domingo, 11 de maio de 2008

Infinitamente mais bizarro (11/05)

Para começar, clique na imagem abaixo e veja reportagem de sábado (10) do Jornal Nacional, da TV Globo.



Em resumo, o arquivo excel (com o dossiê de informações supostamente constrangedoras para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a mulher dele, Ruth, e ministros do então governo tucano) foi anexado a um email da conta de um secretário da Casa Civil e enviado a um assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). De duas, uma: 1) alguém se logou com o usuário e a senha do secretário na rede do Planalto, anexou o arquivo a um email e enviou ou 2) o próprio secretário fez isso. Na hipótese 1, estar-se-ia diante de um caso gravíssimo de quebra de segurança nos computadores da Presidência, o que por si só já pediria uma investigação especial da Polícia Federal. Talvez até uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Na hipótese 2, ou 2.1) o próprio secretário montou as planilhas do arquivo ou 2.2) outra pessoa montou e o arquivo chegou depois às mãos do secretário. A hipótese 2.1 só existe se o secretário detinha a senha para acessar o Suprim (banco de dados com despesas de suprimento de fundos da Presidência da República). Já no caso 2.2, seria necessário saber quem passou o arquivo para o secretário. Aplicando-se o método quantas vezes fosse necessário, chegar-se-ia obrigatoriamente a quem montou as planilhas. A este último e decisivo personagem caberia revelar se: 2.2.1) ele montou as planilhas por conta e vontade próprias ou 2.2.2) alguém mandou ele fazer. Na última hipótese, seria interessante saber quem mandou fazer. Quem mandou bisbilhotar as despesas de FHC, esposa e companhia tucana para pescar detalhes bizarros e constrangedores. Eis o pote de ouro na ponta do arco-íris. Sabe-se que toda a cúpula palaciana participou da decisão de organizar as informações do período 1998-2002 para servir de munição na CPI dos Cartões Corporativos. Munição tipo "guerra fria", para não ser usada. Mas com capacidade de dissuasão. Só que, como a turma que manda no palácio não é um punhado de néscios, aparentemente decidiram usar uma cobertura legal, o Suprim. Os dados estariam lá, organizados, para serem mobilizados na medida das necessidades. É o tal banco de dados que aparece toda hora nos discursos governamentais. Uma fachada dentro da lei, para camuflar uma ação que de outro modo poderia ser caracterizada como abuso de poder. O governo, guardião de informações de estado protegidas pelo sigilo em algum grau, usá-las para acuar adversários políticos. Só que alguém resolveu ir mais adiante. Resolveu montar as tais planilhas a partir do banco de dados. Esse alguém deve pagar pelo que fez. Porque governos nem sempre (ou nunca) se limitam a fazer coisas bonitas ou 100% dentro da lei. Na democracia, contudo, vige uma regra de ouro: se o sujeito é descoberto fazendo algo que não possa ser legal ou politicamente justificado, ele deve cair fora. Outro dia dei o exemplo de Felipe González, o premiê socialista espanhol que teve a carreira amputada por supostamente autorizar atividades ilegais contra o grupo separatista basco ETA (Governos devem seguir a lei, uma historinha espanhola e o perigo dos áulicos). É assim que funciona. É assim que deve funcionar. Mas eu compreendo que haja quem não considera importante o assunto do dossiê. São pessoas que parecem partir da seguinte premissa: se o governo é bom, ou se merece apoio, ele deve ter o direito de fazer qualquer coisa para se defender da oposição. Um pensamento que a mim parece infinitamente mais bizarro do que qualquer despesa bizarra de um presidente da República. Tenha sido paga com cartão corporativo ou com dinheiro de uma conta tipo B.

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19 Comentários:

Anonymous J Augusto disse...

Alon
Há outra historia bem mais crível do que a sua:
O Senador Álvaro Dias finalmente conseguiu cooptar um aliado dentro da casa civil (seja por que motivo for, mesmo que seja insatisfação com a chefe Erenice).
A partir de um levantamento de dados corriqueiro, viu-se a "oportunidade" de fabricar o escândalo do dossiê.
O senador segurou o "dossiê" de 20 de fevereiro até 22 de março (uando a revista Veja publicou), à espera de uma "chantagem" que nunca veio. Leia o blog dele durante esse mês e verá que ele se fez de morto, como se nada soubesse, e se fez surpreso depois da Veja publicar.
Na ausência da "chantagem" de fato resolveram criar o "fato" nas páginas da Veja.

domingo, 11 de maio de 2008 19:19:00 BRT  
Anonymous J Augusto disse...

Alon,
Seus argumentos perdem substâncias porque só a fé cega oposicionista acredita em dossiê para chantagear oposição.
Enviar uma planilha por email oficial da casa civil para um computador oficial de um senador de oposição, é completamente impróprio como instrumento de chantagem. Só faltou registrar um "contrato de chantagem" em cartório e reconhecer firma.
Onde já se viu alguém chantagear desta forma?
Você vive a política de Brasília, e sabe como essas coisas são. Se alguém quer chantagear outro, marca um encontro e EXIBE a chantagem sem jamais deixar cópias. Depois vazaria para a imprensa "amiga" que protegeria a fonte. Aquela listagem da votação de Luiz Estevão, por exemplo, nunca surgiu uma cópia ao público. ACM que teve em mãos mostrou a José Roberto Arruda e possivelmente a outros, mas nunca entregou cópia a ninguém.

domingo, 11 de maio de 2008 19:30:00 BRT  
Anonymous J Augusto disse...

Além do conteúdo insosso, o formato da planilha é por demais técnico para caracterizar um dossiê para chantagem.
Qualquer pessoa que tenha familiaridade com contabilidade, controladoria, centros de custos, fichas razão, sabe que levantamentos como estes são corriqueiros (não vou repetir o que já escrevi aqui).
A planilha tem o título de "Relatório de Suprimentos Fundos" e não passa disso: um mero levantamento para análise, aparentemente comparativa (ainda que para comparar padrões de gastos entre presidentes), quer queira quer não. E também para dispor de respostas quando inquirido.
Dossiês não incluem colunas como No. do processo.
Alvaro Dias conseguiu esse documento por vias escusas, e aparentemente passou um mês estudando com o "serviço de inteligência tucano" como tirar proveito político dele. Criaram a tese do dossiê para chantagear publicada 1 mês depois.
O objetivo era gerar a crise política, levar a ministra à renúncia (ou pelo menos alguém bem próximo dela - seria o Waldomiro Diniz da Dilma), e em seguida deixar o assunto morrer.
Só não vê isso, quem não quer.
Encontraram uma Dama de ferro pela frente, que comprou a briga, e não aceitou pagar, nem que pessoas como Erenice pagassem pelo que não fizeram. Aliás, quem desvendou o vazamento foi o ITI, subordinado à própria Ministra, o que reforça a posição dela no episódio.

domingo, 11 de maio de 2008 19:58:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, por que o acessor deixou vazar para a oposição?
Por que o senador Álvaro Dias
Alon, tomando conhecimento, não denunciou o dossiê no Senado?
Por que ele não revelou a fonte, já que sabia que a mesma era um petista histórico?

domingo, 11 de maio de 2008 21:26:00 BRT  
Anonymous Kitagawa disse...

J augusto, não sei qual é a verdade, mas essa sua história não é nem de longe mais crível que as hipoteses levantadas poelo Alon. Só a fé cega governista para afirmar que o José Aparecido, indicado por Dirceu, é agente tucano infiltrado no planalto. E que essa situação em que se encontra agora, onde vai tomar porrada dos dois lados, fazia parte do seu plano. Um mátir tucano, é isso que voce sugere?

domingo, 11 de maio de 2008 21:37:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Caro Alon, não se trata de ser áulico, mas não há ainda nenhuma prova de que o vazamento tenha sido produzido com a intenção de causar constrangimento a FHC. Parece mesmo que queriam era prejudicar a Dilma. Então, claro que eu concordo com você, claro que nenhum governo pode fazer o que quiser, mas, sinceramente, não sei porque você, justo você, que tem sido uma das poucas vozes na imprensa a ter sensatez, inclusive para criticar duramente o governo, não nota outro ponto gravíssimo nessa história toda, que é o papel do Senador Álvaro Dias.
Se, de fato, ficar comprovado que ele conspirou para levantar acusações falsas contra uma Ministra de Estado, não mereceria cassação?
Eu também tenho muito cuidado com essa história de cassar mandato de parlamentar eleito. Fui, como você, contra a cassação do horroroso Renan Calheiros, pois, independentemente de não gostar dele, não havia provas para cassar o mandato conquistado legitimamente pelo voto.
Só que se ficar comprovada a culpa do Álvaro Dias, a cassação, nesse caso, se impõe. Também seria uma conspiração contra a Democracia, ou não? Conspiração contra um governo legitimamente eleito.
E isso, com as devidas desculpas (que mais parece coisa da Lucia Hipólito, que sempre dá um jeito de interpretar todo fato político contra o governo), é, no momento, muito mais crível que a hipótese por você levantada.

Abraços,

Mauro

domingo, 11 de maio de 2008 23:27:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Mauro, desde que o nome do Alvaro Dias apareceu no episodio o Alon questiona por que ele nao denunciou na hora.

domingo, 11 de maio de 2008 23:28:00 BRT  
Anonymous Serginho/Sampa disse...

Pra mim está óbvio, o Senador não denunciou na hora porque ficou com medo. Sendo assim, o dossiê conseguiu fazer exatamente o que fora criado para fazer, intimidar a oposição. Entretanto depois de algumas reuniões entre si eles teriam percebido que seria muito mais explosivo a revelação de uma chantagem governista do que a descoberta de algum pênis de borracha oposicionista (que no final se provou útil). Então eles botaram a boca no trombone.

Outra explicação é que o Senador Álavaro Dias pode simplesmente não ser a fonte principal da revista Veja, ou ao menos a fonte do dossiê, como ele vem afirmando desde o começo...

segunda-feira, 12 de maio de 2008 02:41:00 BRT  
Anonymous Serginho/Sampa disse...

E ao sr. Mauro que pede a cassação do senador Álvaro Dias, o sr. está ignoranto o que foi publicado pela Folha e confirmado tanto pela Polícia Federal quanto pela Sindicância Interna da CC de que o dossiê saiu intacto e sem alterações dos computadores da Casa Civil. Como os dados não eram sigilosos e não eram de responsabilidade do senador, de que delito exatamente o sr. o está acusando?

segunda-feira, 12 de maio de 2008 02:49:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Caro anônimo, para esclarecer, eu não sabia que o Alon já tinha escrito sobre o Álvaro Dias, mas ainda assim acho que, no mínimo, dever-se-ia questionar com mais ênfase o papel do Senador em todo o episódio. Sei que a grande imprensa nada vai fazer, então tudo que resta são os bons blogs. Se nem esses cobrarem e exigirem providência contra a atitude golpista do Álvaro Dias, fica difícil. E falo para todos os blogs que têm como parâmetro o respeito ao processo democrático, independentemente de posição política.
E acrescento que a parte final da minha 1ª mensagem ficou sem sentido. O que quis dizer é que a preocupação do Alon seria assinada pela Lucia Hipólito, que deturpa todo episódio político contra o governo.
A diferença é que eu considero que a preocupação do Alon é legítima, apesar de discordar e entender que a ênfase discursiva, por enquanto, deveria ser no papel do Álvaro Dias.

segunda-feira, 12 de maio de 2008 02:59:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Quem escreveu o último comentário foi Mauro. Esqueci de assinar.

segunda-feira, 12 de maio de 2008 03:00:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

"Sabe-se que toda a cúpula palaciana participou da decisão de organizar as informações do período 1998-2002 para servir de munição na CPI dos Cartões Corporativos" Sabe-se? Eu não sabia de nada disso. Se sabe-se, quem sabe? De onde você tirou essa?
Abraços.
Rundfunk

segunda-feira, 12 de maio de 2008 10:07:00 BRT  
Anonymous J Augusto disse...

Serginho/Sampa,
Essa de dizer que o senador Alvaro Dias ficou com medo, o coloca na pior das posições possíveis: submisso a uma chantagem que não houve, diante de informações contábeis oficiais (ainda que acreditava serem confidenciais).
O delito do Senador Álvaro Dias passível de cassação foi mentir e conspirar contra as instituições democráticas (assim como fez Richard Nixon nos EUA).
Ele mentiu quando disse que viu o "dossiê" nos corredores do congresso mas não tinha ele. O dissiê estava em seu gabiente. Seu assessor (receptor do vazamento) ora confirma que tem o arquivo, ora afirma que imprimiu algumas páginas e entregou ao senador e depois o deletou (quem acredita nisso?).
Ele conspirou quando manipulou informações para causar crise política para levar uma Ministra honesta a perder sustentação política. O Senador escondeu o que lhe interessava, e propagou boatos que ele sabia serem falsos. Lembre-se que Ricúpero pediu demissão no episódio parabólica justamente por ser flagrado manipulando informações.
O senador quis esconder-se e eximir-se de responsabilidade atrás de uma revista, dificultando as investigações, a boa elucidação da verdade, do interesse público.
O Senador não cumpriu com seu dever, ao sonegar informações relevantes para os 2,5 milhões de votos paranaenses, e não ter tomado atitudes condizentes com o que ele próprio quis denunciar como sendo grave.
Agora quem diria: você defendendo que ele não pode ser cassado porque as informações não são mais confidenciais. Siginifica que toda essa conversa sobre dossiê para chantagear a oposição não tinha qualquer sustentabilidade.

segunda-feira, 12 de maio de 2008 12:55:00 BRT  
Blogger Elton disse...

Falta um elemento: cadê o chantageado? Mesmo com todos sabendo que a fonte da informação para a revista foi senador, nem ele nem nenhum outro político alegou(ainda) ter sido chantageado pelo governo (e se isso tivesse acontecido, teríamos o nome do chantageador, nem isso temos).
Ora, a casa civil tem um banco de dados com os dados dos gastos governamentais (e me cairia o queixo se não tivesse). Pessoas com direito de acesso a estas informações podem fazer quaisquer consultas que quiserem nestes dados, gerando ou não planilhas, sem que isto incorra em qualquer ilegalidade. A única ilegalidade estaria no acesso a estas informações (e posterior divulgação) por pessoal desautorizado, já que são dados sigilosos. Por enquanto os possíveis criminosos são: um funcionário da casa civil, um assessor de senador e o próprio senador. Inexiste o crime de "intenção de chantagem", enquanto não aparecer o chantageado é o máximo que se terá. Acho a hipótese de chantagem fraca também porque nos dados apresentados não existe nada muito "chantageável". Se houvessem dados realmente constrangedores eles não teriam sido divulgados para a imprensa por um senador tucano! Qual a idéia, balear o refém para acabar com o seqüestro? É esquisito.

segunda-feira, 12 de maio de 2008 13:32:00 BRT  
Anonymous Marcos disse...

Não dá Alon. Até me esforço para entender seu ponto de vista. Leio seu blog até por prazer literário. Mas nessa questão seus argumentos são muito fraquinhos.
É claro e cristalino que a farsa foi montada pela oposição.

segunda-feira, 12 de maio de 2008 14:41:00 BRT  
Anonymous Serginho/Sampa disse...

Sr. J Augusto, eu lhe digo o nome dos chantagistas: Franklin Martins ("Ninguém colocará o governo nas cordas. Vamos abrir o suprimento de fundos desde lá atrás"), Paulo Bernardo ("Na hora que começarmos a mexer em contas do tipo B, eu sei que vamos encontrar coisas muito piores"), Jorge Hage ("É possível que encontremos algo muito pior do que a tapioca, que se tornou algo jocoso") e Dilma Roussef ("O governo não vai apanhar calado").

Quanto ao Senador, ele de fato não tinha o dossiê, mas sim apenas parte dele que os políticos do PT espalharam pelo congresso. O dossiê completo, ou "banco de dados", estaria nos computadores da Casa Civil.

Agora esse discurso moralista em nome do interesse público pra cima de mim? Quem mentiu ou omitiu foi a ministra. E no senado federal, com todos os seus direitos e liberdades garantidas. Porque quando ela estava sendo interrogada, já era de conhecimento da Casa Civil a identidade do vazador. E mesmo assim foi preciso a imprensa (de novo) defender os interesses da sociedade.

P.S.: sr. Elton, intenção de chantagem é caracterizado como crime de ameaça ou intimidação. A punição é a mesma que o crime de chantagem.
Quem ameaçou? O governo. Quem foi o ameaçado? A oposição. Ameaçou com o que? Dados públicos possivelmente constrangedores caso analisados fora de contexto, como um pênis de borracha ou um porta retrados de 100 dolares. E já tinha petista brandando o pênis de borracha contra a dona Ruth e o FHC.

segunda-feira, 12 de maio de 2008 16:10:00 BRT  
Anonymous J Augusto disse...

Sr. Serginho/Sampa
A CPMI onde o governo tem maioria definiu, que investigaria as contas tipo B também, desde 98.
Isto está nos anais do Congresso.
As frases de Franklin Martins, Paulo Bernardo, Jorge Hage e Dilma Roussef dizem respeito à estratégia POLìTICA dos governistas na CPMI. Nao há nada de chantagem nisto. Seria o mesmo que dizer que a oposição chantageia o atual presidente quando quer abrir as contas atuais. Virgilio, Agripino, e outros também são chantagistas?
No bom português, o que todos estes ministros disseram foi o seguinte: se a CPMI deseja dedicar-se a expôr gastos com a cozinha da Presidência da República, a CPMI definiu que serão desde 98. Logo se verá que os são gastos normais para o cargo de presidente, em qualquer governo.
Se fosse caso de chantagem, ninguém precisaria fazer planilha, nem registrá-la em cartório, para chantagear. FHC ainda não perdeu a memória. Ele sabe o que e como gastava quando estava na presidência. Se existissem gastos de FHC na contabilidade oficial capaz de ser objeto de chantagem, o que pode constranger a oposição são os próprios atos de FHC na presidência.

O senador só confirmou o recebimento do email com a planilha depois de desvendado pelo ITI desde 20 de fevereiro, e com 28 páginas. Isto é fato, ok? Não está mais em discussão. As desculpas se viu e não leu, se leu ou não viu, se fechou os olhos para algumas folhas, é apenas chicanas para salvar a própria pele.

A ministra não podia citar o relatório do ITI no depoimento do Congresso porque o relatório é premilinar, confome nota oficial do próprio ITI. Seria outro vazamento ela revelar o que a polícia federal ainda investiga (por exemplo, o funcionário José Aparecido negava, então alguém poderia ter usao o email dele). Autoridades não devem vazar informações de trabalho. Elas devem apresentar o resultado da sindicância interna quando pronto oficialmente. E a polícia federal o relatório do inquérito.

A verdade é que a oposição tentou utilizar-se de um trabalho administrativo interno, corriqueiro, para forjar uma chantagem que nunca houve, e se deu mal.
Alvaro Dias agiu soturnamente, com ardil, prejudicando o interesse público, o bom andamento das investigações da PF e da própria CPMI, com claras intenções de forçar a Ministra sob pressão a demitir-se ou pelo menos demitir alguém próximo, inocente. Isso é conspiração contra as intituições democráticas.

segunda-feira, 12 de maio de 2008 17:51:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Tenho um artigo seu salvo em meu pc. Era aquele sobre os ídolos da esquerda e da direita lembra? Inspiração e inteligência. Mandei pra todos os meus conhecidos.
Mas ultimamente, está difícil acompanhar. Passe a considerar a atuação de Álvaro Dias com mais atenção. Ele mentiu muito nesse episódio.

wilson cunha junior

segunda-feira, 12 de maio de 2008 18:50:00 BRT  
Blogger Ruy Acquaviva disse...

Parece que os jornalistas e muitos "opinioneiros" (palpiteiros pareceria pejorativo) não operam ou não conhecem as características de sistemas de banco de dados informatizados.
As operações básicas são inserção, atualização, deleção e CONSULTA...
De posse de uma senha de acesso a um banco de dados, pode-se normalmente emitir em minutos, diversos relatórios com os mais variados cruzamento de dados. Pode ser que o sistema da Casa Civil não tenha essa característica ou que o José "Vazador" Aparecido não tenha acesso a essa funcionalidade por perfil de sua senha de acesso.
Porém isso jamais foi dito e o mais provável é que ele, entre outros funcionários na Casa Civil, tive acesso a essa funcionalidade, pois é um funcionário qualificado para tanto. Então saber se alguém emitiu um relatório com más inteções ou se o Aparecido emitiu o relatório por conta dele é impossível e simplesmente não faz diferença.
Ressalve-se que ninguém está perguntando se o Aparecido tinha ou não acesso a funcionalidade de emissão de relatórios. E mesmo que não tivesse, se ele poderia ter acesso a um relatório emitido para simples conferência (sempre se emite esse tipo de relatório durante a entrada de dados).
Alguém foi chantageado? Alguma ameaça foi feita?
O que se está fazendo aqui é uma discussão bizantina sobre uma suposta intenção não declarada (porque ninguém declarou ter sido ameaçado com ele) de ALGUÉM que teria emitido um relatório interno nacasa civil, que não teria saído daquela repartição se não fosse a ação do funcionário relapso, do acesso "mui amigo" e do senador mentiroso (porque mentiu à nação quando disse que não tinha sido ele que divulgou os dados)...
Debater o sexodos anjops seria mais produivo e mais relevante à nação do que essa história que, por mais que se forçae a barra, não leva a nada.

sexta-feira, 16 de maio de 2008 17:33:00 BRT  

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