quarta-feira, 11 de março de 2009

Protecionismo ruim é o dos outros (11/03)

De Luiz Inácio Lula da Silva hoje, no estadao.com.br:
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em entrevista ao Wall Street Journal, realizada ontem, que uma crescente onda de protecionismo das nações mais ricas do mundo ameaça as economias emergentes. Lula criticou duramente as recentes medidas protecionistas tomadas por nações que normalmente promovem o livre comércio. Entre as medidas citadas por Lula está a cláusula "Buy America" do último pacote de estímulo aprovado no Congresso americano, apesar de ter sido modificada para garantir que os EUA cumpram as regras do comércio internacional. (...) Lula alertou que a crise financeira mundial ameaça o crescimento econômico que foi reduzindo a pobreza nos países em desenvolvimento, e apelou por ajuda financeira e outras medidas a fim de impedir a propagação dos efeitos da crise. "Nós não podemos aceitar a ideia de que, por causa da irresponsabilidade dos banqueiros e de alguns dirigentes, que não fiscalizaram e não regulamentaram, o resto do mundo acabe pagando a conta e, sobretudo, os seus pobres", afirmou o presidente.
Leia a reportagem. O mesmo Lula semana passada, no dci.com.br:
    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (2/3) que o crescimento da aviação regional pode dar um novo fôlego à Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). Em entrevista coletiva em São Paulo, Lula evitou fazer novas críticas às recentes demissões na empresa e disse que os cortes eram esperados. “A Embraer tem 90% de suas vendas para o exterior. À medida que as encomendas caem, os empregos também caem”, afirmou o presidente. “Temos que resolver o problema da aviação regional para ver se compramos mais aviões da Embraer”, acrescentou Lula. Para ele, é preciso também que a preferência nas compras aéreas nacionais passe a ser pelos aviões produzidos aqui. “Não podemos nos queixar dos outros países, porque as próprias empresa brasileiras não usam os aviões da Embraer. Não dá para entender por que essas empresas usam Boeing e Airbus e não usam os aviões da Embraer.” Lula destacou que o controle do protecionismo será o tema prioritário a ser debatido na reunião agendada com o presidente Barack Obama no próximo sábado. "O protecionismo pode parecer benéfico num primeiro momento, mas, no longo prazo, ele afeta os países, sobretudo as nações pobres que têm de vender as suas mercadorias para os países ricos." O presidente brasileiro tem cada vez mais se posicionado como um defensor mundial dos países emergentes em fóruns, como a reunião de líderes do G-20, que ocorrerá em abril, em Londres.
Têm posts que são assim, curtinhos, pois os textos dos outros fazem o serviço por mim, falam por si. Quer dizer que o "buy america" é ruim por ser protecionista? E o "compre aviões brasileiros", é o quê? Globalizante? Uma bandeira do livre-comércio? Vai lá, Lula, vê se enrola os gringos.

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5 Comentários:

Anonymous Moses disse...

Bah, Alon... deleta esse post antes que prejudique a imagem q todos temos de vc... quer dizer q vc acha q o Presidente achar bom que empresas brasileiras comprem do Brasil iguala-se a uma iniciativa legislativa nesse sentido? Pior: o sentido amplo dos dois textos é o mesmo; se fazendo de coitadinho, Lula quer proteger os países em desenvolvimento. Onde está a incoerência? Abraço!

quarta-feira, 11 de março de 2009 21:38:00 BRT  
Anonymous Augusto Cotta disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

quarta-feira, 11 de março de 2009 23:15:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, quem te disse que a afirmação de que o Brasil deveria usar aeronaves da Embraer, em rotas do interior, ao invés de aparelhos produzidos pela AIRBUS, caracteriza obrigatoriamente aplicar uma política protecionista. Tem muito mais a ver com política de transporte aéreo, implicando em estabelecimentos de pontos a serem considerados como hubs, estruturas de aeroportos e equipamnetos de proteção ao vôo, e, last but not least, financiamentos para aquisição de aeronaves do que necessariamente protecionismo. Este conjunto pode propiciar à EMBRAER condições de atendimento priviligiado para os seus produtos no Brasil. Aliás, no tocante a financiamnetos, é importante lembrar que é o item mais importante para a venda de uma aeronave. Pode-se quase afirmar que não é a qualidade do avião que o vende e sim o seu financiamento. Isto foi fortemente verificado quando da privatização da EMBRAER. A situação crítica à época, sem vendas e, consequentemente sem poder de investimentos e de honrar compromissos de toda ordem, nada mais era do que falta de apoio financeiro para oferecer financiamnetos atrativos aos clientes. Tão logo foi privatizada o BNDES surgiu com um cardápio de financiamentos pronto. Aí, a empresa deslanchou em cima de um produto que foi fruto de um planejamento de longo alcance, o 145. O resto é história.

quinta-feira, 12 de março de 2009 00:49:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Embora possa ser compreendido o esforço em defender mercados para produtos brasileiros, não pode-se deixar de lado aspectos que podem não caber tanto à crise externa. Por exemplo, o Programa de Aceleração do Crescimento que foi lançado bem antes da crise eclodir em Setembro de 2008. A avaliação do Programa estará pautada pela queda do PIB verificada no IV Tri/2008, além das perspectivas para 2009. Leva ao entendimento de que o objetivo de acelerar o crescimento não foi atingido. E que a blindagem não era tão forte como se imaginava.

Swamoro Songhay

quinta-feira, 12 de março de 2009 11:11:00 BRT  
Blogger Gabriel disse...

É, livre-mercado no dos outros é refresco! Mas o melhor são os comentaristas te policiando - fora o desaforado - sem obviamente ter entendido bulhufas!

quinta-feira, 12 de março de 2009 22:10:00 BRT  

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