sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Mais protegidos (18/01)

Segundo reportagem publicada na The Economist, o Brasil está mais protegido das crises internacionais do que no passado. Leia o texto da revista clicando aqui. Transcrevo um trecho:

Brazil is fairly well integrated into world markets. It is not overly dependent on America, which accounts for less than a fifth of exports. The remaining four-fifths are reasonably well spread between Europe, Asia and the rest of Latin America. Admittedly, most of what Brazil produces for foreign consumption is in the form of primary goods (from orange juice to footballers), which means that export growth correlates strongly with commodity prices. But exports are not made up of any single commodity (unlike oil-rich Venezuela's, for example). “Even if China buys less Brazilian iron ore, the hope is that Chinese people will keep eating Brazilian protein,” says Jose Mendonca de Barros of MB Associados, a consultancy.

É mais ou menos o que escrevi dois posts atrás, neste trecho:

A diversificação e pluralização das nossas relações internacionais mostra seu valor especialmente em momentos como o atual, quando nuvens bem escuras acumulam-se sobre a economia americana. É bom que possamos enfrentar essa turbulência sem depender excessivamente de um único parceiro comercial. Isso nada tem a ver com antiamericanismo.

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7 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

19.01.08 10:30
Muito bem, ótima sintonia. Mas a julgar pelo silêncio da turma, todo mundo acredita e tudo mas tá mais ocupado botando o dinheiro em lugar seguro enquanto é tempo...
A ver.

JMK

sábado, 19 de janeiro de 2008 10:05:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

O Economist precisa saber que nós brasileiros nao repudiamos a produçao e venda de commodities, da mesma forma que França e Italia nao repudiam o seu (enorme) turismo.
Porem a revista nao deve ficar nisso porque produzimos muito mais. E alguem precisa dizer a eles que, embora o Brasil seja a
9ª ou 10ª aprox economia do mundo (PPP), e o segundo ou terceiro mercado mundial de
duas ou tres duzias de produtos (cosmeticos, avioes
pequenos etcetcetc).
E globalizaçao ja aprendemos o suficiente para entrarmos nela a nosso modo, nao ao modo que eles querem.
Quanto a jogadores de futebol, obvio. Mas quem le a midia esportiva de la, percebe que eles acham que nossos craques aprendem com a Europa. Ledo engano, porque é inverso...

sábado, 19 de janeiro de 2008 10:42:00 BRST  
Anonymous J Augusto disse...

É curioso como os tucanos e demos tem um discurso catastrófico para publicação aqui no Brasil, mas para não "pagar mico" no exterior, abandonam completamente esse discurso.
Esse é caso dessa matéria no The economist, onde (pelo próprio parágrafo transcrito aqui na nota do blog) quem opina é José Mendonça de Barros, um dos principais ideológos econômicos do tucanato.

sábado, 19 de janeiro de 2008 13:33:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

É que o pessoal da Economist, para se informar sobre o Brasil, lê o Blog do Alon.

sábado, 19 de janeiro de 2008 17:29:00 BRST  
Anonymous JOAO DA ROCHA disse...

REFLEXÕES SOBRE 2007 E PARA 2008


Como somos um país de dimensão continental, correspondendo a 15 vezes a área territorial da França, 34 vezes da Inglaterra, 23 vezes da Alemanha, 22 vezes do Japão ou 28 vezes da Itália, temos problemas que eles já superaram . Mas os países citados, estão no grupo das oito maiores economias do mundo e não apresentam nenhum desigualdade entre regiões ou no PIB per capita e que está acima de USA 30 mil. E esses países, mais os Estados Unidos, China, Rússia, Canadá, Índia, Espanha e também o Brasil, respondem por mais de 80% do PIB mundial. Isso prova que existe uma desigualdade muito gritante entre as 20 nações mais ricas e as 136 nações mais pobres.

Classificaram o nosso País, como a Quinta maior população mundial, com 22 habitantes por quilometro quadrado; o Sétimo maior PIB mundial ou o Sexto pelo RPC (paridade do poder de compra) e como a Sétima maior reserva internacional e a Sexta maior força de trabalho. E a nossa dívida externa , em relação ao PIB, não passa de 11%, enquanto ela representa para os Estados Unidos, 80%, para a Inglaterra, 335%, para a Alemanha, 151%, para a França, 185%, para a Itália, 113%, para a Suiça, 326%, para o Japão 37% e, para a Holanda, 27%. Teoricamente estamos em uma situação muito privilegiada em relação ao resto do mundo. Mas esqueceram de esclarecer, que todas essas riquezas que levaram o país ao seleto clube do G-20, estão praticamente localizadas nas regiões sul e sudeste, que concentram 55% da população brasileira, 70% do PIB e ocupa somente 18% de nossa área territorial total, mostrando, com clareza, que temos dois Brazis.

E as regiões norte, nordeste e centro oeste, ocupando 82% do território nacional, apresentam um PIB maior, tendo em vista a inclusão de Brasilia. Mesmo assim, na média, não passa de US$ 5.000 ou seja, 30% da renda per capita do sul e sudeste.

Diante de tantas informações positivas, acrescentamos ainda o aumento nos empregos formais, o crescimento de 11% nas receitas administradas do Tesouro Nacional, na capacidade de compra e de endividamento dos brasileiros, mesmo pagando os juros mais absurdos do mundo, a auto suficiência em petróleo e a redução da pobreza e das desigualdades regiões, em decorrencia dos programas sociais de Governo. E esses números estão fazendo com que o governo mantenha um volume desnecessário de reservas internacionais (pagando elevados encargos) e não amortize dívidas, pense em Fundo Soberano (um luxo de países que tem sobras de caixa e não sacrificam as prioridades internas) e , mais ainda, em oferecer linhas de créditos, através dos Bancos de Fomento ( BB, Caixa, BNDES e outros) para o financiamento e compra de empresas , no estrangeiro, mantendo, lá, a garantia de emprego, renda e consumo, Tudo isso está acontecendo, porque o governo deixou de fazer completos raios X do Brasil, de norte a sul e de leste a oeste.

Com toda essa euforia, as estatísticas e os raios X nos mostram um Brasil real, que tem 52% de eleitores semi-analfabetos e 8% totalmente analfabetos, 50% de todas as riquezas nacionais (PIB) concentradas em somente 1% ( hum por cento) da população , nível de desemprego acima de 9% e ainda com 20 milhões de pessoas em estado de pobreza quase absoluta. Portanto, não é a hora do Brasil financiar o deficit americano (com as reservas internacionais), a aquisição e instalação de empresa no exterior e de criar facilidades para o capital volátil, mantendo, uma Selic que agride as contas do Tesouro em mais de R$ 30 bilhões anualmente, considerando uma Taxa de 9% ao ano e ainda 100% acima da inflação (uma das maiores do mundo). Devemos encarar, ainda, que no orçamento do pobre, os ítens escola e alimentação pesam muito, porque faltam estabelecimentos de ensino gratuítos de qualidade e o plantio de produtos que possam manter o equilibrio entre a oferta e a procura.

A prioridade que o brasileiro espera e cobra, não está relacionada com a transferência de recursos gerados pelo seu suor, para a manutenção do desenvolvimento dos países ricos, mas sim, visando a solução para os inúmeros problemas internos. E não é concebível que o Brasil, com área arável de 5% do seu territorio ou de 200 milhões de hectares, produza , em grãos, pouco mais de 45% do que os americanos colhem somente em toneladas de milho e que corresponde ao porcentual de 50% da produção mundial. Em 2008, a produção prevista será de pouco mais de 125 milhões de toneladas ( utilizando 50 milhões de hectares), concentradas na soja ( 58 milhões), no milho (53 milhões). no arroz ( 11 milhões ) e no feijão (3,5 milhões). É muito pouco, no contexto de uma produção mundial de dois (2) bilhões de toneladas e aquí temos clima tropical, subtropical, com estações bem distintas, além do governo ainda gastar bilhões de reais com projetos de irrigação. Não há justificativa nenhuma para que o alimento e a escola e até o lazer, tenham um peso tão forte nos índices inflacionários. Falta ao governo elencar e materializar as verdadeiras prioridades do País e administrar, com rigor, os recursos disponibilizados pelo erário. E além dos problemas na educação e na produção de alimentos, falta ao Brasil recursos para a construção de usinas hidroelétricas e de eclusas, para um melhor aproveitamento do transporte fluvial; falta a construção de ferrovias de norte a sul, leste a oeste , para facilitar e baratear o escoamento da produção e o transporte de passageiros; falta infra estrutura de portos e aeroportos; falta a conservação e mais rodovias de qualidade; falta saneamento básico; falta habitação popular e faltam recursos,mas com bom e honesto gerenciamento, na área de saúde. Se faltam tantos recursos para agilizar o nosso desenvolvimento, proporcionando mais emprego, renda , consumo e melhor qualidade de vida para o brasil subdesenvolvido e desenvolvido, porque então proporcionar o conforto lá fora, quando aquí não produzimos alimentos suficientes para alimentar os 185 milhões de brasileiros e não temos escolas de qualidade e gratúitas para matricular os jovens de hoje, para não ser tornar os analfabetos de amanhã. Somos abençados por Deus para cuidar da melhoria das condições de vida de todos os brasileiros e não dos estrangeiros.

E os brasileiros cobram ainda do Governo, uma prestação de Contas bem Transparente e analítica e diária de todos os órgãos da administração pública direta e indireta (principalmente do BC e do BNDES), via Internet e não só a publicidade das receitas administradas. A contra partida é muito pequena em relação aos R$ 600 bilhões arrecadados em 2007. Caixa Preta com o dinheiro do Povo, não pode existir, em nome de qualquer sigilo, para acobertar irregularidades. O Governo deve contar com o povo e com os Internautas , para a fiscalização de suas Contas.

domingo, 20 de janeiro de 2008 13:22:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

E exato isso que o post diz
sobre a elite tucana.
Como o inefavel Mendonça
PrivatTeles de Barros.Pra dentro, negativismo. Pra fora fala diferente, afinal
nao vai desvalorizar seus proprios ativos.
E por falar em exportaçao de
footballers. A gente exporta tambem o intangivel:
exemplos, modelos da arte de jogar bola que eles um dia irao aprender. A Marta
made in Alagoas,por ex. aquela baixinha arretada que com um unico drible e gol deixou todos de boca aberta e respiraçao presa :milhoes de little girls no mundo afora tem hoje a quem imitar para crescer.
Acaso vcs desenvolvidos a
ja tiveram uma commodity
do calibre de Marta?

domingo, 20 de janeiro de 2008 15:19:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Voce ai do raio x do Brasil
que tanto exige do pais que nao faz nem 15 anos que so PODIA PENSAR NO MES SEGUINTE, semana seguinte por causa da inflaçao.!!
Voce mesmo, purista exigente
do governo federal que voce lamenta ter sido eleito,vai
lembrar dos 27 Estados e seu ICMS, que estao perto do povo e dos 5 mil municipios e voce nao os cobra. Esta sim é a distorçao que a elite nao quer remover. Quer uma sugestao: todos os Estados
num dia tal, a cada 360 dias reduzirem um pt percentual do seu ICMS,em tudo, ao mesmo tempo. O federal cobriria a eventual reduçao efetiva por dois anos.Reforma tributaria factivel? Ai está uma.
É UM BOM começo, nao?

domingo, 20 de janeiro de 2008 21:17:00 BRST  

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