domingo, 23 de agosto de 2009

Enfeite de parede? (23/08)

A válvula de escape dada por Lula a Mercadante indica que o presidente talvez não esteja assim tão confortável com o entorno político que a crise do Senado produziu para sua excelência e sua candidata

Esta crise do Senado é daquelas para valer. O presidente da Casa, ele próprio um ex-presidente da República, vem sobrevivendo à refrega, mas agora anda de muletas. Made in Palácio do Planalto. O partido condutor do governo toma tiro de todos os lados e exibe suas fraturas. Três em cada quatro líderes da oposição foram parar na UTI, já que cometeram a imprudência de entrar na batalha sem colete à prova de balas. E o Senado propriamente dito está pela bola sete, tido crescentemente como desimportante, ou mesmo desnecessário.

Em meio à carnificina, eis que Luiz Inácio Lula da Silva decide jogar uma boia para o líder do PT na Casa, Aloizio Mercadante (SP).

Um parêntese. A primeira coisa que você deve aprender quando chega a Brasília —se tiver sorte, você aprende a tempo— é que aqui existe algo chamado “o poder”. A segunda lição é que “o poder” jamais comete gestos inúteis. Ele invariavelmente se movimenta para adquirir mais força, ou pelo menos proteger a que já tem. E esses são seus únicos critérios. Mesmo que às vezes ele os disfarce sob a máscara da “amizade”, da “generosidade” ou da “lealdade”.

Dito isso, chega a ser espantoso que Lula tenha feito com Mercadante o que não fizera antes a nenhum aliado, dos que se aventuraram em projetos com algum grau de independência diante do príncipe. Lula poderia ter simplesmente aceitado os fatos, deixado Mercadante caminhar rumo ao exílio interno no partido e imposto, finalmente, a paz dos cemitérios na conturbada bancada senatorial do petismo.

Será que o presidente ficou com receio do estrago que Mercadante poderia fazer numa eventual luta interna dentro do PT? Chance zero. O partido nunca esteve tão coeso, em torno da candidata Dilma Rousseff e do projeto de continuar mais quatro anos (por que não mais oito?) na cadeira. Ficou com dó dele? Esqueçam. Em outras ocasiões, Lula já moeu impiedosamente velhos companheiros, quando foi conveniente.

Então, trata-se de saber por que não convinha ao presidente dar uma lição definitiva ao líder do PT no Senado, que conduziu ali as coisas de modo a transferir a Lula e ao governo todo o ônus político da operação para proteger José Sarney. As respostas parecem óbvias. A primeira delas: se a força da oposição na Casa incomoda o presidente da República, tampouco convém a Lula um Senado totalmente dominado pelo PMDB e satélites. A segunda: o presidente sabe que uma candidatura Dilma só sustentada num PT desossado e em aliados de imagem complicada entra em zona de risco eleitoral.

Na política, como na profissão de goleiro, não basta ser esperto e competente: tem que ter sorte. Foi o que teve Mercadante. Na comparação com os pares, suas escoriações talvez sejam as mais fáceis de tratar. Até porque ele continua na liderança do partido. Não rompeu o elo histórico com Lula e ganhou de presente uma carta em que o presidente foi obrigado a estimulá-lo a continuar a luta contra o establishment do Senado.

Resta saber que uso Mercadante fará da carta. Se ela lhe servirá apenas como enfeite de parede, ou se vai servir para algo politicamente mais útil. A ele e ao Brasil.

Deixem o STF em paz

Depois de matar o Conselho de Ética, o presidente do Senado agora propõe o enterro formal. Quer que os processos de quebra de decoro passem ao Supremo Tribunal Federal. Complicado. Como “quebra de decoro” é algo subjetivo, o resultado seria transformar o STF num tribunal 100% político. Que naturalmente evoluiria para uma corte 100% partidária. Como aconteceu no Conselho de Ética.

Mais prudente seria jogar os processos para a Comissão de Constituição e Justiça, com recurso garantido ao plenário. Assim, já que tudo agora é “luta política”, as coisas seriam resolvidas no voto. E ninguém —acho— teria coragem de propor a extinção da CCJ. E o Supremo Tribunal Federal seria, mais adequadamente, deixado em paz, fazendo o serviço previsto na Constituição.

Coluna (Nas entrelinhas) publicada hoje no Correio Braziliense.

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9 Comentários:

Anonymous paulo araújo disse...

Alon

Vamos lá

"Na comparação com os pares, suas escoriações talvez sejam as mais fáceis de tratar. Até porque ele continua na liderança do partido. Não rompeu o elo histórico com Lula e ganhou de presente uma carta em que o presidente foi obrigado a estimulá-lo a continuar a luta contra o establishment do Senado."


Sua análise é generosa.

Eu penso que o Mercadante levou um "pra trás" (como se diz em MG) que lhe quebrou a cara dura e vários pedaços. Portanto, não seriam bem escoriações.

A carta pode também ser interpretada como sinal de fraqueza do grupo petista que sustenta Dilma. Enfim, o grupo e a carta dão mostras que Dilma não é consenso nem no PT.

Vamos ver o que 2010 reservará a Mercadante. Vamos ver o que dirá o seu eleitorado.

Com carta ou sem carta, vai ser complicado ele ter que gastar o seu tempo na TV (isso, se for o indicado do PT) para explicar o que para muitos dos seus eleitores não tem explicação. O que ele poderá dizer? Que é do PT que historicamente sempre foi contra o Sarney? Que precisa voltar ao Senado para continuar o combate ao neoliberalismo e às forças do atraso favoráveis a Sarney?

Certamente, há um eleitorado petista que vota de olhos fechados em quem o partido indicar. Mas para quem alimentava pretensões de à prefeitura de SP e ao governo do estado, vamos concordar que essa carta do Lula vale menos que quase nada.

Aliás, uma pergunta: que futuro teria o petismo em SP?

domingo, 23 de agosto de 2009 08:59:00 BRT  
Blogger Alberto099 disse...

Caro Alon, o jogo político não admite muita vacilação. Mercadante começou a vacilar, no episódio recente, quando se recusava a dar os encaminhamentos que buscavam livrar a cara do partido ao mesmo tempo em que preservavam Sarney. Defendeu o afastamento desse último, não nomeou para a Comissão de Ética senadores da base que sofreriam menos problemas de imagem junto a suas bases, não leu a mensagem de Berzoine livrando a cara dos petistas, e fez tudo isso fingindo não perceber que contrariava o Planalto, dando a entender que a ambigüidade estava na ação do próprio governo. Seguindo meu próprio desejo quis ver aí as conseqüências de um momento difícil, mas que deixava explicito o comando absoluto do presidente sobre o partido e a prioridade absoluta ao projeto pessoal de poder. Quando aceitou a “solução” da carta de Lula para salvar a própria cara Mercadante capitulou, agora sim, irrevogavelmente. A carta em si é um exercício de caudilhismo explícito, do modo de operar da liderança carismática: nenhuma referência clara sobre posicionamentos frente às questões colocadas na agenda política, mas ao passado em comum... e o blábláblá emotivo de sempre. Claro, Mercadante tinha capacidade de criar bastante confusão no próprio partido do presidente às vésperas da sucessão, mas não tem mais, mesmo que mudasse de novo de opinião. Assinou seu próprio atestado de morte política, em 2010 seus antigos eleitores o mandarão de volta ao magistério.

domingo, 23 de agosto de 2009 12:20:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

A carta pode ser vista também como um faça o que eu digo e resolva-se com suas convicções e seu eleitorado. Pode ser que, a exemplo de outros episódios, quase nada aconteça no plano eleitoral. Porém, fica sempre a lembrança de posicionamentos dados da tribuna com transmissão, ao vivo, pela TV Senado, sem edição. Não haverá espaço para o surrado recurso de responsabilizar a tal demonizada mídia tradicional. Quanto ao STF julgar políticos por falta de decoro, muito bem colocado, Alon. Colocar ao STF tais atribuições seria um erro monumental.

Swamoro Songhay

domingo, 23 de agosto de 2009 12:30:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Uma abordagem psicológica.
O eleitor do Mercadante é mais exigente, mais esclarecido. Esse tipo de eleitor comporta-se como um alter ego do seu representante. Sentem-se diminuídos ou engrandecidos com a postura do senador. O Mercadante pode querer fulminar jornalistas que exploraram o seu comportamento subserviente, mas não tem como condená-los. Ele fez tudo errado. Além do comportamento errático, a postura reprovável foi real, ela está lá e todos notaram.
Quando Lula o emparedou o estrago já era inevitável e o Mercadante só tinha duas alternativas, cada uma muito longe de ser ótima.
Preservar o seu cacife político junto aos eleitores e renunciar, mesmo com prejuízo de sua relação com o presidente ou mandar os escrúpulos às favas e alinhar-se incondicionalmente com o Lula.
A primeira alternativa lhe garantiria algum prestígio junto ao eleitorado que poderia reabilitá-lo mais tarde. A segunda lhe garantiria sobrevivência na máquina do partido, enquanto o Lula continuar a apitar e tiver gratidão ou pena. Se O Mercadante dependesse de um eleitorado menor e menos exigente, essa era a sua opção, pois agindo como se nada tivesse acontecido, daria para se refazer adiante com uma reputação não muito boa, mas sem a pecha de servilismo.
Ele foi posto realmente entre a cruz e a espada. O problema da segunda alternativa é que é suicídio para quem precisa do eleitorado paulista. O paulista que acompanha política nunca vai querer associar o seu nome com o do senador e vai mesmo é falar mal dele. Quem é que vai ter orgulho de dizer eu votei no Mercadante!
Como a rigor o senador não fez inteiramente nem uma coisa nem outra, vai ter de colher o pior das duas opções. O futuro não dá para prever, mas aposto que a carreira política do Mercadante foi para o espaço. Em uma eleição majoritária ele não leva nada. O máximo que vai conseguir é cargo de burocrata em um eventual governo petista ou, se tiver sorte, um deputado estadual ou federal. Em qualquer caso, vai ser motivo de piadinhas e de olhares maliciosos e sorrizinhos ambíguos.
Lula really rocks. Quem vai ser a próxima vítima?

domingo, 23 de agosto de 2009 15:04:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
Não sou admirador do Mercadante. Ele é paulista. Admiro São Paulo e sei que os paulistas são merecedores de crédito. Penso, entretanto, que os paulistas fazem uma política brasileira voltada muito para o interesse de São Paulo.
Veja, por exemplo, o trabalho de José Serra e do governo de um carioca que viveu em São Paulo. José Serra no período da Constituição teve atuação que visava antes de tudo o interesse de São Paulo. Fez isso com a participação dele no sistema tributário quando retirou a incidência de ICMS sobre operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e energia elétrica (Foi norma que beneficiava São Paulo, grande consumidor de Petróleo e seus derivados e de Energia Elétrica). Fez isso como Ministro da Saúde, pois a propaganda dos genéricos foi uma forma de beneficiar a indústria farmacêutica paulistas. Era o governo federal sustentando propaganda que deveria ser feita pelas próprias empresas. Ocorre que 90% das importações de medicamentos são feitas por empresas localizadas em São Paulo. Assim, a propaganda custeada pelo governo beneficiava empresas paulistas (E vale lembrar que para um país de hipocondríacos, a propaganda foi um incentivo a se tomar medicamentos sem prescrição médica que agora o Ministério da Saúde enfrenta grande dificuldade para inibir essa mania da população).
O governo de FHC também atuou na mesma direção. No período dele houve duplicação da ligação de São Paulo a Santos, o Rodoanel ia de vento em poupa, o gasoduto da Bolívia privilegiou todas as empresas ao longo do Tieté (E não havia greve de fome de padre paulista contra os estragos ambientais que essas obras faziam)e se duplicou primeiro a Fernão Dias e não a BR 040 ligando Belo Horizonte ao Rio de Janeiro. A duplicação da Fernão Dias ajudou a que Minas Gerais adotasse a rota de São Paulo e principalmente o posto de Santos como escoadouro de suas mercadorias. Se duplicasse a 040, o intercâmbio Minas Gerais Rio de Janeiro iria aumentar e se direcionariam muito as importações e exportações mineiras para os portos no Rio de Janeiro.
Sem sacrifício de São Paulo em prol dos estados mais pobres, o Brasil nunca será um país grande e justo.
De todo modo, mesmo não admirando o Mercadante, penso que dentro do ideário de política que se construiu no Brasil - falso ideário em minha concepção - o Mercadante saiu da melhor maneira possível. Pode ser até que ele já soubesse desde o inicio que ele contaria com a carta de Lula para incensá-lo, mas certamente enquanto ele atuava debaixo de uma saraivada de acusações sem fim, ele não sabia que você iria fazer em louvor a ele um texto tão belo como este intitulado "Enfeite de parede?" de 23/08/2009.
Meu parabéns a você e a Mercadante por ter podido contar com dois trunfos tão grandes para justificar a ação que ele teve de desempenhar no período.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 23/08/2009

domingo, 23 de agosto de 2009 18:48:00 BRT  
Anonymous Adriano Matos disse...

Alon,
Minha impressão é que o Presidente Lula credenciou Mercadante junto ao PT e a sociedade.

A decisão de não fazer do congresso fórum para 'investigar' atos secretos que remontam de 15anos atrás, dos quais tem responsabilidade compartilhada a maioria dos senadores, inclusive de oposição.


Sobre Fernando Sarney e seus negócios está havendo já ação judicial, que é o forum competente.


Apadrinhamento todos senadores fazem, vamos punir todos?


Quanto as verbas indevidas que recebia, que devolveu, igual à tantos, inclusive de oposição, que tenha a seu favor, contratado FGV para reformar a administração do senado;

Não defendo o Sarney, não gosto dele, mas como petista, no meio dessa luta política que está havendo, para todos que exigem que seja o guardião final da ética, que fosse posto um petista, então, para presidência do senado.

domingo, 23 de agosto de 2009 19:05:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Anônimo (23/08/09 às 15h04min00s), Muito boa a sua análise. Não há entretanto, contradição entre a sua e a feita pelo Alon Feuerwerker, pois no final do post a mensagem do Alon Feuerwerker é avaliar se a carta vai servir para algo politicamente mais útil para Mercadante e para o Brasil. Não se mencionou São Paulo.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 23/08/2009

domingo, 23 de agosto de 2009 21:31:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
Tenho combatido a critica que se faz a José Sarney nos grandes jornais e que é a crítica da maioria dos comentaristas nos blogs de esquerda e de direita e, salvo poucas exceções, é a crítica da maioria dos blogueiros sejam eles de esquerda ou de direita.
Na essência minha crítica se dirige ao ideário da democracia com ética. A democracia possui princípio ético indelével: o princípio da igualdade. A direita mais radical sem coragem de se dizer não democrática quer que se imponham alguns freios ao processo democrático para que ele não descambe para a demagogia. Esses freios se apresentam aqui e ali como autonomia de bancos centrais, autonomia dos órgãos da receita, e acolá como impedimento a eleição direta do Presidente da República e alhures como construção de um regime em que o presidente seja apenas uma rainha da Inglaterra e o parlamento se mantenha como órgão conservador sem produzir mudanças profundas. Salvo quando há excesso nesses freios é geral, ampla e forte a aceitação da democracia.
Todos, entretanto, desejam que a democracia apresente em todos os procedimentos que a compõem uma conduta ética. Não creio que isso seja possível. Um dos procedimentos mais modernos da democracia é o instituto da representação. Antes a democracia era direta, ocorrendo de forma pontual, imperando a vontade majoritária, que era decidida sem conchavos, sem barganhas e era imposta a minoria de forma autoritária.
Com a representação, a democracia passou a ser fisiológica. Passou a comandá-la o toma-lá dá-cá, os acordos, as trocas em processo contínuo em que as correntes minoritárias se recompõem com grupos majoritários para se protegerem de possível exclusão que ocorreria se cada decisão se desse pontualmente. As minorias perdem em um ponto para poder ganhar em outro. Os que querem que esse processo de luta, em defesa de interesses conflitantes, que se compõem em decisões majoritárias decorrentes de acordos, seja um processo ético esquecem que os representantes que fazem a composição não podem renunciar aos interesses dos representados. A renúncia é um ato ético, mas a luta não.
Há ainda quem defenda que a composição de interesses seja feita em prol do bem comum, do interesse maior da nação. São denominações que os juristas alemães chamam de “conceitos jurídicos indeterminados”. O processo de composição de interesses deve seguir a lei, mas evidentemente em cada caso não haverá ninguém para dizer com certeza qual o interesse maior da nação.
Na década de 60, os textos de Theodore J. Lowi já ensinavam a característica fisiológica da democracia. A maioria da cúpula do PSDB sabia disso. Quando eles fundaram o partido prometendo trazer a ética na política, eu não acreditei neles e os considerava agindo de má-fé. Durante os últimos 20 anos o discurso do PSDB continua utilizando frases e expressões que os fundadores do partido sabem não serem verdadeiras. Eles disseram que governo bom fica e governo ruim o povo tira para justificar o parlamentarismo. Depois disseram que governo bom fica e governo ruim o povo tira para justificar a reeleição que era a negação do parlamentarismo. Outra justificativa para propor o parlamentarismo era o excessivo poder do presidente no regime presidencialista. No entanto, propuseram a reeleição que aumentava a força do presidente.
Os petistas, por serem jovens ou por muitos terem origem religiosa, faziam-me crer tratar-se de ingênuos ao defender a ética na política. Com o tempo, percebi que esse apego a ética na política se dissipava. A substituição do senador Bisol pelo Mercadante em 1994 foi a maior evidência disso. Não tiveram escrúpulo para descartarem Bisol. O que mesmo teria o Bisol cometido?
Ainda há resíduo dessa idéia de ética na política em alguns quadros do PT. Felizmente são cada vez em minoria. Os políticos têm de ser avaliados pela ideologia que eles defendem. A ética aceitável é a ética autônoma. A ética heterônoma, em que um quer impor a outro a ética é o que eu chamo de ética da soberbia que é uma contradição nos seus termos.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 23/08/2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009 08:15:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Ainda não consigo enxergar ou intuir nada de bom na carta para a sociedade, entendido o conceito num contexto geral. Exceto dar algum argumento para consumo interno, partidário, tendo seus efeitos ainda riscos (eleitorais e de interlocução na bancada e no Senado)decorrentes a serem desdobrados. Assim, fica a percepção de que a carta vai no sentido, mesmo, de resolva-se a partir de agora.

Swamoro Songhay

segunda-feira, 24 de agosto de 2009 09:21:00 BRT  

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