terça-feira, 22 de abril de 2008

O vácuo nacionalista e o general Heleno (22/04)

Coluna (Nas entrelinhas) publicada hoje (22/04/2008) no Correio Braziliense.

No atual vazio político, num campo de luta em que os representantes do povo encolhem-se diante das patrulhas supostamente modernas, o general Heleno ganhou uma batalha. E ganhou sem dar um tiro. Só precisou abrir a boca e ter a coragem de falar

Por Alon Feuerwerker
alon.feuerwerker@correioweb.com.br

O tsunami globalista que se seguiu ao colapso da União Soviética parecia ter arrasado na sua passagem as veleidades nacionalistas. Mas era só impressão. Baixada a poeira, o nacionalismo ressurge como fenômeno essencial deste início de século 21. É no vetor nacionalista que as potências já estabelecidas buscam o discurso adequado para enfrentar os desafios à sua hegemonia. E é no nacionalismo, especialmente, que os candidatos a potência vão buscar a força intelectual e política capaz de levar à conquista de novos espaços de influência e poder.

O renascimento do nacionalismo em escala planetária era inevitável desde que a globalização viu gastar a sua maquiagem e revelou-se apenas como o novo nome do imperialismo. A trincagem nos alicerces da ilusão globalista está nítida no crescimento da xenofobia contra os imigrantes na Europa, na força renovada do protecionismo e do isolacionismo nos Estados Unidos, bem como na escancarada pressão que o Primeiro Mundo emprega para relativizar a soberania territorial, e portanto geopolítica, das nações emergentes e das nações rebeldes. Como já dito nesta coluna anteriormente, atenção para Kosovo, atenção para o Tibete, atenção para Santa Cruz de la Sierra.

O conceito imperialista de soberania relativa está diariamente no noticiário, seja para especular com o separatismo, seja para legitimar ações militares das grandes potências (ou de seus aliados) ao arrepio do direito internacional. A essa pressão ideológica, entretanto, não se opõe ainda na periferia do sistema um movimento político e intelectual que tenha representatividade e eficácia. A razão é simples. A esquerda do pós-socialismo deixou-se hipnotizar pela sereia da globalização. Passou a criticar não o imperialismo, mas os aspectos supostamente mais desumanos dele.

Emprenhada pelo multiculturalismo, a esquerda imaginou ter encontrado um atalho para o futuro: o capital finalmente dissolveria as fronteiras nacionais e abriria objetivamente as portas para uma transformação de alcance planetário. O resultado, naturalmente é a frustração. Que o digam os brasileiros estúpida e arrogantemente barrados no aeroporto de Madri. Que o digam os norte-africanos ameaçados pelas políticas cada vez mais intolerantes dos governos europeus. Que o digam os mexicanos e outros latinos diante do muro erguido ao longo do Rio Grande na fronteira com os Estados Unidos.

Perdidas as ilusões, volta-se à realidade fria, que não muda em sua essência há pelo menos dois séculos. As nações que desejam se projetar com força no cenário mundial precisam, em primeiro lugar, de líderes que as mobilizem em defesa de seu território, de seu mercado e de seus recursos. Em suma, de sua autodeterminação. É o que se passa, por sinal, nos países que nos rodeiam. O caso mais recente é o do Paraguai. Onde o presidente eleito, Fernando Lugo, retoma um fio histórico interrompido com a derrota para a Tríplice Aliança em meados do século 19.

Como os fatos caminham à frente das idéias (em geral, elas aparecem para explicá-los), a demandas populares nacionalistas na potência emergente que somos carece por enquanto de líderes que se apresentem como tal, bem como de idéias estruturadas e de símbolos políticos que sirvam para agregar e mobilizar o país nesta nova época. PT e PSDB, cada um à sua moda, são legendas filhas da globalização. Nasceram e cresceram num ambiente em que o nacionalismo era achincalhado e ridicularizado como expressão suprema do atraso e da recusa à contemporaneidade.

Um olhar detido sobre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional revela o vácuo político em um país cujas questões cruciais confundem-se com a esfera da nação, mas cujos partidos e políticos nem de longe dão sinais de desejarem ocupar esse espaço. Aí, belo dia, aparece um general respeitado, como é o comandante militar da Amazônia, Augusto Heleno Pereira, e revela que o rei está nu. Diz sem meias palavras que a nossa política indigenista não serve nem aos índios nem ao país, mas apenas para enfraquecer o controle nacional sobre a região mais estratégica do Brasil.

Quando o general Heleno abriu a boca para dar sua opinião, muita gente reagiu. Ele recebeu todo tipo de crítica. Dele só não se disse uma coisa. Não o acusaram de estar mentindo, de descrever uma realidade inexistente. Ou seja, no vácuo político, num campo de luta em que os representantes do povo encolhem-se diante das patrulhas supostamente modernas, o general Heleno ganhou uma batalha. E ganhou sem dar um tiro. Só precisou abrir a boca e juntar coragem para falar.

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12 Comentários:

Blogger Betamax disse...

Batalha de Pirro,quer dizer. Serviu para quê?Fustigar a decisão do aumento dos soldos dos militares?
Essa pauta seria sincera se conduzida dentro do govêrno nos fóruns de que tratam sobre estratégia,segurança nacional,etc.
Nostálgicos de ´64,assanharam-se.
Organizações Globo,amplificaram o discurso, interpretaram o evento,estimularam a participação dos saudosistas e desinformados.O terceiro turno parece competir com o terceiro mandato.

terça-feira, 22 de abril de 2008 11:37:00 BRT  
Blogger Nélio disse...

Alon:

Texto claro, conciso e objetivo. Argumentos irrefutáveis. O cerne da questão foi a constatação que ninguém foi capaz de dizer que o General estava errado. Parabéns.

Nélio

terça-feira, 22 de abril de 2008 12:54:00 BRT  
Anonymous João Sebastião Bar disse...

Caro Alon,
Mudança de paradigma

"Quando uma coisa é dita somente uma vez, continua inédita”.

Vi novamente o filme The Oil Crash e passou um roteiro completamente diferente na minha cabeça com relação à primeira vez, em 2007. O filme diz:“A energia esta acabando e nós não temos um plano alternativo”.
A nossa posição que ja era privilegiada, com 80% da matriz energética de usinas hidroelétricas, com o pioneirismo nos biocombustíveis, com independência no petróleo, com sol brilhando o ano inteiro e agora com a nova fronteira tecnológica da PETROBRAS e sua constelação planetária de campos. Isso muda o rumo da história sobre o peak de petróleo.

Precisamos entender melhor o momento histórico em que estamos vivendo, a mudança de paradigma não é fácil. estamos passando de coadjuvantes para atores principais no cenário global, na energia não renovável e também na renovável.

Na matriz energética mundial, somos céu de brigadeiro e mar de rosas com pétalas negras. Vantagens comparativas como poucos no mundo. Se deus é brasileiro, neste século esta caprichando, bonito e poderoso pela própria natureza.

Tenho a impressão que os grandes brasileiros, como Celso Furtado, que pensou o desenvolvimento do país por décadas e advogava a nossa capacidade de influenciar os caminhos do globo, estão a sorrir lá de cima.

Recomendo aos amigos assistirem o filme, pensando como os poetas: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.
http://www.oilcrashmovie.com/

Sds,
JSB

terça-feira, 22 de abril de 2008 15:44:00 BRT  
Anonymous Hugo Albuquerque disse...

Alon,
A Globalização é uma realidade da qual não se pode escapar.
Ela pode ter lados negativos, no entanto, não será negando a sua existência ou combatendo-a que os problemas decorrentes irão desaparecer, muitissímo pelo contrário.
Ela tem também lados positivos como a fixação de preços internacionais que criam um colchão de ar que amortece certos espasmos inflacionários, bem como proporciona a integração entre os povos e Estados.
Resolver os problemas do mundo hoje passa pelo crivo do fortalecimento das organizações multilaterais, ou seja, regulamentar as relações entre os países para que o processo de globalização se dê de maneira mais e mais civilizada e possa se intensificar ainda mais. Duvido muito que as pessoas gostassem de ver seus países isolados do resto do mundo; Seria inviável dada a complexidade das relações econômicas nos dias atuais e qualquer um percebe isso; Elas simplesmente desejam uma globalização mais justa, nada mais.
Quanto ao fenômeno do imperialismo, só vejo ligação com a globalização se for no sentido de oposição; O Imperialismo americano, em especial, decorre da não-aceitação da potência americana em se submeter à comunidade internacional como uma nação igual as demais, ela se julga melhor e por isso acredita que tem o direito de fazer o que bem entende para seu bem.
Enquanto trabalhadores americanos perdem renda e empregos por conta de dinâmica do capitalismo local e dos erros da Aministração Bush a mídia contra-ataca pondo a culpa no processo de globalização e na saída de unidades produtivas (especialmente industriais) para a China como se estas estivessem sendo obrigadas a ir para lá e como se o governo não pudesse gastar o dinheiro que vai para a guerra de maneira, digamos, mais útil mantendo-as lá.
No Brasil dos anos 90 viu-se o mesmo movimento de transformar a Globalização como bode espiatório; O internacionalista FHC não heistava em culpar o mundo pelo desemprego no Brasil, como se seu governo não tivesse responsabilidade alguma.
O nacionalismo, entretanto, não perdeu a utilidade nos dias atuais; Hoje ele significa a consciência que um país tem de si mesmo, sua identidade e seus valores, elementos fundamentais para a integração na Comunidade Internacional.
Quanto ao nacionalismo do bom e velho General Heleno, eu dispenso e digo mais: É inadmissível que um militar de alta-patente quebre a hierarquia de maneira tão vergonhosa para, no fim das contas, fazer lobby para latifundiários que se dedicam a uma monocultura e que estranhamente estão invadindo terras da União ameaçando a segurança dos nativos inclusive.
Isso não é nacionalismo, é o uso da patriotada para atender fins escusos, nada mais.

terça-feira, 22 de abril de 2008 16:50:00 BRT  
Blogger LUIZ HORACIO disse...

Pleno acordo com as proposições do "post". Organizou várias tendências atuais dispersas, dando-lhes peso e sistema.

Acrescentaria algo. Talvez a globalização não esteja comprometida na fonte, mas sim no jogo, isto é, há uma falha imensa da esquerda mundial, em todo o "dial". Mas as reações e resistências do próprio mundo desenvolvido revelam que eles também não estão sendo "propositivos", mas provincianos e retrógrados. Será o medo universal do novo? A incapacidade de conceber, projetar e implantar um mundo novo? totalmente novo?

O nacionalismo é uma boa resposta; é um avanço! uma paradoxo dentro do paradoxo, e o paradoxo é ter um mundo "futurista" (globalização) que não sabe romper paradigmas.

Tenho cada vez mais restrições ao governo Lula, ao comportamento da cúpula governista. Estão cometendo erros graves, deixando de "encaixar" as instituições no desenvolvimento, a lei, e isto é arriscado, deixa margem para toda sorte de desmandos, não é uma brincadeira. Mas Lula fez mais um movimento positivo dentro do leque que começa a ser negativo: a sede da Embrapa na África.

A África é uma porta imensa para o exercício de um nacionalismo sadio e atual, bem orientado, apoiado por potências mundiais e emergentes, e talvez seja essa a chave: em vez de reprimir a migração, cuidar da África, um mercado futuro gigantesco, de laços enormes com o Brasil. Cria uma polaridade de enorme potencial, mais um pólo da Nova Economia brasileira (Amazônia, Bacia de Santos e África - ? -).

O novo nacionalismo talvez seja a base faltante de uma globalização efetiva.

Mas Lula precisa reinstitucionalizar urgentemente o Brasil. Não dá mais para esperar uma "acomodação" constitucional, não dá mais pra "deixar como tá, pra ver como é que fica", palavras do próprio Lula. Não vai ficar, vais se precipitar! Por isso há os governos, as gestões e a autoridade!

Mais idéias e propostas para a atualidade e o século 21 estão publicadas em meu "blog de leitura", pra quem quiser.

http://horaciocomments.blogspot.com

terça-feira, 22 de abril de 2008 17:20:00 BRT  
Anonymous Gustavo RF disse...

As declarações do Gal Heleno vão de encontro com as idéias desde muito sustentadas pelas Forças Armadas: a Amazônia necessita de desenvolvimento para integrar-se ao território nacional.

Declarações também recentes, de 2005/2006 creio eu, do Gal Villas Boas, ex- Chefe do Estado-Maior do Comando Militar da Amazonia (CMA) seguiram essa mesma linha, tem inclusive disponível na internet uma palestra que o Gal Villas Boas proferiu em 2007 no IRI-USP (http://www.iri.usp.br/seminarios.php)

Por outro lado, acredito que o governo não possua qualquer alternativa concreta de desenvolvimento sustentável para a região amazônica e, diante de pressões face o desmatamento, vislumbra na demarcação de terras indígenas uma alternativa de preservação de vastas áreas, basta ver que o Estado de Roraima possui 46% de seu território sob proteção ambiental.

terça-feira, 22 de abril de 2008 17:35:00 BRT  
Blogger Jean Scharlau disse...

Depois que os socialistas esses de que falas viram o capital do mundo unido pensaram: agora sim, trabalhadores do mundo, uni-vos!

Aí os que acreditaramm bateram com a cara no muro - o capital continua mandando no pedaço, e continua não querendo trabalhadores do mundo unidos.

Possibilidade histórica? Una-se ao cara que está do seu lado.

terça-feira, 22 de abril de 2008 17:50:00 BRT  
Anonymous J Augusto disse...

Alon,
Ótimo texto, mas discordo de alguns aspectos.
PT e PSDB tem pensamentos globalizantes bem diferentes. O PT economicamente é muito mais nacionalista, o PSDB não. Isso ficou muito claro quando a questão da privatização no segundo turno de 2006 entrou em cena,e da posição completamente diferente diante da ALCA.
O PSDB também via a globalização como um fenômeno que começaria puxado pelos interesses econômicos dos grupos ricos, acreditanto que fator humano viria à reboque naturalmente no curso da história.
O PT sempre defendeu o fator humano como portagonista da globalização, em detrimento dos livres fluxos de capitais internacionais. O Fórum Social Mundial, viabilizado em suas 3 primeiras edições em Porto Alegre, sob auspícios de governos petistas deixa bem claro isso.

quarta-feira, 23 de abril de 2008 15:45:00 BRT  
Anonymous J Augusto disse...

Quanto ao general Heleno, pode até ter acertado em parte no diagnóstico (sempre há correções de rumo a fazer e acho que ele e outros deve ser ouvido), mas erra naquilo que considera solução.

O general, involuntariamente, ao enxergar só um lado da moeda, contribui para o segregacionismo indígena e criação de um eventual caldo separatista, quando defende (sem querer) política de "higienização" étnica, não pelo genocídio, mas pela conversão sócio-cultural e econômica aos valores e costumes da maioria brasileira residente há milhares de quilômetros.

Na Bolívia os separatistas de Santa Cruz de La Sierra não são aqueles que tem identidade indígena, e sim quem se envergonham dela, que se acham mais "europeizados", e consideram os indígenas um estorvo ao seu "progresso".

A desintegração da Iugoslávia, teve grande contribuição local devido às políticas de limpeza étnicas, o que deu sustentação internacional à intervenções estrangeiras.

O general quer terceirizar a segurança do território a uma colonização nos moldes sulistas (que dizimou indígenas e a mata atlântica), visando a exploração econômica do agro-negócio convencional, em detrimento da integração à economia nacional pelas próprias populações nativas.

O general estaria resolvendo um problema, mas ele sequer teria como resolver outro: a preservação das áreas de reserva florestal, uma vez que os indígenas tem compromisso quase religioso com a guarda da natureza, enquanto os fazendeiros imigrantes não.

O ecossistema amazônico atravessa fronteiras nacionais, e se um país coloca em risco o ecossistema de outro, fica aberto o conflito, e aumenta a ameaça de intervenção externa, ainda que isso seja usado apenas como subterfúgio para justificar interesses intervencionistas meramente econômicos.

É mais fácil integrar os indígenas à economia nacional para produzirem nos 20% de terra cultivável, do que conter a expansão dos fazendeiros imigrantes nos outros 80% de reserva florestal obrigatória.

Fazendeiros imigrantes, poderiam estar plantando arroz indiferentemente em Roraima ou na Austrália, sem vínculo com a preservação da cultura e natureza local. Vê na terra apenas um "chão de fábrica". A preservação de 80% de reservas florestais é mero tributo imposto (já há lobbies para reduzir a 50%).

Os indígenas tem na preservação da natureza, um valor social e cultural, integrante de seu habitat. Alguns sítios são sagrados pelas crenças nativas. A aceitação das reservas florestais de 80% é natural para um indígena, e absurdo para um fazendeiro imigrante.

Integrar os indígenas dentro dessa diversidade, é um desafio econômico maior do que abrir o habitat às forças de mercado, onde venceria o mais forte: o agronegócio, a posse da propriedade privada de fazendeiros e empresas agrícolas em detrimento da produção coletiva indígena, e a não preservação da natureza.

A alienação da riqueza sócio-cultural indígena, em favor da exploração econômica convencional, deixará no futuro, como legado, a necessidade de recompor os excessos praticados contra a natureza, como ocorre hoje na mata atlântica, até para recuperar mananciais.

Ao contrário do que se diz, os indígenas são abertos à integração, tanto que há cidades lá, eles estudam, eles plantam arroz e comercializam a produção, há projetos de eco-turismo, se vestem de acordo com os ditos civilizados, quando estão fora do ambiente selvagem. Parte dos soldados comandados pelo general Heleno na Amazônia tem identidade indígena, e comportam-se como qualquer outro soldado brasileiro.

O conflito se dá quando os imigrantes, em vez de conviver com os indígenas em comunhão e respeito, passam a considerá-los obstáculos a serem removidos. É um conceito de progresso da década de 50 do século passado.

quarta-feira, 23 de abril de 2008 16:22:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon

evo
chavez
correia
lugo
sera que haveria

se não houvesse
lula

diga?

Pedro Calvalcante/Santos

quarta-feira, 23 de abril de 2008 19:51:00 BRT  
Anonymous Frank disse...

Parabéns, Alon. Esse foi um de seus melhores artigos.

Excelente e bem acabada costura (com algum lastro histórico e teórico) de diversos temas que lhe têm sido caros aqui no Blog: soberania, multiculturalismo, globalização e nacionalismo.

A lógica de seu pensamento, à luz de suas premissas ideológicas, é irretocável.

Vale como uma "introdução ao pensamento do Alon".

quinta-feira, 24 de abril de 2008 10:12:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Chega de blábláblá!!! A sociedade está sendo assassinada todos os dias... o estado de direito e a segurança pública estão falidas... somente o crime compensa e se dá bem todos os dias... ninguém tem garantias individuais... a população de bem e trabalhadora está proíbida por lei de possuir arma para auto defesa individual e da prole, só há uma solução: O GENERAL HELENO PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA... reúne condições morais e de autoridade para por um fim nesse caos desgovernamental. E ponto final.

domingo, 9 de novembro de 2008 01:47:00 BRST  

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