domingo, 20 de janeiro de 2008

A dança da chuva - ATUALIZADO (20/01)

Da Agência Brasil:

São Paulo - Ao sair do Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, onde ficou internado desde o último sábado até a manhã de hoje (19/01), o vice-presidente José Alencar foi questionado pela imprensa sobre a possibilidade de falta de energia em alguns locais do país. Ele afirmou que tem chovido pouco, especialmente no Nordeste, mas tudo indica que ainda vai chover bastante em janeiro e fevereiro e o país vai atravessar tranqüilamente essa fase, sem "apagão".

Clique aqui para ler a notícia completa. O governo torce pela chuva para evitar a necessidade de racionamento de energia elétrica, que povoa os sonhos da oposição e é apontado como possível pelos especialistas, talvez para 2009. As previsões meteorológicas são boas para o governo. Também da Agência Brasil:

Brasília - Em reunião hoje (17/01) para reavaliar as previsões sobre chuvas até o mês de abril, representantes do Instituto Nacional de Metereologia [sic] (Inmet) e do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) informaram que o índice ficará acima da média na Região Norte e nos estados do Ceará, Maranhão, Piauí (litoral), Rio Grande do Norte e em parte da Paraíba.

Clique aqui para ler a reportagem. Mas este post não é sobre meteorologia. É sobre energia. É ridículo que um país com o potencial hidroelétrico e com as reservas de urânio do Brasil tenha que fazer a dança da chuva para escapar de um apagão. Por que chegamos a isso, de novo? Não deveríamos ter chegado, especialmente depois da crise de 2001. Ali abortou-se uma decolagem econômica que tinha tudo para ser construída sobre os alicerces do sacrifício a que o país foi submetido no segundo governo Fernando Henrique Cardoso com 1) a desvalorização cambial de 1999 e 2) o início da política de austeridade fiscal, mesmo que tímida. Agora estamos novamente nos primórdios de um possível ciclo longo de crescimento econômico e, na falta de nuvens de chuva, ameaçam-nos com a borrasca de um corte de energia elétrica. O que o governo Luiz Inácio Lula da Silva fez para reduzir o risco de um apagão? Muito pouco. Verdade que foi mudado o modelo de licitações de novos empreendimentos, com a introdução de critérios que favorecem o consumidor (menor preço). Mas o que Lula fez para dar um salto na infra-estrutura energética do país? Quase nada. Pior, permitiu que as instituições do estado brasileiro fossem penetradas pelo micróbio paralisante do ambientalismo global. Escrevi em O ambientalismo num só país, em dezembro de 2006:

É fácil identificar a ação do ambientalismo global entre nós. Ele é contra tudo. É contra usinas nucleares (por causa do lixo atômico), é contra usinas termoelétricas (por causa da poluição e da emissão de gases), é contra usinas hidroelétricas (por causa das inundações), é contra a construção de rodovias e ferrovias que possam potencializar a expansão da fronteira agrícola (porque é contra expandir a fronteira agrícola), é contra o uso de organismos geneticamente modificados (por causa da ameaça à biodiversidade), é contra o controle soberano do país sobre as reservas minerais localizadas em áreas indígenas (por causa dos direitos dos povos originais), é contra o reequipamento das Forças Armadas e sua capacitação efetiva para defender o território nacional (pois isso seria um desperdício), é contra a integração sul-americana (não se sabe bem por quê).

Por que a construção de hidroelétricas vai em passo de tartaruga? Por alguma misteriosa "incapacidade de gestão"? Não, porque o potencial restante de aproveitamentos está no norte do Brasil, na Amazônia. E o governo do PT é refém de políticas antinacionais que nos impõem a não ocupação econômica da Amazônia, a pretexto de preservá-la. Políticas antinacionais que parecem ter defensores instalados em posições-chave da administração federal. E que, como escrevi no post de mais de um ano atrás, também bloqueiam a nossa agenda nuclear para fins pacíficos. O Brasil tem a sexta reserva mundial de urânio mas engatinha nas usinas elétricas movidas a combustível atômico. Porque essa agenda está paralisada de dentro do próprio governo. Quando a crise de energia explodiu em 2001, montou-se uma solução com o recurso maciço a termoelétricas movidas a combustível fóssil. Que é uma das formas mais poluentes de se obter eletricidade. Mas não se ouvem protestos ambientalistas contra as termoelétricas. Por que será? É mesmo um ambientalismo de araque... E chegamos ao quadro atual. Um país, repito, líder mundial em potencial hidroelétrico não ocupado e detentor de ricas reservas de urânio reza para chover e se apóia em termoelétricas movidas a combustível fóssil, em boa parte importado. Você há de convir comigo que a situação é absurda. Independente da politicagem. Eu tenho uma pergunta pronta para os debates da próxima eleição presidencial. O que o candidato pretende fazer para pôr fim a uma situação em que o Brasil tem que dançar a dança da chuva para evitar a escassez de energia elétrica?

Atualização, às 20:20 de 21/01. Trecho de discurso de Luiz Inácio Lula da Silva na posse de Edison Lobão no Ministério de Minas e Energia:

Nós temos uma decisão do governo, uma decisão da Petrobras e uma decisão de todo o setor: nós queremos fornecer gás para carro, para ônibus, para termoelétrica, queremos oferecer gás para a indústria. Agora, todo mundo tem que ter claro: a prioridade número um do gás é garantir energia neste País. Portanto, na hora que tiver falta de água e precisar utilizar o gás, todo mundo precisa saber que, se for necessário, até o gás que a Petrobras utiliza para tentar achar petróleo, nós vamos transformá-lo em energia, porque o que nós queremos é que este País tenha energia de sobra, de preferência farta, e de preferência a um preço extraordinário.

Acho que está claro o problema.

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16 Comentários:

Anonymous J Augusto disse...

Menos, Alon.
Hoje a situação é bem melhor do que em 2001. Há interligação por linhas de transmissão de uma região para outra (o Sudeste está suprindo o Nordeste).
E há as termoelétricas de backup. Quando falta hidroeletricidade entram as termoelétricas. O problema das termos é que seria para ser abastecidas com gás natural, que está escasso em parte da América do Sul, devido à crise boliviana. Há limitação de fornecimento não só ao Brasil, como na Argentina e Chile.
Mas mesmo assim as termoelétricas, ou pelo menos parte delas podem ser movidas a óleo combustível.
Além disso, concordo com suas críticas às restrições ambientais, mas estamos em uma democracia, e isto é inerente ao regime.
Mesmo assim estão em construção 35 hidrelétricas.
A imprensa testou a hipótese e procurou um especialista de plantão para "atestar" um apagão elétrico agora em 2008/2009. Não encontrou, como havia encontrado na época do grooving em Congonhas.
Todos os especialistas disseram que as termos suprem a deficiência de hidroeletricidade, como um sistema de backup.
Quanto a Angra III, por ser a energia mais onerosa em dinheiro e tempo do que as termos, me parece que está pendente mais das prioridades orçamentárias do que das decisões políticas, que já haviam sido tomadas, na retomada do programa nuclear no âmbito do ministério da defesa, onde a Marinha detém a tecnologia de enriquecimento do Urânio. Agradeça eventuais atrasos à sabotagem da oposição via CPMF.
A leitura da notícia deveria ser inversa: o governo Lula evitou o apagão que poderia haver em 2008/2009 se não tivesse retomado a política de investimentos na Eletrobrás desde 2003 (o que envolveu até repactuação com o FMI, cujo acordo assinado por FHC e vigente na época, considerava investimento em estatais como despesas no cálculo do déficit, bloqueando novos investimentos).
Já que o apagão elétrico não "pegou", a imprensa voltou sua artilharia para a febre amarela, mas parece que o alarmismo provocado está provocando mais efeitos colaterais do que a própria doença, o que deve fazer a imprensa mudar de assunto novamente nos próximos dias, até por receio de processos por parte de cidadãos enfermos gravemente em decorrência de efeitos colaterais da vacina, incitados pela imprensa a duvidarem do que orientava o próprio Ministro da Saúde em rede nacional de TV há uma semana atrás.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 01:11:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

O PT não é refém de forças ambientalistas atrasadas exógenas, Alon. O PT é refém da sua incoerência hereditária, que você tanto elogia.
Mas é facil. É só fazer o que Lula faz a vida inteira. Mude o discurso da água pro vinho e crie uma Fundação Chico Mendes prá calar a boca dos "ex-companheiros" que o carregaram até a presidência. Os novos amigos garantirão a sua sobrevivência política.
Voltando à energia. se você não está gostando de 2008, espere 2009...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 09:20:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, você não repercutiu o fato de haver 31 pessoas internadas (algumas em grave estado) por terem revacinados contra a Febre Amarela antes do prazo de 10 anos da cobertura anterior. A responsabilidade da comunicação social do país (mídia, colunistas, e bloguistas)é notória. Houve uma convocação diária (inclusive de jornalistas da Folha e da Globo)alertando que todos deveriam vacinar, sem qualquer ressalva do risco de inoculação do agente antes do vencimento da vacina anterior.

Rosan de Sousa Amaral

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 09:37:00 BRST  
Anonymous Alexandre Porto disse...

1 - Com as represas cheias, nossas usinas ainda trabalham com bastante conforto; e a opção das térmicas como opções de reserva é a melhor mesmo; Desde que os principais consumidores de gás sejam flexíveis para assim garantir o fornecimento de gás às térmicas; Como só são acionadas em períodos críticos, os efeitos ambientais são minimizados.

2 - Sua pouca preocupação com as questões ambientais é lastimável para um formador de opinião; Balbina deveria servir de lição ao Brasil.

3 - Madeira não atrasou por conta do Ibama e as supostas "forças ambientais internacionais", mas porque o antigo modelo elétrico inviabilizava investimentos estatais e privados. Quanto isso foi viabilizado, o RIMA foi construído em tempo recorde para obras desse porte, em qualquer parte do mundo civilizado. Um a das mudanças do novo modelo é que o RIMA deve ser anterior à licitação. Deixe de acreditar no dep. Aleluia; É bom lembrar que desde 1987 não se viabilizava uma grande hidrelétrica no Brasil (inaugurada em 1994). Lula deixará 3 grandes usinas em construção, o que não é pouco.

4 - Belo Monte estava parada por conta de ações do Ministério Público, ou seja, não adianta querer que o Ibama acelere autorizações, se o MP tem o poder de embargar obras que vão de encontro as leis ambientais. Ou seja, o Governo é refém das leis.

5 - Das nossas 3 maiores hidrelétricas; Itaipu trabalha a toda força; Tucurui já está com afluxo quase normal; Ilha Solteira já está com 57% de volume útil;

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 10:40:00 BRST  
Blogger Briguilino disse...

Quando é para atrapalhar os ambientalistas são os primeiros a chegar, aparecer. Agora na hora de contribuir onde eles se metem?
Estes terroristas ambientais estão a serviço de quem? Do Brasil tenho certeza que não é.

O briguilino é que tá certo quando ataca estes xiitas no seu blog.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 11:02:00 BRST  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Caros J Augusto e Alexandre, equeçam do Fla-Flu. O que eu escrevi é simples. Não dá para um país como o Brasil ficar dependendo de chuvas e só ter gás (importado) como backup. Vocês discordam disso? Outra coisa. O presidente da República teve que quebrar o Ibama em dois para que se obtivesse uma licença ambiental. É razoável isso?

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 12:24:00 BRST  
Anonymous Alexandre Porto disse...

Alon,
Quanto a sua primeira afirmação concordo, mas as outras opções não hídricas serão sempre mais caras ou poluidoras. E dessa forma devem permanecer como backups. Despachar térmicas não é plano B, mas elas já estão definidas no sistema. A aposta na hidroeletricidade ainda é de longe a melhor opção. Dessa forma o Brasil tem fôlego para desenvolver, via Proinfa, outras alternativas, como a solar e eólica que dependem de escala para serem mais competitivas.

Quanto a questão do Ibama eu discordo. Quem rachou o Ibama foi a Marina. É compromisso dela desde antes de entrar no ministério, mesmo contra a opinião de muitos. Essa divisão não altera em nada o modelo de licenciamento, prova disso foi a rapidez da licença para a Transposição. Cada caso é um caso e precisamos apoiar com convicção formas sustentáveis de desenvolvimento.

A licença do Madeira saiu no seu tempo desde quando o marco regulatório foi definido. O Ibama não responde ao governo, mas às leis. Não adianta ela apressar licenças que serão barradas pelo Ministério Público (vide Belo Monte). Você está apenas, se me permite e sem ofensas, repetindo a ladainha da oposição (que não avançou em nada quando foi governo) e da imprensa que adora criar conflitos onde existem apenas debates democráticos entre poderes.

Concordo que existem setores ambientais que exageram em seu radicalismo conservacionista, mas eles não têm influenciado no trabalho do Ibama, que tem batido recordes atrás de recordes em número de licenças nos últimos 3 anos.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 13:01:00 BRST  
Anonymous Alexandre Porto disse...

E para amenizar o debate:

choveu mais de 100mm em quase toda a bacia do rio Paracatu, o maior afluente do rio São Francisco. Desde João Pinheiro a Unaí, o que abrange uma grande região que abastece o "véio Chico".

E na região de Divinópolis, cidade próxima de Belo Horizonte, no Alto São Francico, o total registrado foi de 82,1 mm somente nas últimas 24hs.

Começa, com atraso é verdade, a chover no "lugar certo".

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 13:33:00 BRST  
Anonymous Alexandre Porto disse...

Janeiro já teve 90% da chuva prevista para o mês

Plantão | Publicada em 21/01/2008
O Globo Online

A frente fria estacionada sobre a região Sudeste provocou chuva em todo o estado de São Paulo acumulando 60,3 milímetros no final de semana na estação medidora do Mirante de Santana, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia. Do dia primeiro até as 10 horas desta segunda-feira, o Mirante de Santana já acumula 227,4 mm, o que corresponde a 90% do volume médio de janeiro, que é de aproximadamente 254 mm.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 14:04:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Mesmo com a volta das chuvas e a restauração da capacidade das hidro, continuará a deficiência na matriz energética. No longo prazo, permanecerá o gargalo e o ajuste virá via arrefecimento do crescimento econômico. O que leva a mais uma pergunta aos futuros candidatos: os aumentos de juros visam conter a inflação ou visam arrefecer o crescimento para equilibrar a equação demanda x oferta de energia?
Sotho

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 14:38:00 BRST  
Anonymous J Augusto disse...

Alon,
Eu concordo com sua aflição, mas discordo de sua conclusão.
Podemos olhar o risco energético análogo ao risco país na economia. Da mesma forma que o risco país caiu porque está menos vulnerável a uma moratória técnica, o risco energético (risco de apagão) vem caindo ano a ano, pela interligação nacional do sistema elétrico nas regiões e pelos novos investimentos em geração.
No primeiro governo Lula houve aumento significativo na geração elétrica sem novas usinas. A ampliação das existentes e conclusão de projetos antigos correspondeu a geração de 1,4 Tucurí. Isso nos 3 primeiros anos (não tenho dados até o 4o. e 5o. ano). Foi um acréscimo de 14,2% no total brasileiro. As linhas de transmissão expandiram-se 13,5% ampliando a capacidade de transferência de energia elétrica entre as regiões. Isso apenas nos 3 primeiros anos.
Dos 500 bilhões de investimentos do PAC até 2010, 274 são para infra-estrutura energética. O PAC prevê investimentos para praticamente todas as aflições sobre um apagão: exploração do gás nas bacias de Campos e Santos para auto-suficiência de gás (no PAC está escrito que a meta é dispor de 20% de capacidade de fornecimento de gás acima do consumo interno, o que revela uma produção acima da auto-suficiência). Angra III não está no PAC mas estava em estudo sua retomada. E novas Usinas Nucleares foram previstas como política industrial integrada ao programa do submarino nuclear, dentro de uma política menos imediatista.
Sinceramente, o governo Lula fez e está fazendo a coisa certa em energia, assim com fez na Previdência, na diversificação dos parceiros comerciais externos, na redistribuição de renda e na política de geração de empregos. Há uma má vontade em reconhecer isso por oposicionistas (talvez até por falta de alternativa). Assim como a oposição apostou num fracasso da política econômica que não aconteceu em 2006, estão queimando a língua junto a seus próprios eleitores pragmáticos em 2010, ao desdenharem do PAC.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 16:18:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

O desenvolvimento do País, desenvolvimento e não só crescimento, independe dos desejos e torcidas contra ou a favor. Depende de planejamento e gerenciamento eficaz. Um exemplo de plano com quase todas as suas concepções conclusas no tempo determinado foi o Plano de Metas de JK. Exemplos de planos que não tiveram o mesmo sucesso, os PNDs nos 70s.
Sotho

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 19:06:00 BRST  
Blogger Marcos disse...

Infelizmente os preços mais baixos do kilowatt não está sendo respeitado pelas prestadoras de serviço. Desde o início das privatizações das concessionárias, os reajustes anuais das tarifas têm sido maiores que a inflação. Alguns dessas empresas instituíram a "tarifa social" que permite um reajuste menos para os pequenos consumidores, entretanto, a classe média tem sido premiada com reajustes maiores como compensação. O que tem ocorrido é que o cidadão da consumidor da classe média tem pagado pelo consumo dos mais pobres e os governos e as concessionárias têm ficado com os créditos da "boa ação".

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 20:29:00 BRST  
Anonymous Alexandre Porto disse...

>Acho que está claro o problema

Alon,
o problema é até bem simples de ser resolvido, apoesar de ainda demandar algum tempo. E esse foi o grande erro do Governo Lula, pois acordou tarde para o atual aumento de demanda.

Ouseja, o governo tem que garantir que os consumidores do gás natural que seria necessário para despachar TODAS as térmicas, sejam, flexíveis.

Hoje são flexíveis os automóveis e grandes consumidores industriais de SP.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 20:52:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon,

vc está ampliando os casos de censura para englobar também as manifestações que não entende ou, possivelmente, considera bobas ou sem importância? Escrevi aqui um comentário totalmente dentro dos padrões de censura publicamente expostos por vc, não xinguei a mãe de nenhum jornalista, só formulei uma consideração pós-concreta em homenagem aos deuses da chuva e você cortou? Por que isso?
Talvez seja o caso de esclarecer os novos critérios de censura, incluindo aí os casos de manifestações que o dono do blog considere idiotas, incompreensíveis, fora-de-propósito-sem-motivo-algum, quem sabe até retornando aos postulados estéticos de certas tendências políticas, que condenavam tudo que fosse de vanguarda, degenerescência (burguesa ou judaico-comunista, conforme o lado do crítico luminar), sem sentido, enfim, instituir um tipo de o-blog-é-meu-e-eu-faço-o-que-eu-quero, pois não?

Meus respeitosos protestos, que não tenho a menor esperança de virem a ser publicados, mas que ao menos serão lidos por você.

Anônimo, evidentemente

terça-feira, 22 de janeiro de 2008 11:53:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Bem, obrigado pela publicação de meu protesto. Vou assumir, diante do silêncio, a propósito da censura de mensagens que "os casos omissos (dentre os quais se inserirão as mensagens dúbias ou obscuras ou francamente incompreensíveis para o censor) serão resolvidos pelo dono do blog".

terça-feira, 22 de janeiro de 2008 13:34:00 BRST  

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