terça-feira, 30 de setembro de 2008

“Muda o disco, cara!” (30/09)

Coluna (Nas entrelinhas) publicada hoje no Correio Braziliense.

Eu tenho a curiosidade de saber quem foi o gênio que, certo dia, soprou a dica nos ouvidos da oposição: “vamos dizer que o Lula só está indo bem porque, diferentemente do Fernando Henrique, não teve que enfrentar nenhuma crise internacional”

Por Alon Feuerwerker
alon.feuerwerker@correioweb.com.br

Um erro grave em gestão empresarial é subestimar a concorrência. Arrogância diante dos competidores é fórmula certa para ser ultrapassado por eles. Qualquer aluno de graduação em administração e negócios sabe disso. Quem ainda tiver dúvida deve observar o que se passa com a oposição brasileira. Apostaram lá atrás que o governo Luiz Inácio Lula da Silva daria com os burros n’água. Contra todas as evidências, mantiveram ferozmente essa previsão como única hipótese de trabalho. Os resultados da escolha estão aí. Nas pesquisas, como a CNI/Ibope divulgada ontem.

Outro pecado capital é basear estratégias de guerra em premissas pouco seguras. Quando as premissas são desmoralizadas pelos fatos, a estratégia vai junto de roldão. Eu tenho, por exemplo, a curiosidade de saber quem foi o gênio que, certo dia, soprou a dica nos ouvidos da oposição brasileira: “Vamos dizer que o Lula só está indo bem porque é um cara de sorte, porque, diferentemente do Fernando Henrique, não teve que enfrentar nenhuma crise internacional”. Consultem os arquivos da imprensa para constatar a profusão de vezes em que tucanos e democratas disseram isso.

Bem, o mundo vive a mais aguda crise financeira desde 1929 e há uma chance de o Brasil, assim como outros emergentes, sofrer relativamente menos do que seria habitual. Se isso acontecer, o presidente da República poderá utilizar doravante como bumerangue contra a oposição todo o trabalho de propaganda feito por ela própria. “Enfrentei a crise mundial mais grave dos últimos oitenta anos, e mesmo assim fiz mais do que vocês jamais fizeram.” Alguém duvida de que Lula tem esse discurso engatilhado? No lugar dele, você agiria diferentemente?

Talvez tenha faltado lá atrás algum chato para estragar os animados convescotes dos caciques oposicionistas. “E se tiver uma crise e o Lula sair-se melhor do que a encomenda, o que vamos dizer depois?” As pesquisas mostram Lula nas alturas, mas é necessário fazer justiça. A popularidade do presidente e da administração é obra a quatro mãos. Seria mesquinho não reconhecer no ativo político do petista a valorosa contribuição dos que, supostamente, teriam por missão opor-se a ele.

O leitor poderá enxergar essas lucubrações como engenharia de obra feita, análise confortável a posteriori. Para minha sorte, uma varredura nos arquivos deste jornalista (neste blog) mostrará que o deprimente cenário para a oposição ao governo federal foi vaticinado lá atrás. O que não chega a ser vantagem, já que pelo jeito ninguém deu pelota para minhas previsões. E foram muitas as vezes. Daí as críticas dos amigos. “Puxa, mas você vai escrever de novo sobre as razões da fraqueza da oposição? Muda o disco, cara!”

Eu mudo, se a oposição também mudar. Claro que, como em certas histórias de suspense, há a possibilidade teórica de as coisas chegarem a um final feliz para os nossos oposicionistas. Apesar de Lula e seu governo terem a aprovação de oito em cada dez brasileiros, os nomes do PSDB aparecem na frente dos possíveis concorrentes do PT, inclusive da ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, a predileta do Planalto. Mesmo faltando dois anos para a eleição, não deixa de ser curioso que, num quadro maciçamente favorável a Lula, nomes tucanos estejam bem.

Também já escrevi aqui sobre a fragilidade desse retrato. Gilberto Kassab (DEM, São Paulo), Eduardo Paes (PMDB, Rio de Janeiro), Márcio Lacerda (PSB, Belo Horizonte) e João da Costa (PT, Recife) são bons exemplos de postes alavancados por administrações e administradores competentes e bem avaliados. E perguntei: se governadores e prefeitos conseguem fazer poste voar, por que Lula não conseguiria?

Meu palpite é que, tirando o imponderável, a oposição só terá chance de derrotar o candidato de Lula (qualquer um) em 2010 se conseguir promover uma divisão decisiva na base política do governo federal. Se sobrevier um racha dramático entre o bloco (se ainda for bloco) PSB-PDT-PCdoB e o PT. Ou se uma grande fatia do PMDB resolver bandear-se. O problema, de novo para a oposição, é que nada sinaliza nesse sentido. O bloco de esquerda anda em rota de reaproximação com o petismo. E o PMDB exibe grande satisfação com a gorda fatia de poder que lhe cabe no consórcio governista.

Recentemente, o ministro peemedebista de Minas e Energia, senador Edison Lobão (AM), circulou por São Paulo e reuniu-se com a nata da nata do PIB. Dos grandes (e põe grande nisso) empresários convidados, não faltou ninguém. Lobão, que ao assumir a pasta foi alvejado de todos os lados, recebeu da platéia VIP tratamento dado a político de primeiríssima linha. A conta das mesuras deve ser espetada no pré-sal e nos megaprojetos do PAC. Quem viu, diz que foi de assombrar.

Ora, não está no DNA do PMDB trocar o certo pelo duvidoso, dar as costas a belezuras assim.


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16 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Dois anos é muito tempo, ainda mais nos trópicos. 80% de aprovação é índice mais próprio às sociedades sob regimes totalitários ou decorrência de gestão que mude efetivamente a vida da maioria das pessoas. Nenhuma dessas hipóteses é aplicável; nem o regime é abertamente totalitário, tampouco promoveu grandes mudanças ou tocou grandes obras.
PAC é muita propaganda e pouca prática. Poderá não ser muito bem recebido o previsível aumento forçado da poupança privada para sustentar um programa de obrinhas e eleitoreiro, além de uma burocracia ineficaz porém gorda e escorchantemente bem paga em relação àqueles que a sustentam.
Há um fenômeno sim. E sem oposição. Possivelmente despencará em decorrência de seus defeitos e não da ação de terceiros.
Dois anos é muito tempo e de muito risco.

terça-feira, 30 de setembro de 2008 11:29:00 BRT  
Anonymous Marcos disse...

O anônimo das 11:29 é a prova inconteste do seu artigo.
É delicioso a parte:

"80% de aprovação é índice mais próprio às sociedades sob regimes totalitários ou decorrência de gestão que mude efetivamente a vida da maioria das pessoas. Nenhuma dessas hipóteses é aplicável; nem o regime é abertamente totalitário, tampouco promoveu grandes mudanças ou tocou grandes obras."

Em outras palavras, a aprovação do Lula é surrealista. Só existe no imaginário coletivo.

terça-feira, 30 de setembro de 2008 12:48:00 BRT  
Blogger Robsonmoraes disse...

Sempre votei no PSDB, porem concordo que pecamos pela arrogância e falta de apelo popular e “populista” tão bem praticado pelo governo Lula. Acho muito leviana e simplista a afirmação de que o mundo vive uma crise desde 1929 por que efetivamente há poucos anos atrás houve um grande crescimento na economia mundial e o Brasil ficou muito abaixo deste crescimento e o governo acena com números medíocres, como sendo uma grande vitória. Não há como negar o continuísmo do modelo econômico aplicado no governo FHC, se não ate mais heterodoxo, beneficiando de maneira escandalosa o mercado financeiro e os bancos, que nos últimos anos obtiveram um lucro absurdo. Diante deste fato, acho contraditaria a postura de alguns petistas que ainda acreditam ou fingem acreditar estar participando de uma agremiação de esquerda, quando na verdade há muito tempo deixou de ser.
Desde os governos militares a “a maquina do estado” não se encontrava tão inchada por novos cargos e cabides de empregos feitos sob medida para os fies companheiros de partido ou que compartilham das mesmas afinidades ideológicas (sindicalistas e toda fauna do que há de pior, mais corrompido e retrogato na esquerda brasileira). Muito do crescimento que o Brasil obteve, deve-se ao esforço da iniciativa privada, apesar da omissão, paralisia ou ate sabotagem do governo federal.

terça-feira, 30 de setembro de 2008 13:13:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Sempre votei no PSDB, porem concordo que pecamos pela arrogância e falta de apelo popular e “populista” tão bem praticado pelo governo Lula. Acho muito leviana e simplista a afirmação de que o mundo vive uma crise desde 1929 por que efetivamente há poucos anos atrás houve um grande crescimento na economia mundial e o Brasil ficou muito abaixo deste crescimento e o governo acena com números medíocres, como sendo uma grande vitória. Não há como negar o continuísmo do modelo econômico aplicado no governo FHC, se não ate mais heterodoxo, beneficiando de maneira escandalosa o mercado financeiro e os bancos, que nos últimos anos obtiveram um lucro absurdo. Diante deste fato, acho contraditaria a postura de alguns petistas que ainda acreditam ou fingem acreditar estar participando de uma agremiação de esquerda, quando na verdade há muito tempo deixou de ser.
Desde os governos militares a “a maquina do estado” não se encontrava tão inchada por novos cargos e cabides de empregos feitos sob medida para os fies companheiros de partido ou que compartilham das mesmas afinidades ideológicas (sindicalistas e toda fauna do que há de pior, mais corrompido e retrogato na esquerda brasileira). Muito do crescimento que o Brasil obteve, deve-se ao esforço da iniciativa privada, apesar da omissão, paralisia ou ate sabotagem do governo federal.

terça-feira, 30 de setembro de 2008 13:16:00 BRT  
Blogger Richard disse...

Seu artigo, Alon, também serve para Lula. Do alto dos seus 80% de aprovação ela acha que nada vai acontecer de grave. Que pode eleger o poste que quizer e, em 2014, voltar triunfalmente nos braços do povo! Assim vc previu em artigo que guardo com carinho.
O Brasil deu muita sorte sim, como já deu no passado histórico. E, acredito, ainda vai perder tudo mais adiante, tal como já ocorreu antes.
São elites assim (a nata do PIB) em conluio com políticos deste DNA, que fizeram as glórias e as perdas que esta nação já viu!

terça-feira, 30 de setembro de 2008 15:31:00 BRT  
Anonymous Vera Borda disse...

Que coisa impressionante: excetuando um, os leitores que comentaram esse post até agora leram e não entenderam nada. São exemplos claríssimos da miopia política de que trata o texto. Parece doença, praga, sei lá, incapacidade de raciocinar devido a uma espécie de escafandro em que suas cabeças estão metidas.

terça-feira, 30 de setembro de 2008 18:10:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Ô Alon, é preciso qualificar a sua análise econômica... a crise ainda está nos seus primórdios, tecnicamente os EUA não estão nem em recessão. SE houver uma crise financeira de grandes proporções nos EUA e Europa, é evidente que o Brasil vai ser afetado: primeiro porque os investimentos estrangeiros vão se reduzir, impactando o câmbio (e a inflação) e a demanda agregada. Segundo porque, se os EUA e a Europa forem para o vinagre, a China vai sofrer o impacto em suas exportações, e essa freada vai impactar as exportações brasileiras. Para um blog de análise econômica, recomento o "Mão Visível" do "brimo" Alexandre Schwartzman. Feliz Ano Novo...

Asmodeu

terça-feira, 30 de setembro de 2008 18:35:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

"São elites assim (a nata do PIB) em conluio com políticos deste DNA, que fizeram as glórias e as perdas que esta nação já viu!"

Certeiro, Richard

Alon

Não lembro de ter lido no blog um post sobre os vínculos estratégicos do governo Lula com o capital financeiro. Óbvio que no plano retórico nenhum petista ou filo-petista admite que o PT e Lula colocaram-se literalmente de quatro perante o capital financeiro. Eles, os ideólogos, querem persuadir que a incômoda posição é apenas uma tática... Uma incrível demonstração de maturidade política e puro realismo político. Estão, é claro, no seu papel. E acredita quem quer ou $precisa$.

Nesse sentido, há sim uma terrível continuidade de tudo o que vem sendo feito desde, pelo menos, o governo Sarney. A principal novidade reside exatamente no papel de Lord Protector ("Carta aos Brasileiros" ho,ho,ho) dos interesses do capital financeiro assumido pelo PT e pelo Lula a partir de 2002. Claro que tudo isso com a majestosa e imaginária roupagem do “tudo pelo social”. Como na fábula, falta no Brasil a criança que ouse dizer: “o rei está nu”.

Lula disse de si mesmo uma coisa muito certa: “sou uma metamorfose ambulante”.

terça-feira, 30 de setembro de 2008 19:10:00 BRT  
Anonymous Roberto disse...

Ótimo texto Alon,
só um detalhe que pode ser acrescentado à análise: os partidos que estão na oposição agora são novatos neste papel.
Quando o PT assumiu o governo houve medo em alguns setores que o partido não seria capaz de controlar a máquina por ser novato no governo. Digo controlar no segundo e terceiro escalão. Mas esqueceram de avaliar que a oposição também seria novata. PSDB e PFL ficaram perdidos. Acharam que oposição se resumia a factóides na imprensa e grosserias no congresso. O erro de cálculo foi fazer oposição desesperada com muita antecedência. Deu tempo da verdade e moderação anularem o discurso da oposição. Este tipo de desespero oposicionista pode funcionar perto de eleições, quando não há tempo do estrago ser desfeito. Hoje o governo tem níveis recordes de aprovação e enfrenta uma oposição tão desmoralizada que ACM Neto tem de pedir desculpas por ter subido na tribuna e ameaçado dar uma surra no presidente.

terça-feira, 30 de setembro de 2008 23:25:00 BRT  
Anonymous the talk of the town disse...

"ou decorrência de gestão que mude efetivamente a vida da maioria das pessoas. Nenhuma dessas hipóteses é aplicável"

Uau, vc tem acesso à internet? IBGE ou FGV? Acredito que não.

Ou melhor parte da miopia da oposição é derivada da sua inerente incapacidade de reconhecer o quem realmente é a "maioria da população".

Sobre a dica de frequentar o blog do Schawrtzman, mesmo ele sendo "brimo" acho melhor vc passar. Não tem nada de util naquela joça.

É só mais um pseudo-liberal (e os liberais brasileiros não merecem serem categorizados assim) que ficou sem discurso com o bailout gigantesco que os EUAs estao fazendo. O neo-liberalismo morreu, somos todos keynesianos. Ainda bem !!! Enquanto uns puxam pra extrema-direita e outra pra extrema-esquerda caminhamos para o centro, o que não é ruim.

Do ponto de vista da teoria econômica, realmente, temos desafios como a fisica e a biologia estão enfrentando. É uma dicotomia que tem que ser resolvida para que a teoria econômica volte a ter consistencia (ela já teve algum dia?).

O PSDB tem chances, principalmente com o Serra, se o Serra reencotrar o discurso perdido do desenvolvimento nacional.

De qualquer forma uma chapa PT/Bloquinho - Dilma/Ciro vs Serra/XXX - PSDB/Dem será uma batalha interessante de se assistir (e/ou participar) principalmente como o Serra vai conciliar interesses tão divergentes com os interessses da nação. Será, digamos, um estágio probatório pra ele.

Sobre a avaliação do Lula, eu desisto, as pessoas que odeiam o Lula vão odia-lo, mesmo que não possuam argumentos e evidencias para tal. Esse debate é inutil. Ele já é historia. E só a história vai julga-lo daqui pra frente.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008 10:35:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Ao ponto: a grande obra, a grande mudança, a grande diferença? Vale tudo menos sfirmar que o Brasil foi descoberto em 2005, nem pedido de esquecimento do que antes eram axiomas econômicos e políticos e que as práticas evidenciam as ações em sentido oposto.
Agora, a partir do momento em que não foi julgado por conta do depoimento do Duda, em 2005, e nem da ação dos aloprados, dentre tantos mais, em princípio Lula só poderá ser julgado por novos desvios, por assim dizer, e caso ocorram.
A história registrará os fatos. Os bons e os nem tanto. Inclusive os discursos econômicos conflitantes e os tratamentos dados ao Collor, por exemplo. Da mais forte rejeição à aliança mais faceira, uma vez revelada a praxis em comum.
O Brasil é mesmo, educadamente falando, surreal.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008 11:20:00 BRT  
Blogger Cristiano disse...

Alon, gostaria, por favor, que respondesse uma pergunta. Você considera que Lula, no segundo mandato, deu uma guinada à esquerda? Esta guinada se aprofundaria, em um eventual governo Dilma?

quarta-feira, 1 de outubro de 2008 17:17:00 BRT  
OpenID napraticaateoriaeoutra disse...

Eu acrescentaria mais um ponto à análise do Alon: muita gente na oposição (inclusive na oposição de esquerda) criticou a política econômica por não ter aproveitado suficientemente o boom mundial, por causa dos juros. Levando em conta o tamanho da crise atual, estaríamos melhor se tivéssemos investindo mais aceleradamente para uma economia mundial em contração? Suspeito que não.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008 17:37:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

O "the talk of the town" desconsidera a recomendação de visita ao blog do Schwartzman porque este seria um "pseudoliberal". Nenhuma referência à qualidade da análise econômica feita por ele (por isto, entenda-se à fundamentação lógica e empírica da sua argumentação). Que tal tirar os antolhos ideológicos?

Asmodeu

quinta-feira, 2 de outubro de 2008 08:38:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

O desafio será o de não deixar que efeitos mais fortes recaiam sobre o lado real da economia: inflação, desemprego, inadimplência. Depois de quase oito anos exportando commodities básicas, com fundamentos econômicos herdados e sólidos, agora é hora de arranjar formas de atenuar a queda de preços internacionais, a subida do dólar e retração nos principias mercados importadores, sem deixar a economia retrair. Enfim, garantir a boa performance dos fundamentos colocados desde 1994. Tarefa, talvez, maior ou tanto quanto 80% de popularidade. Nada disso é torcer para aprofundamento da crise por aqui. Isso, infelizmente, já foi mote de 1989 a 2002 e é totalmente extemporâneo. Por trás dos fundamentos da economia, está o que importa: mais de 100 milhões de cidadãos, contribuintes e eleitores.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008 15:55:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Eu, que não tenho maior apreço pelo atual governo, reconheço porém sua estrela. Essa crise aí parece que não deixará dúvida sobre a qualidade de quem dela escapar.
Chance ímpar para Lula e sua equipe, Mantega incluso, mostrar que governar é com eles mesmos. Superará os 80% de aprovação. Fácil, fácil.
Se a BOVESPA se estabaca em índices ainda maiores que o resto do mundo, deve ser porque nossa gestão econômica tem sido melhor que a dos outros, ora pois pois.
É muita sorte pois "nem estamos de quatro" e "nem a crise é nossa ou nos abalará".
Te cuida Bush.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008 19:59:00 BRT  

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