quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Jogo do Poder com Dilma Rousseff (11/02)

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, é a entrevistada desta quarta-feira em Jogo do Poder, programa que eu apresento às 22:30 na CNT, logo após o CNT Jornal. Veja aqui como sintonizar em sua cidade. Participa também o jornalista Cristiano Romero, repórter especial e colunista do jornal Valor Econômico. Para ver os programas anteriores, clique aqui.



Clique na imagem para ver a primeira parte da entrevista. Nos links abaixo, a íntegra:

Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4 - Parte 5 - Parte 6


http://twitter.com/alonfe

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5 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Espero que o programa da CNT,não seja redirecionado para a GLOBO...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009 16:43:00 BRST  
Blogger Maybe Tomorrow disse...

Oi Alon, assistirei e avisei aos blogs que apoiam Dilma2010 :)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009 20:31:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009 20:41:00 BRST  
Blogger Briguilino do Blog disse...

Alon, que tal você disponibilizar a entrevista aqui no blog? E pergunta a ela se no dia 22/05/2006 ela imagina ser indicada como candidata a presidente? Foi neste dia, quando ela era entrevistada no Roda Viva que eu afirmei isto...riram de mim.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009 21:16:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

Abs.

Alon

Quando escrevi o comentário anterior pensei que estivesse na terça-feira. Não assisti na TV, mas vi os vídeos agora na madrugada.

Não gostei da entrevista, que se limitou a temas e assuntos que já conheço de sobra e que não são novidade para quem acompanha. Deve ter agradado bastante a quem acha que a candidata tem que ser ela. Francamente, Alon, não vejo sentido um programa de entrevista como o teu, que se propõe a tratar de temas que não interessam às multidões, repercutir em tão pequena escala de audiência o que os jornais e as TVs falam todo santo dia. Seus espectadores são bem informados e procuram em programas como o teu ver e ouvir o que os grandes veículos não aprofundam.

Por exemplo, eu gostaria de ter ouvido a ministra explicitar a sua tese da aliança popular (ela é um dos candidatos petistas nesse pólo) com a burguesia nacional em defesa da soberania nacional na etapa superior do capitalismo, isto é, na fase do imperialismo. Exatamente porque ela não usa mais essa linguagem nua e crua dos velhos bolcheviques. Ela dá à sua fala, assim como deu à aparência pessoal, um tratamento cosmético. João Santana sabe bastante bem o que faz e a ministra Dilma mostrou que sabe o que fazer nessas ocasiões.

Enfim, no que esta tese da candidata pela aliança com o empresariado nacional diferencia-se das teses dos antigos partidos comunistas? Queria saber mais sobre o pensamento da ministra Dilma a respeito, sobetudo considerando a sua história. Queria saber se esse pensamento é hegemônico no PT e fora dele. Mas na entrevista ela apenas repetiu, com a mesma superficialidade, o que já dissera antes ao jornal Valor Econômico em 2007. No meu entendimento, a ministra falou de modo obscuro o que antes era dito de modo claro e objetivo pelos antigos camaradas. Por quê?

Esperava uma participação mais ativa de Cristiano Romero, que acompanha profissionalmente a trajetória de Dilma no Planalto. Nas perguntas que fez, ele limitou-se a retomar assuntos (p. ex., a boa privatização X a má reestatização) já tratados exaustivamente em entrevista e artigo anteriores, talvez ignorando que é lido pelos seus leitores/espectadores. No Valor Econômico ele conduziu uma ótima entrevista e escreveu posteriormente um longo artigo de análise destacando positivamente o pensamento e a desenvoltura de Dilma no trato político das questões relativas à sua pasta e ao governo Lula. Comentou sobre as excelentes relações da ministra com o presidente e, inclusive, escreveu que o que para uns é defeito a ele pareceu virtude (a “santa ira” de Dilma).

Valor Econômico: “Governo é contra reestatizar setores da economia, diz Dilma”
Claudia Safatle e Cristiano Romero (24/09/2007).

Valor Econômico: “Dilma Rousseff conquistou o setor privado que a vê como ‘pragmática’". Cristiano Romero (31/10/2007).

No teu programa, Dilma praticamente ateve-se aos temas tratados na entrevista e no artigo publicados no Valor Econômico. Por isso não vi novidade.

As cinco perguntas que eu faria a Dilma, depois que defendeu com tintura nacionalista a fusão da Brt com a Oi.

Preâmbulo:

Apesar de o Plano Geral de Outorgas (PGO) aprovado em 2008 não impor restrições à compra de operadoras brasileiras por grupos estrangeiros, Falco (*) afirmou que o acordo firmado para a compra da BrT pela Oi dá garantias para o governo manter a empresa em mãos de brasileiros. SE UMA EMPRESA PRIVADA QUISER VENDER SUA PARTE, o governo poderá evitar que isso seja feito para empresas de outros países, exercendo o direito de preferência de compra por meio de Fundos de Pensão ou do BNDES, que são sócios na nova tele. “Se não for exercido, significa que O GOVERNO DECIDIU que não tem interesse e que, portanto, ELE NÃO QUER uma tele nacional”, afirmou Falco.

(*)Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi em entrevista na reportagem do Correio Braziliense (17/12/08) em resposta à repercussão da reportagem da FSP (ver abaixo).

Pergunta: A ministra Dilma concorda com a lógica subjacente à análise de Falco sobre a decisão de venda de participação ao capital estrangeiro?

Pergunta: Em sua opinião, é procedente a crítica feita á fusão Brt-Oi, chancelada pelo Palácio do Planalto com a injeção de R$ 6,87 bilhões de dinheiro público, de que houve uma mudança sob encomenda da legislação do setor de telefonia que não impede que a nova tele seja vendida para o capital estrangeiro logo após sua formação? Por quê?

Pergunta: Por que o governo voltou atrás na decisão de estipular um prazo de um ano para o exercício do direito de preferência de compra e aceitou a imposição de Sérgio Andrade e Carlos Jereissate para um exíguo prazo de 45 dias? Por que, em sua opinião, um ano de espera é muito para quem quer vender e 45 dias são um prazo bom para quem precisa correr atrás de bilhões para exercer o direito de preferência em defesa da soberania nacional?

Pergunta: Por que o presidente Lula veio a público para justificar a alteração do PGO dizendo que a transação só seria realizada se houvesse "travas" para impedir a venda da nova tele para o capital estrangeiro, se tais “travas” não foram colocadas no contrato?

Pergunta: Por que o governo Lula não acatou a sugestão defendida publicamente pelo ministro Hélio Costa sobre as "golden share", que são uma classe especial de ações (como as que o governo tem na Vale) que dão poderes de veto ao detentor e que, portanto, simplesmente impedem que a nova tele seja vendida ao capital estrangeiro?

As perguntas foram pensadas depois da veemente defesa que a ministra fez da soberania nacional, associando-a à fusão da Brt-Oi, e estavam na minha garganta desde a leitura da reportagem “BrT-Oi não tem restrições para venda a estrangeiros”. Leonardo Souza – Folha de S. Paulo (15/12/08)

Se a ministra ler o teu blog, quem sabe ela não responde e aí você faz um post?

PS: Empresas com “golden share” na mão do governo são consideradas no mercado financeiro uma espécie de mico intervencionista do Estado. Essas ações influem negativamente no valor de mercado das empresas. Ora, se a empresa foi criada para permanecer entre acionistas brasileiros, me parece lógico concluir que o governo somente utilizaria o poder de veto para de impedir a venda de participação ao capital externo. Se não estou enganado, tais ações dificultam ao extremo ou até impedem que ações judiciais para garantir o direito de venda de participação ao capital estrangeiro dêem entrada no judiciário.

Abs.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009 06:43:00 BRST  

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