quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Mostrem-me um único caso (09/01)

Sou, francamente, tomado pelo tédio diante das notícias sobre o quiprocó orçamentário decorrente da perda da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). E sobre a brava luta da oposição contra o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos. Um detalhe porém chama a atenção. Fazia tempo que políticos não se sentiam tão à vontade para defender abertamente a intocabilidade dos lucros dos bancos, sem subterfúgios e sem mistificações. Parabéns à oposição brasileira. Derrubou um imposto razoavelmente justo e que financiava institucionalmente a saúde pública e os programas sociais e agora sai de peito aberto na defesa dos lucros dos bancos. Onde isso vai dar, não sei. Aproveito para lançar um desafio nesse tema dos impostos. Eu quero que os partidários de uma menor carga tributária me apontem um único governo do PSDB ou do Democratas no qual a arrecadação tenha crescido abaixo da inflação. Ou seja, em que a receita tenha se reduzido em termos reais. Ou então caído como proporção do produto. Pode ser um governo municipal ou estadual -sem falar nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso. Mostrem-me um único caso que seja. Não peço necessariamente que se busquem exemplos em governos muito importantes. Pode ser qualquer lugarejo, qualquer buraco de fim de mundo. Vamos discutir o assunto em termos práticos. Onde foi que a atual oposição, quando no poder, reduziu a carga tributária? Aliás, aproveitem a ocasião para me contar também qual foi o preço do produto ou serviço que caiu por causa do fim da CPMF. E também estou sedento para saber como mesmo os números da Receita Federal neste começo de 2008 justificam as teses de que o maior dinheiro disponível nas mãos das pessoas geraria arrecadação adicional capaz de compensar o fim da CPMF. Teses ao vento. Conversa fiada para não pagar imposto. E para causar dificuldades ao país, na esperança de que isso enfraqueça o governo. Por falar em movimentos de classe média nessa área, tem agora uma turminha do Rio que não quer pagar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Meus votos sinceros de que o prefeito Cesar Maia (DEM) passe por cima desse pessoal como um rolo compressor. Que os cartazes soviéticos em seu gabinete o inspirem.

Clique aqui para assinar gratuitamente este blog (Blog do Alon).

Para mandar um email ao editor do blog, clique aqui.

Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo.

32 Comentários:

Anonymous J Augusto disse...

Alon, o caso do IPVA comprova sua tese. O imposto é estadual com uma parte para o município. Para o governo federal, nada.
Cerca de 2,5 milhões de carros novos entraram em circulação em 2007.
Consequentemente haverá um aumento substancial na arrecadação desse tributo para os estados e municípios.
Se a oposição fizesse em casa o que prega para o governo federal, deveria diminuir alíquotas do IPVA nos Estados.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 11:10:00 BRST  
Anonymous J Augusto disse...

Outra curiosidade: nem o preço de capa da revista Veja caiu com o fim da CPMF. De acordo com estudos apresentados pela FIESP sobre o impacto da CPMF na cadeia produtiva (1,7%), deveria cair R$ 0,14.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 11:16:00 BRST  
Anonymous TAQ disse...

Bem a arrecadação dificilmente cai, devido a diversos fatores, aumento de aliquotas, criação de novos impostos, melhoria na máquina de arrecadação, etc. Você pediu então tá o governo Serra eliminou a tx de lixo na pref. de São Paulo, masmo sem esta arrecadação manteve crescimento no valor total devido a outras açoes que tomou procurando melhorar a forma de arrecadação e fiscalização do ISS (Nota Fiscal Eeltronica, Informações de Faturamento mensais, etc.). O Governo Alckmim também reduziu a aliquota de ICMS em diversos setores, cesta básica, mas vou citar o Alcool, onde ele baixou para 12 e modificou a forma de cobrança diminuindo assim consideravelmente a sonegação, o que ocorreu neste produto, mesmo com a aliquota menor teve aumento de arrecadação.
Assim temos de entender que o governo federal deve fazer e melhorar a forma de arrecadar, cimplificando processos, etc, alias coisa que tem feito haja vista o crescimento da arrecadação acima do PIB.
Abs

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 11:31:00 BRST  
Blogger Briguilino disse...

O conteúdo deste post e exatamente igual ao que venho publicando no meu. Com a diferença que você escreve com muito mais categoria.
Gostei tanto que vou publicar no blogdobriguilino.blogspot.com dando os devidos creditos é claro. Se não permitir basta dizer e retirarei.
Este blog ja esta na lista dos meus favoritos.
Parabéns e sucesso, sempre.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 11:36:00 BRST  
Anonymous Borges disse...

TAQ,

Não foi isso que o Alon discutiu. Reduzir alíquotas e isentar produtos, isso todo mundo faz. O governo Lula faz às pampas. O que o Alon pediu foi para darem exemplos de situações em que a carga tributária (variação da receita descontada a inflação ou variação da receita como proporção do produto) tenha caído num governo do DEM ou do PSDB. É um belo desafio.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 12:08:00 BRST  
Blogger Ricardo disse...

Continuo esperando a lógica de dizer que a CPMF era um imposto justo, se está mais do que comprovado que ele é um imposto que prejudica mais os pobres do que os ricos.
Em tempo: aumento de CSLL nos bancos claramente será repassada aos contribuintes - tanto que nenhum banco reclamou. Que tal o cadastro positivo e maior competição (e menos concentração) para diminuir os lucros bancários?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 12:10:00 BRST  
Anonymous paulo disse...

ricardo, onde esta a comprovação de que a cpmf era onerosa e injusta com os pobres?

o caso do ipva em são paulo foi bem lembrado. há exatos 8 anos pago os mesmos 950 reais de imposto pelo mesmo carro... o seguro obrigatório para motocicletas subiu de 80 para cerca de 200 reais. e não vejo nenhum senador aos gritos em brasília...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 12:55:00 BRST  
Anonymous TAQ disse...

Borges, como disse esta relação dificilmente cai, em qualquer governo, seja ele DEM, PSDB, PT etc, e mesmo agora sem a CPMF dificilmente vai cair. O que quis dizer não foi sobre a redução de aliquotas, mas como mesmo com estas politicas pode-se incrementar a arrecadação, como vc disse o Lula faz isso, não as pampas como vc faz crer, mas pontualmente, Computadores e Construção Civil e veja o resultado, no caso dos computadores praticamente acabou com o mercado de contrabando a construção civil esta ai bombando. Citei casos do PSDB pois o post e direcionado a ele.
O objetivo foi dizer que o governo terá uma arrecadação muito boa mesmo sem a CPMF, vejamos, este imposto deixa de ser recolhido e vira lucro nas empresas 24% vai pro governo de IR e CSLL, acabaram as reduções de aliquota de INSS0,35% a mais de arrecadação para a previdencia, sobre um pouco mais de dinheiro para o consumo, etc. No final o governo ainda vai ficar com grande parte destes tao falados 40 bi por meio de outros impostos, fora o proprio aumento de arrecadação conseguido por causa das melhorias no sistema arrecadatorio, (Junção da Receita com a Arrecadação do INSS, compartilhamento de informações entre os fiscos, etc).
Bem é isso, existe impacto sim, mas ele não é assim tão forte como se fala e existem outros mecanismos para corrigir esta arrecadação.
Para quem gosta de formalismo, o governo não perdeu nada, pois ele já não tinha ( o fim da CPMF estava a 4 anos programado para 2007).

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 13:06:00 BRST  
Anonymous F. Arranhaponte disse...

É, que passe o rolo compressor em cima da classe média, e a mão na cabeça nas favelas onde não se paga imposto, eletricidade, TV por assinatura, etc.

Essa parece ser a única coisa que restou do receituário socialista: sacanear que tem algum, e estimular a ilegalidade entre os que supostamente não têm (o "supostamente" aí vai por conta de fatos como o de que existe até restaurante japonês na Rocinha, por exemplo, e que tenho um conhecido, de classe média, que ganha dinheiro construindo barracos para alugar)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 13:07:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Faz tempo, se é q tiveram em algum momento, q o consórcio mídia/psdb/pfl perdeu completamente a vergonha na cara.

Um verdadeiro absurdo, uma comédia deprimente, ler/ouvir/assistir a mídia dando espaço pra figuras como o o senador Agripino Maia e o ex senador Jorge Boprnhausen posarem de vestais da moralidade.

A CPMF acabou com o único objetivo de prejudicar o governo democrático, nacionalista e de esquerda (c/ todos os erros e equívocos) do presidente Lula .

Agora correm a proteger a verdadeira cláusula pétrea da Constituição: o lucro, a rentabilidade, a proteção do patrimônio e do poder do capital privado.

Quem é politicamente consciente, tem de ter uma grande capacidade emocional/espiritual para não se deixar sofrer demais com tanta sacanagem, injustiça e abuso por parte da direita.

É um verdadeiro massacre!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 14:05:00 BRST  
Anonymous propedeuta disse...

Qualquer manual de macroeconomia trata do chamado imposto inflacionário. Leia lá o que isso significa e calcule quanto do PIB significava o imposto inflacionário pré Plano Real.
Fazia parte da herança maldita.
Boa Leitura.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 14:39:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

A batalha ideológica dos petistas e da imprensa lulista para caracterizar a CPMF como imposto que financia a saúde é uma balela. O que existe é um caixa único do Tesouro e, deste caixa único, se utilizam os recursos de acordo com as prioridades. Tanto é assim que os cortes a serem promovidos pelo governo serão feitos em todas as áreas (salários de civis, militares, investimentos, etc). O que importa, portanto, não é se o "imposto da saúde" existe ou não. Oque interessa é a carga tributária total sobre o PIB e, mais ainda, verificando-se qual tem sido a evolução do PIB. Em função de o governo Lula ter coincidido com o período de maior crescimento dos últimos cinquenta anos do mundo (embora o crescimento do Brasil seja o menor entre os países equivalentes) o crescimento do PIB verificado nos últimos cinco anos foi mais intenso e, portanto, a carga tributária cresceu de forma desproporcional à despesa pública adequada.
Essa é a questão relevante. A guerra ideológica do "imposto da saúde" é uma tática tipicamente petista de criar um véu ideológico para se safar de suas responsabilidades.
Daqui a pouco vão culpar os outros também pelo apagão elétrico que virá em 2009.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 15:01:00 BRST  
Anonymous Na Prática disse...

É isso mesmo, o PFL tenta se apresentar como partido liberal estilo Tatcher, mas a Tatcher economizava dinheiro do próprio mandato, não do mandato dos outros (assim até eu). É um partido grotescamente patrimonialista, descendente direto das mesmas oligarquias que montaram o ineficiente e inchado Estado Brasileiro, tentando tirar uma de liberal moderno.

Claro, visto que a hipocrisia já prestou grandes serviços à virtude, é possível que, depois da cobrança de gente como o Alon, eles comecem a, pelo menos, equilibrar as contas de suas administrações, para evitar justamente a acusação de hipocrisia. Mas não tenho muita esperança, não.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 15:06:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Que os cartazes soviéticos o inspirem?
O que é? Você está sugerindo que César Maia ponha tanques na Rio Branco para sufocar o "Verão do Rio".
O uso do cachimbo deixa a boca torta mesmo...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 15:06:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Que os cartazes soviéticos o inspirem?
O que é? Você está sugerindo que César Maia ponha tanques na Rio Branco para sufocar o "Verão do Rio".
O uso do cachimbo deixa a boca torta mesmo...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 15:06:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Da Folha Online:

10/01/2008 - 12h55
Entidades lançam movimento por reforma tributária e defendem pacote do governo

Várias entidades de representação da sociedade civil, da igreja e movimentos sociais lançaram hoje uma campanha em defesa do que chamam de uma "reforma tributária justa". O documento do movimento foi enviado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento), e para deputados e senadores.

No documento, essas entidades defendem as medidas anunciadas pelo governo para compensar o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), como a elevação das alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e da CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido) das instituições financeiras. "Foi uma medida acertada e justa, pois atinge os mais ricos e sobretudo os bancos, o sistema financeiro e empresas estrangeiras."

O documento diz que "as classes ricas do Brasil se articularam com seus políticos no Senado Federal e conseguiram derrubar a CPMF". "A CPMF era um imposto que penalizava os mais ricos e 70% dele provinha de grandes empresas e bancos. Os seus mecanismos de arrecadação impediam a sonegação e permitiam que a Receita Federal checasse as movimentações financeiras com o imposto de renda, evitando fraudes e desvios."

As entidades criticam o PSDB, DEM e outras entidades que criticaram a elevação das alíquotas do IOF e da CSLL. "As forças conservadoras voltaram a se articular para condenar essas medidas, tendo à frente Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e Febraban (Federação Brasileira de Bancos]."

Entre os signatários do movimento estão João Pedro Stedile (Via Campesina), Fernando Morais (jornalista e escritor), d. Tomás Balduíno (Comissão Pastoral da Terra), o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), Plinio de Arruda Sampaio (presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária), Lúcia Stumpf (presidente da União Nacional dos Estudantes), entre outros.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 16:10:00 BRST  
Anonymous J Augusto disse...

Ao comentarista anônimo acima que usa o argumento do aumento da arrecadação pelo aumento do PIB, eu pergunto: por que só serve para o governo federal?
Os governos Estaduais e municipais dos tucanos e demos, também arrecadam mais ICMS sobretudo em telecomunicações, eletricidade e combustíveis com o aquecimento da economia, arrecadam mais IPVA com o aumento da frota, arrecadam mais IPTU e ISS com o boom da construção civil. E arredam mais com os repasses obrigatórios da união.
Por que o mesmo argumento, as mesmas campanhas, e a mesma pressão, não vale para eles? Não precisa responder, a resposta o Alon já deu na nota: o objetivo é enfraquecer o atual governo federal, drenando seus recursos (os mesmos que eram considerados válidos para o governo anterior).

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 16:30:00 BRST  
Blogger César xrmr disse...

Vale lembrar que o ataque aos lucros dos bancos já custou o emprego de um chargista.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 17:14:00 BRST  
Anonymous hugo albuquerque disse...

O consórcio PSDB/DEM conseguiu aumentar a carga tributária e diminuir o Estado ao mesmo tempo.
Lula, bem ou mau, tem política sociais que sugerem a necessidade de um Estado grande.
As pessoas podem criticar os projetos sociais petistas, no entanto, só podem fazê-lo à priori porque eles existem.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 17:28:00 BRST  
Blogger Julio Neves disse...

"Eu quero que os partidários de uma menor carga tributária apontem um único governo do PSDB ou do Democratas durante o qual a arrecadação tenha crescido abaixo da inflação". Resposta: Não sei.

"Onde foi que a atual oposição, quando no poder, reduziu a carga tributária?". Resposta: Não sei.

"Aliás, aproveitem para me contar qual foi o preço do produto ou serviço que caiu por causa do fim da CPMF". Resposta: Não sei.

Eita! Tres vezes "não sei" e o galo nem cantou...

E o Lula? Esse eu tenho certeza que nada sabe.

"É para causar dificuldades ao país, na esperança de que isso enfraqueça o governo". Isso também não poderia ser uma "tese ao vento"?

O governo cobra imposto. O cidadão deve cobrar eficiência nos serviços públicos. Chega de SUSto. Chega de "esmola".

Viva a democracia!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 18:59:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Salvo engano, o IOF incide sobre o TOMADOR DE EMPRÉSTIMO, por lei...

Logo não esta tributando os bancos e sim o tomador de crédito.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 19:22:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

A máquina de propaganda petista é enlouquecida. A lucratividade sobre pl dos bancos aumentou em 50%no reino do socialismo petista (salto de 20% ao ano para 30% ao ano) e eles querem provar por a + b que eles são "contra a burguesia financeira" e que a direita é quem protege "os bancos". Pelo amor de Deus. É muito alienação ou muita cara de pau.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 19:42:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

J. Augusto,

dê uma acompanhada no histórico da elevação da carga tributária e da DRU. Vc. verá que a elevação da carga tributária federal foi feita por meio da instauração/elevação de contribuições - que não são repassadas a Estados e Municípios. Já as desonerações foram feitas em cima de impostos (ipi e ir, principalmente) que deprimem a receita repartida. Portanto, ao contrário do que vc. imagina, o percentual da receita de estados e municípios na receita tributária total caiu em benefício da receita da União. Isso nãó é ideologia. É fato. Vá aos números e vc. verá.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 19:48:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon

Seu post é simplesmente perfeito... Leva muita gente a refletir com um pouco mais de cuidado sobre quem é quem na política e sobre o que cada "quem" defende.

Se meu site estiver funcionando corretamente amanhã - estou na mão do web designer - vou colocar lá uma chamada para seu post...

Siga em frente!!!

Abraços! André.
www.andrenogaroto.com.br

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 22:12:00 BRST  
Anonymous J Augusto disse...

Anônimo,
Você pede que os números esclareçam, sem citá-los. Como também não os tenho, então continuamos no discurso político.
Está correto que algumas desonerações retiraram receitas dos Estados e outras contribuições não devolveram, mas isso foi sobretudo na época de FHC. Lembro-me da lei Kandir, e da criação da própria CPMF.
Para mostrar que seu argumento tem inconsistências no período do governo Lula (também sem ideologia, mas com subjetivismo, porque não tenho números), a desoneração do setor de informática feita desde 2005 para computadores de até R$ 2400 e ampliada no PAC para computadores de até R$ 4000 foi justamente no PIS e no COFINS, o que não afeta a receita dos Estados.
O Governo Lula aumentou em 1% o FPM (Fundo de participação dos Municípios) atendendo aos Prefeitos.
Outras coisa que está sendo ignorada, é que, se há concentração da arrecadação na União, há descentralização no gasto, através de muitos convênios de repasse de verbas. A gestão do SUS é municipal (a União apenas paga a conta), o FUNDEF, agora FUNDEB complementa a folha de pagamento do professorado dos municípios e Estados. O SUSP faz o mesmo com a folha de pagamento de Policiais. Há repasses para os sistemas penitenciários estaduais.

E continuo achando uma atitude política, e não ideológica, a postura de cobrar aperto fiscal (redução de impostos e corte de recursos estatais) da União, sem cobrar as mesmas medidas dos Estados e municípios.

E acho mais desastroso, a falta de compreensão da falta que a CPMF faz à saúde pública ser muito maior do que o pouco benefício que faz na mão do contribuinte.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 23:45:00 BRST  
Anonymous trovinho disse...

Parabéns, Alon, teu lado médico continua fazendo o jornalista por o teclado na ferida...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008 06:14:00 BRST  
Anonymous TAQ disse...

Bom dia Alon,

Acho que isso aqui vc já esperava, mas no Governo do RS, YEDA PSDB aconteceu isso que você perguntou. Pronto citei 1.

Embora ainda não tenha liberado os dados, o editor desta página pode confirmar que a arrecadação do ICMS do RS no mês de dezembro foi a R$ 1,16 bilhão, a melhor de 2007, mas ainda assim aquém do que se esperava num ano em que o PIB do RS avançou 7%.

. No acumulado do ano, a receita do ICMS foi a R$ 12,3 bilhões, contra R$ 11,8 bilhões do ano passado. O leitor não pode acreditar em avanço real na arrecadação, porque será preciso ajustar os números de 2007 pela inflação do período. Fazendo isto com o uso do IGP-M, a arrecadação de 2007 foi 3,8% menor do que no ano anterior.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008 09:01:00 BRST  
Anonymous J Augusto disse...

Taq
Seletivismo nos números não vale. Você os comete 2 vezes.
Primeiro cita apenas o ICMS, enquanto os Estados tem outras receitas que compõe a carga tributária.
Se pegar impostos isolados, até o governo federal tem números bastante favoráveis em alguns deles.
Depois, e aí eu considero mais apelativo, escolhe um índice de preços que só mede a variação de preços no atacado, o que não expressa a realidade da inflação geral.
Ora, enquanto o IGP-M fechou em 7,75% em 2007, a inflação geral é de 4,46%.
Usando este valor da inflação, sobre os mesmos R$ 11,8 do ICMS em 2006 que você cita e corrigindo-os pelos 4,46% da inflação chega-se a R$ 1,23 bilhões.
Portanto, mesmo neste seu exemplo, mostra que os R$ 12,3 bilhões do ICMS da Yeda também significaram um aumento da carga tributária.
Sugiro a você indignar-se tanto com o governo de Yeda quanto indigna-se com o governo Lula, no quesito carga tributária.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008 12:51:00 BRST  
Blogger Nehemias disse...

Bom,

1) Se a idéia de acabar com a CPMF era ajudar a classe média, o efeito é minúsculo, quase microscópico.

Ora, a arrecadação do IR pessoa física sobre os rendimentos do trabalho, na fonte, foi de R$ 38 bi em 2007 (jan. a nov.), enquanto a CPMF foi de R$ 34 bi no mesmo período. Como representante da classe média explorada eu preferia deixar de pagar IR na fonte ao CPMF. Para mim, o impacto seria umas 20, 30 vezes maior, mas para governo daria quase no mesmo.

Com a grana que eu pago de IR dava para fazer um Plano de Previdência de 1ª, financiar um carro maior e dobrar minha doação para as criancinhas orfãs e para os velhinhos abandonados. Seria um espetáculo do crescimento.

Tá não seria socialmente justo... Mas, aqui no Rio, se paga 30 % de ICMS na conta de luz. Em nov/2007 paguei R$ 51,27 na conta de luz. Só de ICMS. O dobro do que eu recolhi para a CPMF.

E para o crescimento, o impacto de uma redução da ICMS nas contas de luz seria muito maior que a redução da CPMF, porque o agronegócio, a indústria, serviços e famílias gastam uma "baba" de conta de luz, que é repassado a todos os produtos e serviços.

E a arrecadação de CPMF é maior que a de IPI. Quem é socialmente mais injusto? Se o CPMF impacta em 2 ou 3 % o preço final de um produto, quando impacta o IPI?
---------------------

2) Quanto a destinação, temos o orcamento das contribuições e o orçamento da União. A CPMF tinha destinação definida: 53 % para a Saúde, 26 % para o INSS e 21 % para o bolsa família. Desse total, a DRU permitia que até 20 % fosse destinado a outras finalidades.

Uma vez que a CPMF acabou, tem que se tirar de outro lugar para repor. A constituição diz que o orçamento de impostos deve ser usado para cobrir eventual défict do orçamento da seguridade. Como não se pode demitir servidores, deixar de pagar os aposentados, reduzir o superavit primário, e ninguém é maluco de mexer no bolsa família, sobra para os investimentos e gastos não obrigatórios de custeio (educação e saúde fora disso, pois tem destinação constitucional), o que daria uns R$ 80 bi passíveis de corte.

40 bi é quatro vezes o bolsa família. Equivale a folha de pagamento dos militares (ativos, inativos e pensionistas). É muita grana.

Ou seja, nas atuais circunstâncias, até que o pacote do governo foi razoavel. O IOF e CSLL aumentam o custo bancário? Sim. Mas o meu cartão de crédito me cobra 10 %, ao mês, no rotativo, cheque especial uns 8 % ao mês, então spread a mais, spread a menos, não vai fazer muita diferença.

Nehemias

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008 12:54:00 BRST  
Anonymous TAQ disse...

Ola J.Augusto

Eu com certeza me indigno com aumento de carga tributária de qualquer governo, se vc olhar meus comentários verá que não estou defendendo ninguem, inclusive o governo Yeda tentou aumentar os impostos e não conseguiu. Sou pela racionalidade, como contabilista vejo o dia a dia de muitas empresas para arcarem com seus tributos, tb imagino a sonegação que existe.
O que não gosto e ver aqui um ataque massivo sobre uma questão, parece até que o governo acabou, alias o Alon deve ter ficado p. da vida, com este negocio da CPMF, pois ele em todos os comentários fala dela.
O que tenho dito e que o governo não vai perder arrecadação, podem marcar isso e em 2009 a gente fala novamente, pois ele tem outros mecanismos para buscar isso, sem aumento de impostos.
Quanto a citar o ICMS sei que não a única receita, mas é a principal e o IGPM foi usado não por mim, pois obtive esta materia em outro local, pois é é o indice normalmente usado para corrigir contratos (Alugueis, Refinanciamento das Dividas do Estado, etc.) e reflete o que realmente ocorre com empresas e governos que comprar e vendem no ATACADO.
Abs

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008 18:17:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

ninguém fala que o CPMF das pessoas JURÍDICAS (empresas),pertence a parcelas dos REDUTÍVEIS", na "DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA PJ'; tal e qual o PIS.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008 11:32:00 BRST  
Blogger Leonardo Bernardes disse...

Isso mesmo, vamos queimar o César Maia!

Vamos subverter a ordem institucional para que a classe média participe dos inúmeros benefícios que gozam os favelados, dentre eles, não pagar impostos, energia elétrica, etc. etc. -- tolerados pelo governo de tendência socialista.

Por sorte temos o Arranhaponte para abrir nossos olhos!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008 14:13:00 BRST  

Postar um comentário

<< Home