sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

E quem defende o trabalhador? (20/02)

Do site Avião Revue, no Terra:
    A Embraer anunciou, nesta quinta-feira (19/02), que vai reduzir em 20% seu quadro de funcionários. A empresa comunicou que, devido à crise financeira internacional, tornou-se “inevitável efetivar uma revisão de sua base de custos e de seu efetivo de pessoal, adequando-os à nova realidade de demanda por aeronaves comerciais e executivas”. Pelo mesmo motivo, as projeções de entregas de aeronaves para o ano de 2009 também foram reduzidas de 270 para 242 unidades. A receita estimada da empresa para 2009 passou de US$ 6,3 bilhões para US$ 5,5 bilhões.
Leia a íntegra. Vamos fazer contas. A empresa vai cortar 20% da força de trabalho. As projeções de entrega de aeronaves para 2009 caíram 28 em 270 (10%). A receita estimada para o ano caiu US$ 800 mil em US$ 6,3 bi (13%). Resumindo, para uma queda de 13% na receita e de 10% na produção, cortaram 20% da força de trabalho. Como sempre, o capital (os ouvidos mais sensíveis que me perdoem) aproveita a crise para reduzir custos num nível maior do que o teoricamente necessário, para incrementar a produtividade, o que o velho (Karl) Marx chamava de mais valia relativa. Pesquisem. Para, uma vez magrinho, sair da crise com a lucratividade bombando. E com a ajuda do BNDES, cujo dinheiro vem sendo engordado pelo FGTS. Da Folha de S.Paulo de 11 de janeiro:
    O governo já autorizou o uso de R$ 23 bilhões de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para finalidades que não têm nenhuma relação com habitação e saneamento, aplicações previstas originalmente na lei que criou o fundo em 1966. O valor desviado para outros projetos já supera 1% do patrimônio total do FGTS, que é de R$ 215 bilhões. Esse desvio de funções tem uma explicação: turbinado pelo crescimento do emprego e pelos ótimos resultados nos últimos anos, o FGTS tornou-se uma das únicas fontes de dinheiro para financiar projetos de longo prazo a um custo barato, especialmente depois que o mercado internacional foi afetado pela crise econômica. Somente para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o FGTS já repassou R$ 13 bilhões. Uma parcela de R$ 6 bilhões foi retirada diretamente do patrimônio do fundo, que tinha títulos do governo em caixa e os repassou para o banco.
Leia a íntegra. Tudo isso num governo do PT. E a oposição? Fui ao site do PSDB e achei algo sobre o assunto:
    O corte de 20% do quadro de pessoal da Embraer, quarto maior fabricante de aviões do mundo, se concentrou no Brasil, onde emprega 18 mil pessoas. A empresa também tem 3 mil funcionários nos EUA, França e Cingapura. As demissões se devem à "crise sem precedentes" que afeta a economia global, informou nota da Embraer. O deputado Emanuel Fernandes (PSDB-SP), que é engenheiro aeronáutico e representante da região onde a empresa e suas principais parceiras estão, a expressiva inserção internacional deixou a fábrica exposta ao forte recuo da demanda, afetada pela escassez de crédito. Para ele, cabe agora à União manter o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao setor e mitigar dificuldades sofridas por milhares de famílias de desempregados. "O governo demorou a perceber a crise que todos já vinham alertando", finalizou o tucano, ex-prefeito de São José dos Campos (SP).
Leia a íntegra. Nenhuma crítica à empresa pelas demissões. Nenhuma menção a readmitir funcionários. Apenas a exigência de que o BNDES continue solícito, que o dinheiro baratinho continue à disposição do capital. E o desejo piedoso de que sejam "mitigadas" as dificuldades dos desempregados. Não deixa de ser uma síntese do Brasil de hoje.

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15 Comentários:

Anonymous Cfe disse...

Provavelmente não plublicará este comentário mas mesmo assim confira os seguintes dados:

http://ces.fgvsp.br/index.cfm?fuseaction=noticia&IDnoticia=143991&IDidioma=1

O governo Lula emprestou muito menos do que o governo anterior.

O dinheiro do BNDES tem de ser pago com juros: não é bolsa!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009 19:08:00 BRT  
Anonymous Briguilino disse...

O que o governo deve fazer é cortar o financiamento para as empresas e setores que estão demitindo e financiar apenas as empresas e setores que estejam contratando. E mais deve criar os "juros flutuante", que consiste basicamente no seguinte: Dependendo de quanto por % a empresa aumentou sua mão de obra terá a mesma % reduzida na taxa de juros. Consegui explicar?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009 19:43:00 BRT  
Anonymous RBdeMello disse...

Alon, desculpe, mas a ccnta não é tão simples de ser feita.
Só na área de montagem, por exemplo, são diversos os modelos produzidos pela Embraer e assim existirão diversas linhas de montagem com diferentes volumes de empregados em cada uma.
Resta, portanto, saber, no mínimo, onde haverá corte na produção para que se estabeleça alguma proporcionalidade razoável com o número de demitidos.
De outro lado, poder pagar o BNDES é parte das obrigações da empresa, sendo dessa forma tanto do interesse geral da sociedade quanto do conjunto dos trabalhadores, eis que são recursos oriundos do FAT, e não devem assegurar a empregabilidade nas empresas que tomam tais empréstimos. Fosse assim estaria constituído privilégio tal que só poderia ser extendido aos demais com a estatização de todos os empreendimentos privados, passando a existir apenass empregados públicos no País. A esses - e em muito poucos outros países no mundo - se assegura a ausência de qualquer risco de perda de emprego por insucesso nos empreendimentos que participam.
Quem sabe o BNDES não passa a financiar uma nova grande Cuba na América Latina: nós?
O díficil será encontrar quem produza a riqueza que banca a conta estatal. Em Cuba não há.

sábado, 21 de fevereiro de 2009 09:29:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

"E quem defende o trabalhador?"

De acordo com Marx, o proletariado não deve confiar a nenhum organismo a defesa dos seus interesses. Para que ele exista como classe dirigente na luta política contra o capital é preciso que lute.

Desafio qualquer um a mostrar onde em Marx a idéia e a defesa do Estado ou do partido como os defensores (como expressão da consciência real; classe para si) históricos dos interesses da classe. Quando muito, tais organismos são instrumentos para a luta política da classe por direitos sociais. Isso para não falar em revolução, o que complicaria ainda mais a vida dos que põe nos escritos de Marx coisas que ele nunca escreveu.

As demissões originadas pela crise no interior do sistema são coerentes com a sua lógica. No que concordo, é que essa lógica é construção histórica (metáfora do tecido e os seus tecelões, Alon) e não um dado natural, atemporal, essencial e universal.

Portanto, é preciso criticar essa lógica, bem como os seus resultados históricos. Mas para isso é preciso antes compreendê-la. Isto é, imitar Marx, que antes de escrever a sua crítica da economia política foi ler os clássicos burgueses da economia política, tarefa, aliás, que lhe rendeu os famosos furúnculos adquiridos nos anos em que sentou a bunda na biblioteca de Londres.

Quantos dos atuais botocudos críticos do neoliberalismo você conhece que leram von Mises, imitando Marx? Nada! Os botocudos preferem ler (como sempre, lendo as “orelhas” e recorrendo aos apuds) Carl Schmitt, querendo nos convencer que a sua crítica antiliberal pode ser desvinculada da sua vontade de nazismo. Querendo nos convencer que a sua adesão ao Führer foi algo incidental e a ser desprezado no seu pensamento, um acidente de percurso. Quando não, alguns chegam ao absurdo de afirmar que o seu pensamento até inspira formas democráticas para a vida social.

Aí, Alon, o que resta é somente as manifestações seletivamente indignadas dos botocudos, sobretudo quando acordam invocados.

sábado, 21 de fevereiro de 2009 14:24:00 BRT  
Blogger Fernando disse...

Alon,

E conheço a sua trajetória dos tempos de Folha de S.P., mas só cheguei ao seu ótimo blog via João Rosa, que frequenta o meu blog também.

Escrevi algo sobre a crise do emprego, que talvez seja útil para os seus leitores/comentaristas.

http://blogdocredito.wordpress.com/2009/02/20/lula-e-a-moral-do-lucro/

E fica aqui o convite para que conheça o Blog do Crédito, cuja missão é reduzir o impacto negativo que o crédito gera na vida de famílias, empresas e governos.

Saudações,
Fernando Blanco

sábado, 21 de fevereiro de 2009 19:00:00 BRT  
Anonymous J.Augusto disse...

Eu também defendo o que disse o Briguilino.
Sugiro que os empréstimos do BNDES tivesse a TJLP quando cumprisse metas de empregos, explicitadas no contrato de crédito. Durante o período que fugisse às metas, sobre o saldo devedor do empréstimo, incidiria a taxa SELIC.
Assim a liberdade de gestão da empresa estaria preservada, caberia à ela fazer uma análise de custo-benefício, e, por outro lado, o governo não estaria dando incentivos fiscais a projetos que não atendessem à função social de gerar empregos.

sábado, 21 de fevereiro de 2009 21:54:00 BRT  
Blogger Alberto099 disse...

Caro Alon, a “lógica” de seu argumento sobre o comportamento da Embraer está correta, com o alguns erros de detalhe: o capital não “aproveita a crise” para reduzir os custos mais do que o necessário e com isso incrementar a mais valia. Reduzir os custos ao máximo, e sempre, é o objetivo do capital e é de onde o sistema como um todo deriva sua eficiência. A proporcionalidade desfavorável ao trabalho que você aponta pode-se dever a diversidade das linhas de produção, como indicou o RBdeMello acima, como ao fato de a Embraer ter empregado mais do que o necessário para suas projeções de venda imediatas. Efeitos da concorrência: se as vendas estão crescendo, a empresa não pode se deixar pega de surpresa pela incapacidade física de atender uma demanda inesperada, e perder para a concorrência. Mas, de fato, o sistema não é equânime e possui uma justiça peculiar, particularmente impiedosa. Mas as intenções de produzir mais valia relativa e a de “sair da crise com a lucratividade bombando”, ainda que independentes, são reais e é o melhor que a empresa pode fazer. Marx também diz em algum lugar que isso não deriva de maior ou menor “ganância” ou qualquer outra qualidade do capitalista, que ele chama de funcionário do capital, decorre do capital como relação social reificada (essa vai render mais pesquisa, né não?). Se não respeitar as regras do jogo – e fizer parte de uma indústria em que haja concorrência, diferente das Petrobrás e Vales da vida –, nosso amigo está fora do mercado. Mas é à outra lógica que você se refere que me parece pouco compreendida: de onde vem o FGTS? Foi uma inovação dos governos militares (aliás, das melhores), para substituir e estabilidade no emprego após dez anos de vínculo empregatício. Esse era o objetivo, mas uma vez criada a poupança compulsória era preciso destiná-la, que tal a construção civil? Não está sempre faltando moradia? Percebe? É sempre uma lógica de burocrata, nas coxas. Sim, está sempre faltando moradias, de onde não decorre que este setor possa absorver produtivamente qualquer quantidade de recursos. O BNDES já repousava em poupança compulsória antes do aporte do FGTS: no FAT. Aqui, como no caso de quem acredita que o governo deve encher de condicionalidades o bolsa família, o trabalhador é visto como um boçal. Você encarece o emprego e direciona mal a poupança , reduzindo a capacidade de crescimento do sistema como um todo e criando oportunidades mil de fisiologismo e corrupção, para a felicidade de “empresários”, políticos e burocratas.

domingo, 22 de fevereiro de 2009 10:33:00 BRT  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Caro Alberto, não é fato que "reduzir os custos ao máximo, e sempre, é o objetivo do capital e é de onde o sistema como um todo deriva sua eficiência". Quando a economia está em expansão, o capitalista aceita custos elevados para não perder mercado. Quando a economia se retrai é que ele passa a dar prioridade absoluta ao fluxo de caixa.

domingo, 22 de fevereiro de 2009 10:50:00 BRT  
Blogger Alberto099 disse...

Permita discordar, o capital somente aceitará custos maiores se não tiver opção, (pode, por exemplo, reativar uma linha de produção que já houvesse sido aposentada para atender uma demanda exepcional), mas essa não é a regra: justamente nos momentos de expansão é que mais cresce a produtividade do trabalho (e a mais valia relativa, ou seja a vantagem competitiva da empresa inovadora frente às demais). Entre duas empresas concorrentes, a qualquer momento, a que produz a menores custos lucra e cresce mais. Em momentos de contração, de fato, podem ocorrer problemas de liquidez ou fluxo de caixa, obrigando a empresa a demitir mais do que o faria se aqueles não ocorressem, e (se lhe for permitido) obrigando os que permanecem empregados a trabalhar mais (mais valia absoluta), porém isso em princípio reduz a produtividade do trabalho e tem por finalidade apenas sobreviver, não se preparar para a expansão futura.

domingo, 22 de fevereiro de 2009 13:54:00 BRT  
Anonymous Too Loose Lautrec disse...

O Alberto, a meu ver, está correto.
De outro lado, prezado Alon, só os quebrados (e os por quebrar) controlariam acirradamente os custos apenas nas vacas magras.
Há sorte nos negócios. Casos pontuais. Sua falta é mais geral. Sobrevivem os empreendimentos tocados profissional e cientificamente. Não é sem causa a elevadíssima morbidade dentre os novos estabelecimentos.
Preço é conta elementar: custo (investimentos inclusos) + lucro.
Setores específicos conseguem impor preços, ainda sim, no limite, condicionados à capacidade de pagamento do consumidor/usuário. A imensa maioria disputa clientela e correndo todos os riscos.
Sendo simplório, o objetivo negocial é tanto alcançar o lucro quanto manter-se no mercado. Atentar aos custos é, pois, medida permanente em favor de competitividade, eficiência, produtividade e de lucratividade.
Por princípio aplicar-se-ia o mesmo ao setor público, guardadas, no caso, as características próprias.

domingo, 22 de fevereiro de 2009 15:05:00 BRT  
Blogger CrápulaMor disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

domingo, 22 de fevereiro de 2009 16:09:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

A receita líquida da Embraer estava no vermelho desde o 3o trimestre de 2008. Na verdade, o faturamento nao caiu, mas a receita liquida vem caindo ha mais de 3 trimestres.

Ela estava passando por varios problemas internos, já antes da crise se manifestar.

Quando vei a crise foi a gota daqua....

Alem do problema do cambio do ano passado e da liquidez no final do ano, lucro abaixo do esperado com os jatos 170/190, a empresa apostou em jatinhos executivos para os pequenos milionarios emergentes...

e alguns nem sao mais milionarios...

a pergunta é: como eles chegaram a este ponto de precisar de uma demissao em massa?

domingo, 22 de fevereiro de 2009 18:10:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

Adolfo Sachsida em seu blog levantou uma lebre que seria bom acompanhar:

"Essa historia da Embraer demitir 4.000 funcionarios eh papo furado!!!!! Esse truque acontece todo ano com as empresas automobilísticas. Elas anunciam demissoes enormes APENAS para pressionar o governo a aumentar seus subsidies.(...)

O truque funciona da seguinte maneira:
1) A Embraer precisa demitir 500 funcionarios.
2) Ao invest de demiti-los a Embraer anuncia que ira demitir 4.000
3) O governo intervem e aumenta os subsidios da Embraer
4) Ao final do processo a Embraer agradece os esforcos do governo e de todos os envolvidos. Diz que gracas ao governo a Embraer precisara demitir apenas 500 funcionarios (ao inves dos 4.000 anunciados).

Ou seja, no final a Embraer demitiu o mesmo numero de pessoas que iria demitir. So que agora recebeu uma ajuda do governo para aumentar seu lucro. Seus executivos receberao bonus maiores no final do ano as custas da generosidade do contribuinte brasileiro."

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 06:52:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

O numero de empregados demitidos foi alto pelo fato de o numero de pessoas contratadas nos tempos de vacas gordas também ser alto. Logo vem o governo, se aproximando por ser um grande empresa que sempre deu bons números, dizer que quando contrata é o governo que criou empregos, mas quem demiti é a empresa. Além de ter o fato de que um corte de empregados em uma empresa é feito não somente pelo ambiente atual, mas pelo que virá, prevendo os tempos ruins, como já disse Paulo Skaf, que mesmo com recursos financeiros, virão demissões para que as empresas agüentem e se sustentem para continuar no mercado.
Os empregados contratados por empresas como a Embraer são, em geral, empregados que necessitam mais do que curso profissionalizante, foram gastos cursos ou/e especializações, são uma mão de obra qualificada que se perde. Em tempos bons, como você já havia dito, se aceita gastos altos para continuidade do mercado que é recompensado pela a demanda, o caso é que depois de um tempo tais gastos se tornam inviáveis necessitando diminuir-los para posteriormente contratar, talvez, menos ou a mesma quantidade de empregados com salários menores, o que é dificultado pelas legislações trabalhistas rígidas que dificultam negociações.Como havia dito os sindicatos, é provável, que sejam oferecidos sistemas de demissão voluntária em que trabalhadores contratados a menos de um ano ganhem benefícios com a saída da empresa.A pergunta é, não seria melhor ter um emprego. Enveredando pelos empregados, se uns não perdem, todos poderão perder, hoje é melhor sair com um pouco mais do que amanham sem nada, pois se portas se fecham, procure por janelas abertas.
Fabício Medeiros estudante
.Belém PA.

sábado, 28 de fevereiro de 2009 13:32:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

O numero de empregados demitidos foi alto pelo fato de o numero de pessoas contratadas nos tempos de vacas gordas também ser alto. Logo vem o governo, se aproximando por ser um grande empresa que sempre deu bons números, dizer que quando contrata é o governo que criou empregos, mas quem demiti é a empresa. Além de ter o fato de que um corte de empregados em uma empresa é feito não somente pelo ambiente atual, mas pelo que virá, prevendo os tempos ruins, como já disse Paulo Skaf, que mesmo com recursos financeiros, virão demissões para que as empresas agüentem e se sustentem para continuar no mercado.
Os empregados contratados por empresas como a Embraer são, em geral, empregados que necessitam mais do que curso profissionalizante, foram gastos cursos ou/e especializações, são uma mão de obra qualificada que se perde. Em tempos bons, como você já havia dito, se aceita gastos altos para continuidade do mercado que é recompensado pela a demanda, o caso é que depois de um tempo tais gastos se tornam inviáveis necessitando diminuir-los para posteriormente contratar, talvez, menos ou a mesma quantidade de empregados com salários menores, o que é dificultado pelas legislações trabalhistas rígidas que dificultam negociações. Fora que a provável quantidade de demitidos hoje e as dificuldades passadas pela Embraer já haviam sido anunciado desde o ano passado, o governo simplesmente ignora as dificuldades e as exclamações das empresas, exigindo explicações somente quando os fatos acontecem, nosso presidente pode argumentar que não lê jornais, talvez sejam as noticias ruins que o dão azia, mas noticias e reclamações são palavras ao vento, necessitando sair da cadeira somente quando realmente as coisas acontecem e demissões são postas em pratica.
Como havia dito os sindicatos, é provável, que sejam oferecidos sistemas de demissão voluntária em que trabalhadores contratados a menos de um ano ganhem benefícios com a saída da empresa. A pergunta é, não seria melhor ter um emprego. Enveredando pelos empregados, se uns não perdem, todos poderão perder, hoje é melhor sair com um pouco mais do que amanham sem nada, pois se portas se fecham, procure por janelas abertas.

Fabrício Medeiros estudante. Belém PA
Mais considerações...

sábado, 28 de fevereiro de 2009 13:48:00 BRT  

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