sábado, 14 de março de 2009

Como previsto (14/03)

Você que leu ontem o meu post Integrar para não entregar já estava preparado para esta notícia do nyt.com (doravante, não mais colocarei nomes de veículos, só os endereços):
    Russia Said to Weigh 2 Latin Bases

    A top Russian Air Force official said that the government was weighing whether to base strategic bombers out of Cuban territory or on a Venezuelan island that has been offered by President Hugo Chávez, according to the Interfax news service. In comments made at an awards ceremony on Friday night, Maj. Gen. Anatoly Zhikharev, chief of staff for Russia’s long-distance aviation division, told reporters that either option would be practical. “There are four or five airfields in Cuba with 4,000-meter-long runways, which absolutely suit us,” he said. “If the two chiefs of state display such a political will, we are ready to fly there.” He confirmed that Mr. Chávez had offered the use of a military airfield on La Orchila island. “If a relevant political decision is made, this is possible,” he said.
Leia a reportagem.

Acompanhe este blog pelo twitter.com

Assine o canal deste blog no YouTube

Assine este blog no Bloglines

Clique aqui para mandar um email ao editor do blog

Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo

7 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

agora hugo chaves é candidato a fidel castro.

expulsou do pais uma esposição cientifica a respeito do corpo de seres humanos.

agora isto.

lamentável.

sábado, 14 de março de 2009 21:09:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Chávez é um imbecil. Vai conseguir jogar Obama no colo do establishment militar americano.

sábado, 14 de março de 2009 22:38:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

Como o previsto?

E Lula em conversa com Obama pediu como gesto de boa vontade algum sinal de aproximação com Venezuela e Bolívia.

E como responderam ao pedido de Lula nuestros hermanos bolivarianos? Com quais anúncios?

Estranho o jeito bolivariano de entabular conversas de aproximação e mandar gestos de boa vontade.

Pois bem, além do anúncio de Chávez, Evo Morales neste sábado declarou, num gesto de "boa vontade", que decidiu investigar os trabalhos da CIA e pediu auxílio à Forças Armadas.

Se os estrategistas que aconselham Lula em questões de geo-política e política externa não o alertaram para a roubada em curso nos países hermanos, isso é lamentável. A se confirmar, a ação combinada entre Cuba, Venezuela e Bolívia é uma evidente tentativa bolivariana de desqualificação do chefe de governo brasileiro como o interlocutor de Obama para assuntos da nuestra america.

Agora, se tais anúncios com dia e hora combinados para virem a público constituem os elementos de uma tática (risível) de intimidação também patrocinada pelo governo brasileiro, então isso é muito, mas muito mesmo, grave.

Fico com a primeira hipótese, pois me custa a crer que a segunda seja factível.

Alon

Não entendi muito bem o que estava previsto. Os anúncios de Chávez e Morales bombardeando Lula estavam previstos?

Você escreveu

"Já o caso da Venezuela é diferente. Lula recebeu de Hugo Chávez um mandato para debater as relações bilaterais com Obama"

Agora cabe a você esmiuçar e explicar melhor para os seus leitores o que em verdade significa este mandato, tendo em vista os últimos anúncios bem combinados entre Morales e Cháves. Para mim, tratou-se de um verdadeiro passa-moleque (mais um) aplicado ao Brasil por los hermanos bolivarianos.

Penso, ainda, que em vista destes acontecimentos é hora de rever os elementos lógicos e empíricos que dão sustentação à tese de que os bolivarianos almejam uma América do Sul pacificada.

Só não me venham com as velhas ideologias para explicar o ocorrido. Vamos nos ater aos fatos à lógica subjacente aos fatos, os quais indicam que não há nenhum interesse dos bolivarianos em que o Brasil lidere junto aos americanos a almejada pacificação e integração.

O que os fatos e a sua lógica indicam indicam é muito mais a falsidade da sua assertiva (isso não quer dizer que você é mentiroso ou ideológico. Diz apenas que a realidade não segue necessariamente o curso que para ela consiguimos imaginar). Enfim, é hora de rever a tese, ou de embaralhar os fatos?

Se o governo brasileiro tiver ainda um pingo de vergonha na cara, deveria anunciar como resultado das conversas a intenção do governo Obama em adquirir parte do petróleo que compra pelo mundo no Brasil. Não dá para continuar sendo elegante com quem apenas lhe distribui caneladas, ou dá?

Aguardo um post a respeito, Alon.

domingo, 15 de março de 2009 02:07:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Entendi. A Rússia promoverá a "liderança construtiva e integradora da América Latina" em nosso lugar. Ainda bem, não é?

domingo, 15 de março de 2009 12:08:00 BRT  
Blogger Alberto099 disse...

Caro Paulo Araújo, creio que há sim uma alternativa que te escapou: a ambivalência é proposital. Eles querem sim boas relações com os americanos e Lula funciona bem fazendo a ponte, mas o bolivarianismo não permite que internamente eles dêsm mole para o império. Obama também vai saber dar o desconto e Lula também lhe será útil para tratar com esses paises sem ter de se comprometer mais seriamente. Lula, claro, sai ganhando como lider regional (de fato, mantendo Obama e seu império em segundo plano). Quem paga a conta? As populações da Bolívia e da Venezuela, que embarcaram em uma canoa furada economicamente falando.

domingo, 15 de março de 2009 15:39:00 BRT  
Anonymous André disse...

Espera, li no Yahoo que Chavez aceitaria alguns aviões (aviões russos tem um histórico de vôo de aprox. 15 horas por ano -- super perigo essa piada aérea, digo, força), mas não bases.

http://news.yahoo.com/s/ap/20090315/ap_on_re_la_am_ca/lt_venezuela_russia_bombers
(Chavez: Russia jets welcome, but no Venezuela base)

A admn. Bush já tinha falado que as movimentações russas em direção a América Latina não era nenhum motivo para preocupação (creio que Robert Gates fez o mesmo comentário depois que Obama entrou, absurdamente falando que o perigo verdadeiro era a venda de tratores do Irã e sua "crescente existência na AL", e as pequenas comunidades lá - como sírios, libaneses etc).

Curioso que não há referência sobre as inúmeras bases americanas nos países vizinhos da Rússia sob o fraquíssimo pretexto de "missile shield" (que, falando nisso, tais países vizinhos ficam bem mais perto da Rússia do que a distância entre a Venezuela e os Eua). Esperamos que o conselheiro de Obama, Brezinski, não tenha mais as velhas idéias sobre a Rússia (e que o artigo do Yahoo esteja mais atualizado).

segunda-feira, 16 de março de 2009 01:10:00 BRT  
Anonymous the talk of the town disse...

Ah neinn....menos superficialidade, mais profundidade, please ?!?

Esses movimentos da Russia é só mais uma peça no xadrez da negociação do escudo antimisseis, esse sim de extrema preocupação dos militares russos.

A Russia não está tão bem assim pra encarar outra Guerra Fria, se conseguir frear os militares americanos no entorno das suas fronteiras ficarao muito felizes.

Se a AL quer se defender de inimigos externos à suas jazidas de recursos naturais (eu particularmente me preoucupo mais com os internos, mas respeito quem ve mais perigo lá fora...) é melhor ela tratar de absorver tecnologia, montar uma estrategia unificada e desenvolver sua industria.

Nesse sentido a estrategia do Hugo Chavez é mais tapada do que a do Brasil e Argentina.

Mas isso, não significa que o que fizermos (ate agora) já tem alguma relevancia, só está sendo no sentido correto. É pouco, mas é mais do tudo que já foi feito no passado (pós-ditadura).

segunda-feira, 16 de março de 2009 10:06:00 BRT  

Postar um comentário

<< Home