sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Demanda é que não vai faltar (15/02)

Coluna (Nas entrelinhas) publicada hoje (15/02/2008) no Correio Braziliense.

A Europa que exige pedigree dos nossos bois é a mesma que tenta nos impingir a importação de suas montanhas de pneus usados. Querem vacas com check-up, enquanto nos empurram o lixo deles

Alon Feuerwerker
alon.feuerwerker@correioweb.com.br

Há alguns dias, a principal revista americana sobre a indústria do cinema publicou um texto para dizer que o filme brasileiro Tropa de elite é fascista. Foi o que bastou para despertar aqui as vozes de sempre, ecoando a tese e apresentando o veredicto da Variety como prova de que estariam corretas as críticas ao filme de José Padilha.

Num outro episódio, aparentemente desconectado desse, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, protagonizou na quarta-feira o inusitado espetáculo de comparecer ao Congresso Nacional para fazer o papel de advogado do protecionismo europeu contra a carne bovina brasileira.

Nada a ver? Tudo a ver, infelizmente. São ainda marcantes entre nós os traços mentais resultantes de séculos de dominação colonial. Se alguém com sobrenome anglo-saxônico deita falação na Variety, ou no The New York Times, tem razão a priori. Se a Europa, a pretexto de “proteção sanitária”, estabelece unilateralmente o número de fazendas brasileiras das quais importará carne, também está certa, por definição.

Qual foi o último filme americano que merece ser celebrado como crítica radical ao mercado de consumo de drogas nos Estados Unidos? O problema dos gringos com Tropa de elite tem a mesma raiz dos ataques desferidos contra a obra pelos nossos círculos supostamente bem-pensantes. Não aceitam o fato de que o consumo pelas classes média e alta é o principal estímulo à produção crescente de drogas e ao narcotráfico. E, portanto, à disseminação da violência e da insegurança. A questão está sintetizada numa das frases antológicas do Capitão Nascimento:

—-Eu sempre me pergunto: quantas crianças a gente tem que perder para o tráfico só para um playboy rolar um baseado?

Talvez por ignorância, não me lembro de um filme americano que tenha colocado a questão nesses termos. Dirão os cínicos que é porque os Estados Unidos são o maior mercado consumidor de drogas do planeta. Para compensar esse detalhe, despejam dinheiro, armas e soldados na repressão aos mercados produtores, em países da periferia do sistema. O único problema é que de vez em quando topam com um Evo Morales.

O tratamento que os americanos dão ao flagelo da droga supõe a existência de duas categorias de cidadãos. Os deles, que merecem ser afagados e compreendidos — e cujas escolhas comportamentais devem ser lançadas na conta dos tempos modernos. E os demais, sobre quem vai recair o ônus de pagar pelos pecados de uma sociedade doente.

Ora, também no tema da carne brasileira exportada para a Europa institucionalizam-se duas categorias de consumidores. Se o Ministério da Agricultura considera que determinada carne é adequada ao consumo dos brasileiros, por que razão não seria adequada à mesa dos europeus? Em outras palavras, se um certo produto alimentar não tem condições sanitárias para entrar no mercado europeu, tampouco deveria ter sua venda autorizada aqui.

Os países desenvolvidos compensam a ineficiência de sua agricultura com pesados subsídios e com barreiras protecionistas, algumas vezes embaladas com roupas “ecológicas” ou “sanitárias”. É justíssimo que haja preocupações sanitárias e ecológicas quando se trata de produzir alimentos, mas isso não deve nos condenar à ingenuidade ou à subserviência nas relações comerciais com o Velho Mundo.

Até porque, recorde-se, a Europa que exige pedigree dos bois brasileiros é a mesma que tenta nos impingir a todo custo a importação de suas montanhas de pneus usados. Enquanto pedem de nós vacas com check-up, empurram-nos o lixo deles em forma de borracha.

Se o Brasil acha que as exigências sanitárias da União Européia são razoáveis, deve implantá-las internamente. Se houver lógica em mais de duas mil fazendas brasileiras de primeira linha serem proibidas de exportar para os europeus, elas também devem ser impedidas de colocar seu produto na casa do cidadão brasileiro. Mas, se o governo acha que os obstáculos são apenas protecionismo disfarçado, deve reagir. Na Organização Mundial do Comércio (OMC) e no mercado. Retaliando. Que os europeus sintam no bolso as conseqüências da arrogância imperial.

De vez em quando, orgulho nacional nos faria bem. Na cultura e nos negócios. Ainda por cima quando os fatos ajudam. Tropa de elite é ótimo e nada tem de fascista. E, no ritmo em que cresce o consumo chinês, demanda por carne de vaca é que não vai faltar.

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13 Comentários:

Anonymous Cfe disse...

Alon,

Poís é... cliente manda. Os papéis invertem-se e o Brasil considera não haver vantagens em comprar pneus usados: os europeus, se quiserem, que ofereçam produtos com mais qualidade pois quem quer vender são eles.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008 09:08:00 BRST  
Blogger Paulo disse...

Lúcido, lúcido!

Pois é, falta verde e amarelo no sangue de muitos.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008 11:48:00 BRST  
Blogger Rodrigo disse...

Boa Alon! A OMC serve pra que mesmo? Comédia...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008 19:25:00 BRST  
Blogger Rodrigo disse...

Boa Alon! A OMC serve pra que mesmo? Comédia...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008 19:25:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

De novo vem você com essa baboseira de que a classe média e a alta que consomem drogas são responsáveis pela violência do tráfico. Ai! Normalmente o moralismo alheio não me incomoda, mas vindo de você incomoda muito – sou seu leitor diário e aprecio muito suas análises sobre o cenário político.
É um tanto quanto óbvio que a violência não é provocada pelo consumo de drogas ilícitas, mas pela proibição. Aliás, como esclarecem as pessoas que estudam o assunto, a maior parte das transações envolvendo drogas não redunda em violência, e a maior parte dos traficantes não é violenta – daí os especialistas defenderem penas menores para o tráfico – o traficante violento, homicida, torturador, estuprador, é minoria absoluta - e ele já vai ficar enjaulado pelos outros crimes.
É a proibição do uso de drogas que possibilita a existência do narcotráfico. Se as drogas pudessem ser compradas, poderia até ter contrabando, mas não tráfico – ah, sim, e poderíamos taxá-las e usar parte dos recursos para um fundo destinado a administrar os cuidados com os que certamente abusarão das drogas ao invés de consumi-las com moderação.
A lógica é cristalina: o abuso não tolhe o uso, porém meu uso faz de mim co-responsável pelas vítimas do abuso. Como deveria ser para o álcool e o fumo. Aliás, há muito mais mortes devidas ao álcool do que ao consumo de drogas. Desconfio mesmo que as mortes relacionadas ao consumo de álcool devem ser superiores à soma das vítimas das drogas ilícitas com as do narcotráfico. E tenho certeza que todo ano, no Brasil, a quantidade de internações para o tratamento do alcoolismo é abissalmente maior do que a soma dos internados para o tratamento de todas as outras drogas. E a solução não é proibir o consumo de álcool, mas insistir na informação. Do ponto de vista da saúde, não faz muito sentido ficar hierarquizando drogas em melhores ou piores – tipo: o álcool é pior que a maconha – todas são ruins, e as pessoas devem ter consciência das conseqüências das drogas que usam.
Na minha experiência, as drogas são consumidas por todas as camadas da sociedade: as rodinhas de maconheiros que se formam no horário do almoço em alguns estacionamentos das zonas centrais de Brasília juntam guardadores de carros, mendigos azarões, e jovens de “boas famílias”, alguns estagiários de tribunais, e por vezes respeitáveis servidores públicos. De onde você tirou essa idéia de que as classes mais abastadas é que são as consumidoras? Não existe nenhuma fonte de dados que permita afirmar isso para o Brasil (desconfio que nem para outros países).
Você está pensando naquela pesquisa ridícula da FGV? Pergunte a qualquer pessoa que entenda um pouquinho de estatística/econometria o que ela acha de fazer um logit para uma amostra de 100 mil pessoas para modelar uma variável que tem menos de 15 sucessos. É, Alon, segundo a POF, não existe consumo de drogas no estado do Rio de Janeiro, e ser católico está associado ao consumo de drogas ilícitas – você acha que a POF serve para falar sobre consumo de drogas? Por que será que o IBGE nunca fez um relatório sobre isso? Acorda, aquela pesquisa da FGV foi uma das piores porcarias que já vi produzida. Duvido que seu perpetrador tenha a coragem de apresentar aquilo em um congresso da sua profissão. É essa a pesquisa em que você está se baseando para fazer essa afirmação?
Agora, fora de série neste seu post é a crítica à mentalidade de colonizado. Eu concordo 100% com as suas críticas. Agora, você não é ignorante e sabe que nas primeiras décadas do século XX muitas das drogas ilícitas hoje eram legais. Você já parou para pensar que as drogas proibidas hoje são as drogas dos colonizados, e que as amplamente consumidas pelos colonizadores são as lícitas? Vá ler sobre a história da proibição da maconha para acrescentar mais um caso ao seu rol de evidências de colonialismo. Se os franceses ao invés de vinhedos tivessem “maconhedos” seculares talvez hoje você estivesse fumando um “verdinho de Bordeaux” no narguilé do Zuu (eles lhe apresentariam uma “carta de bagulhinhos”), e tivesse que recorrer ao mercado clandestino para comprar vinho. Outro argumento que já vi você usar é o de que a sociedade não quer a liberação das drogas (aliás, você usa esse para aborto também). E daí que a maioria não queira? Acaso você pensa que a democracia é uma ditadura da maioria? É? Eu pensava que nas democracias as minorias deveriam ter respeitadas suas aspirações (sem duplo sentido). Se 10% da população acham que as drogas devem ser liberadas, você não acha que se deveria pensar uma forma de acomodar o desejo destes milhões de pessoas? E se alguma pesquisa disser que a maior parte da população é a favor de fechar o Congresso Nacional (extremamente provável)? Você vai defender isso?
Vou deixar uma para você responder: e se fosse liberada, não a comercialização aberta e irrestrita de todas as drogas, mas apenas a produção para o próprio consumo em locais privados? Topas? Está na hora de você pensar melhor sobre o assunto e rever suas opiniões sobre ele. Ser cabeça dura e insistir em argumentos tão bobos, definitivamente não combina com você.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008 20:42:00 BRST  
Anonymous Adjutor Alvim disse...

Alon,

confesso que não vi "Tropa de Elite", então não posso julgá-lo. Entretanto, o que me assustou foi sua repercussão na classe média que passou a repetir os bordões do BOPE/Cap. Nascimento. Talvez o filme, em si, não tenha sido nazista, mas a incorporação do Cap. Nascimento à galeria de heróis nacionais parece-me que foi.

Da mesma maneira, não consigo assimlar a glorificação de João Guilherme Estrella. Embora respeite sua trajetória pessoal, a maneira como foi retratado no filme (este sim, eu assisti) fez parecer que tudo era uma brincadeira de adolescente desajustado e ele não tinha a mínima idéia das conseqüências de seus atos. Achei a sentença estarrecedora, foi só confessar e arrepender-se que conseguiu uma pena muito bem perto da mínima. Estou convicto que se ele fosse negro, morador de favela, a pena seria muito maior.

sábado, 16 de fevereiro de 2008 17:51:00 BRST  
Anonymous Agrimaldo disse...

A questão do filme tropa de elite não é ideológica, mas artística. Não tenho nada contra ideologicamente falando. Mas artisticamente é um zero à esquerda. Acho que foi que o cara da Variety quis expor.

Não pense que o Rambo IV é um filme para ganhar Oscar. Assim como não penso que Tropa de Elite também o é.


Acho que este filme foi o primeiro blockbuster brasileiro de verdade, e as pessoas por aqui, não acostumadas com isso, acabaram o confundindo como um bom filme de verdade. É apenas um filme de entretenimento comum. Nada mais que isso.

É um pouco ridículo supor que o crítico americano criticou o filme porque o filme faz uma critica à classe média.


Fiquei realmente surpreso ao saber da noticia do premio de Berlim. Vai ver é porque hj é a era dos Brics, sempre se dá um jeitinho de se colocar algo deles para aparecer. Bricadeira à parte, mas vejo ai o respeito pelo que se tem hj por estes paises que formam o BRIC.

E fico feliz por isso. Porque ao menos mostra que o Brasil tá sendo levado a sério.

domingo, 17 de fevereiro de 2008 11:10:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Não faz muito tempo, o termo carne de vaca era usado para designar algo fácil de achar, até no sentido de insignificância ou de coisa barata, ou alguém sempre presente em festas etc. Talvez seja por isso a amostra de mais de 2.000 propriedades à EU, ao invés das 300 solicitadas. Afinal era tudo carne de vaca. Do jeito que vão as coisas, tudo perdeu significância tão rapidamente que, daqui a pouco, termos como caviar russo, ovas de estrujão iraniano, baiaku das fossas abissais, pérolas negras, serão utilizados com o mesmo sentido que carne de vaca tinha anteriormente.
Sotho

domingo, 17 de fevereiro de 2008 12:55:00 BRT  
Anonymous Edgard disse...

Alon,

Como Médico Veterinário, tenho que dizer que concordo apenas em parte com vc. Quanto a glamourização das drogas pelas "classes dominantes", faço meus os argumentos do digníssimo anônimo ali em cima. Quanto às exigências da UE para a carne brasileira, tenho que fazer alguns reparos. A rastreabilidade dos rebanhos é exigência antiga da UE. Para vc ter uma idéia, eu entrei na faculdade em 94 e desde meados de 96, a UE já colocava que esse dia chegaria. Essa exigência, à época (96, se não me engano) foi colocada pois pipocavam focos de febre aftosa no Brasil e nós argumentávamos que "país é muito grande" e que "não se podia crucificar o rebanho inteiro por causa de um ou dois casos da febre em áreas isoladas e, muitas vezes, de fronteira". A forma que se chegou a um acordo para continuarmos vendendo carne à eles foi a implantação de um sistema de rastreabilidade dos rebanhos para que, ao comprar a carne, eles (a UE) soubessem se a carne era proveniente de região com surto de febre aftosa ou não. Iniciamos os procedimentos para implantarmos a rastreabilidade mas isso virou uma bagunça de proporções sodômicas! Existem muitas empresas certificadoras envolvidas em fraudes! Muitos bois doam sua identificação de origem para bois provenientes de áreas ainda não livres da Febre. Essa bagunça é conhecida e denunciada diversas vezes até mesmo pelos Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária. Medidas corretivas nunca foram tomadas. Considerando isso, será que o Ministro deve, realmente, proibir a venda de carne produzida aqui, para o consumo interno? Teriamos então uma população quase vegetariana? Não sei qual a sua opinião, mas, seguindo a lógica do seu texto, passo a acreditar que sim! O Governo deveria sim, proibir o consumo interno. O abate clandestino ainda é um probelma sério...um percentual grande (40% em 2000) da carne consumida no país ainda não é inspecionada. O que fazer? Moralizar ou fingir que está tudo bem só porque nós comemos carne de procedência duvidosa?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008 00:28:00 BRT  
Blogger Pedro disse...

Anônimo, você está argumentando como um usuário de drogas. Nunca te disseram que drogas faz mal? E o pior de tudo, afeta diretamente sua família financeiramente e psicologicamente. Quantas crianças terão que morrer pra que você possa desfrutar desse prazer nefasto? E em relação ao álcool, deveria ser punido aquele que, devido
ao seu uso, causasse algum dano à qualquer pessoa. No caso de atropelamentos, batidas seguidas de
morte, e por aí vai.
Se quer se matar, ou prejudicar-se
de alguma maneira, o faça sem causar dano, de qualquer tipo, à alguem.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008 14:02:00 BRT  
Blogger Consultor disse...

O governo não tem que mexer um dedo sequer para defender os interesses desse pessoal do agronegócio. São uma cambada de sonegadores. Que se virem.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008 18:29:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Caro Pedro,

Eu escrevi (volte ao meu comentário e leia, por favor, você provavelmente não leu com atenção) que TODAS as drogas são ruins, sem exceção, e que não há droga melhor ou pior.
O melhor é não usar drogas, sequer experimentá-las para não correr o risco de gostar.
Porém, é fato que a proibição das drogas causa mais danos do que as próprias drogas ilícitas.
Você insinua que eu sou usuário de drogas, sou mesmo, eu BEBO e já fumei - TABACO - mas isso não vem ao caso. A discussão é sobre idéias, não sobre as preferências dos debatedores. De mais a mais, minha posição não é nada original, é defendida por muitas pessoas e instituições absolutamente insuspeitas. Eu poderia insinuar que você é chegado numa manguaça, mas prefiro discutir os seus argumentos.
Há uma droga lícita no Brasil, o álcool que causa muito mais danos , mata muito mais criancinhas, e causa mais problemas sociais, familiares, psicológicos e de saúde que todas as drogas ilícitas juntas. Isso é fato. Basta conferir os dados sobre mortalidade e sobre internações para tratamento.
Ou seja, para ser coerente com o seu argumento de que as criancinhas não podem morrer para que alguns desfrutem de "prazeres nefastos", você teria que defender a proibição do álcool, pois ele provoca todos os problemas que você aponta e em escala gigantesca.
Por que no caso das outras drogas não deveriam ser punidos também apenas os que abusam e causam danos às outras pessoas? Deve ser por que "drogas faz mal" (sic)? Você acha que álcool não faz mal?
Qual o dano que provoca à sociedade uma pessoa que produz e consome sua própria droga em casa em quantidades moderadas? Ela não está se matando sem prejudicar ninguém? O importante é que as pessoas saibam o que estão fazendo e tenham consciência das conseqüências.
E se você vivesse numa sociedade aonde fosse permitido fumar maconha, mas não beber um gorozinho? Eu ia querer morrer, não passo sem uma manguaça...
O que é de gosto regala a vida, Pedro, não regule os prazeres alheios, principalmente se não te incomodam, pois um dia alguém poderá querer regular os seus.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008 23:47:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

As pessoas que advogam a liberalização das drogas não tem ideia da devastação que elas causam.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008 11:09:00 BRT  

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