terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Tudo como antes (17/02)

Do UOL, hoje:
    Queda da Selic não reduziu juros que bancos cobram de clientes, diz pesquisa

    Brasília (Agência Brasil) - A redução da taxa básica de juros, a Selic, ainda não levou os bancos a cobrarem taxas mais baixas dos clientes, segundo pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic em 1 ponto percentual, de 13,75% para 12,75%. Segundo a Anefac, se forem consideradas todas as quedas e elevações da taxa básica de juros desde setembro de 2005, houve redução da Selic em sete pontos percentuais (queda de 35,44%). Em setembro de 2005, a Selic estava em 19,75% ao ano. Nesse período de setembro de 2005 a janeiro de 2009, a taxa de juros média para pessoa física apresentou redução de 1,07 ponto percentual (queda de 0,76%), ao passar de 141,12% para 140,05% ao ano. Segundo a Anefac, nas operações de crédito para pessoa jurídica (empresas) houve elevação de 0,19 ponto percentual (0,28%), de 68,23% para 68,42% ao ano. "Apesar de não se justificarem, altas podem ser atribuídas à maior preocupação das instituições financeiras com a inadimplência", diz a Anefac.
Essa desculpa da inadimplência não cola mais. Já foi desmascarada por Márcio Nakane, da consultoria Tendências. Outra da Anefac, também hoje no UOL:
    Juros ao consumidor voltam a subir em janeiro, para 7,57% ao mês

    SÃO PAULO - Após registrar queda em dezembro de 2008, a taxa média de juros cobrada nos financiamentos à pessoa física voltou a subir em janeiro, passando de 7,49% ao mês em dezembro para 7,57% ao mês no primeiro mês do ano, mostrando alta de 8 pontos-base. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (17) pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), tomando como base janeiro de 2008, quando o juro médio era de 7,23% ao mês, houve avanço de 34 pontos-base.
Leia a íntegra desta última reportagem. E o governo? Vai agir quando? Vamos ter que esperar pelo próximo?

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5 Comentários:

Blogger Maybe Tomorrow disse...

Banqueiro é muito guloso.Quando fala em inadimplência é tudo mentira.Querem é faturar alto.O ganho é tão alto que exageram em nº de agências.No meu bairro não há tanto comércio ou indústria que justifique o nr. de agências.Do Bradesco são três,mais três do Itaú,Santander,HSBC,Caixa Economica,Unibanco e BB.Convenhamos um exagero.Abraços Yvy

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009 18:41:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Pensando bem,nacionalização do sistema,até que é ...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009 19:32:00 BRT  
Blogger Cesar Cardoso disse...

Viu o piti do presidente da Febraban dizendo que não aceita ser chamado de sacana? Tá no Estadão de hoje.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009 21:11:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

A secutirização do crédito às micro e pequenas vai ser discuta entre FEBRABAN e MF.

Sou um antigo entusiasta dessa proposta. Concordo com Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban, que respondeu assim aos críticos do governo à proposta:

O modelo, afirma o economista, é mais fácil de equacionar do que constituir um fundo como o FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que cobre até R$ 60 mil dos depósitos, ou outro com recursos público-privados, como defendem integrantes do governo.

"A crítica que vem a essa proposta é que os bancos querem passar o risco para o governo. Mas se o governo está dizendo que está tudo bem -e que os bancos estão exagerando-, ele [governo] dá o seguro, pega uma "fee" [comissão] e uma garantia. Só vai ter problema se tiver inadimplência", disse.

Não conheço os detalhes das propostas divergentes. Mas a crítica do economista e bastante pertinente. Claro que na negociação os bancos vão querer ficar com o mínimo do risco e o máximo dos lucros. É do jogo negocial. No entanto, é nessa hora que governo faz a diferença: saber negociar bem o que é sem dúvida uma excelente alternativa para o sofuco do crédito aos micro e pequenos.

A notícia está na FSP de hoje.

PS: Greenspan defendeu a estatização temporária dos bancos. Distante do Fla X FLU, eu saúdo entusiasmado essas posições antidogmáticas dos liberais. Não tomar medidas supostamente contrárias ao ideário econômico liberal é somente prova do emburrecimento provocado pela ideologia. O que, alís, é a mesma burrice que cega os fundamentalistas de esquerda que adoram ajoelhar-se ao estado pai-patrão.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 17:20:00 BRT  
Anonymous Joao Rosa disse...

Atenção Alon da uma olhada .
http://blogdocredito.wordpress.com/

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 21:18:00 BRT  

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