segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Reciprocidade (17/12)

O professor Fábio Wanderley Reis cita gentilmente este blog em sua coluna no Valor Econômico. Faz referência ao post Deixem o PSDB em paz na oposição, que permitiu ao blog bater de longe o recorde de visitas em um dia, na última quinta-feira. Clique aqui para ler a coluna do professor.

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7 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Incrível a semelhança de conteúdo e das falácias de ambos os textos. Ambos partem do pressuposto que a CPMF era um tributo de excepcional qualidade e indispiensável para manter a saúde pública em funcionamento. E que o PT e o PSDB são exatamente a mesma coisa (com o que concordo), mas se esquecem que quem liderou a revolta do Senado foi o DEM. A nenhum deles ocorreu quer a CPMF caiu porque era ruim, prejudica a competitividade dos produtos nacionais, não serve para fiscalizar ninguém (não pegou Waldomiro, Gautama, Vedoin, por exemplo, nem Renascer) e muito pouco dela vai efetivamente para susteantar a saúde, esta prestada com qualidade subsaariana à população.
Vcs. combinaram a retórica, ou têm um mentor comum?
Sds.,
de Marcelo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007 14:17:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Nenhuma das duas, Marcelo. Apenas não estão cegos pela ideologia. Ambos os textos são muito bons.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007 14:41:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Alon, analisando a experiência recente da CPMF, e a balbúrdia que é o atual sistema tributário eu acompanho a opinião do Sr. Marcos Cintra (vice-presidente da FGV) que a defendia e hoje ainda defende como imposto único (base de cálculo a movimentação financeira), conforme publicado hoje na Folha de S Paulo (pág. 03).
Tal imposto a 1 ou 2% é melhor que o PIS/COFINS, IRPJ/IRPF, IPI, etc.
Nunca esquecendo que dinheiro não tem carimbo, e a conta da entrada (arrecadação) tem que fechar com a conta da saída (orçamento aprovado pelo Congresso).

Rosan de Sousa Amaral

Rosan de Sousa Amaral

terça-feira, 18 de dezembro de 2007 16:05:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Colega anônimo,
eles é que estão cegos pela ideologia. Jogo de equipe? Não seria inédito...
Citei alguns dados aos quais vc. não deu nenhuma atenção. É mais fácil apontar uma inclinação ideológica do adversário, né?
Um rótulo bem pregado vale mais que mil palavras.
Sds.,
de Marcelo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007 16:15:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

Sr. Rosan,
além do valor arrecadado e do mecanismo arrecadatório, é preciso considerar a partilha do butim pelos entes federativos. As contribuições são um tipo de tributo esquisitão, criado pela Constituição de 88, contendo um problemão: esses recursos ficam nas mãos da União, sem previsão de repasses. Esse tipo de tributo concentra poder em Brasília, enquanto governadores e prefeitos se esfolam para conseguir recursos. Acabam de pires na mão, como a governadora Ieda Crusius, batendo na porta do Palácio da Alvorada, dispostos a apoiar o que o presidente pedir. De fato, uma reforma tributária é indispensável para o futuro do País.
Sds.,
de Marcelo.

P.S.: quem acredita que a CPMF é isonegável deveria visitar mercadinhos de bairro, postos de gasolina, bancas de camelôs e pontos de bicho para ver quanto dinehiro muda de mãos sem pagar nada. Precisa também conversar com algum bilionário que transferiu seus recursos para uma offshore em paraíso fiscal. Esse tutu voltou depois para o Brasil, entrando na tal ciranda financeira, porque o governo Lula deciciu não cobrar de investidores estrangeiros nem IR, nem CPMF, nem IOF, nem nada mais.
E o efeito fiscalizatório já caiu por terra com os mensaleiros, nunca incomodados.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007 18:53:00 BRST  
Anonymous J Augusto disse...

Marcelo:
Você disse: "A CPMF não serve para fiscalizar ninguém (não pegou Waldomiro, Gautama, Vedoin, por exemplo, nem Renascer)".

Respondo: No noticiário disseram que a Gautama não apresentava irregularidades tributárias, ou seja, sobre o que ele fatura, ela pagava impostos, então não havia sonegação, as irregularidades era nas medições das obras e licitações combinadas.
Vedoim também era obrigado a pagar impostos porque seu faturamento vinha de licitações (se o próprio governo pagava, ele sabia o que Vedoin faturava). Seu crime era de superfaturamento, e entrega de ambulância aquém das especificações vendidas, mas sobre o que faturava, pagava impostos. Waldomiro não tenho subsídios para opinar e os donos da Renascer foram presos nos EUA com dinheiro vivo, o que naturalmente é impossível da CPMF pegar.
Mas para citar apenas um caso bem notório, quero lembrar-lhe que o relatório da Polícia Federal sobre o mensalão tucano em MG, aponta a movimentação atípica de recursos financeiros em uma empresa da família de Walfrido Mares Guia muito superior ao faturamento declarado, graças aos dados da CPMF.
Eu conheço pessoalmente uma senhora, mãe de um artista famoso, que não vou citar o nome por motivos óbvios e porque ouvi em conversa reservada aos presentes, que por movimentar o dinheiro do filho em sua conta (que não declarava esses valores no IR), caiu na malha fina justamente pelo cruzamento das transações financeiras fornecidas pela CPMF com a declaração de renda. Resultado: ela foi autuada e teve que pagar sobre o que o filho não declarava.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007 03:25:00 BRST  
Anonymous Anônimo disse...

José Augusto,
obrigado por confirmar minha afirmação de que a CPMF é sonegável.
Sds.,
de Marcelo.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007 10:34:00 BRST  

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