terça-feira, 4 de dezembro de 2007

A teoria unificadora (04/12)

Há físicos, dos grandes, que investem toda a vida para avançar na descoberta de uma teoria unificadora do universo. A aposta mais recente é a tal teoria das cordas. Segundo ela (Wikipedia),

(...) as partículas primordiais são formadas por energia (não necessariamente um tipo específico de energia, como a elétrica ou nuclear que, vibrando em diferentes tons, formaria diferentes partículas). De acordo com a teoria, todas aquelas partículas que considerávamos como elementares, como os quarks e os elétrons, são na realidade filamentos unidimensionais vibrantes, a que os físicos deram o nome de cordas. Ao vibrarem, as cordas originam as partículas subatômicas juntamente com as suas propriedades. Para cada partícula subatômica do universo existe um padrão de vibração particular das cordas.

Clique aqui para ler mais. E não venham me acusar de pedantismo ou diversionismo. De vez em quando a gente divaga para conferir algum interesse aos assuntos chatos e repetitivos da política. Para tentar atrair a atenção de quem acha a política repetitiva e chata. Mas se você é meu leitor certamente não se enquadra nessa categoria, admito. Pelo que lhe devo desculpas. Pela enrolação. Ao assunto. É dura a vida dos físicos que tentam explicar o universo. Por isso, por serem gente treinada na adversidade das duras condições para o exercício intelectual, talvez devêssemos recorrer a algum bom físico para nos revelar uma teoria unificadora das posições políticas dos nossos democratas ocidentalistas. Vamos nessa. Por que a luta dos curdos para terem o seu Curdistão é separatista, enquanto a dos kosovares para alcançarem o seu (ou sua, sei lá) Kosovo independente é uma batalha legítima pela independência? Talvez porque a Turquia seja aliada dos Estados Unidos e não aceite a existência de um Curdistão independente, enquanto a Sérvia é aliada da Rússia e a amputação de Kosovo enfraqueceria ainda mais os sérvios. Por que a luta dos católicos irlandeses por um país deles próprios é reprovável, enquanto a dos tibetanos para se desligarem da China merece apoio? Talvez porque o Reino Unido seja o principal aliado dos Estados Unidos, enquanto o eventual Tibet independente representaria um duro golpe na China Popular. Por que a luta dos armênios em busca do reconhecimento de que foram vítimas de um genocídio, cometido pelos turcos, provoca arrepios, enquanto a luta dos judeus vítimas do Holocausto ocupa o coração da política externa americana? Talvez, novamente, por a Turquia ser amiga dos Estados Unidos. Assim como Israel. Vamos em frente. Por que a minoria que pretendeu impedir pela força os trabalhos da Assembléia Constituinte boliviana (foi por esse motivo que os constituintes tiveram que se recolher a um quartel para aprovar o texto básico da nova Carta) é digna de encômios, enquanto se acusa o presidente da Rússia de usar métodos heterodoxos de persuasão para vencer as eleições parlamentares? Talvez porque a oposição boliviana seja pró-americana, enquanto Vladimir Putin é uma pedra no sapato de Washington. Por que o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, é alternadamente tratado como "ditador" e "presidente"? Talvez porque ele mereça ser chamado de presidente, quando aparece no noticiário aliado à Casa Branca na luta contra o terrorismo, e de ditador, quando resiste a abrir caminho para políticos mais amigos ainda dos Estados Unidos. Por que o respeito aos direitos humanos é invocado como pedra de toque nas relações internacionais quando se analisam as relações com o governo de Myanmar e o mesmo não se dá quando entram na pauta os presos de Guantánamo? Talvez porque num caso se trate de Myanmar, às portas da China, e no outro de um enclave americano de facto em Cuba. Por que a oposição brasileira exige aos gritos que a Venezuela seja deixada de fora do Mercosul, devido a um suposto déficit de democracia, mas essa mesma oposição enche-se toda de alegria e prazer quando fala das grandes oportunidades de negócios e das vigorosas relações comerciais com a China? Talvez pelos bons negócios e também porque nem o mais maluco dos fundamentalistas de Washington proponha romper com a China em nome da luta pela democracia. Lembrem-se, ademais, de que os chineses sustentam os gigantescos déficits da economia americana. E talvez, finalmente, porque não interesse aos Estados Unidos um Mercosul forte, capaz de equilibrar o jogo dos acordos bilaterais, esse atalho encontrado pelos americanos para dividir a América Latina e tornar viável a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Eis minha modesta teoria unificadora. Nossos democratas ocidentalistas são antes ocidentalistas que democratas. São democratas e defensores da soberania das nações nos casos em que a independência nacional e a democracia convêm aos interesses dos Estados Unidos. Reparem como a opinião deles sobre a guerra no Iraque foi mudando conforme ia mudando o sentido dos ventos no norte. Comparem os escritos de antes e de agora. Agora eles acreditam que a vitória sorrirá ao candidato democrata na sucessão americana do ano que vem. E viraram todos críticos de George Bush e militantes recém-convertidos ao ambientalismo. Mas se os democratas morrerem na praia, como é possível, os neocríticos da doutrina de Bush voltarão correndo para o lar republicano e fingirão que nada aconteceu. Eles são assim faz tempo. Fazer o que? Une-os a total incapacidade de raciocinar de acordo com os próprios interesses, ou de acordo com os interesses do país. Além da arrogância, é claro. Puxa! Acho mesmo que cheguei a uma teoria unificadora. Ainda que não original, reconheço. Nossos democratas ocidentalistas são sul-americanos e brasileiros, mas sofrem com isso. Eles gostariam mesmo é de ter passaporte americano e falar inglês em casa. De preferência uma casa de subúrbio, bem afastada de guetos negros e latinos. Você discorda de mim?

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23 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Como vc classifica quem acha que a luta dos curdos, dos kosovares, dos católicos irlandeses, dos armênios, e outros pela independência é legítima, que acha que a minoria boliviana deve ser condenada pelos métodos que utilizou, mas que acha Mushararaf um ditador militar, Puti,n um exemplo da força da Rússia profunda e autoritária, Myanmar uma ditadura, que foi contra o massacre da Praça da Paz Celestial, mas é a favor da entrada da Venezuela no Mercosul. Como vc vê Alon é bem difícil ter uma teoria unificadora qq que seja.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007 13:49:00 BRST  
Anonymous Luiz Lozer disse...

dá para discordar não, meu caro.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007 13:54:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon,
não discordo porque não entendi o seu texto. Relerei com mais vagar...
Dá para fazer um resumo? Ou explicar com um desenho?
Sds.,
de Marcelo.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007 14:42:00 BRST  
Anonymous F. Arranhaponte disse...

Eu discordo, é claro. Mas declaro minha derrota por nocaute técnico. Eu jamais teria paciência para criticar cada uma das falácias (a China não pediu para entrar no Mercosul, logo a ela não se aplica a cláusula democrática, etc).

Há muito mais paixão no seu anti-americanismo do que no meu pró.

Mas gostei do detalhe insólito de citar a teoria das cordas. Eu tenho a minha teoria sobre a teoria das cordas, que é um treco bizarríssimo e sem nenhuma elegância (11 dimensões ou coisa que o valha, por que não 37, por que não 113,29?). A teoria das cordas é uma caso típico de entropia explicativa. O objeto é tão complexo, tão complexo, que os modelos vão se complicando até o ponto em que simplesmente não tem mais sentido ter modelo (que me adianta uma teoria de que o universo é montado em cima de minhoquinhas vibrantes, que esparram-se por 11 dimensões - ainda mais se é certo que em uma ou duas décadas tudo mudará, quem sabe gnominhos saltitantes em 47 dimensões?).

Alon, talvez o mesmo valha para as suas teorias totalizantes da política. O mundo está muito confuso, e e a entropia explicativa talvez seja o triste destino final de todas as nossa matutações

terça-feira, 4 de dezembro de 2007 15:03:00 BRST  
Anonymous bernardo disse...

Como se diz aqui na ilha (Floripa!), que não é Cuba, mas é linda e maravilhosa tb, ARROMBASSI!, DESTE UM BANHO MÔ NEGU!, isto é, foste muito bem no post acima, com o qual concordo 100%.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007 15:12:00 BRST  
Anonymous Artur Araujo disse...

Bem dizia o finado Capistrano: "os 'liberais' brasileiros têm o pé na casa-grande e a cabeça em Miami".
Post impecável!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007 16:05:00 BRST  
Anonymous Cfe disse...

Alon,

Vc está está generalizando a idéia de que todos aqueles que são próximos das posições norte-americanos só o são porque estas partem dos EUA e não porque acreditam nelas. Isso, embora não seja verdade, seria condenável.

Mas o que dizer da crítica implicita aos EUA devido ao suposto poder avassalador que tudo pode e pouco faz? Comparar Guantánamo e Miammar?!?!

E o que dizer da turma que está no poder e durante anos condenava tudo unicamente por ser imperialista, capitalista ou que rotulassem? E isso ainda não parou porque continuam com a conversa dos "500 anos que a oposição estiva no poder".

Cumprimentos

terça-feira, 4 de dezembro de 2007 18:14:00 BRST  
Blogger Rodrigo disse...

Parabéns Alon.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007 22:35:00 BRST  
Blogger Frodo Balseiro disse...

Discordo de você Alon.
Você trata de considerar coisas diferentes como iguais.
Todas as manifestações políticas que se encarreguem de lutar contra o autoritarismo, em defesa da liberdade, da pluralidade, da alternancia no poder, da garantia das leis, dos contratos são legitimas!
Ao "aprovar" as mudanças constitucionais bolivianas, dentro de um quartel, sem a presença da oposição, apenas lendo o "índice" da nova carta, o cocalero Evo Moralez desrespeitou a democracia e a liberdade.
Para os outros exemplos que você dá, tambem é possivel ver claramente quando a liberdade esta sendo destruída!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007 07:21:00 BRST  
Anonymous TAQ disse...

Alon, como sempre a generalização nunca dá certo, neste seu post acontece isso também.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007 09:54:00 BRST  
Blogger ZEPOVO disse...

Perguntas pertinentes e incômodas para alguns. As liberdades democráticas dependem do lado em que nos encontramos....
Poderiamos perguntar, porque os americanos não foram "libertar" povos africanos como fizeram com os iraquianos. Na Africa, ditadores e milícias promovem massacres, mas Bush não sabe de nada...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007 10:36:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

Alon

Se me fosse dado escolher viver em qualquer país eu não teria a mínima dúvida em escolher os EUA. Para horror dos patriotas com moradas de veraneio em Paris ou Miami, se fosse até 30 anos mais jovem eu não pensaria duas vezes perante a oportunidade de optar pela cidadania americana e viver nos EUA. E certamente não me importaria em trabalharia como garçon ou lavador de pratos para pagar meus estudos.

Eu jamais escolheria viver e optar pela cidadania boliviana, por exemplo.

Eu nunca deixo de me surprender com o tanto que o antiamericanismo de todos que alimentam o nobre ódio do Império é movido pelo mais baixo ressentimento. Tão baixo que uns até chegam ao ponto de colocar suas fichas ideológicas, suas intolerâncias e seus ódios, numa aposta que, se vencedora, nos conduzirá a um novo holocausto e nos fará retroceder à barbarie: o islamismo fascista.

Fico com a política externa americana, sem desconhecer ou criticar seus excessos e oportunismos, por essa singela razão: os EUA é hoje o país que peita sem meias palavras o islamismo fascista. A democracia americana é um belo exemplo para um mundo que ainda namora escandalosamente com ideologias e regimes totalitárias.

Tem ideia do o que poderia acontecer se os EUA perdessem sua influência no Paquistão? Esqueceu que o Paquistão domina a tecnologia completa para fabricação de armas nucleares (já tem a bomba)? Esqueceu-se que o Paquistão é um grande deposito de onde o fascismo islâmico retira mártires da causa e intelectuais da causa? Você acredita de verdade que em nome da soberania do povo paquistanês os EUA devem cortar o apoio ao atual governo do Paquistão?

A Sérvia busca apoio de Putin pela simples razão de os EUA terem posto um ponto final no seu laborioso trabalho de limpeza étnica no Kosovo: "malditos imperialistas, não se metam em nossos assuntos internos". Os politicamente corretos antiamericanos denunciaram em coro mais essa investida do imperialismo ianque contra a liberdade dos povos.

Quanto aos EUA serem o principal aliado de Israel, você já escreveu em posts passados explicando como os EUA são fundamentais para a existência do Estado de Israel. Irados antiamericanos descarregaram contra você o seu anti-semitismo muito mau disfarçado de anti-sionismo.

Seu post é matreiro, como bem observou o Arranhaponte. As respostas para as perguntas que você propõe, se reunidas, poderiam ser matéria suficiente para edição de um livro com não menos que 200páginas.

Abs.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007 11:32:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

zepovo

"As liberdades democráticas dependem do lado em que nos encontramos...."

Você resumiu nessa frase a questão de fundo (ARMADILHA) do post: um passo em falso e a gente descamba pelo abismo relativista.

ÉTICA E RELATIVISMO CULTURAL
Harry Gensler
John Carroll University, Cleveland, USA

Relativismo Cultural (RC): "Bem" significa "socialmente aprovado." Escolhe os teus princípios morais segundo aquilo que a tua sociedade aprova.(...)

Começaremos por ouvir uma figura ficcional, a que chamarei Ana Relativista, e que nos explicará a sua crença no relativismo cultural.

Ana Relativista

O meu nome é Ana Relativista. Aderi ao relativismo cultural ao compreender a profunda base cultural que suporta a moralidade (...).

Considere a minha crença de que o infanticídio é um mal. Ensinaram-me isto como se se tratasse de um padrão objectivo. Mas não é; é apenas aquilo que defende a sociedade a que pertenço. Quando afirmo "O infanticídio é um mal" quero dizer que a minha sociedade desaprova essa prática e nada mais. Para os antigos romanos, por exemplo, o infanticídio era um bem. Não tem sentido perguntar qual das perspectivas é
"correcta". Cada um dos pontos de vista é relativo à sua cultura, e o nosso é relativo à nossa. Não existem verdades objectivas acerca do bem ou do mal. Quando dizemos o contrário, limitamo-nos a impor a nossas atitudes culturalmente adquiridas como se se tratassem de "verdades objectivas".

"Mal" é um termo relativo. Deixem-me explicar o que isto significa. Quero dizer que nada está absolutamente "à esquerda", mas apenas "à esquerda deste ou daquele" objecto. Do mesmo modo, nada é um mal em absoluto, mas apenas um mal nesta ou naquela sociedade particular. O infanticídio pode ser um mal numa sociedade e um bem noutra.

Continua aqui

http://orltambosi.blogspot.com/2006/08/tica-e-relativismo-cultural.html

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007 13:28:00 BRST  
Blogger Rodrigo disse...

Legal a solução, por que não nos mudamos todos pros EUA? Os bolivianos são infelizes por não serem americanos? Mas se eles tentam lutar para ter o mesmo nível de cidadania que os americanos, aí não pode? Vai entender...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007 16:34:00 BRST  
Anonymous Cfe disse...

Paulo,

Vai parecer que estou pegando no seu pé, mas acho que o Alon é judeu e nesse caso não dá para acusa-lo de anti-semita.

Cumprimentos

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007 18:54:00 BRST  
Blogger Julio Neves disse...

Faz sentido se considerar os EUA como a grande nação do mundo. Ou o grande império que influencia tudo e todos.

A pergunta: ficar do lado americano é bom ou ruim?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007 02:07:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Muito bom. continue estudando. Muitos fenômenos mais aparecerão para confirmar suas hipóteses.

Ignotus

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007 11:04:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Pôxa Paulo Araújo,

com tanto país no mundo e vc vai logo escolher um em que possa morrer assassinado por um maluco no shopping center, no cinema, na escola de seus filhos buscando-os?

Olha, vou dar algumas sugestões de outros países, tão capitalistas e ocidentalistas quanto aos Estados Unidos e onde se vive com muito mais dignidade. Vai lá.

1. Todos os nórdicos. Suécia, Dinamarca, Finlândia, Noruega (não confundir com Noriega, senão os EUA são capazes de bombardear e matar). Ali se vive bem, com tranquilidade, e de quebra pode-se ter contato visual com islâmicos e constatar que não são as bestas-feras que a mídia oligopolizada pinta que são. Islândia não aconselho: é um pouco frio e ilhado demais.

2. Canadá: vizinho e aliado dos EUA, o Canadá é um país tranquilo, de gente normal, que não se entope de amburgui com french fries e nem empilha caixas de balas (balas, aqui, entendidas como munição de armas de fogo)no armário. Tem um índice de desenvolvimento humano muito bom, e ninguém sai atirando em ninguém na rua.

3. Alemanha: outro aliadíssimo dos EUA, só que mais agitado. Na Alemanha tudo tem seu lugar, de modo que se você desejar ver alguma violência, só pra não esquecer do Brasil, pode ir até as cidades dominadas pelos nazistas no sudeste do país, pos lados da República Tcheca. Só tome cuidado se sua tez for um pouco mais escura do que possa ser considerado ariano. Aí vc passa a ser alvo.

4. França: tolerante com os islâmicos, pode representar uma boa alternativa. Paris é uma cidade boa e acolhedora, e se vc não quiser ver islâmicos é só ficar pelo centro da cidade e se afastar dos bairros operários.

5. Desaconselháveis: Inglaterra (muito caro e alvo de islâmicos raivosos; brasileiros são assassinados no metrô); Espanha (de vez em quando um trem explode); Itália (está tranquilo mas cresce a xenofobia; pode explodir uma bomba qualquer dia desses; Bentão XVI, este democrata exemplar, não tem papas na língua e vive cutucando a onça fascista com vara curta).

Enfim, espero ter colaborado para ampliar seus horizontes. Agora, se vc realmente quer ação, vá morar em Israel. Lá explode bomba toda hora, tem desses tarados assassinos feito na "América", e vc poderá trabalhar como garçon, varredor de rua ou outras atividades menos qualificadas e ganhar um bom troco. Eles exploram os palestinos e outros tipos de árabes, mas certamente preferirão um brasileiro pacífico, pois as chances de não estar amarrado a meio quilo de dinamite na cintura é bem menor.

Abs,

Ignotus

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007 11:21:00 BRST  
Anonymous Cfe disse...

Ignotus,

No Canadá as pessoas tem muitas armas em casa, principalmente na parte anglófona/protestante. É um fato que intriga muitos pesquisadores o porque da diferença dos níveis de violência em relação ao seu vizinho. E a alimentação é muito parecida com a dos americanos. Estou falando isso porque tenho parentes que nasceram lá.

Em relação a Espanha e Itália, as regiões do norte desses países são magníficas para se viver. Até o mal falado País Basco é acolhedor. Os indicadores dos níveis de vida podem ser melhor no norte da Europa, mas para um "latino" viver os melhores países são os do sul.

Cordialmente,

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007 08:05:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

O índice Ignotus de civilidade acaba de excluir o Canadá de sua lista de sugestões.

Itália e Espanha continuam, como o Rio de Janeiro, lindos, mas as bombas explodem muito próximas. Mantém-se a recomendação de cautela.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007 09:08:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

Caro Ignotus

Eu jamais escolheria viver na porção jeca do Grande Satã. Sou cosmopolita. Meu destino seria NY, onde após a implementação da “política de tolerância zero” daquele prefeito fascista de origem italiana e da não menos gestão fascista da polícia os índices de criminalidade desabaram.


Países Nórdicos
Examinei suas sugestões. Sendo de origem latina, tenho certeza que não seria feliz lá. Em NY, eu poderia conviver com outros brasileiros ou, dependendo dos brasileiros, fugir deles (ouvi dizer que há uma enorme contingente de brasileiros vivendo lá). E com grande vantagem, em relação aos países nórdicos, de me fartar com uma boa feijoada para matar a saudade quando me desse na telha. Eu não teria problema com os hábitos alimentares dos americanos. Tenho 55 anos e cresci na capital de SP. Acho que eu tinha uns cinco ou seis anos quando comi o primeiro Xburguer salada com ketchup e bebi a minha primeira coca-cola. Meus pais comiam hot dogs muito antes de me conceberem. Isso faz tempo. Sou primogênito. As french fries da minha falecida avó, criada no interior de SP, eram uma delícia. A Noruega só me atrai pelo bacalhau, que eu adoro. Minha avó portuguesa era uma excelente cozinheira. Também tenho enorme curiosidade para conhecer uma cabeça de bacalhau. Não preciso ir tão longe para conhecer muçulmanos. Conheço muitos no Brasil.

2.O Canadá eu descarto, já que você me diz que lá é muito parecido com NY.

3. Na Alemanha e na França é muito melhor ir como turista, para gastar os dólares que ganharia em NY. Não tenho mesmo curiosidade por bairros operários. Nasci no Belenzinho. Se você é de São Paulo você sabe. Se não é, pesquise no Google “belenzinho”. Belenzinho não é bairro, acho. No meu tempo, era a pequena porção do Belém limítrofe com o Bráz.

4. Como você me parece um cara legal, vou aceitar seu conselho e descartar Inglaterra, Espanha e Itália.

Não é Bentão XVI. É Bento XVI, que também não é democrata. É Papa da Igreja Católica Apostólica Romana, uma instituição milenar que, embora tenha introduzido no ocidente o princípio da eleição por voto individual, secreto e a validação da eleição com maioria de 2/3 ou maioria simples (Bento XVI extinguiu a validação por maioria simples), está fundada num rígido sistema hierárquico que é a condição aceita por livre e espontânea vontade por todos que a ESCOLHEM. Como toda instituição humana, Ela é mediada pela história, ora veja, dos homens! Para outros esclarecimentos, consulte meus comentários aqui: http://blogdoalon.blogspot.com/2007/12/como-os-homens-devem-enfrentar-as.html

5. Quanto aos exploradores de palestinos e outros tipos de árabes, o que penso a respeito já manifestei aqui em várias oportunidades. Se lhe interessar saber, no link acima há um bom apanhado do meu pensamento sobre o tema.

Eu agradeço a você as sugestões que me fez. Vou imprimi-las e guardá-las para consulta, se você me permitir.

Abs.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007 15:32:00 BRST  
Anonymous paulo araújo disse...

cfe

Não dirigi a crítica ao Alon. Quis apenas radicalizar o relativismo antiamericanismo. No caso específico do islamismo fascista e dos seus aliados o que se observa é um mal disfarçado anti-semitismo. Em alguns casos o disfarce é grotesco. Noutros ele é mais sofisticado, como é o caso de muitos intelectuais europeus.

Alon me parece mais um anti-imperialista que escreve em conformidade com um dos livros canônicos do marxismo-lenismo. Foi revelado por Lênin, um dois pais fundadores da sua doutrina: Imperialismo. Etapa Superior do Capitalismo.

Abs.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007 19:04:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Só um detalhe: comi uma excelente feijoada em Estocolmo, bem no centro da cidade. Tinha até caipirinha pra acompanhar. Só não tinha ambulãncia esperando na porta, o que significa, na opinião de Stanislaw Ponte Preta, que não era completa.

Abs,

Ignotus

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007 20:37:00 BRST  

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