sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Marina não está blefando (07/08)

Segundo Lula, o Brasil está completamente preparado para eleger uma mulher, desde que tenha história, coragem e compromisso com as grandes causas sociais. Se serve para uma, por que não para duas?

A arrogância instintiva levará alguns a concluir, apressadamente, que o gesto suavemente favorável da senadora Marina Silva (PT-AC) a respeito de uma possível candidatura presidencial pelo PV é só um balão de ensaio, fadado a murchar logo ali. Um movimento para cacifar-se e reverter o esvaziamento do capital político dela no PT. Coisa para ser resolvida com alguns telefonemas (um deles de Luiz Inácio Lula da Silva), palavras doces em público, ameaças veladas em privado e acenos de poder futuro. E bola pra frente.

Eu tenho sinceras dúvidas sobre esse enredo. Eis um capítulo complicado na análise do teatro político: diagnosticar o que percorre o espírito dos atores que fazem os personagens. O problema é que sem tal diagnóstico o analista corre um risco grande: ao auscultar só o que vai pela própria alma e enxergar o exterior apenas “objetivamente”, acaba confundindo a realidade com o desejo dele próprio. Como se o seu desejo fosse o único. Claro que não é.

O desejo sincero e profundo no PT é que a candidatura da ex-ministra do Meio Ambiente seja mesmo só um blefe. Já no PSDB, o desejo é que seja para valer, mas nem tanto. Um vetor que complique a vida de Dilma Rousseff no primeiro turno, ajude a provocar um segundo turno (ou mesmo um triunfo oposicionista no primeiro) e evite o cenário de plebiscito que Lula arquiteta 24 horas por dia para 2010. Mas que fique por aí. Uma linha auxiliar.

Daí que no PT pululem teorias sobre o dedo tucano nessa história. Se o PSDB estiver mesmo por trás do assédio do PV a Marina Silva, o partido de Aécio Neves e José Serra está de parabéns. No PT não se discute outra coisa nos últimos dois dias. Nem que seja nos intervalos da reflexão sobre como conseguir ao mesmo tempo apoiar José Sarney e ficar bem com a opinião pública.

Mas, e Marina, o que quer? Talvez a análise devesse fugir um pouco do achismo e das teorias conspiratórias e concentrar-se aí. Ela deseja cacifar-se no Acre? Para que exatamente? O estado é dominado pelo PT e ali a eleição está definida antes de começar. Se o próximo governador não for Tião Viana e se os senadores não forem Jorge Viana e Marina Silva (no caso de ficar no PT), vai ser a maior zebra das eleições brasileiras em todos os tempos. Algo como o Fluminense ganhar este Campeonato Brasileiro de 2009.

Marina tampouco será vice. E voltar ao Ministério do Meio Ambiente num governo do PT? De novo: para quê? Para ficar demissível por Dilma? Políticos não caminham voluntariamente para trás, e por esse estágio Marina já passou. Aliás, sobreviveu à experiência. Conseguiu inclusive um feito: surpreender com a demissão um Lula habituado a fritar, desidratar e demitir na hora que mais lhe convém. Como aliás faz todo príncipe.

Tive a oportunidade de entrevistar por quase uma hora Marina Silva há pouco mais de um mês na tevê. Ela havia falado ao Valor Econômico, com críticas ao governo. A ex-ministra acusou haver um desmonte da agenda ambiental. Na tevê, Marina não só repetiu a crítica como incluiu o PT no rol de partidos que não têm compromisso estratégico com tal agenda. Ela sequer se preocupou em fazer a gradação de praxe, habitual na política. Foi na jugular.

Se eu tivesse que apostar, apostaria que a senadora não está blefando. Se for isso mesmo, e se o PV resistir às inevitáveis pressões palacianas para que desista do projeto, Lula, Dilma e companhia bela estarão com um belo abacaxi para descascar. Segundo nosso presidente, o Brasil está completamente preparado para eleger uma mulher, desde que ela tenha história, coragem e compromisso com as grandes causas sociais. É isso que Lula vem repetindo sempre que pode. Se serve para uma, por que não para duas?

Bósnia

Quando Lula ameaçava ser arrastado para a crise em 2005, outros absorveram o choque, assumiram a responsabilidade e salvaram o presidente da República. Nesta crise do Senado, há aparentemente o desejo de matar o caso sem que haja culpados. Centenas de atos deixaram de ser publicados, como Sarney exibiu em plenário, mas nenhum presidente nunca soube. Difícil. Talvez por esse motivo o Senado ameace se transformar numa Bósnia.

Coluna (Nas entrelinhas) publicada hoje no Correio Braziliense.

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27 Comentários:

Blogger Sandro disse...

É verdade que seria muito difícil a senadora Marina Silva, ganha uma eleição para presidente. mais discordo plenamente quando diz que a ex-Ministra não teria coragem e compromisso com as grandes causa. a MP 458/09, foi um exemplo com a falta de comprometimento com o meio ambiente do PT. E Marina Silva foi uma das poucas que criticou a aprovação desse projeto, enviando inclusive uma carta aberta ao Presidente Lula. Espero que Dilma saia vitóriosa dessa eleição,pois não quero ver a direita de volta, mais Marina Silva tb seria uma otima representante..

sexta-feira, 7 de agosto de 2009 01:28:00 BRT  
Blogger Alberto099 disse...

Caro Alon, vejo com bons olhos a candidatura de Marina Silva porque creio haver espaço para novidades na próxima eleição, o Fla-Flu entre petistas e tucanos já está cansando, e não me parece que faça sentido para o eleitor (não confundir com o que chamam de opinião pública). Uma novidade que “pegue” junto ao eleitorado e todo esse jogo vira fumaça, todos os atores terão que se reposicionar. Para isso a crise do Senado vem em boa hora, a tropa de choque de Sarney conseguiu embaralhar os lados do bem e do mal (tal como a “opinião pública” tinha ensaiado, quando vazou investigações exclusivas da Polícia Federal). Parecem sobrar acusações suficientemente comprovadas para todos, hoje quem busca uma composição, com a licença de Sarney da presidência, é quem propõe a pizza. Por que não estaríamos em um momento de mudança de rumos? Quando eu era de esquerda, em meados do século passado, falava em “acirrar as contradições”, hoje, de direita, quero ver o “pau comer” mesmo. Alon, permita ainda que mostre o que me parece um erro na sua análise, mas um erro quase sempre presente no modo como nós brasileiros enxergamos a política, é o desejo de “diagnosticar o que percorre o espírito dos atores”. A subjetividade alheia é indevassável e quase irrelevante. É necessário apresentar ao eleitor, no momento do voto, opções que façam sentido, que representem as alternativas de fato colocadas para o país, e não esperar que o eleitor “vote certo”, olhando nos olhos do candidato.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009 08:18:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Sandro, você não entendeu o que o Alon escreveu.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009 08:52:00 BRT  
Anonymous Faria Mello disse...

Alon, esse seu petismo insistente já cansou. Você faz uma coluna para falar da Marina e embute uma mensagem subliminar a favor da Dilma. "mulher com história, coragem e compromisso com as grandes causas sociais". Está preparando sua declaração de voto, Alon?

sexta-feira, 7 de agosto de 2009 08:54:00 BRT  
Anonymous PâmelaDantas disse...

Vê-se que você vai de Marina no primeiro e Dilma no segundo. Um jornalista não deveria ser isento?

sexta-feira, 7 de agosto de 2009 08:55:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Absurdo o senhor dar "o caminho das pedras" para o governo liquidar a Marina. Já se alinhou ao Dilmismo?

sexta-feira, 7 de agosto de 2009 08:56:00 BRT  
Anonymous Sérgio F.Lima disse...

Olá Alon e todos,

O problema nem è a Marina Silva ter chances de ganhar... seria uma grande tragédia pra ela e pro País se ela ganhasse.

Gente, nossa fase inocente de acreditar que uma pessoa ilibada, corajosa, ética e etc seja condição suficiente para governar já passou há muito tempo, né!

Tomara que seja só um blefe!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009 09:10:00 BRT  
Anonymous Tovar Dornelles disse...

Pode ser que Marina não ganhe a eleição, mas a eleição ganhará muito com a candidatura de Marina.

Enfim alguém de excelente nível para a retomada de discurso sustentável e a esquerda dos PTs e PSDBs.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009 09:45:00 BRT  
Anonymous fscosta disse...

1 - Sobre os comentários - É Alon, chegar ao "mainstream" tem seus preços. E vc começou a paga-los :-)

2 - Sobre a Marina. Cara, eu acharia sensacional uma cedula com 3 mulheres pro eleitor escolher. Dilma vs Marina vs Heloisa Helena.

Acho que faltou aprofundar a analise que o PSDB pode estar se brincando com fogo. A Marina com sua historia e seu discusso e um bom marketeiro, avançaria no naco eleitoral da Dilma, mas tb do Serra.

Acho que estão fazendo isso ou por inocencia (achando que ela é uma Soninha) ou por falta de opção, pois estariam aterrorizados com o crescimento da Dilma nas pesquisas. E em politica se tem algo que se tem que estancar logo é o surgimento de uma novidade.

Abçs,

sexta-feira, 7 de agosto de 2009 09:49:00 BRT  
Anonymous Neilor disse...

O senado (com minúscula mesmo...) é uma Bósnia há muito tempo (desculpe, não resisti...)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009 10:23:00 BRT  
Blogger Alberto099 disse...

Veja só Alon, estão quase todos os comentários procurando saber o que você realmente pensa...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009 10:38:00 BRT  
Blogger Sarah Mohn disse...

hahahahahaha
Pelo menos você, segundo as constatações, votará em mulheres na próxima eleição. Nossa classe agradece... rs
Vai de Marina do primeiro turno e de Dilma no segundo... rs
Tucanos, acalmem-se.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009 11:10:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Qualquer análise tem de se abrir as diversas possibilidades lógicas. A verdade que o grande fator X é a Marina, não o pt. Se Marina decidir que chegou a hora da emancipação não tem jogada que impeça ela de concorrer. Ela terá opções e mesmo que perca sairá engradecida e um novo grande nome na política brasileira.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009 16:14:00 BRT  
Blogger Ruan disse...

Alon,

porque o candidato ao Governo do Acre, pelo PT, será o Tião Viana, e não o atual governador, Binho Marques? Penso que a candidatura natural é a da reeleição.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009 18:37:00 BRT  
Blogger malu disse...

Alon, matou a pau. acho que é isso mesmo, e torço pra que a Marina introduza um fato novo de verdade nesse ambiente chato e viciado que é a política brasileira. aí sim vai ser uma eleição boa de cobrir!
bjs e parabéns pelo blog
Malu

sexta-feira, 7 de agosto de 2009 22:02:00 BRT  
Anonymous JV disse...

Marina eleita viraria uma Marta Suplicy.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009 22:33:00 BRT  
Anonymous Douglas O. Tôrres disse...

As senadoras Marina e Heloisa Helena teem um historico parecido de lutas ,são radiclmente eticas en defender seus valores , mas o jogo eleitoral para presidente é muito pesado ,como já etmos assistindo ,se alguma delas for um impecilho pra qualquer lado ( governo ou oposição)vão ser fritas no ato (lembram-se da Roseana).Por enquanto fico com s pés no chão e torço para que o menos (no caso atual bem menos) ruim que é a ministra Dilma ganhe a eleição ,e que aja conjuntamente um percentual alto de renovação em destaque para o senado.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009 23:56:00 BRT  
Blogger Alberto099 disse...

Caro Douglas, "o menos ruim... é a ministra Dilma". Por que seria? O que sabemos dela além do fato de ser um quadro leal e disciplinado do atual governo, e de ter participado da luta armada contra os governos militares? Marina Silva tem muito mais o que dizer sem ser sombra de ninguém, ainda que também não leve o meu voto. Gostei da notícia porque acho o momento maduro para fatos novos, meu instinto (que também não é lá tão bom assim) me diz que o eleitor, mesmo aprovando com louvor o governo atual, está querendo experimentar coisas novas, mas para isso é necessário que essas coisas novas se proponham como tal.

sábado, 8 de agosto de 2009 06:19:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon

É em situações como essa que vive a política atual que surge a oportunidade de ouro para um tertius.
Para Marina, é a oportunidade de diamante. O PT não é mais o mesmo e deverá sair diminuído.

A trajetória do Lula é marcada por "traição" ou "abandono" de aliados incômodos. A cada degrau ou fatia do eleitorado que ele conquistava caia um grupo que em algum momento lhe deu suporte: intelectuais, artistas, radicais etc. Eu acho que ele só não conseguiu se desvencilhar da turma que fundou o PT, os tais de históricos. Dai a ambiguidade em certos setores, como na política externa. Posso ser ingênuo, mas o Lula é no mínimo de centro. Apoderou-se de um discurso para avançar politicamente, só isso.

Marina não precisa trair ninguém. O partido que a hospeda é que traiu Marina. A sua coerência lhe garante integridade e se não houver um escândalo genuinamente "escandaloso", um esqueleto bem cabeludo na sua vida, tudo que os adversários fizerem para minar a sua candidatura irá reverter a seu favor. O eleitorado se posicionará a favor da mulher humilde, de fala mansa, mas de posições claras e definidas.

A fragilidade da Marina é de ordem econômica e política (alianças). A primeira não é intransponível. A segunda é mais séria e dependeria de qual salto a Marina estaria disposta, já que vários partidos têm condições de recebê-la.

O PT é hoje um fardo para Marina, não o contrário. As estrutura partidária limita sua vida política. Uma eventual candidatura deixaria Marina dona do seu destino e, no mínimo, lhe garantia a projeção nacional necessaria para outra oportunidade futura.

É uma decisão difícil, mas Marina deve se lembrar que o cavalo não passa encilhado muitas vezes na vida. Se não montá-lo, outra pessoa vai fazer.

sábado, 8 de agosto de 2009 08:21:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

O fato novo vem a ser uma certa apatia na ênfase inicial dada à Ministra Chefe da Casa Civil. Parece ter surgido e estar se alargando um vácuo (talvez causado pelo posicionamento quanto à crise no Senado e pela estagnação gerencial, do plano de aceleração do crescimento)e a perspectiva da ex-Ministra do Meio Ambiente poder ter os requisitos políticos para ocupá-lo, por estar longe da refrega e ter uma forte bandeira sobre o desenvolvimento sustentado. Na realidade ela parece encampar o tema, para não dizer encarná-lo. E para não perder o bonde da história, que tal, além da Ministra Dilma e da Senadora Marina, ter também na disputa Heloisa Helena, Marta Suplicy, Kátia Abreu? Todas mulheres, com história, coragem e compromisso com as grandes causas sociais. Podem faltar componentes como origem nordestina, afro-descendência, indígena etc. Mas na era da internet quase tudo passa a ser possível. Se, de repente, surgiu o grande democrata transformador Zelaya, quem pode duvidar?

Swamoro Songhay

sábado, 8 de agosto de 2009 11:06:00 BRT  
Anonymous farofino disse...

Marina representa o que ainda há de bom na nossa política. Dificilmente ganharia pra presidente, contudo, elevará muito o nível de nossa campanha eleitoral vindoura. Além do mais, deixará um legado positivo para as pautas de debates e proposições no país.
Marina estrapolu as fronteiras do Acre e do Brasil. É uma prova de que se vence na vida através da ética e moralidade.

sábado, 8 de agosto de 2009 14:19:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Marina é como um refresco na vida política brasileira tão escandalosamente manchada por personagens sujos.

sábado, 8 de agosto de 2009 14:21:00 BRT  
Anonymous Jorge disse...

Acho que será um erro terrível para ela, algo semelhante ao que ocorreu com a Erundina quando quis participar do governo Itamar Franco. Depois que servir aos interesses da mídia e dos demotucanos será ignorado assim como ocorre com a HH.

Marina, o seu lugar é junto aos trabalhadores e não em um partido classe média que tem zequinha sarney em seus quadros e apoia serra e os tucanos em São Paulo.

sábado, 8 de agosto de 2009 17:12:00 BRT  
Blogger Lincoln Macário disse...

Bela análise.
Pena que muitas pessoas não entendem o que você escreve, mas o que querem entender.

sábado, 8 de agosto de 2009 23:25:00 BRT  
Blogger Guilherme Scalzilli disse...

O fator Marina Silva

A ex-ministra do Meio Ambiente ganhou as graças da mídia. A tendência começou quando ela pediu demissão, e pode se transformar num fenômeno publicitário caso o PV consiga realmente seduzi-la para concorrer a presidente em 2010.
Dizem que ela surgiria como a novidade que o eleitorado procura, com biografia, perfil e plataforma de fácil apelo popular. Será? Para que Marina tenha qualquer chance real, seria necessário que compusesse uma chapa abrangente, com acúmulo de tempo na propaganda gratuita e alianças nacionais – além de afastar a concorrência da interminável Heloísa Helena. São muitas variáveis para uma disputa que já começa polarizada, da qual nomes de grande reconhecimento, como Ciro Gomes, preferem se abster.
Cabe lembrar que o PV possui quadros como Zequinha Sarney e outros de sua cepa. O partido é aliado de quase todos os governos demo-tucanos do país, principalmente em São Paulo, onde apóia tanto Gilberto Kassab quanto José Serra.
A invenção de Marina é puro ensaio, uma espécie de idílio, nascido na necessidade de inventar alguém para bater em Dilma Rousseff impunemente, facilitando uma vitória de Serra no primeiro turno. Faz parte de um esforço preliminar a ser empreendido pelo governador até o final do ano, através de viagens e pesquisas de opinião, buscando aferir suas reais possibilidades na disputa presidencial. E, pelo visto, elas são menos sólidas do que se imagina.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009 01:58:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

A meu ver a Senadora Marina não tem perfil para aceitar o papel de aríete político-eleitoral de qualquer corrente. Continuo na opinião de que o surgimento dela como alternativa deriva do surgimento de um vácuo na candidatura que representaria o oficialismo.

Swamoro Songhay

segunda-feira, 10 de agosto de 2009 10:33:00 BRT  
Blogger guylherme disse...

Há muito me simpatizo com o PV, mas quase nada com os políticos da legenda (salve algumas exceções, que acabam apagadas pela falta de comprometimento real de outros).
Agora ter a excelente Marina Silva como candidata muda tudo, e espero que mude principalmente o PV. Acho que ela no partido atrairia pessoas com engajamento genuíno a idéia de um Brasil sustentável. Em suma, Marina Silva entrando entro eu e mais um mundo de gente. Nunca pensei em me filiar a um partido, mas se isso acontecer conte comigo.
MARINA PRESIDENTE AGORA!
PT NUNCA MAIS!

Guylherme Rodrigues Alves.
Designer de Produto

segunda-feira, 17 de agosto de 2009 14:05:00 BRT  

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