sábado, 15 de março de 2008

O realismo mágico, o legado de Hiram Johnson e uma boa proposta do Foro de São Paulo para os Estados Unidos (15/03)

Este será um post longo. Vamos lá. O realismo mágico, segundo a Wikipedia:

Magic realism (or magical realism) is an artistic genre in which magical elements or illogical scenarios appear in an otherwise realistic or even "normal" setting.

Traduzindo, trata-se de um gênero artístico no qual elementos mágicos ou cenários ilógicos aparecem em contextos que, se não fosse por esses ingredientes, poderiam ser considerados realistas ou "normais". A definição se encaixa como uma luva no atual debate sobre o suposto terrorismo na América do Sul. Escrevi sobre o assunto em Terror e política:

Vejam a definição oficial de terrorismo, segundo os Estados Unidos (...):

activities that involve violent… or life-threatening acts… that are a violation of the criminal laws of the United States or of any State and… appear to be intended (i) to intimidate or coerce a civilian population; (ii) to influence the policy of a government by intimidation or coercion; or (iii) to affect the conduct of a government by mass destruction, assassination, or kidnapping; and… (C) occur primarily within the territorial jurisdiction of the United States… [or]… (C) occur primarily outside the territorial jurisdiction of the United States…" (...)

O espectro é amplo, como se vê. Basicamente, para os americanos, terrorismo é aquilo que os americanos crêem ser terrorismo. Na terra deles ou em outro lugar qualquer. Tampouco vou perder aqui meu tempo discutindo se os Estados Unidos têm ou não o direito de definir o que é terrorismo para eles. (...) um depoimento interessante de
Edward Peck, um típico liberal americano (o adjetivo lá é sinônimo de esquerdista):

In 1985, when I was the Deputy Director of the [Ronald]
Reagan White House Task Force on Terrorism, they asked us — this is a Cabinet Task Force on Terrorism; I was the Deputy Director of the working group — they asked us to come up with a definition of terrorism that could be used throughout the government. We produced about six, and each and every case, they were rejected, because careful reading would indicate that our own country had been involved in some of those activities. […] After the task force concluded its work, Congress got into it, and you can google into U.S. Code Title 18, Section 2331, and read the U.S. definition of terrorism. And one of them in here says — one of the terms, “international terrorism,” means “activities that,” I quote, “appear to be intended to affect the conduct of a government by mass destruction, assassination or kidnapping.” […] Yes, well, certainly, you can think of a number of countries that have been involved in such activities. Ours is one of them. Israel is another. And so, the terrorist, of course, is in the eye of the beholder (...)

De volta ao nosso post. Repetindo, para o governo americano, terrorismo é aquilo que os americanos crêem ser terrorismo. Na terra deles ou em outro lugar qualquer. E a definição é bem anterior ao 11 de setembro de 2001. A doutrina é suficientemente flexível para permitir aos Estados Unidos a luta ideológica e a execução das suas estratégias de convencimento, por meio da propaganda. Como agora, em meio à crise sul-americana deflagrada pelo ataque da Colômbia (terra de um dos pais do realismo mágico) à guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano. O trecho

(i) to intimidate or coerce a civilian population; (ii) to influence the policy of a government by intimidation or coercion; or (iii) to affect the conduct of a government by mass destruction, assassination, or kidnapping (...)

permite classificar as Farc como terroristas. Mas também permite chamar de terrorista a recente incursão de Israel em Gaza, área controlada por um grupo que os Estados Unidos consideram como terrorista, o Hamas, mas que venceu a última eleição livre acontecida na Palestina. Seria então o caso de perguntar: o terrorismo justifica-se quando empregado por aliados dos Estados Unidos em resposta ao terrorismo? Você teria uma boa resposta para isso? Eu não tenho, nem vou me preocupar em buscar, até porque prefiro não perder tempo com sofismas e exercícios mentais inúteis, destinados unicamente a colocar uma "fachada lógica" diante de construções intelectuais tortuosas e subjetivas. Ou que buscam inspiração no realismo mágico. Eu não invisto tempo em debates sobre o terrorismo ou sobre sua suposta versão estatal. Eu, simplesmente, sou contra o terrorismo e favorável a qualquer iniciativa que reduza a violência presente em conflitos políticos (faça um consulta aos arquivos do blog). Até porque é difícil traçar com precisão a linha demarcatória entre as violências aceitáveis e inaceitáveis na luta política. Neste blog, não praticamos engenharia reversa do pensamento. É a situação em que o sujeito sabe onde quer chegar e constrói teorias para justificar os desejos e conceitos que antecederam essas mesmas teorias. Aqui preferimos o bom senso. Segundo a Wikipedia,

Bom senso (também chamado de senso comum) pode ser definido como a forma de "filosofar" espontânea do homem comum, também chamada de "filosofia de vida", que supõe certa capacidade de organização e independência de quem analisa a experiência de vida cotidiana.

Capacidade de organização mental e independência intelectual. Eis uma receita de bom senso. Diz o bom senso que simplesmente não há terrorismo na América do Sul. Há guerrilhas na Colômbia, num cenário de guerra civil em que se empregam métodos de luta incompatíveis com os direitos humanos. Claro que o sujeito pode chamar de "terrorista" a guerrilha colombiana. Do memo jeito que qualquer um pode definir como terrorismo o seqüestro de muçulmanos para serem encarcerados pelos Estados Unidos em Guantánamo (Cuba), para que a lei americana não os possa socorrer. É um debate interminável. Pode-se olhar para uma laranja e dizer que se trata de uma maçã, se houver interesse em dizer que laranjas são maçãs. E, principalmente, se houver uma platéia dócil a ponto de repetir, ao estalar dos dedos, que laranjas são maçãs. Aliás, a guerra civil colombiana sempre foi tratada entre nós como isso, uma guerra civil. Mais recentemente, na era do combate global dos Estados Unidos ao terror, a definição foi repaginada para adequar-se à nova época, às diretrizes comunicacionais do governo da hora em Washington. E haja docilidade. Condoleezza Rice, por exemplo, é uma mulher sortuda. Estava no hospitaleiro Brasil exatamente no dia em que o Pentágono admitiu oficialmente não ter encontrado qualquer indício de ligações entre Saddam Hussein e a Al-Qaeda. Se ela estivesse em um país mais, digamos, atento, certamente o jornalismo teria ido para cima de Rice com o assunto. Com algo como "senhora secretária, o Pentágono acaba de mostrar que os Estados Unidos ofereceram ao mundo informações falsas para obter apoio à invasão do Iraque; o que garante que agora esse fato desagradável não esteja a se repetir no litígio entre a Colômbia e o Equador?". Na entrevista que deu, infelizmente nada foi perguntado a Rice a respeito. A falta de elos entre Saddam e Osama bin Laden e a ausência das armas iraquianas de destruição em massa mandam finalmente ao arquivo a tese de que os Estados Unidos invadiram o Iraque para evitar que as tais armas fossem repasssadas à Al-Qaeda (leia Dúvida razoável). "A primeira vítima nas guerras é a verdade." O autor da frase famosa é um americano, Hiram Johnson, o da foto acima. A "guerra contra o terrorismo das Farc" merecerá futuramente figurar no mesmo panteão das mistificações onde já repousam as biografias de Donald Rumsfeld e Colin Powell, este imortalizado na memória do Conselho de Segurança da ONU pela sessão em que, com farto material, expôs ao mundo a "verdade" que se provaria depois uma grosseira mentira: a ameaça representada pelas "armas de destruição em massa" do Iraque. A carreira de Powell acabou, mas, em compensação, o Iraque tornou-se um protetorado dos Estados Unidos, ainda que caminhe para a fragmentação. Uma excelente relação custo/benefício para George W. Bush, você há de convir. O que o Iraque tem em comum com a Venezuela? O petróleo. A extensão à América do Sul da guerra ao terror tem o propósito principal de justificar a presença bélica dos Estados Unidos na vizinhança de um país de cujas importações de petróleo os americanos dependem. E com quem têm diferenças políticas importantes. Enquanto a Venezuela fornecer petróleo para Cuba, dificilmente os Estados Unidos conseguirão criar na ilha um ambiente de caos e desespero econômico que leve a população cubana a apoiar uma intervenção externa. A guerra ao terror num continente que não tem terror é apenas a receita para manter indefinidamente, entre outras iniciativas, o Plano Colômbia e as tropas estadunidenses estacionadas no Equador. O Brasil, naturalmente, manobra para quebrar essa lógica, propondo, no lugar da doutrina americana, os conceitos de autonomia e integração continentais na esfera da Defesa. É o que foi exposto aqui em dois posts no ano passado (Também para o bem dos americanos, vamos rejeitar o que os americanos nos propõem e Desnuclearização) e que, para minha satisfação, transforma-se agora em política de estado. Mas a importação da guerra contra o terrorismo numa região que, repito, não tem terrorismo, além de servir a propósitos externos também tem lá sua utilidade interna: ela abre a possibilidade de maior apoio americano a forças políticas locais que vêm apresentando magros resultados eleitorais. E que, com a injeção de ânimo vinda de fora, poderão ser, digamos, vitaminadas para voltar ao poder. Isso é um palpite, naturalmente. E não é novo. Escrevi em Também para o bem dos americanos...:

Há por certo quem no Brasil tente reavivar as chamas da guerra fria e fazer do nosso país uma plataforma para provocações contra a Venezuela e também contra Cuba. Com o propósito de buscar lá fora a força política que não conseguem reunir aqui dentro.

Não é só palpite, porém, a constatação de que aos Estados Unidos interessa menos suprimir a violência política na Colômbia do que prolongá-la para justificar a presença militar americana na região e manter a pressão sobre países que ameaçam escapar ao controle. Mas, felizmente, há uma maneira de tirar a limpo qualquer dúvida sobre essa minha tese. Logo após a crise entre Colômbia e Equador, reuniu-se na Cidade do México o Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo, a articulação latino-americana de partidos de esquerda e centro-esquerda. As resoluções do encontro estão no site do PT, que participa do Foro. Ali pelo meio do texto, mais precisamente no item 8 da Declaração do Grupo de Trabalho do Foro (o que quer que isso signifique), está:

La continuidad del conflicto armado colombiano y su extensión mas allá de las fronteras se constituye en un elemento de perturbación de la vida democrática en la región, que da pretextos a la intervención norteamericana y dificulta la concreción de vínculos de hermandad entre los pueblos.

Vejam que interessante, o Foro de São Paulo, demonizado por alguns como um belzebu fomentador do terrorismo, afirma que "a continuidade do conflito armado colombiano" é "um elemento de perturbação da vida democrática na região". Ou seja, afirma que a guerra civil colombiana deve terminar o mais rápido possível, para o bem da democracia. Se o governo dos Estados Unidos estiver, ao contrário do que afirmei aqui, interessado em primeiro lugar em pacificar a Colômbia, certamente irá considerar essa boa posição do Foro. Mas eu sou pessimista a respeito. Por tudo que venho escrevendo, acho mais provável que os Estados Unidos e seus aliados locais prefiram investir em estratégias que estendam a guerra para o futuro. Sem guerra civil, não haverá mais o Plano Colômbia, nem o generoso dinheiro americano que irriga os orçamentos públicos e privados comandados pela cúpula militar colombiana. Não haverá tampouco motivo defensável para manter as bases militares americanas que "abraçam" a Amazônia. Numa Colômbia em paz, o debate sobre o terrorismo será substituído por outro, sobre a justiça social e a soberania nacional. E tem gente forte que não está preparada para a mudança. Temem-na. Temem que dê os mesmos resultados observados no resto do continente.

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18 Comentários:

Anonymous Paulo Silas disse...

Uma bela argumentação. Começo, meio e fim. E sem agressões. Isso é que é um blog de primeira!

sábado, 15 de março de 2008 18:34:00 BRT  
Anonymous Virgínia Leme disse...

Não sei se concordo, mas não é fácil desmontar o raciocício. Essa do Foro de São Paulo foi de gênio.

sábado, 15 de março de 2008 18:34:00 BRT  
Anonymous PWB disse...

Onde vc aprendeu a argumentar desse jeito? Vc eh o analista mais perigoso que eu já vi. Se bobear saio daqui repetindo os seus argumentos, sem perceber.

sábado, 15 de março de 2008 18:36:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

A mim me parece, com todo o respeito, só retórica. mas uma boa retórica, sem dúvida.

sábado, 15 de março de 2008 18:37:00 BRT  
Blogger Ricardo disse...

O "pobrema" é que as FARC não são partido político, são narcotraficantes sequestradores. E o Foro de SP iguala governo legitimamente eleito a bandoleiros. A proposta, portanto, além de descabida, é patética, já que já existe um órgão para isso: a OEA. O fato é que os bandoleiros locais querem tirar os EUA da parada. É a única razão para a "boa proposta".

sábado, 15 de março de 2008 18:37:00 BRT  
Anonymous Marcos V. Smith disse...

Entã, Ricardo, pelo que entendi, voc6e seria favorável à proposta se ela envolvesse os Estados Unidos na negociação e se as farc não estivessem formalmente representadas? Eu acho bom. Poderia haver, por exemplo, um cessar-fogo irrestrto e umanegociação como em El Salvador, para desativar a guerrilha e transforá-la em partido político.

sábado, 15 de março de 2008 18:53:00 BRT  
Blogger Cesar Cardoso disse...

Essa história de botar narcotráfico no meio é de uma rasteirice mental digna daquele humorístico de péssima qualidade, a Veja. Porque na Colômbia TODO MUNDO ganha dinheiro com a cocaína - FARC, ELN, ex-AUC, políticos etc etc etc. Cocaína é um negócio bom demais. Ainda mais nesses tempos em que a Europa Ocidental, em casos extremos a Itália, se transforma numa grande carreira de cocaína. Então, a não ser que haja interesse do autor da baboseira de garantir o monopólio do narcotráfico colombiano para "amigos", é uma péssima idéia fazer esse tipo de acusação, porque o bumerangue volta e bate em você.

Dito isto, a saída é partir para um processo de paz radical de ambos os lados. Que transforme as FARC em um partido político. Que dê ao governo colombiano o controle soberano do seu território. Que garanta a América do Sul como um continente livre de guerras. Uribe não tem a coragem de partir para este processo de paz radical. As FARC, idem. E os atores em volta não ajudam. Aí fica difícil.

Quanto à questão cubana, os EUA estão tão cegos pelos cubanos de Miami que não notaram que Raúl Castro não aparece com uniforme militar, mas de terno e gravata. E que Raúl Castro, aos poucos, vai montando um governo de transição para uma nova geração montar um "socialismo de mercado", à la China.

sábado, 15 de março de 2008 19:40:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Muito bom, alto nível.

domingo, 16 de março de 2008 01:00:00 BRT  
Anonymous Flávio disse...

Gostaria de que houvessem mais blogues como o seu.

domingo, 16 de março de 2008 01:11:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Diferenças ,entre o tráfico de armas e o tráfico de drogas.Moral e material.Quem lembra do caso Irã-contras?Os EUA,traficavam armas,e com o resultado financeiro dessas transações,patrocinavam os "contra" da Nicarágua,com o objetivo de derrubar o govêrno revolucionário,e reimplantar o "somozismo".
Colômbia, é um perigoso balão de ensaio,na tentativa estratégica americana,de introduzir um "Israel",no continente latino.Nação títere, agindo por mandato dos interesses ,sobejamente conhecidos,da "grande nação do norte".As Farc,tem idade para ser avô,talvez ,pai ideológico dos movimentos libertários nas américas,surgindo nas ruas de Bogotá,em 1948,na insurreição popular,que passou a ser conhecida por "bogotazo".Curiosamente, desde
a eleição de Chávez,e o golpe de 48horas,que sofreu,com apoio dos EUA ,coisas estranhas passaram a acontecer no nosso continente.Mostram, antes de tudo, que a desimportância,com relação ao
seu 'backyard meridional",é um mito.Podem apostar,que essa instabilidade, a animosidade entre os vizinhos é um processo divisionista em curso.Desafortunadamente, isso, é só o começo.

domingo, 16 de março de 2008 01:33:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

É o melhor texto sobre o assunto que já saiu até agora na Internet e na imprensa nacional. E creio que este é o melhor blog de política (o do Nassif é mais forte em economia e análise da mídia do que de política) da internet hoje. Na minha modesta opinião. Vera B

domingo, 16 de março de 2008 11:14:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Puxa. Esse post tá como as eleições em Cuba. Cem por cento de aprovação!

domingo, 16 de março de 2008 14:50:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

E também está longo como um discurso do Fidel!

domingo, 16 de março de 2008 19:43:00 BRT  
Anonymous Artur Araujo disse...

Repetindo o já dito: lance de mestre o uso do texto do Foro. Similia similibus curantur, Dr. Feuerwerker?

segunda-feira, 17 de março de 2008 11:46:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Ah, Alon, o antiamericanismo permeia todo esse longo texto e compromete sua argumentação. Eu não consigo entender por que a presença dos EUA na região é tão intrinsecamente danosa para a região - pelo menos para você. Se eu não considerar a presença americana com um viés nefasto, não tenho como lidar com o seu ponto de vista, que ainda rescende à luta contra "imperialismo ianque, o que é risível./Desculpe, sou leitor do seu blog, mas esse texto ficou com cara daquela lógica conspiratória do Michael Moore.
Abs.
Fernando José

segunda-feira, 17 de março de 2008 12:21:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

faz uns dias, pus um comentario no noblat em seguida a uma materia do merval: "Segundo ainda o pensamento do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, o Mercosul deve ser um instrumento essencial para atingir objetivo de nossa política externa na região, ..." e uma recusa "firme e serena de políticas que submetam a região aos interesses estratégicos dos Estados Unidos".
Pergunto eu, será só "pensamento" do ilustre embaixador o fato dos imperialistas estadounidenses negociarem com los hermanos paraguayos a construcao de uma base encostada no muro de nossa casa?? por que nada mais disso foi comentado (que eu lembre) em lugar nenhum? a questao nao é o que acha ou deixa de achar o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães: afinal deve ou nao ter o Brasil projeto nacional? desnecessario enfatizar que eu, como milhoes de brasileiros, respondemos SIM, sem hesitar. enquanto isso, o merval, apenas "supõe" haver uma ameaça militar imperialista-norte-americana...

segunda-feira, 17 de março de 2008 21:22:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Os "anônimos" que fizeram comentários chinfrins em relação ao texto apenas confirmaram o que rola pela blogosfera a respeito de incursões de "abelhinhas".

A lógica do argumento exposto no texto é impecável. A conveniência do império ianque define quem é e quem não é terrorista. Qualquer bando de assassinos, como os mercenários "CONTRAS", que interfira em nações que não fazem o jôgo do império, serão considerados por Washington como combatentes da liberdade. E os "CONTRAS", como os guerrilheiros afegãos anti-soviéticos, foram financiados pelo tráfico.

A presença militar (que é o caso dos EUA) de QUALQUER potência na América do Sul é uma ameaça. Não interessa qual é a potência que está se intrometendo militarmente na área. Interessa é que ela está sustentando um governo com histórico de centenas de assassinatos políticos, associação com paramilitares narcotraficantes e cujo presidente já esteve numa lista de associados a Pablo Escobar e que, por alguma arte fantástica, tornou-se aliado dos ianques. Esta, é uma história que se repete desde o ínicio do século XX. É só lembrar da frase de um presidente americano referindo-se a um ditador latino-americano: "...é um filho da puta mas é o nosso filho da puta".

(jose justino)

segunda-feira, 17 de março de 2008 23:56:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Pois bem. E como o nosso País qualifica-se como mediador, para pacificar os conflitos no vizinho?
Sotho

quarta-feira, 19 de março de 2008 11:29:00 BRT  

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