terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O FMI do clima (15/12)

Sabe os montantes que nos comprometemos a colocar no Fundo Monetário Internacional? Vamos avisar aos amigos de Washington que, infelizmente, precisamos para coisas mais urgentes, como o combate ao aquecimento global

É boa e merece apoio a posição do governo do Brasil, representado pela ministra Dilma Rousseff, na Conferência do Clima em Copenhague. Metas de contenção das nossas emissões de CO2? Só voluntárias e determinadas soberanamente pelo país. E tomara que ela e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva consigam sustentar o princípio de não colocarmos nem um tostãozinho no tal fundo planetário destinado a combater o aquecimento global.

Nesse jogo nós somos receptores potenciais de recursos, não doadores. Mas também não estamos tão a perigo assim. Como bem disse a ministra, se quiserem mandar dinheiro para cá, ótimo. As coisas andarão num certo ritmo. Se não mandarem, paciência, irão num passo diferente. Em qualquer caso, entretanto, é preciso que fique claro: nós decidiremos o que fazer com nossos ecossistemas, e não vamos nos subordinar a nenhuma modalidade de governança global.

Costuma ser o problema do dinheiro que lhe oferecem: com ele, vem junto a perda de soberania. Não era desse jeito quando o Brasil vivia atrás dos trocados e do aval do FMI para fechar as contas? Esse tempo passou. Por que então caminhar para trás? Será mesmo bizarro o Brasil colocar recursos numa operação assim, para, depois, um burocrata qualquer de sobrenome complicado vir aqui dizer o que podemos ou não plantar (ou criar) no Pantanal ou na Amazônia. Ou quanto vamos desmatar.

Não seria bom ter dinheiro a mais para os programas de combate à emissão de CO2? Claro que seria. Eu tenho uma proposta. Sabe aqueles montantes que nos comprometemos a colocar no FMI? Vamos avisar aos amigos de Washington que, infelizmente, precisamos para coisas mais urgentes, como o combate ao aquecimento global. Até porque nosso aporte adicional ao Fundo tem uma única finalidade: permitir que Lula produza mais um belo discurso, dizendo que nunca antes neste país aconteceu de o Brasil não apenas pagar a dívida com o FMI, mas emprestar dinheiro a ele.

De volta à COP 15. Depois do longuíssimo debate, a coisa está empacada nos mesmos impasses de sempre. Quem vai dar quanto? E quanto cada um aceitará conter seu desenvolvimento econômico? O justo seria jogar toda a conta do sofrimento dos ecossistemas nas costas de quem mais se beneficia da civilização. As duas contas: o dinheiro para cuidar da natureza e as metas rígidas de redução de gás carbônico.

Qual é a dificuldade? Convencer o eleitorado de lá.

Se você fosse eleitor europeu, americano ou japonês, aceitaria pagar mais impostos para alimentar um fundo cujos recursos irão passar pela ONU, pelo Banco Mundial e acabar nas mãos de líderes do Terceiro Mundo, que supostamente ficariam responsáveis por investimentos para proteger a humanidade contra a ameaça do aquecimento global? Difícil de engolir. Seria a receita certa para a derrocada política. Algum adversário defenderia alternativas mais em conta, como por exemplo usar no clima as verbas hoje desviadas na corrupção. Teria certamente boa acolhida.

Menos provável ainda é o eleitor americano — ou seja o Congresso americano — aceitar que um organismo supranacional estabeleça travas à recuperação econômica da superpotência. Se nós fôssemos americanos tampouco aceitaríamos.

Pagar para ver

O PMDB "neolulista" acredita que cabe a ele decidir o nome do vice de Dilma. Seria lógico, dado que esse núcleo diz garantir ao PT maioria na convenção nacional do PMDB.

Mas uma arma só é útil quando pode ser utilizada. O PMDB toparia levar às últimas consequências uma eventual ruptura com o projeto de continuidade do poder petista? Com todo o espaço que a legenda ocupa na Esplanada? Só vendo.

Nesta, o PT-governo dá sinal de querer pagar para ver.

Uma explicação

A Folha de S.Paulo revelou que o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães tem dado declarações surpreendentes sobre por que a Alemanha e o Japão penam politicamente desde 1945. Segundo o hoje ministro de Assuntos Estratégicos, é porque ambos se atreveram a desafiar a hegemonia dos Estados Unidos e do Império Britânico.

Cada um tem sua opinião, mas é mais provável que o nazismo alemão e o militarismo japonês tenham colhido a repulsa universal devido aos métodos que utilizaram para confrontar as potências hegemônicas da época. Foi que escreveu, com propriedade, neste domingo o jornalista Elio Gaspari.

Seria bom para o Brasil, para o governo e para a biografia do embaixador que ele explicasse melhor o que pretendeu dizer.

Coluna (Nas entrelinhas) publicada hoje no Correio Braziliense.

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12 Comentários:

Blogger pait disse...

O problema é que cada país não quer pôr dinheiro na mão de pessoas com nomes complicados - cada um acha o nome estrangeiro complicado. Enquanto isso o clima vai mudando. O Fmi serve, ou servia, ou pelo menos deveria ter servido, para evitar que algum país vá à falência. Se o clima mudar vamos todos à falência juntos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009 00:16:00 BRST  
Anonymous Paulo Drummond disse...

Aceito, com reservas, suas ponderações. Não fossem Gargantua e Pantagruel de quem estivéssemos escrevendo. Estaria eu pedindo muito se o meu presidente soubesse se expressar com alguma elegância vernacular, sem apelos? Estaria eu sendo muito exigente, se quisesse um presidente que fosse coerente com aquilo que fala (se é que o faz coerentemente) dia após dia, aqui ou fora? Seria eu intolerante se não aceitasse que meu presidente fosse menos desenvolvimentista-construtor e mais racional para as verdadeiras e profundas demandas nacionais? Seria eu excessivamente teimoso em insistir que meu presidente seja menos tolerante com desvios clássicos e contumazes que sistematicamente nos envergonham?

Não. Não aceito um presidente escancaradamente falso. Um pretenso candidato que cai de pára-quedas num assunto que combatia com todas as armas e argumentos, e que se transforma convenientemente no minuto seguinte em defensor do clima; e que vai a Copenhagen exclusivamente na busca de algum trocado. Que vilipendia outrem cuja coerência expõe proposta bastante razoável pouco antes, no mesmo dia, pelo simples prazer desenvolvido depois que a mosca azul lhe inoculou a conhecida toxina.

Não. Não quero que aquele em quem confiarei mais quatro anos seja um hipócrita, ou mero aprendiz de. Não aceito. Não lhe compraria um carro usado — uma expressão simbólica, mas que caracteriza a total falta de confiança naquele indivíduo. Não lhe confio a guarda.

Só tenho um instrumento para fazer disso minha vontade. E pode ter certeza que o farei.

um abraço

terça-feira, 15 de dezembro de 2009 00:47:00 BRST  
OpenID muitopelocontrario disse...

Cara,

Sobre o aporte ao FMI, considerando o falso equilibrio que mantem a "Chimerica" ativa (consumo de produtos chineses que causam deficit e eleva o endividamento dos EUA, que por sua vez é financiado pelos chineses que compram titulos da divida americana) vc sentado na cadeira, deixaria de aportar US$ 10 Bi no FMI e ficar com um pé no que pode (nao estou afirmando que vai) se tornar a moeda global (SDRs - Direitos Especiais de Saque)?

Qdo a China desafiou os EUA e deu uma pequena, minima amostra do poder que detem (nao para os dirigentes americanos, mas para a opiniao publica
ocidental) desovando só alguns T-Bonds, permitindo que dirigentes de 2º escalao soltassem frases sobre a diversificaçao das resevas da China. etc. Mas principalmente a citaçao da proposta do Banco Central Chines de que o SDRs num futuro longinquo poderia ser a moeda global que tanto precisamos. A conversa sobre o cambio mudou de rumo e, principalmente, de tom.

Então condenar o Brasil, que simplesmente brincou de "follow the leader", e fez um aporte (irrisorio) desses é uma simplificação boba. Achar que é o discurso interno é o objetivo PRINCIPAL do Governo não fecha a conta, até pq a oposição já viu ai um flanco, e vai perguntar ao Governo se ele tem 10 bi pra emprestar lá fora, pq nao tem 10 bi pra por na educação. Mas o Governo encarou o custo. Quem é sensato agora tem que ajudar a mostrar os beneficios.

O Brasil fez o aporte no FMI pq era importante estrategicamente pro Pais. Mas a miopia vai condenar a ação, e impedir novos aportes, se surgirem oportunidades, pois não enxergamos um horizonte além do ciclo de 4 anos do processo eleitoral.

Depois ficamos sem saber pq perdemos o campeonato. Falta de "sorte".

terça-feira, 15 de dezembro de 2009 13:17:00 BRST  
Anonymous Too Loose Lautrec disse...

Não é crível que o PMDB (do Governo) por conta do mesmo espaço na Esplanada, tenha se disposto a apoiar Dilma, candidata politicamente muito fraca. O preço seria mais alto. E Geddel já expôs a expectativa: “o Dilmo da Dilma”.
É nesse contexto que o “recado” do Lula deverá ser interpretado pelo Partido. Sem esquecimento, claro, dos movimentos dos órgãos do Ministério da Justiça.
Lula costuma blefar, mas o veto a Temer tornou-se dado real. Sua reversão custaria caríssimo, Dilma não escolheria mais nem a própria bolsa. Porém os desdobramentos serão inevitáveis e pacífica uma das conseqüências: a taxa de risco dos apoiadores aumentou, em decorrência o preço subiu.
Lula cutuca o PMDB pragmático com vara curta. Antes, no PMDB, cristão novo com bom cargo só o Sarney, quando ninguém imaginava a doença de Tancredo.
A conta deverá vir ou no correr da eleição, se Dª Dilma estiver mal das pernas, ou no correr do governo da mesma. E será ainda bem mais cara.
Só que dessa, pensando bem, Dª não escapará. Virá de qualquer maneira e a então Presidente terá apenas um ex-presidente a socorrê-la. Poderá ser pouco.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009 13:40:00 BRST  
Blogger Douglas disse...

Olá Alon, como vai?
Concordo com você no que diz respeito a quem deve 'pagar a conta' no enfrentamento da questão climática -- as sociedades que mais se beneficiaram da industrialização. Entretanto, em que pese a questão da(s) soberania(s) nacional(is), não sairemos do impasse colocado por você (de que eles não vão dar dinheiro assim, sem 'contrapartida') caso não haja um compromisso por parte dos países em desenvolvimento; e isso, impressão minha, pode existir sem que necessariamente se perca a soberania. Creio que 'accountability' pode ser exercida de maneira autônoma, desde que os termos sejam acordados de maneira justa e com participação de todos os lados, e que esta pode ser a 'moeda de troca' dos países em desenvolvimento em Copenhagen. É o que espero.

Mas, sem dúvidas, ainda assim não será fácil receber dinheiro deles. Por exemplo, os EUA chegam a alegar desconhecimento sobre os efeitos potenciais da poluição no passado para se eximir de qualquer compensação: http://bit.ly/7uUevz

De todas as maneiras, fico feliz em ler alguém que vai além do bonito -- e perigosamente inocente -- discurso de que 'todos devemos fazer nossa parte', esquecendo-se das abismais assimetrias entre países e da fome que faz 1 bilhão de vítimas pelo planeta. Queda claro que tem gente (=sociedades) em melhor posição para enfrentar estes problemas, e que qualquer negociação que negue a existência destes privilégios será injusta e provavelmente permeada pelas clássicas estruturas de poder internacionais.

Abraço, Douglas

terça-feira, 15 de dezembro de 2009 13:54:00 BRST  
Anonymous Duarte disse...

Chamar de populismo alocar parte das reservas no FMI é bastante insensato, como disse acima o "muitopelocontrario".

Qualquer governo populista faria o que dizia Brizola: torraria todas as reservas em CIEPS (escolas de tempo integral). É o argumento que o PSDB passa a usar. Outros o fariam em obras. Outros em programas sociais como diz o PSOL/PSTU. Certamente há dezenas de ações que renderiam muito mais votos a curto prazo do que manter reservas, principalmente às vésperas de um ano eleitoral.

O problema é que não manter reservas e se endividar com má qualidade da dívida leva ao voo de galinha na prosperidade da nação. Tem um ou dois anos de bonança e depois vem os anos de sacrifício. Isso aconteceu com o Plano Real. Foi bom por uns dois anos. Já 1996 ficava claro a necessidade de reduzir o déficit primário, e o déficit na balança comercial recomendava desvalorizar a moeda. A agenda eleitoral falou mais alto e dinheiro à rodo foi liberado para emendas de parlamentares aprovarem a reeleição. O câmbio continuou valorizado, produzindo déficits e fazendo a farra dos importados para a classe média. Especuladores se aproveitaram da fragilidade brasileira em 1998, e o Brasil quebrou.

Não ter reservas leva o país a ficar vulnerável aos ataques especulativos, e nem precisa de uma crise internacional externa, os próprios mega especuladores se encarregam de criá-la quando há a oportunidade de ganhar dinheiro atacando a moeda de um país.

Desde que o padrão ouro acabou como lastro para a moeda, o valor da cédula no bolso do cidadão é um conjunto de varíaveis macroeconômicas, que se não respeitadas, levam à inflação, e o valor da cédula, do salário derrete no bolso do cidadão.

As reservas é uma destas variáveis, e aplicar US$10 ou US$14 bi no FMI apenas está deixando de aplicar o mesmo montante em bônus do tesouro dos EUA. Não existe nenhum ônus para o povo brasileiro nesta diversificação.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009 14:33:00 BRST  
Anonymous Duarte disse...

Quanto ao Samuel Pinheiro Guimarães, estou cansado de ouvir interpretações de terceiros sobre o que ele (e outros) quiseram dizer.

Ninguém acha razoável que o Ministro da SAE flerte com ideários fascistas.

O único ponto de intersecção do pensamento do ministro com os regimes do Japão e Alemanha na II Guerra é o nacionalismo, e para por aí.

Qual é a função da imprensa? Não é esclarecer, informa, em vez de confundir?

Então por que simplesmente não perguntam ao ministro, esclarecendo o assunto, em vez de pinçarem uma declaração e estender o assunto em intermináveis análises políticas na base do teste de hipótese?

Se foi gafe, porque não noticiam como gafe, em vez de tratar o assunto como se o ministro fosse um suposto skin-head neonazista enrustido?

Eu vou preferir ouvir o que o próprio Samuel Pinheiro Guimarães tem a dizer na quarta-feira na programa 3 x 1 na TV.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009 14:50:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Visão marxista , todos tem uma.Sobre qualquer coisa. As razões da Segunda Guerra,tanto alemães quanto japoneses padeciam do mesmo problema:"espaço vital"! Parece nome de academia de ginástica. Contudo, a ideologia dos tedescos era a do Mussolini,mais antiga e requentada.
Claro que a bronca contra o capitalismo anglo-saxônico era questão central:a opressão do pós guerra,idenização dos derrotados, relações econômicas assimétricas com os vitoriosos da Primeira Guerra(anglo-saxões,principalmente...),depois, descobriram os judeus e ficou mais fácil:o ressentimento tinha nome , sobrenome ,profissão, religião e dinheiro. Lógico que os anglo-saxões repelem essa versão do Samuel Pinheiro Guimarães,pois, não foram ele que a propuseram nem desenvolveram...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009 15:36:00 BRST  
Blogger Alberto099 disse...

Caro Alon, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deve muito ao FMI. Não fosse aquele organismo nos amparar por três vezes em seu segundo mandato (se não me falha a memória foram três) e seu destino seria similar ao seu xará argentino Fernando de La Rua, que não obteve ajuda do FMI e teve de deixar o poder antes do termino do mandato (para quem gosta de ironias da história, cabe lembrar que nós demos uma ajuda importante para deflagrar a crise deles lá, quando permitimos a flutuação do câmbio aqui) Quando o atual governo inverteu a política econômica do anterior, o que permitiu num segundo momento dispensar o FMI, não fez mais que o dever de casa, dever que o governo anterior se recusou a fazer durante oito anos. Alon, tem muito jogo de cena em negociações como essa do clima, não cabe a nenhum dos participantes antecipar dinheiro, mas duvido que deixemos de por dinheiro no tal fundo, principalmente depois que, no atual governo, mostramos que somos capazes de assumir compromissos (mediação de crise na Venezuela, Haiti, e mesmo Honduras, revezes só acontecem com quem não tem medo de assumir responsabilidades, ainda que erradas), mas esse negócio de uma candidata da oposição propor uma doação expressiva sabendo que a candidata do governo teria de tergiversar, é estratégia eleitoral rasteira, né não?

terça-feira, 15 de dezembro de 2009 15:37:00 BRST  
Blogger Franco Vieira disse...

Alon, certa vez lí uma citação mais ou menos assim, na introdução de um livro de Tony Rothman, "Tudo é Relativo":

"Parece-me ridícula a tese de que ganhamos perspectiva histórica dos acontecimento com o passar do tempo. Na verdade, apenas cristalizamos generalizações, o que não aconteceria caso tivéssemos acesso à real profusão de detalhes contemporâneos."

Enfim, será mesmo que os métodos dos perdedores eram mais desumanos? Ou será essa apenas a perspectiva dos vencedores? Vale lembrar o apartheid, a bomba atômica, a aproximação pré-guerra dos ingleses com Hitler...

Há tantos outros nazismos na África, hoje mesmo. Mas nenhum recebe o nível de repulsa do nazismo original. Talvez justamente por isso: não "se atreveram a desafiar a hegemonia dos Estados Unidos e do Império Britânico".

terça-feira, 15 de dezembro de 2009 23:17:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Será que a afirmação poderia ser interpretada de outra forma? Como por exemplo, Vargas deveria ter sido altivo e peitado Churchill, Roosevelt e Stalin na II Guerra. Assim, estaria aliado a nazistas alemães, militaristas expansionistas japoneses e fascistas italianos. Interessante resultado para tal posicionamento corajoso, desafiador e altivo.

Swamoro Songhay

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 11:03:00 BRST  
Blogger pait disse...

Infelizmente acho que é mais ou menos essa a interpretação correta da observação do embaixador. Felizmente naquela época ele não estava no comando da política externa brasileira.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 14:09:00 BRST  

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