quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A crise antes da crise (04/12)

Agora começa a conversa de que a crise sucro-alcooleira decorre da crise planetária. É só conversa, pois a superprodução no setor desenhava-se antes mesmo da quebra das finanças mundiais. Quem tiver interesse e paciência que dê uma olhada nas publicações setoriais de meados deste ano. Ou mesmo de antes. Como por exemplo uma reportagem de dezembro de 2007 no Jornal da Cana. Um trechinho:

Os empresários brasileiros e americanos começaram a perceber que não terão no médio prazo o retorno de seus investimentos, considerando os atuais preços da commodity no mercado.

Outro trecho (leia com atenção):

Neste ano [2007], o açúcar tornou-se a terceira commodity de pior desempenho entre as 18 monitoradas pelo Índice UBS Bloomberg CMCI. A queda das cotações reflete a superoferta do produto no mercado global. A produção mundial superou o consumo em 11 milhões de toneladas, impulsionada pela maior oferta de países como Brasil e Índia.

Clique aqui para uma busca por etanol+encalhado no blog. Culpar a crise planetária por um desastre que, esse sim, é genuinamente nacional não deixa de ser uma saída esperta. Para os que, como sempre, correm agora atrás do governo para socializar prejuízos (obrigado, Artur, pela dica do artigo linkado, do Marcos Sawaya Jank). Para ilustrar, um retrato da crise sucro-alcooleira no Jornal Nacional desta quarta-feira:



http://twitter.com/alonfe

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12 Comentários:

Blogger Briguilino do Blog disse...

Os usineiros são useiros e vezeiros das tetas do Estado. Quando foi que eles não estiveram em "crise"(?)para miar e beber leite a vontade?
Eles continuam agindo da mesma forma que no Brasil colônia.
Corja.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 08:28:00 BRST  
Anonymous Artur Araújo disse...

Touché!
Creio, porém, que vc embola 2 debates: a eterna mamada dos "agrários", a que se refere o Brigulino aí em cima, e o caráter estratégico, para o Brasil, da agroindústria sucroalcooleira e suas derivadas energéticas e alcoolquímica.
Pensar em biomassas, entre as quais o álcool - e, por conseqüência, o açúcar - como projeto nacional é, no meu entender, vital. Isso implicará, muitas vezes, operar políticas de estoques reguladores, de preços mínimos, de subsídios, fundiárias e fiscais.
Se a companhia é desagradável, pena, mas assim é o mundo, a menos que operemos um '35 rápido.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 10:53:00 BRST  
Anonymous Clever Mendes de Oliveira disse...

Alon Feuerwerker,
Pensava em enviar o email quando li o comentário do Artur Araujo e vi que não era mais necessário. Aproveito então para dizer um pouco mais do mesmo e pelo que eu me conheço certamente não será do mesmo jeito.
O pró-álcool foi a grande solução para um problema de produção agrícola seríssima que tínhamos. Sempre que o preço do açúcar subia, remunerando melhor a produção agrícola brasileira (Latifundiários como você imagina, mas que compram veículos o que dá emprego para os trabalhadores do setor automotivo, que constróem o que dá emprego para os trabalhadores do setor da construção civil (urbana ou rural) pois afinal vivemos em um país capitalista) os europeus inundavam o mundo de açúcar de beterraba subsidiado e o preço do açúcar caia. Não pode ter surpreendido ninguém a vinda para as grandes cidades da população rural de então.
Com o pró-álcool nós resolvemos o problema. Os europeus encharcam o mundo de açúcar e nós vamos produzir álcool. Os latifundiários agradeceram. Quem pensa no interesse do Brasil também deveria agradecer.
Há uma tendência no mundo da concentração de terras em poder de um número pequeno de empresas vinculadas a grandes projetos. A agricultura representa cada vez mais um percentual menor no PIB e não se pode esperar que esse pouco dê para muitos. E é esse o futuro Talvez possamos atrasá-lo um pouco. Se você levantar a bandeira de o país fazer para os próximos trinta anos uma reversão nessa tendência, até como forma de tentar solucionar nos grandes centros urbanos os aglomerados humanos das favelas despossuídos de tudo, mediante o aumento de assentamentos rurais com a maior infraestrutura possível, eu o apoiarei. Há que se está consciente, no entanto, que daqui a trinta anos o processo se reverterá.
Também aproveito para indicar aqui esta referência a comentário que inseri junto ao seu texto “Risadas” de 2/12/2008.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 04/12/2008

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 13:52:00 BRST  
Blogger Betamax disse...

Solução usual: ampliar o percentual de álcool, na gasolina.Outra,aumentar a produção de motores flex, ah!reduzir o preço do etílico ,na bomba.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 14:42:00 BRST  
Anonymous Artur Araújo disse...

Estou com o Betamax (ele deve entender de obsolescência) :>)
E adianto um ponto: não só temos que pensar biomassa como parte das matrizes energética e química, não só agrícola, como temos que rever o ordenamento fundiário e produtivo da própria agricultura, no sentido de um provável mix de agricultura familiar de perecíveis e alguns grãos; cooperativas de pequenos e médios produtores em torno dos complexos carne, café, leite e outros grãos; e grandes projetos de oleaginosas e biomassas, inclusive fontes de celulose para energia e papel.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 15:45:00 BRST  
Anonymous Gustavo RF disse...

O excesso de produção nos últimos tempos deu-se justamente pelo fato de que não houve a aceitação esperada por diversos países em relação ao uso de biocombustíveis. O setor energético é uma área sensível para qualquer país, vide a obsessão por auto-suficiência energética dos EUA.

Segundo matéria do Estadão de 02/09/08 - “Anunciada com pompa há dois anos e meio por duas grandes montadoras, Ford e Saab, a chegada de automóveis bicombustível na França está à beira do fracasso. O segundo país da Europa - atrás da Suécia - que mais apostou na tecnologia desenvolvida no Brasil vê as vendas de modelos bicombustível não passarem de "algumas centenas" de unidades, frente a um mercado que vende 2 milhões de veículos por ano.” - Lá, ao invés de importarem o álcool do Brasil, eles tentaram desenvolver um modelo baseado no álcool de beterraba o E85, no intuito de incentivar a produção de combustível internamente.

Já há algum tempo o governo brasileiro vem incentivando a produção de cana-de-açúcar e oferecendo financiamentos generosos para o setor, no entanto, há muita resistência ao biocombustível no mercado internacional e apesar da intensa propaganda o país não logrou criar um mercado externo para o escoamento da produção.

Pois bem, a situação que se vê hoje é essa do JN: excesso de produção e usineiros, produtores e fornecedores endividados. Se a crise internacional não foi propriamente a causa da crise do setor sucro-alcooleiro, sem intervenção do governo, ela provocará uma grande quebradeira no setor.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 15:53:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

Ambos somos amigos dos fatos. Segue mais abaixo link para um estudo da FGV que prova com números que é falsa a assertiva da relação de causa e efeito entre a expansão dos biocombustíveis e crescimentos dos preços dos alimentos em 2007/2008.

“Os resultados encontrados permitem concluir que a expansão dos biocombustíveis não foi um fator relevante para a alta recente dos preços dos alimentos. O que contribuiu decisivamente para o crescimento dos preços em 2007 e 2008 foi a especulação nos mercados futuros e o aumento da demanda em um cenário de estoques mais baixos.”(p.08). Ou seja, o “grande vilão” do aumento de preços foi a confluência de três fatores:

1.Aumento da demanda.
2.Cenário de estoques mais baixos.
3.Especulação nos mercados futuros de commodities.

No Brasil, a assertiva da relação de causa e efeito entre expansão da cana-de-açúcar e detrimento da produção de grãos é falsa. Diz o diretor-executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Eduardo Leão de Sousa:

1.“Aqui no Brasil não há nenhuma ligação entre o aumento dos preços dos alimentos e a produção de etanol. Afinal, apenas 1% da terra arável do País é destinada à produção do biocombustível.

2.”O que corrobora esta análise (da FGV) é o que vimos observando recentemente, ou seja, uma queda de preços dos principais alimentos, em função do recrudescimento dos principais fatores que contribuíram para a sua alta, conforme apontado no estudo. Com a crise recente, houve um desaquecimento econômico com conseqüente redução na demanda global, uma valorização internacional do dólar e redução de preços de importantes insumos, como o petróleo. Além disso, a saída dos fundos de investimentos dos mercados de commodities reduziu substancialmente a especulação nesses mercados”.

Conforme o estudo da FGV, o que é verdadeiro nos EUA, relativamente ao milho:

“É significativo o volume consumido de milho para a produção de etanol nos Estados Unidos. O
Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) estima que em 2007/2008 serão processadas 83 milhões de toneladas de milho para produzir etanol, equivalentes a cerca de 25% da safra americana, estimada em 340 milhões de toneladas em 2007”. (p.22)

Não se comprova no Brasil:

“Uma questão a ser colocada e atentamente examinada é se a área plantada de cana-de-açúcar tem crescido no Brasil em detrimento da ocupada por grãos. A resposta é negativa, como se pode conferir nos números das figuras 7 e 8.

Em 36 anos, entre 1971 e 2007, basicamente o período de vida do Pró-Álcool, o crescimento da área plantada de grãos no Brasil, em hectares, foi mais do que quatro vezes superior ao da cultivada com cana-de-açúcar. A exceção está na década de 1990, quando a área de grãos
caiu e a de cana-de-açúcar cresceu menos.

Assim, mesmo quando se desconsidera o avanço da produtividade, pode-se afirmar com segurança que a cana-de-açúcar não está ocupando o lugar dos alimentos no Brasil.” (p.24)

O estudo da FGV pode ser baixado por aqui:
Estudo da FGV rompe mito da influência dos biocombustíveis na alta dos preços de alimentos 02/12/2008

http://www.unica.com.br/noticias/show.asp?nwsCode={DDD65E39-9FDB-4FAA-B514-01AAB5D85FFC}

Por último, no que substancialmente difere a grita da Petrobrás pelo socorro do Estado da grita pelo socorro do Estado ao setor sucroalcoleiro? Na sua opinião, por que exatamente a grita da Petrobrás por socorro no caixa é justa e a do setor sucroalcoleiro não?

Encontrei um bom site. É o Biocomb dos jornalistas Rodrigo Squizato e Alessandro Greco.

Chamo atenção para estas notícias:

De olho na correnteza do rio (em jun/07).

Enquanto garimpam novas oportunidades os usineiros acompanham de perto os novatos do setor. A esperança é que no médio e longo prazo algumas usinas compradas pelos fundos não dêem o retorno esperado e sejam colocadas à venda novamente, por preços mais realistas.

http://biocomb.com.br/?p=286

Azedou (em jun/08)

Os preços do álcool são péssima notícia para todas as empresas do setor. Mas piores ainda para as usinas e destilarias descapitalizadas. A conjuntura atual as arrasta ainda mais para o fundo do poço, tornando-as alvo fácil para investidores.

http://biocomb.com.br/?p=619

Bunge e Itochu se aliam para projetos US$ 800 milhões (em set/08)

A Itochu é sediada no Japão e opera em diversas áreas, incluindo petróleo e energia. O grupo teve um faturamento de nada menos do que R$ 91 bilhões e lucro de R$ 3 bilhões no ano fiscal encerrado em março deste ano. A Bunge é a maior exportadora do agronegócio brasileiro, com vendas ao exterior de R$ 9,7 bilhões em2007 e receita total no Brasil de R$ 22,7 bilhões.

http://biocomb.com.br/?p=741

Política de biocombustíveis avança na Índia (em jul/08)

“Em 9 de julho, o conselho de ministros que analisa a questão enviou a minuta da proposta para o gabinete do primeiro ministro. O conselho de ministros é liderado pelo Ministro da Agricultura, Dharad Pawar. Segundo informações publicadas pela imprensa do país, o processo deve ser concluído em setembro.

O valor base para o biodiesel deve ser definido por uma fórmula que agregue os custos de produção, o preço internacional e os impostos e taxas praticados por diversos estados do país.

Já para o etanol a proposta é de uma valor mínimo de R$ 0,799 por litro (21,5 rúpias).

http://biocomb.com.br/?p=692

Abs.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 16:20:00 BRST  
Anonymous Gustavo RF disse...

Alon,

02 comentários meus não apareceram até agora... será que deu algum crack aqui na minha conexão?

Vc chegou a recebe-los?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 17:35:00 BRST  
Anonymous Bruguilino disse...

O etanol é um caminho sem volta. Do mesmo jeito que os usineiros não estão satisfeitos nunca, sempre querem mais do Estado.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 18:21:00 BRST  
Anonymous Artur Araujo disse...

Co-Araújo, esse estudo da FGV, se não me engano, originou um comentário meu por aqui, algum tempo atrás. Eu ouvi uma entrevista dos coordenadores na CBN e "provoquei" o Alon, citando-a. Acho que um dos entrevistados era u Mendonça de Barros, second generation, confere?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 20:40:00 BRST  
Anonymous Paulo Araújo disse...

Artur

Fui conferir o seu comentário. É o mesmo estudo publicado em novembro. O nome do Mendonça filho(?) do Mendonça aparece no expediente do estudo:

Professor da FGV-EESP / FGV-EESP Professor • Alexandre Mendonça de Barros

Li que os produtores de etanol de milho estão fazendo lobby pesado para aumentar a mistura gasolina/etanol. Querem passar de 10% para 15% ou 20%. Uma das sugestões do setor é convencer os fabricantes a aumentar a garantia dos carros e prevenir os efeitos da corrosão. Bem diferente do que temos aqui no Brasil, esta terra dos estatólatras adoradores de impostos.

Parece que hoje na Europa o percentual de mistura gasolina/etanol são míseros 2%. A turma brasileira do etanol está na briga para aumentar o percentual de mistura.

Portanto, não me parece obra do acaso ou coisa de "novato" o interesse desses dois gigantes (Bunge e Itochu) e da Índia no etanol da cana-de-açucar. Parece que o ministro da agricultura da Índia não lê o blog do Alon. Hehe.

Os brasileiros estão surfando a onda do ecologicamente correto para exportar mais etanol para a Europa e Ásia. Portanto, longa vida para os arautos do apocalipse do Aquecimento Global.

Na Europa parece que a matéria prima do etanol é o trigo. Imagina o custo desse etanol.

Mas o etanol não é só combustível. Há uns dois anos ou mais conversei com um engenheiro da Brasken que me contou sobre pesquisas em andamento para a rota do etanol na produção de PVC.

Embora eu não acompanhe com a devida atenção, não é somente ufanismo afirmar que o Brasil, se investir o que é preciso, vai chegar junto com os EUA, Europa ou Ásia numa tecnologia viável de produção de etanol de celulose. A pesquisa de C&T no Brasil é comprovadamente de alto nível. Mesmo que os EUA cheguem antes, acordos de transferência de tecnologia são possíveis.

Eu tendo a concordar, neste momento, com a análise que diz que os "novatos" do etanol vão cair fora. Esse pessoal de fundo de investimento não tem compromisso com produção no longo prazo. É só os preços começarem a cair e eles pulam fora. Eu gostaria de saber mais sobre essa notícia da entrada da Bunge e da Itochu e acompanhar o que vai acontecer na Índia.

O etanol de cereais parece não ter futuro longo, sobretudo agora que o preço do petróleo despencou. Com a crise, o lobby deve perder força nos EUA. A conferir.

Mais alguns dados e vantagens comparativas do etanol:

1. A alcoolquímica, o equivalente do etanol para a petroquímica, já desenvolveu alguns produtos, como plásticos e resinas. Ainda são experimentais, mas começam a surgir negócios como a substituição de nafta por etanol na fabricação de tubos de PVC. É grande a expectativa sobre o plástico de etanol, que tem a vantagem de ser biodegradável.

2. São utilizados 600 bilhões de litros de combustível por ano no mundo. O consumo de biocombustíveis (etanol de cana, etanol de milho e biodiesel) é de 10% disso, algo em torno de 60 bilhões de litros.

3. O mundo utilizou, em 2007, 54 bilhões de litros de etanol. O país produziu, na última safra (parte da qual será vendida ao longo deste ano), 21,5 bilhões de litros. Desse total, pouco mais de 3 bilhões deverão ser exportados.

4. Os principais países produtores de etanol: Brasil (cana-de-açúcar), Estados Unidos (principalmente milho, mas com boa perspectiva de chegar primeiro ao etanol de celulose), Canadá (trigo e milho), China (mandioca), Índia (cana, melaço) e Colômbia (cana e óleo de palma). A Alemanha produz metade do biodiesel do mundo.

5. Para cada litro de gasolina utilizado na lavoura ou na indústria, são produzidos 9,2 litros de etanol de cana-de-acúcar. No caso do etanol de milho, essa relação cai para 1,4 litro de etanol para cada litro de combustível fóssil empregado no processo.

6. No Brasil, são produzidos 7 500 litros de etanol por hectare plantado de cana. No caso do milho, cada hectare produz 3.000 litros.

7.Calcula-se que toda a disponibilidade de terras e condições climáticas seja suficiente apenas para a produção de 20% do combustível utilizado no mundo.

8. Dos 340 milhões de hectares disponíveis para plantio (aráveis) no país, somente 90 milhões seriam adequados à cultura de cana, que atualmente ocupa apenas 7 milhões de hectares (metade deles para a produção de açúcar).

9. O etanol emprega vinte vezes mais mão-de-obra por litro produzido do que o combustível fóssil e alternativas energéticas como o hidrogênio e a eletricidade.

10. Os subsídios foram pesados no passado, na primeira fase do programa do álcool, mas hoje não há nenhum subsídio aos produtores. O que existe é uma tributação diferenciada, que é maior para a gasolina do que para o etanol, por suas qualidades ambientais. A mesma política é adotada para o gás liquefeito de petróleo (GLP) e o diesel.

11. O Brasil investe 100 milhões de dólares por ano, enquanto os Estados Unidos investem 1,5 bilhão de dólares por ano somente em pesquisa.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/energia/conteudo_273729.shtml?func=2

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008 01:01:00 BRST  
Anonymous Artur Araújo disse...

Paulo, a alcoolquímica é, só por si, um universo econômico. Estima-se que quase toda a cadeia de petroderivados, dos plásticos aos mais diversos polímeros, mais cedo ou mais tarde, podem vir a ser alcoolderivados. Dá para imaginar o tamanho do bicho? Aí, sim, a discussão sobre área plantada vai ficar boa!
A Embrapa sabe disso e estuda em velocidade especial o desenvolvimento de novas estirpes de cana; os estudos sobre álcool de celulose também avançam.
Pena que o nosso amigo Alon tenha aderido à Liga da Temperança...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008 12:44:00 BRST  

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