terça-feira, 29 de abril de 2008

À espera de uma catástrofe (29/04)

Coluna (Nas entrelinhas) publicada hoje (29/04/2008) no Correio Braziliense.

Falta um Lula a Lula. Alguém relevante que esteja disposto a liderar o país em torno de um projeto diferente do do petista, e que esteja pronto para os sacrifícios decorrentes da opção

Por Alon Feuerwerker
alon.feuerwerker@correioweb.com.br

A popularidade e a aprovação de Luiz Inácio Lula da Silva continuam ladeira acima, conforme mostra nesta edição reportagem de Daniel Pereira. A rigor, não chega a ser notícia, já que o fato se repete consistentemente desde a reeleição do presidente, ano e meio atrás. De todo modo, não deixa de ser uma oportunidade para analisar a essência do fenômeno. Por que Lula vai tão bem? Ora, porque o governo é bom e porque não enfrenta oposição digna do nome.

O leitor dirá que não há novidade nessa caracterização. É possível, até porque não seria razoável buscar a cada vez uma explicação diferente para o mesmo acontecimento. O governo é bom porque os resultados dele são bons. E, considerando que governar é principalmente a arte de manter e ampliar o apoio político a quem governa, se a maioria acha que a administração merece apoio então o governo tem lá suas qualidades. Se a oposição não está à altura dos acontecimentos, azar dela.

Mesmo governos bem avaliados e realizadores podem, porém, sofrer uma resistência eficaz. No primeiro quadriênio de Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, era bem difícil militar na oposição ao Plano Real, ao fim da inflação, ao dólar barato, etc. Mas o PT de Lula não se dobrou. Cuidou de entrincheirar-se nas suas bases históricas e escarafunchar cada milímetro do cenário para descobrir limitações, debilidades, problemas potenciais. O PT de Lula tinha um projeto: eleger Lula ao Palácio do Planalto. E estava disposto a atravessar o deserto para tornar viável o seu sonho.

A metáfora é ainda mais adequada nesta época do ano, em que se comemora a Páscoa judaica. Moisés comandou a saída dos judeus do Egito, onde eram um povo cativo. O grande desafio, entretanto, era outro. Era chegarem à Terra Prometida não como escravos, mas como libertos. Após o episódio em que, aos pés do Monte Sinai, a turma cansou-se de esperar pelas Tábuas da Lei e começou a adorar o bezerro de ouro, um ícone religioso egípcio, Moisés em fúria concluiu que uma nação de escravos não se converteria em uma nação de homens livres sem passar por uma purificação geracional.

O resultado foram quarenta anos de migração pelo deserto do Sinai. Só depois foi permitido entrarem na Terra Prometida. O episódio é bem conhecido de todos que se debruçam sobre o Velho Testamento. E tem sua utilidade na análise política da luta atual no Brasil entre o governo e a oposição.

O governo do PT tem limitações importantes, também já descritas nesta coluna. O complicador mais recente é a inflação nos preços da comida. Estivesse o PT na oposição e não no poder, certamente os petistas apontariam o dedo acusador para o Palácio do Planalto e cobrariam o possível e o impossível. Cobrariam a aceleração da reforma agrária e uma política de segurança alimentar mais eficaz. Diriam que o presidente gastou tempo e energia demais para alavancar o biocombustível, deixando de lado a tarefa central: acelerar fortemente a produção de comida, para evitar que a previsível explosão mundial da demanda colocasse em risco a fartura na mesa dos brasileiros, especialmente dos mais pobres.

Se o governo retrucasse com afirmações genéricas sobre a ineficácia e o anacronismo da reforma agrária tradicional, uma oposição digna do nome reagiria com estudos, estatísticas e especialistas em profusão comprovando a superioridade da agricultura familiar sobre o agronegócio na produção de alimentos. E estabeleceria uma polarização, social e política, em que o poder instituído obrigatoriamente ocuparia o pólo dos privilegiados, dos insensíveis, dos reacionários. Mas isso se houvesse oposição.

O cenário político no Brasil é razoavelmente simples de descrever. Há um líder, Lula, que produz diariamente boas notícias para as pessoas comuns. Do outro lado, um amálgama de chefes (e candidatos a chefe) e oligarcas de expressão regional que oscilam e entre o udenismo e o adesismo. E que nada parecem ter a dizer ao país de original sobre nenhum assunto.

Falta um Lula a Lula. Alguém relevante que esteja disposto a liderar o país em torno de um projeto diferente do do petista, e que esteja pronto para os sacrifícios decorrentes da opção. Sem isso, vai continuar assim. Periodicamente, vamos mandar o repórter cobrir uma pesquisa. Ele irá. E dará o retorno: dirá que a popularidade do presidente cresceu ainda mais.

A não ser, naturalmente, que sobrevenha uma tragédia. É disso que depende hoje a oposição brasileira. De uma catástrofe natural.


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11 Comentários:

Blogger Walmir disse...

Mano blogueiro,
você acha que o Lula precisa de mais oposição ainda? PSDB, DEM, PSOL, os grandes veículos da imprensa, a maioria dos jornalistas de renome?
Quando o PT fazia oposição, fazia sozinho. E era criticado por todos, pela grande coligação que apoiava FHC e pelos grandes veículos da imprensa, pela maioria dos jornalistas de renome, pela banca internacional que o temia.
O que acontece, eu penso, é que não temos lideranças confiáveis além de Lula. Nem no PT e nem em outro partido. Serra não é um líder, alguém que empolgue, é homem de gabinete, talve bom administrador, com apoios na imprensa. Aécio é uma coisa esvoaçante que ninguém consegue distinguir mesmo o que seja. Deixou a administração do estado nas mãos do Anastasia e do Fuad Noman e promove eventos, muitos deles políticos.
Ciro é uma sombra cambiante no horizonte.
FHC nunca foi líder de nada, foi guindado por Itamar e sobreviveu pelo real. Hoje não consegue unir mais nada, arregimentar forças.
Dilma é pequena politicamente, terá longo caminho a percorrer, mas não está ligada a nada, só ao Lula.
Patrus Ananias é pequeno, não lidera nem o PT de Minas, embora tenha apoio da Igreja Católica.
Qual deles chega próximo de Lula? Nenhum.
Nenhum deles tem porte, história político-pessol que empolque o país.
Então não é falta de oposição. É falta de pessoas com história política como Covas, Ulisses, Brizola.
Lideranças não nascem de repente, você sabe. Collor nasceu por causa da novidade e pelo cansaço que foi o governo de Sarney. Esses salvadores da pátria só acontecem em momentos assim.
O sucessor de Lula terá que se fazer por si.
Terá dificuldades pois a sombra de Lula vai estar sempre pairando sobre ele.
Paz e bom humor
Walmir
http://walmir.carvalho.zip.net

terça-feira, 29 de abril de 2008 12:29:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Hoje, pelo que pode-se perceber, o partido procura estar forte perante Lula, manter em alta a aceitação de Lula, tentar transferir para si essa aceitação para cacifar seus candidatos nas eleições. Ao menos é o que transparece. Assim, seria necessário saber qual o projeto do partido.
Sotho

terça-feira, 29 de abril de 2008 13:39:00 BRT  
Blogger Clever Mendes de Oliveira disse...

Alon Feuerwerker,
Após a extinção em 1993 do mandato de 5 anos que então permitiria a coincidência da eleição presidencial ora com a campanha para prefeito, ora com a campanha para governador, ora com campanha nenhuma, a eleição para presidente ficou muito previsível. Veja que a eleição em 1989 levou ao segundo turno dois nordestinos, desde então a disputa se concentra entre dois paulistas (um sofismazinho as vezes é bom para agilizar o convencimento). Como novidade a partir de 94 nós só tivemos o plano Real e o pedido de Roberto Marinho para que Maluf não se descompatibilizasse em 1994 para se candidatar à presidente da República, pois o Roberto Marinho iria apoiar o FHC e não queria que São Paulo se dividisse. Roberto Marinho achava que o FHC iria precisar da ajuda dele para se eleger à Presidente da República, pois ele não sabia a força que tinha o Real. Outra novidade ocorreu quando Roberto Marinho percebeu que o FHC iria ganhar sozinho a eleição e tratou de criar o episódio da parabólica (aqui também tem a teoria conspiratória da história, mas é a melhor que há). Desde então a eleição se decide entre alguém que se lança pelo mesmo partido com mais chance de eleger o governador em São Paulo.
Para o bem do Brasil nós temos que voltar a eleição de 5 anos. Até lá, podemos contar a história antecipadamente. A ideologia pouco está contando.
Há um problema que começou a despontar na última eleição do Lula. A população dos demais estados brasileiros começou a ver em São Paulo e por conseguinte no PSDB um inimigo do restante do Brasil. Na eleição de 2006, quando o blog do Zé Dirceu começou a ser produzido, eu incentivava nos meus comentários essa percepção, mas observava que o José Dirceu era contra se estabelecer esta idéia de divisão do Brasil. Quando o Frias fez um artigo também apontando uma divisão entre as duas correntes, o José Dirceu tratou de criticar a visão de Frias. O PT com base em São Paulo não quer repercutir esse dicotomismo, mas ele existe.
Há ainda mais uma novidade: a destruição de Garotinho pelo PT (Eu acho que a Globo colaborou na empreitada).
Assim, se tudo correr bem a única necessidade de prever é o candidato a governo de São Paulo que a candidatura a Presidente da República de Serra vai catapultar. É claro que se o PT ou outro partido conseguisse um candidato bastante identificado com as camadas mais pobres da população brasileira, o Serra poderia querer evitar o risco de criar um antagonismo muito grande entre a população de São Paulo e a dos demais estados brasileiros e daria a sua vez para Aécio, mas acho isso impossível.
Esqueci de apontar que a eleição em dois turnos acaba criando a figura do candidato que perde a eleição no segundo turno e será depois recompensado, aumentando ainda mais a previsibilidade da eleição.
Só não haveria previsibilidade se Lula se lançasse como candidato a vice-presidência da República. Esta, entretanto, você não quer discutir.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 29/08/2008

terça-feira, 29 de abril de 2008 14:49:00 BRT  
Anonymous Hugo Albuquerque disse...

Alon,
Creio que FHC e Lula apesar de serem dois grandes políticos, sempre deram um contribuição um tanto dúbia para a evolução da Democracia no Brasil por serem, muito fernandistas e lulistas.
Basta olhar as forças e o tempo que FHC gastou para aprovar a eleição e o fato de Lula não criar lideranças dentro do próprio partido para lhe suceder ou simplesmente tornar-lo mais forte.
Por que não há um Lula para Lula? Primeiro porque Lula é singular, segundo porque FHC jamais moveu uma unha no sentido de criar lideranças tucanas porque sempre temeu que alguém ofuscasse seu brilho dentro do partido.
Mesmo diante dos inequívocos avanços democráticos dos últimos anos é estranho como os dois últimos líderes, se me permite essa provocaçãozinha, tenham adotado algumas práticas stalinistas como procurar criar uma burocracia leal dentro do partido em detrimento do próprio partido como um todo.
Ou, que tal, apoiarem um presidencialismo que não funciona porque eram das poucas pessoas no país capazes de tocar o Estado numa circunstância surreal onde o governo tem de fazer a maioria? O que pensar sobre isso?
Outro ponto, é que com a pulverização ideológica que se constata nesses últimos treze anos a política nacional tem traçado rumos perigosos retrocedendo para a posição da República Velha onde o debate era travado na esfera dos interesses de cada região ou estado em detrimento do ideológico o que é muito perigoso numa federação; Na última eleição isso ficou claro com um racha entre o "Sul Maravilha" e o resto do país, onde Alckimin parecia estar defendendo a todo momento o sacro-santo interesse da Av. Paulista sobre o resto do país; Tudo bem, a mediocridade de Alckimin ofuscou isso, mas é perigoso que voltemos a década de 20 no debate político discutindo o que é melhor pra São Paulo ou pra Minas do que debatendo o que é melhor pra o Brasil. Foi isso que aconteceu e vem acontecendo se você vê a posição de Serra em relação a candidatura à presidente.

terça-feira, 29 de abril de 2008 18:33:00 BRT  
Blogger Betamax disse...

Projeto conduzido por Lula, está no seu inicio.Dar continuidade é fundamental para sua conclusão e êxito.Esta é síntese do discurso em Guarulhos,quando referiu-se a exigüidade do mandato, de quatro,de oito anos.Distorcida pela mídia&oposição.A descontinuidade administrativa, e´tão danosa, quanto à corrupção.Talvez mais.Esta se combate com ações legais.Aquela,é responsabilidade incontestável das urnas.Lula é único:em história , trajetória e qualidades pessoais.Seus sucessores, já mencionados pela imprensa,possíveis e imagináveis,têm igualmente suas qualidades,mas não são Lula.É o poema de Fernando Pessoa:" o rio da minha aldeia,não é o Tejo,..."

terça-feira, 29 de abril de 2008 18:41:00 BRT  
Blogger Nélio disse...

Alon,
Você descreveu com sobriedade aquilo que está contido nas espectativas da parcela da população que consegue enxergar além do bolsa-família.
Essa parte dos brasileiros estão politicamente órfãos. Por serem contra a sistemática desmoralização das instituições, acabam sendo obrigados a despejar seus votos em um Alckmin, um completo "sem projeto", levado por suas próprias contradições a realizar aquele espetáculo patético de negar as realizações do governo do seu partido(será que ele esperava convencer alguém que seria um bom presidente após uma completa demonstração de despreparo ante uma banal contingência de campanha?)
A oposição não sabe como conduziria os destinos da nação, restando-lhe o papel de sem rumo/sem discurso. Senão vejamos: nesse episódio recente da manifestação do general, o que ficou claro para mim foi que a oposição não fez o dever de casa, fiscalizando os atos governamentais. Se o general houve por se pronunciar no Clube Militar é porquê ali ele tem certeza que será ouvido. Se no governo os militares contam com a ojeriza institucional do revanchismo, que contamina todas as decisões que tenham a ver com FFAA, tampouco existe canal de comunicação confiável na oposição. Enquanto isso, o sen. Artur Virgílio gasta seu tempo em uma reprimenda ao referido oficial que nem o próprio ofendido o fez.
Se o STF julgar que o decreto homologatório da reserva deva ser revisto, sem dúvida será uma derrota dos pterodáctilos petistas e a desmoralização, a prova cabal da completa inutilidade prática por inapetência das oposições ao atual governo.
Nélio

terça-feira, 29 de abril de 2008 21:41:00 BRT  
Anonymous trovinho disse...

Alon, você está em metamorfose ambulante nas fotos, agora aparece uniformizado de pai(s)zão meneando a cabeça para a esquerda!

quarta-feira, 30 de abril de 2008 02:49:00 BRT  
Anonymous Frank disse...

Alon, eu acho que faltou mencionar em sua excelente análise que Lula "roubou" a agenda (sobretudo macroeconômica, mas tb em outras áreas) de PSDB/PFL. Deslocou sua atuação e seu discurso para o Centro político e encampou as idéias que vinha combatendo até OUT/2002 (esqueçamos a tal da “Carta ao Povo Brasileiro”, tb conhecida como “Carta ao Mercado Financeiro” – documento de repercussão limitada a um ou outro nicho mais informado).

Penso que o PT fez esse movimento em direção ao Centro, mas, habilmente, não arredou pé de posições mais à Esquerda, de modo que se chega, hoje, a essa massa indefinida e contraditória, composta por uma miríade de correntes, que se chama Partido dos Trabalhadores. De fato, diria que o PT não se deslocou no espectro político, mas, antes, estendeu e alargou seu discurso e sua ação prática em direção ao Centro (flertando, em muitos casos, com o que o mesmo PT chamava e chama de “posições de Direita”).

Tem-se, então, o PT Federal, partido de Centro, herdeiro das linhas-mestras traçadas pelo governo FHC (apesar da choradeira contra a “herança maldita”, que é mero papo-furado eleitoreiro), e tem-se os diversos “PTs” estaduais e municipais, que, em geral, continuam reverberando as bandeiras históricas da Esquerda nacional, mas que, espertamente, são “Lula” até debaixo d’água e evitam, a todo custo, esclarecer as contradições entre o “Lula real” e o “Lula para ganhar votos da Esquerda”.

O que resta ao bloco de oposição PSDB/PFL? Criticar Lula pelas lentes da Esquerda, como vc parece sugerir, não me parece o caminho. Deixemos para PSOL / PCdoB essa história de aumento de preço de alimentos, etanol X comida, esses temas que lhe são caros. Não ficariam bem na boca de tucanos de democratas. Seguir a linha da crítica “ética”, tampouco dará certo. Está mais do que provado que Lula está acima disso e, mesmo se vier a ser pego com a “mão na massa”, seus eleitores diriam que se trata de “armação da Direita” – algo como ocorre com esses líderes / pastores de algumas igrejas evangélica, que, volta e meia, se enroscam todos, mas continuam com a popularidade muito firme entre seus seguidores.

Enfim, não pretendo dar conta do assunto, mas concordo com vc: o caminho da oposição é muito espinhoso. A sorte é que Lula, até o momento, não será candidato em 2010. Mas será o “grande eleitor”, e não duvido de que possa transformar nulidades políticas em candidatos fortíssimos. Aguardemos.

quarta-feira, 30 de abril de 2008 09:40:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Espero estar vivo para ver o DEM/PSDB apoiarem causas populares. Deus queira que eu veja um dia FHC ao lado de Stedile lutando contra o latifundio, Artur Virgilio protestando contra as privatizações criminosas, Paulo Bornhausen apoiando as rádios comunitárias e lutando contra o monopólio das teles. Tomara, tomara, que eu veja na Tv Globo, em horário nobre, nosso ilustre governador José Serra lá no nordeste abraçando pirralhinhos barrigudos, pé no chão e sujos.

Eu tenho uma teoria que o DEM/PSDB são partidos da Europa.

quarta-feira, 30 de abril de 2008 13:34:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

"A popularidade e a aprovação de Luiz Inácio Lula da Silva continuam ladeira acima[...] A rigor, não chega a ser notícia, já que o fato se repete consistentemente desde a reeleição."

O "Jornal Nacional" já começou a omitir os resultados de pesquisas sobre a popularidade de Lula.

A "Folha de S.Paulo" idem, em sua primeira página.

Alon, convenhamos, se fosse a rejeição a Lula a bater sucessivos recordes, daí seria notícia, conforme os interesses dos donos da mídia.


Abraço,


Fernando César de Oliveira, de CURITIBA.

quinta-feira, 1 de maio de 2008 11:54:00 BRT  
Anonymous J Augusto disse...

Alon, o DEM/PFL está sendo fiel às suas bases, como o PT era antigamente:
O DEM/PFL vota contra a CPMF. Entra com ADIN no STF contra o Territórios da Cidadania. Entra com outra ADIN contra a aumento CSLL - contribuição social sobre o lucro dos Bancos.
Faz campanha e vota medidas do PAC.
Dedica-se minuciosamente às menores tapiocas do governo.
Combate o ProUni e as cotas nas universidades, desconhecendo que oportunidades diferentes, merecem tratamento diferenciado, até que as oportunidade sejam iguais.
Enfim, está sendo o Lula do Lula.

Agora é Ironia: O dia em que a maioria dos brasileiros deixarem de ser "preguiçosos" e deixarem de receber o bolsa família ou salários de classe C, D e E, e cada um conseguir a vara pescar tendo seu próprio Banco ou seu Latifúndio, o DM/PFL será imbatível em qualquer eleição.

quinta-feira, 1 de maio de 2008 15:22:00 BRT  

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