terça-feira, 13 de maio de 2008

O dossiê é importante? (13/05)

Coluna (Nas entrelinhas) publicada hoje (13/05/2008) no Correio Braziliense.

Será melhor para Lula se no dia em que deixar o Palácio do Planalto puder olhar nos olhos de seus compatriotas e dizer que governou democraticamente, que não lançou mão da força estatal para esmagar os adversários

Por Alon Feuerwerker
alon.feuerwerker@correioweb.com.br

Há todo um debate sobre se é ou não importante o episódio do dossiê palaciano com informações supostamente constrangedoras achadas nos registros das despesas do então presidente Fernando Henrique Cardoso e da mulher dele, Ruth. Bem, o jornalismo cuida do que é notícia. E notícia é algo que tem, obrigatoriamente, atualidade e interesse geral. E uma coisa que tem interesse geral deve ser importante, não é? Por outro lado, nem tudo que é importante tem o mesmo interesse geral.

Mas será que o caso do dossiê tem interesse geral? Como definir “interesse geral”? Um parâmetro possível são as situações que poderiam acontecer a qualquer um. A queda de um avião no interior da Mongólia é tão importante quanto a queda de um avião na Amazônia brasileira. Mas para nós, brasileiros, o segundo evento é certamente bem mais notícia. Já que é mais provável um leitor de jornal no Brasil estar —ou conhecer alguém que está— num avião que se acidente nas cercanias de Manaus do que numa aeronave que se estatele perto de Ulam Bator.

O caso do dossiê tem interesse geral porque a sociedade brasileira tem o direito e a curiosidade de saber se a manipulação partidariamente orientada de dados reservados em poder da administração federal, guardiã de informações de estado, é 1) política de governo ou 2) resultado da ação insensata de algum amalucado (ou amalucados) com crachá do Palácio do Planalto.

E como a sociedade poderá concluir se é uma coisa ou outra? Simples. Se os responsáveis forem identificados, forem desligados de seus cargos de confiança e tiverem que responder às autoridades policiais e à Justiça, o governo poderá dizer que nada teve a ver, mesmo que tenha tido. Já se prevalecer a tática do acobertamento, será legítimo concluir que a ordem para elaborar as planilhas com gastos supostamente bizarros da Presidência tucana partiu de um patamar mais acima. E isso, convenhamos, teria um imenso interesse geral.

O bom no caso do dossiê é que todas as informações relevantes vem sendo passadas à imprensa e à sociedade pelo próprio governo. O Palácio do Planalto já disse que a iminência da CPI levou-o a alimentar com as informações do segundo mandato de FHC o banco de dados oficial das despesas com suprimento de fundos (Suprim). Sabe-se também que os dados das planilhas que acabaram vazando para a imprensa coincidem com os registros do Suprim. O que permite concluir que foram extraídos do Suprim, ou das fontes que abastecem o Suprim. O que dá na mesma.

Soube-se, finalmente, que as planilhas deixaram o Palácio do Planalto anexadas num correio eletrônico do domínio planalto.gov.br. Quem afirma é um laudo preliminar do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), autarquia federal vinculada à Casa Civil da Presidência da República. Ainda não há o relatório definitivo, mas é tão provável que essa informação seja falsa quanto é provável que o pai e a madrasta de Isabella Nardoni nada tenham a ver com a morte da menina.

Vamos ver como o assunto se desenrola, e qual será a conclusão. Com a palavra, a Polícia Federal, a Comissão Parlamentar de Inquérito, o Ministério Público e a Justiça. Até porque mesmo governos bem avaliados e com grande apoio político e popular precisam cumprir as leis e agir politicamente dentro dos limites estabelecidos pelo estado de direito. Nesse particular, os governantes sábios fazem bem quando se acautelam contra os impulsos para que sua ação transborde as fronteiras da razoabilidade democrática.

O ideal será que todos os personagens do nebuloso episódio sejam convocados à CPI e ouvidos pela PF, e que o tumor seja removido. O maior interessado é o próprio Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente da República deve evitar o contágio pelo micróbio da soberba, como se escreveu nesta coluna na última sexta-feira.

Ainda que todos — ou quase todos — os ventos lhe sejam bons, será melhor ainda se no dia em que deixar o Palácio do Planalto Lula puder olhar nos olhos de seus compatriotas e dizer que governou democraticamente, que não lançou mão da força estatal para esmagar os adversários. Você por acaso conhece muitas coisas que sejam mais importantes ou tenham mais interesse geral do que isso? Eu não.

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18 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

O meu interesse é viver em um país, meu país, em que os governos não intimidem os cidadãos e que os governantes respeitem a lei. Só isso. O dossiê em si não é importante. A proibição de se fazer um dossiê e utilizá-lo - sim, esse dossiê foi utilizado - é que o essencial, o fundamental da questão. Essa proibição é que é importante. É crime nesse país fazer um dossiê, seja um dossiê importante, ou não. A ameaça de se poder utilizá-lo é que é, por si só, nefasta e criminosa. Repito: é CRIME. E criminosos são o mandante e os executores...

terça-feira, 13 de maio de 2008 10:16:00 BRT  
Anonymous Willian Gonçalves disse...

Alon, voce continua desconsiderando uma possibilidade, mesmo que improvável, a de que esse documento tenha sido feito com o propósito de prejudicar a ministra, seja por iniciativa do José Aparecido (que segundo o próprio assessor do senador não tinha bom relacionamento com a Dilma) ou a pedido do Álvaro Dias, que vem tendo uma conduta estranhíssima nesse episódio todo.
Quanto à questão da relevância do vazamento, ela se perde devido à prática da própria imprensa, useira e vezeira em publicar extratos bancários, gravações ilegais, conversas particulares e documentos reservados. A revista Época publicou nesse final de semana uma matéria sobre gastos secretos da Abin. Não ví ninguém falando sobre vazamento, dossiê, complô ou qualquer coisa que o valha. Para o brasileiro comum, que se coloca fora das trincheiras políticas, fica difícil entender o discurso da oposição, e de seus enormes braços dentro da grande imprensa, uma vez que ela também se vale dessas práticas.
O discurso ético-moral, vindo de quem tem vindo, teve a sua força deteriorada. Quem ainda leva a sério o Arthur Virgílio? Como acreditar que alguém do DEM esteja interessado em diminuir a hipocrisia política brasileira?
Não adianta acusar e apontar erros sem oferecer uma solução. É nisso que a oposição se perde e mingua. Hoje, apenas uma pessoa tem o poder para derrubar o presidente Lula. Ele mesmo.

terça-feira, 13 de maio de 2008 11:42:00 BRT  
Anonymous J Augusto disse...

O presidente não se esconde do assunto. A Ministra Dilma já fez até pronunciamento na TV e enfrentou sabatina no Senado de 10hs, até José Aparecido deu entrevista no Jornal Nacional.
Foi o próprio ITI até a pouco desacreditado pela imprensa que mostrou que as informações saíram da casa civil (coisa que a ministra nunca negou haver tais informações lá, e na parte informatizada chamou pelo nome comumente conhecido: banco de dados).
Já Álvaro Dias, descobrimos apenas ontem quando ele mesmo disse no JN que depôs na PF em 30 de abril, e um silêncio sepulcral na imprensa cercou o fato. Seu assessor André Fernandes é o personagem novo mais famoso e mais oculto possível na imprensa. Apesar dele não ser nenhum fugitivo, seu gabinete de trabalho ter endereço público dentro do congresso nacional, ninguém da imprensa se interessa em procurá-lo. Só ficamos sabemos de seu depoimento na PF após concluído ontem.
Há uma cumplicidade na imprensa em blindar Álvaro Dias, que comprovadamente mentiu e omitiu-se. Não é coisa de um jornalismo que busca a verdade.
Na imprensa deveríamos encontrar futuras páginas da história, acho que a frase de que a história é escrita pelos vencedores subiu para a cabeça, e a imprensa quer escrever a própria história que interessa a seus donos.
Dos fatos revelados até aqui, nada pode levar a conclusão de que existiu dossiê na Casa Civil, apesar de que cada qual pode brincar de adivinhar o pensamento alheio para fantasiar as intenções que bem entender. Quem tentou transformar informações furtadas da casa civil em "dossiê" foi a oposição (e, tudo indica, com a cumplicidade da imprensa) para ser usado contra a Ministra Dilma, ao tomar em mãos (sabe-se lá por que meios de convencimento) informações da Casa Civil.
O mesmo método foi usado quando criaram o alarmismo da febre amarela, o teste de hipótese de atribuir o grooving ao acidente da TAM. Trata-se de associar coisas desconexas, que existem, a relações de causas e efeitos que não existem. Lamentável.

terça-feira, 13 de maio de 2008 12:07:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Wiliam Gonçalves, o seu comentário foi excelente. Primeiro precisamos nos lembrar como age a mídia com relação ao governo e acobertando a oposição. Caso tivessemos um imprensa séria, o assunto por certo já teria sido esclarecido. Até o dia de hoje, não se fala no assessor de Álvaro Dias, bem como ele não foi atacado pela mídia.

terça-feira, 13 de maio de 2008 14:16:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, eu também não conheço nada mais importante que impedir que um governo sufoque a Democracia, só que acho que isso não está ocorrendo. Nada, repito, nada indica que os dados estavam sendo coletados para chantagem política.
Uma parte dos dados, parece que isso já foi esclarecido também, foi levantada por determinação do TCU.
Assim, como não sou áulico, mas também não acho que as pessoas devam fazer papel de Judas no dia da "malhação", não vejo mal algum em o governo reunir e organizar os dados sobre os gastos com cartão da gestão anterior. Até porque havia uma CPI que foi instalada para isso!!! Imagine, o que aconteceria se o órgão responsável pelas informações não as tivesse quando exigidas pela CPI?
O mundo cairia. Diriam que o governo estaria escondendo informações. Vindo para o trabalho hoje, ouvi uma repórter da CBN dizer mais ou menos assim: "parte da CPI quer o depoimento de Erenice Guerra, responsável pelo dossiê". Ora, convenhamos!! Nem mencionam o Álvaro Dias, que, tudo parece indicar, cometeu grave crime. A oposição, com os canhões da grande imprensa (que não influencia mais tanto assim, mas pauta, e como pauta, o debate político) nunca comete crime só porque é oposição e não tem a "caneta"?
Inventar gastos seria crime, mas organizar os dados verdadeiros do governo anterior, é? Deveria o governo apanhar quieto e tentar convencer os próceres da mídia e da oposição de que tudo isso é uma grande bobagem? Que há debates mais relevantes e que se deixasse as investigações dos eventuais abusos para o TCU? Adiantaria? Não, porque eles não querem debater temas relevantes, querem tapioca.
Nova política industrial, Raposa Serra do Sol, papel das forças armadas, PAC, política de cotas, pesquisa com células tronco, rodada de Doha, enfim, mil temas que ficam no rodapé da página por causa da Isabella e das tapiocas.
Então, eu faria a mesma coisa, com ou sem ordem do TCU. Organizaria os dados e mostraria, se solicitados. Eles queriam isso? Claro que não, sabem que têm massagens e objetos de borracha nos gastos.
Aí inventaram o dossiê, com a participação criminosa do Álvaro Dias, da Veja e da Folha.
Assim, como Democracia para mim é fim e não meio, eu não pouparia Lula, Dilma ou Jesus Cristo, caso atentassem contra ela, mas tudo que eu quero (e estou de saco cheio com gente que detém concessão pública para jogar em nossos ouvidos suas opiniões e conveniências políticas e ideológicas travestidas de jornalismo) é informação de verdade, objetividade factual, tanto quanto possível, com o mínimo de opinião. Quando quiser opinião, leio as colunas dos jornais, os sites, mas aí posso concordar ou discordar.
Considero isso também tão importante para e Democracia, que perco esse tempo todo de trabalho para te escrever este texto. Mas o faço porque acho que você um excelente jornalista, transparente, que separa opinião de fato, tanto quanto possível.
Nunca ousaria pretender lhe "pautar", mas se nem bons jornalistas como você notam que, por enquanto, a pessoa a ser cobrada e investigada, por atentado à Democracia, é o Álvaro Dias, fica difícil acabar com essa cultura golpista em nosso debate político. Ao invés de 68, 64 é o ano que ainda não terminou.

Abraços respeitosos,

Mauro

terça-feira, 13 de maio de 2008 16:28:00 BRT  
Anonymous athalyba disse...

Pô, Alon !!!

Nem uma palavra sequer sobre o Alvaro Dias e seu assessor ???

Acho que é hora de colocar vc na parede: vc tem alguma contra o governo ??? Não gosta do Lula ??? Acha a Dilma feia ??? Pq tem de haver uma razão lógica pra vc não citar o Alvaro Dias em NENHUM, repito, NENHUM dos seus posts !!!

Pelo menos, diz pra gente que esse blog é só seu e que vc escreve o que vc acha de ve escrever ... Assim a gente, que gosta do seu texto, fica avisado pra não esperar muito equilíbrio nessa questão ...

Abcs

terça-feira, 13 de maio de 2008 16:45:00 BRT  
Anonymous J Augusto disse...

Para concluir, Alon,

O que você pede, é que o presidente Lula, se submeta à conveniência das pressões da opinião publicada, e para não ser acusado de usar o Estado para "esmagar" adversários (segundo suas palavras), ofereça a cabeça de seus colaboradores na bandeja - mesmo sem provas de que tenham feito aquilo que os acusam - numa caça às bruxas completamente inadequada ao Estado de Direito?

Somente para saciar o enrredo engendrado pela oposição+mídia que atribui intenções a terceiros, com base em fatos que "poderiam ser"?

E para dar um final honroso para os algozes, sacrificando servidores que possam ser de fato inocentes?

Que motivo colocar no diário oficial para exoneração? Que tal "atividades subversivas"?

Desastrosa essa sua defesa, Alon. Daqui a pouco, uma autoridade lendo um relatório reservado do BC para estudo de caso como o Cacciola, será acusado de estar com intenção de fazer outro dossiê contra o governo FHC. E ele que se vire para provar que não tinha intenção.

Outro lendo um artigo sobre Chavez e com outro artigo sobre a Reserva Raposa Serra do Sol no colo, será acusado de ter intenção de promover uma invasão bolivariana em Roraima.

Outro lendo um livro de Lenin será acusado de colocar em prática deliberações das FARCs que participaram do Fôro de São Paulo (já tem gente dizendo isso aos montes. Não pedem apenas a demissão de um colaborador, mas do governo inteiro).

Este quadro não lhe parece um tanto quanto familiar de alguns anos atrás, nos anos 70?

Não é um pouco demais, pedir a um presidente que foi preso pela Lei de Segurança Nacional simplesmente por fazer greve por melhores salários, se render a esta lógica?

terça-feira, 13 de maio de 2008 17:24:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

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terça-feira, 13 de maio de 2008 20:06:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

terça-feira, 13 de maio de 2008 20:18:00 BRT  
Anonymous Crica disse...

O fato é que a CPI dos Cartões estava morrendo de inanição.
O tal dossiê de araque, que não tem nada que piore a imagem de FHC perante a sociedade, ser feito para intimidar a oposição????
Aquela que vive reclamando que o governo faz o que quer porque comprou a maioria???
Convenhamos, parece que quem está precisando olhar para trás no fim do mandato e dizer que fez algo que preste é essa oposição incompetente que para se manter com a cabeça fora dágua precisa mergulhá-la em esgoto...
Não há nada de mais importante para criticar e melhorar no governo não? Bem, claro que tudo depende de referencial... o da oposição sempre esteve "na chão"...

terça-feira, 13 de maio de 2008 22:33:00 BRT  
Blogger sidney borges disse...

Esse artigo deveria ser peça obrigatória em qualquer curso de jornalismo. Pelo menos os primeiros parágrafos que tratam da relevância da notícia.

quarta-feira, 14 de maio de 2008 09:55:00 BRT  
Anonymous Joel disse...

Uhuuuuu! blog mto mto bom! Cheguei aqui hoje pela primeira vez pelo noblat! Virei fã ... não consegui parar de ler ... hauahuahauhau

Jah linkei no meu! www.dicasdespam.blogspot.com

Teh mais! Eu volto! hauahuahu

quarta-feira, 14 de maio de 2008 11:28:00 BRT  
Anonymous Ruy Acquaviva disse...

Eu concordo com o Luís Nassif, não existe dossiê nenhum. O que existe é a estração de relatórios do banco de dados de despesas corporativas na casa civil. Ninguém nega que o banco de dados está sendo preparado a muito tempo e por solicitação do TCU. Até Artur Virgílio admite que tinha conhecimento dele desde 2005. Um banco de dados permite e extração de relatórios. Se alguém emitiu um relatório de despesas do governo anterior dentro da casa civil, isso não configura crime nem abuso de autoridade. É um relatório como qualquer outro. Não é possível dizer que houve intenção de chantagem enquanto ninguém denunciar ter sido chantageado. A intenção íntima, sem consolidar-se na execução ou na tentativa de execução do ilícito não quer dizer nada e não pode ser identificada pois não existe nenhum equipamento leitor de mentes. O vazamento das informações sim foi crime. Crime e imoralidade maior foi divulgar apócrifamente o relatório como se fosse um dossiê gerado para chantagem (novamente, não existe chantagem se ninguém foi chantageado) e pior ainda foram as mentiras de Álvaro Dias dizendo não ter feito nada e das lideranças tucanas dizendo não saber de nada. Trata-se de uma FARSA montada para acusar o governo e ao mesmo tempo blindar o governo anterior em relação à investigações sobre irregularidades nas despesas com cartões coporativos.

quarta-feira, 14 de maio de 2008 11:45:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

"Será melhor para Lula se no dia em que deixar o Palácio do Planalto puder olhar nos olhos de seus compatriotas e dizer que governou democraticamente, que não lançou mão da força estatal para esmagar os adversários". Teremos então o governo de Lula, o ingênuo, o que dá a outra face para bater. Na selva política, em que quem pode mais chora menos, o Lula em pouco tempo, por desejo do Alon, estará apto a assumir o púlpito de uma igreja e pregar o evangelho e usará como exemplo de comportamento a ser seguido, neste mundo santo, a orientação pregada pelo blog do Alon no caso da CPI dos Cartões.
Alon, a CPI mais importante, que deveria ser instalada hoje, é a que trata da necessidade ou não de termos reservas indígenas como a Raposa Serra do Sol. Que nos ajudariam a entender se há ou não perigo para a soberania nacional. Se existem ou não ONGs que atentam contra os interesses nacionais na Amazônia. Até o momento não vejo um debate sério sobre esses assuntos. Só vejo palpites. Enquanto isso, por julgarmos fundamental para a democracia brasileira, vamos tentar debater a necessidade do Lula virar mártir perante a oposição e aceitar que qualquer fato que possa desmerecer um governo, não interessando a ética, que deveria impedir que um pecador de ontem seja o acusador hoje, exija o sacrifício do governo atual para que o povo brasileiro atinja o reino dos céus. Algo asssim como o sacrifício de Jesus que livrou eternamente a humanidade do pecado original e nos livrou do limbo e nos abriu as portas do céu.
Sou seu leitor, assíduo, e por isso sinto-me participante dos seus "posts". Permita-me, então essa discordância peremptória. Abraços.

quarta-feira, 14 de maio de 2008 14:38:00 BRT  
Anonymous Djalma disse...

Sr Alon,

lamentável a não publicação de meu comentário, situação que julgo ser em função de mencionar o caso FHC e seu filho.
Lamentável mesmo identificar naqueles que se apresentam como analistas, o medo e amesma desfaçatez da imprensa como um todo.
Veja que todos os comentários refletiram a indignação quanto à parcialidade com que o sr tratou o tema dossiê.
É uma pena tirá-lo da minha lista de favoritos.

quarta-feira, 14 de maio de 2008 15:28:00 BRT  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Caro Djalma, o problema com seu comentário, assim com no caso de outros, é que havia nele acusações criminais. Um abraço. Refaça sem as acusações que publicarei.

quarta-feira, 14 de maio de 2008 16:09:00 BRT  
Anonymous Carlos Henrique disse...

E o texto das mensagens trocadas entre o secretário da Casa Civil e o assessor do senador, ninguém analisou? O documento vai anexado a uma mensagem que diz "Leia o texto abaixo", e o assessor responde "Belo trabalho" e muda de assunto. Nenhuma surpresa com o conteúdo do texto? Nenhum questionamento? Era algo que ele já estava esperando receber?

quarta-feira, 14 de maio de 2008 16:27:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alguém entregou a papelada para a mídia corporativa. Quem entregou cometeu o crime. E aqueles que maquiaram os papéis para publicá-los merecem também o xilindró da PF.

Todo mundo tem dossiê por aí. É só preencher uma ficha qualquer e o nome e a vida da gente cai logo em bocas de matildes empresariais. Essa conversa fiada de dossíê já está enchendo o saco, assim como o caso Isabella, e está apenas reforçando nossa ojeriza contra uma oposição chinfrim que não tem projetos e nem propostas positivas para o país.

(jose justino)

quarta-feira, 14 de maio de 2008 19:33:00 BRT  

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