quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Um painel amplo dos desafios da política externa americana (03/12)

A newsletter de hoje da RGE Monitor, a consultoria de Nouriel Roubini, oferece uma visão ampla sobre os abacaxis que esperam por Barack Obama no front externo. Clique aqui para ler. Um trecho bem importante:

Although Russia now may be more preoccupied at home given the rapidly slowing economic growth, it will likely defend its spheres of influence in the face of several issues that have strained relations – including the U.S.-backed missile defense shield in Eastern Europe, the status of Kosovoand NATO’s expansion to countries that Moscow regards as falling under its sphere of influence. Yet, Obama’s foreign policy outlook emphasizes engagement rather than confrontation, fueling fears among Central Eastern European countries that Washington may adopt a more conciliatory tone toward Moscow. Bilateral energy and trade ties between European countries and Russia, make a common policy towards Moscow even harder to achieve than a common fiscal stimulus. Yesterday, NATO foreign ministers, led by Western European countries, as expected, vetoed putting Ukraine and Georgia on the fast-track membership path and agreed to gradually resume contacts with Russia, suspended after the Georgia war. This summer’s Russia-Georgia conflict made it clear that such countries could not be invited in until border disputes were solved, lest it invoke NATO’s collective security agreements. Obama has, so far, given somewhat ambiguous signals about NATO’s eastward expansion – he emphasized that any new member must meet NATO membership criteria (which neither Ukraine nor Georgia will do anytime soon).

Também em inglês, outras duas boas leituras para hoje: NATO Chief Defends Opening to Russia, de Steve Erlanger, do The New York Times, e Nato defers on Georgia, Ukraine, da BBC.

http://twitter.com/alonfe

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2 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Ah, Alon já que vc gosta tanto do Nouriel Roubini, aqui vai um comentário dele. Sobre o que? Um assunto que vc tbm gosta! G20.
Mas parece que a opinão dele é um pouco divergente da sua!?!? E olha que a jornalista da Carta Capital foi insistente...

CC: O G-20 reuniu-se recentemente e anunciou uma série de intenções para regular o mercado financeiro internacional. Para o senhor, o encontro sinalizou uma real intenção de reformular as regras de supervisão de regulação?
NR: O ponto positivo é que houve um reconhecimento de que o G-7 sozinho é incapaz de ditar as regras da economia global. Os países emergentes têm de se sentar à mesa com os desenvolvidos para discutir questões que afetam a todos. Isso é positivo. Mas levará ainda algum tempo para que as nações em desenvolvimento tenham voz ativa nas discussões. De todo modo, foi um passo importante em direção a um novo desenho de poder mundial.

CC: Ou seja, é positivo, mas irrealista agora.
NR: É um processo, não acontecerá de um dia para outro. Houve, porém, uma compreensão de que é preciso incluir os emergentes nas discussões. Parece que as negociações internacionais caminham na direção correta.

http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=9&i=2827

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008 20:15:00 BRST  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Não haveria problema em discordar dele, mas talvez não seja o caso. Veja que ele valoriza "a compreensão de que é preciso incluir os emergentes". Mas diz que "levará ainda algum tempo para que as nações em desenvolvimento tenham voz ativa nas discussões". Trata-se de uma resposta diplomática de um economista importante numa entrevista a uma revista de um país emergente. Está mais na esfera da política -e da boa educação- do que da economia. Ou seja, é só (ou quase só) firula.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008 20:27:00 BRST  

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