sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Um assunto recorrente (06/02)

A oposição tem oscilado entre o denuncismo e a apatia. De vez em quando, sobrevêm surtos de radicalismo moralista. Ao falharem, são substituídos pelo nada

As recentes pesquisas de avaliação do governo federal e do presidente da República mostram aparente descasamento entre as realidades objetiva e subjetiva. Enquanto o quadro econômico se deteriora, crescem as aprovações de Luiz Inácio Lula da Silva e de sua gestão. Se a oposição estiver com sorte, trata-se de um acesso de ilusão coletiva, que não resistirá aos fatos da vida. Se estiver com azar, é possível que a crise esteja a reforçar a liderança de Lula.

Por falar em azar e sorte, sortudo é o governo que já tem um plano montado (e andando) de investimentos públicos, quando a crise planetária passa a exigir dos estados nacionais exatamente isto: que ocupem o espaço deixado por um capital privado receoso, e portanto recolhido. Ou talvez não seja sorte, mas resultado de uma opção política. Estivesse o Brasil ainda amarrado ao antiestatismo da década passada, estaríamos todos mais enrascados do que já estamos.

O fato é que os fatos trabalham a favor do presidente e companhia bela. Para que a oposição retome a iniciativa política, não basta ela dizer ao público o que o público já sabe: que as coisas estão ruins e podem piorar. Até porque nem o mais fanático anti-Lula culpa o presidente pela eclosão da crise. O que a oposição precisa apresentar são argumentos para convencer as pessoas de que é necessária a troca de liderança. Se não conseguir, corre o risco de virarem fumaça os atuais números das pesquisas de intenção de voto para daqui a dois anos.

E qual é a maior dificuldade da oposição na tarefa? Seu pouco apetite para combater programaticamente o governo. Nos últimos seis anos, a oposição tem oscilado entre o denuncismo e a apatia. Periodicamente, sobrevêm surtos de radicalismo moralista. Ao falharem, são substituídos pelo nada. A crise planetária começou em setembro, há quase meio ano. E até agora a oposição não respondeu a duas perguntas. O que o governo deveria fazer e não está fazendo? O que o governo fez e não deveria ter feito?

Enquanto a oposição não fizer a lição de casa, vai continuar tirando nota baixa. O Brasil enfrenta desafios imensos no curtíssimo prazo. Um deles, talvez o principal, é instituir um sistema decente de crédito. Qual é a razão de os bancos, por exemplo, cobrarem do funcionário público (que tem estabilidade no emprego) mais de 35% de juros ao ano no empréstimo consignado? É quase o triplo da taxa que o banco paga ao sujeito que investiu o dinheiro que o banco vai emprestar. O que a oposição acha disso?

Entre a meia dúzia de leitores deste colunista, há os amigos que mandam e-mail ou telefonam reclamando sempre que escrevo uma coluna assim, para falar mal da incompetência da oposição. Pedem que deixe de ser repetitivo. Infelizmente porém, repetitivos são os fatos. Para tristeza do leitor e do escriba, que adoraria escrever sempre sobre algo completamente novo. Nem nisso a nossa oposição ajuda.

O vice ou o titular?
Perguntinha feita de passagem numa das conversas sobre o PMDB, assunto que em Brasília vem ganhando corpo conforme o partido engorda sua fatia no poder. Se o PMDB não consegue se entender para indicar um candidato à Presidência da República, como vai chegar a um acordo para apontar o vice? Visto de outro ângulo: se o PMDB alcançar coesão interna em torno de um nome para a vice, por que não lançar logo um candidato à cadeira de Lula?

Daí que alguns vejam nas conhecidas dificuldades vividas pelo PMDB para emplacar um “projeto nacional” (no jargão político de Brasília) a origem de futuras turbulências, quando entrar em pauta o que a legenda vai fazer em 2010. PT e PSDB cobiçam o tempo de televisão dos peemedebistas. Com a ausência de verticalização, o comando nacional do partido terá liberdade para negociar seu rico ativo midiático. Mas PT e PSDB podem também chegar a uma conclusão comum: mais importante do que se aliar ao PMDB será impedir que ele se alie ao adversário.

Estão dadas as condições, portanto, para o PMDB caminhar rumo a mais uma de suas tradicionais conflagrações. O que o transforma num terreno minado para potenciais candidatos à Presidência da República. Basta ver por onde andam os dois últimos que arriscaram o pescoço na empreitada, Anthony Garotinho e Germano Rigotto.

Coluna (Nas entrelinhas) publicada hoje no Correio Braziliense.

http://twitter.com/alonfe

Clique aqui para assinar gratuitamente este blog.

Para mandar um email ao editor do blog, clique aqui.

Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo.

14 Comentários:

Anonymous paulo araújo disse...

Alon

Análise primorosa.

Volto depois para não escrever agora no ímpeto mais uma "tese" sobre análises do Alon.

Abs.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 01:03:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

“Os bancos brasileiros são sólidos e lucrativos graças à estabilidade criada pelo antecessor de Lula, Fernando Henrique Cardoso. De maio de 1993 a abril de 1994, FHC (como ele é conhecido) foi ministro da Fazenda do Brasil e introduziu o Plano Real para acabar com a hiperinflação. Embalado pelo sucesso de seu plano, ele foi eleito presidente em 1994 e reeleito quatro anos mais tarde. Cardoso foi sucedido em 2003 por Lula, que também foi reeleito; o mandato atual de Lula vai terminar em 2011”

Esta passagem da peça publicitária publicada pelo governo brasileiro na Foreign Affairs é eloquente.

Sobre a tuma que reclama, eles que se entendam com os fatos, como você disse.

Abs.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 05:20:00 BRST  
Blogger Briguilino do Blog disse...

Alon, corretissima sua analise sobre os PMDB , a oposição(?)e o que está sendo feito e poderia ser feito para combater a crise.
Peço que leia este link http://blogdobriguilino.blogspot.com/2008/11/pergunta-decisiva.html e se quiser e puder dê a sua opinião.
Tenho convicção que estas seram as perguntas que nós eleitores faremos em 2010, e também creio que a resposta será dada nas urnas elegendo Dilma/Ciro no 1º 55% a 45%.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 10:00:00 BRST  
Blogger Richard disse...

Vou ter que dividir meu comentário em 3: As razões para a alta popularidade do Presidente Lula são basicamente duas:
1) O carisma que a história pessoal de Lula, seu discurso popular, com erros de concordância perfeitamente normais para as massas. A própria figura do presidente destoa tanto do modelo tradicional quanto da maioria dos seus congêneres de outros países.
2) Os programas sociais, a maioria combatendo os efeitos e não as causas, e que tem origem em idéias, projetos ou ações que já existiam em âmbito regional. Um exemplo é o Fome Zero, derivado da Campanha Natal Sem Fome, do saudoso Betinho.
Só a conjunção destes já garantiria uns 50% de aprovação para qualquer um. Soma-se a estes os anos de descaso dos governos anteriores, todos da atual oposição, e chegamos neste patamar histórico!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 10:39:00 BRST  
Blogger Richard disse...

O PAC não é sorte, é a garantia de eleger o sucessor (Dilma ou qq outro "poste") em 2010.
Pô Alon, essa qq um saca de longe!!!!!!!!!!!
É o sucessor das PPP, onde o governo federal assume a maior parte dos gasto, agrega todo tipo de obra realizável, sejam estaduais, municipais ou estatais e ficam as empresas privadas livres para escolher quais empreendimentos lhes agrada participar!
As empreiteiras ganham dinheiro, geram empregos (mas não garantem nenhum, vide a Vale), as obras rendem palanques (no lançamento, durante e na inauguração... mesmo ainda inconclusas) e nós pagamos o PAC! Simples, né?!?!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 10:49:00 BRST  
Blogger Richard disse...

Finalmente, é mais fácil o PMDB chegar À um vice do que ao candidato. ESTA TBM É MOLE, ALON!!!!!
Pra vice serve qq um, até quem tá baleado como o josé Alencar (aliás, o cara é tão duro na queda quanto o Joãozinho 30!). Já um Presidente precisa ter projeção, carisma, propostas, apoios etc.
Como já adiantei em outro post, o partido vai se reunir para montar o orçamento para o apoio que, quase certamente, dará à Lula. E mesmo que se coligue à oposição, nos estados, serão campanhas totalmente independentes, correto!?

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 10:59:00 BRST  
Anonymous Jura disse...

"a crise planetária passa a exigir dos estados nacionais exatamente isto: que ocupem o espaço deixado por um capital privado receoso, e portanto recolhido"

Hummm, alon, acho que aqui você explica de novo o aumento do protecionismo, que Joelmir Betting também reconheceu e afirmou ter marcado a outra crise mais famosa, a de 29.

A natureza do capital nacional, portanto, é diversa do capital privado. Este aceita a competição irrefreada na busca de máxima rentabilidade, o outro não.

Interessante. Será que eu estou aprendendo um pouco de economia? Ou de política?

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 12:46:00 BRST  
Anonymous Clever Mendes de Oliveira disse...

Alon Feuerwerker,
O PT e o PSDB intrometeram-se (Ia dizer outro termo, mas tive que me conter e me censurei) na política brasileira e executaram uma obra de engenharia perfeita. O PT segurando a esquerda radical e o PSDB robustecendo-se com o que sobrou da direita brasileira. Estou sendo repetitivo, pois trato disso desde longas datas, havendo aqui no seu blog comentários meus com esse conteúdo.
Essa obra de engenharia tem dois defeitos. Ela é construída quase toda em São Paulo. Isso fere de morte o federalismo brasileiro. Por sorte Lula é nordestino e a direita paulista tem ojeriza do PT obrigando-o a procurar lugar nos outros estados brasileiros.
O segundo defeito e que o modelo não pode deixar a democracia funcionar normalmente. O funcionamento normal da democracia é: a pessoa tem carisma ou espírito de liderança ou os dois juntos e assim se torna lider estudantil, presidente de grêmio recreativo, de diretório acadêmicos. Na disputa e para ganhar as eleições e para tomar as decisões e implementá-las depois de eleito, ele vai adquirindo habilidades gerenciais. Toma gosto para a política e tem-se o melhor que a democracia pode fazer pelos que assumem cargos executivos. A não ser que o governo passasse a ser administrado pelas pessoas aprovadas em prova de títulos e conhecimento. Felizmente nenhum país aventurou-se pela segunda via (ou seria terceira).
O mais estranho é que poucos percebem isso. Na bloguesfera vê-se os dois grupos (Os partidários do PT e do PSDB) se digladiando como se fossem dois inimigos mortais. Há mesmo jornalistas de renome que adotam o mesmo entendimento. Antes de ontem li um texto em que se dizia que Serra foi capturado pela direita mais tosca. Quer dizer, o sujeito com a história de Serra (E não sou eu um admirador de Serra, pois como ele é paulista, eu, que defendo o federalismo, não posso ser a favor dele) ser capturado pela direita no momento em que essa direita está em frangalhos é difícil de aceitar.
Bem, eu sempre considerei esse plano do PT e do PSDB como algo feito debaixo dos lençóis. Tudo muito bem escondido. Agora o Paulo Araujo traz essa propaganda do governo brasileiro. Nenhuma referência a Itamar Franco. Agora é tudo às escâncaras. Eu se fosse a Veja pedia uma CPI. Então ela está sendo enganada, apoiando o candidato do continuísmo do que ela combate? Se bem que a Veja, publicando tudo que o PT quer que ela publique, como foi na época dos contratos e mesmo quando a CPI disse que os contratos eram falsos ela não piou, parece dizer que ela também faz parte dessa contrafação.
É de se ver se a propaganda foi feita realmente pelo governo brasileiro. Seria interessante um link para a propaganda e saber quem foi que a pagou.
Bem, há alguns outros caminhos interessantes pela frente. Um, Lula desincompatibiliza e entra de vice na chapa de José de Alencar. Outro, Lula e José de Alencar desincompatibilizam e Michel Temer se torna presidente. Nesse caso eu creio poderia ter uma Chapa com o Michel Temer em que se conseguiria evitar o racha do PMDB. E quem seria o vice de Michel Temer? A Dilma? Como se vê, alem da obra de engenharia eles deixam espaço para muitas operações e sem correr muito risco como por exemplo o Aécio Neves correu aqui em BH ao tentar fazer a operação não prevista de juntar PT e PSDB. A maestria da obra de engenharia consistiu separar o PT e o PSDB de modo a não deixar nenhum aventureiro entrar.
E, por favor veja o que você consegue saber sobre essa propaganda mencionada pelo Paulo Araujo.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 06/02/2009

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 12:59:00 BRST  
Anonymous Jura disse...

"Qual é a razão de os bancos, por exemplo, cobrarem do funcionário público (que tem estabilidade no emprego) mais de 35% de juros ao ano no empréstimo consignado?"

Desculpe, Alon, eu também vou ser repetitivo, mas não resisto. A oposição também não reclama disso porque o principal banco na mão dela (até recentemente, pois foi vendido ao BB) - a Nossa Caixa do governo Serra - cobra até mensalidade para transferir o salário dos servidores estaduais do Tesouro para a conta deles. Servidores que não recebem nem dissídio há muitos anos, que esticam as filas do SUS e contribuem com o caixinha da APM para ajudar a manter a escola pública de seus filhos.

Para o sindicato dos delegados de polícia de SP, PSDB significa Pior Salário Do Brasil, que é exatamente o caso dos salários deles.

O neoliberalismo tucano se fez, além da privatização, pela destruição e terceirização dos serviços públicos (vide o atual caso das merendas da prefeitura de SP). Agora eles nem podem fazer meia volta porque estão com os pés atolados na lama.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 13:08:00 BRST  
Anonymous Vera B. disse...

Por favor, atualize seus números. Sou cliente do Banco do Brasil, tenho empréstimo consignado, e as taxas hoje variam entre 22,27% ao ano e 26, 3% dependendo do prazo de pagamento ser de dois meses ou 60 meses. Acho que o BC não verificou direito.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 14:27:00 BRST  
Anonymous Too Loose Lautrec disse...

A oposição ao governo Lula ainda que aparente tema melhor aos legistas, até por sua ausência merece sim ser muito observada. É 50% do jogo político. Peça essencial ao cenário. Contudo, geração nascida sem viço e viciada.
O DEM é projeto. E afora o pluripartidarismo, a tendência governista, enfrenta dificuldades para se livrar do andor do PFL. Além, claro, de sofrer a dura concorrência do governo ao captar liberais e conservadores – a Direitona - para formar segura “base de sustentação”.
Como desde sempre, uns e outros, na terrinha, fazem parte dos móveis e utensílios do governo. Qualquer governo.
Dali não sairá nada além de papel coadjuvante. Sequer candidato a vice do Serra.
Mas o DEM é trabalhador. O PSDB nem tanto.
Desde quando agremiação de (ex)amigos e especialmente pós Covas, dar duro diário na oposição nunca foi sua praia. Ir para o meio da plebe é coisa só de alguns poucos. No geral a turma é criativa e de fazer. Formada para ser parte do governo. De qualquer governo. Collor que o diga.
Simon e Itamar tem responsabilidade nisso. Ao quebrar de vez a unidade peemedebista, ungiram FHC como candidato para eleição a ser ganha – como foi – de rebenque erguido (Plano Real).
Traição, aliás, não só reiteradamente revidada como generalizada e assim integrada aos usos e costumes do partido.
O PSDB chegou ao poder sem passar pela dura formação dos verdadeiros partidos. A coisa ocorreu de cima para baixo. E a visão política e as relações internas obedecem a regras mais dadas à Câmara Alta.
Exemplo maior (mas não único) se dá quando do episódio do Mensalão.
O PSDB, de fato, mesmo dispondo de candidato(s) competitivo(s) em caso de sucesso, optou trocar a não cassação de um senador pelo não impeachment do Presidente da República. Decerto coisa de gênio e de quem não vai às ruas.
O problema é que a práxis oposicionista terá dois ou três veios principais de ação. Por incrível que pareça, a oposição ao excluir as demais e se fixar na questão ética, acabou por descobrir a letalidade daquela troca e do não exercício da sua obrigação.
O alvo e a coerência da acusação é alcançar o julgamento e a condenação. Evitado o julgamento restaram apenas os argumentos e prevaleceram, como sempre, os da defesa. In dúbio pro misero. A sociedade alterou alguns paradigmas e a denúncia ainda que legítima tornou-se denuncismo. Oposição pelo ralo.
O alvo da ação partidária é ocupar o poder. Desperdiçada a oportunidade da tomada do poder – mesmo que derrotado – descaracterizaram-se os propósitos e se esvaziaram os arranjos para enfrentar. Mano a mano, sob ataque monocórdio, venceu a situação. E com as calças na mão em primeiro turno, a mostrar que mesmo assim havia espaço para a oposição.
Desde então tem sido ainda menos usado. O governo joga sozinho. E não tão bem quanto possam as pesquisas aparentar.

Alon, agradeço a gentileza da publicação anterior e a atenção que dedicar a essa.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009 18:16:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Repetindo a brincadeira que fiz em outro post, a coisa ou a tal de herança maldita será vista depois de 2010: casca de jaca seca. Quem já viu uma ou um pedaço, sabe do que trata-se. Ainda bem que tem gente muito poderosa rezando pelo Obama.

sábado, 7 de fevereiro de 2009 13:26:00 BRST  
Anonymous J. Augusto disse...

Alon,
Perfeito seu post, e mostra algo que já comentei aqui a mais de um ano: estamos vivendo uma mudança de era.
A última grande mudança foi a "nova república" (redemocratização, fim da ditadura militar), que gerou os governos liberais de Sarney, Collor e FHC (Itamar Franco não foi tão liberal quanto os outros).
Agora estamos vivendo uma nova era, inaugurada por Lula, da volta de um regime trabalhista, que considero pré-socialista (e isso descontenta tanto a elite liberal acostumada a dar as cartas no Estado, como incomoda - "frustra" - socialistas que não compreendem que no Brasil do século XIX o caminho para o socialismo democrático que deve vingar com o correr do tempo, passa por este trabalhismo).

sábado, 7 de fevereiro de 2009 13:38:00 BRST  
Anonymous J.Augusto disse...

Alon,
Só para completar.
Você diz: "se o PMDB alcançar coesão interna em torno de um nome para a vice, por que não lançar logo um candidato à cadeira de Lula?"

Acho que a resposta é simples:

Um candidato a vice do PMDB tem 90% de vitória, e desenha um palanque mais favorável para candidatos a governadores e senadores do PMDB em 2010.

Um candidato a presidente do PMDB concorrendo com outro candidato apoiado por Lula, tem 90% de chance de derrota, sobrando a árdua tarefa de concorrer pelo segundo lugar com uma "oposição" demotucana, que também não vai assumir-se de fato como oposição.

Lembre-se que o PMDB é majoritariamente calculista.

sábado, 7 de fevereiro de 2009 13:44:00 BRST  

Postar um comentário

<< Home