terça-feira, 4 de março de 2008

À espera de uma orientação da Casa Branca - ATUALIZADO (04/03)

O bom de já ter vivido um certo tanto é poder usar o que foi possível aprender com a observação da água que se viu passar por debaixo da ponte. A ação dos militares colombianos em território equatoriano para pôr fim à vida de Raul Reyes e outros guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) reavivou na minha memória a Chacina da Lapa. Em dezembro de 1976, forças do então 2° Exército (hoje Comando Militar do Sudeste) invadiram um sobrado no bairro paulistano com esse nome e executaram dois membros da direção nacional do PCdoB, Pedro Pomar e Ângelo Arroyo. Na operação, foram presos os demais dirigentes que haviam participado de um encontro do comitê central do partido, realizado no local. Um deles, João Baptista Drummond, morreu na cadeia, vítima de tortura. O PCdoB vinha de ser derrotado na Guerrilha do Araguaia, sendo que a reunião destinava-se exatamente a uma avaliação política dos resultados da luta armada desencadeada pelo partido no sul do Pará. Hoje, o PCdoB tem deputados, um senador e até um ministro. Digamos que se tornou um partido normal, ainda que pequeno, e integra o jogo político. Como é natural em organizações do tipo, cultua a memória de seus dirigentes e militantes que morreram na luta contra a ditadura. Já os que participaram da ação pelo lado das Forças Armadas ficaram na poeira da História, para ser gentil. O mesmo culto se dá em outros casos, como o do capitão Carlos Lamarca (leia Uma missão bizarra na França) e do líder comunista Carlos Marighella. A guerrilha (urbana ou rural) no Brasil foi dizimada, mas, quatro décadas depois, a chefe da Casa Civil é uma ex-guerrilheira e o ministro da Comunicação Social é um sujeito que participou do seqüestro de um embaixador dos Estados Unidos. Resta à direita o esforço tão inglório quanto inútil de tentar achincalhar os adversários (dela) mortos. Entre os vizinhos é a mesma coisa. No Uruguai, por exemplo, ex-tupamaros são a força majoritária da coalizão de governo do presidente Tabaré Vazquez. Na Argentina, a corrente política dominante, os Kirchner, deita raízes históricas no peronismo radical. No Chile, com todos os erros políticos que possa ter cometido, a figura de Salvador Allende cresce a cada dia na memória histórica do país. Já Augusto Pinochet, justa ou injustamente, caminha a passos firmes, como diria Leon Trotsky, para a lixeira da História. É isso aí. São fatos. Alguns creditam essa hegemonia digamos semiótica da esquerda sobre a direita a uma suposta conspiração cultural, à tomada das estruturas culturais da sociedade pelo marxismo e seus congêneres. Colocam a culpa em Antonio Gramsci (leia Esconde-esconde). Eu, que desde novo aprendi a desconfiar de teorias conspiratórias, tenho outra opinião. Ela está expressa num post bem-humorado, Os resmungadores da República. Está também no que escrevi por ocasião das críticas ferozes feitas contra Che Guevara no mais recente aniversário de sua morte. Leia A pergunta do capitão Nascimento, o prestígio de Che Guevara e a violência para o bem. Leia também O ódio à lembrança dos mortos reflete o medo na alma dos vivos e O El Pais talvez ache que Petáin foi um herói. Está tudo ali. A esquerda da periferia do capitalismo leva vantagem no torneio das simpatias porque está associada historicamente à luta contra a injustiça e a favor da nação. Daí por que a direita não consegue forjar heróis. Resta-lhe resmungar contra os alheios. Um trecho de Os resmungadores da República:

A direita vive a falar mal dos nossos heróis porque não tem como falar bem dos heróis dela própria. O financista que, graças aos juros escorchantes, remove da formação social as manchas de atraso representadas pela pequena propriedade ineficaz. O grande sonegador de impostos que drena as arcas do Tesouro e, com isso, evita a concentração de recursos da sociedade nas mãos de um estado ineficiente -para que, com mais dinheiro no bolso, a sociedade possa criar ela própria a riqueza que vai proporcionar um mundo melhor para todos. O ricaço dono de imóveis que despeja o modesto inquilino por falta de pagamento e, assim, ajuda a consolidar a regra de que contratos são feitos para serem cumpridos, de que a segurança jurídica é um valor universal. O executivo de sucesso que promove um downsizing capaz de levar a empresa a patamares inimagináveis de produtividade. Quem se candidata a fazer um filme com tais personagens como heróis? Ninguém. Esse pessoal só é herói em revistas de negócios. Em nenhum outro lugar.

Bem, depois da diversão vamos em frente. Qualquer pessoa razoável tem que ser contra o terrorismo. E a eliminação do terror como forma de luta política costuma ser um processo também político, de reabsorção dos grupos rebelados na estrutura política regular. Os exemplos estão em todos os cantos. Os mais recentes são a Palestina e o Iraque. Na primeira, a Fatah, que a seu tempo integrou com destaque a lista de inimigos terroristas dos Estados Unidos e de Israel, hoje é o peão de ambos na operação para isolar o Hamas. No Iraque, então, a coisa é mais gritante ainda. Os movimentos recentes dos Estados Unidos são de apoximação com os grupos sunitas, comunidade de origem dos principais núcleos insurgentes. É a nova carta de Washington para tentar estabilizar o país. O problema na atitude dos que chamei aqui no blog de "papagaios nativos" (Nós e a transição cubana) não é estar contra ou a favor do terrorismo. É estar sempre à espera de um sinal da Casa Branca ou do Pentágono para saber qual é a opinião que devem emitir numa certa hora sobre certo assunto. Eram a favor da guerrilha islâmica no Afeganistão quando se tratava de expulsar os soviéticos de Cabul. Mas ficaram contra Osama Bin Laden depois do 11 de setembro. Se o alvo não tivessem sido as torres gêmeas em Nova York em 2001, mas o Kremlin em Moscou uns vinte anos antes, teriam possivelmente vibrado de prazer e júbilo com a ação da Al-Qaeda. Leiam A teoria unificadora. Vou fechando por aqui. Assim como a Chacina da Lapa de 1976, o ataque de Álvaro Uribe às Farc não é uma tentativa de desbaratar um grupo guerrilheiro ou "terrorista". É uma ofensiva para tentar liquidar militarmente um grupo que poderá ter algum papel político numa Colômbia pacificada -e que visivelmente sinaliza esse desejo. É uma clara manobra para dificultar a conversão política de um grupo armado que poderia, sem problemas, seguir o exemplo, entre outros, da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), de El Salvador. Estrategicamente, Uribe fracassará. Assim como fracassou seu colega peruano Augusto Fujimori, que no poder saboreou a vitória final contra a guerrilha lunática do Sendero Luminoso e hoje amarga o banco dos réus, pois preferiu a cadeia ao exílio. De herói a bandido em poucos anos. E o que sobrou para a direita peruana? Agarrar-se a Alan García (que antes acusava de "populismo") para tentar conter a ascensão política do etnocacerista Ollanta Humala. A História, como o tempo (Einstein explicou), pode ir mais rápido ou mais devagar. Mas nunca caminha para trás. Ainda que de vez em quando dê essa impressão.

Atualização, às 12:05 - Vejam este interessante trecho de reportagem de hoje do The New York Times:

Because of the FARC’s resilient history at the heart of Colombia’s war, it has had contact with insurgencies and governments throughout Latin America and beyond, including the United States, which classifies the FARC and other armed groups in Colombia as terrorists. For instance, in 1998 a Clinton administration official, Philip T. Chicola, then the State Department’s director of Andean affairs, had a clandestine meeting with Mr. Reyes in Costa Rica in an effort to establish a way of communicating with the FARC during times of crisis. The meeting was described in a diplomatic cable written by Mr. Chicola in January 1999 and declassified in 2004. Also present at the meeting was Mr. Reyes’s wife, Olga Marín, a woman believed to be the daughter of the FARC’s top commander, Manuel Marulanda, and also reported to be present, and possibly wounded, in the raid on the jungle camp on Saturday.


Clique no link para ler o texto completo (Crisis at Colombia Border Spills Into Diplomatic Realm).

Atualização, às 10:05 de 18/03/2008 - Sobre o Iraque, coloquei link para uma análise no site da BBC a respeito da nova correlação de forças regional pós-intervenção.

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19 Comentários:

Anonymous soldadonofront disse...

Muito Bom. O problema principal do capitalismo é este, esperam se manifestar para depois faze-lo, ninguém quer contrariar o império.

terça-feira, 4 de março de 2008 08:26:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Data maxima venia, a História vive andando para trás.
Mas é questão de opinião.

terça-feira, 4 de março de 2008 12:43:00 BRT  
Anonymous Mauro disse...

Pois é. Existe uma história muito mal contada de relacionamentos nebulosos de membros do Partido Democrata e também de fundações bilionárias norte-americanas com revolucionários latino-americanos. Nas paredes de alguns escritórios da campanha do Obama há até fotos de Che Guevara! O que você acha disso?

terça-feira, 4 de março de 2008 12:58:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon,

O fato de um grupo usar o terror para atingir os seus objetivos, e numa fase posterior, em geral decorrente de uma derrota militar, usar os meios democráticos, não autoriza o terror. Ou vc pensa diferente?

e mais, o fato de um grupo ex-terrorista chegar ao poder numa fase posterior, e comportar-se civilizadamente, não quer dizer que este seria o mesmo comportamento caso houvesse chegado ao poder antes, basta ver paralelos em outros paises.

Sumarizando, enquanto um grupo usa meios de terror, deve ser usado a força para contê-lo. ou vc pensa diferente?

terça-feira, 4 de março de 2008 13:45:00 BRT  
Blogger Sara disse...

Adorei seu texto. Ainda mais as 2 últimas frases que me traduziram a política brasileira de antes golpe militar e hoje.

terça-feira, 4 de março de 2008 14:28:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

O Alon, não sei o que acha, mas eu acho que pendurar uma foto do Che na parede é algo positivo. Muito bom mesmo. Denota que a pessoa tem ideiais e luta pela melhoria da condição de vida do povo. Aproveito para recomendar o documentário sobre o Fidel (tem um sobre o Obama também) que está passando na GNT, insuspeita de qualquer simpatia para com o Comandante, que nos jornais do grupo é invariavelmente chamado de ditador. Pinochet era "presidente", Fidel é ditador.

S.

terça-feira, 4 de março de 2008 14:46:00 BRT  
Anonymous Hugo Albuquerque disse...

Simplesmente sensacional Alon, parabéns.

terça-feira, 4 de março de 2008 15:09:00 BRT  
Anonymous J Augusto disse...

Muito bom o post, Alon.
Como comentarista não precisa ser muito sútil para não provocar melindres, da minha leitura de seu post, o nome dos bois (que estão à espera da Casa Branca) é a linha editorial da dita grande imprensa (além dos leitores não críticos, é claro).

terça-feira, 4 de março de 2008 16:07:00 BRT  
Anonymous JV disse...

A esquerda da periferia do capitalismo leva vantagem no torneio das simpatias porque está associada historicamente à luta contra a injustiça e a favor da nação.

JV- mas que pieguice.....

A História, como o tempo (Einstein explicou), pode ir mais rápido ou mais devagar. Mas nunca caminha para trás. Ainda que de vez em quando dê essa impressão.

JV-sei, o progressismo...como podem se autodenominar progressistas pessoas que defendem privilégios de uns custeados com os impostos pagos por outros?

terça-feira, 4 de março de 2008 16:31:00 BRT  
Anonymous José Policarpo Jr. disse...

Sinceramente, acho que a questão é muito mais simples e direta, Alon - o critério de ordem unida da esquerda latino-americana é ser contra os Estados Unidos, não importa a respeito do quê, mas importa ser contrário ao posicionamento do governo daquele país. Como fundamento desse posicionamento permanece uma grande e inconfessável inveja.

terça-feira, 4 de março de 2008 20:32:00 BRT  
Blogger Cesar Cardoso disse...

O poster do Che colocada por um militante em um comitê voluntário da campanha do senador Obama virou... ahn... "fotos em alguns escritórios", é isso?

(Aliás, estão malhando Obama simplesmente por ele ter um discurso social-democrata... é assustadora a guinada à extrema-direita do discurso político do mainstream americano.)

Como se prova abundantemente, a definição de "terrorista" depende, fundamentalmente, de que lado o grupo citado está e se interessa estrategicamente negociar com ele. É sempre uma visão subjetiva. O terrorista de um é o combatente da liberdade de outro. Simples assim. Tanto é que virou um desses adjetivos sem signficado algum: Uribe chama Chávez de terrorista, Chávez chama Uribe de terrorista.

Enquanto isso, ninguém se lembra de que houve uma VIOLAÇÃO do território e do espaço aéreo equatoriano, e até agora nada de desculpas colombianas. Esse é o fato da história toda. O resto é retórica e conversa-fiada.

quarta-feira, 5 de março de 2008 01:20:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

A Colômbia pediu desculpas, não aceitas, até agora, pelo Equador. Em entrevista em Brasília, o Presidente do Equador afirmou ainda que o Brasil deve-se se preocupar também com as FARC, pelo fato de ter fronteiras com a Colômbia. Mas parece que o Brasil nunca desabona ou apóia as atividades das FARC claramente, nem as anima a integrar-se na vida política normal, logicamente credenciando-se como mediador com a Colômbia, o maior interessado. Preocupa-se também muito com a Venezuela, que a rigor não tem motivos para colocar tropas na fronteira com a Colômbia ou de ameaçar com guerra. Tanto é que está comprando armas francesas. Talvez a resposta que se espera não seja a vinda do norte. Mas daqui mesmo em nossas fronteiras norte. Ao menos vale pelo fato de o Itamaraty estar à frente das tratativas visando apaziguar o problema.

quarta-feira, 5 de março de 2008 10:38:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Também houve violações do território equatoriano pelas FARC, que deveria merecer protestos idem. E pelo que dizem, também do território brasileiro. O problema não deve ser colocado na base de preferências, quando o risco real é de guerra entre países paupérrimos. Tais como as refregas entre Peru e Equador (1995)e entre Honduras e El Salvador em 1969 (a Guerra do Futebol). Só com muito malabarismo mental pode se ver algo de válido nas ações das FARC, quem são e o que pretendem para a Colômbia e AL. Os arrufos guerreiros podem até ser açulados e a leniência até ser levada ao nível de torcidas de futebol, na tentativa de isolar a Colômbia. Só que durarão apenas até que os primeiros corpos de pessoas estraçalhadas sejam mostrados em tempo real. Portanto, antes de açodamentos, açulamentos e redentorismos cínicos, deve-se pensar em evitar uma guerra inconseqüente, levadas a cabo por aprendizes de feiticeiros. Redentorismos cínicos e leniência. É disso que se trata. A era das bazófias deve acabar. É isso que a Diplomacia brasileira deveria dizer claramente aos afoitos por tais contendas ridículas.

quarta-feira, 5 de março de 2008 11:03:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Se as FARC têm realmente boas intenções, por que não liberta todos os reféns e pede mediações para integrar-se na vida política colombiana? Por que o Brasil não atua nesse sentido?

quarta-feira, 5 de março de 2008 11:06:00 BRT  
Blogger Ranzinza disse...

Alon,

No topo de seu blog está escrito que ele contém um ponto de vista "democrático, nacional e de esquerda".

Tudo bem, sendo você de esquerda eu já sei que quando o leio não concordarei com tudo. Respeito isto.

Mesmo assim, às vezes gosto de seus pontos de vista. É uma ilha não corrompida neste portal do IG.

Eu não sei se sou de direita. Até hoje isto é um dilema para mim. Não sou conservador, sou liberal, nos costumes e na economia. Acho que sou de centro.

Mas me incomoda na esquerda a defesa de seus assassinos, assim como me incomoda na direita os que lá defendem os deles. Infelizmente tenho visto mais a esquerda defender os seus do que a direita os deles.

Prezo a moderação, a liberdade, o indivíduo, não gosto portanto de revoluções, pois causam morte e destruição. Isto me exclui da esquerda.

Não gosto do conservadorismo que impede o avanço da sociedade. Isto me exclui da direita.

Estou ficando acostumado a ser órfão político.

Mas o que gostaria de dizer é que você cai muitas vezes em simplificações e em pontos de vistas não tão democráticos, quando se prende à necessidade de ser de esquerda.

Gosto de esquerdistas e direitistas que pensam de forma livre e não se alinham com os erros de seus pares ideológicos. Você às vezes é assim, às vezes não, infelizmente.

quarta-feira, 5 de março de 2008 11:23:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Uma pergunta ao pessoal do "antiterrorismo": como deveríamos reagir se a Colômbia invadisse nosso território para matar alguns farquistas?
Deveríamos consentir, em nome dos altos objetvos do Sr. Uribe e do Sr. Bush?
Tá valendo de tudo agora?

S.

quarta-feira, 5 de março de 2008 12:56:00 BRT  
Blogger Na Periferia do Império disse...

Prezado Alon,

Philip T. Chicola, citado pelo New York Times, não é ninguém menos que atual Embaixador Adjunto dos Estados Unidos no Brasil, e antigo coordenador do "Plano Colômbia".

Se tiver interesse, leia "The New York Times diz que Embaixador Adjunto dos Estados Unidos no Brasil se reuniu com Raúl Reyes" em http://naperiferiadoimperio.blogspot.com/

um abraço

quarta-feira, 5 de março de 2008 20:08:00 BRT  
Anonymous Cfe disse...

Duas perguntas ao anônimo das 12:56

1º) Como deveríamos agir se fosse comprovado que as Farc andassem em território brasileiro, com armas, munições e utilizasse nosso país como base de ataque a Colômbia?

2º)Como deveríamos agir se algum grupo armado utilizasse território de um país vizinho para nos atacar?

quarta-feira, 5 de março de 2008 21:42:00 BRT  
Blogger thiago meia disse...

"Prezo a moderação, a liberdade, o indivíduo, não gosto portanto de revoluções, pois causam morte e destruição. Isto me exclui da esquerda."

ranzinza, o que te exclui da esquerda é prezar pelo indivíduo. Morte e destruição não são consequências apenas de revoluções, mas também de sistemas anti-democráticos de distribuição de renda, como historicamente tem sido o deste país.

A esquerda defende mais os assassinos do seu lado do espectro político? Oras, quantos não defendem Rota, Bope, Mossad, e políticas repressivas contra manifestos em favor de direitos civis? Sem contar os poucos viúvos que ainda tem coragem de defender OBAM, Doi-CODi e afins, como o indivíduo que perguntou:

"Sumarizando, enquanto um grupo usa meios de terror, deve ser usado a força para contê-lo. ou vc pensa diferente?"

Em resposta, digo que foi concordando com este lamentável raciocínio que grupos de extrema esquerda pegaram em armas contra a ditadura. Ou ditabranda, como queiram.

domingo, 24 de maio de 2009 06:54:00 BRT  

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