domingo, 25 de janeiro de 2009

Isto não é um teste (25/01)

Os riscos crescentes para a solução de dois estados (judeu e árabe) na Palestina estão bem descritos em This is not a test, de Thomas Friedman, no The New York Times.

http://twitter.com/alonfe

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3 Comentários:

Blogger Rodrigo disse...

O meu problema com essa argumentação do Friedman é que ela é, de algum modo, clichê demais pra dar certo.
Então o Fatah precisa ser fortalecido, o Hamas derrotado ou assimilado ao mainstream, os colonos retirados da Cisjordânia, etc.
Agora é difícil saber se essas coisas vão trazer a paz. Todo lugar de onde Israel tira colono (e Gaza foi só o último exemplo) vira campo de treinamento de terrorista.
Israel deve retirar os colonos mesmo por motivos legais e morais e certamente deve restringir o bloqueio econômico a Gaza pelos mesmos motivos (aliás, acho que Obama já sinalizou que vai pressionar pra que isso seja feito), mas essas coisas garantem a segurança de Israel?
Os árabes vêem esses atos como gesto de paz ou sinal de fraqueza? E tão importante quanto, os israelenses vão ver isso como gesto de paz ou sinal de que seus governantes se importam mais com os antissemitas que protestam em Londres do que com a segurança deles?

É fácil fazer uma checklist do que deve ser feito, a mídia tem feito isso desde que a guerra começou, difícil é garantir pra qualquer um dos lados que essas alternativas são de seu interesse.

Do jeito que o Friedman escreve parece que a paz não acontece de má vontade. Não acho um bom modo de analisar a questão.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 00:31:00 BRST  
Anonymous Clever Mendes de Oliveira disse...

Alon Feuerwerker,
Não chego a discordar da argumentação do Thomas Friedman como o faz o Rodrigo. Penso, entretanto, que não há hora limite e, como a construção de uma nação é uma questão de força e não de negociação, não acredito que o problema Palestina-Israel seja resolvido pela negociação.
Há dois interesses em luta: o de Israel e o dos palestinos. Como Israel é uma democracia é difícil saber qual é o interesse de Israel. Vamos supor dois: o primeiro que só exista na palestina o estado de Israel, e o segundo que existam dois estados separados: Israel e o estado dos palestinos. Qualquer que seja o interesse de Israel, ele só será adotado se a força de Israel triunfar. Qual é o interesse dos palestinos? Nós não sabemos. O do Hamas é a destruição de Israel. Para que esse interesse prevaleça é necessário que o Hamas tenha a força para destruir Israel. A solução parece que está mais para as calendas gregas.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 26/01/2009

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 12:46:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

Caro Clever

O interesse do Hamas é destruir Israel. Ao contrário do que dizem alguns analistas, não há nos fatos nada que evidencie que essa vontade é apenas uma retórica extremada. Ou seja, isso não é uma tática na negociação da paz, mas um evdente objetivo estratégico do Hamas. Insisto que não há fatos para sustentar a hipótese da retórica terrorista ser apenas uma tática do Hamas. Apostar nisso é somente uma torcida ou manifestação de fé numa suposta "boa índole do Hamas oculta pela da retórica terrorista".

Veja o que dizem hoje a AP e AFP, diretamente de Beirute:

"O Hamas exigiu ontem que Mahmud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, encerre as negociações de paz com Israel. De acordo com Osama Hamdan, porta-voz do grupo em Beirute, essa seria a única maneira de haver uma reconciliação entre os dois grupos palestinos, Hamas e Fatah. Hamdan acrescentou que nada impedirá o grupo de continuar se armando.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090126/not_imp312878,0.php

Na nota das agências a notícia mais auspiciosa:

CONTRABANDO

"Em Bruxelas, os 27 ministros das Relações Exteriores da União Europeia se reuniram ontem com representantes da Autoridade Palestina, Egito, Jordânia, Turquia e Noruega - primeira nação ocidental a estabelecer reconhecer o governo do Hamas em Gaza. Os diplomatas discutiram maneiras de evitar o contrabando de armas pela fronteira com o Egito e a possibilidade enviar observadores militares europeus para controlar a passagem fronteiriça de Rafah."

Vou torcer e ter fé e pedir a Deus que ilumine os representantes dessa dessa iniciativa, que para mim é a única que efetivamente pode colocar um freio na polítca francamente terrorista do Hamas.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 13:58:00 BRST  

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