quarta-feira, 2 de abril de 2008

Jornalismo raciocinativo (02/04)



Assista ao vídeo (do UOL) para ver como o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), reforça a versão (leia os posts anteriores) de que alguém invadiu um banco de dados no Palácio do Planalto e pinçou informações para produzir um dossiê com coisinhas sobre despesas do então presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC). Vou retomar o que venho dizendo há dias. Cabe ao governo desvendar a trama, mostrando para a sociedade quem foi que pegou as informações sigilosas e as pôs para circular. Hoje, a temperatura subiu no Senado quando se revelou que o tal dossiê passou pelas mãos do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) antes mesmo da primeira reportagem sobre o assunto. Eu concordo com o senador paranaense quando ele diz que não tem obrigação de revelar quem lhe mostrou a papelada na época. Os jornalistas que puseram as mãos no calhamaço tampouco têm a obrigação de dizer de quem veio. Fontes são fontes. Ainda que haja situações em que se faz necessário revelar as fontes em nome do interesse público. O que, naturalmente, deve ficar a juízo de cada um. Mas eu não tenho dúvida de que Álvaro Dias deveria ter acionado imediatamente a Polícia Federal e o Ministério Público quando teve acesso a um material que se configurava claramente ilegal. Infelizmente, o senador viu-se diante de uma ilegalidade e nada fez de imediato. Para completar o meu exercício de jornalismo raciocinativo, fica uma questão: se o dossiê foi produzido a pedido da oposição, por que não há nele nenhuma despesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua família? Ou será que a oposição seria maquiavélica ao ponto de, tendo acesso a um banco de dados com todos os desembolsos de Lula, produzir um dossiê apenas com gastos de FHC? Sem vazar para a imprensa, ao longo de meses, nenhumazinha do petista? Só para poder acusar o governo de fazer um dossiê contra o tucano? Creio serem duas dúvidas razoáveis, a primeira sobre a lentidão de Álvaro Dias e a segunda sobre a seletividade do pinçamento de informações no banco de dados. Notem que são dúvidas que poderiam partir cada uma de um extremo do espectro político. Observação final: tenho deletado um monte de comentários com ataques e xingamentos. Gastem os neurônios para argumentar. Ou poupem o tempo de vocês.

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27 Comentários:

Anonymous Marcos disse...

Sempre achei difícil argumentar qualquer coisa com o Alon, pois ele sempre esgotava o assunto. Mas nesse caso
o desempenho do jornalista Alon está bastante sofrível. Se a jogada era fazer parecer que o governo estava tentando chantagear a oposição, por que
deveria aparecer gastos do Lula? Não faz nenhum sentido sua indagação.
O objetivo era claro: derrubar a Ministra Dilma e criar um fato que deixasse o governo nas cordas. Não funcionou.
Quanto aos politicos duvido que o ocorreu gere alguma lição.Será repetido na primeira oportunidade. Não podemos nos esquecer que o PT usou da mesma sujeira contra seus adversários. Cito uma vitima: Ibsen Pinheiro.
Agora quem deveria fazer a diferença não está fazendo. Esse jornalismo de torcida já está enchendo o saco. Chegamos a um ponto que se o jornalista disser que o objeto é vermelho, temos que ter uma segunda opinião de que ele está dizendo a verdade. Uma pena.

quinta-feira, 3 de abril de 2008 01:47:00 BRT  
Anonymous Ricardo Melo disse...

"Dossiê"?

Relatório de despesa mostrando que o FHC gatou X ou y com itens completamente normais pode ser chamado de "dossiê"?

Alon, você já pegou o dicionário para definir "chantagem". Deveria pegar o dicionário de novo para definir aqui o que é "dossiê".

Como a grande maioria das linguas faladas no mundo, o idioma português é vivo e está em constante mutação.

Então aí vai a minha contribuição para o vernáculo dossiê: "artimanha que a midia oposicionista usa para caracterizar material fútil como plataforma para desestabilizar uma pretendente a candidata à Presidência do Brasil com inclinações nacionalistas de esquerda".

Tudo bem, o Houaiss não vai incluir essa minha nova definição para "dossiê".

Então, fica mais fácil chamar "tramóia" de "tramóia" mesmo e deixar o termo "dossiê" quando um de verdade aparecer na praça.

quinta-feira, 3 de abril de 2008 07:26:00 BRT  
Anonymous Hélio B disse...

Alon,
é possível que o banco de dados relativo ao período FHC já estivesse de posse da oposição há pelo menos 5 anos?
E a partir dele, pinçado dados para a montagem de um dossiê não tão prejudicial ao casal FHC?
E a pergunta final, quem foi chantageado por este dossiê?

quinta-feira, 3 de abril de 2008 07:27:00 BRT  
Blogger Daniel disse...

Está claro que o senador Álvaro Dias só passou adiante os dados que ele tinha certeza que não comprometeriam o casal FHC, talvez por isso tenha retirado os dados de 2001 e 2002 (provavelmente ficou na dúvida com algum gasto potencialmente constrangedor).

Independente de ter sido desde o início encomendado pela oposição ou de ter sido previamente organizado por alguém da Casa Civil para alguma eventualidade e posteriormente vazado, penso que não resta dúvida de que a intenção de quem pegou esses dados nunca foi a de intimidar FHC, como a oposição estava tentando emplacar.

Suas perguntas dizem tudo. Está mais do que na hora de mudarem essa estratégia de, na falta de possibilidade de atingir o adversário, imputar-lhe a criação de dossiês contra si.
Ninguém mais cai nessa.

quinta-feira, 3 de abril de 2008 08:33:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Voc6e está indo bem nesta história Alon. Não está perdendo o foco. A questão central é saber quem montou o dossiê ou que noe se queira dar à papelada contra FHC. Aí saberemos se foi uma trama do governo ou de alguém interessado em desestabilizar a Dilma. Ou as duas coisas. Parabéns pela equilíbrio em meio à tempestade.

quinta-feira, 3 de abril de 2008 09:09:00 BRT  
Blogger JBL disse...

A coluna da Eliane C. na Folha ("Menos uma") é a mais racional da história: um grupo de petistas que nao suportam ver o crescimento da Dilma e a preferencia de Lula em apostar na sua candidatura está buscando desestabilizar-la. Essas coisas passam dentro dos partidos e, principalmente, do PT. Tá na cara que algum funcionario de correntes anti-Dilma é o responsável (o que explica a ausencia dos gastos Lula) e, como acertou Alon, a única coisa que ela e o governo podem fazer é encontrar-lo e denunciar-lo publicamente para nao perderem forca política.

quinta-feira, 3 de abril de 2008 09:27:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Análise bem concatenada, Alon.
As duas questões são mais do que pertinentes. O fato é mais uma página (ou um banco de dados de páginas) ruim da política, que tem o malefício de enodoar as instituições. Se foi esse o objetivo, cumpriu-o com méritos. O enredo pouco importa, mas que o objetivo foi atingido o foi.
Sotho

quinta-feira, 3 de abril de 2008 09:45:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Simples Alon: divulga-se um "dossiê" expondo "despesas" (nada comprometedoras) do casal FHC para que ficasse justificado o pedido de abertura do sigilo do casal Lula. Simplezinho, assim. De quebra, acusa-se o governo e a ministra de chantageadores...

quinta-feira, 3 de abril de 2008 09:53:00 BRT  
Blogger Jefferson Milton Marinho disse...

Caro Alon,

Como o senador Arthur Vírgílio, colega de partido de Álvaro Dias, tem os dados sobre os gastos da gestão FHC desde setembro de 1995, depois de requerimento feito ao governo, os dados que o senador tucano passou para a Veja podem ter vazado da Casa Civil ou do seu colega de partido. E aí, a quem cabe dar explicações?

Dizer que o governo produziu um dossiê da era FHC para intimidar a oposição quando é esta que passa para a imprensa esse dados fica difícil saber quem é mesmo que está usando dados sigilosos para emparedar o adversário. Até mesmo porque não há crime nenhum no governo organizar seus dados - seja banco de dados ou como alguns preferem, dossiê. O crime seria utilizar isso para outros fins como a chantagem política. Se a oposição política faz arrapongagem dentro do governo para pegar dados supostamente e passar para a imprensa, quem de fato estaria cometendo o tal crime é ela, não o governo.

Gosto de suas opiniões, mas dessa vez permita-me discordar. Quem precisa agora dar maiores explicações é a turma do PSDB.

Abraços,

Jefferson

quinta-feira, 3 de abril de 2008 09:59:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Uma das razões que só tem do FHC e não do Lula, por que a pedido do próprio ex-presidente houve a pouco uma auditoria nos seus dados de um de seus ex-assessores, como ele conseguiu os dados não sei, mas a nota do ocorrido saiu no Claudio Humberto.
O que parece pelo site do Noblat que fizeram algum levantamento de dados e inseriram ou retiram alguma coisa, se foi no planalto ou depois é complicado dizer, eu fico pela natureza inofensiva dos dados como inseriram, por que ninguém que junta dados iria pular um ano.

quinta-feira, 3 de abril de 2008 10:37:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Se existe dossiê ou não, se foi vazado ou informado, é discussão que desserve a todos nós cidadãos, independentemente de qualquer coloração ideológica ou partidária.
O direito que intentam atingir é o da população fiscalizar o uso de recursos públicos. É a publicidade dos atos públicos que está sendo ferida.
E esconder o quê? Vinhos, sabonetes e possíveis tretas!
Impossível concordar. Gasto com dinheiro público, feito por fulano ou beltrano, não importa quem e por qual motivação, têm de ser publicizados. É evidente que em casos bem determinados devam ser obedecidas regras para tal, no entanto, extremamente rígidas, delimitadas nos motivos e no tempo, e que não escapem ao controle final dos cidadãos, razão final da democracia.
História para boi dormir que CGU e TCU sejam as instâncias possíveis para tal controle. A CGU é órgão de governo e não de estado e ainda que assim o fosse não constitui o final da linha de nada. Lhe falta poder judicante, felizmente. O TCU é apêndice do Congresso e não o inverso. Se ele sabe, no mínimo o Congresso, aonde todos estamos representados, responsável pela fiscalização do Executivo e do próprio Tribunal, tem o dever de saber e controlar.
O ideal é a definição isenta do que seja do interesse da segurança nacional e a publicidade normal de todos os demais gastos. Monarquia boa é na Europa, e lá os custos são divididos.
Mello

quinta-feira, 3 de abril de 2008 10:54:00 BRT  
Blogger Ricardo disse...

Prezado Alon,
raciocine comigo:
- Eu, funcionario publico de carreira , eventualmente ocupante de cargo no ministerio,tenho acesso ao "segredo". Embora seja concursado, estou descontente com minha situaçao e politicamente sou oposição. Fico sabendo que a Casa Civil está fazendo um levantamento de dados dos cartoes corporativos para - justificativa possivel, mas talvez falsa- estabelecer uma base de dados que pudesse ser consultada a qualquer hora, sem a necessidade de recorrer a dados microfilmados (nem sei se ainda usam isso!). Se,por ventura, eu tiver sido um funcionario implicado em alguma falcatrua no governo anterior, seria bom que eu me precavesse. Como se diz no futebol, a melhor defesa é o ataque. Para jogar a bomba no colo da situaçao, preparo um dossie com dados que comprometam somente o governo anterior e solto na mao de um senador ou deputado da oposiçao que apoiavam o governo anterior. E este parlamentar resolve usar a justificativa da chantagem para abrir fogo contra o governo, sem contudo causar constrangimento ao antigo casal presidencial, tendo em vista o tipo de despesa citado no relatorio. e que melhor veiculo que a Veja para realizar tal ataque?Esta revista tem servido como palanque para a oposiçao desde que o Lula se candidatou a presidencia pela primeira vez.
Claro, sao conjecturas. Mas pelo menos obedecem à logica da disputa politica atual, onde a aprovaçao recorde do Lula e a divulgaçao do Pac tem dificultado a vida da oposiçao.
Será que estou sendo muito ingenuo?
Como vc percebeu, sou governista sim, mas tratarei a todos com educaçao...

quinta-feira, 3 de abril de 2008 10:55:00 BRT  
Blogger rmoraes disse...

Caro Alon e Amigos,
1- Acho que sim, o governo deve investigar e apontar a origem do "vazamento";
2- O Senador A. Dias certamente não fez a denúncia à PF ou ao Min. Público pois pretendia obter vantagem política com o assunto. Por si só, acho que é caso para ser discutido na comissão de ética do Senado, especialmente tendo em vista o comportamento dele (e de seu partido) durante a achincalhamento do governo;
3- Não há dados sobre o gov. Lula porque os dados referentes a seus gastos já estão digitalizados, diferente dos dados do FHC, os quais estão em fase de digitalização. Parece que a fonte do "vazamento" passou por este grupo que estava digitalizando os dados de FHC;
4- A fonte é protegida em casos profisssionais, como jornalista, p.e. O Senador não tem porque proteger a fonte e nem base legal para tal, tanto que a origem dos dados que estavam em seu poder chama-se "vazamento" e não "fonte"!
Abraços a todos!

quinta-feira, 3 de abril de 2008 11:13:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Caro Alon,
Não me parece que o tal do dossiê, pelo teor e cuidado com que as informações mais inocentes foram pinçadas, pudesse ser utilizado para chantagear alguém.
Estou mais pendendo para uma possível tentativa do pessoal da oposição de tentar abortar a candidatura da Dilma.
Provavelmente pensam que, se o Lula ficar sem opções de candidato, talvez eles ganhem em 2010.

quinta-feira, 3 de abril de 2008 11:46:00 BRT  
Blogger Paulo disse...

Creio que algo está passado despercebido.

1) a Veja afirmou que o tal dossiê era usado como instrumento de chantagem do governo sobre a oposição.

1.1 - pode-se dizer que as bobagens contidas nas 13 páginas serviam para chantagear alguém?

1.2 - Álvaro Dias foi chantageado?

1.3 - quem, exatamente, fez a chantagem?

Obs.1: parece-me que a tese de chantagem NÃO se sustenta.

2) o que temos de concreto até agora?

2.1 - 13 páginas com informações bobas sobre gastos de FHC.

2.2 - o que isso significa?

Obs.2: aparentemente significa apenas que algumas despesas pessoais da presidência foram compiladas, mas ainda resta saber por quem. Há provas de que essas 13 páginas foram compiladas pela Casa Civil?

3) o que Álvaro Dias ganharia com essa história toda?

3.1 - qual era sua intenção inicial? Tratar de uma chantagem? Expor que a Casa Civil compilava dados sobre FHC? (aliás, não necessariamente os mesmos dados, né?) Criar mais um factóide pra colar no governo a pecha de 'invasor de privacidade'?

Ou seria algo mais prosaico? A vaidade do senador em dar motivo pra uma capa?
E a intenção da revista não poderia ser apenas emplacar mais um escândalo pra vender mais?

quinta-feira, 3 de abril de 2008 13:44:00 BRT  
Blogger Rafael Kafka disse...

Está claro que o Dossiê foi criado por ordem da Presidência da República e coordenação da Casa Civil com o objetivo de chantagear a oposição e impedir a abertura das contas da Presidência da República.

Foi imediatamente anulado pela autorização do ex-presidente FHC para abertura de suas contas.

Circulou pelo Senado e teve a intenção denunciada por algum senador da base que não aceite métodos dessa natureza, provavelmente o Senador Suplicy, dando ciência ao Senador Álvaro Dias.

Em qualquer país sério a ministra renunciaria imediatamente e o gabinete cairia.

Em um país presidencialista procura-se a fonte e os culpados esnobam o Congresso.

Mas, a despeito das limitações do nosso pouco democrático sistema político, Dilma já era como candidata consagrando, mais uma vez, Ciro Gomes como a única alternativa para o governo em 2010.

O único petista com visibilidade nacional e baixa rejeição, o Presidente da República, nunca conseguirá aprovar uma emenda abrindo a possibilidade de um terceiro mandato, felizmente o Brasil não chegou a esse ponto.

quinta-feira, 3 de abril de 2008 13:58:00 BRT  
Blogger Felipe Belotto Santos disse...

Faz sentido essa de "fogo amigo"...
mas não faz sentido ter sido usado a veja e o A.dias para isso...
todavia, a oposição, se mantiver o ímpeto de colocar todos os presidenciaveis do PT na lona, vai acabar levando Lula ao terceiro Mandato...

abraços

quinta-feira, 3 de abril de 2008 14:49:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Fico com o primeiro comentário (do Marcos). O Alon foi precipitado. Se o Alvaro Dias foi a fonte da veja e da folha, a lógica é que alguém muito próximo seja o autor do falso dossiê (não há qualquer fato que desabone o FHC). A própósito, ou FHC sugere a cassação do seu senador Dias, ou o FHC é cúmprice também. Acredito que o Dias foi apenas o amarra cachorro da turma.

Rosan de Sousa Amaral

quinta-feira, 3 de abril de 2008 16:24:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Ao assistir na CPI dos Cartões Corporativos, congressistas se negarem à fiscalizar atos do Executivo, recusando requerimentos de informações sobre gastos, são enquadráveis, como no Direito do Trabalho, como prática de inequívoca desídia. Aliás, motivo de justa causa. No caso, a cassação deles, ao invés da pretendida cassação dos poderes e deveres do Congresso.

quinta-feira, 3 de abril de 2008 16:30:00 BRT  
Blogger Victor Leonardo disse...

Alon,

É bem possível que uma ala do PSDB, encabeçada por Geraldo Alckmen e tucanos de São Paulo que não esteja interessada em uma aproximação do partido com o PT, como é o caso de Belo Horizonte e de alguns deputados mais flexíveis, tenha botado fogo no pavio. A Tal CPI dos cartões estava praticamente morta até então. É uma possibilidade dentre as que ja foram apresentadas.
Apenas discordo de você em um ponto. Acho que quando trata-se de interesse público, as fontes tem que ser reveladas SIM. Afinal, o objetivo do estado é o bem comum. O interesse geral suprime o interesse individual, por isso me submeto ao estado, correto? Então sendo do interesse público, tem-se que revelar as fontes.
Abraço!

quinta-feira, 3 de abril de 2008 18:11:00 BRT  
Anonymous Islander disse...

Amigos

Seria de bom alvitre usar mais a cabeça e as informações publicadas do que simplesmente a paixão, ao comentar este assunto. Vejamos:

- o governo (Dilma) já explicou várias vezes a história do "levantamento de dados" feito a pedido do TCU. E o TCU, e os fatos teimam em desmenti-la.Por que inventar explicações falsas?

- O Tarso Genro não autorizou a Polícia Federal a investigar o caso, como seria desejável num caso grave como este.Por que?

- em 17 de Fevereiro,num jantar com empresários do IEDI, a Dilma disse que estava colecionando "munição", isto é estava fazendo um levantamento das despesas do governo anterior, pois não iriam "apanhar quietos". Por que ela falaria uma bobagem desse calibre?

- O Controlador Geral da República (Jorge Hage) disse a poucos dias antes da reportagem da Veja, que a "tapioca" iria parecer nada diante de tanto caviar...( referindo-se as despesas do palácio no governo anterior).Pra que tanta bazófia?

- O Paulo Bernardo chegou a referir-se a uma suposta compra de "pênis de borracha"...ao comentar sorrindo as despesas com cartão corporativo do governo anterior.Por que tanta arrogância?

Os partidos da situação vetam a ida da Dilma/Erenice à CPI pra explicar o ocorrido. Agora o Jucá, no vídeo acima, diz que a oposição terá que se explicar.

Explicar o que cara-pálida?

O governo está encurralado sim e logo logo vai ter que entregar o(a) culpado(a).E o Lula não hesitará em demitir alguém. É só aguardar.

quinta-feira, 3 de abril de 2008 18:19:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon,
Ao que tudo indica, seu desejo será satisfeito. O governo investigou e, pelo que já circula pela rede, chegou ao nome do funcionário que teria elaborado o tal dossíê.

Prefiro não citar o nome dele aqui (benefício da dúvida) mas pelo que já foi publicado na WEB não se trata nem de funcionário da Casa Civil e nem de petista. Muito pelo contrário.
Abraços
Carlos Eduardo

quinta-feira, 3 de abril de 2008 18:22:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Boa questão também circula pela Web: se o camarada que teve acesso aos documentos ditos sigilosos não é governista, por quê divulgou só os do FHC?

quinta-feira, 3 de abril de 2008 20:08:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

"Circula pela web" não. Foi escrito aqui no Blog do Alon neste mesmo post: "Para completar o meu exercício de jornalismo raciocinativo, fica uma questão: se o dossiê foi produzido a pedido da oposição, por que não há nele nenhuma despesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua família?"

quinta-feira, 3 de abril de 2008 20:18:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Gente, por que não há nenhuma despesa de Lula e família? Ora,pois, porque aí tava na cara quem fabricou o dossiê não é não?

quinta-feira, 3 de abril de 2008 21:16:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, mesmo anonimamente devo desculpas a você. Foi por lapso não haver citado o Blog como fonte ao invés da menção genérica "circula na web".
Na realidade a confusão minha se deu porque recebi email com a citação, o que só confirma o peso que pessoas dão ao que você publica.

sexta-feira, 4 de abril de 2008 12:32:00 BRT  
Blogger Rapha disse...

Caro Alon,

Tenho 3 argumentos para explicar (e não para justificar!) o fato do senador Álvaro Dias não ter acionado imediatamente a PF ao tomar contato com o dossiê:

a) Se ele o fizesse, sua denúncia seria apenas um documento protocolado em alguma repartição da PF de Tarso Genro;

b)Ele teria que assumir pessoalmente o ônus da prova, indo de encontro a uma tropa de choque que conta com o uso da máquina;

c) Ele teria que dedurar algum parlamentar próximo a ele, o que não fica bem (já notou que parlamentares nunca deduram parlamentares a não ser situações à la Roberto Jefferson?)

Entregando o material para a imprensa (no uso de suas prerrogativas como parlamentar, diga-se de passagem), o ônus da prova passa a ser do governo com a visibilidade da denúncia, e ele escapa de ser perseguido pelo aparato policialesco do Estado.

domingo, 13 de abril de 2008 10:55:00 BRT  

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