domingo, 9 de maio de 2010

Dificuldades políticas (09/05)

Quando você começa a ter ruídos de comunicação, deve buscar as razões na política. Políticos adoram culpar os comunicadores pelos problemas que eles, políticos, criam — ou não sabem resolver

O presidente da República introduziu esta semana formalmente no discurso a variável “quando eu pedir votos para a Dilma”. Quanto realmente Lula conseguirá de votos para a candidata do PT? Eis um tema para preencher o tempo até, pelo menos, a chegada do horário eleitoral no rádio e na televisão.

O assunto vem sendo tratado aqui, sempre com cautela. A verdade deve estar em algum ponto entre o ufanismo oficialista e o desdém oposicionista. Resta esperar pelos números.

Há porém um fato a analisar: Luiz Inácio Lula da Silva ter vindo a público para fazer a declaração. Ele poderia optar pelo trivial, o de hábito. “A campanha vai bem, exatamente como planejamos. Cada coisa tem sua hora. Liderança nas pesquisas é importante, mas o que decide mesmo é o eleitor no dia da eleição.”

O cardápio de frases feitas é conhecido e está disponível para todos os candidatos. De graça. Mas o presidente deu-se ao trabalho de dar uma explicação. Ou seja, admitiu a existência de um problema. Quem se explica já está errado por definição. Eis uma verdade absoluta.

O comportamento público de Lula não é o único sintoma. De semanas para cá, nota-se a necessidade de ajustes na campanha de Dilma. Como também é hábito, a responsabilidade acaba lançada sobre os bodes expiatórios de sempre. São os supostos “escorregões da candidata”, ou os inevitáveis “problemas na comunicação”.

O desempenho pessoal de Dilma tem correspondido na essência, e ela está em visível evolução. Como falta bastante tempo para a urna, a ex-ministra tem espaço para corrigir as insuficiências. E a comunicação? Qualquer um que tenha colocado os pés numa campanha eleitoral sabe: esta anda em sintonia finíssima com a política.

Quando você começa a ter ruídos de comunicação, deve buscar as razões na política. Políticos adoram culpar os comunicadores pelos problemas que eles, políticos, criam — ou não sabem resolver.

O governo tem um desafio no plano do discurso. Foi detectado por Elio Gaspari: preparou-se para uma linha de debate, sem antes combinar com os adversários. O PT/governo pode ainda empurrar o PSDB/oposição para a armadilha de fixar-se na defesa do passado, deixando para o petismo a bandeira do futuro? Sim, mas não está sendo fácil.

O enigma maior talvez esteja em outra área. Sempre é bom esperar o desfecho das articulações, mas a campanha governista enfrenta desafios incômodos no estados. Esta coluna é pequena para fazer a lista, basta dar uma olhada no noticiário.

Um caso é São Paulo. Ontem no pré-lançamento de Geraldo Alckmin (PSDB) a governador viu-se algo inédito no último quarto de século: as diversas facções e alas tucanas absolutamente unidas, coesas com o PMDB e também com o Democratas. E com a simpatia velada do PP nos bastidores. É um paradoxo: na eleição em que tem formalmente mais alianças em São Paulo, o PT nunca esteve tão perto de ficar isolado de todas as demais correntes históricas de São Paulo.

Outro exemplo é Pernambuco, onde o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), em meio de mandato, aceitou uma disputa dificílima contra o governador Eduardo Campos (PSB) para dar um palanque forte ao PSDB nacional e um alicerce para as chapas locais. Assim, Campos deve enfrentar, unida, a aliança que derrotou seu avô, Miguel Arraes. O socialista larga como favorito e tem Lula, mas eleição é eleição.

A oposição conseguiu um palanque forte também no Rio de Janeiro. Está a caminho de consegui-lo no Rio Grande do Sul e no Paraná. No Ceará, a condução amadora e tosca do assunto Ciro Gomes por Lula realavancou a liderança do senador Tasso Jereissati (PSDB). No Amazonas, há uma crise potencial no governismo, dividido entre duas candidaturas, detalhe que pode levar uma delas a deixar de ser governista.

Na Bahia, o PT vai conseguindo forjar uma liga inédita contra ele, entre o DEM, o PSDB e o PMDB. Vitaminada por outros herdeiros políticos do carlismo. Se você conhece a Bahia sabe o tamanho do problema do PT na eleição dali.

A situação geral é bem descrita pelo deputado federal Paulo Delgado (PT-MG), há muito tempo um outsider no establishment petista. “Entre os políticos, mesmo quem é Lula não é PT de jeito nenhum.”

E voltamos ao início desta coluna.

Coluna (Nas entrelinhas) publicada neste domingo (09) no Correio Braziliense.

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15 Comentários:

Anonymous Helvio Piva disse...

Anon,

é sempre muito bom ler o que voce escreve....
Agradavel, direto e cheio de informaçoes....
Parabéns pelo trabalho....

domingo, 9 de maio de 2010 04:39:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Ou seja, a oposição vive no céu e o governo o seu inferno astral.
Conta outra Alon, que essa não cola.

domingo, 9 de maio de 2010 08:09:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

O que chama a atenção, no que foi dito pelo Presidente, é o fato de, aparentemente, tentar discordar do que era claro para todo mundo, desde o início. Ou seja, ele sempre pediu votos para sua candidata. Dizendo agora que ainda não pediu, no campo da ficção, fica parecendo ilusão coletiva. No campo de quem manda, um tremendo puxão de orelhas em várias orelhas. Do lado pragmático, um aparente não tenho nada a ver com o que está acontecendo. No campo político-eleitoral, problemas. Só que ninguém será afoito o suficiente para acreditar nisso.
Swamoro Songhay

domingo, 9 de maio de 2010 10:07:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
Você tem razão qunado reproduz a frase de Paulo Delgado (PT-MG):
“Entre os políticos, mesmo quem é Lula não é PT de jeito nenhum”.
E não é só entre os políticos. Há muitos eleitores de Lula que não votam em cadidatos do PT de jeito nehum. A questão da eleição é saber como votará uns 30% do eleitorado que nem sabe o que é PT? E nesse sentido você tem razão também quando diz:
"Eis um tema para preencher o tempo até, pelo menos, a chegada do horário eleitoral no rádio e na televisão".
Aliás, esta foi a principal razão para Lula não querer Ciro Gomes na disputa.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 08/05/2010

domingo, 9 de maio de 2010 10:11:00 BRT  
Anonymous Ivanisa Teitelroit Martins disse...

Alon, o PT paulista que hegemonizava as posições
do partido sofreu duras perdas, inclusive de visibilidade e capacidade de articulação. Havia um bom movimento de interiorização das políticas públicas com sucesso em todo o estado, porém a campanha de 2006 para o governo do estado de São Paulo deixou sequelas. Como o governo federal não soube criar espaço para as lideranças petistas paulistas, preferindo a composição, principalmente com o PMDB representado pelo Presidente Sarney e pelo Presidente Michel Temer, o resultado produziu o enfraquecimento do PT em São Paulo e por conseguinte o enfraquecimento da capacidade de coordenação e articulação do PT no nível nacional.

domingo, 9 de maio de 2010 11:38:00 BRT  
Anonymous Tovar disse...

Quando o próprio PT deixou de gostar do PT é que a coisa complicou. E muito. Tem sido alto o preço da transformação do Partido em linha auxiliar do Lulismo. A candidaturaDilma é um equívoco político seríssimo. Só será menor se vencer as eleições. Nesse caso não serão apenas o PT e Lula a pagar o preço.O risco é de sermos todos nós.
Não tome como incentivo ao medo. É dedução elementar. Dois erros não produzem um acerto. Imagine-se, pois, a soma dos apontados no seu texto e que sequer tangenciam os problemas reais derivados da opção de Lula por ele mesmo, ainda que por interposta pessoa.
Deu um pontapé na modéstia e esqueceu ser dito como o melhor negócio do mundo comprar alguém pelo que realmente vale e revendê-la pelo que ela pensa que possa valer. Já o pior negócio é exatamente o oposto.

domingo, 9 de maio de 2010 11:54:00 BRT  
Anonymous Too Loose Lautrec disse...

Pensamentos mágicos mandam a política cuidar da vida sozinha. E ela cria pernas.
Já foram pro brejo os entendidos em pesquisas que previram o xis em março. Pelo ralo as visões de Dilma boiando até Brasília no mar de lágrimas provocadas pelo filme do Lula.
Os mais renitentes se apegam às ordens para que o mar se abra e a candidata chegue à terra prometida, sufragada por maioria de eleitores paus-mandados.
Só que, diuturnamente, desde 2007, Lula está em campanha por Dilma. Desbragada e já em franca ilegalidade.
A candidata, jejuna em eleições, é hoje tão conhecida quanto o oposicionista e atinge índice significativo nas pesquisas. Do ar não terá saído.
É assim difícil encontrar nos fatos, amparo a tese que faltaria mais Lula na campanha e que a temporada televisiva alterará algo significativamente. A troco de quê?
Uma evidência: dos partidos que conquistaram o Poder Executivo Federal o PT apesar de melhor estruturado que os demais, foi dos que menos cresceu eleitoralmente.
É duvidoso resultado diverso em 2010, ainda mais com a desistência dos Executivos Estaduais – o Poder que realmente elege.
A Oposição tampouco fará bancadas maiores.
Devaneio imaginar que em pleno campeonato e depois de 2 anos de treino, é que a candidata aprenderá a ser o que não é. Muito menos mudanças na estratégia. O jogo está em andamento.
Ademais, a conferir nas próximas pesquisas, mas Dilma e Serra, candidatos igualmente insossos, podem ter batido nos respectivos tetos.
A Lei virá para obrigar a escolha dentre um e outro. Provavelmente daquele que errar menos.
Consagrado, no entanto, estará novo governo minoritário, constrangido a “governabilidade” a partir de heterogênea e paralisante base de sustentação.
Ou seja, para aqueles que sonham com as necessárias reformas capazes de gerar um País mais igualitário e justo, melhor reforçar o estoque de cerveja e transferir as expectativas para 2013.
Para tanto, estas eleições já foram pras picas.

domingo, 9 de maio de 2010 16:39:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

Dilma está em campanha desde pelo menos 2007. Concordando com Tovar e Too Loose Lautrec, até agora há mais evidências a favor de que candidatura Dilma (se preferirem, da condução da campanha) é um equívoco político do que o contrário. Sua análise neste post sobre o desempenho correto da oposição e a condução política errática no campo da situação é certeira e baseada em fatos evidentes. Quanto ao futuro, nada posso afirmar ou mesmo negar.

Olhando em retrospectiva, o que há de mais efetivo para análise é a indefinição do rumo que a campanha de Dilma deveria seguir. No meu entendimento, o foco da campanha mudou de 2007 até hoje, o que não ocorreu na oposição que até o momento demonstrou objetividade quanto aos seus alvos táticos e estratégicos.

Em 2007, tudo indicava que o foco situacionista seria dirigido para a apresentação de Dilma como confiável ao empresariado, caracterizando-a como uma técnica competente e experiente. No “Jogo do Poder com Dilma Rousseff” (11/02/2009), essa expectativa foi abordada recorrentemente pelo jornalista Cristiano Romero, que o acompanhou na entrevista. Vi a entrevista e deixei na caixa de comentários uma crítica ao programa.

Para que se tenha uma lembrança do foco ou do viés jornalístico que predominou de 2007 até 2009, cito como exemplares, duas matérias do Jornal Valor:

Valor Econômico: “Governo é contra reestatizar setores da economia, diz Dilma”
Claudia Safatle e Cristiano Romero (24/09/2007).

Valor Econômico: “Dilma Rousseff conquistou o setor privado que a vê como ‘pragmática’". Cristiano Romero (31/10/2007).

Nessas matérias do Valor Econômico, a primeira é uma entrevista e a segunda um longo artigo de análise da entrevista, destacando positivamente o pensamento e a desenvoltura de Dilma no trato político das questões relativas à sua pasta e ao governo Lula.

No artigo, o jornalista expressa exemplarmente o viés interpretativo da candidatura Dilma que, diga-se de passagem, prevalecia em toda a imprensa na época:

“Na transição de governo, Dilma, uma economista de formação heterodoxa (ela fez mestrado e doutorado na Unicamp), começou a revelar seu lado pragmático. Na ocasião, o país mal saíra do apagão energético de 2001 e o desafio do novo governo era adotar um modelo para o setor elétrico que afastasse esse risco e atraísse novos investimentos. A ministra optou por reformar o modelo deixado por Fernando Henrique Cardoso, em vez de eliminá-lo. [...]

Lula se ressentia do fato de José Dirceu dedicar-se mais à articulação política, relegando a gestão. Segundo um ministro, não há um assunto sequer de infra-estrutura e de economia que a ministra não acompanhe. Isso ajuda o presidente a entender os assuntos e a tomar decisões. ‘É bom porque a Dilma nunca deixa ninguém me enrolar’, afirmou Lula numa reunião no Planalto.”

http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=387806

Na sei precisar exatamente quando em 2009, mas é certo que os últimos 12 meses mostram que houve uma virada radical no foco da campanha, quando então o viés plebiscitário (Lula X FHC) passou a monopolizar as atenções dos analistas, editorias e repórteres. O fato é que o debate que você tanto anseia, e com o qual concordo (o que o país ganha com a eleição de Dima? O que o país ganha com a eleição de Serra?), parece não interessar a Lula e ao PT.

Não entro em considerações críticas sobre o espírito de manada que às vezes parece conduzir as pautas políticas da imprensa. Essa é uma análise que não cabe aqui.

Por último, e respondendo à sua pergunta (“O PT/governo pode ainda empurrar o PSDB/oposição para a armadilha de fixar-se na defesa do passado, deixando para o petismo a bandeira do futuro?”), não há base empírica ou lógica para fundamentar a hipótese da oposição vir a emaranhar-se nessa teia. Ao contrário, e como você aponta no post, aqueles que se mostram enrolados na armadilha, que supostamente deveria capturar a oposição, são Lula e o PT.

domingo, 9 de maio de 2010 21:21:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Swamoro Songhay (09/05/2010 às 10h07min00s BRT),
Como sempre me pareceu, você analisa o eleitorado brasileiro à sua imagem e semelhança. Penso que o Brasil ganharia se todos os eleitores brasileiros tivessem o seu nível de conhecimento e informação. Como diz com freqüência o Marcos Coimbra, não é assim no Brasil nem em nenhum outro lugar no mundo.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 09/05/2010

domingo, 9 de maio de 2010 22:45:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Paulo Araújo (09/05/2010 às 21h21min00s BRT),
Como você disse:
"Quanto ao futuro, nada posso afirmar ou mesmo negar."
A grande questão que só vai ser resolvida na urna é saber se o povo vai ser enrolado "na armadilha, que supostamente deveria capturar a oposição" e da qual, pelo que parece, a oposição se escapou.
Aliás, escapou tão bem que já se houve críticas que não seriam bem críticas governistas. Em outra parte do artigo de Dora Kramer “Virada de opinião” do qual transcrevi um trecho em meu comentário de 07/05/2010 às 13h47min00s BRT para o post aqui no blog do Alon Feuerwerker “Imprensa em debate” de 05/05/2010 há a seguinte afirmação:
“No afã de tentar agradar a todos ao dizer que não é "de oposição nem de situação", o tucano José Serra flerta com o risco de desagradar ao eleitorado que prefere gente de perfil bem nítido; seja carne ou peixe, mas de contornos bem definidos”.
Ou seja, para muitos entre os analistas (Não entre os eleitores) a campanha de José Serra parece um tanto amorfa.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 09/05/2010

segunda-feira, 10 de maio de 2010 00:25:00 BRT  
Anonymous Rotundo disse...

Dois reconhecimentos de verdades absolutas.
Na política ninguém gosta do PT. Nem mesmo Sarney et caterva.
A bolação da campanha da Dilma cometeu erros estratégicos amadores.
Daí uma terceira verdade:
Lula não é gênio político.
E uma constatação
Dilma também não é.
A sorte é que alguém terá de ser escolhido e, como dizem, na falta de tu, pode ser que sirva tu mesma. Ou ele.
Tanto faz.

segunda-feira, 10 de maio de 2010 11:19:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Paulo Araújo (09/05/2010 às 21h21min00s BRT),
Para meu comentário acima de 10/05/2010 às 00h25min00s BRT, penso que é mais correto dizer:
"já se ouvem críticas que não seriam bem críticas governistas"
e não como está digitado.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 10/05/2010

segunda-feira, 10 de maio de 2010 12:35:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Clever Mendes de Oliveira BH, 09/05/2010. O eleitorado, ao que revelaram pesquisas de intenções até aqui: 1) não sancionou a teoria da desistência do pré-candidato das oposições; 2) não sacramentou a teoria da inversão definitiva nas intenções de votos, como pregado. Assim, a meu ver, fica claro que o eleitorado não pode ser reduzido à imagem e semelhança de alguém. Contudo, concordo que o eleitorado deve ter percebido que o presidente pediu e continua pedindo votos para a candidatura governista.
Swamoro Songhay

segunda-feira, 10 de maio de 2010 13:41:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

Clever

Claro que votarei em Serra. Entendo perfeitamente que a inviabilidade da chapa Serra e Aécio levou o primeiro a fechar-se em copas e aguardar as pesquisas. Serra é conhecido pelo seu realismo. Acredito que se as pesquisas se demonstrassem desfavoráveis à sua pretensão presidencial, ele abandonaria a disputa e se voltaria para a garantida reeleição ao governo de SP.

O principal erro do PSDB até agora foi não conseguir entender-se quanto à viabilização de uma chapa com efetivo poder de fogo para vencer as eleições e infligir uma expressiva derrota política ao PT. Os acertos estão evidentes, embora não sejam ainda decisivos para se afirmar que a vitória está no papo.

No momento, só me resta imaginar como seria a campanha com a candidata Dilma, fruto da soberba de Lula, tendo que enfrentar a oposição unida em uma chapa com os dois candidatos originários dos estados eleitoralmente mais decisivos da federação: SP e MG.

Em política, sobretudo a partidária, luta pelo candidato quem o imagina vencedor. Assim, nenhuma estratégia ideal é substituta da coesão. Os psdebistas erraram ao não viabilizar a chapa SP/MG. Agora, a sorte está lançada e a oposição ficou na dependência de que a Fortuna decida ficar ao seu lado e não do deles. No enatnto, os tucanos sabem fazer política. E como no tempo e no espaço nada é irreversível, o presente está mostrando que o problema da unidade foi superado no PSDB. Mas essa não foi a primeira vez que os desentendimentos nessa seara ameaçaram jogar no lixo a vitória.

Como alerta o blogueiro, ainda há pela frente muito chão e muita disputa.

segunda-feira, 10 de maio de 2010 19:34:00 BRT  
Anonymous Louzada disse...

Alon
Da onde vc tirou isso?
"A oposição conseguiu um palanque forte também no Rio de Janeiro"
Que palanque é esse que eu que sou do Rio e não conheço?
Vc acha que Gabeira/ Cesar Maia tem voto aqui?
Ontem 86 dos 92 prefeitos estiveram reunidos com Dilma, procure saber quantos compareceriam em um evento com Serra.
Adoro sua coluna , mas admita deu bola fora.

quarta-feira, 12 de maio de 2010 14:22:00 BRT  

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