domingo, 28 de fevereiro de 2010

Um poço de bom senso (28/02)

Autodefinido como partido da “esquerda democrática”, conceito que na lógica e na política só existe em oposição a uma “esquerda não democrática”, o PT certamente estará confortável no apoio à abertura política em Cuba

Luiz Inácio Lula da Silva está certo quando insinua, sem muita sutileza, que falta coragem a Barack Obama para levantar unilateral e incondicionalmente o bloqueio a Cuba. Lula estaria ainda mais coberto de razão se completasse o raciocínio. Pois tal coragem é a mesma que inexiste nos irmãos Raúl e Fidel Castro para convocar eleições livres e multipartidárias na brava ilha caribenha.

Mesmo em escalas muito diferentes, a modalidade de valentia que nosso presidente propõe ao colega americano é do tipo que ele, Lula, precisaria juntar para atualizar os índices de produtividade no campo, para impedir que os bancos cobrem 10% ao mês no cheque especial -quando remuneram o poupador a uma taxa dez vezes menor e quando a inflação está em 4% ao ano- e para dar um jeito no absurdo que pagamos ao falar no celular, recorde mundial.

Vejam que escrevi “do tipo”. As coisas para as quais, numa analogia, parece faltar coragem a Lula são menos complexas e difíceis do que o imbroglio entre Cuba e os Estados Unidos, e mesmo assim a administração do PT, rumo a oito anos na cadeira, não encontrou ainda força suficiente para completar a missão. É dura a vida de quem governa. Ninguém faz só, e sempre, o que quer.

As decisões governamentais são resultado da soma de vetores. O líder é expressão dessa resultante vetorial. É ele e suas circunstâncias. Quando sai da linha e ultrapassa as fronteiras do equilíbrio político, corre o risco de ser politicamente degolado. Governantes não devem ser necessariamente corajosos. Melhor serem sábios, e excesso de coragem nunca foi sinônimo de sabedoria.

Sobre isso, o congresso recente do PT e as entrevistas nos últimos dias de líderes do partido, do presidente da República e da candidata ao Planalto são arquetípicos. É um festival de panos quentes. Um poço de bom senso. Falta coragem para enfrentar o "mercado"? Talvez sobre inteligência.

A lamentar, apenas que Lula, o PT e o governo brasileiro contribuam pouco para o fim do impasse entre Havana e Washington. Cuba quer ser tratada como país normal. E os Estados Unidos pedem que Cuba se reorganize politicamente, para permitir a transição rumo a um estado de direito democrático.

A linha brasileira tradicional na abordagem do assunto era conhecida, desde pelo menos um quarto de século. A política interna de Cuba é tema dos cubanos, e não é razoável que os Estados Unidos se metam na vida dos ilhéus. Acontece que os americanos se comportam ali mais ou menos como nós e a Venezuela gostaríamos de agir em relação a Honduras. Com uma única diferença: eles têm força para ir além do discurso e praticar de fato a ingerência.

Já que nosso manual de não intervenção foi arquivado pelo Itamaraty na nova fase, talvez seja o caso de transformar também este limão numa limonada. É inexplicável que o Brasil se candidate a mediar um conflito no qual pouco ou nada pode influir, lá longe no Oriente Médio, e se omita na busca de uma solução negociada aqui perto, entre cubanos e americanos.

Até porque a saída possível, para atender a quem advoga mudanças estruturais em Cuba, é óbvia. Que tal um cronograma de transição? Poderia começar pelo fim do bloqueio e terminar em eleições livres, fiscalizadas pela ONU (quem sabe com tropas brasileiras, como no Haiti?), nas quais o Partido Comunista teria todas as condições de lutar nas urnas para continuar no poder.

O que poderia impedir o governo brasileiro e o PT de irem por aí? O medo de perder influência política e econômica junto aos atuais dirigentes cubanos? Não se faz omelete sem quebrar ovos. E se Cuba enveredar por um caminho de progresso e crescimento acelerados as oportunidades para o investimento brasileiro serão ainda maiores do que as já apetitosas de hoje. Desde que não repitamos o erro de Honduras, desde que apostemos no cavalo certo.

O PT tampouco enfrenta obstáculo ideológico intransponível para apoiar esse script. Em artigo que fizeram publicar na Folha de S.Paulo na passagem dos 30 anos da sigla, o novo presidente do PT e seu antecessor registraram o aniversário de “um partido democrático, popular e socialista que soube unir setores diferentes da esquerda democrática”.

Autodefinido como partido da “esquerda democrática”, conceito que na lógica e na política só existe em oposição a uma “esquerda não democrática” (ou o adjetivo seria redundante), o petismo certamente estará confortável no apoio à abertura política em Cuba.

Ou não?

Coluna (Nas entrelinhas) publicada neste domingo (28) no Correio Braziliense.

Deseja perguntar-me algo?

Leituras compartilhadas

twitter.com/AlonFe

youtube.com/blogdoalon


Assine este blog no Bloglines

Clique aqui para mandar um email ao editor do blog

Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo

23 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Não.

Kbção

sábado, 27 de fevereiro de 2010 21:43:00 BRT  
Blogger pait disse...

É, não.

domingo, 28 de fevereiro de 2010 00:41:00 BRT  
Anonymous Duarte disse...

Que eu saiba, a função dos partidos políticos é disputar o poder em seus respectivos países.

Não cabe ao PT e nem ao DEM ou PSDB, delinear projetos de poder para Cuba, EUA, China, Iraque, ou qualquer país que seja.

Os partidos, quando alcançam o governo, devem pactuar e lutar pelo cumprimento de Tratados Internacionais de acordo com o que pregaram e com a delegação que o eleitor lhes dá, na democracia representativa. Entre os pactos, o direito de autodeterminação dos povos. E não me venham com o caso de Honduras, que golpe de Estado em cima de um presidente eleito, é um golpe à autodeterminação do povo hondurenho, por isso fez sentido não reconhecer o governo golpista.

domingo, 28 de fevereiro de 2010 04:42:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

domingo, 28 de fevereiro de 2010 09:50:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Por que "Não me venham", Duarte? Porque derruba sua teoria? Conversa vazia.

domingo, 28 de fevereiro de 2010 09:54:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Pela retórica exibida, só interessaria um recuo unilateral dos EUA em Cuba. Uma verdadeira capitulação, como parece ter sido e continua sendo a pressão brasileira no caso de Honduras: agora exige a volta do ex-presidente e a anistia ao mesmo. Como isto, apenas e tão somente, encontra-se no terreno das ilusões, o partido não estaria confortável no apoio à abertura política em Cuba, como eventual contrapartida à normalização das relações com os EUA.
Swamoro Songhay

domingo, 28 de fevereiro de 2010 11:29:00 BRT  
Anonymous adrixramos disse...

Ótimo artigo. Parabéns! É preciso (um pouco) de coerência na política!

domingo, 28 de fevereiro de 2010 11:45:00 BRT  
Anonymous Rotundo disse...

E aí, Duarte, coerência que é bom necas de pitibiribas, né?
Pra Honduras tu defendeu a intervenção descarada e daninha nos assuntos internos daquele País e agora no caso de uma ditadura assassina como a cubana é cada um cuida de si e não temos que nos meter?

domingo, 28 de fevereiro de 2010 12:43:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Duarte:
Em Honduras, o presidente eleito resolveu golpear a Constituição, sendo legitimamente deposto, com apoio do Ministério Público, do Parlamento, da Suprema Corte e da maioria da população, com legitimidade institucional e popular, portanto. Por sua vez, o Zelaya não tem a maioria nem no seu próprio partido. O Brasil não só condenou o suposto golpe como permitiu que a embaixada fosse transformada em palanque de um dos lados, além de, até agora, não reconhecer o resultado de eleições legítimas e altamente fiscalizadas por órgãos internacionais. Enquanto isso, na Ilha-Presídio já se vai mais de um cinquentenário sem pleitos verdadeiramente democráticos, sem liberdade de expressão ou de assosiação, sem pluripartidarismo, com monopólio de informações pelo regime e perseguição cruel de dissidentes(nesse ponto o cinismo e a hipocrisia dos que defendem seletivamente o princípio da autodeterminação dos povos chega ao ápice). Alon, essa é uma das razões que explicam porque o atual governo e o petê não tem legitimidade tampouco estofo moral para atuar como mediador na questão cubana. O cínico discurso do Lula quando questionado sobre a morte do Zapata, o silêncio cúmplice de nossa diplomacia quanto à prisão e morte de dissidente e o desconversar imoral do Top Top Garcia dão bem a medida dessa inaptidão.

Kbção


P.s.: Isso é porque não entrei na fala desdenhosa de nosso presidente quando das fraudulentas eleições iranianas...

domingo, 28 de fevereiro de 2010 12:57:00 BRT  
Anonymous Charlot disse...

Será que não ficou claro que Honduras foi um teste e uma provocação da direita americana ao governo Obama,fresco e inexperiente? Constrangido pela vigorosa iniciativa do Brasil,diga-se de Lula?
Quem saiu mal,dessa história?Em Braile ,talvez,a versão seja outra.
Cuba é um contencioso que a arrogãncia proverbial americana,impede ONU,OEA e o Vaticano de interferirem,ainda que moderadamente,mesmo alegando motivos humanitários.

domingo, 28 de fevereiro de 2010 13:01:00 BRT  
Anonymous Duarte disse...

Anônimo
A teoria não é minha. A maioria dos países das democracias ocidentais condenaram o golpe em Honduras.

domingo, 28 de fevereiro de 2010 13:43:00 BRT  
Anonymous Duarte disse...

Coragem é diferente de ingenuidade. É ingenuidade um país do tamanho de Cuba aceitar um duelo de outro do tamanho dos EUA, com as armas escolhidas pelos EUA.
Cuba vive o seguinte dilema: peca por falta liberdades, mas não pode perder as conquistas de fraternidade e igualdade alcançadas por seu povo (a democracia ocidental advinda da Revolução Francesa prega estes 3 valores, no entanto os países imperialistas se esquecem de 2 ao pregar o receituário para as ex-colônias). O índice de pobreza de Cuba era o sexto menor em 2004 dentre 102 países em desenvolvimento pesquisados (de acordo com a Pnud, organismo da ONU), e está entre os 83 países que ostentam alto Índice de Desenvolvimento Humano (acima de 0,800): em 2007 o IDH de Cuba foi 0,863.
Cuba caminha para uma abertura lenta e gradual, assim como a China. Ambos fazem a Perestroika (abertura econômica) antes da Glasnost (abertura política), porque a experiência ingênua da URSS de fazer simultaneamente, foi apropriada por espertalhões estrangeiros e locais, e resultou na maior auto-decadência de uma grande nação e perda de soberania, com consequência devastadora no empobrecimento de seu povo.
Cuba não quer repetir a experiência neoliberal da Rússia de Yeltsin, não quer ter de volta um Fulgêncio Batista repaginado com MBA em Harvard.
A medida que a Perestroika cubana produz resultados econômicos (pelo menos até antes da crise, Cuba vinha tendo crescimento Chinês do PIB), a Glasnot também vai se viabilizando.
Não há sentido chamar de eleições livres e soberanas, um processo onde o "partido de oposição" é simplesmente a maior potência hegemônica mundial tanto bélica e economicamente.
Seria ingenuidade submeter-se às regras eleitorais ditadas por Washington, para colocar um governo submisso, que extendesse as fronteiras de Guantanamo ao resto da Ilha, simplesmente para colocar soldados cubanos batendo continência à generais estadunidenses, privatizar laboratórios farmacêuticos para corporações estrangeiras, colocar a mão de obra qualificada cubana como força de trabalho barata para corporações estadunidenses, em troca do direito de comer hamburger em fast-food e assistir filmes de hollywood na TV (obviamente pagando royalties de direitos autorais).
Por isso, uma discussão honesta sobre abertura democrática em Cuba, precisa passar por alguma proposta decente, que respeite o nacionalismo e as conquistas cubanas.

domingo, 28 de fevereiro de 2010 15:00:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Já que nosso manual de não intervenção foi arquivado pelo Itamaraty na nova fase, talvez seja o caso de transformar também este limão numa limonada.
Copiei essa parte só para lembrar ao senhor que nos tempos do senhor FHC e Wasmosy[será q escrevi certo] presidente do paraguai da época - certamente q em outras épocas tb,o manual já estava arquivado. O q conta mesmo é a correlação de forças.

domingo, 28 de fevereiro de 2010 18:36:00 BRT  
Anonymous JV disse...

Conquistas de igualdade e fraternidade? Fala sério, presidiários tem esse tipo de "fraternidade". A igualdade de uma vida desperdiçada porém é uma realidade, igualdade no desespero miserável que impede de reagir.

domingo, 28 de fevereiro de 2010 20:01:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Traduzindo Duarte: Cuba é uma ditadura mas algum dia - que nem Deus consegue imaginar quando seja - vai aliviar. Enquanto isso vão matando mais gente e tá tudo certo.

domingo, 28 de fevereiro de 2010 20:10:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

domingo, 28 de fevereiro de 2010 21:48:00 BRT  
Anonymous Pablo Vilarnovo disse...

Por favor, não existe bloqueio. O que existe é um embargo.

São coisas bem diferentes.

segunda-feira, 1 de março de 2010 10:26:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Então, Duarte, o IDH de Cuba sendo maior que o brasileiro, o que é fato, é um lugar melhor para se viver, é isso?
Gostei particularmente pelo "peca por falta liberdades", como se fosse mero detalhe...
A "abertura lenta e gradual", em digamos, 567 anos, tambem é original...
E dizer que "Cuba não quer repetir a experiencia neoliberal da Russia" é uma opinião compartilhada pela maioria dos cubanos, claro...
E só pode estar brincando ao temer que aqueles "moderníssimos" laboratórios farmaceuticos (que só sabem fazer vacinas que não funcionam) sejam incorporados pelas maldosas corporações estrangeiras, ávidas de usurpar as técnicas originais e avançadas dos cubanos...
E resumir as conquistas de uma eventual abertura a comer hamburguer denota uma visão bem estereotipada, convenhamos.

segunda-feira, 1 de março de 2010 11:38:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Caro Alon, achei coerente e interessante este seu texto e creio que devemos agir exatamente de forma a solicitar a estes governos, "pseudos democraticos" a atuarem de uma forma a respeitar efetivamente os direitos humanos. Creio que o Presidente Lula deveria pedir ao Presidente Obama satisfações sobre os prisioneiros que tem em Guantanamo e sem julgamento, pois isto só é concebivel em regimes autoritarios. Por outro, lado, tambem aos aliados da ONU, e individualmente aos EUA e Israel, pelas crianças que mataram no Afeganistão, na Palestina e no Iraque. São muitos erros de tiros, para considerarmos que foi acidente. São ou Não democracias, pelos menos se dizem; e por isso o nosso Presidente tem que cobrar coerencia deles. Vidas são vidas em Cuba ou qualquer outra parte do mundo.

segunda-feira, 1 de março de 2010 16:23:00 BRT  
Blogger Guilherme Scalzilli disse...

Cuba é aqui

Os democráticos inimigos da ditadura cubana sofrem de indignação seletiva. Ninguém ousaria defender que um presidente brasileiro se negasse a visitar os EUA sob a alegação de que o país tortura inocentes em campos de concentração. E ai do jornalista que constrangesse o mandatário, em visita à Casa Branca, a se pronunciar sobre o tema.
Os adversários de regimes autoritários curiosamente silenciam sobre a proibição da Marcha da Maconha no Brasil (para citar um exemplo inofensivo). A Justiça viola preceitos constitucionais básicos ao nosso lado, mas, claro, temos outras prioridades. Democracia nos olhos dos outros é refresco. Sorte que existe o Fidel para nos distrair de nossas próprias instituições putrefeitas.

segunda-feira, 1 de março de 2010 16:58:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Os cubanos já são pobres, muito pobres. A ingestão de calorias per capita é baixa. As pessoas tem que criar galinhas e porcos em apartamentos, ou recorrer ao mercados negro para comerem melhor. Houve fome nos anos 90. As pessoas (imensa maioria) que não trabalham nos empreendimentos turísticos ou em cargos em que se precisa do clientelismo governamental via PC tem salários aviltantes.
João Paulo Rodrigues

segunda-feira, 1 de março de 2010 20:59:00 BRT  
Anonymous Duarte disse...

Infelizmente as informações que chegam aqui sobre Cuba são esteriotipadas. Ora liberais demonizam, ora comunistas endeusam.
Dados do Cia facts book (Atlas publico da Agência de Inteligência dos EUA, portanto insuspeito de serem dados manipulados), mostram que a renda per capta de acordo com o PPP (paridade de poder de compra) de Cuba é maior do que da Colômbia e do Peru.
Obviamente que é preciso compreender que a renda em um país comunista é pouca em moeda corrente e muito em benefícios: moradia, alimentação e trasnporte subsidiados, desemprego próximo de zero, e educação e saúde gratuíta. É isso que traz a sensação de falta de liberdade para consumo: muito subsídio e pouco salário. Mas é o caminho que um país pobre encontrou para dispor de uma alta rede de proteção social civilizada, da mesma forma que os escandinavos escolhem uma carga tributária alta para viver em um país de alta qualidade de vida para todos. Isso também reduz a margem de consumo dos salários, devido aos impostos.
Pelo que pessoas que viajaram para Cuba narram, a qualidade de vida material dos cubanos é melhor do que a dos brasileiros de classe D e da faixa mais baixa da classe C, e pior do que a faixa mais alta da C para acima.
Porém eles tem acesso universal à educação de qualidade, que só a classe B acima tem acesso no Brasil.

terça-feira, 2 de março de 2010 00:48:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Só há duas falhas em seu raciocínio:
1. Os cubanos não escolheram nada. Por comparação com os escandinavos, estes escolheram seus governantes e suas leis. Os cubanos não.
2. Benefício em serviços não é renda. Os escandinavos possuem os mesmos benefícios e, ainda assim, uma renda muito maior.
Quanto às narrações, exitem para todos os gostos. Também conheço gente que narra as favelas que se tornaram vários núcleos habitacionais e, sobretudo, o centro de Havana.
O caso é que, sem negar o avanço e em educação e em saúde (este com relatos de que já não é o que era), os cubanos pagam um preço muito alto para terem algo que está apenas na linha divisória entre miséria e pobreza, sem nenhuma perspectiva de melhora e sem poderem apitar em nada sobre seu futuro.
João Paulo Rodrigues

terça-feira, 2 de março de 2010 10:59:00 BRT  

Postar um comentário

<< Home