como o assunto da barreira à elevação do Real agora deixa o terreno das generalidades e abstrações, vindo para a vida prática, talvez seja momento de os candidatos a presidente entrarem mais decisivamente nesse debate econômico. Assunto por enquanto ausente na campanha eleitoral.

Até porque o próximo mandato presidencial está logo aí, dobrando a esquina, e esse pepino será mais do sucessor de Luiz Inácio Lula da Silva do que do próprio.

Ainda em relação às explicações, uma razão da embicada do dólar para baixo nos últimos dias é a operação de capitalização da Petrobras. Mas não é crível que seja só isso. O assunto é estrutural.

Tática

O chanceler Celso Amorim deve representar o Brasil na abertura da Assembleia Geral da ONU. Sobre o próximo período, se o governo for mesmo de continuidade, as apostas em Brasília apontam no sentido de uma diplomacia menos presidencial. Um perfil mais discreto.

Sempre é um risco tratar de especulações, ainda mais antes da eleição, mas há no Itamaraty um sentimento de que a política externa brasileira está algo superexposta, correndo riscos desnecessários.

Não haveria uma mudança de rumo, mas sim de tática. Avaliar melhor cada bola dividida.

Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta quinta (16) no Correio Braziliense.

twitter.com/AlonFe

youtube.com/blogdoalon

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10 Comentários:

Blogger pait disse...

Alon, respeitosamente, sua análise do câmbio não está correta. Vou tentar reproduzir a explicação que o Paul Krugman deu (numa palestra aqui em S Paulo hoje de manhã): o real está ganhando valor porque quem tem dinheiro quer investir no Brasil, e não nos Estados Unidos, na Europa, ou no Japão. Nesses países a perspectiva de retorno dos investimentos é tão desanimadora que as taxas de juro são quase zero - é preferível deixar o dinheiro no colchão do que investir, fenômeno conhecido como "armadilha da liquidez".

Então os investimentos vêm para o Brasil e o real se valoriza. Isso é vantagem para o consumidor e pode ser vantajoso para o país - se os investimentos resultarem em aumento da capacidade de produção futura. É uma oportunidade, com o custo e risco da valorização cambial. De qualquer forma, é um fenômeno mais profundo e complexo do que uma decisão do banco central.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010 22:45:00 BRT  
Blogger pait disse...

Alon, respeitosamente, sua análise do câmbio não está correta. Vou tentar reproduzir a explicação que o Paul Krugman deu (numa palestra aqui em S Paulo hoje de manhã): o real está ganhando valor porque quem tem dinheiro quer investir no Brasil, e não nos Estados Unidos, na Europa, ou no Japão. Nesses países a perspectiva de retorno dos investimentos é tão desanimadora que as taxas de juro são quase zero - é preferível deixar o dinheiro no colchão do que investir, fenômeno conhecido como "armadilha da liquidez".

Então os investimentos vêm para o Brasil e o real se valoriza. Isso é vantagem para o consumidor e pode ser vantajoso para o país - se os investimentos resultarem em aumento da capacidade de produção futura. É uma oportunidade, com o custo e risco da valorização cambial. De qualquer forma, é um fenômeno mais profundo e complexo do que uma decisão do banco central.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010 22:45:00 BRT  
Anonymous Germano Machado disse...

Professor Pait,

Não vejo erro na análise do Alon. O que o Krugman falou sobre o movimento de capitais na apreciação do real sem dúvida é verdadeiro.

O problema é o "se" de "se os investimentos resultarem em aumento da capacidade de produção futura". O influxo de capitais observado nos últimos anos é essencialmente financeiro, ou seja, passível de cair fora a qualquer momento. As transações correntes estão em crônico déficit, e, creio que este é o ponto do Alon, em um mundo que se tornou estruturalmente protecionista, as políticas de que o país dispõe para conseguir diminuir sua fragilidade no que toca a transações reais (importação e exportação) tornaram-se arriscadas para o mercado interno. Este é o abacaxi de agora e que, segundo o Alon , era uma oportunidade lá atrás. Concordo com essa opinião.

Uma das soluções para isso é depreciar o câmbio, mas, como o Alon aponta, pode vir uma inflação de carona.
Claro, despencar bruscamente os juros agora e torcer para este menor estímulo a influxos "corrija" também é arriscado, pois lá vem inflação de novo.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010 11:41:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

Vai o comentário em duas partes. Acho que o blogger diminuiu a quantidade máxima de caracteres por comentário. Antes eram 5 mil com espaço.

“A ficha caiu. O ministro da Fazenda revelou ontem que o Brasil vai tomar medidas para evitar a valorização ainda maior do Real.”

Pelo andar da carruagem o que me parece que vai cair de novo por cima do contribuinte são os pesadíssimos esqueletos que estão sendo ocultos pelos mágicos ilusionistas do governo (truques contábeis).

O que é valorização cambial excessiva? Qualquer arbitragem nesse sentido será sempre aleatória ou determinada por interesses de grandes grupos econômicos com boas relações “franciscanas” com o poder. Câmbio é preço como sabe qualquer um que tenha conhecimento básico de economia. E se câmbio é preço, então o valor do câmbio flutuará em conformidade com a irrevogável lei da oferta e da procura. Será que não aprendemos ainda que as pajelanças do passado para fixar taxa de câmbio “equilibrada” e outros preços não funcionam?

De acordo com Mantega, a ideia é que o governo intervenha no mercado de câmbio comprando dólares. Mas como isso é feito sem recorrer diretamente à maquininha de imprimir dinheiro? Com a venda de títulos públicos. E aí a pergunta fatal: qual o custo fiscal dessa operação? Sobre isso ninguém no governo fala.

sábado, 18 de setembro de 2010 13:29:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

(Continuação)

Aliás, desde hoje são passados 63 dias da entrevista do Luciano Coutinho ao ESP prometendo apresentar “em breve” o custo dos empréstimos do Tesouro ao BNDES.

Reportagem do ESP em 17/08/2010 (desde então, são passados 35 dias e nada de estudo do MF) cita o ministro Mantega afirmando que a área técnica do MF estaria realizando um estudo detalhado sobre o cálculo dos subsídios embutidos nos empréstimos do BNDES com os recursos repassados pelo Tesouro.

Até o momento, o governo já desviou para o BNDES, por fora do Orçamento, mais de R$ 200 bilhões de recursos provenientes da emissão de dívida pelo Tesouro. E o que sabemos de fato sobre isso, seja em termos de custo ou para quais projetos aprovados pelo BNDES essa montanha de dinheiro foi direcionada?

Cito as reportagens com as declarações de Coutinho e Mantega

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,nao-ha-risco-de-descontrole-fiscal-no-brasil,27877,0.htm

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100814/not_imp594842,0.php

Então, até o momento (18/09/2010) estamos assim: Luciano Coutinho e sua “impressão” de um resultado positivo e Mantega, “segundo fontes”, sugerindo na reportagem do Estadão que fazer esses cálculos é muito complicado.

E finalmente o que disse a candidata do PT, deixando escapar recentemente o que de fato pensa a respeito do imperioso ajuste fiscal em futuro governo, mostrando que não mudou nem uma vírgula do que dizia em 2005:

“O papo de ajuste fiscal é a coisa mais atrasada que tem. Não se faz ajuste fiscal
porque se acha bonito. Faz (sic) porque precisa. E eu quero saber: com inflação sob controle, com a dívida caindo e com a economia crescendo, vou fazer ajuste fiscal para contentar a quem? Quem ganha com isso. O povo não ganha.” (O Globo, 11/9).

Rogério L. Furquim Werneck analisou em seu último artigo publicado no ESP esse indicativo do “ajuste fiscal segundo Dilma Rousseff”

http://www.econ.puc-rio.br/rwerneck/pdf/vfd2010-0917.pdf

sábado, 18 de setembro de 2010 13:31:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
Faço referências aqui ao post "Uma questão de escolha" de 08/08/2010 neste seu blog, endereço:
http://www.blogdoalon.com.br/2010/08/uma-questao-de-escolha-0808.html
a dois comentários que enviei em que embora leigo em política externa eu procurei mostrar que ela - a política externa - é circunstanciada pelo sistema político, o sistema econômico e a força do Estado. E é claro que todas essas circuntâncias ficam submetidas a injunções de ideologia do partido dominante e da capacidade hegemônica deste partido.
Quis rememorar esses meus comentários, mas não tive tempo, quando li recentemente a resposta de Marco Aurélio Garcia à entrevista nas páginas amarelas da Veja do embaixador aposentado Roberto Abdenur. A resposta saiu no blog do Luis Nassif ainda que com pouco contraditório junto ao post "Marco Aurélio Garcia responde a Roberto Abdenur" de sex, 10/09/2010 às 07:24. No post consta a transcrição do artigo de Marco Aurélio "O triste fim de um discurso diplomático" sendo o endereço do post:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/marco-aurelio-garcia-responde-a-roberto-abdenur
É claro que no caso da política externa brasileira não se pode deixar de levar em conta o protagonismo de Lula no cenário mundial. Como eu já mencionei aqui antes Lula foi durante os quase 8 anos de governo mascote e mascate do Brasil no exterior.
Assim, espanta-me que tenha alguém apostando que o Brasil possa manter com Dilma a mesma política externa do governo Lula.
Salvo se você tenha mencionado que haveria apostas de mudança da política externa brasileira para um perfil mais discreto apenas como uma questão de estilo.
Seja José Serra ou Dilma Rousseff, não há como manter uma política externa que se fiava na capacidade do presidente Lula sair bem em bolas divididas.
Talvez se fosse a Marina Silva essa possibilidade não devesse ser descartada, embora eu não creia que ela seria do tipo que gosta de correr risco.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 20/09/2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010 22:05:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Paulo Araújo,
Valeu a indicação do artigo do Rogério L Furquim Werneck. Embora eu tenha sempre em conta que a desvalorização da moeda é a mãe de toda a economia de crescimento sustentável, isto é, de um crescimento permanente e o ajuste surge como conseqüência natural da necessidade de estabilidade após a desvalorização, lembro aqui o entrevero recente entre José Serra e Alexandre Schwartsman quando Alexandre Schwartsman divulgou que o ajuste que José Serra fizera em São Paulo seguiria o modelo do governo federal. Houve reação do governo de José Serra e Alexandre Schwartsman descobriu alguns erros que ele teria cometido e foi divulgado que o ajuste do governo federal teria sido diferente do ajuste feito pelo José Serra. Pelo menos a primeira vista não me pareceu recomendável dar muito destaque para essa diferença de procedimento, pois se o modelo federal confirma-se como correto na avaliação do eleitor, ou melhor, como já disse um comentarista aqui no blog do Alon Feuerwerker, simpático ao povo, dizer que José Serra fez diferente poderia levar muitos eleitores a não acreditar em José Serra.
É claro que José Serra poderia dizer que para ele bastaria o convencimento de Rogério L. Furquim Werneck.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 20/09/2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010 22:25:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker
Você diz:
"Agora vê-se a dimensão da oportunidade perdida naquele final de 2008 e começo de 2009, quando o Banco Central decidiu adotar uma posição tímida em relação à obrigatória queda radical nas taxas de juros. Com a demanda praticamente a zero, conseqüência do estrangulamento instantâneo do crédito, esperou para ver se a desvalorização do real na época traria junto riscos à inflação".
Não sou economista, mas penso que a história de todo esse processo não teria sido bem assim. Lembro aqui o que eu dissera para Swamoro Songhay em comentário que eu enviara sexta-feira, 10/09/2010 às 00h09min00s BRT junto ao seu post terça-feira, 7 de setembro de 2010
"Sócios espertos da vitimização" de 07/09/2010 e endereço:
http://www.blogdoalon.com.br/2010/09/socios-espertos-da-vitimizacao-0709.html
Lá eu dissera que era crítico dessa fase do governo de Lula que para ganhar a eleição fizera muita coisa de modo bem semelhante ao que fizera Itamar Franco em 1994 para que FHC pudesse ser eleito presidente. É bem verdade que Lula mantém uma reserva de mais de 200 bilhões de dólares e um saldo na Balança Comercial de mais de 1 bilhão de dólares por mês.
Mesmo considerando as diferenças favoráveis ao atual governo, penso que dizer que houve uma oportunidade perdida é analisar tudo apenas pelo lado econômico e com uma visão crítica da política de valorização do real que poucos analistas econômicos compartilham.
Aliás, eu seria um dos poucos com que você poderia contar. Mesmo assim, além de eu não ser economista, diferencio também da maioria dos analistas porque preconizo que a avaliação da política monetária e cambial do Brasil nos últimos anos leve em conta as necessidades políticas. Foi a necessidade de eleger Dilma Rousseff que deu os contornos da política econômica brasileira após a crise do quarto trimestre de 2008. Se o governo tivesse reduzido o juro, provavelmente o dólar não desvalorizaria, o país cresceria com aumento das exportações e com poucas importações e a inflação sem dúvida subiria o que demandaria ou mais impostos ou mais juros. Com inflação elevada e denúncias de corrupção pipocando de todos os lados (Pena que a imprensa se disponha a fazer essas denúncias somente em ano eleitoral, quando elas deveriam ser feitas durante todo o tempo), seria fácil para qualquer candidato contra o governo utilizar o refrão que segundo história publicada na coluna painel da Folha de S. Paulo possivelmente nó início da década de 90, Jânio Quadros teria aconselhado Delfim Netto utilizar em lugar da fala de Delfim Netto que dizia que "a causa do processo inflacionário é o déficit orçamentário". Segundo Jânio Quadros, o que era compreensível ao povo é dizer "A causa da carestia é a roubalheira do governo". Decisão que para um governo com escassa maioria é fácl de definir, principalmente se este governo conta com as boas vozes daqueles que dizem que o Banco Central é autônomo do governo e dependente do mercado.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 20/09/2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010 23:25:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker
Ao preparar meu comentário de segunda-feira, 20/09/2010 às 23h25min00s BRT precisei acrescentar algumas explicações e a frase final ficou deslocada. Dissera antes que a elevação da inflação exigiria ou mais impostos ou mais juros. Assim, a
"Decisão que para um governo com escassa maioria é fácl de definir""
Corresponde a definir entreo aumento dos impostos ou o aumento dos juros diante de uma elevação da inflação.
Decisão que sem dúvida é fácil para o governo, principalmente depois que se conseguiu convencer a sociedade que índices baixos de inflação devam ser creditados na conta do governo e taxas elevadas de juros devam ser debitados na conta do presidente do Banco Central. Proeza que este governo conseguiu depois que muitas boas vozes espalharam que o Banco Central é autônomo do governo e dependente do mercado.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 20/09/2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010 21:45:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
Li hoje, 23/09/2010, no jornal O Tempo o artigo de Miriam Leitão com o título "Câmbio errado". Menciono ele aqui porque se trata do assunto deste seu post "Caindo na real" de 16/09/2010. Didático, ilustrativo e bem comparativo, sabendo-o ler, torna-se de muito bom proveito.
Em meu entendimento, falhou apenas, ao reproduzir as palavras do economista José Alfredo Lamy que descrevia a inversão da situação de 2002 para a atual sem dar o devido destaque ao que era efetivamente diferente: a valorização do real de hoje comparada com a desvalorização de 2002. Ainda que FHC queira atribuir a Lula a responsabilidade pela desvalorização de 2002, eu considero aquela desvalorização a única herança bendita do governo FHC.
O endereço é:
http://bit.ly/cLqIOE
Clever Mendes de Oliveira
BH, 23/09/2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010 21:47:00 BRT  

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