quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Só rindo (30/01)

Da Folha Online:

A União Européia informou nesta quarta-feira que suspendeu indefinidamente a importação de carne bovina brasileira. A decisão foi tomada após autoridades européias e brasileiras não conseguirem chegar a um acordo sobre o número de fazendas que poderiam receber certificação para vender o produto ao bloco --a lista deveria ter sido definida até 31 de janeiro, ou seja, amanhã. Apesar de a União Européia ter restringido o número de fazendas a 300 (3% das 10 mil registradas no passado), o Ministério da Agricultura brasileiro apresentou uma lista com cerca de 2.600 propriedades. Assim, os europeus se recusaram a publicar a lista no Diário Oficial do bloco --como estava previsto no cronograma de entendimento sobre o comércio do produto realizado no ano passado--, e na prática as importações ficam proibidas. Para selecionar mais fazendas que as 300 permitidas, o Ministério da Agricultura alega que não teria como escolher algumas sendo que todas estariam dentro das exigências internacionais. (Continua...)

É isso mesmo que você entendeu. A questão sanitária é apenas um pretexto para que os europeus exijam a interessante prerrogativa de definirem eles próprios em quantas fazendas brasileiras poderá ser criado gado cuja carne será consumida na Europa. É uma piada. A Europa é um continente em decadência, com população declinante e cuja agricultura só se mantém porque os que se dedicam a essa atividade são praticamente funcionários públicos -pela via dos subsídios. Mais um exemplo sobre como se materializam na vida prática os conceitos de livre comércio dos liberais. Só rindo.

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13 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Em realidade é de chorar. Talvez de rir, mas choro é choro. Contudo, o Brasil pode retaliar, excluindo itens da pauta de importações do País junto à UE. Por exemplo: os queijos especiais do Jose Bové; arenques da Noruega; da França manteiga, creme de leite (crème fraiche) e maçãs; azeite; gordura de pato; fígado foie gras; cogumelos (cèpes) e moelas; da Alemanha banha de porco; salsichas e chucrute; roupas e sapatos da Itália e por vai. Se a Albânia fizer parte da UE, retaliar na vodka também.
Sotho

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 12:51:00 BRST  
Anonymous Jura disse...

Anônimo já disse: seria cômico se não fosse trágico...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 13:16:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Na Albânia, creio, não se produz vodka, mas uma bebida chamada raki.

Abs,

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 15:19:00 BRST  
Anonymous Alexandre Porto disse...

Basta parar de subsidiar pecuaristas europeus com nossa soja in natura barata.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 15:49:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Que seja Anônimo de 30/Jan/08, 15h19min00s. Como a UE determinou 300 propriedades e o Brasil enviou mais de 2.000, podemos retaliar com a vodka albanesa também. Como a UE sabe que 300 é melhor do que 2.000 e o Brasil que 2.000 são melhores do que 300? Mas o queijo do Jose Bové, continua valendo.
Sotho

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 17:04:00 BRST  
Anonymous El Chavo del Ocho disse...

alon, ainda bem que há velhos camaradas seus que conheceram o farol do socialismo para nos explicar que o aguardente local chama-se raki.
ganhei o dia, aposto que o Quico não sabe.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008 19:22:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Na verdade Alon a Europa tem excesso de produção agrícola, se lembra da briga Blair e Chirrat. Esse excesso eles exportam. Isso mesmo que voce leu eles exportam com subsídios. Com a entrada de países como Polônia a agricultura vai ficar mais competitiva na Europa. Portanto, os agricultores de países como França, Irlanda, etc... vao fazer muita pressão para manter o mercado. O Brasil tem que jogar esse jogo bem jogado, deixa a comida ficar cara la na Europa para ver se eles nao abrem o mercado.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008 05:04:00 BRST  
Blogger Roberto disse...

Penso que os "produtores" brasileiros nunca se preocuparam com a saude do publico e formam a "elite rural brasileira"eternamente ganhando bemesses e recursos financeiros do poder politico (não pagam nem os empréstimos bancários)Os europeus e nós consumidores internos temos o direito de comprar de quem cumpre as exigencias internacionais sanitarias.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008 07:41:00 BRST  
Anonymous paulo disse...

Segundo Pratini de Morais, nossas fazendas cumprem as exigências sanitárias - as fazendas e abatedoures exportadores.

A questão é apenas de protecionismo.

Além disso, os europeus nunca limitaram o número de fazendas cadastradas.

O número mágico de 300 foi tirado do nada (ou influenciado pelo filme homônimo, vai saber) apenas para criar uma desculpa para o embargo.

Note-se que o embargo limita-se à carne em natura - ainda exportamos a cozida e a processada (mas isso corresponde a menos de 1/3 do total).

Só um recado: àqueles que acham que os europeus estão certos em exigir controle sanitário... DEIXEM DE SER INOCENTES!!!!

É guerra comercial da braba - interesses escoceses (logo, britânicos) e irlandeses estão por trás dessa sacanagem de Bruxelas.

Problemas sanitários têm eles com a vaca louca, lembram?

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008 13:54:00 BRST  
Blogger Roberto disse...

Não querendo ser a velhinha de taubaté, mas o sr. Pratini de Morais ministro dos tempos da ditadura e representante das oligarquias rurais brasileiras nao serve de parametro para uma economia seria de mercado

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008 07:55:00 BRST  
Anonymous sergio g disse...

Bem colocado.
São na verdade funcionários públicos.
Não querem mais competir.
Recebem a graninha na boa.
Criam gado estabulado com rações de duvidosa procedência.
As vacas acabam ficando loucas.
E acabam penalizando o pecuarista brasileiro.
Capitalismo assim qualquer babaca quer.

domingo, 3 de fevereiro de 2008 16:16:00 BRST  
Anonymous sergio g disse...

Quanto ao Platini, que já foi ministro até da ditadura, penso que é competente.
Não gostei da ditadura e nem gosto de generais.
Mas, se o cidadão, que é diretor duma associação de pecuaristas, é competente para eles, um abraço.
Nunca soube que o cara reprimiu alguém, ou prendeu e arrebentou.
Creio que tem lá ele suas posições políticas.
Legítimas numa democracia.
Se ele estiver defendendo os interesses de sua categoria. Acho bom.
Assim como sindicalistas defendem seus sindicalizados.
Assim como a igreja defende seus padres e seus fiéis.
Assim como os camelô e os motoboys se defendem.
Quem não se organiza num grupo de suas afinidades e competências acaba ficando berrando no deserto.
Ou na marginal do Tietê!

domingo, 3 de fevereiro de 2008 16:26:00 BRST  
Anonymous JV disse...

Muito bem, Alon, olhos abertos

domingo, 10 de fevereiro de 2008 11:46:00 BRST  

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