sexta-feira, 27 de março de 2009

Mais perto do terceiro mandato (27/03)

Da consultoria americana Eurasia Group:
    President Alvaro Uribe's chances of running for a third consecutive term in 2010 got a significant boost on 24 March when the ruling Uribista coalition turned around in the face of heavy government pressure and informally agreed to clear the way next month for a bill calling a referendum to remove constitutional term limits and allow Uribe to run again. The bill is favored to clear congress and the constitutional court, paving the way for a referendum in October or November of this year, according to our conversations with leading senators and other sources in Bogota this week. The biggest obstacle will be Uribe's ability to secure a minimum required turnout of 7.2 million votes on the day of the referendum in the face of an aggressive abstention campaign from the opposition and Colombia's sharp economic slowdown. We have increased the probability that Uribe will be able to seek and win a third term from 30% to 55%, posing downside risks to Colombia's institutional stability and integrity.
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15 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Quando é da direita nossos jornais ficam caladinhos. Da direita , poooooooooooodee!!!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 27 de março de 2009 10:48:00 BRT  
Blogger Cesar Cardoso disse...

Ou alguém REALMENTE acharia que Uribe foi o primeiro a parabenizar Chávez pela queda do limite de reeleições de graça?

sexta-feira, 27 de março de 2009 14:29:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

É a senha que o Lula espera antes de tentar algo do gênero por aqui. Se for só o Chavez ele nem se assanha. Mas, se o Uribe pode...

sábado, 28 de março de 2009 01:39:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
Sempre fui contra a reeleição. Embora pensasse que sendo o poder do prefeito muito pequeno ela pudesse ser adotada nos municípios, pensava também que os municípios sendo uma boa escola de formação de chefes de executivos a reeleição poderia afetar um pouco esse processo.
Os meus argumentos eram que a reeleição fortalecia muito o presidente e em países onde o Presidente da República é muito forte (Nos Estados Unidos, o poder do presidente é menor, salvo nas relações internacionais onde é ele quem manda amparado no maior e mais forte exército do mundo) e assim destruia o equilíbrio entre os poderes que é uma cláusula pétrea e no caso brasileiro destruia o equilíbrio federativo outra cláusula pétrea.
No caso brasileiro em razão do colégio eleitoral de São Paulo ser proporcionalmente muito grande e o estado ser o mais rico da federação, em razão ainda de a eleição de presidente coincidir com a de governador, e de a eleição ser em dois turnos aumentaria em muito a propabilidade do presidente ser de São Paulo.
Agora, acho os outros argumentos contra ou a favor da releição pueris.
Lembro que a Folha de São Paulo, subliminarmente a favor da reeleição exatamente porque era do interesse de São Paulo trouxe a defesa da reeleição de um brasilianista que dizia que a reeleição permitia a continuidade administrativa. Ora, se fosse a sim ela não poderia ter limites.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 27/03/2009

sábado, 28 de março de 2009 08:51:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

O receio maior do instituto da reeleição situa-se no oportunismo. Ou seja, quando é oportuno e conveniente, aprova-se. Quando não, procura-se revogá-lo. Um instituto destes não ser casuístico. Deve ser permanente. Mais uma aspecto de coisas que balançam e vergam -ao sabor dos ventos. O que deve garanti-lo é a força das instituições. Porém, se estas são fragilizadas e desrepeitadas, o preço das oscilações nestes casos, podem ser catastróficas. Reeleição não pode ser entendida como instituição de capitania hereditária.

Swamoro Songhay

sábado, 28 de março de 2009 11:42:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Não havia tradição de reeleição na história republicana da América Ibérica, antes das teses do Consenso de Washington dominar o continente. Elas chegaram com onda, era o apêndice político do pacote. Ela ocupou o espaço que, nos tempos da Guerra Fria, era o recomendado pela Doutrina de Segurança Nacional; assim como tivemos uma onda de ditaduras, ideológicamente afinadas, a partir dos 60, nós tivemos uma onda de reeleitoral a partir dos 90. Fazia parte do projeto, de criar novas oligarquias afinadas com a ideologia dos novos dominadores do império. Chavez apenas fez esses senhores saborearem o próprio veneno.

sábado, 28 de março de 2009 14:49:00 BRT  
Anonymous Luca disse...

Sou contra, mesmo quando FHC cometeu o que a meu ver foi o seu maior êrro político: mudar a Constituição para o seu segundo mandato. Resolveu uma vaidade política de curto prazo e nos deixou com esta espada no pescoço para o resto da vida. Não valeu a pena!

sábado, 28 de março de 2009 17:54:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Em países como noasas "repúblicas latinas" - e assemelhados - pelo menos trocar as moscas com rapidez pode ser a única alteração real de cenário. A eme continua (e continuará por muito tempo) sendo a mesma.

domingo, 29 de março de 2009 10:21:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
Desculpe-me pelas omissões, excessos e erros de toda natureza na redação do meu comentário anterior. Ratifico o conteúdo, no que ficou de compreensível.
Faço alguns esclarecimentos. O modelo atual é muito favorável aos interesses de São Paulo e a Folha de S. Paulo é um jornal paulistano e paulista, assim ficou evidente o posicionamento do jornal. Um exemplo foi quando do editorial pela reeleição. O jornal defendeu o plebiscito. Defendeu-o porque pareceu ao jornal que seria muito menos custoso economicamente para o empresariado paulista financiar a emenda da reeleição via plebiscito do que via Congresso Nacional.
Os artigos a favor e contra a reeleição não demonstravam nada a não ser uma pseuda imparcialidade da Folha de S. Paulo. Nada que abordasse a questão da quebra do equilíbrio dos poderes e do equilíbrio federativo.
O equilíbrio federativo foi abordado por Barbosa Lima Sobrinho em artigo no Jornal do Brasil intitulado o "O prestígio das palavras" em que ele diazia que por muito menos se fez a Revolução de 30. E aqui em Minas Gerais houve um artigo do Carlos Lindenberg mostrando também que a Revolução de 30 decorreu da tentativa de São Paulo dominar a política brasileira.
Os artigos eram aquele "fla x flu" de sempre, falando de corrupção etc. Não houve nem mesmo a intenção de mostrar a incoerência de ser contra o presidencialismo porque o poder do presidente era muito grande e apoiar a reeleição.
Ficou o artigo do brasilianista que resumia os três argumentos que sobravam pela reeleição: o benefício da continuidade administrativa, não restringir a um brasiliero o direito de candidatar a presidência da república (como se todos pudessem ser candidatos e se fosse aceitável uma terceira candidatura) e o terceiro que de tão sem importância que eu nem o lembro.
O problema grave do casuismo podia ser evitado se houvesse uma cláusula pétrea dizendo que nenhuma reforma eleitoral poderia vigorar antes de 6 anos de sua publicação (Sou favorável ao mandato presidencial de 5 anos e sendo 6 o período para a reforma ele não poderia alterar em causa própria). Penso na cláusula pétrea para outras normas eleitorais (A que existe hoje é só para um ano e não é cláusula pétrea)
Clever Mendes de Oliveira
BH, 29/03/2009

domingo, 29 de março de 2009 17:30:00 BRT  
Anonymous Luis Henrique disse...

Na minha opinião, uma limitação à quantidade de vezes que um político pode se candidadar à reeleição não garante, de forma alguma, uma limitação real ao seu poder, que pode muito bem por um 'poste' como sucessor, ou se candidatar em um outro cargo, mantendo intacta a rede de influências que possui, até mesmo quando perde uma eleição. Vide Delfim Netto e Romeu Tuma, por exemplo.

Mas, claro, 'quando é alguém de direita que quer se reeleger, pode. Quando é de esquerda, não'. Esse é o duplipensar dos 'especialistas' que infestam a mídia nativa.

domingo, 29 de março de 2009 17:31:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
Se a razão pela aprovação da emenda da reeleição fosse a qualidade do governo de FHC percebida pela população, bastava ele demosntrar que o governo era uma equipe e que portanto ele como vice de Marco Maciel faria um governo igual para que não se precisasse da emenda.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 29/03/2009

domingo, 29 de março de 2009 17:34:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Uribe pode, e tem apoio americano.
Isso é que é coerência(o que é o "Gulag"soviético, se não, a premonição de Guantânamo?).O que ajuda no momento é a crise mundial, e seus imprevisíveis efeitos.Uns líderes,proporão continuismo em nome da estratégia da estabilidade;outros serão empurrados do trono para que substitutos sejam mais felizes nas soluções. Aqui, a confiança em Dilma,é tamanha, que Lula, dispensa terceiro mandato.

domingo, 29 de março de 2009 22:04:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon Feuerwerker,
Lembrei-me do terceiro motivo relacionado pelo brasilianista para defender a reeleição. A reeleição tornaria o governante mais responsável, pois ele não gostaria de deixar para ele mesmo uma má administração.
Como eu disse era um argumento sem importância que só serve, como os demais, para defender a reeleição para sempre.
Hoje esse brasilianista deve prestar assessoria ao Chavez e ao Uribe.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 31/03/2009

terça-feira, 31 de março de 2009 21:49:00 BRT  
Blogger RICARDO SANTOS disse...

Uau Alon, vc é mesmo um repórter diferente!Sempre bem ( e muito )informado.
Agora eu acho uma sacanagem desse tal de Uribe.Como um governante tenta desafiar o estado democrático para impor mandatos sucessivos?Perceba que essa onda está permeando toda a atmosfera política na América Latina.No ano passado, dentro do banheiro do jornal aí na redação, eu ti perguntei o motivo de um 3º mandato para o Governo Lula.Vc foi arrogante e não me respodeu.Passado um ano eu me deparo com outra chamada desse tipo.Infelizmente, na Venezuela isso já se torna real, na Colômbia também , no Peru, e no Brasil,vc estava errado há um 1 ano atrás.O Presidente Lula não vai concorrer ao 3º mandato.Sorte nossa.

quinta-feira, 2 de abril de 2009 17:41:00 BRT  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Caro Ricardo, vc não deve confundir prudência com arrogância. Na verdade, eu não me lembro do que disse a vc sobre o assunto, mas tenho certeza de que fui cauteloso. Adivinhação não é o meu forte. De todomodo, obrigado por frequentar o meu blog. Um abraço.

quinta-feira, 2 de abril de 2009 18:04:00 BRT  

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