quinta-feira, 9 de abril de 2009

Duas leituras complementares no feriado (09/04)

4 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
O PIB tem uma carga ideológica muito grande. Há aqueles que defendem que o PIB não deve crescer. Essa é a opinião de seu conterrâneo Nicholas Georgescu-Roegen. Sobre o caráter ideológico do PIB e sobre o Georgescu você pode ir no site do Prof José Eli da Veiga que reproduz artigos que ele publicou no Valor Econômico.
Eu penso, entretanto, que há ainda uns cinqüenta anos de crescimento no mundo, mas creio que o Yoshiaki Nakano deva ser tomado como referência. Quando da apresentação do programa de governo de Geraldo Alckmim, o Yoshiaki Nakano foi considerado como o responsável pela política econômica do candidato do PSDB. Se você ler hoje a proposta sentirá o quanto era tacanha a política econômica defendida por Yoshiaki Nakano.
As análises sobre o futuro não são tão difícil como os economistas tentam nos fazer crer. Elas são sempre feitas supondo tudo mais permanecendo constante. Se não acontecer nenhuma anomalia, você mesmo com conhecimentos de aritmética do antigo curso ginasial poderá fazer a sua profecia. Desenhe para 2008 uma reta com inclinação constante que dê crescimento no final do ano de 6% como parecia que iria dar se tudo permanecesse constante. Depois, faça uma queda no quarto trimestre de tal modo que a nova reta tenha a inclinação do crescimento do PIB de 2008 (5,1%).
Todo problema das previsões está que o 1º trimestre de 2009 já acabou e nós não sabemos o que aconteceu no período. Uma forma de resolver isso é esperar o IBGE fornecer os dados do PIB do primeiro trimestre em início de junho. Você pode antecipar um pouco fazendo o mesmo gráfico com os dados de consumo de energia elétrica que é fornecido pelo Ministério de Minas e Energia em boletim próprio sobre o consumo de energia. Por volta de vinte de abril deve sair o consumo de março (Você pode checar se os dados de março referem efetivamente ao consumo de março ou há uma diferença qualquer. No consumo de energia residencial da CEMIG que aparece na conta há uma defasagem de um mês).
Com esses dados dá para fazer uma projeção para 2009. Todo o trabalho que você terá será de saber se em janeiro e fevereiro houve queda em relação a produção de dezembro ou se nesses dois meses já houve uma estabilidade (A curva de consumo de energia vai lhe ajudar a descobrir o que ocorreu). Lembre de 2003 com crescimento quase nulo. Lembre de 2004 com crescimento de 5,7%. Então projete a reta em 2009 com inclinação muito pequena a partir do 2 trimestre de 2009. O ponto médio desta reta comparado com o ponto médio de 2008 vai lhe dar o crescimento de 2009. Então tudo vai depender de que ponto vai começar o 2º trimestre de 2009. Ou melhor tudo vai depender de quanto caiu o PIB no quarto trimestre de 2008 e no primeiro de 2009. Tudo isso é passado no qual o governo pouco pode fazer. A crise era de confiança e não havia força no mundo capaz de mexer na psique do país inteiro, quando a economia é livre como a brasileira.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 13/04/2009

terça-feira, 14 de abril de 2009 00:16:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Em 2006, muitas propostas e diagnósticos propunham, em realidade, ajustes fortes para prevenir que o trem saísse dos trilhos. Desde aquele ano já haviam temores quanto à capacidade de blindagem ou descolamento total da economia brasileira em caso de eventuais crises financeiras internacionais. Acabaram prevalecendo a sobrevalorização do câmbio, política fiscal expansiva e elevadas taxas de juros. A conta chegou em Setembro de 2008.

terça-feira, 14 de abril de 2009 11:00:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
Sinto ter cometido tantos erros no meu email anterior, e principalmente pelos erros de português eu peço desculpas. Quanto aos erros de conteúdo eu deixo aqui pelo menos uma retificação. Em relação ao Yoshiaki Nakamo eu queria dizer que não creio que, em matéria de projeção sobre o crescimento econômico, ele deva ser tomado como referência. A não ser que se dê à projeção dele o mesmo valor que se dá a minha.
Em relação a como se chegar a um valor mais exato do crescimento do PIB não é a taxa de inclinação da reta em um ano que dá o crescimento do PIB. É a comparação do valor do PIB em um ano comparado com o ano anterior. Para 2008 não haveria problema porque a taxa de 2007 foi 5,4%, próxima do que seria a projeção para 2009 se o tsunami não tivesse ocorrido (6,0% a 6,4%). Creio que o que eu expliquei no email anterior ainda que confuso é compreensível, mas vou dar um exemplo que talvez ilustre melhor a situação. Suponha uma escada em que um ano sem crescimento corresponderia ao piso e um ano com crescimento de 10% corresponderia ao degrau. No caso, o crescimento medido tanto no ano sem crescimento como no ano com crescimento seria de 5%. A escada pode ser utilizada também para mostrar o decrescimento.
Para a projeção que temos que fazer sobre o crescimento do PIB de 2009, o que sabemos é que de outubro de 2008, até algum mês de 2009 houve uma queda e que provavelmente a partir de algum mês do primeiro trimestre iniciou-se um processo de crescimento econômico que deverá se dar em 2009 com taxas baixíssimas, só aumentando no final de 2009. Se tudo o mais permanecer constante, só precisamos saber de quanto foi o tombo e se desejarmos uma aproximação maior temos que saber em que mês do primeiro trimestre deu-se a reversão
Clever Mendes de Oliveira
BH, 14/04/2009

terça-feira, 14 de abril de 2009 13:26:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
Sinto ter cometido tantos erros no meu email anterior, e principalmente pelos erros de português eu peço desculpas. Quanto aos erros de conteúdo eu deixo aqui pelo menos uma retificação. Em relação ao Yoshiaki Nakamo eu queria dizer que não creio que em matéria de projeção sobre o crescimento econômico ele deva ser tomado como referência. A não ser que se dê à projeção dele o mesmo valor que se dá a minha.
Em relação a como se chegar a um valor mais exato do crescimento do PIB não é a taxa de inclinação da reta em um ano que dá o crescimento do PIB. É a comparação do valor do PIB em um ano comparado com o ano anterior. Para 2008 não haveria problema porque a taxa de 2007 foi 5,4%, próxima do que seria a projeção para 2009 se o tsunami não tivesse ocorrido (6,0% a 6,4%). Creio que o que eu expliquei no email anterior ainda que confuso é compreensível, mas vou dar um exemplo que talvez ilustre melhor a situação. Suponha uma escada em que um ano sem crescimento corresponderia ao piso e um ano com crescimento de 10% corresponderia ao degrau. No caso, o crescimento medido tanto no ano sem crescimento como no ano com crescimento seria de 5%. A escada pode ser utilizada também para mostrar o decrescimento.
Para a projeção que temos que fazer sobre o crescimento do PIB de 2009, o que sabemos é que de outubro de 2008, até algum mês de 2009 houve uma queda e que provavelmente a partir de algum mês do primeiro trimestre iniciou-se um processo de crescimento econômico que deverá se dar em 2009 com taxas baixíssimas, só aumentando no final de 2009. Se tudo o mais permanecer constante, só precisamos saber de quanto foi o tombo e se desejarmos uma aproximação maior temos que saber em que mês do primeiro trimestre deu-se a reversão
Clever Mendes de Oliveira
BH, 14/04/2009

terça-feira, 14 de abril de 2009 23:11:00 BRT  

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