quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Jogo do Poder com José Serra (10/12)


O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), é o entrevistado desta quarta-feira em Jogo do Poder, programa que eu apresento às 22:30 na CNT, logo após o CNT Jornal. Veja aqui como sintonizar em sua cidade. Em pauta a crise econômica e suas conseqüências, a crise da chamada globalização, as divergências sobre a reforma tributária e, naturalmente, a sucessão presidencial em 2010. Participa também a jornalista Denise Rothenburg, colunista do Correio Braziliense. http://twitter.com/alonfe

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9 Comentários:

Blogger Briguilino do Blog disse...

Alon, sugiro que você escolha uma pergunta feita no seu blog para você fazer aos intrevistados do Jogo do Poder, que acha da ideia?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008 20:40:00 BRST  
Anonymous Jura disse...

Pô, Alon, você anuncia às 19:30 um programa que vai ao ar às 22:30.

O Serra só confirmou na última hora ou você não queria que a gente assistisse?

Tem gravação online pra gente assistir ainda?

O Serra explicou porque ele obriga os funcionários do Estado que governa a pagar mensalidade pro banco estadual que ele vendeu pro Branco do Brasil depois de ter vendido a folha de pagamento do Estado que ele governa para o banco do governo dele valer mais pra depois vender pro Banco do Brasil?

Peralá, acho que agora já sei a resposta da primeira pergunta...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 15:43:00 BRST  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Caro Jura, não é que ele tenha confirmado em cima da hora, é que eu só anuncio no blog depois de o programa ter sido gravado. E ele terminou de ser gravado lá pelas 18h. De todo modo, obrigado pela pergunta que vc encaminhou. Serra falou sobre a venda da NC para o BB e poderia de fato ter siso questionado sobre isso. Vc poderia então esclarecer melhor sua dúvida?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 18:51:00 BRST  
Anonymous Jura disse...

Simples, Alon:

Terminado o contrato com o Santander Banespa, no final de 2006, após a eleição de Serra, o então governador Claudio Lembo obrigou, por decreto, todos os funcionários do Estado, ativos e inativos, do executivo, legislativo e judiciário a providenciar individualmente uma conta na Nossa Caixa. Quem não abrisse a conta não receberia o salário e ninguém poderia optar por outro banco de sua livre escolha.

A Nossa Caixa, por sua vez, passou a cobrar taxas mensais de manutenção das contas, que eram de, no mínimo 12 reais, se ainda me lembro. Hoje está em R$ 26 ou até mais conforme a opção de conta. Você já comentou extensamente como os bancos batem récordes de faturamento sucessivos com essas cobranças.

OK. Como esse é um excelente negócio para qualquer banco, o governo de SP "vendeu" à Nossa Caixa um direito que ela já tinha -outorgado pelo próprio Estado - por dois bilhões de reais (ou quase, sempre a conferir que eu não sou compuador). Na época as ações da Nossa Caixa caíram abruptamente porque os acionistas entenderam que o Estado estava botando a mão na grana deles. Mas logo subiram porque já havia a perspectiva de venda ao BB e porque até os acionistas mais bobos perceberam que isso era um negócio da China.

Por fim veio a efetivação da venda da Caixa ao BB por mais de cinco bilhões (sempre dependendo de confirmação do valor). Será que o BB pagaria isso tudo isso sem a folha de 2 bilhões do Estado? Em dois anos e meio o BB recupera o que pagou às custas dos funcionários do Estado de SP. Porque só os bancos privados foram impedidos de cobrar taxas de manutenção dos integrantes de folhas de pagamento e os estatais mantiveram esse direito até 2011/12(data também sujeita a confirmação). Será que essa negociação estava prevista há ainda mais tempo?
Você já ouviu falar de algum funcionário do Bradesco ou do Itaú que é obrigado pelas normas do banco a entregar dinheiro ao banco para poder receber o salário todo mês? O Correio Braziliense faria isso com seus funcionários?

Abraço,

Jura

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 20:28:00 BRST  
Anonymous Jura disse...

Ah, Alon, esqueci: claro que tudo foi aprovado pelo Banco Central.

Como é mesmo o nome dos diretores de lá, fora aquele tal de Meirelles?

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 20:40:00 BRST  
Blogger Tato de Macedo disse...

O Banco Nossa Caixa foi incorporado pelo Banco do Brasil por R$ 6 bilhões de reais.

A folha de pagamento do funcionalismo público custou ao BNC R$ 2 bilhões de reais.

O funcionalismo público pagava, no Santander,pela manutenção da conta o dobro do que passou a pagar um ano após a abertura das contas na Nossa Caixa, haja visto que tiveram isenção por 12 meses dessa tarifa.

A decisão de transferências dos salários públicos para banco público está na Constituição, foi julgado pelo STJ que deu ganho de causa ao governo do estado de São Paulo.

Quem decidiu o negócio da venda da Nossa Caixa com o BB não foi o Banco Central.

Quem intermediou as negociações foram José Serra e o próprio ministro da economia.

A venda da Nossa Caixa precisava de autorização da Assembléia Legislativa de São Paulo (e teve), precisava das assinaturas dos dois presidentes dos bancos (e teve), e agora precisa da autorização do BC, e terá. Por que?

Porque foi um excelente negócio para ambos os governos, para os clientes, para os funcionários e para José Serra que emboça R$5 bilhões de reais para terminar obras do rodoanel, linhas do metrô, novos trens, ponte sobre o Rio Pinheiros que serve de cenário ao "Jornal Hoje" da Rede Globo, criação de um novo banco estatal para empréstimos a pequenas empresas e pessoas físicas.

E se o rapaz indignado que está com o negócio. Simples, transfira seu pagamento para o banco que desejar. Ou melhor ainda, peça demissão e vá trabalhar no Santander.

abraços

domingo, 14 de dezembro de 2008 15:41:00 BRST  
Anonymous Jura disse...

Caro Alon,

Quando você publica comentários ofensivos aos leitores do blog você os endossa e baixa o nível do blog, que é excelente. O blogdoalon não pode permitir baixarias.

Muita gente, sobretudo comissionados e ocupantes de cargos de confiança (quem confia neles?) não consegue entender que os servidores públicos não são empregados deles, nem do governador.

Eu não vou trabalhar no setor privado porque não quero, detesto os valores que insistem em empurrar para o setor público como modelo falso e porque sou feliz em ser um servidor do meu país, apesar da arrogância, da prepotência e do autoritarismo com que somos - mal - governados.

Sou, digamos assim, estatal GRAÇAS A DEUS. Como a Petrobrás! Não me peçam para trabalhar nem na Vale entregue aos especuladores que agora, não satisfeitos, gritam por ainda mais medidas de exceção. Quem trouxe o Santander e a TelefÓnica para o Brasil, quem recebeu passagem de graça para viajar a Madrid não fui eu.

Com todos os seus defeitos, nem o Santander e nem o antigo Banespa cobraram tanto de seus funcionários e clientes. Muito menos por decreto governamental. todos nós temos o direito constitucional de decidir para quem entregar nosso rico dinheirinho. O que os tribunais julgaram foi o direito do Estado decidir como fazer o pagamento de seus funcionários, e não de cobrar por isso.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 13:37:00 BRST  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Que comentários ofensivos? E eu não endosso nada, quando quero escrever, escrevo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 15:11:00 BRST  
Anonymous Jura disse...

O comentário que eu julgo ofensivo:

"E se o rapaz indignado que está com o negócio. Simples, transfira seu pagamento para o banco que desejar. Ou melhor ainda, peça demissão e vá trabalhar no Santander."

Não aceito julgamento nem conselho de quem não me conhece. Não me meto na vida dos leitores do blog. Apenas expresso as minhas opiniões ou critico a deles. O blog é moderado, portanto a responsabilidade do moderador é igual à de editor.

Posso mandar esse tal de Tato sem tato vender ações da Vale e calar a boca, editor?

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 17:52:00 BRST  

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