sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Terror e política (11/01)

Quem quiser saber mais sobre as origens recentes da violência política na Colômbia pode ler os verbetes La Violencia, Jorge Eliécer Gaitán e Bogotazo, na Wikipedia. E esse negócio de guerra civil no país vizinho é bem antigo, como pode ser visto em O amor nos tempos do cólera (clique na imagem), que está em cartaz, baseado naturalmente na monumental obra de Gabriel Garcia Márquez. Em resumo, a violência política moderna na Colômbia nasceu das refregas entre os liberais e os conservadores. Mais especificamente, de estes últimos terem abortado em meados do século passado a ascensão política de massas populares urbanas, cujo símbolo maior era o liberal Gaitán -afinal assassinado. Uma pesquisa sobre o sistema eleitoral colombiano mostra que as mulheres só obtiveram o direito a voto em 1957. E só em 1986 foi implantada a eleição direta de prefeitos e governadores. Na Colômbia, a falta de um ambiente de convivência democrática mais cristalizado decorre principalmente de um sistema político historicamente elitista e oligárquico. Sistema no qual, repito, a violência foi institucionalizada por décadas, pela classe dominante, como o método preferido para resolver as disputas pelo poder e as questões políticas em geral. Não foram as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) nem o ELN (Exército de Libertação Nacional) quem inventou a guerra civil na Colômbia, ainda que ambas sejam legítimas herdeiras da tradição insurrecional e guerrilheira naquele país. Por que estou discorrendo sobre isso, sobre a história da violência política na Colômbia? Tenho a pretensão de que as pessoas que se dão ao trabalho de vir até aqui e gastam seu tempo lendo o que escrevo participem do esforço de introduzir alguma racionalidade no debate político. Agora a disputa é sobre se as Farc são ou não são terroristas. De um ângulo racional, essa polêmica não tem qualquer importância. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, começou seu atual périplo pelo Oriente Médio visitando o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Quem vem a ser o líder da Fatah, princpal partido político palestino. A Fatah tem um braço paramilitar, as Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, responsáveis por uma série de atentados a bomba contra civis israelenses. Por que Bush não exige que a Fatah dissolva imediatamente seu braço paramilitar como pré-condição para quaisquer negociações relacionadas à fundação de um estado palestino? Porque não seria realista, ainda mais agora que a Fatah e Abbas são o trunfo americano e israelense contra a expansão do poder do Hamas. Aliás, a Síria acaba de participar, como convidada dos Estados Unidos, de uma conferência em Annapolis (EUA) destinada a discutir um futuro de paz no Oriente Médio. Isso apesar de Damasco ser suspeita em Washington de operar os cordéis na escalada de atentados contra políticos libaneses de orientação anti-Síria. A política é complexa. A diplomacia, mais ainda. Vejam a definição oficial de terrorismo, segundo os Estados Unidos (em inglês, Wikipedia):

…activities that involve violent… or life-threatening acts… that are a violation of the criminal laws of the United States or of any State and… appear to be intended (i) to intimidate or coerce a civilian population; (ii) to influence the policy of a government by intimidation or coercion; or (iii) to affect the conduct of a government by mass destruction, assassination, or kidnapping; and… (C) occur primarily within the territorial jurisdiction of the United States… [or]… (C) occur primarily outside the territorial jurisdiction of the United States…" (...)

O espectro é amplo, como se vê. Basicamente, para os americanos, terrorismo é aquilo que os americanos crêem ser terrorismo. Na terra deles ou em outro lugar qualquer. Tampouco vou perder aqui meu tempo discutindo se os Estados Unidos têm ou não o direito de definir o que é terrorismo para eles. Também da Wikipedia, um depoimento interessante de Edward Peck, um típico liberal americano (o adjetivo lá é sinônimo de esquerdista):

In 1985, when I was the Deputy Director of the [Ronald] Reagan White House Task Force on Terrorism, they asked us — this is a Cabinet Task Force on Terrorism; I was the Deputy Director of the working group — they asked us to come up with a definition of terrorism that could be used throughout the government. We produced about six, and each and every case, they were rejected, because careful reading would indicate that our own country had been involved in some of those activities. […] After the task force concluded its work, Congress got into it, and you can google into U.S. Code Title 18, Section 2331, and read the U.S. definition of terrorism. And one of them in here says — one of the terms, “international terrorism,” means “activities that,” I quote, “appear to be intended to affect the conduct of a government by mass destruction, assassination or kidnapping.” […] Yes, well, certainly, you can think of a number of countries that have been involved in such activities. Ours is one of them. Israel is another. And so, the terrorist, of course, is in the eye of the beholder (...)

Quem acompanha este blog sabe da minha repulsa ao terrorismo. Pesquisem. E da minha rígida defesa dos direitos das vítimas da violência. Pesquisem. Só que eu não misturo essas coisas com política. Acompanhei hoje o noticiário sobre as condições vividas pelos prisioneiros das Farc. Parece ser uma reprodução, na selva e com menos tecnologia, do que se passa com os detidos pelos Estados Unidos em Guantánamo (foto). Eu não me meto em campanhas contra a prisão americana na ilha cubana, assim como não vou ficar aqui lamentando as desumanas condições em que sobrevivem os presos das Farc. A guerra é sempre um horror. Se o sujeito não gosta das conseqüências da guerra, o melhor é buscar caminhos que permitam dar um basta ao conflito. Na África do Sul, na Nicarágua, em El Salvador, no Uruguai (onde ex-tupamaros presidem ambas as Casas do Congresso) ou na Palestina, grupos que a seu tempo foram classificados de terroristas hoje disputam o poder pela via eleitoral, em geral com sucesso. Na Colômbia, o desejável é que se siga por esse mesmo caminho. A libertação ontem das duas reféns deveria, penso eu, abrir espaço para um diálogo patriótico incondicional. Quem não quer esse diálogo? Aqueles cujo poder repousa exatamente na existência de uma guerra civil. Sem a guerra civil, Álvaro Uribe deixa de ter significado político. Reparem como se torceu freneticamente para que a operação de soltura das reféns terminasse em fracasso. Uma Colômbia em paz significará estrada aberta para a ascensão da esquerda colombiana ao poder. É disso que se trata. E, como em outras situações semelhantes, logo os Estados Unidos perceberão que essa pode ser a melhor alternativa também para eles. Que, no fundo, só não querem é confusão ao sul do Rio Grande.

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24 Comentários:

Anonymous Cfe disse...

Caro Alon,

Meus sinceros parabens pela sua repulsa oa terrorismo.

Apontar o tratamento conferido pelo EUA ao presidente da Autoridade Palestina, líder da Fatah, como exemplo da evolução política é muito importante. Mais importante ainda é ressaltar que a OLP resolveu há já alguns anos renunciar ao terrorismo: pelo menos formalmente. E o atual líder sempre se mostrou mais inclinado a um acordo de paz do que anterior, Yasser Arafat.O caso da
África do Sul tambem é semelhante, sem falar que estava no contexto da Guerra Fria.

O convite da presidente da Síria nada mais é do que o reconhecimento da importância fulcral que este país tem na estabilidade da região que está inserido. Poderia ter lembrado o caso do Kadhafi, presidente-monarca da Líbia, como exemplo da inclusão internadcional de ex-párias internacionais.

Em relação a sua comparação das condições dos prisioneiros das FARC com os detidos pelos EUA em Guantánamo é preciso ressaltarmos que o motivo, objetivo e as condições de soltura são muito diferentes num e noutro caso. Nem vou dizer que é um melhor ou mais justo do que outro, apenas que são incomparáveis.

Por razões pessoais acompanho sempre com curiosidade o caso dos terrorisas da ETA na Espanha, um grupo sem objetivos definidos que tal e qual as FARC, estão muito acostumados com a sua vida de bandoleiros e por isso não tem a intenção de fazer a paz realmente. Nunca houve governo tão conversador e compreensivo com esse grupo como o de Zapatero e no entanto este não conseguiu nada. Para mim a breve prazo transforma-se-ão num espécie de máfia italiana,isso se a polícia espanhola não conseguir prende-los, até porque falta pouco para o aliado Fidel fechar os olhos e o regime castrista mudar.

Falando em Máfia itáliana, relembremos o caso das brigadas vermelhas que foram desmanteladas graças uma firme ação das autoridades italianas e não a conversas políticas.

Para terminar só quero comentar o seguinte: se há certeza de que a esquerda triunfará após a paz porque é que as Farc não depõe as armas?

Cordialmente,

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008 22:17:00 BRST  
Anonymous Hugo Albuquerque disse...

Parabéns Alon, seu comentário foi brilhante e extremamente necessário nesse momento.
Muito tem se comentado nesses dias sobre a triste realidade colombiana por conta das recentes negociações para a libertação dos reféns, no entanto, o que se vê é um profundo desconhecimento sobre a história colombiana e a violência naquele país.
Sobram analíses apressadas ou mal-intencionadas que dão a impressão de que a crise colombiana seja uma especíe de bang bang na selva onde mocinhos estão a confrontar bandidos.
Não é isso definitivamente.
Aliás, há um ponto que você não tocou e é fundamental: O caso do Unión Patriótica, partido político formado por ex-guerrilheiros que abandonaram a luta armada na breve abertura que houve na Colômbia nos anos 80 e que sofreu perseguições implacáveis por parte dos grupos conservadores com o assassinato de inúmeros membros.
Esse advento marcou o início do atual ciclo de violência naquele país.
Um abraço!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008 23:07:00 BRST  
Blogger Rodrigo disse...

Não quero melindra ninguém, mas o governo democraticamente eleito na Palestina é o Hamas...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008 23:35:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...


Quem não quer esse diálogo? Aqueles cujo poder repousa exatamente na existência de uma guerra civil.

Que seria as FARC, e não Álvaro Uribe.

Nos últimos anos o governo colombiano vem avançando no diálogo com a ELN, inclusive com a libertação de reféns. Este diálogo foi iniciado justamente pelo presidente Uribe e mediado pelo governo cubano. A FARC no entanto recusou o diálogo e chegou a declarar guerra a ELN!

A comparação com Guantánamo é esdrúxula. Ao que eu saiba lá não existem mulheres presas, muito menos crianças. Pessoas não são fuziladas por tentar fugir. E isso é só o começo da comparação.

O sequestro de reféns é só uma das modalidades de terror das FARC. Um dos seu métodos mais cruéis é o uso de "colares-bomba" que são colocado no pescoço de suas vítimas, e somente retirados após o pagamento da extorsão. Em 2000 a FARC assassinou Elvia Cortez desta forma diante das câmeras (procurem as imagens no Google). Élvia era uma camponesa com quatro filhos de quem a FARC queria extorquir dinheiro.

É claro que nenhuma análise das FARC pode ser feita sem mencionar o seu principal business, o tráfico de drogas. Em uma eventual negociação política, a FARC abriria mão do seu negócio? Dá para entender porque ela resiste tanto em negociar com o governo da Colômbia.

sábado, 12 de janeiro de 2008 05:45:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Cfe,

cá estamos novamente, continuando o debate do post anterior. Devo dizer que não estou aqui de parti pris de espécie alguma em relação à Colômbia. Meu interesse é o Chávez e sua cara feia.
Mas vc escreveu algo que suscitou minha curiosidade sobre o quanto as pessoas pensam antes de escrever suas mensagens ao Alon: disse vc que "se há certeza de que a esquerda triunfará após a paz porque é que as Farc não depõe as armas?".
Não te parece um pouco óbvio que a paz é um processo bilateral, que deve ser alcançado negociadamente mediante concessões recíprocas, para que realmente se caracterize como entendimento e não como aniquilação?
Que dúvida poderia haver no espírito de qualquer um que já não tenha posição firmada (como parece ser, smj, o seu caso) de que se as FARC depositrem armas agora serão dizimadas pelos exércitos regulares colombianos? Os caras sobrevivem e são fortes justamente porque dominam territórios pela força das armas. Em sã consciência, deporiam as armas, só para seguir uma sugestão "pacifista" tua?

Abs,

Ignotus

sábado, 12 de janeiro de 2008 11:37:00 BRST  
Anonymous El Chavo del disse...

Alon, o terrorismo é aquilo que está perto e nos atinge.Explico, para o irlandes em Nova Iorque era normal enviar recursos para o IRA Para o libanês que mora no Brasil é fácil considerar o Hezbollah como insurgente. E, para a intelectual mineira foi fácil ver "raízes' sociais no PCC.
Mas, quando explodem as bombas no WTC e, morrem muitos descedentes de irlandeses (eles controlam o corpo de bombeiros e polícia), quando a filha do libanês passeia em Israel e, explode uma quitanda do outro lado da rua e, quando a filha da intelectual é quase queimada em ônibus na V. Madalena, a palavra passa a ser terrorista.
Não há outra palavra. Quem explodia pubs na Inglaterra, quem destroi quitandas em Israel, quem incendeia ônibus e, quem sequestra pessoas e os mantém em cativeiros são terroristas. Ponto Final. Que se reserve a eles, o mesmo que fizeram com suas inocentes vítimas.

sábado, 12 de janeiro de 2008 13:07:00 BRST  
Anonymous taq disse...

Desta vez vc se superou.

sábado, 12 de janeiro de 2008 14:34:00 BRST  
Anonymous Cfe disse...

Ignotus,

Obrigado pelo título.

Parece que vc não sabe porque o Uribe ganhou de barbada logo no primeiro mandato.

Se esqueceu, eu lembro: foi porque seu anterior presidente, Andrés Pastrana, estabaleceu conversações com as Farc sem exigir a deposição das armas. Enquanto havia conversações de paz, esse grupo rebelde ampliou seu poder pois foi estabelecida um zona gigante de mais de 40.000 km2 onde o exército colombiano não combatia esse grupo.

Uribe foi contra e o plano fracassou, como não poderia deixar de ser.

É admitido por várias tendências políticas que as Farc traficam droga. Onde é que o Fernadinho Beira-Mar foi preso? E esse grupo já atacou o exército brasileiro durante o governo Collor.

Qual é o objetivo das Farc? Estabeleceriam que tipo de regime? Acaso a Colômbia é uma ditadura? Porque supor que devessem ter direito a conversações numa atitude de igual para igual com o governo?

É obvio que se o problema fosse garantir a integridade física dos combatentes os dirigentes das Farc pediriam a intermediação dum qualquer organismo internacional para que o governo elaborasse uma lei de anistia. O que não é o caso.

Tendo em conta esses fatos, eu tenho idéia firmada sim:

1º) Anistia total e reintegração numa normal vida se quiserem render-se incondicionalamente - pois a Colômbia é uma democracia- que poderia ser fiscalizada pela Cruz Vermelha, por exemplo;

2º) Combate total a quem quiser ter um vida de bandoleiro, sequestrando, traficando e praticando todo o tipo de crimes sob falsos argumentos.


Cordialmente,

Cfe

sábado, 12 de janeiro de 2008 18:19:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Textos do Le Monde Diplomatique sobre como foi dizimada a esquerda que aceitou acordos de paz na Colômbia. Ajuda a entender por que da resistência armada. Referem-se ao extermínio da União Patriótica.

http://diplo.uol.com.br/2005-05,a1114

http://diplo.uol.com.br/2007-10,a1991

http://www.infoalternativa.org/
amlatina/colombia014.htm

http://infoalternativa.org/
amlatina/colombia012.htm

sábado, 12 de janeiro de 2008 21:12:00 BRST  
Anonymous emanuel disse...

realmente, a comparação entre prisioneiros de guantanamo e refens das FARCs é meio forçada, descabida até.

Ambas situações demonstram a crueldade e o desapreço pelos direitos humanos.

Mas são diferentes. Os autores dos crimes estão em posições diferentes.Querer contrapor um ao outro é ceder à tentação fácil de comparar as maldades de cada um...

Isso é muito utilizado pelos fundamentalistas da esquerda e da direita. Me decepciono um pouco ao ver o Alon cair nessa esparrela...

Talvez seja romantismo meu, tolice, ignorancia até... Mas creio que ainda existam valores que estão acima do Sr. Bush, do Sr Chavez, Uribe, Abbas, ou quem quer que seja.

sábado, 12 de janeiro de 2008 23:01:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Cfe,

obrigado pela resposta. Mas continuo achando que a coisa é um tanto mais complexa. Não há condições de uma deposição de armas pura e simples. Como também não há condições de uma vitória militar do governo colombiano sobre a guerrilha. Estabelecer um diálogo mediante a condição prévia da deposição de armas é o mesmo que recusá-lo. Não se esqueça que, com narcotráfico ou sem, com métodos ortodoxos ou heterodoxos, os caras controlam militarmente um terço do país. Isso deve ser levado em consideração sempre. Mas respeito sua posição.

Abs,

Ig

domingo, 13 de janeiro de 2008 01:51:00 BRST  
Anonymous Cfe disse...

Ignotus,


Não para prolongar, só para esclarecer que concordo com a complexidade do caso. Não será fácil resolver a questão.

E que minhas opiniões são baseadas no caso da Eta, do Ira e das Brigadas Vermelhas.

Abs.

Cfe

domingo, 13 de janeiro de 2008 11:06:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, parabéns pelo comentário. Os atos da FARC são terroristas tal qual os atos dos Estados Unidos (Guantánamo, Iraque, prisões ilegais na Europa, etc). Um detalhe que passou despercebido e merece melhor esclarecimento: os poderes da Autoridade Palestina e do Primeiro Ministro Palestino. Se não estou enganado, a Constituição Palestina estabeleceu o poder político parecido com a Constituição Francesa, há a figura do primeiro ministro com poderes de governança interna, mas há os poderes do Presidente dentre as quais definir a política externa, e a representação do "Estado" de fato. Se eu estiver errado peço a ajuda para me corrigir. Feliz 2008 a todos.

Rosan de Sousa Amaral

domingo, 13 de janeiro de 2008 12:22:00 BRST  
Anonymous zejustino disse...

Há uma grande diferença na comparação entre os prisioneiros de Guantanamo e os da FARC. Os primeiros são mantidos prisioneiros pela potência imperial que se arroga de modelo de democracia e ainda ousa fazer listas de paises que não respeitam os direitos humanos. Os prisioneiros de Guantanamo podem ser, a princípio, qualquer um de qualquer nacionalidade que seja suspeito de atentar contra os intere$$e$ do Império.

Os prisioneiros das FARC estão limitados a uma área particular que só interessa aos colombianos. E as FARC, que eu saiba, não sai por aí arrotando "democracias" para outras nações como faz o império e seus papagaios.

Terrorismo por terrorismo, o imperial é ainda mais asqueroso e covarde.

domingo, 13 de janeiro de 2008 18:52:00 BRST  
Anonymous zv disse...

Alon

Me desculpe, mas falar da Fatah e "esquecer" dos 40 anos da ocupação da Faixa de Gaza e Cisjordãnia pelos israelenses não dá prá engolir...Aliás, é só ver na internet, *** TODOS OS DIAS *** aparecem notícias de que os israelenses mataram x "ativistas" palestinos...***TODOS OS DIAS *** eu vejo isso...

Alon, seu comentários a respeito da política brasileira são bastante sensatos, mas quando entra o assunto Israel você reflete os mesmos cacoetes que vejo em outros judeus na internet: sempre a mesma complacência, a mesma leniência, a mesma insensibilidade, a mesma incapacidade de ver as coisas pelos olhos do outro lado, pelo lado dos oprimidos pelos israelenses.

Normalmente nem me dou ao trabalho de entrar em polêmicas sobre esse assunto, mas estou fazendo uma visitinha ao seu blog depois de muito tempo, e a primeira coisa que vejo é essa posição parcial, tendenciosa, portanto estou postando isso para sugerir a você se utilizar, quando falar de israelenses e palestinos, do mesmo bom senso e honestidade que utiliza quando fala da política brasileira.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008 10:38:00 BRST  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Caro zv,

Não vejo sinceramente por que vc deveria ter entendido dessa maneira meu post. Não há nele qualquer crítica aos palestinos. E minha posição sobre o assunto é conhecida. Dois, estados, convivendo pacificamente. Abs.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008 11:01:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Faltou falar da relação das FARC com o tráfico de drogas.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008 11:03:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

"Uma Colômbia em paz significará estrada aberta para a ascensão da esquerda colombiana ao poder."

Pqe essa conclusão ? Ora, o Uribe não foi eleito e reeleito combatendo as FARC ? Vc não acha que existe apoio dentro da Colômbia para a política de enfrentamento a esses bandidos e sequestradores ? Vc acha que o Uribe manipula o inocente povo colombiano para manter a situação de guerra com as FARC ?

Ora Alon, dá um tempo ...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008 14:30:00 BRST  
Anonymous Luiz Lozer disse...

Alon

Parabéns pelo post, lúcido e correto.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008 14:59:00 BRST  
Anonymous Taq disse...

Em mais uma demonstração de Boa vontade das FARC,( que desejam a paz e interromper a produção e o trafico de cocaina, mas são impedidos pelo porco imperialista do URIBE ) sequestram mais 6 pessoas.

Noticia do Estadão,
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) seqüestraram neste domingo, 13, seis turistas na cidade de Nuquí, no Departamento de Chocó, oeste do país, informou o jornal colombiano El Tiempo.

É assim fica dificil, o Uribe fica dando mole e deixando eles sequestrarem pessoas a torto e a direito, assim não há processo de paz que de certo.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008 21:08:00 BRST  
Anonymous Hudson disse...

Uribe foi eleito com apenas 23% dos votos. 55% do eleitorado não votou. Falar que há democracia na Colômbia é hipocrisia grossa.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008 21:12:00 BRST  
Blogger André disse...

Pra mim, "terrorismo" tem a ver com coerção através de violencia sobre pessoas INOCENTES, que não estão diretametne ligadas ao conflito. É uma maneira indireta, alternativa de combater o inimigo, atacando não seus agentes ativos (politicos, militares, policiais, militantes), mas seus familiares, seus filhos, seus pais, seus vizinhos, enfim sua gente. Sequestrar um politico de oposição, não é terrorismo. Terrorismo é sequestrar seu filho, botar bomba no colar de um campones qualquer, explodir mercadinho cheio e jogar bomba atomica sobre uma cidade.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008 00:21:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Tá, seqüestrar político de oposição é o que ? Fazer política ?
Só pode ser brincadeira ...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008 15:17:00 BRST  
Anonymous André disse...

Não, anonimo, isso é guerra mesmo. Se guerra é sinonimo de terrorismo, temos que rever tudo.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 15:49:00 BRST  

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