terça-feira, 8 de abril de 2008

Mistérios da sobrevivência dos posts (08/04)

Você reparou que tenho escrito menos do que o habitual nos últimos dias. Por afazeres profissionais e também porque, graças a Deus, os posts têm resistido bem ao tempo. O Pode correr, mas não pode fugir, por exemplo, sobreviveu à revelação de que a Folha de S.Paulo detém arquivo de planilhas Excel com as informações desagradáveis para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que desencadearam o caso do assim chamado dossiê. O post sobreviveu também à entrevista que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, decidiu dar no mesmo dia para falar sobre o que saiu na Folha. Já os posts a respeito de Barack Obama também exibem uma sobrevida invejável, pois o discurso dele sobre o racismo (Páscoa, política e quixotismo) teve o efeito de recolocar a corrida democrata nos eixos e a ele próprio na vaga de favorito à indicação pelo partido para concorrer com o republicano John McCain. Na Colômbia, nem que seja por tática (e parece que é), Álvaro Uribe teve que assumir o compromisso de libertar guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em troca da possível libertação de seqüestrados pela guerrilha. Como se escreveu aqui, governantes sanguinários podem ser até festejados no poder, mas quando saem dele a vida fica bem dura. Sobre a violência separatista no Tibete e as provocações antichinesas ao longo do trajeto da tocha olímpica, vou escrever mais adiante, para comentar a escalada reacionária travestida de "apoio à autonomia" do Tibete. Esse são os temas mais recentes. Agora os não tão recentes assim. O José Paulo Kupfer postou ontem em seu blog um bom texto sobre os impasses do etanol. Leia e depois pesquise neste blog para relembrar o que se escreveu aqui sobre o tema.

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6 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

O farto, meu caro Alon, é que os dados dos cartões e contas B estavam no "arquivo morto". Foram ressuscitados pela oposição e foram para um "arquivo eletrônico". São dois os criminosos envolvidos. Um que pegou a planilha e outro que a recebeu e deu para a Veja. O primeiro ainda é desconhecido. O segundo criminoso é o senador Álvaro Dias. Ou não é isso ?

terça-feira, 8 de abril de 2008 20:49:00 BRT  
Blogger °Renata° disse...

Votei no IBEST! Boa sorte.

terça-feira, 8 de abril de 2008 23:42:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Caro primeiro anônimo, TODA a sua construção lógica está errada. Os dados corporativos da Presidência da República NÃO foram ressuscitados pela oposição e, sim, pelo governo.

Um banco de dados não é feito para ficar inerte... É feito para ser usado. Nesse caso, seria usado para quê ? Foi planejado para quê ?

A menção a um "arquivo eletrônico" (assim mesmo entre aspas, como você empregou) é vazia no texto.

NÃO são dois os criminosos envolvidos... Podem ser vários...

Há dois MOMENTOS diferentes, um é CRIME (a produção de material fundamental para calúnia e difamação) e outro NÂO É CRIME (o vazamento de informações públicas por parlamentar é ato legal, previsto na Constituição).

Apontar o Sen. Álvaro Dias como criminoso é uma acusação inaceitável. INACEITÁVEL. Ele é responsável moral pelo vazamento. Pode ser responsável político pelo vazamento. Mas não há qualquer responsabilidade legal pela sua atitude. Há quem considere, inclusive, ato legítimo, moral e ético.

Agora minha opinião:

O Presidente Lula afirmou que quer encontrar o responsável pelo vazamento. Ok. É seu direito como chefe da casa. Mas ele não pode se
furtar a assumir total responsabilidade pela elaboração de um banco de dados se o objetivo deste for o de pressão política e intimidação. É sua OBRIGAÇÃO como Presidente da República NÂO PERMITIR que isso aconteça na Sua Casa Civil. Repito: é sua (Lula) a responsabilidade.

Ou ele foi traído de novo ???

quarta-feira, 9 de abril de 2008 08:22:00 BRT  
Anonymous athalyba disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

quarta-feira, 9 de abril de 2008 11:59:00 BRT  
Blogger Daniel disse...

Você esqueceu de mencionar o post sobre a relação entre a dengue e o "apagão sanitário" no Rio. Ainda bem atual.

Dos posts que você citou, quero destacar a antevisão precisa que você fez ao publicar aquele notável discurso de Barack Obama quando parecia que a campanha dele estava na descendente. Ambos certeiros, você e ele.

quarta-feira, 9 de abril de 2008 23:44:00 BRT  
Anonymous J Augusto disse...

Alon, eu sei que o blog é sobre política nacional. Mas seria bom abortar um pouco as eleições municipais de 2008, naquilo que afeta a nacional.
As eleições de BH tem tudo a ver.
Aécio costurou ampla aliança, com o PT, e deve lançar um candidato do PSB ligado a Ciro Gomes. São 2 presidenciáveis no páreo, e dois outros ocultos envolvidos (Patrus Ananias e Dilma Rousseff, mineira de nascimento e colega de Fernando Pimentel no passado).
O plano dos caciques parece perfeito não? Todos os patrocinadores saem ganhando e ninguém sofre um desgaste da derrota.
Mas aí pergunto se a Jô Moraes (PCdoB) não pode se tornar a Luziane Lins de BH. Luziane também era a azarona da eleição de Fortaleza. Tinha contra si os caciques Ciro Gomes, Tasso Jereissati, seu próprio partido (PT) federal, todos apoiando Ignácio Arruda do PCdoB (por sinal um bom candidato em minha opinião). Contrariando todas as expectativas, Luziane venceu.
Ciro e Aécio em BH, descompõem o bloquinho de esquerda (PSB-PCdoB-PDT) se Jô Moraes sair candidata. E Jô negociou coligação com o PR do vice José Alencar.
Essa eleição de BH dá uma novela recombolesca. Merece um post. Com calma, para dar tempo de abordar todas as facetas.

sábado, 12 de abril de 2008 01:46:00 BRT  

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