sexta-feira, 25 de julho de 2008

O Afeganistão, um narco-país?

Merece ser lido na revista do The New York Times deste domingo (já está disponível na Web) o artigo (Is Afghanistan a Narco-State?) de Thomas Schweich, que por dois anos foi funcionário sênior da embaixada dos Estados Unidos em Cabul, precisamente na divisão de combate a drogas. O título é autoexplicativo. O texto é um parâmetro útil para pesar o quanto há de verdade na idéia de que a presença militar dos Estados Unidos na Colômbia se deve principalmente à necessidade de combater o tráfico (e quem o sustenta). Na foto (John Moore/Getty Images), copiada do NYT, helicóptero militar sobrevoa um cultivo afegão de papoula. Um trecho de reportagem do NYT em que o texto de Schweich é apresentado:

The government of President Hamid Karzai has shielded the cultivation of poppies from American eradication efforts, which the Pentagon and its international partners have not pursued aggressively, according to the author, Thomas Schweich, who was the senior counternarcotics official in the United States Embassy in Kabul for two years. The combined failure has turned Afghanistan into a virtual narco-state, he writes in the article, posted online on Wednesday night. Opium production skyrocketed in Afghanistan in 2006 and ’07, making the country the supplier of 90 percent of the world’s heroin. Coming from an insider, the accusations are especially embarrassing to all concerned, but in particular to Mr. Karzai, whom Mr. Schweich accuses of protecting corrupt senior officials.

Enquanto dizem combater a "narcoguerrilha" na América do Sul, os Estados Unidos sustentam um florescente narco-estado na Ásia Central. Ou seja, é razoável suspeitar de que nem aqui ao lado nem lá longe a presença americana esteja realmente relacionada ao tema.

http://twitter.com/alonfe

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2 Comentários:

Blogger Bernardo disse...

E alguém lá acredita nas desculpas esfarrapadas dos EUA? Invadiram o Iraque em busca de armas químicas que nunca existiram e já estão rapelando o petróleo iraquiano.

É claro que o Plano Colombia é uma cabeça-de-ponte dos tentáculos norte-americanos no que consideram "seu quintal". Trata-se de mais uma desculpa, apoiada pela mídia nativa, para fazer valer os interesses escusos, anti-democráticos, fanáticos e unilaterais do imperialismo estadonidense.

O que eles querem, na verdade, é monitorar, vigiar, influenciar e estar pertinho dos seus verdadeiros alvos e interesses: a Amazônia, o petróleo venezuelano e brasileiro, o aquífero guarani e muito mais.

sábado, 26 de julho de 2008 13:24:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Os EEUU são os guardiães do mundo.Pensam e agem assim. Roma antiga também se vangloriava em aterrorizar o mundo de então, até que veio a revolta dos escravos e...chabu. Nunca mais seria a mesma.11 de setembro ficou na história.O Grand River,Mississipe e Missouri têm muitas represas.Osama ainda vive. Acontece que o gigante pode descobrir que tem os pés de barro... só depois, porque a arrogância cega o entendimento. A história pode se repetir com Osama ou sem Osama. Há muitos inimigos em todo o mundo. Os EEUU que se cuidem . Não sou profeta. É o óbvio!

domingo, 27 de julho de 2008 10:56:00 BRT  

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