domingo, 2 de agosto de 2009

A propósito da boa entrevista da Eliane com Celso Amorim (02/08)

Entrevista boa é quando você faz o sujeito dizer o que pensa. O chanceler Celso Amorim falou a Eliane Cantanhêde na Folha de S.Paulo para dizer que o Brasil está incomodado com três aspectos da política americana: 1) a resistência deles a reduzir a alíquota do etanol, 2) o pouco entusiasmo deles com a liberação do comércio internacional (Rodada Doha) e 3) a ampliação da presença militar deles na Colômbia. Vamos por partes. No etanol, o Brasil sonhou porque quis. Desde o começo do debate está claro que os Estados Unidos não vão deixar de depender de um punhado de países produtores de petróleo para passarem a depender de um único produtor de etanol. O mercado mundial de etanol só existirá se o Estados Unidos forem um grande produtor. Eis a sinuca. Sem um mercado planetário, o projeto brasileiro é inviável. Existindo o mercado, deveremos competir nele com países que subsidiam fortemente seu biocombustível. Isso vem sendo escrito neste blog há anos. Só fazer uma "busca avançada" no google. Preste atenção nas datas dos posts. Um que sintetiza é Dá para criar gado no pré-sal?.
    Infelizmente para Lula, porém, o mercado mundial de etanol só se tornará viável com a participação dos Estados Unidos. E vai ser difícil os americanos aceitarem depender da importação de etanol de cana de açúcar. Por que os Estados Unidos deveriam trocar uma dependência por outra? Qual é a vantagem de parar de depender das importações de petróleo e passar a depender das de etanol? Nenhuma. Ou seja, o mercado planetário para o etanol brasileiro só existirá se os Estados Unidos forem eles próprios um importante produtor. Como acontece com o petróleo. E os americanos, atualmente, só podem produzir etanol em grande escala a partir do milho. E quando puderem fazê-lo a partir de outras fontes, como a celulose, poderão deixar de lado o nosso álcool de cana. Como aconteceu, por exemplo, no ciclo da borracha. A aventura brasileira do etanol é um equívoco. Um equívoco rentável para alguns no curto prazo. Um equívoco especialmente porque nossas reservas conhecidas de petróleo crescem cada vez mais.
A queixa brasileira é de menino minado do qual tiraram o doce. Mas se fosse só isso não seria um grande problema. O risco maior é a turma de sempre ir chorar as pitangas em Brasília, para arrancar do governo preços mínimos e estoques reguladores. Estarão na comitiva os que se deixaram envolver pelo canto de sereia de Luiz Inácio Lula da Silva e agora se assustam com a descapitalização. Pois eu tenho outra sugestão. Por que não vão vender açúcar para os quase dois bilhões e meio de indianos e chineses? Sobre a Rodada Doha, só mesmo muita fantasia para achar que iriam emplacar o livre-comércio como saída para a crise numa época em que os países recorrem cada vez mais ao protecionismo para defender suas empresas e trabalhadores/eleitores. Escrevi aqui sobre o tema antes mesmo da posse de Barack Obama (Cada um por si):
    Os mais otimistas, ou sonhadores, pedem avanços imediatos na liberalização do comércio mundial, na esperança de que isso ajude a criar fluxos comerciais que funcionem como antídoto à desaceleração dos negócios. Qual é a probabilidade de dar certo? Perto de zero. Com a imagem das vacas magras no horizonte, com os governos politicamente pressionados para proteger cada um o seu mercado, imaginar que vai ser dado agora algum passo real para eliminar barreiras protecionistas é sonhar de olhos abertos, é deixar-se embriagar pela esperança. O realismo aponta para outro lugar. A hora é de os governos mobilizarem todos os recursos disponíveis para executar políticas anticíclicas em seus próprios países. Se o consumidor está sem crédito e com medo de perder o emprego, e se o breque no consumo leva as empresas a colocar o freio nos investimentos, é o hora de o governo entrar em campo. Não para distribuir dinheiro, que provavelmente ficaria empoçado, como diz o jargão. Mas para investir, para fazer encomendas às empresas, para que estas mantenham os empregos e para que, assim, o trabalhador-consumidor sinta um pouco mais de segurança para voltar a gastar.
Vale outra "busca avançada" no google. E, de novo, atenção para as datas. Aliás, os dois primeiros assuntos são interligados. O Brasil vem apostando tudo na abertura dos desenvolvidos aos nossos produtos agrícolas, na esperança de enfiar neles nosso encalhado etanol. Oferecendo em troca nosso mercado para eles enfiarem aqui seus manufaturados. Coisa de país de segunda linha. Talvez devesse ser o contrário. Cuidar mais da nossa indústria e das nossas exportações de bens com alto valor agregado. Porque mercado para comida nunca vai faltar. Sobre o terceiro ponto, a ampliação da presença dos Estados Unidos na Colômbia é realmente uma derrota estratégica do Itamaraty. Sobre isso, o Brasil pouco ou nada pode fazer, já que se trata de assunto na esfera da soberania dos Estados Unidos e da Colômbia. Ainda que tivéssemos uma política inteligível para região, e não a uma diplomacia lastreada em critérios subjetivos (O limite da "diplomacia dos amigos"), isso não seria uma garantia. Amorim diz que Hugo Chávez tem suas razões para temer a aliança Washington-Bogotá. É verdade. O que Amorim não disse (o que não significa que ele não ache) é como o belicoso comportamento recente de Chávez pode provocar temores do outro lado da fronteira. Eis uma consequência particularmente desastrosa do manejo hemisférico da crise de Honduras. É retoricamente bonito o sujeito ameaçar militarmente um país pequeno no qual um golpe de estado depôs um presidente amigo, como fez Chávez em Honduras, com a complacência de Lula. Só que se forem contados os aviões, tanques, mísseis e navios de guerra a Venezuela, mesmo com apoio da Rússia, não é páreo diante dos potenciais adversários. E você acha que a Rússia vai se meter numa confusão com os Estados Unidos por causa da Venezuela? Fala sério. Os russos querem é vender armas para os venezuelanos, e só. Ainda mais agora que Washington e Moscou vêm se entendendo sobre as respectivas esferas de influência. Por isso, no plano puramente externo, conviria a Chávez um caminho de diálogo e soluções negociadas. Conviria a ele e ao Brasil. Infelizmente, parece que o Brasil não tem exercido sua influência sobre a Venezuela da forma que seria mais eficaz, para defender melhor os interesses brasileiros. O resultado está aí.

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16 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

De tudo que ele falou eu só concordo que o acordo de Itaipu é uma ninharia que não atrapalha nem humilha o Brasil. Não merece esse estardalhaço todo e poderia ser feito por qualquer governo. Comparar armamento pesado que pode equipar um batalhão inteiro ao tráfico carioca é um murro no estômago. Se tivessem sido roubadas, a Venezuela tinha por obrigação informar o fabricante e a comunidade internacional (hellôôô, tá no contrato, é assim que países como a Suécia negociam armamentos). Não vejo como uma armação da Colômbia pudesse tirar esse armamento de outro país sem que se pudesse notar. Não sou nenhum especialista em política externa e sempre preferi o Amorim ao Lafer (até hoje me lembro das sapatilhas) mas essas desculpas esfarrapadas me deixam preocupado. (tem alguma coisa no ar que eu não estou captando?)

domingo, 2 de agosto de 2009 14:48:00 BRT  
Anonymous JV disse...

Amorim, de onde menos se espera daí é que não sai nada mesmo.

domingo, 2 de agosto de 2009 19:38:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

O que é justo é justo: se o produto for bom eu compro e uso, se for porcaria revendo para os latinos ansiosos por consumir tudo que aparece, essa é a lei do mercado.

domingo, 2 de agosto de 2009 22:50:00 BRT  
Anonymous Huguito disse...

Os "amerikanúh" são intimos parceiros dos árabes do petróleo, pois o mesmo é fonte de poder desde os anos 70.
Claro que eles não desejam o levantar de um poder novo e real com o etanol, em países que tem terra e clima como o Brasil, África, ou outros.
Seria excelente para dminuir a poluição, mas eles não estão nem aí com poluição, e o que vemos é só mídia e papo de comadres.
O país fez o possível, mas esbarrou na política suja internacional, em interesses mesquinhos e protencionistas.

domingo, 2 de agosto de 2009 23:49:00 BRT  
Anonymous Thiago Caro disse...

Nossa! mas voce escreveu este post somente para fazer referencia a outros posts que voce escreveu? Que ego!
O etanol pode ser consumido dentro do Brasil o que faria com que nossa producao fosse totalmente utilizada, a nossos precos... o acucar sao outros 500... nosso petroleo pode se transformar em produto exclusivo para exportacao! olha que maravilha... deixamos os estadounidenses continuarem escravos do petroleo e ainda nos transformamos em um dos vendedores estrategicos (e comecamos a nos proteger, pq o risco de invasao aumenta exponencialmente).. ao mesmo tempo em que vamos desenvolvendo nossa propria fonte de energia... mais limpa (aiii, logo logo isso vai ser importante hein rapaz)e com possibilidade de extracao de tudo o que eh verde (ainda temos um pouco)... mas para muita gente, e mais interessante dizer que o presidente eh sereia... ou bebe ...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009 02:09:00 BRT  
Blogger Carlos disse...

Há um motivo sim para os EUA trocarem a dependencia de petroleo pela dependencia por etanol : este ultimo é um recurso renovavel.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009 09:13:00 BRT  
Blogger Marcos D. disse...

Deixa ver se eu entendi, Alon:

1) Os EUA e os países ricos falam muito em livre-comércio, mas somente naqueles setores da economia em que eles são mais competitivos, correto? nos demais setores tascam subsídios, cotas, taxas, sobretaxas e o escambau a fim de proteger os setores não-competitivos da sua economia???

Resumindo: hipocrisia pouca, é bobagem!

2) Aumentar o protecionismo de forma generalizada, no mundo todo, fechando as economias, num momento em que a economia global despenca ladeira abaixo, somente irá agravar ainda mais a crise, pois irá reduzir ainda mais o comércio internacional. E isso jogará a maioria das economias numa crise ainda pior, pois são poucos os países que podem se dar ao luxo de crescer apenas com base no seu mercado interno, se é que tais países ainda existem. A economia mundial depende da contínua expansão do comércio internacional para continuar crescendo. E com o protecionismo se alastrando pelo mundo a situação irá piorar muito mais. Vendo que o comércio internacional estagnou, os países se fecharão mais ainda a fim de proteger as suas economias, o que levará ao colapso o comércio internacional. Isso não acontece da noite para o dia, mas depois que começar, já era...

Assim, apelar para a xenofobia, para o fechamento das economias, num primeiro momento pode até ser interessante politica e economicamente. Os governantes que agirem assim estarão dando uma satisfação para os seus eleitores de que estariam fazendo alguma coisa para combater a crise. Nada mais falso, mentiroso e ilusório do que isso.

Na verdade, o protecionismo generalizado, se for adotado para valer, afundará ainda mais a economia mundial na crise e adiará o início da recuperação da economia global por muitos anos.

E daí virão as consequências: estagnação econômica, pobreza, miséria, desemprego, instabilidade política, fortalecimento dos grupos extremistas (principalmente da Extrema-Direita) etc, etc, etc.

E daí terão que apelar para novas guerras como forma de 'solucionar' tal crise.

Traduzindo: caminharemos para as Trevas.

Qualquer pessoa que tem um mínimo de conhecimento histórico já viu esse filme...Grande Depressão, Hitler, 2a. Guerra Mundial...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009 09:32:00 BRT  
Anonymous RB de Mello disse...

Infelizmente a política externa brasileira tem a mesma validade que o "doutorado" do ministro Amorim.
Aliás, se algum constrangimento sofresse, pediria demissão; se não pelos continuados fracassos, pela descoberta de falsidade tão cabulosa.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009 13:06:00 BRT  
Anonymous Ana Silva disse...

Se o governo Lula ouvisse ou lesse mais o Alon a política externa brasileira seria um sucesso retumbante!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009 14:47:00 BRT  
Blogger Alberto099 disse...

"...conviria a Chávez um caminho de diálogo e soluções negociadas. Conviria a ele e ao Brasil. Infelizmente, parece que o Brasil não tem exercido sua influência sobre a Venezuela da forma que seria mais eficaz, para defender melhor os interesses brasileiros." É grande a animosidade contra nosso Chanceler, mas culpá-lo pelo fato de Chávez não fazer uma diplomacia limpa é um pouco demais, né não? Justamente a busca por ocupar a liderança regional impõe que se relevem algumas coisas (uma incursão bélica aqui, um apóio a guerrilha do vizinho ali) para impedir que a diplomacia degenere em guerra. Alon, não deixe que seu posicionamento de esquerda o prenda a personagens caricatos como esse Hugo Chávez.

terça-feira, 4 de agosto de 2009 06:29:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

E quem é que te garante qfue hugo chavez quer de fato ameaçar militarmente a ditadura hondurenha?
Voce é apressado, hein! Ele deu o primeiro lance, pressionou e nao deu certo. Apenas faz parte da briga que prosseguira por outros meios. e a Russia acaso esta sendo instada a se lançar na aventura? Ela quir dar o troco no cerco enorme que o pentagono lhe move nas republicas meridionais russas,
que aliás tem petroleo. Seu eu fosse o Putin faria a mesma coisa.
E depois, Hugo chaves nao é burrod
de comprar equipamento militar que vem 1-com restrições tecnologicas e sujeito a espionagem de eletronica embarcada 2-na hora do vamos ver ele sabe fque nao teria reposiçao de peças nem subsitituiçao.
E o etanol? Primeiro o brasil pode sonhar, sim. Segundo nao precisa os USA serem produtor, de onde vem isso. Basta eles comprarem uma parcela do etanol, 8 a nove vezes melhor que o etanol deles. Se custo nao é o suficiente, entao porque eles dependem de tudo de fora, tudo foi offshorizado.
Deixe de ser dogmatico, alon.

terça-feira, 4 de agosto de 2009 15:18:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Anônimo 1518 você é sabido. Por isso é q pergunto a vc. A AL então será o novo foco de instabilidade mundial. Qual a lógica para o Brasil entrar nesse jogo do lado dos baderneiros.

terça-feira, 4 de agosto de 2009 16:07:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Na medida em que a Asia esta sendo dominada pela China por razões de acordos, poder de compra e investimentos que influem nos vizinhos, é previsivel que a AL tenha agora um novo ´status´de pivot de disputa, de fato. E ha muito oleo agora no Brasil, no litoral de Cuba e naturalemente Venezuela. E ha complexo industrial.miltar americano que TEM QUE DAR vazao a produçao e a mentalidade de ´guerra necessaria´.
Nao tem como nao ser.Chavez se defende, da maneira briguenta de sempre, e a Russia vende muito a caracas, vingando um pouco do cerco que sofre do pentagono.(A outra vingança foi a blitz com que derrotou o chefao da Georgia que havia sonhado que Bush o salvaria) Mas nao cria nem aluga bases na AL.
Então a resposta parece ser: sim
como reaçao da elite de sempre da AL, e as eleiçoes em que vence o trabalhismo semi-esquerda, vai haver mais instabilidade sim. Que bom, né?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009 11:52:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Anônimo 1518, suas análises têm seus méritos. Tem seus pecados também.
O óleo do Brasil está a 12 mil metros. Vai ser preciso muito, mas muito capital e tempo para tirar ele de lá, se é que ele existe mesmo.
Eu, pessoalmente, prefiro o trabalhismo semiesquerda ou centroesquerda. Tempera o capitalismo sem os horrores do socialismo.
Brinkman não é confiável nem para a esquerda. Mesmo que ele não parta para o tudo ou nada, o lado de lá da fronteira precisa se precaver não é?
E se tudo sair do controle. O Brasil vai ser arrastado para o centro da instabilidade a troco de nada ou só pela maluquice de esquerdista doido. A posição atual do Brasil deixa o país refém do jogo Rússia x EUA e até da China. É uma posição de subalternidade do mesmo jeito, de peão no grande jogo.

Mudando de assunto, eu acho interessante como vocês não têm controle de qualidade. Aceitam um farsante (Zelaya) que aderiu à causa justamente quando lhe convinha.
Mais aí já é pedir demais que você esclareça. Esquerdista quer ser inimputável. Faz de tudo, quebra todas as regras. entorta a ética, prende, arrebenta, destrói a imprensa e quer justificar tudo isso pela causa. Se permite tudo que não permite à oposição extrema ou moderada (vocês já produziram alguma sociedade decente? Em que vocês melhoraram o mundo?) Pobre é a democracia que tem de aturar vocês enquanto vocês se aproveitam dela para jogar o mundo num feudalismo sanguinário. Meu deus, onde é a porta de saída?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009 15:43:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

RB de mello,por ,me liste ai todos os fracassos da politica externa de Amorim. Eu realmente fico aguardando, liste-me.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009 17:10:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

15:18

Quando a revolução triunfar não precisa vir atrás de mim, eu mesmo me mato.

Dito isto, eu sempre achei que o maior mal da sua turma não é a violência ou a estupidez crônica. É o tédio. Vocês são mortalmente entediantes. Se é para viver no tédio, então que venha a velha senhora. Eu achava que só eu pensava assim até que vi uma entrevista do Medvedev dizendo que cresceu no comunismo e que a vida era entorpecida e entediante. Ele disse que não queria mais isso nem pra ele nem para o Rússia. Só para os inimigos.

É froda aguentar um comuninha que não sabe resolver uma equação de primeiro grau dissertar sobre dialética, astronomia, filosofia, sobre deus e o diabo. É um non sequitur atrás do outro. Eu imagino como deve ser um indivíduo viver em Cuba ou na futura Venezuela (alfabetizado só com o básico, senão cria problemas para a revolução, não é) . Não poder ler o livro que quiser, não ter voz e não poder viajar (eta gado infeliz).

Te digo isso porque você parece que está acima da média e deve ser ou será da nomenclatura. Você raciocina, ainda que imperfeitamente. Não estou de ofendendo, é realmente o que penso mesmo. Já que tive a sorte de te encontrar, me ajuda a entender se vocês são mesmo seres humanos sem noção ou agentes disfarçados do diabo para instaurar o caos no mundo.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009 19:48:00 BRT  

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