terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Eles chegaram lá (24/02)

Escrevi quase três anos atrás, em Se querem copiar os americanos, copiem nos acertos:
    Por qualquer critério que se use, Cuba é o maior fracasso da política externa dos Estados Unidos. Mesmo o Vietnã, de onde tiveram que sair com o rabo entre as pernas, é hoje um país cada vez mais amigo de Washington. O Iraque, uma ação militar na qual os americanos parecem imobilizados na areia, deve completar seu processo político atual com o estabelecimento de um governo no mínimo não hostil a eles. Cuba não. Daqui a pouco menos de três anos, Fidel Alejandro Castro Ruz, se estiver vivo, alcança meio século no poder. A despeito de toda a vontade que os Estados Unidos têm de que se vá. Nesse período, dez presidentes já passaram pela Casa Branca. Um acabou morto a tiros (John Kennedy). Um renunciou em meio ao processo de impeachment (Richard Nixon). Um desistiu da reeleição (Lyndon Johnson). Três não se reelegeram (Gerald Ford, Jimmy Carter e George Bush, pai). Até a União Soviética já deixou de existir, mas Fidel continua firme em sua cadeira.
Quando escrevi isso, Barack Obama era ainda uma promessa, um jovem senador democrata por Illinois com uma promissora carreira pela frente. Hoje, três anos depois, leio que:
    As sanções econômicas impostas a Cuba durante 47 anos pelos EUA fracassaram e devem ser revistas, afirmou em relatório o senador americano Richard Lugar. "Após 47 anos, o embargo unilateral não conseguiu alcançar o objetivo de levar a democracia aos cubanos", escreveu o republicano mais graduado da Comissão de Relações Exteriores do Senado. "A política americana atual tem muitos defensores, e suas críticas ao regime cubano estão justificadas. No entanto devemos reconhecer sua ineficácia e lidar com o regime cubano de uma forma que ajude os interesses americanos", diz ainda o informe, intitulado "Mudando a política de Cuba - Para o interesse nacional dos EUA" e divulgado ontem.
Leia a íntegra na Folha de S.Paulo ou, se souber inglês, o caso em detalhes na time.com (Changing Cuba Policy — in the U.S.' National Interest).

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2 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Meus Deus! O imperialismo e as trocas desiguais irão avançar agora também sobre Cuba? A globalização irá agora vampirizar aquela gente? O que será agora daquele povo que vivia no nirvana socialista?

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 12:07:00 BRT  
Anonymous Thiago disse...

Alon:

O que você acha da leitura que o Stephen Kanitz tem feito da crise? Ele acha que a crise é externa e que, no Brasil, teremos apenas problemas virtuais. Para isso, lançou até um blog.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 16:12:00 BRT  

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