quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Responder com fatos, aceitar críticas (15/10)

Encharcado nos índices do presidente, o PT agora é assim: se o sujeito critica alguma coisa no governo de Luiz Inácio Lula da Silva é porque faz parte de uma conspiração qualquer contra Lula, contra o PT ou contra a candidatura de Dilma

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) prestou um serviço ao Brasil, e ao próprio governo, ao divulgar pesquisa do Ibope com números deprimentes sobre a situação dos assentados pela reforma agrária. Registre-se que a parlamentar é também presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), contratante da pesquisa. Não significa muita coisa. Outro dia o PT divulgou um levantamento, encomendado por ele próprio, no qual quase um terço do eleitorado brasileiro declara apoio ao partido. O PT achou ótimo. Parabéns ao PT.

A reação no petismo aos números do Ibope/CNA foi a de praxe, pelo menos nos últimos tempos. Saíram rapidamente a desqualificar. Encharcado nos índices de popularidade do presidente da República, o PT agora é assim: se o sujeito critica alguma coisa no governo de Luiz Inácio Lula da Silva é porque faz parte de uma conspiração qualquer contra o presidente, contra o PT ou contra a candidatura de Dilma Rousseff.

É a era do primado da “luta política”, um cenário de primarismo mental, de regressão intelectual, em que o mérito dos assuntos deixa de ter importância, substituído pelo único critério aceitável no poder: se está conosco, está certo; se não, está errado.

Por que digo que a senadora ruralista, presidente da CNA e opositora ferrenha de Lula, prestou um serviço ao país e ao governo? Porque há duas hipóteses. Ou os números apresentados pelo Ibope refletem em algum grau a realidade, ou eles estão completamente divorciados dos fatos. Abre-se uma excelente oportunidade para o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Incra demonstrarem que a reforma agrária de Lula é um sucesso. Basta provar que os assentamentos no governo do PT se transformaram em polos dinâmicos de produção e prosperidade.

Mas não basta algum burocrata disciplinado convocar entrevista coletiva no ar-condicionado de Brasília para despejar números. Será mais adequado que também nisso o governo siga o exemplo do presidente. Ontem, Lula iniciou um périplo pelas obras de transposição do São Francisco. Ótimo. Por que não fazer o mesmo nos assentamentos do Incra?

E a coisa poderia ser montada de um jeito democrático. Um terço das visitas seriam feitas a locais indicados pelo governo, outro terço a áreas apontadas pela CNA e o terço restante a assentamentos listados pelos movimentos de luta no campo. Vejam que estou dando de lambuja ao governismo uma vantagem e tanto.

Ao longo de toda a administração Fernando Henrique Cardoso, o PT e Lula insistiram que a reforma agrária dos tucanos era insuficiente, porque distribuía pouca terra. No poder, o discurso mudou. Distribuir mais terra deixou de ser a prioridade, e os recursos passariam a ser empregados maciçamente em investimentos para melhorar as condições de vida e aumentar a produtividade nos assentamentos. Já foi um recuo programático e tanto. Será que mesmo assim o governo fracassou?

Diante da pesquisa, as autoridades responsáveis responderam de um jeito esperto. Argumentaram que os números dela devem estar errados, já que a produtividade da agricultura familiar é mais alta até que a do agronegócio praticado em grandes propriedades. Ora, a pesquisa não trata da agricultura familiar em geral; trata dos assentamentos da reforma agrária. Se o governo não sabe diferenciar os dois conceitos, estamos diante de um problema. Ou de uma esperteza. Ou das duas coisas.

No poder, o PT não acelerou significativamente a democratização da propriedade rural, preferiu aliar-se ao latifúndio monocultor modernizado. Verdade que as verbas destinadas à agricultura familiar cresceram expressivamente. Do que decorre uma conclusão: se os números do Ibope/CNA têm alguma conexão com a realidade, provavelmente a expansão do Pronaf não está sendo bem administrada. É possível que o dinheiro não esteja chegando onde deveria.

O governo que se explique. E que tome providências. É assim que funciona (ou deveria funcionar) na democracia.

Desmoralização

Por falar em democracia, é desmoralizante para o governo brasileiro que as autoridades de Cuba tenham impedido a visita ao Brasil da blogueira dissidente Yoani Sánchez. Ela viria ao nosso país lançar um livro.

Mais desmoralizante ainda é a proibição ter passado batida, sem reação à altura do Itamaraty. A mesma chancelaria que se empenhou tanto para a retomada da normalidade democrática em Honduras.

Coluna (Nas entrelinhas) publicada hoje no Correio Braziliense.

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14 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Alon, veja Roberto Campos no Roda Viva falando de reforma agrária:
http://www.youtube.com/watch?v=-naapQNIeHI

quinta-feira, 15 de outubro de 2009 01:50:00 BRT  
Anonymous Briguilino disse...

Como sempre seus argumentos são consistentes. Porém, levar a sério uma pesquisa desta é forçar demais a barra. Pesquisar opinião é uma coisa e pesquisar produtividade é outra muito diferente. O Ibopig seria levado a sério se fizesse e divulgasse uma pesquisa sobre por exemplo, a produtividade dos latifundios brasileiros? Com certeza dona Katia Abreu e sua trupe debochariam.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009 05:52:00 BRT  
Blogger Alberto099 disse...

Caro Alon, se tem algo em que o governo falha sistematicamente é na supervisão de sua própria atividade. Creio que a pesquisa divulgada pela CNA tem tudo para estar mais perto da verdade do que do puro discurso ideológico. Foi encomendada por parte interessada, mas a uma instituição de pesquisa com renome e credibilidade. A agricultura familiar tem espaço em uma economia de mercado, o que não quer dizer que o Estado possa implantá-la onde bem entender, entregando a terra a quem pode até saber plantar, mas pode não sabe administrar uma propriedade, mesmo pequena, em um ambiente de mercado. Porque não interessa ao governo supervisionar os próprios resultados? Além da perda de cacife político de um eventual fracasso, quando você põe uma estrutura burocrática para decidir sobre atividade econômica a primeira preocupação da galera vai ser preservar a boquinha, daí que o “resultado” que deve ser divulgado é tanto de sucesso da atividade quanto de continuidade da “necessidade” que gerou aquele trabalho. Não é difícil compreender que os de dentro se entendam com os de fora, e está criada uma “clientela” ou “corporação”, que encontra uma posição confortável para sugar recursos públicos, o Estado brasileiro está coalhado dessas “clientelas”, a maioria de classe média. Economicamente a reforma agrária pode ter feito algum sentido nos anos 60, quando figurava entre as reformas de base ou quando incorporada pelo regime militar no estatuto da terra, e enquanto se podia sustentar que havia terra ociosa mantida para especular com seu valor (o que é duvidoso que de fato tenha havido). Agora, dizer que a agricultura familiar é mais produtiva que o agronegócio é escárnio com a inteligência alheia (de fato essa comparação não pode ser direta, porque esses setores produzem coisas diferentes), quando muitas vezes a produção da agricultura familiar é apenas para consumo da própria família. Perfeita sua observação sobre o Itamaraty, querendo posar de eqüidistante entre governos de esquerda e de direita, acaba “esquecendo” de se posicionar quando a crítica é a um governo de esquerda.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009 09:01:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Por que não publica os dados do Censo Rural (IBGE)?

Francamente....

quinta-feira, 15 de outubro de 2009 10:50:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

MST rebate pesquisa da CNA

Atualizado e Publicado em 15 de outubro de 2009 às 10:36

14 de Outubro de 2009 - 17h01 - Última modificação em 14 de Outubro de 2009 - 17h47

Pesquisa da CNA é pouco representativa, diz MST

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) criticou hoje (14) a pesquisa divulgada ontem pela Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) que afirmava que cerca 72% dos assentamentos do país não produzem o suficiente para gerar renda e que 37% dos assentados brasileiros vivem mensalmente com no máximo um salário mínimo.

Para o MST, a pesquisa - que foi encomendada pela CNA ao Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) - não pode ter relevância porque analisou apenas nove assentamentos.

“Uma pesquisa feita em apenas nove assentamentos é tão tabajara e ridícula que não tem relevância alguma. Estranhamos que o Ibope se preste a esse tipo de trabalho, apenas para atender a vontade dos latifundiários. Confiamos no censo agropecuário, que demonstra que a concentração de terras no país cresceu nos últimos 10 anos”, afirmou João Paulo Rodrigues, coordenador nacional do MST, por meio de nota.

A opinião do MST coincide com a que foi apresentada ontem (13) pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Em entrevista coletiva, o presidente do Incra, Rolf Hackbart, disse que o Censo Agropecuário, que teria pesquisado todos os estabelecimentos do país, demonstra números bem diferentes.

“Quero reafirmar que a reforma agrária produz muitos alimentos. O censo agropecuário, que pesquisou todos os estabelecimentos do país, mostra que a agricultura familiar detém 24% da área total e produz 40% do valor bruto da produção agropecuária brasileira. Fico com o censo e não com o Ibope, que pesquisou mil famílias. Temos 1 milhão de famílias assentadas no Brasil inteiro em 80 milhões de hectares. A amostra é insuficiente”, afirmou Hackbart. Para ele, a pesquisa da CNA teve o interesse de demonstrar que a “reforma agrária não é mais necessária”.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009 11:12:00 BRT  
Blogger Alberto099 disse...

Caro Anônimo da 01h50min, muito bom o vídeo com Roberto Campos, que vai um pouco no sentido do que eu comentei: o progresso tecnológico no campo tirou o sentido da reforma agrária. O engraçado é dizerem que o cara é liberal.

Caro Briguilino, a pesquisa do Ibope não trata da produtividade no campo, faz perguntas aos assentados sobre o rendimento que conseguem tirar da terra, ou se ele fez parte do assentamento original ou recebeu a terra por herança ou compra, coisas assim. A afirmativa do Alon sobre produtividade vem no meio de um argumento que buscaria desqualificar a pesquisa, sem dizer onde se baseia. O que o Alon parece não perceber é que o argumento postula um absurdo, aliás, a agricultura familiar só pode se justificar em produtos cuja produção é necessariamente menos produtiva, por exemplo, que utilize mais mão de obra ou exija maiores cuidados, e por isso seja pouco rentável para o agronegócio. Mas como diz o Alon, agricultura familiar é uma categoria muito mais ampla que a de assentamentos. Também não seria necessária a avaliação “paritária” que o Alon propõe, bastaria pôr o IBGE para fazer a pesquisa, mas como o IBGE é do governo...

Caro Anônimo das 11:12, as respostas do INCRA e do MST não se contrapõe ao que diz a pesquisa do IBOPE, 8 assentamentos que sejam representativos do universo pode muito bem servir de amostra para a pesquisa, o eventual crescimento da concentração da propriedade fundiária nada tem a ver com o assunto, e usar a agricultura familiar para inferir sobre assentamentos o Alon já desqualificou, mas chama a atenção a coordenação dos de dentro com os de fora, né não?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009 13:46:00 BRT  
Blogger WAGNER disse...

1- A área tinha produtividade zero (improdutiva)
2- Foi desapropriada e forma feitos assentamentos. Agora a produtividade é 0,1
Conclusão: Estamos ganhando. Tiramos vária pessoas da miséria e ainda tivemos alguma produtividade
Wagner

quinta-feira, 15 de outubro de 2009 14:30:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Mas esse negócio do Glopobe não é uma pesquisa de opinião?
Desde quando uma pesquisa de opinião pode ter mais valor do que o Censo Agrícola do IBGE?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009 14:49:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

O Incômodo Censo Agropecuário.

Roberto Malvezzi (Gogó) - Comissão Pastoral da Terra



O último censo agropecuário trouxe verdades incômodas, que atiçaram a ira do agronegócio brasileiro. Afinal, a pobre agricultura familiar, com apenas 24,3% (ou 80,25 milhões de hectares) da área agrícola, é responsável “por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café , 34% do arroz, 58% do leite, 59% do plantel de suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos e, ainda, 21% do trigo. A cultura com menor participação da agricultura familiar foi a soja (16%). O valor médio da produção anual da agricultura familiar foi de R$ 13,99 mil”, segundo o IBGE. Quando se fala em agricultura orgânica, chega a 80%. Além do mais, provou que tem peso econômico, sendo responsável por 10% do PIB Nacional.
Acontece que a agricultura familiar, além de ter menos terras, tem menos recurso público como suporte de suas atividades. Recebeu cerca de 13 bilhões de reais em 2008 contra cerca de 100 bilhões do agronegócio. Portanto, essa pobre, marginal e odiada agricultura tem peso econômico, social e uma sustentabilidade muito maior que os grandes empreendimentos. Retire os 100 bilhões de suporte público do agronegócio e veremos qual é realmente sua sustentabilidade, inclusive econômica. Retire as unidades familiares produtivas dos frangos e suínos e vamos ver o que sobra das grandes empresas que se alicerçam em sua produção.

Mas, a agricultura familiar continua perdendo espaço. A concentração da terra aumentou e diminuiu o espaço dos pequenos. A tendência, como dizem os cientistas, parece apontar para o desaparecimento dessas atividades agrícolas.

Porém, saber produzir comida é uma arte. Exige presença contínua, proximidade com as culturas, cuidado de artesão. O grande negócio não tem o “saber fazer” dessa agricultura de pequenos. E, bom que se diga, não se constrói uma cultura de agricultura de um dia para o outro. A Venezuela, dominada secularmente por latifúndios, não é auto suficiente em nenhum produto da cesta básica. Exporta petróleo para comprar comida. Chávez, ao chegar ao poder, insiste em criar um campesinato. Mas está difícil, já que a tradição é fundamental para haver uma geração de agricultores produtores de alimentos.

O Brasil ainda tem – cada vez menos – agricultores que tem a arte de plantar e produzir comida. No Norte e Nordeste mais a tradição negra e indígena. No sul e sudeste mais a tradição européia de italianos, alemães, polacos, etc. É preciso ainda considerar a presença japonesa na produção de hortifrutigranjeiros nos cinturões das grandes cidades.

Preservar esses agricultores é preservar o “saber fazer” de produtos alimentares. Se um dia eles desaparecerem, o povo brasileiro na sua totalidade sofrerá com essa ausência. Para que eles se mantenham no campo são necessárias políticas que os apóiem ostensivamente, inclusive com subsídio, como faz a Europa.

Do contrário, se dependermos do agronegócio, vamos comer soja, chupar cana e beber etanol.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009 16:30:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon,

Quando li o seu post, hoje pela manhã, constatei:
Na medida para ser replicado pelo Noblat.

Pois não deu outra: está lá.
Para deleite dos defensores dos empreendimentos extensivos.

Mas aos fatos.
Embarcar nessa disputa entre CNA e MST é uma furada.
Uma defende facilidades aos grandes e combate de forma incansável a pequena propriedade e os sem propriedade alguma.
E a outra faz o inverso.
Ambos não são interlocutores válidos para a discussão do tema.

E o Alon, atento costumaz, foi tomado pelo descuido ao avaliar os números do Ibope.
O retrato da precariedade dos assentamentos contém um dado devastador: a renda por HA de assentamento improdutivo é superior à do HA do produtivo agronegócio.

daSilvaEdison

quinta-feira, 15 de outubro de 2009 18:02:00 BRT  
Blogger Alberto099 disse...

Creio que aos que perguntam do porque não se recorreu ao senso agropecuário, mesmo eu não tendo ido conferir, o comentário de Roberto Malvezzi é suficiente para responder: o censo não traz informações sobre os assentamentos separadamente, mas apenas sobre o conjunto da agricultura familiar, o que evidentemente não atende o que o CNA queria (O Alon já chamou a atenção para a insuficiência do argumento no post). Será porque? Esquecimento? Irrelevância? Ou inconveniência para quem precisa propagandear a reforma agrária?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009 18:10:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

Caros

Para mim, foi surpreendente o post colocar lado a lado duas situações aparentemente díspares. Só aparentemente porque a proibição do governo cubano e o silêncio do Itamaraty tem tudo a ver com a algazarra contrária à pesquisa IBOPE/CNA.

Do que conheço do blogueiro, isso não foi obra do acaso

O centro no post é o direito dos indivíduos e grupos manifestarem livremente suas opiniões, com as as quais podemos concordar, discordar ou desgostar, mas nunca calar ou desqualificar

A desqualificação dos burocratas do INCRA, seguida pelo embalo da torcida governista, dirigida à pesquisa guarda idêntica motivação ideológica com a que impediu que Yoani Sánches viesse ao Brasil para o lançamento de um livro.

Neste vídeo, mais um capítulo da kafikiana peregrinação de Yoni em busca do visto:

http://www.desdecuba.com/generaciony/?p=2268

La emoción, el tener tanto que decir, me hicieron hablar a una velocidad difícil para subtitular, pero siento el alivio de haber dicho ante esos uniformes militares todo lo que pienso de ellos y de sus restricciones absurdas. (Yoani Sánches).

sexta-feira, 16 de outubro de 2009 00:48:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

O que afinal o Alon quer demonstrar não é demonstrável, pois, é mesmo questão de ideologia sempre, o que está em jogo é a interpretação dramática da relação que cada lado tem com a realidade. Em outras palavras, é impossível desconsiderar que a Kátia só fez veicular essa pesquisa de opinião (ainda que ela fosse séria) porque a CPI estava escorrendo pelos seus dedos. Penso que o Alon pode concordar com isso. O resto é coisa para especialista técnico, então indico o Professor Ariovaldo Umbelino, quem quiser ouvir um pouco vá a CBN e veja a curta entrevista que ele deu ao Heródoto. Numa conferência ele mostrou dados comprovando que o Mato Grosso é umm Estado 'Triliche' , sua área nem é mais 'beliche' , de tanta interposição entre terras que estão registradas nos cartórios há muito mais área do que o total do estado. Poderíamos discutir um pouco mais a grilagem...

sábado, 17 de outubro de 2009 12:08:00 BRT  
Anonymous Frank disse...

Alon: "o PT agora é assim: se o sujeito critica alguma coisa no governo de Luiz Inácio Lula da Silva é porque faz parte de uma conspiração qualquer contra o presidente, contra o PT ou contra a candidatura de Dilma Rousseff."

Poxa Alon, isso não é de agora, é desde o 1o mandato...

Mas qdo chegam as eleições, admito q se intendifica.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009 21:24:00 BRST  

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