sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

A saúde, Cuba e os Estados Unidos (04/01)

Uma pesquisa mostra que dois terços dos americanos querem um sistema de saúde que ofereça cobertura universal e seja financiado por impostos pagos por todos os contribuintes. Clique aqui para ler. Transcrevo abaixo, em inglês, o resultado e os dados do levantamento:

Which comes closest to your view?

The United States should continue the current health insurance system in which most people get their health insurance from private employers, but some people have no insurance - 34%

The United States should adopt a universal health insurance program in which everyone is covered under a program like Medicare that is run by the government and financed by taxpayers - 65%

Refused / Not Answered - 2%

Source: Knowledge Networks / Associated Press / Yahoo
Methodology: Online interviews with 1,821 American adults, conducted from Dec. 14 to Dec. 20, 2007. Margin of error is 2.3 per cent.

Ou seja, os americanos qurem um "SUS" financiado por uma "CPMF". E não acham que o sistema de planos de saúde seja ideal. Antes que os de sempre venham com questiúnculas, notem que coloquei as comparações ente aspas. Na pátria operacional do liberalismo (a intelectual é a Inglaterra), a ampla maioria quer que o governo tome conta da saúde. Também pudera. Se o sujeito não tem dinheiro e fica doente, é muito mais negócio para ele ser brasileiro do que americano. Aliás, como consertar o desastre da saúde pública é um dos temas centrais da campanha eleitoral pela sucessão de George W. Bush. Enquanto isso, Cuba acaba de divulgar que atingiu o menor índice de mortalidade infantil das Américas, ao lado do Canadá. Os números estão em reportagem no site do jornal oficial Granma. São impressionantes. Vale a pena dar uma olhada neles. Especialmente nos que mostram a evolução do índice desde a Revolução Cubana. Mas, voltando aos Estados Unidos, é notável que na maior potência planetária os políticos estejam às voltas com uma demanda popular tão primária: o direito universal à saúde. Já no Brasil, onde a moda continua sendo importar sucata ideológica em desuso nos centros mais avançados do capitalismo, o hit do momento é encontrar maneiras de desmontar o SUS. O primeiro passo foi dado, com a derrubada da CPMF. E parece haver acordo entre o governo e a oposição para instituir as tais fundações estatais de direito privado. Os ventos privatizantes rondam perigosamente a saúde pública brasileira. Porque não vão propor isso lá nos Estados Unidos?

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25 Comentários:

Anonymous hugo albuquerque disse...

O grande desastre do capitalismo é seu rendimento na relação qualidade de vida/riqueza.
Os países social-democratas conseguiram diminuir certas iniquidades do dito sistema através do aumento de tamanho do Estado e de sua profissionalização.
No Brasil além do primitivismo do próprio sistema capitalista local, vivemos às voltas com uma ideologia nefasta de privataria, o que pode tornar as coisas piores do que já estão.
Vejamos, o PIB per capta brasileiro é 2,5 maior que a per capta cubana, no entanto, a nossa taxa de mortalidade infantil é 6 vezes maior que a de Cuba. Como se explica isso?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008 19:25:00 BRST  
Blogger Paulo Lotufo disse...

Alon, um sociedade desenvolvida como a americana tem contradições incríveis, uma importante o sistema de assistência médica. Há uma lógica no sistema atual, porque mesmo o migrante sempre admitiu que não queria esmola, mas ganhar mais para poder pagar pelo que bem entendesse. O problema que o complexo médico-industrial-judicial-midiático aumentou em muito o custo e, a média de idade aumentou bastante.
Por isso, há necessidade de um novo sistema. Essa é a questão que se está testando nos estados, agora com a provável vitória democrática, em todo país.
Quanto aos ataques ao SUS, haja paciência, mas a alternativa das fundações é muito boa, perto do que significa aplicar política pública na administração direta.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008 19:51:00 BRST  
Anonymous Cfe disse...

Caro Alon,

"Na pátria operacional do liberalismo..."

Adorei a expressão. Sério, sem gozações.

"Se o sujeito não tem dinheiro e fica doente, é muito mais negócio para ele ser brasileiro do que americano."

Ao ler a frase só pode-se conceber uma das seguintes hipóteses:
1) é um enigma 2) é um erro de digitação 3) é uma bricadeira sua.

O acesso universal à saúde pretendido pelos americanos, citado em sua pesquisa, baseia-se no fato daquele país ser o que mais gasta em saúde e tal deve-se ao sistema instituído por eles, que é criticado por si. O cidadão dos EUA ao responder pensa logo no nivelamento por cima numa eventual universalização do sistema, coisa que não ocorreria, como é fácil imaginar.

Por isso essa sua afirmação, a de que o brasileiro pobre seria melhor tratado do que um americano pobre, me deixa perplexo. A qualidade média americana é muito maior do que a brasileira e repare: APOSTO QUE AINDA QUE RETIRASSEMOS do calculo os que tem atendimento vip, a média yanke seria melhor do que a tupiniquim simplesmente porque aquele país é mais desenvolvido em vários sentidos, sua realidade é outra. E sou tão veemente porque escuto os relatos de quem vai morar nos EUA (tenho parentes Canadenses) e comparo com quem vai tirar férias em Cuba - que é a única maneira de alguem querer ir lá.

Quanto ao sua referência à universalização da saúde em Cuba, como que sugerindo um contraponto a injustiça americana, lembro-lhe que Cuba não é exatamente um caso único. O Uruguai, a Argentina e o Chile tem habitualmente melhores índices do que os cubanos. E habitualmente países pequenos são melhores gestores de cuidados básicos do que outros maiores.

Veja o caso de Portugal, país que não é dos mais ricos da Europa, mas que sustenta um dos melhores índices de mortalidade infantil do mundo. E nos cuidados de saúde está sempre em posições de destaque a nível mundial.

Outra coisa: há uns dois ou tres anos atrás vi diversos índices de qualidade de vida das posições relativas dos países americanos e sua evolução. Na altura o que me chamou a atenção foi que Cuba estaria onde estava antes da revolução, ou seja em termos de ranking sua posição estava mais ou menos igual, como a maioria.

Cordialmente,


Um dos "de sempre"

PS: Espero que as férias tenham lhe tenham corrido bem.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008 20:28:00 BRST  
Blogger Paulo Lotufo disse...

A comparação internacional de indicadores de saúde é sempre complicada e, permite todo tipo de interpretação. Poucos sabem, mas a prática de saúde pública tem origem militar, daí as campanhas de vacinação, por exemplo. Por isso, ilhas e ditaduras como Cuba e Cingapura alcançam bons índices. Países continentais e democráticos têm mais dificuldade em atingir esses mesmos índices.
Quanto ao exemplo de Cuba, pouco é dito que anteriormente ao regime castrista, aquele país já tinha indicadores diferenciados na América Latina.Em parte devido à ação dos americanos, depois da guerra hispano-americana e, independência cubana.
Agora, em relação a sistema de atenção médica (diferente de indicadores de saúde), o que mais observo é que o gramado do vizinho é mais verde. O sonho do americano é o sistema canadense, o do canadense, o sistem americano.
Os argentinos admiram as nossas UNIMEDs....bem, nós ......admiramos somente a ciência argentina do passado expresso nos trabalhos de Houssay, Milstein e Favaloro.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008 22:36:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon :sou classe média com renda
familiar abaixo dos 5 000 reais ;
pois bem ,nunca ou quase nunca
fiz uso do nosso sistema de saúde
pública (tenho 63 anos).
O mais sensato seria investir mais
em educação , na criação de
emprego(e renda)e fiscalizar com
rigor o sistema privado de saúde.
Os norte-americanos estão mesmo
"chorando de barriga cheia"; se
tomassem conhecimento real do
nosso SUS ,ficariam estarrecidos !

sábado, 5 de janeiro de 2008 10:51:00 BRST  
Anonymous insougud disse...

Quem usa o SUS,fora dos grandes centros,tem um atendimento civilizado.O problema é a sobrecarga com emergências nas grandes cidades, e a dificuldade de atrair profissionais com os salários vigentes.Municipios remotos,também saõ desassistidos.
Cuba,tem seus índices de excelência contestados, pela propaganda anti-castrista.Quem sabe, lê as mesmas coisas,com pequenas variações,há mais de quarenta anos.

sábado, 5 de janeiro de 2008 13:28:00 BRST  
Anonymous Moses disse...

É... não é só no Brasil que a psicopatia coletiva da vida longa, uma das piores conseqüências da "libertação" feminina, tem causado problemas. Fico só vendo: cada vez mais tenta-se desqualificar outros gastos governamentais comparando-os com o que poderia ser feito com tais cifras na área da saúde, como se um belo edifício, uma cidade bem cuidada, enfim gastos até meramente estéticos tivessem menos valor na vida das pessoas do que ficar tentando prolongar mais e mais a vida de todos. Estupefato, cheguei a ouvir que a compra do avião da Presidência da República, patrimônio para muitas décadas e de inquestionável utilidade, preteriu sei lá quantos hospitais. Quem diz isso é um coitado, e merece mesmo ficar doente.
Toda essa construção ideológica está trazendo conseqüências terríveis, sendo o melhor exemplo a concentração do patrimônio na mão dos mais velhos, impedidndo a circulação de riqueza e formando gerações de covardes. Afora, claro, todas as pessoas estarem se comportando como se fossem doentes, escolhendo alimentos não com olhos no sabor ou na sua função fisiológica, mas tão-só na possibilidade de "não fazer mal ao organismo". Com efeito, não há como não se horrorizar com o endeusamento do esporte, dos alimentos isso e aquilo, da vilanização da comida que sempre se comeu, com o fato de alguém de 20, 30, 40 anos preocupar-se em fazer "consultas preventivas" ao médico. Todos estamos ficando doentes, pois quem não é trata-se como se fosse.

sábado, 5 de janeiro de 2008 14:48:00 BRST  
Anonymous J Augusto disse...

Em municípios onde a saúde foi municipalizada e tem uma boa política de saúde pública (leia-se: recursos da saúde aplicados em saúde), o SUS funciona a contento.
Em São Lourenço/MG a Santa Casa local presta um bom atendimento pelo SUS.
No Grande Rio, onde a direção de alguns hospitais costumavam ser disputadas a tiros (literalmente), o cotidiano é de crises na saúde.
Na prefeitura do Rio, na Gestão César Maia, colocaram um banqueiro na Secretária da Saúde, depois substituído por um médico acadêmico renomado, com carreira no Instituto Nacional do Câncer, mas esse médico sempre exerceu dupla jornada, com intensa prática médica de caráter privado.
Entendo que cada macaco deve ficar no seu galho. Para cuidar da saúde pública, deveria ser escolhido quem tivesse maior compromisso com as políticas públicas. Quem gosta de dedicar-se a medicina privada, que o faça à vontade, sendo mais adequado que sejam empreendedores em unidades de saúde privadas.
O SUS é um sistema descentralizado e pode ser bom ou pode ser ruim.
Uma consulta pelo SUS é remunerada por R$ 10,00. Um parto R$ 403.
O salário médio dos médicos que atendem exclusivamente pelo SUS é cerca de R$ 2.400. Mas nada impede que a prefeitura ou o Estado, também complemente.
É pouco. Mas a oposição jura que no Brasil a CPMF estava sobrando e a saúde pública está muito rica, pode ndo sofrer cortes.

sábado, 5 de janeiro de 2008 19:33:00 BRST  
Blogger Rodrigo disse...

Bom Alon, acho que a maioria dos americanos querem que o governo financie aos anseios do povo ao invés de finaciar os interesses dos empresários comos os liberais tanto gostam

sábado, 5 de janeiro de 2008 20:23:00 BRST  
Blogger Renan disse...

Então quer dizer que os ianques, pais e país do neoliberalismo, Consenso de Washington (essas porcarias todas aí), desejariam um "SUS", bancada por uma "CPMF" ?!

São os ianques que falam isso? Os ianques pobres? Os ianques da classe média?

E porquê essa discussão está vindo só agora, nessas eleições? Será por causa de um candidato democrata, de nome Barack Obama, que quer mudar, ao contrário de Hillary Clinton, que será a continuação de G.W.B. ?

Será que os EUA estão mudando?

domingo, 6 de janeiro de 2008 05:27:00 BRST  
Blogger Renan disse...

Uma coisa que esqueci de dizer. É só ler no Blog do Hudson (http://www.blogdohudson.blig.ig.com.br) o post "Feliz Ano Novo, Feliz Aniversário" como Cuba funciona: a possibilidade de revogação de mandato, a mudança obrigatória de 50% da Assembléia Nacional Popular, a democracia direta, a saúde de primeiro mundo, a educação como um direito (e não como um produto ou serviço de mercado como nos países capitalistas).

domingo, 6 de janeiro de 2008 05:33:00 BRST  
Anonymous hugo albuquerque disse...

Cuba tem melhortes índices no que tange a saúde pelo simples fato de que há uma preocupação maior do Estado cubano com a saúde de seu povo. Simples, não?
O regime da ilha pode ter enormes defeitos, como a incompetência crônica em gerar riqueza, a falta de liberdade etc, no entanto, se há algo de bom na ilha é o fato do Estado cubano tratar saúde e educação como prioridades o que possibilita que mesmo com parcos recursos a ilha consiga resultados supriores aos de países muito mais ricos.
Na época de Fulgêncio, Cuba era muito mais rica, mais desigual e seus serviços de saúde e educação eram bem latino americanos. Enfim, o país era pior.
No caso americano há também uma explicação bem simples; O Estado lá serve unicamente para assegurar os interesses imperialistas das grandes corporações americanas. Saúde e educação não são nem de longe prioridades (quem puder pagar, pague) e quem discorda desse pensamento é taxado, no minímo, de traidor, preguiçoso e outros absurdos.
É claro que as guerras somadas a má política econômica e ao envelhecimento da população estão mudando essa percepção, mas até isso mudar de fato levará tempo e não ocorrerá sem sangue como tudo na 'América'.

domingo, 6 de janeiro de 2008 13:21:00 BRST  
Anonymous S - Porto Alegre disse...

Só sei que o Henfil,teve uma daquelas crises por conta da hemofilia, e ficou uns dias sem nenhuma assistência hospitalar ( no caso dele nescesária) e quase morreu por lá.Finalmente alguns amigos conseguiram interná-lo.Aí ele escreve O Diário de Um Cucaracheo(ou cucaracha,não me lembro bem).
Entonces,o furo lá é mais embaixo.

domingo, 6 de janeiro de 2008 14:52:00 BRST  
Blogger Paulo Lotufo disse...

Cuba é uma religião,não um país. Difícil discutir o que se passou e passa por lá. Fica para outra.Alon, você confundiu duas coisas distintas: indicador de saúde e acesso a assistência médica.Um indicador de saúde é determinado pela estrutura demográfica, condições ambientais, saneamento, nutrição..., depois pela atenção médica.
O acesso é parte da atenção médica.
O Rio de Janeiro tem acesso médico-hospitalar ruim, mas tem indicadores melhores do que outra cidade brasileira com acesso ao médico mais fácil. Prefiro não citar qual cidade, mas é fato.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008 00:34:00 BRST  
Anonymous F.Arranhaponte disse...

Sabe qual era o país com menor taxa de mortalidade infantil em 1960, de acordo com dados do Unicef?

Cuba, com 39 por mil. O segundo era o Uruguai, com 48 mil. Segundo os mesmos dados, em 2004, Cuba estava com 6,3, ainda o melhor da região, e o Uruguai com 15. Agora vejam só o desempenho do Chile. De 118, em 1960, para 7,6, em 2004.

Bem, na reportagem do Granma linkada está escrito que a taxa cubana pré-revolucionária era de 60. Em 1960, era praticamente o iniciozinho do regime castrista (a revolução foi em 1959), então não pode ter assim tanta diferença em relação à época pré-revolucionária. Quer dizer, o dado que eu tenho da Unicef parece não bater com o do Granma. Mas mesmo pegando o do Granma, e comparando com o dos outros países latino-americanos que estão na tabela da Unicef que eu tenho, Cuba estaria entre os três menores índices da região.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008 17:31:00 BRST  
Anonymous F. Arranhaponte disse...

Aliás, desculpem, vendo agora mais atentamente a reportagem do Granma está lá a mortalidade infantil cubana de 37,3 em 1960 e 39 em 1961, o que fica muito próximo dos números da Unicef que eu mencionei. Curioso o Granma não dar os números pré-revolucionários, não? Agora, é difícil de acreditar que, com a revolução ocorrendo em 1959, em um ano a mortalidade infantil tenha sido drasticamente reduzida, de 60 para 37,3, mesmo porque ela até cresceu um pouquinho em 61 e 62, o que é totalmente compreensível se levarmos em consideração que o novo regime estava se estabelecendo. De toda forma, nesta mesma época o Brasil tinha 115, o Chile 118 e o México 94. Mesmo as "Suíças" latino-americanas, Argentina e Uruguai, com 60 e 48, estavam piores que Cuba em 1960.
Isto parece indicar que a Cuba que Castro pegou para governar era dos países mais desenvolvidos socialmente da América Latina, em que pese o bordel para americanos do Fulgencio.
Bem, mais Castro tem o mérito inegável de ter mantido Cuba na vanguarda da baixa mortalidade infantil na região.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008 17:50:00 BRST  
Blogger Alex disse...

Boa, Arranhaponte, essa eu queria ver o Alon responder....

terça-feira, 8 de janeiro de 2008 13:51:00 BRST  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Caro Arranhaponte,

O que eu escrevi? Que a mortalidade infantil em Cuba é baixíssima. E que os americanos querem um "SUS" com uma "CPMF". Releia meu post e veja que eu não escrevi que a mortalidade infantil em Cuna é baixíssima "por causa" do socialismo, ou da Revolução Cubana. Eu disse que a evolução do índice desde então é impressionante. Como se sabe, a queda da mortalidade infantil numa sociedade não é linear nem depende sempre dos mesmos fatores. Quando ela é muito alta, medidas como saneamento básico fazem com que ela caia, ainda que não haja um médico sequer num raio de quilômetros. Mas quando ela já baixou a um certo ponto, o sistema de saúde passa a ser muito importante. Esse é o mérito da Cuba socialista. Ter continuado a reduzir o índice mesmo a partir de números historicamente bons. O que é mais difícil do que baixar a taxa quando ela está em patamares muito altos. O atingimento de índices canadenses por Cuba só foi possível graças a uma política de estado universalista para a Saúde. Acho que agora esclareci minha posição. Um abraço.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008 18:50:00 BRST  
Anonymous F. Arranhaponte disse...

Caro Alon, o meu comentário foi mesmo "e por falar nisso", isto é, não pretendi entrar na discussão do mérito principal do seu post. Embora esta questão seja arqui-complicada, eu diria que tendo a ser favorável a um sistema universalista na saúde. Abração

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008 14:20:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Escrever em post velho é uma droga. Mas o texto em inglês não fala nada de CPMF, fala em taxpayers, pagadores de impostos, ou seja: querem um sistema de saúde bancado pelos contribuintes dos impostos existentes, que não são baixos.
Sds.,
de Marcelo.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008 15:53:00 BRST  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Por isso é que "CPMF" está assim, entre aspas.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008 18:28:00 BRST  
Blogger Denise Niy disse...

O atendimento ao parto nas grandes cidades brasileiras dá uma pista de como será o nosso futuro. Atualmente, mulher q tem plano de saúde tem 90% de chances de ter uma cesárea, q implica maior tempo de internação, maiores chances de o recém-nascido precisar de UTI, maior número de intervenções desnecessárias, além de uma infinidade de conseqüências maléficas à saúde da mulher e da criança. Tudo isso, claro, pq para o médico dá mais lucro fazer cesárea (várias em um dia só, com data e horário marcados), para o hospital dá mais lucro fazer cesárea (pq cobra do convênio ou dos pais pelo tempo de internação, centro cirúrgico, anestesista, vacinas e exames aplicados no recém-nascido, além da internação deste em UTI, etc.), para o laboratório e para a indústria farmacêutica dá mais lucro fazer cesárea (exames e remédios adicionais pq a cesárea é uma cirurgia abdominal de médio a grande porte). Enfim, "só" para a mulher e para a criança é que a cesárea não dá lucro. As pessoas que deveriam ser as protagonistas da história são colocadas em segundo plano e arcam com todos os prejuízos (financeiros e de saúde, às vezes a própria vida) proporcionados por esse modelo de atendimento. A esse respeito, foi lançado recentemente nos EUA um documentário chamado The Business of Being Born, que parece ser interessante.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008 09:58:00 BRST  
Blogger Denise Niy disse...

O atendimento ao parto nas grandes cidades brasileiras dá uma pista de como será o nosso futuro. Atualmente, mulher q tem plano de saúde tem 90% de chances de ter uma cesárea, q implica maior tempo de internação, maiores chances de o recém-nascido precisar de UTI, maior número de intervenções desnecessárias, além de uma infinidade de conseqüências maléficas à saúde da mulher e da criança. Tudo isso, claro, pq para o médico dá mais lucro fazer cesárea (várias em um dia só, com data e horário marcados), para o hospital dá mais lucro fazer cesárea (pq cobra do convênio ou dos pais pelo tempo de internação, centro cirúrgico, anestesista, vacinas e exames aplicados no recém-nascido, além da internação deste em UTI, etc.), para o laboratório e para a indústria farmacêutica dá mais lucro fazer cesárea (exames e remédios adicionais pq a cesárea é uma cirurgia abdominal de médio a grande porte). Enfim, "só" para a mulher e para a criança é que a cesárea não dá lucro. As pessoas que deveriam ser as protagonistas da história são colocadas em segundo plano e arcam com todos os prejuízos (financeiros e de saúde, às vezes a própria vida) proporcionados por esse modelo de atendimento. A esse respeito, foi lançado recentemente nos EUA um documentário chamado The Business of Being Born, que parece ser interessante.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008 10:01:00 BRST  
Blogger Tarcizio Costa disse...

Oi, tudo bem com você? Enfim sou Jota Tarcizio (que Nome hein?!), sou aluno do terceiro ano do médio em uma escola pública aqui em Belém, a escola no qual eu estudo fará uma "Feira sobre a Cultura Norte-americana" e meu subtema será sobre a "Os avanços Tecnológicos na Saúde Norte-americana, e através deste blog, pude embasar-me sobre o tema, encontrando conteúdos necessários e incríveis.
Eu como blogueiro, quero parabenizá-lo pelo blog em que eu pude encontrar cultura e informação.
Abraços
(voltarei a corresponder-me)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008 13:21:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Olá, como vai?

Houvi uma vez sobre um modelo de saúde pública onde o médico ganha mais se a população sob seu cuidado tem mais saúde, necessita de menor internação hospitalar. Aqui o médico ganha mais quando faz a internação, porque ganha por visitas ao leito. Poderia comentar algo sobre o assunto?
Um abraço

segunda-feira, 11 de maio de 2009 13:51:00 BRT  

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