terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Concordâncias e discordâncias (27/01)

O que acho das mudanças constitucionais na Bolívia? Em primeiro lugar, de Bolívia eu entendo pouco. E duvido que haja fora da Bolívia muitos que dela entendam muito (excluo os emigrados, é claro). Daí que tenha ido atrás de referências. Achei um artigo interessante no site americano nacla.org. E descobri um blog muito bom sobre o país vizinho, de Miguel Centellas, professor de Ciência Política na Mount St. Mary University, em Mariland (EUA). É o Pronto*. O professor recomenda a leitura de uma reportagem da The Economist sobre o tema, A question of rights. Eu tenho concordâncias fundamentais com a nova Constituição boliviana: o avanço na reforma agrária e a nacionalização das riquezas naturais. E tenho uma discordância fundamental: a constitucionalização do conceito de plurinacionalidade. Autonomia para grupos étnicos constituírem países dentro do país. Se propuserem algo parecido aqui no Brasil, estarei na primeira fila da resistência. Talvez a plurinacionalidade tenha a ver com a realidade boliviana. Eu tenho dúvidas. Evo Morales pegou uma carona nos reclamos autonomistas (separatistas) das províncias e emplacou a autonomia dos grupos indígenas diante do Estado boliviano. Talvez tenha sido o passo decisivo para coesionar a Bolívia. Ou talvez vá ficar nos livros de História como a decisão que empurrou o país para sua definitiva fragmentação.

http://twitter.com/alonfe

Clique aqui para assinar gratuitamente este blog.

Para mandar um email ao editor do blog, clique aqui.

Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo.

5 Comentários:

Blogger Eugenio Hansen, OFS disse...

Paz e bem!

Salvo engano
a China define-se como
plurinacional.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009 20:26:00 BRST  
Blogger Eugenio Hansen, OFS disse...

Paz e bem!

Salvo engano
a China define-se como
plurinacional.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009 20:26:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Há outros aspectos, como a constitucionalização da justiça dos povos originários. Por exemplo, um problema jurídico ocorrido por um não indígena, num território indígena. Será julgado pela justiça local (indígena)e poderá recorrer em outras instâncias não indígenas? E caso seja um indígena objeto de ação judicial em território não indígena?
Como você argumenta, Alon. Poderá ser um grande avanço na coesão do país ou um enorme foco de tensões?
A torcida é para que seja pela coesão.

Swamoro Songhay

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009 10:30:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Um dos maiores problemas da atualidade em alguns países é a ameaça de fragmentação. Veja o que ocorreu na ex-Iugoslávia. No caso dela, um dos fatores desencadeantes foi a religião. Espero que não aconteça o mesmo na Bolívia.
Domingos

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009 16:52:00 BRST  
Anonymous taq disse...

Acho que foi apenas mais um passo pensado na criação da tensão para que o governo federal possa usar poderes de forma a acabar com a oposição, mas precisamos ver quem vai levar a melhor nesta disputa.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009 17:22:00 BRST  

Postar um comentário

<< Home