quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Nova leitura sobre a Saúde nos Estados Unidos (30/01)

As deficiências do sistema de Saúde americano vêm sendo tratadas neste blog, de passagem. O assunto está em A Saúde, Cuba e os Estados Unidos, em Nós e o cansaço da superpotência e em De onde vêm os Obama. As duas últimas, colunas publicadas no Correio Braziliense. Hoje o The Wall Street Journal publica texto com anáise sobre por que naufragou o sistema de cobertura universal proposto pelo governador republicano Arnold Schwarzenegger. Leva o sugestivo título de Terminated, óbvia ironia com o ator de O exterminador do futuro (The terminator). Um trecho:

(...) Like collapses in Illinois, Wisconsin and Pennsylvania, this one crumpled because of the costs, which are always much higher than anticipated. The truth teller was state Senate President Pro Tem Don Perata, who thought to ask about the price tag of a major new entitlement amid what's already a $14.5 billion budget shortfall. An independent analysis confirmed the plan would be far more expensive than proponents admitted. Even under the most favorable assumptions, spending would outpace revenue by $354 million after two years, and likely $3.9 billion or more. "A situation that I thought was bad," Mr. Perata noted, "in fact was worse." This reveals that liberal health-care politics is increasingly the art of the impossible: You can't make coverage "universal" while at the same time keeping costs in check -- at least without prohibitive tax increases. Lowering cost and increasing access, in other words, are separate and irreconcilable issues. Of course Washington might be able to disregard these practicalities, because the states are prohibited from running deficits while the feds aren't. (...)

Clique aqui para ler a reportagem completa. É o problema de sempre. Não existe almoço grátis. Enquanto ninguém decide sobre quem vai pagar a conta, a Saúde persiste como um grave problema de políticas públicas nos Estados Unidos.

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2 Comentários:

Anonymous Idelber disse...

Bom, o argumento subjacente ao artigo do WSJ, de que a cobertura universal é impossível porque é "cara demais", pressupõe (bem ao estilo deles) que os custos não podem ser reduzidos através de uma redução na margem de lucro das seguradoras. Ah, isso jamais! Heresia. No final, ainda dizem que Schwarzenegger's spectacular failure shows that there's an opening for Republicans to make the case for health-care reform based on choice and tax-equity sem nos dizer como, exatamente, mais redução de impostos para os ricos vai ajudar a resolver o problema dos 48 milhões de americanos sem seguro médico. "Escolha" é uma palavrinha bem ideológica quando usada no abstrato, escondendo o fato de que só alguns estão em condições de realizá-la.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008 13:55:00 BRST  
Anonymous orloff disse...

Atentem pro documentário de Michael Moore, SiCKO! Excepcional abordagem da angustia estadunidense a favor de um plano de saúde de cobertura universal e gratuita!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008 14:55:00 BRST  

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